História Something New - Capítulo 34


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Heoserendipity, Jikook, Jungkook Pai, Minkook, Romance, Slow Burn, Vhope!mention, Yaoi
Visualizações 462
Palavras 1.892
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - Epílogo (parte 2)


— O que foi, Nay? — Seunghyun perguntou. — Como você sabe o nome do meu irmão?

— Não é tão difícil, né? Você é Park e disse que o nome do seu irmão era Jimin. — ela se fez de desentendida. — Vai lá em casa na segunda. Você nunca foi lá, acho que está na hora.

— Acho melhor não. — Seunghyun coçou a cabeça. — Da última vez que ficamos sozinhas… Ér…

Nayeon abaixou o rosto, lembrando-se de que tinha tomado a iniciativa de beijar Seunghyun. Suas bochechas ficaram bem vermelhas.

— Não vai acontecer nada. — ela tentou acalmar. — Meu pai estará lá. Quer dizer, eu acho que os dois estarão lá, pois meu pai chega amanhã a noite de viagem.

— Eu respondo para você na segunda, Nay. — a mais velha sorriu. — Acho que eu devo conhecer seus pais, né? Principalmente o pai Jungkook.

— É… Mas o pai Jimin também. Eu só espero que você não morra do coração.

— E por que eu morreria do coração? Só se seu pai fosse o meu irmão, né?

— Aaaah… — ela tentou falar algo, só que nada saiu. — O que você faria se reencontrasse o seu irmão? — Nayeon perguntou. — Tipo, você cruzasse com ele do nada na sua frente, hein?

— Eu não tenho nenhuma esperança de reencontrar ele e nem sei se quero.

— Todos nós queremos. Pelo jeito que me fala, ele te amava demais, com certeza, ele não deve ter te esquecido, unnie. Ele deve falar de você todos os dias, porém ele precisava de uma vida diferente. Ele precisava ser feliz também. Não pensa que foi uma coisa fácil para ele largar a família, o país, você e correr perigos.

— Muito linda essa visão utópica que você tem, Nayeon.

— Não é “utópica”, Seunghyun. É a verdade.

— Ah, tá bom. — a mais velha sorriu, jogando um avental para a amiga. — Vamos parar de falar do Jimin, certo?

— Eu conheço seu irmão. — Nayeon falou de vez.

— Não conhece, Nayeon, para de brincadeira! — a mesma começou a ficar nervosa. — O Jimin que conhece é o Jeon Jimin e o meu é o Park Jimin.

— Ele mudou o sobrenome para conseguir certos direitos como um estrangeiro casado com um sul-coreano. Afinal, ele não tinha tanta honra em seu sobrenome, pois a família dele, tirando a irmã, não gostavam tanto assim dele e a minha família o acolheu como um filho.

— Para de brincadeira. Você não conhece meu irmão, então… Sabe, Naeyon, para de agir como todos os Jimins tivessem um potencial para serem meus irmãos.

— Esse tem! Eu conheço muito bem, porque ele é meu pai. Ele é casado com meu pai e eu tenho convicção de que ele é seu irmão, sim.

— C-como…

— Ele sempre falou de você para mim. Eu lembro de ver ele chorando em datas especiais, quando eu era pequena. Eu sempre pegava ele conversando com o céu e pedindo para que você estivesse bem e segura. Desejando que você se adaptasse ao país e não sofresse o quanto ele sofreu. Pedia perdão por ter te deixado lá, pois ele não podia arriscar sua vida do mesmo jeito que arriscou a dele. Eu perdi as contas de quantas vezes desenhava ele com a irmã, desenhava ele com nossa família. Quando ele casou com meu pai, a coisa que ele mais desejava era que você tivesse lá, vendo a felicidade dele e que a “única parte da família que ele realmente se importava”, fizesse parte dessa família que estava construindo. Meu pai até deu um ursinho fofo para ele, dizendo para te representar nos momentos que ele ficasse triste e nada mais pudesse deixar ele feliz. Unnie, com o tempo ele pode ter se acostumado com a dor, porém não te esqueceu. Esses dias mesmo ele estava falando sobre como você estaria. Ele me olhou e disse: “Sua tia estaria do mesmo jeito que você, caso estivesse aqui”. Ele ama você, ama tanto, que eu cheguei a sentir ciúmes de uma pessoa, porque eu nunca poderia ocupar a parte desse coração que é só reservado para você, Seunghyun.

— Você me conhece há pouco mais de um ano, como nunca me contou isso? — Seunghyun limpou as lágrimas de seu rosto. — Que espécie de amiga é você?

— Eu estava meio desligada disso. Você só falava “Jimin” e Jimin é um nome super comum. Por um momento, como não ouvia mais seu nome com tanta clareza lá em casa, eu acabei arquivando essa informação. Te convidei várias vezes par ir lá em casa e, unnie, não aja como a culpa disso fosse só minha. Se tivesse aceitado meus mil convites para visitar minha casa, você saberia. — Nayeon ficou irritada. — Eu tenho quase certeza que estamos falando da mesma pessoa, você só precisa confiar.

— Nayeon, vai embora.

— Oi?

— Vai embora. — a mais velha virou o rosto. — Já vai começar a festa e você fica falando essas coisas que eu não quero ouvir.

— Eu entendo que você fique magoada, ok? Eu também ficaria, eu acho. Afinal, se meu irmão desaparecesse há anos e pensasse que ele me abandonou, eu ficaria com muita, mas muita raiva. Só que não foi isso o que aconteceu. Jimin te ama muito e sempre amou. Você precisa revê-lo e conversarem.

— Eu não quero.

— Mas você vai, ok? — Nayeon bufou, saindo de perto de Seunghyun. — Pois eu vou contar para ele, certo? — ela disse pela última vez, entregando o avental para uma criança que passava por ali.

O rosto de Nayeon pegava fogo. Sua garganta estava travada como quisesse chorar, por mais que ela não quisesse chorar. Há um pouco mais de um ano, ela era uma ponte entre Seunghyun e seu pai, porém não conseguia ver, só porque resolveu fingir que a mesma não existia mais, para não voltar a machucar Jimin.

Ao chegar em casa, bem mais cedo do que estava planejando, ela pegou todos de surpresa. Inclusive Jimin que não escondeu o sorriso em seu rosto de ver a filha tão cedo em casa.

— Você chegou muito cedo. — Jimin comentou, ainda com o grande riso em seu rosto. — Por acaso seu pai te ligou, mandado você voltar?

— Não, mas sua irmã me mandou volta!

— Ah… Minha irmã? — Jimin franziu o cenho.

— Sua irmã, sim! Park Seunghyun, né? Então, eu conheço ela, só que ela não quer falar com você e ficou com raiva de mim, só porque não alimentei as ilusões dela que você não queria mais vê-la.

— Nayeon, para de brincadeira. — embora tivesse um fio de esperança, dentro de si, Jimin já tinha ouvido muitas pessoas dizerem que conheciam sua irmã e no final não ser.

— Não é brincadeira, ok? Se quiser, pode ir atrás dela. Ela estuda junto comigo, pode ir lá. Pode ir agora onde está tendo a festa dos refugiados norte-coreanos. Quer dizer, não vai, pois ela deve ter saído de lá, com medo de que eu te levasse para vê-la. É, pai, agora você está um passinho da sua irmã. Demorou, mas chegou. Só aviso que ele está morrendo de raiva de você.

— Eu deveria acreditar em você ou você está inventando?

— Eu tenho cara de seis anos? Eu fazia isso, pois eu não queria te ver triste, porém agora eu estou falando a verdade. Certo, tem a margem de erro dela não ser sua irmã, porém tudo se encaixa, ok? A cidade que nasceram, nome dos pais, sobrenome, o jeito que ela fala do irmão, é a mesma forma que você fala dela. A época que o irmão dela sumiu, é a mesma de quando começou a cuidar de mim. Só que agora, ela está com raiva de mim e eu não quero falar sobre isso!

Nayeon terminou de subir as escadas até seu quarto, deixando Jimin com uma pulga atrás da orelha. Ele até sentia falta de quando ela era menor, mesmo que sua personalidade continuasse a mesma. Ele coçou a cabela, bem intrigado com o que a filha tinha dito e estava tão preocupado, como estava com o estômago embrulhado de ansiedade. Uma ansiedade que nem o mesmo sabia o motivo.

* * *

Seunghyun andava tão rápido que seu pé já estava doendo de tanta força que fazia com as pisadas no chão. Ela sabia muito bem onde era a casa de Nayeon, já que muitas vezes veio com ela até a porta, porém nunca entrou. Quando se aproximava da casa, ela viu um homem na porta. Ela engoliu seco só de pensar que poderia ser Jimin. O seu Jimin. O seu irmão.

— Jimin? — ela chamou, assim que parou no portão da casa.

— Jimin? — Jungkook virou-se e deu uma risada. — Está procurando ele?

— Ele é pai da Nayeon, certo? — ela perguntou. — Eu sou amiga da Nayeon.

— Seunghyun? — ele perguntou, recebendo um aceno de confirmação. — Sou Jeon Jungkook, o outro pai dela.

— Ela está aí?

— Acho que todos já saíram. Você é colega da Nayeon, certo? Não foi para a aula?

— E-eu faltei. — ela deu uma risada. — Eu queria falar com Jimin.

— Ah, eu sabia que Jimin estava ajudando vocês.

— Ajudando?

— Ela me contou que gostava e você. Quer dizer que estão namorando e Jimin ajuda?

— Não! Quer dizer, ela gosta de mim? — Seunghyun ficou paralisada.

Como ela imaginava o beijo que tinha recebido de Nayeon, não foi apenas curiosidade mesmo.

— Falei demais. — o homem deu uma risada, nervosa. — É brincadeira para descontrair.

— Não me descontraiu. — ela respondeu sem graça. — Eu estou indo.

— Espera. O que você quer com Jimin?

— Vê-lo.

— Vê-lo?

— Ele pode ser uma pessoa muito importante para mim, senhor Jeon. — ela respondeu, tentando não ficar nervosa de novo. — Eu só quero saber se ele é meu irmão.

Jungkook olhou bem para a garota, reparando que seus traços lembravam de Jimin, principalmente o formato da boca.

— Park Jimin. — ela falou.

— Park Jimin. — ele engoliu seco. — E-le… Ele trabalha perto daqui, mas…

— Por favor, não ache que eu sou doida, ok? Eu estou há dez anos procurando meu irmão. Nayeon acha que ele pode ser o meu irmão.

— Vocês são parecidos. — ele falou baixo, ainda impressionado com Seunghyun na sua frente.

— Parecidos?

— Você e o Jimin. Vo-você quer esperar ele?

— Eu não posso. — ela afastou-se. — Na verdade, eu nem sei se quero vê-lo mesmo. Acho que ele está melhor sem mim mesmo. Tem uma família e filhos. Com certeza, se for o meu Jimin, eu poderei trazer lembranças ruins para ele.

— O que Jimin mais quer na vida é te rever. — Jungkook disse. — Ele falava de você todos os dias. Não pense assim dele. Quantas vezes ele quis voltar para a Coreia do Norte com todos os riscos de nunca mais voltar, só para te rever. Por favor, fique e espere ele.

— Não posso, mas obrigada mesmo assim. — ela se afastou mais. — Mas eu volto, ok? Não precisem me persegui, pois eu juro que eu volto. Só não prometo que logo. Obrigada pelo tempo.

Ela virou-se as costas, olhando no celular que já era quase cinco da tarde e estava na hora de voltar para a casa onde morava e fingir que tinha ido para escola para não tomar uma bronca da coordenadora do local.

Ao pôr os pés dentro de casa, Seunghyun foi atendida pelo unnie mais velha.

— 10 minutos atrasada.

— Eu vim devagar. — a menina se defendeu.

— Há uma pessoa querendo falar com você.

— Se for a Nayeon, diz que eu não estou aqui.

— É um rapaz e o nome dele é Jimin.

— Jimin? - ela quase se engasgou.



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