História Something so Real - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Austin Mahone
Personagens Austin Mahone, Personagens Originais
Tags Austin Mahone, Esposade7
Visualizações 138
Palavras 2.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


I DONT BELIEVE U NO, YOU SAY YOU DONT LOVE ME AND I KNOW AND I KNOW THAT U LOVE ME
ALOOOOOOOOOOÔ BRASIL!
atenção: GENTE ABAIXA QUE É TIROOOOOOO
Como prometido, estou mega compensando o cap anterior, embora pelo que vi vocês gostaram bastante deles tbm. Vocês nunca decepcionam, lindas co meu coração!
AI CACETADA OBRIGADA PELOS +70 FAVORITOS SCRRRRRR
Boa leitura <3

Capítulo 15 - Fifteen


Capítulo 15

Austin's Point Of View.

Caralho. Caralho. Puta que pariu. Caralho.

Era só o que se passava em minha mente do instante em que a vi sair de seu quarto até quase uma hora depois dela deixar o apartamento para sair com o fodido do meu melhor amigo.

Ah, qual é!

Já é um carma do capeta estar louco pela minha meia-irmã, a garota que vai morar na mesma casa que eu e ser tratada como parte da família nos próximos anos, até um de nós tomar rumo e sair de casa, e ela ainda fica de rolo com o meu amigo desde a infância? Justo ele, que eu não posso nem sair no soco?  Qualquer outro cara já estaria fora do meu caminho, mas porra... o pior do tudo é que eu sei que ele é bom, bom como pessoa e certamente bom pra ela.

Eu tô mais ferrado que nunca.

Beleza, o que é uma atração afinal? Mas o que eu sentia por Claire era absurdo. Não era aquela vontade de foder, de beijar que eu costumava ter com as garotas da escola. Claire tinha uma língua tão afiada, embora fosse tão... reservada. Aquela cara de santa, aqueles olhos de curiosidade infantil, aquele jeitinho... e aquele rosto, aquela boca, aquele corpo.

Merda. Mil vezes merda.

Ela lembrava tanto a Kath, minha ex namorada, que eu não sabia se ria ou se surtava. A situação era tão engraçada quanto desesperadora.

De qualquer forma, ela não era uma referência pra mim. Ela era totalmente o oposto da minha ex, e embora no começo eu a relacionasse elas, hoje em dia a coisa mudou. E eu to ainda mais na merda.

Eu só queria pegar meu carro, seguir os dois e tirá-la pra mim. Mas não posso fazer isso, nem com ela, nem com o Ethan. Isso era aquele resto de bom sendo lá no fundo, beeeeeem fundo, que me restava e falava por mim.

Minha mãe já tinha tido aquela conversa comigo, mais de dez vezes, aliás, e eu achava que no fundo eu fiquei tão puto com ela por repetir aquela coisa de “ela vai ser sua irmã, não estrague tudo, por favor, filho” que comecei a vê-la como um desafio. Isso só durou uma semana, no entanto.

Porra, Claire, são milhares os motivos de eu estar enlouquecido. O pior deles é que a coisa, seja lá qual for o nome do que eu estou sentindo, é mútua. Comprovei isso várias vezes: o jeito que ela me olha, que ela se enfurece com a minha filha-da-putagem,  jeito que ela encara minha boca e meu corpo, com todo aquele desejo que talvez nem ela mesmo saiba que existe, como ela quase se jogou pra cima de mim no meu quarto, duas vezes, e mais o ocorrido há uma hora atrás.

Ah, Claire, o que você faz comigo? Por que a filha do Logan não podia ser uma remelenta, estranha e, sei á, fanha? Por que tinha que ser tão... tão...

Argh!

— Austin, querido, algum problema? — minha mãe aparece na sala, secando os cabelos molhados com uma toalha. Estou na sala, com os braços cruzados, largado sobre o sofá enquanto encaro a propaganda de leite em pó infantil na tv e bufando alto demais, sem ter me dado conta até então. — Está aborrecido com algo?

— Hã, não, tudo bem. Só essas propagandas idiotas que ficam interrompendo o filme.

Nessa hora a propaganda acaba e o filme volta: A Fuga das Galinhas. Ela me olha estranho e eu só sorrio amarelo.

— Ah, tudo bem. Sabe a que horas a sua irmã irá voltar?

“Minha irmã” o caralho.

— Não sei, não. Mas se quiser eu ligo e peça pra ela voltar, tipo, agora. Está ficando tarde.

Ela sorri. — Não precisa, filho, deixe ela curtir o novo namoradinho. Por que você não sai com os seus amigos também? É sábado a noite, você não é de ficar em casa.

O “namoradinho” o caralho.

— É, acho que vou fazer isso mesmo. Não se importa? — me levanto do sofá, desligando a tv. Filme do diabo.

— De jeito nenhum, Logan quer me levar pra sair essa noite mesmo.

— Ah, legal. Vou tomar um banho então e ligar pro pessoal. Tchau, mãe — dou um beijo em seu rosto e sigo para o quarto enquanto reprimo a vontade de ligar para a Claire e ligo pro Chase, o sub capitão do time da escola, já que, obviamente, o líder da porra toda sou eu.

**

Estávamos eu, Chase, Melinda, Steve, Janette e uma prima gostosa dela que eu ainda não conhecia no A Drink to get Drunk, o bar da nossa galera praticamente sob marca registrada, e enquanto eles bebiam e Chase praticamente comia Melinda na minha frente, eu só ignorava o flerte barato da Janette e tentava desviar os pensamentos e Claire pra prima gostosa babando em mim à distância. Qual é, duas primas pra cima de mim só me fazia pensar num belo mén...

— Cara, seu celular, atende logo essa merda. E troca esse toque antes que eu o jogue longe.

Reviro os olhos, caindo na real e quase tenho um ataque ao ver o nome de Claire no visor.  

— Fala — e eu ativo o meu modo babaca-blaster mais uma vez.

— Austin? Austin, eu...

— Como é que você tem o meu número?

— Peguei com o Ethan. O carro dele parou, simplesmente parou na pista e precisamos de ajuda! Pode vir me buscar? O guincho vai demorar pra chegar ainda — ela bufa. Parece irritada, e não é comigo e nem com o fato do carro ter dado problema.

— Você tá bem?

— O quê? Claro que estou, só pode vir logo? Tipo, agora mesmo, correndo? Valeu, vou te mandar a localização pelo whatsapp — ela nem espera eu responder e desliga. Qualquer excitação que eu estivesse sentindo pelas primas gostosas na minha frente desapareceu com o fim da chamada. Uma nova coisa surgiu, misturado com o tesão que somente a voz da Claire me causava e o nervoso de imaginar o que a deixou tão desesperada pra ir embora. O encontro deve ter sido uma merda, engole essa, Ethan!

O meu celular vibra de novo, dessa vez informando a mensagem dela com a localização. Me levanto do banco e olho pra cara de cu que Janette faz pra mim.

— Eu preciso ir, minha, hã, irmã precisa de ajuda. Se der eu volto pra cá depois, se não, até segunda. Falou.

— Está brincando comigo? — Janette soa pasma, e sua prima parece igual. Dou de ombros.

— Pô, cara, mal chegamos. Ajuda a menina e volta, tá cedo. E, ah, trás ela junto se der, eu tô sozinho, saca?

Meu sangue esquenta só dele pensar em ter alguma coisa com Claire. Se controla, porra.

— Veremos. Tchau.

E corro, literalmente corro, para o meu carro, ativando o GPS de acordo com sua localização e sigo. Cara, que merda ela tá fazendo na estrada que leva pra fora de Seattle?

 

Claire’s Point of View.

— Claire, eu já disse que não precisa de todo esse drama, logo que o guincho chega aí eu chamo um táxi e te levo, por que está tão irritada? — ele ainda faz mensão de falar.

— Por quê? Ethan você me beijou! Me usou pra calar a sua tia, pelo amor de Deus! Eu não sou esse tipo de garota! Você já devia saber.

— Ah qual, é, achei que entenderia.

— Não, não entendo e nem vou! Estou brava com você, sim, então não fale comigo por hoje. Obrigada.

Sim, ele me beijou. Me usou. Sua tia era o diabo em pessoa, e logo que me viu chegar com Ethan ficou furiosa! O motivo? Eu lá que sei, algum ciúmes doentio. É, isso aí, um ciúmes de tia pra sobrinho. E ela tinha mesmo seus cinquenta e trá lá lá anos. Ethan chegou em um ponto que não aguentava mais aquela mulher falando e falando e me agarrou na frente de toda a sua família. Sua prima me abraçou, disse que estava feliz porque eu parecia decente o suficiente pra ele, sua tia o deu uma bronca e eu imagino que aquela faca em sua mão tinha outras intenções para comigo, seus pais ficaram chateados dele não ter contado que tem uma namorada mas ficaram extremamente felizes e umas duas ou três garotas me xingaram de vadia pelas costas. Eu ouvi, no entanto.

Mas o pior de tudo é como eu me senti com isso. Ethan era meu amigo, somente isso, não tinha o direito de me beijar. E mais que isso, eu não tinha o direito de pensar em Austin enquanto beijava outro e menos ainda pensar se o beijo dele era parecido. Eu esperava que não, realmente, eu e Ethan não tínhamos química, embora eu sentisse um carinho imenso por ele.

Daí eu pedi que fossemos embora e, BUM! O carro parou no meio do nada. Perfeito!

Só me restou ligar para o Austin. Só de ouvir sua voz eu já me acalmei, mas ainda estava presa naquele carro com Ethan enquanto ele não chegava.

— Olha, eu sinto muito, tá? Eu g-gosto de você — ele o quê? —, achei que tinha deixado claro, ainda mais depois desse convite, mas não tinha a intenção de te beijar e tudo mais. — Ele o quê? — Minha tia é um capeta encarnado, você sabe, e eu não aguentava mais aquele blá blá blá todo.

Ele o quê?

— Você o quê? — digo boquiaberta.

— Desculpe — ele cora, desviando o olhar para o volante em sua frente.

Merda, merda, merda. Merda!

— Você gosta de mim? Como? Quando? Por quê?

Ele ri seco.

Por quê? Sério, Claire?

— E-Eu só... ah, que merda, Ethan!

Merda? — ele repete, inconformado. — Ah, puxa, me desculpa por gostar de você, Claire, é que é totalmente controlável! Você é tão repugnante que não resisti. Porra!

Bufamos ao mesmo tempo, não sabia se eu estava irritada comigo por reagir assim, sabendo que ele não tem culpa, não de todo, ou se era com ele por... por alguma coisa.

Droga.

— Olha, eu já vi isso antes, a gente briga, você fica sem graça de falar comigo depois disso e nossa amizade acaba. Eu não quero isso! Mas eu também não sinto esse tipo de... sentimento. Gosto demais de você, de verdade, mas não assim.

— Tá, tá bom, eu já sei.

— Não fica bravo. Nem chateado. Nada mudou.

— Tudo mudou! Como eu vou olhar pra você agora?

— Como é? Ethan! Eu já disse que tá tudo bem.

— Não, Claire, não tá tudo bem!

— Olha, você...

Nessa hora um farol altíssimo nos cega, o carro para há centímetros do carro de Ethan e o motorista sai. Ele corre para abrir a minha porta e me puxa pra fora do carro.

— Austin! — guincho, assustada com a rapidez dos movimentos. Céus.

— O que aconteceu aqui? Por que estão nos limites de Seattle, porra?!

Por que ele está tão nervoso?

— Por que você...

— Levei ela no aniversário de casamento da minha prima, a casa é fora da cidade.

Ele fica boquiaberto.

— Na festa da sua prima? Aquela que você deveria levar sua namorada?

— Uma acompanhante, não namorada — ele resmunga, agarrando o volante.

— Ambos sabemos o que quer dizer, cacete! Que merda, Ethan.

— Tá, chega, você tá aqui, leve ela pra casa.

Ele me puxa mais — vai pro carro.

— E você...?

— Vai!

— Não.

— Vai, porra! Eu já vou.

Bufo, resolvendo facilitar um pouco a situação e sigo para o carro, me acomodando no banco de passageiro. Vejo ele trocar poucas palavras com seu amigo, os dois com a expressão tensa, então ele volta e entra no carro, dando partida em seguida.

— O que vocês...

— Agora não, Claire.

— Qual é o seu problema?

— Você sabe qual é o meu problema! — ele grita.

Claro que sei. Eu.

— Idiota — resmungo.

Ele nada responde, só segue dirigindo até o apartamento. Ele não entra, no entanto, apenas me deixou lá depois de ligar pra uma tal Janette e pedir pra encontrar ela e sua prima em um lugar que não reconheci. Daí, ele partiu.

Eu apenas me revirei na cama a noite toda, porque sentia que algo não estava certo. Comprovei isso quando Austin entrou em casa por volta das quatro da manhã, enquanto eu ainda estava totalmente desperta, bateu a porta e só acordou de tarde no dia seguinte. Com a camisa marcada de batom e cheirando a álcool e perfume barato.

Que ótimo. 


Notas Finais


POW POW POW POW foi tiro vai
Ai gente, eu sinto que esse cap. totalmente superou o último, que eu achei meio cru. Espero que tenham gostado também!
Finalmente um POV do Austin yeaaaaaaaaaaaaah, surtaram? hehehe eu sim.
Quero saber o que acharam, como sempre, comenteeeeeeeeeeeeeem <3
Até logo xuxus, beijos da Juju xx


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