História Something There - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Arthur Weasley, Carlinhos Weasley, Córmaco Mclaggen, Dino Thomas, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Lilá Brown, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Neville Longbottom, Nymphadora Tonks, Parvati Patil, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape
Tags Enigma Do Principe, Harry Potter, Hermione Granger, Hinny, Hogwarts, Romance, Romione, Rony Weasley
Visualizações 190
Palavras 1.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Um domingo tranquilo


Pov Rony

Acordei no outro dia de manhã com um sorriso no rosto. Sonhei que eu e Hermione estávamos namorando. Andávamos pelo corredor de mãos dadas, eu alisava seus cabelos e não precisávamos esperar estarmos sozinhos para nos beijar.

Eu tinha me declarado para ela na noite anterior e eu não poderia estar mais feliz por saber que ela sentia o mesmo por mim. Já estava apaixonado havia um tempo, mas ainda não percebia o que era exatamente aquilo. Mas em tudo o que eu fazia, eu pensava nela. Ao acordar, no banho, nas refeições, nas aulas, antes de dormir. Estava claro agora que o que eu sentia por ela era isso.

Mal podia esperar para encontrá-la de novo. Me levantei de um pulo, muito animado, tomei banho e me troquei. Era domingo e estava um belo dia para aproveitá-lo nos jardins. Passei por Harry, que ainda dormia, e corri para a Sala Comunal. Hermione estava conversando com uma Gina muito chateada no sofá. Me aproximei com cautela a vi enxugando as lágrimas ao me ver.

- O que houve, Gina? - Perguntei, preocupado.

- Nada. - Ela respondeu, secamente.

Olhei para Hermione e entendi seu olhar: Dino. Amarrei minha cara e disse:

- Bem, agora você se arrepende de ter começado a namorar com ele?

- Não, foi só uma discussão. Não terminamos, nem nada. Vou resolver isso. - Ela respondeu, de cabeça baixa.

Ela acenou para nós e saiu pelo buraco do retrato.

Me virei para Hermione e sorri, lembrando da noite anterior.

- Bom dia, Mione. - Me aproximei dela.

- Bom dia, Rony. - Ela respondeu, retribuindo meu sorriso.

- Quer ir aos jardins comigo depois do café da manhã? Está fazendo um belo dia.

Tomamos café da manhã sozinhos e, pouco tempo depois, chegamos ao lago. Sentamos debaixo de uma árvore, na sombra.

- Ainda é tão cedo. Quase não há ninguém aqui. - Comentou Hermione, olhando ao redor.

- Isso é ótimo. Podemos ter um pouco de liberdade.

Eu passei meu braço pelo seu ombro, sua cabeça encostou em mim e ficamos apreciando a lula gigante tomar sol.

- Hermione, - Disse, depois de um tempo. - Você acha que Gina está bem?

- Gina e Dino tem discutido algumas vezes, Rony. Mas não se preocupe com ela, você sabe que ela sabe se cuidar.

- É, acho que sei.

- Sua irmã é a amiga mais corajosa que tenho.

- ... E mais cabeça dura também... Namorar o Dino! - Completei.

- Dino é seu amigo, Rony. Porque ela não poderia namorá-lo?

- Acho que só tenho ciúmes... Mas, não sei, sempre imaginei ela com o Harry, em algum momento.

Eu nunca tinha comentado aquilo com ninguém. Não me agradava nem um pouco a ideia de Gina namorando alguém, mas se ela namorasse com alguém, eu não imaginava outra pessoa além do Harry.

- Sabe, Ron, acho que isso pode ser mais possível do que você pensa. - Disse Hermione com um sorriso engraçado nos lábios e se calou.

- O quê você quer dizer com isso? Gina lhe disse algo?

- Não, são só pressentimentos. - Sorriu Hermione, fitando o lago.

- Afinal, o que ela viu no Dino? - Perguntei, depois de alguns segundos calados, por pura curiosidade.

- Dino é um garoto bonito, se você quer minha opinião. - Começou Hermione. -  Além de ser muito legal, cavalheiro, delicado...

- Ok, já entendi. - Disse, rindo. - Mas, não sei, eles sempre me pareceram tão diferentes, sabe? Como isso pode ter acontecido?

- Bem, eu conheço um casal que também é muito diferente e aparentemente está dando certo.

- Quem?

- Nós, Rony! - Hermione riu, balançando a cabeça.

Eu sorri para ela e beijei sua bochecha. Ela corou e abriu uma grande sorriso.

- Mas pelo menos éramos amigos antes. Eu nem sabia que Gina e Dino tinham trocado uma palavra antes de saber que estavam namorando. - Refleti.

- Sim, éramos amigos, mas isso não exclui todas as vezes que discutimos ao longo desses seis anos.

- Você tem razão. - Olhei para ela.

Hermione olhou ao redor e se virou para mim, com uma expressão preocupada.

- Você acha que daríamos certo?

- Eu acho que já estamos dando certo. - Respondi, com sinceridade, mas não pude conter um pouco de preocupação em minha voz.

- Você me entendeu, Rony.

- Não tente pensar nisso agora. As coisas mudam.

Segurei em suas mãos ao dizer isso. A trouxe para mais perto de mim. Queria beijá-la, aproveitar que estávamos praticamente sozinhos, quando Hermione recomeçou a falar.

- Rony, mais uma coisa... Você acha que o Harry sabe?

- Não acho. Ele pode suspeitar, no máximo.

- Bem, eu acho que ele sabe. Você acha que deveríamos contar para ele agora?

- Não sei. Você se sente confortável?

- Por um lado Harry é nosso melhor amigo, nunca escondemos nada um do outro. Mas por outro... Eu gosto que tenhamos uma coisa só nossa, entende?

- Eu me sinto da mesma forma. Mas as vezes acho que se Harry soubesse, facilitaria algumas coisas para nós.

- Como, por exemplo? - Perguntou Hermione.

- Como quando queremos ficar sozinhos mas não podemos dizer para o Harry ir embora. - Disse, rindo.

- Rony! - Hermione deu uma gargalhada.

- Ok, mas você sabe que é verdade. Enfim, ou então como a gente poder estar mais a vontade em relação à carinhos quando estamos com ele.

- Bem, você tem razão. Mas também tem uma coisa... - Ela hesitou. - Não, deixa pra lá. Não quero contar ao Harry agora.

- O que você ia dizer?

- Nada.

- Diga! - Eu me virei para ela e comecei a fazer cócegas em sua barriga. Ela deitou no chão, se contorcendo de tanto rir, pedindo para eu parar. Fiquei em cima dela, sem me encostar.

Hermione parou de rir, mas ainda sim não contou. Mas isso não importava mais. Olhei para seu rosto e o estudei. Era lindo. Seu nariz empinado, seus cabelos com ondas e mais ondas castanhas e sua boca tão delicada me enfeitiçaram.

Me aproximei de seu rosto quando ela colocou a mão no meu peito, me parando.

- Rony, tem pessoas perto.

- Tem só um grupo ali longe e eles nem conseguem nos ver. Além disso, estão muito ocupados jogando Bexigas.

Ela hesitou um pouco e puxou a gola da minha camisa, selando nossos lábios. Como era bom fazer aquilo ao ar livre. Coloquei uma mão em sua cintura e ela a tirou. Se levantou e disse:

- Não é bom a gente fazer isso aqui. - Ela falou de forma apreensiva.

- Quer ir lá para dentro então?

- Rony. - Ela riu. - Como você é bobo.

- O quê? Era uma pergunta séria. - Eu ri. Me levantando também.

Encontramos Harry na Sala Comunal depois de alguns minutos e passamos a tarde fazendo deveres atrasados. Hermione as vezes nos auxiliava, mas percebi que mais para se manter ocupada. Córmaco lançava olhares em direção à ela e aquilo me incomodava muito. Também me incomodava o fato de que Lilá também lançava olhares a mim. Pelo que Neville comentou, ela tem interesse em mim, mas eu não queria nem um pouco abrir espaço para ela vir falar comigo, mesmo que eu tivesse dito na noite anterior que hoje conversaríamos. Seria tudo tão mais fácil se eu e Hermione assumíssemos o que tínhamos para todos. Mas ao mesmo tempo isso me dava a impressão de que tudo poderia ir por água abaixo.

Namorar com Mione era, ao mesmo tempo, o que eu mais queria e algo que eu ressentia, por pensar que se isso não desse certo, eu poderia perdê-la para sempre. E isso era o que eu mais temia.



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