História Something's Gotta Give - Capítulo 25


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Visualizações 82
Palavras 1.293
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - I had to find you, tell you I nedd you


Eu terminei de contar toda a história sem ninguém me interromper. Meri tinha os olhos marejados, os meninos estavam boquiabertos. Eu tinha vontade de subir na mesa e gritar que o Luke era um covarde por estar se escondendo, sendo que tiveram pessoas naquela sala que foram bem mais corajosos que ele. Mas não o fiz. Não por falta de vontade, mas porque, assim que terminei, voei para fora, pedindo para que alguém cuidasse do Alex quando ele chegasse. Final de semana passado eu tinha ficado na boate, esse sábado era minha folga e eu estava precisando de uma do mundo.

Fui andando até o mercadinho que tinha perto de casa e comprei, claro, bebida. E chocolate. Porque eu estava deprimida e queria chocolate. Eu tinha feito uma promessa, enquanto Michael me cantava aquela música, que eu ia tentar ficar bem. E eu prometi isso a ele enquanto ele dormia ao meu lado. Mas, ao mesmo tempo que ele me fazia querer parar ele me “forçava” a continuar. Porque quando discutíamos era o fim do mundo. E eu nunca fui de ser sentimental a esse ponto com ele. Agora percebo que devia ter sido.

Posso contar essa parte da noite apenas mostrando as mensagens que mandei para o Michael ao passo que as garrafas iam ficando vazias.

You: Eu preciso mesmo falar com você

You: Contei para os meninos a história toda, mas quem deveria saber era você

You: Eu contei por você, Michael

You: E VOCÊ NEM SE QUER PENSOU EM APARECER LÁ

You: Faz uma semana que eu não te vejo, Mike

You: E os meninos não falam sobre você, me pergunto se você fala para eles sobre o que está acontecendo na sua vida

You: Meu chocolate acabou e meu celular entrou em modo de economia de bateria

You: Mike, me responde, por favor

You: Eu queria muito que a gente conversasse

You: Você é um egoísta, tô te implorando uma resposta e você nada

You: Por favor não estou brigando, não desiste de me responder

You: Eu gosto muito de você Michael Clifford

You: Michue,

You: Gornd

You: Cljfforgd

You: Minha baterua vai acabra

You: localização

You: Miku eu

A bateria acabou antes que eu pudesse lembrar o que ia falar. As coisas já giravam bastante quando comecei a andar pela estrada. Eu não conseguia me concentrar em um só pensamento, coisas voavam pela minha cabeça sem que eu tivesse controle. A barra de chocolate já tinha acabado e eu já tinha andando por uns trinta minutos quando fui beber o último gole da garrafa e um carro parou do meu lado.

[P.O.V Michael]

Eu estava procurando por ela em todos os bares da cidade enquanto me mandava mensagem. Não tinha entrado na casa, tinha ouvido toda a história do lado de fora. Assim que Ally terminou de contar eu corri achar o desgraçado do Brian. Ele não podia chantagear a minha menina daquele jeito e deixei isso bem claro enquanto fazia seu rosto sangrar. Eu não era um cara muito forte nem nada, mas todas as lutinhas que eu tinha com Calum durante nossa vida toda serviram para alguma coisa. E ele estar chapado também.

Assim que saí do beco em que estávamos percebi que ela estava me mandando um monte de mensagens e comecei a andar pela cidade. E então ela me mandou sua localização e eu tive certeza que queria ser encontrada. Seguindo pela rua que ela mandou entrei em uma estrada e estava quase voltando para a cidade quando o farol refletiu em algo cobre. E, Deus, eu poderia ficar cego que ainda sim reconheceria aqueles cabelos.

-Mike? -ela forçou os olhos para me ver, abrindo um sorriso em seguida. Seu rosto estava vermelho e inchado, provavelmente de tanto chorar. Ajudei-a a entrar no carro e dirigi até uma montanha bem alta onde eu sempre ia com meu pai. Peguei um casaco grande que estava no banco de trás e dei para ela. -Fazia tampo tempo que eu não te via.

-Eu senti tanta falta da sua voz... -sussurrei passando os dedos em seu rosto. Ela fechou os olhos em resposta.

-Achei que não fosse me responder -ela comentou, fazendo bico ainda com os olhos fechados -Eu contei tudo, Mike, tudo mesmo. E eu queria muito que você tivesse escutado, mas posso te contar agora se... -eu a interrompi selando nossos lábios. Quando me afastei, ela finalmente abriu os olhos.

-Eu estava do lado de fora, ouvi tudo, Wendy -ela deixou uma lágrima escapar e respirou fundo.

-Você me chamou de Wendy -comentou baixinha e pude ter certeza que suas bochechas rosaram, mesmo no escuro.

Eu sorri e a trouxe mais para perto, para que ficássemos mais juntos. Liguei o rádio do carro baixinho, para que pudesse sussurrar alguma música em seu ouvido. Ela levantou e pegou algumas garrafinhas de água que eu avisei que estava no banco de trás, voltando logo depois para os meus braços.

As estrelas brilhavam. E ela deve ter lembrado da mesma coisa que eu, pois arregaçou as mangas e juntou seu braço com o meu, colando nossas tatuagens. Eu achei que ela já tivesse dado um jeito de transformá-la em outra coisa, por isso fiquei surpreso ao ver que continuava lá. Começou o comercial e eu disse que tinha uma música nova. Sem tirar os joelhos grudados nos meus, ela sorriu e pediu para que eu cantasse pelo menos o refrão.

-Heart’s on fire tonight, feel my bones ignite, feels like war, love feels like war. We go together or we don’t do down at all

-Eu já disse que suas letras são incríveis? -ela sorriu, me dando um selinho demorado.

-Minha inspiração que ajuda -sorri.

Ally ficou um tempo me olhando até que atacou meu rosto delicadamente com seus dedos e me puxou para mais perto. Não importa quanto tempo eu ficasse sem a beijar, sempre parecia uma eternidade. E então sua língua me pede espaço, meus dedos descem até sua cintura e ela me guia sem jeito até o carro.

Eu nunca fui fã de sexo no carro, sempre achei apertado demais e desconfortável. Mas o jeito como ela se encaixava perfeitamente em mim, o jeito como nossas mãos se completavam em nossos corpos, aquilo só fez com que o desconforto passasse. E tudo o que pudemos sentir foi prazer. E alegria. Porque a coisa que eu mais sentia quando estava perto dela era alegria.

E quando eu achei que meu coração não pudesse estar mais cheio de sentimento, ela deitou em meu peito e disse. Não sussurrou nem nada. Disse mesmo, para eu ouvir.

-Eu te amo, Mike. Ia dizer isso por mensagem antes da bateria acabar -senti seus lábios formarem um sorriso.

-Wendy, eu... -ela colocou os dedos nos meus lábios, me interrompendo.

-Você não precisa dizer se não sentir a mesma coisa. Eu não quero nada que não seja verdadeiro, Mike, por favor -ela tinha uma expressão séria, o que me fez sorrir.

-Eu te amo demais, Wendy -respondi, trazendo seus lábios para os meus. Meu coração se apertava cada vez mais dentro de mim. E tive que me segurar quando ela caiu no sono e eu a levei em casa ao som de Good Times, do All Time Low. Levei-a até sua cama e dei um beijo em sua bochecha -Eu sou completamente apaixonado por você, Allyson Brooke. Eu te amo -Segurei para que uma lágrima não caísse e fiz meu caminho de volta para casa, sentindo meu coração despedaçar a cada metro que me afastava dela.

I never want to leave this senset town

But one day the time may come

And I’ll tave you at your word and carry on

I’ll hate the goodbye

But I won’t forget the good times



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