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História Somewhere only we know - Capítulo 6


Escrita por: T1Runner

Notas do Autor


Vocês gostaram de capítulo longo e cá estou eu com outro capítulo enorme, não me responsabilizo por: surtos, terapia e xingamentos. Quero muito ver a reação de vocês então comenta aí (influencer da Loud?)

Bro, finalmente eu pude colocar todos os meus surtos em prática, estou até feliz.

Beijos, boa noite, boa tarde e boa manhã a todos❤️

Capítulo 6 - Paixões passadas e futuras;


5.


A vida tem cada vez mais obstáculos, principalmente quando se está apaixonado...
— William Shakespeare


O jantar foi ótimo, Chang-hoon conversou sobre tudo. Porém, notou parang mais feliz do que o comum e o mesmo dava uns sorrisos contidos do nada e isso fez com o que luci prestasse bastante atenção no mesmo. Felipe, ou boal, teve que sair mais cedo juntamente com Goku por conta de que aconteceu imprevisto com a carona de ambos. 


— O que foi hyung? - Luci perguntou e parang ficou levemente confuso - Você tá sorrindo toda hora, e está no celular quase desde que chegamos. Você quer me contar alguma coisa?


Lee Sang-won ficou vermelho e deu um sorriso sem graça, a realidade é que estava conversando com ranger desde que entrou no restaurante. O mais novo puxava bastante assunto, sobre qualquer coisa que lhe vinha na cabeça e isso fez parang rir bastante naquela noite. 


— Bom, - iniciou - sabe quando eu te disse que eu amei sem sentir e que não sabia o que era realmente o amor - Luci assentiu, prestava bastante atenção - alguém está me ensinando a me apaixonar e eu acho que vou aprender na prática o que é o amor, e eu espero que não seja uma coisa momentânea na minha vida. 


Chang-hoon estava bastante feliz pelo top laner, estava curioso também para saber sobre quem o mesmo falava tão apaixonado. Todavia, deixaria essa cena para outro capítulo se o Parang estava feliz, era isso que lhe importava. 


— Fico feliz por você Sang-won, - sorriu - mas aconteceu uma coisa comigo, que aproveitando que estamos sozinhos, vou te contar. No meu aniversário teve uma comemoração, certo? Então, inventaram um jogo para falar sobre o que você acha de tal pessoa. E eu caí com o tt. 


Sang-won ligou os pontos, e soltou um "ah" surpreso e um pouco alto. Logo em seguida um "puta que pariu" saiu dos lábios do mais velho, que estava em choque e o mais alto soltou uma risada.


— E ele disse algumas coisas, na real, ele disse uma coisa e me beijou. Sang-won, ele me beijou - repetiu, colocando as mãos sobre o próprio cabelo ainda incrédulo com o fato, a ficha ainda não havia caído. 


— Ele te disse alguma coisa depois? - perguntou interessado - Chang-hoon…


— Hyung, - olhou para baixo - ele estava tão bêbado que não se lembrava de absolutamente nada. Eu me senti usado, e hoje ele me chamou de amor…


Olhos nublados e sentimentos escondidos sendo escancarados, do que precisavam mais? Chang-hoon pôs as cartas na mesa, mas não com quem realmente precisava saber.


— Chang, você sabe que eu sempre vou estar do seu lado e que sempre que você precisar pode contar comigo. - suspirou - porém, você precisa ter em mente de que o seu duo vai descobrir de alguma forma e Brtt precisa saber disso por você. Você disse que tinha mais gente lá, e se ele souber por algum deles vai ser bem pior e vai ter uma quebra de confiança enorme entre vocês. 


Ali estava a conversa que Luci tinha mais medo de ter a conversa sobre a verdade daquela noite, não queria contar de forma alguma para o atirador o que havia ocorrido na fatídica noite de quarta feira. 


— Hyung, - encarou o de cabelos castanhos - eu não quero estragar a minha amizade com o tt, eu juro que vou contar pra ele mas não agora….


Parang balançou a cabeça negativamente, mas respeitou a decisão do mais novo. Seria melhor ele contar agora, todavia, não se sentia pronto para tal e estava tudo bem. 


— tudo bem, Chang - riu - Eu não estou aqui para te julgar, tudo vai estar no lugar em seu tempo. 


Afirmou enquanto olhava para a janela, e via o céu estrelado. As estrelas brilhavam levemente e naquele momento, observaram os dois coreanos continuando o papo fluidamente.


(...)


Sou metade de um coração sem você


Patético, era exatamente assim que Thiago se sentia. Puta que pariu, em menos de 72 horas conseguiu perder o melhor amigo e amante. Caca também estava o julgando exacerbadamente pelo o que fez com robô. Tudo bem, sabia que pagaria o preço mas precisava ser tão alto?


— É incrivelmente engraçado como eu consigo ser um imbecil em todas as situações. - disse ironicamente para si. 


Cada obstáculo que passou em sua vida, pareceu mais irrelevante naquele momento. O amor é um obstáculo que está acima de todos, as histórias que contam nos filmes de romance parecem cada vez mais irreais. O amor machuca mais que uma adaga cravada em seu peito, o amor destrói e mata cada pedaço da alma, porém continua sendo tão belo. 


— Se eu tenho muitos motivos para parar de tentar reparar a nossa amizade - olhou para a foto do grupo, mas olhos especificamente para ele - mas eu vou continuar tentando, eu sei que fiz merda e que talvez você demore para me perdoar. E eu sei que poderia ter contado por que estava daquele jeito, mas eu sou egoísta e você está cansado de saber isso, eu decidi me proteger. Proteger meu coração e quebrei o seu. 


Poderia falar diversas palavras bonitas, escrever mais de mil cartas para entregar para Leonardo, mas isso seria o suficiente? Seria uma prova de amor? Ou seriam apenas palavras colocadas no papel para o fazer perdoar? 


 O que diabos Shakespeare estava pensando quando disse que um amor arruinado pode ser reconstruído e crescer mais belo, sólido e maior? Não sabia ao certo, mas estava torcendo para que fosse verdade, ao menos Sartori estava.


(...)


Sábado. 


Pensativo até demais era o que Luci estava aos olhos do atirador, não havia falado quase nada desde que chegou ao local e estava preocupando levemente o atirador. Sempre que Luci fazia isso, era por que ou não havia dormido direito ou não estava se sentindo confortável no local. 


— Luci, - o chamou colocando a mão sobre o ombro do mesmo, o coreano o observou - você está bem?


O coreano deu um sorriso e assentiu, voltando ao seu mundinho paralelo de pensamentos e estava de fones, então seria mais difícil ainda ter a atenção do mesmo. 


— Luci, - o chamou de novo - como foi lá no jantar com os meninos? Você gostou? 


Não sabia bem o que estava fazendo mas pelo sorriso interessado em lhe contar, sabia que fez o certo. Gostava de conversar com o mais novo e não fazia isso direito a um tempinho, por conta que sua vida havia ficado mais corrida. 


— Foi legal, - relaxou na cadeira - o Parang me fez comer direito porque eu contei 'pra ele que só 'tô comendo besteira nos últimos dias. 


O semblante de Felipe ficou um pouco mais sério, estava tentando — quase que falhamente, não deixar o ciúme transparecer e conteve o revirar de olhos. 


— Que legal, - sorriu fofo - espero que você realmente tenha comido alguma coisa que te faz bem. E eu já te disse pra não comer tanta besteira, é pro seu bem! - alegou - Agora vamos nos ajeitar, amor, temos um jogo pra ganhar. 


Amor, pela segunda vez foi chamado assim pelo brasileiro. O frio no estômago e o arrepio pela coluna, aquelas eram as famosas borboletas? “Céus, que sensação boa", Luci pensou. 


(...)


Leonardo estava sentado de olhos fechados, estava tentando relaxar. Conversou com Caca a madrugada quase que inteira e mal dormiu, soube pelo menos que Thiago estava quase na mesma situação. Sartori saia raramente do quarto, não ficou na sala como de costume durante a semana. 


Só percebeu que Sartori já havia chegado e se sentando quando ouviu um "aí" um pouco alto, viu Thiago com um copo de café e deduziu que apressado do jeito que o outro é. Tomou o café quente e se queimou, mas essa dedução foi por água abaixo quando viu os respingos de café pelo braço e chão. 


Thiago estava com o dedo médio na boca, e Souza revirou levemente os olhos. O top laner foi até a dispensa pegou um pano úmido e limpou o chão, e logo foi até a caixinha de remédios que sempre deixavam na prateleira no banheiro. Pegou um spray e um band-aid, se sentou de novo em sua cadeira e a puxou um pouco mais  para frente, logo puxou a cadeira do midlaner também. 


Pegou calmamente o dedo do menor e passou o spray, pela cara que Thiago fez deu para ver que doeu um pouco por conta que havia acabado de queimar, este que se preparou para puxar a mão de volta se não fosse pelo carinho que o top laner começou a fazer. Colocou o band-aid em cima do local, e fez um último carinho e soltou a mão. 


— Pronto, - continuou com o rosto avermelhado - tente não se machucar mais. 


O mid laner sorriu abobado, e balançou a cabeça positivamente, enquanto tenta segurar o riso levemente ofendido por tal, voltou a cadeira para o lugar de origem e observou a tela do computador e o lol aberto. A mão direita encostou levemente na mão esquerda, como se pudesse sentir o carinho de Souza de novo.


(...)


Sábado


Parang tentou não fingir animação em ver o jungler no sábado, chegou na lan house do time e viu o que definitivamente não queria ver. Filipe beijando uma mulher um pouco baixa deveria ter uns 1,60, parecia ser bem bonita, e estava vestindo uma calça jeans escura e um cropped preto e os cabelos loiros jogados ao vento, assim como fizeram consigo, o jungler estava segurando sua cintura. 


Apenas fingiu que não viu e apenas adentrou na house, sentiu o pobre coração triste. Parang não estava surpreso, tudo bem estava doendo mas a quem poderia enganar? Já sabia que uma hora aquilo iria acontecer. 


“Ah, é claro. Eu deveria esperar por isso de qualquer forma, não estamos juntos sério. Foi só um passatempo pra ele.” pensou e tentou não ficar triste. 


Faltava um tempo ainda para o jogo, já que o da paiN ainda estava rolando, tateou o bolso da calça jeans e sentiu que o maço ainda estava ali, o maço de cigarro, que havia comprado no dia anterior. Se levantou da cadeira e andou até o jardim, sentou no banco e juntamente com o maço puxou o isqueiro, acendeu o cigarro e deu a primeira tragada. 


— Parang? - ouviu uma voz familiar, red bertt estava ali. - Você está fumando? Desde quando você fuma?


Sang-won riu, fumava desde o ensino médio, mas desde que chegou ao Brasil diminuiu o fluxo que fumava. 


— Desde o ensino médio, Bertt. - tragou mais uma vez e soltou a fumaça devagar, Ygor tossiu - você não pode ficar aqui enquanto eu estou fumando, você seria um fumante passivo, sabia? 


— Então apaga logo isso aí bobão, - deu uma risada - Vamos lá pra dentro, o ranger já chegou. 


Parang disse que daqui a pouco iria, estava na metade do cigarro. Olhou para o céu nublado e as nuvens escuras se faziam presentes, parecia que iria chover e aquilo o fez dar um sorriso mínimo, "um dia horrível para combinar com o meu humor e vida" pensou o coreano. 


— Parang, você não vai entrar? - ranger perguntou - está quase na hora. 


O brasileiro estava encostado na porta, vendo apenas uma fumaça envolta do coreano. Que apenas assentiu lentamente olhando para o nada, perdido nos devaneios diários e comuns; Filipe andou até o banco, se sentando perto do top laner que prontamente se afastou. 


— O que foi? - o jungler perguntou - eu fiz alguma coisa?


Sang-won queria gargalhar, o mais novo não havia feito nada de errado pois não estavam juntos oficialmente.


— Não, - disse friamente e tragou fortemente o cigarro, tossindo seco em seguida. - está tudo bem. 


Filipe sabia que havia feito merda mas não viu parang passando. Beijou uma mulher que conhecia, Beatriz Pades, a mulher que conhecia desde a infância que foi junto consigo para São Paulo e sua melhor amiga. 


— Você sabe que não pode fumar aqui dentro, né? - puxou assunto, mentindo, para tentar convencer o mais baixo a apagar o cigarro. 


Lee revirou os olhos e abriu a palma da mão encostando o toquinho que sobrou ali, apagando-o.


— Feliz? - perguntou seriamente para o outro.


Ranger colocou a mão no pescoço do mais baixo o puxando para perto, sentindo o cheiro da nicotina mais forte. Filipe se aproximou da boca do coreano, pouco se fodendo para a porta de vidro que havia atrás de ambos ou que os colegas de time estavam ali. Quando Filipe iria colocar os lábios, Parang se esquivou saindo daquela posição e na defensiva foi para longe.


— Eu vou entrar. - e com um chiclete de menta entre os lábios o coreano saiu do local. 


Ao virar para trás viu Ygor e Arthur o olhando totalmente decepcionados, estes que saíram de dentro da casa indo em direção ao sulista. 


— Porra, tu fez merda e agora o parang tá afastado de todo mundo, - Ygor começou e tutsz apenas concordou - o que você fez, projeto de imbecil?


Ah, se fosse tão fácil para ranger explicar que também estava tão arrependido quanto parang estava estranho. Não queria se explicar para os amigos, todavia viu que não tinha escapatória. 


— Sabe a minha melhor amiga, Beatriz? - perguntou e mirou que ambos assentiram - Eu beijei ela, mas eu não vi que o Parang tinha passado. 


— Então, deixa eu ver se entendi, - Arthur começou em um tom indignado - você tá ficando com a mesma menina que você namorou, e agora por algum milagre divino é sua melhor amiga. 'Tá fazendo uma pessoa incrível que nem o parang de segundo plano? Tu tá iludindo o parang, seu doente. 


A voz era calma mesmo num tom indignado, Arthur mostrou os fatos reais que estavam ocorrendo ali. Filipe sendo um completo filha da puta e Sang-won sendo apaixonado pela pessoa errada. 


Ah, é claro, Beatriz antes de ser a melhor amiga do jungler era namorada. De vez em quando ainda tinham alguns rolos, não era apaixonado por ela mas o beijo serviu para pôr na balança, de quem gostava mais e o resultado foi inconclusivo. 


— Filipe, acho melhor você começar a rever isso aí - disse mais sério que anteriormente, e olhando no fundo dos olhos do colega de time - por que tem gente querendo pegar o Parang também, gente daqui de dentro e se você não resolver as questões internas logo, o consolo do coleguinha vai ser grande..


Ranger conteve a vontade de perguntar "consolo de quem?" Para tomar mais cuidado com o faria e com quem contaria, viu o suporte e mid entrando na Lan house pois faltavam 5 minutos para o jogo começar. Quando viu Arthur abraçando Sang-won, sentiu-se levemente traído, então era aquele consolo...


(...)


Haviam ganhado, também como seria possível perder com Brtt de draven? E Luci de Leona com os melhores engajes? A botlane sorriu para o outro assim que acabou o jogo, a partida foi excepcional.


— Está o mesmo de 2019, uh? - Tt disse colocando a mão por cima da mão do suporte, que sorriu com os lábios - Não há do que reclamar de você!


Luci assentiu estava bem feliz pelo momento que estavam vivendo de novo em boa forma, a bot Lane se encarou por um tempo e sorriram um para o outro novamente. 


— Luci, a gente poderia sair, né? - disse tentando parecer o mais relaxado possível, era um bom ator, o coração estava a mil e as mãos suando todavia conseguiu transparecer  - Tipo, ir no cinema, ou num restaurante, ou na praia à noite….


— Claro! - tentou conter a animação - Tipo, naquele restaurante que nós fomos mês passado ou poderíamos descobrir um novo? Ou podemos ir no cinema e depois no planetário que abriu faz pouco tempo, quer dizer, o caca me contou isso e eu acho que faz pouco tempo


Felipe deu um sorriso carinhoso para o suporte, que ficou totalmente sem graça ao ver que estava divagando demais e o atirador apenas escutando. 


— Realmente, é uma ótima ideia a do planetário. - sorriu - Não consegui falar antes, não queria te interromper, sabe? Você estava extremamente fofo falando, e eu não queria tirar o seu momento. 


Se levantou ajeitando a camisa e logo Luci fez o mesmo, quando estavam prestes a sair da sala dos computadores e tomar seus respectivos rumos. O suporte sentiu o braço forte do atirador lhe puxando suavemente, fazendo os corpos ficarem próximos.


— E meu beijo de tchau? - pediu e Luci ficou bastante confuso - tsc, 'cê sabe que eu sou ruim em pedir isso colabora.


O suporte quis rir pensando que era uma piada de mau gosto, porém quando viu o rosto sério do atirador e viu que aquilo não era uma piada entrou levemente em pânico. “meu deus, o que eu faço agora?” o coreano se perguntou. 


— O-ok - gaguejou e se aproximou do rosto do mais velho deu um beijo na bochecha do mesmo e sorriu - tchau tt.


Não era bem assim o beijo que brtt queria mas aceitou da mesma maneira, começaria assim e iria se expandir. Felipe sabia disso e isso o confortava, só precisavam algumas investidas e tudo estaria em seu perfeito lugar. 


(...)


Sábado 



— Você jogou bem mesmo com o dedo ferrado, parabéns Tin - disse colocando os fones no pescoço e fazendo um joinha com a mão direita. 


O mais baixo sorriu com o ato, robô estava tentando o perdoar depois de uma semana e aquilo o fez ficar extremamente feliz. Antes da briga não havia notado a falta que ele faz em seu dia, com as piadas sem sentido, os memes do nada e as falas completamente sem noção. 


— Ah, valeu Robs, 'cê é louco jogamos pra caralho. - disse sorrindo e extraindo uma risada do outro. - Eu gostei da maneira que conseguimos fazer o jogo fluir, foi bem clean, apesar daquelas troladas in game. 


— Sim sim - acenou positivamente, e olhou para a mão machucada novamente e deu um sorrisinho tímido, estava se segurando para não fazer carinho na mesma novamente. - Como está o dedo, Thiago? Posso pegar uma água gelada para colocar ele se você quiser, é o indicado em queimaduras mas como nós iríamos jogar e seu dedo poderia ficar dormente não quis fazer isso. Porra, moleque tu deveria tomar mais cuidado com o café quente. 


Thiago gargalhou ao ver que top laner foi de um pólo a outro muito rápido, de preocupação foi para xingá-lo não estava errado quando disse que Sartori deveria tomar mais cuidado muito pelo contrário estava completamente certo. 


— Ei! - exclamou avermelhado - Eu juro que estou bem Leo, eu consigo mexer meu dedo e isso já é o bastante, doido! E não foi culpa minha se eu gostaria de chamar sua atenção de algum jeito e acabei me queimando, o universo conspira para você cuidar de mim! 


Leonardo revirou os olhos incrédulos com a cara de mais de Sartori, gostava daquele clima ameno que estava naquele local o clima leve bem melhor do que estava na semana anterior e queria que continuasse assim por um bom tempo.


— Ok, eu cuido de você só se me prometer que vai tomar mais cuidado! - sorriu abobado - É sério, tin. 


O mais novo assentiu e puxou o top laner para um abraço apertado, surpreendendo o outro; seria cômico pensar que a uma semana atrás não estavam ao menos se olhando direito. 


— Eu prometo, e eu senti sua falta.


(...)


Após outra derrota parang estava em casa, triste e puto, puto com o time, puto por estar apaixonado por alguém que não quer nada sério, puto porque odiava perder porém odiava mais ainda amar. Gostaria de voltar um pouco no tempo e mandar o karma tomar no cu, e não ter ao menos olhado na cara de Filipe. 


Viu a tela de seu celular brilhante sobre seu peito, e em seguida viu o nome de Arthur. Quase nunca conversava com Arthur pelo whatsapp então acho bem estranho o fato do mesmo estar lhe mandando mensagem.


Tutu


Parang, eu tenho uma ideia

Só se vc me prometer

que não vai me xingar !


Fala projeto de demônio

Eu não vou te xingar. 


Bom..

Você já me chamou de 

demônio


Só fala logo


E se eu te beijar? 


Tá maluco moleque?

Não?


Tipo, o imbecil do Filipe 

Vai se sentir traído 

E vai finalmente decidir 

Entre vc ou ela!


Você sabe que pode dar 

Merda né?


Não! Claro que não

É simples 

Tipo aqueles filmes de romance


A vida não é um filme 

pode dar merda 


SIM OU NAO, SANG-WON?!

SIM, PORRA. 

se der merda 

eu te quebro no cacete 


Kkkkkkkkkkkkkkkmedo

vai dar tudo certo confia. 



O top laner soltou boas risadas com tal conversa, era uma boa ideia mas não tão boa. O tiro sempre pode sair pela culatra, mas não tinha garantia de nada então do que adiantaria? Só arriscando que saberia de alguma coisa. Então, que mal faria? 


(...)


Domingo


Era dia de clássico, o time da paiN estava nervoso. Estavam ansiosos para o que estava por vir, mas Chang-hoon parecia o mais ansioso de todos estava batendo o pé num ritmo acelerado e as mãos sempre batendo contra a coxa e os olhos estavam fechados. 


— Você tá bem, luci? - cariok perguntou um tanto que preocupado. - Você tá estranho. 


Luci abriu os olhos rapidamente, assentindo com a pergunta. A quem estava tentando enganar? Estava ansioso pra caralho, e qualquer pessoa que o via sabia disso. 


— Ele tá bem - tt disse se sentando e dando um copo de água gelada para o mais novo - Ele ficava assim no flamengo também quando era jogos importantes. 


Felipe carinhosamente pôs a mão esquerda sob o cabelo preto liso, passeando pelos fios macios enquanto dizia algumas coisas para o mais alto se acalmar. Luci achava que era isso que mais gostava no atirador, a capacidade de conseguir o acalmar tão rápido que nem parecia que estava quase morrendo com o coração apertado dentro do peito. 


— Obrigado Tt - Luci disse bem baixinho, quase não deu para ouvir - Estava num surto de novo, desculpa. 


Gonçalves acenou negativamente, e sussurrou um "calma, garoto, tá tudo bem.". Garoto, seu garoto, estava tendo mais uma das crises que tinha em 2019 e mais uma vez cuidou dele, como sempre fez. 


Era engraçado para Felipe pensar que sempre cuidou de Chang-hoon quando tinha as crises, no flamengo ao menos deixava alguém chegar perto de seu menino naqueles momentos. E pensando no momento atual, era tão evidente que sempre esteve apaixonado e que apenas ele não havia notado. 


(...)


Domingo


Finalmente, finalmente o time rubro negro sentia o gosto da vitória novamente. Assim que acabou o jogo, Sang-won conseguiu relaxar na cadeira na qual estava sentado esticando os braços e bocejando, assim que terminou de se espreguiçar tateou o bolso pegando um chiclete de menta. 


Tutu 


É agora ou nunca. 

O red Bertt vai chamar 

a atenção do ranger para o 

local, bro. 

Eu tô com medo KKKKKKKKK


Sang-won respirou fundo, e foi andando até o jardim. Porra, coisas estranhas para caralho aconteciam nauwele jardim e estava prestes a acontecer mais uma, grudou o chiclete que estava mascando no papel e jogou no lixo ao lado da porta. 


Abriu a porta de vidro de correr, o suficiente para conseguir passar. Foi até Arthur dando um sorriso envergonhado, e o mais baixo retribuiu, o que diabos estavam fazendo? Ambos pensavam. 


— Eu tô fazendo isso por que amo vocês dois, - Arthur disse ficando frente a frente para o top laner - ok, o ranger tá olhando pra cá. Vai!


Sang-won colocou a quente mão sob o rosto do rapaz em sua frente, colando os lábios macios e pediu a passagem aprofundando o beijo conforme a dança calma das línguas acontecia. Ok, Arthur não queria admitir nem fodendo mas aquele beijo estava gostoso 'pra caralho. 


Filipe observou os dois conversando primeiramente, e quando beijo aconteceu, sentiu- se traído por Arthur e quis ir lá para tirar uma a limpo com o mesmo.


— Eles formam um casal bonito - Ygor murmurou - acho que você entendeu agora. 


Milhares de possibilidades de mandar Ygor tomar no cu passaram pela cabeça de ranger, mas não o fez, por conta que estava em choque demais ainda. E pensar na possibilidade de perder Parang para um de seus amigos, por conta de um impasse de seu coração, o deixava cada vez mais puto. Num movimento rápido o jungler pegou o celular, e mandou uma mensagem para o coreano. 


Parang


Precisamos conversar. 


(...)



Leonardo estava em sua casa descansando após a vitória da paiN sobre a loud, estava tudo bem calmo e bem feliz por ter resolvido as coisas com Thiago. Todavia, uma coisa ainda lhe rondava a cabeça, porquê Thiago agiu daquele jeito? Foi tirado de seus pensamentos com o apito de mensagem no WhatsApp.



Coisa séria


Kami adicionou você

Kami adicionou tt


Kami; achei uns negócios 

Da festa no meu celular 

achei que vocês precisam saber 

[Vídeo 3:30] @robs 

[Vídeo 2:29]


Puta que pariu

COMO ASSIM

 EU BEIJEI O THIAGO

EU NEM LEMBRO DISSO


Kami: você tava bêbado 

Tipo, pra caralho.

é óbvio que vc não vai lembrar


TT: eu tô em choque, sério. 


Kami: eu mostrei pra vocês

Agora, vcs sabem pq eles estavam

estranhos 

é o momento, de vocês saberem usar 

essa informação. 


verdade kami, mas 

o que eu faço? Tipo

BRO, não dá.


Tt: eu vou falar com o Luci 

não vou o pressionar a nada 

vou tentar ser o mais transparente

possível. 


Kami: É isso que vocês

 tem que fazer, eles gostam de vocês

agora, é exclusivamente com vcs. 


Kami saiu. 




 












Notas Finais


Capítulo grande até demais, meu deus.
Xingaram o ranger? Xingaram o kami?

O tt chamando o Luci pra sair, o robs sendo cuidadoso com o tin, o tutsz gostando do beijo do parang.

Eita atrás de eita, lacre atrás de lacre.

O que vocês acham que vem daí?

Twitter pra gente trocar uma ideia sobre os surtos: @i4luci

Eu sempre esqueço de por uarr


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