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História Somos Complicados - Kim Taehyung - Capítulo 5


Escrita por: fanficsimaginesbts

Capítulo 5 - Capítulo 5


POV S/n

Eu não sabia o que pensar sentada no chão daquele terraço e bem no meio dos braços do Taehyung. De uma hora para outra tudo parecia fora de controle na minha vida e ouví-lo dizer que cuidaria de mim em um dos meus momentos mais frágeis acalentou o meu coração. Porém, eu sabia que aquilo não fazia o menor sentido, morar com um cara que eu acabei de conhecer era loucura. Ou não era? Por outro lado, ele já havia dado todas as provas de que estava mesmo disposto a me ajudar e a salvar a minha vida. E ele já tinha feito isso várias vezes.

Eu limpei as minhas lágrimas do rosto com as costas das mãos e o encarei. Tae me olhou de volta e parecia tão assustado que imediatamente senti o meu coração se apertar. Não era justo colocar toda essa carga emocional em cima de alguém tão bacana como ele. Eu passei os meus dedos de leve por sua bochecha e ele sorriu fechando os olhos. Seria tão fácil me apaixonar por aquele garoto tatuado, se é que eu já não havia me apaixonado. Eu respirei fundo e o chamei:

— Tae... – ele voltou a me encarar. – A gente não pode morar junto, o seu quarto é no dormitório masculino. – ele balançou a cabeça.

— Eu vou alugar um apartamento pra nós dois, S/n. Você sabe que eu já queria mesmo deixar aquele lugar. – eu apenas continuei olhando para ele. – A gente pode tentar alugar aqui mesmo, eu vi uns anúncios na portaria. Eu vou poder cuidar de você e não te deixar se colocar em perigo.  – eu segurei a sua mão.

— Isso não é justo com você, Tae. Por que quer se prender a mim? Tomar uma responsabilidade que não é sua. Você é um aluno de sucesso aqui, tem a sua vida toda feita. Não entendo o motivo de mudar tudo por conta de alguém. – ele apertou levemente a minha mão.

— S/n, eu quero fazer isso. Se você não quiser morar comigo, tudo bem. Mas saiba que eu vou passar todas as noites em frente a sua porta e isso não está em discussão. – eu arregalei os olhos e ele riu, o que acabou me fazendo sorrir também. – É sério, eu não vou deixar que você se machuque, eu vou te proteger. – eu balancei a minha cabeça descrente, não entendia como aquele garoto de repente se tornou tão protetor comigo.

— Tae, morar junto é complicado. A gente mal se conhece e além disso, você é um cara e eu sou uma garota, já imaginou o tanto de problemas que isso envolve? – ele assentiu.

— Eu sei de tudo isso, linda. Mas eu tenho certeza de que podemos nos entender, sei que vai dar certo. – eu encarei o céu azul. – S/n, eu entendo as suas preocupações, mas podemos ao menos tentar. – Taehyung segurou o meu queixo e me fez encara-lo. – Me dá um voto de confiança. – e ao encarar aqueles lindos olhos rasgadinhos, eu me vi assentido devagar.

— Tem certeza de que quer realmente fazer isso? – eu perguntei e ele confirmou com a cabeça. – Ok, eu topo. – eu nem tive tempo de reagir antes de ser puxada para os seus braços novamente.

POV Taehyung

Eu nem conseguia entender o motivo de ter ficado tão feliz da S/n ter concordado em morar comigo, mas simplesmente parecia certo. Eu nunca tive tanta certeza de uma coisa quanto saber que dividir um apartamento com aquela garota era o que eu mais queria fazer naquele momento.   

A semana passou voando e na quinta-feira já tínhamos fechado contrato com o proprietário do apartamento 203, no mesmo prédio da S/a. Por nós dois sermos bolsistas da universidade e podermos comprovar o auxílio moradia que a bolsa proporcionava, foi bem fácil conseguirmos a aprovação para o aluguel. Passamos aqueles últimos dias dormindo na sala da maluquinha, eu não deixaria a S/n de jeito nenhum e nem contaria o seu segredo a ninguém, então acabei dando um jeito de convencer a minha amiga a me dar abrigo também até que pudéssemos entrar no apartamento novo.  A S/n teve episódios de sonambulismo todos os dias e eu respirei aliviado por estar ao seu lado e poder evitar que ela saísse de casa ou fizesse qualquer besteira.

Quando finalmente chegou o dia de nos mudarmos para a nossa casa, nós não nos aguentávamos de tanta ansiedade. Conseguimos alugar um apartamento de dois quartos, ele era um pouco maior do que o da maluquinha, ainda assim era bem pequeno, mas serviria bem para nós dois. Uma cozinha minúscula tipo americana, uma sala apertada, dois quartos e um banheiro. O bom é que já vinha todo mobiliado e só tivemos que nos preocupar com as coisas de uso  pessoal, tipo lençóis e toalhas. Entramos naquele espaço e sorrimos um para o outro, porque sabíamos que aquele seria o nosso lar.

1 mês depois...

Morar com a S/n estava sendo muito mais fácil do que eu imaginei, ela era organizada como eu e a nossa convivência era sempre muito fácil. Parecíamos um casal em tudo, exceto na parte de se pegar, infelizmente. Ficou meio implícito quando decidimos tentar dividir o mesmo teto, que era para ficarmos sendo apenas bons amigos. E era exatamente isso que estávamos fazendo, dividíamos o sofá assistindo filmes ou qualquer coisa que passasse na televisão, nos revezávamos na hora de cozinhar, lavar a louça e em todos os outras tarefas da casa, enfim, estava tudo indo muito bem.

Criei uma rotina na hora de dormir e passei a travar todas as janelas e manter a chave da porta principal sempre comigo para que a S/n não conseguisse sair de casa caso levantasse durante a madrugada. Mas algo que eu não esperava aconteceu. Logo na primeira semana, eu ouvi um barulho por volta das 2 da manhã e me sobressaltei, porém antes mesmo que eu tivesse tempo de levantar, eu vi o meu anjo entrar no meu quarto. A princípio, eu achei que ela estivesse acordada, porém logo tive a certeza de que a S/n dormia, pois ela se deitou na minha cama e se aconchegou em mim feito uma gatinha. Eu não tive reação naquele instante e por um momento, eu simplesmente congelei. Mas sentir o cheiro gostoso que ela tinha acabou fazendo com que eu a mantivesse em meus braços e dormisse com ela ali agarrada a mim na minha cama.

O problema foi quando ela acordou de manhã e nem conseguia olhar na minha cara de tanta vergonha. A S/n começou a fazer terapia ainda naquela semana, porém os episódios em que ela vinha para a minha cama se repetem quase todas as noites, e tenho que confessar que sinto muita falta quando ela não aparece durante a madrugada, me acostumei a dormir com ela em meus braços. Demorou um pouco, mas nós meio que normalizamos isso, a gente simplesmente se entendia bem.

Outra coisa que passou a ser rotina foram os sonhos com ela naquele jardim e eu passei a tentar prestar atenção em cada detalhe daquele lugar. Definitivamente era outro tempo, isso já era um fato para mim, a roupa e o penteado da S/n deixavam bem claro. E depois de algumas noites revivendo aquela cena, eu pude notar que eu também usava uma espécie de blusa e calça de camurça e couro, algo que com certeza eu não usaria nos dias de hoje. E só para acrescentar algo ainda mais estranho, em uma das noites em que a S/n veio deitar comigo, ela falou algo como não conseguir chegar ao jardim da casa de pedra. Eu não consegui entender muito bem na hora, mas depois tudo fez sentido, só que o meu anjo não lembrava de nada no dia seguinte e eu resolvi guardar aqueles sonhos para mim, ela já tinha muito com o que se preocupar.

                 ———————

Depois de mais de um mês morando junto, nós finalmente decidimos sair para comemorar com o Jimin e a S/a, que a propósito, tinha virado unha e carne com a S/n, as duas pareciam velhas amigas de infância. Acabamos optando por uma balada famosa na cidade, mas que nenhum de nós ainda tinha ido e eu convenci a S/n a beber com a gente em comemoração ao nosso novo lar. Ela acabou topando apesar de ter dito que nunca havia bebido nada na vida e isso só fez com que os meus dois amigos se empolgassem mais em encher a cara, coisa que os dois amavam fazer. Eu me segurei um pouco, pois a chance de ter que acabar lidando com 3 bêbados no final da noite era bem grande.

Jimin e S/a foram de tequila, a S/n escolheu uma bebida colorida que tinha vodca e eu fiquei na cerveja mesmo. Depois de três drinks, o meu anjo já estava sorrindo à toa e dançando com a S/a na frente da nossa mesa. Porém, de repente ela se virou rápido e veio na minha direção com os olhos arregalados. Ela chegou bem perto de mim e falou em meu ouvido:

— A Kate está aqui! E eu vou me ferrar se ela bater os olhos em mim, Tae! - eu só assenti e a virei, tampando-a com o meu próprio corpo. – Se ela se tocar que eu bebi, será o inferno na terra com a minha tia Lucy! - Eu sabia que a S/n estava evitando a tia e a prima desde o incêndio e que as duas eram as pessoas mais horríveis que já passaram pela vida dela.

— Fica tranquila, ela não vai te ver, linda. – falei enquanto fazia sinal pro Jimin, contei ao meu amigo rapidamente o que estava acontecendo e ele e a S/a passaram a prestar atenção em onde a prima da S/n estava.

Ficamos um tempo com o meu anjo parada atrás de mim, mas assim que o meu amigo fez sinal de que a garota estava vindo na nossa direção, eu me virei e enlacei a cintura da S/n fazendo com que ela soltasse a respiração em um sopro. A garota me conhecia e se ela me visse, provavelmente viria falar comigo e seria impossível manter a S/n escondida.

— Abraça os meus ombros e esconde o seu rosto – falei diretamente em seu ouvido e ela fez o que eu pedi na mesma hora. Nos mantivemos assim durante um tempo, até os meus amigos avisarem que tinham perdido a menina de vista e falarem que dariam uma volta para procurá-la. Eu apenas assenti tentando normalizar a minha respiração e lidar com o arrepio que não parava de correr em todo o meu corpo por sentir  os lábios da S/n tão perto da pele sensível do meu pescoço. Eu desejava aquela garota desesperadamente apesar de tentar me manter apenas como seu amigo e eu estava me sentindo por um fio naquele momento.

Não sei o que aconteceu, mas ao sentir os lábios dela roçarem novamente em mim, eu me perdi. Eu só me afastei o bastante para poder ver o seu rosto e no segundo em que os nossos olhares se encontraram, eu não resisti e a beijei. Ao contrário do que eu imaginei, a S/n não me afastou, pelo contrário, ela puxou para mais perto e eu apertei a sua cintura com as minhas duas mãos. Os lábios dela eram doces e macios e eu me vi extasiado com a sensação que aquele beijo me causava. Espalmei as suas costas fazendo com que os nossos corpos se grudassem ainda mais e aprofundei o contato de nossas bocas fazendo com que nós dois soltássemos gemidos ao mesmo tempo. A forma com que nos beijamos foi tão intensa que o ar nos faltou e eu desci lambendo a pele sedosa do seu pescoço enquanto ela me abraçava apertado. E eu, completamente dominado pelo desejo absurdo que estava sentindo por ela, disse em seu ouvido:

— Vamos embora pra casa agora! Eu preciso de você, anjo!  – e já me virei segurando a sua mão e indo emdireção a saída rapidamente.

 



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