História Somos opostos, mas... Tão próximos - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii!!

( Já peço desculpas pelo capítulo sem capa, é que estou sem criatividade, talvez eu coloque uma mais pra frente )

Eu estava pensando nessa história a muito tempo, então resolvi cria-la de uma vez.
Escrevi com todo o amor e espero que gostem.

Um beijo para os leitores!

Capítulo 1 - Sombras


Era manhã, e Dylan se arrumava para ir ao colégio. Ele encarava seu reflexo no espelho, e pensava o porque de ser tão diferente, sim ele sabia que era bonito, mas sua beleza era tão grande que chegava a assustar alguns.

Ele passava a mão pela pele pálida do rosto, enquanto encara seus próprios olhos, que eram de um azul tão claro que podia ser facilmente confundido com o branco. Leva a mão aos seus cabelos macios de cor negra e olhava para a coisa mais estranha em si... Aquela única mecha prateada em seu cabelo. Sim isso é estranho, mas nem mesmo os médicos conseguiram explicar a falta de melanina em uma única parte dos fios do garoto, que aliás, já até tentou pintar, mais depois de algumas horas voltou a mesma coloração.

Dylan para de se questionar e resolve ir logo para a escola.

Ele desce as escadas da casa e se despede de sua mãe com um beijo. Aliás, sua mãe estava um pouco esquisita, ela não parava de sorrir e olhar para o celular o tempo inteiro, como se esperasse por alguma mensagem.

Já fora de casa, o garoto coloca seus fones de ouvido para escutar o som que mais o acalmava, o som das ondas. Começa a andar pelas ruas tentado ignorar os olhares de pessoas desconhecidas em si. Dylan coloca seu capuz e as mãos nos bolsos do moletom tentando não chamar atenção, o que não deu certo, até porque, um esquisitão todo coberto andando rápido, com certeza é algo que levantaria suspeitas.

O garoto avista o grande prédio, mais conhecido como escola. A estrutura de três andares era muito bonita, sua cor era cinza, o que contrastava perfeitamente com o jardim de flores coloridas do colégio.

Dylan passa pelos portões e começa a andar em direção a entrada, até que senti um grande peso em suas costas que quase o fez cair.

— Sai de cima de mim Nicholas! Você é pesado! — Dylan diz tentando se livrar dos braços que estavam em volta do seu pescoço, o que era um esforço inútil já que o garoto se mantinha agarrado a si como um enorme coala.

— Aish — Nicholas se desprende de Dylan enquanto bufa irritado — eu não sou pesado, não tenho culpa se você é fraco e magricela. E aliás eu também estava com saudade tá?

— Cara... — Dylan começa a andar e Nicholas o acompanha — a gente se viu na sexta.

— É, mas hoje é segunda!

— Foi só um final de seman...

— Fica quieto, tenho que te contar um negócio — o loiro corta sua fala — entrou uma aluna nova do nosso ano.

— Mais já é quase final do ano...

— É, eu sei — o interrompe — mais tem gente nova e é isso que importa.

— Você já viu ela? — os dois amigos entram na escola indo direto para o corredores onde ficavam seus armários.

— Ainda não, mais dizem que ela é muito bonita — Nicholas pega alguns livros e se vira na direção de Dylan — Então, essa é minha deixa, tenho aula de Biologia agora, e se não me engano a sua é de química né? — Dylan concorda — torça para que a garota tenha a mesma aula que você, quem sabe role um...

— Não, não, pode ficar — Nega rindo, também pegando seus livros.

— Passo — Nicholas faz uma careta.

—  Ué? Por quê? — Dylan encara um pouco confuso o amigo que apenas dá um sorriso maroto antes de ir embora.

XXX

As aulas se passaram com uma rapidez incrível, nenhuma garota nova foi apresentada a turma de Dylan, não que ele a estivesse esperando nem nada disso, apenas estava um pouco curioso.

Ele saiu de sua sala e logo sentiu um braço ser passado sobre seus ombros. Já sabia até que quem era.

— Tenho que te contar uma coisa — Nicholas fala enquanto andavam.

— Está cheio de novidades hoje em... — Dylan responde sem muito interesse.

— Pois é.... Ah — ele diz se lembrando de algo — sobre a garota nova, descobri que o nome dela é Yuna, e foi alarme falso, na verdade ela é uma ano mais avançada que a gente.

— Entendi... Mais e aí? O que tinha pra me contar?

Nicholas tira o braço dos ombros de Dylan, e parece estar desconfortável.

— Eu... Estou com alguns problemas em casa, com os meu pais.

— Que tipo de problemas?

— Eu acho que eles... — o loiro faz uma expressão triste — esquece, não é nada, é melhor eu ir.

Dylan encara confuso o amigo, que logo se vira e começa a andar na direção oposta.

— Hey Nicholas! — o garoto encara Dylan com uma  expressão triste — vai ficar tudo bem cara...

Nicholas concorda com o olha vazio, tentando esconder a única lágrima que escorria pelo seu rosto.

Ficou observando as costas de Nicholas enquando ele se afastava, realmente odiou ver o amigo daquela forma, e só saiu dali quando ele se perdeu de suas vista.

Dylan não queria ir pra casa naquela hora, ele se sentia cansado, precisava pensar, algumas coisas vinham acontecendo na sua vida... Coisas diferentes.

XXX

O garoto estava sentado sobre a areia da praia. Seus olhos perdidos fitavam a imensidão que é o mar. Ele pensava em como poderia ajudar Nicholas. A verdade, é que já sabia exatamente o que o amigo iria lhe contar. Ele sabia que a mãe de Nicholas não era fiel ao marido, ela o traia na cara dura, mas o pai amava tanto aquela mulher, que era incapaz de se separar... Dylan estava tão mal, era como se sentisse a dor do amigo, ele não sabia explicar, apenas se sentia vazio e triste...

Mas não era só isso que afligia a alma do rapaz, ele era atormentado por seus próprios sonhos, esses nos quais ele era perseguido... Em seus sonhos sombras com olhos brilhantes o seguiam para todo o canto, se esgueirando pelas esquinas, pela escola e até pela sua casa. Não se sentia seguro, em todos os lugares lá estavam aquelas criaturas horrendas o observando. Muitas vezes ele sonhava que estava acordando, mas quando abria os olhos, lá estavam as sombras. Até o momento em que acorda de verdade chorando enquanto sua mãe o abraçava e dizia que tudo ia ficar bem.

A situação estava tão crítica que as vezes Dylan achava que via as criaturas enquanto andava pelas ruas, e isso o amedrontava completamente, ele não sabe quando está sonhando ou não, tem medo de acordar nesse exato momento em sua cama enquanto lágrimas escorrem por seus olhos, não sabe mais distinguir o que é real e o que é criação da sua própria mente, e isso o assusta.

Talvez Dylan estivesse ficando louco, porque a algumas semanas atrás ele podia jurar que a água obedecia seus comandos. Ele estava com um copo de água nas mãos e brincava com ela. Colocava seu dedo bem perto da superfície e o levantava, fazendo com que um fio de água saísse do copo, seguindo seu dedo... Era como se o líquido quisesse tocar sua mão também. Ele estava adorando aquilo, até que de repente tudo para de funcionar, a brincadeira acaba, como se nunca tivesse acontecido... É, provavelmente era só sua mente lhe pregando novas peças...

O sol ia se pondo lentamente. A quanto tempo Dylan estava ali? Nem ele mesmo sabia. Aquele lugar o acalmava tanto. O vento bagunçava seus cabelos e ele se permite sorrir, assim que vê as primeiras estrelas aparecendo no céu. Dylan se joga para trás se deitando na areia enquanto observa as constelações se formarem, procurando por uma em especial, Ursa maior e Ursa menor, ele amava essa constelação, achava interessante a lenda que rondava rondava sobre ela...

" Existia uma jovem e linda caçadora chamada Calisto, que era filha do rei de Arcádia. Sua beleza era tão grande que acabou despertando o interesse do poderoso Zeus, que logo se viu atraído pela moça.

Em um ato de completo ciúmes, Hera a esposa de Zeus, ao ficar ciente da paixão do marido pela jovem, a transformou em um urso, e a pobre e bela moça passou de caçadora, para se tornar a caça.

Depois de tempos, Calisto se deparou com um caçador, e de imediato o reconheceu; era seu filho Arcas. Não resistindo as lembranças, a jovem foi em direção ao rapaz e o abraçou.

Zeus vendo a situação, resolveu interferir para que nenhuma tragédia acontecesse, por esse motivo transformou Calisto na Ursa maior e seu filho Arcas na Ursa menor, e os colocou no céu, para que ficassem juntos sempre. "

Dylan adorava aquela lenda, era uma história contínua, sem fim, onde os dois ficariam apenas abraçados, até o fim dos tempos...

[...]

A noite já caia a dentro, e com um pequeno aperto no peito Dylan resolve ir para casa, sua mãe já deve estar preocupada.

Ele pega sua mochila se levantando, olha para o mar, prometendo para aquelas águas que voltaria outro dia. Se vira e começa a andar para longe da praia.

O garoto caminha lentamente pelas ruas da pequena cidade, não pensava em nada em específico, apenas queria chegar em casa logo, pois estava cansado e com fome. De repente ele escuta o som de algo caindo, se vira para trás e vê uma coisa na esquina... O que era aquilo? Dylan força as visitas para tentar ver melhor, e se arrepende amargamente de ter feito isso... Era uma sombra. Ele estava sonhando?

A criatura sai de seu esconderijo e começa a andar em direção a Dylan a passos largos. Ele se assusta e olha para os lados podendo ver outras sombras saindo de becos e janelas. O garoto sente uma grande dor em seu pescoço e começa a correr descontrolavelmente, tentando achar um caminho mais rápido para sua casa.

Ele vira várias ruas olhando para trás frequentemente para se certificar de que as criaturas ainda o seguiam. Dylan se assustava, pois um som agudo começou a sair das bocas enormes daqueles monstros.

O garoto suspira aliviado ao ver sua casa no fim daquela rua, por isso tenta correr mais rápido e se surpreende ao ver em que velocidade poderia chegar.

Dylan sobe até a varanda, girando a maçaneta desesperadamente, e entra na casa, logo fechando a porta. Encosta as costas na mesma ofegante e tenta regular sua respiração descompassada. O garoto abre os olhos e franze o cenho completamente confuso...

O que aquela garotinha estava fazendo na sua casa?


Notas Finais


Sério, essa é a coisa mais diferente que já escrevi, talvez tenha ficado meio ruim por causa disso, mas eu gostei.

Ah, e um aviso:

Essa história envolve várias lendas, porque eu gosto e acho legal.

Beijos 😘


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