História Somos um - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O
Tags Wegotthatpowerkyungsoo
Visualizações 9
Palavras 1.665
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Sobrenatural, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, é a primeira história que posto, não sendo a melhor coisa do mundo, mas é como uma teoria...
Para o Festival Cultural da D.O Brasil...
Espero que gostem, e se houver algum erro, por favor, me avisem ^^

Boa leitura~

Capítulo 1 - Início, Meio e Fim.


Em todas as vezes que Kyungsoo tentara dormir na Terra, lembrava-se de sua queda, como se em câmera lenta; o vento violentamente batendo em seu rosto, o desespero em sua alma, seu poder enfraquecendo, e os destroços do que costumava ser uma nave, todos incendiados.

Não estava sozinho.

Os outros onze rostos mantinham-se vagos em sua memória. As outras onze forças da árvore da vida.

Não conseguia recordar de muito, mas sabia – algo o dizia – que sua queda para o planeta azul fora um tempo após a partição da árvore – após seu planeta ser corrompido por forças malignas. O olhar da morte.

Mas não apenas o planeta e a árvore, mas também, as pessoas. Sem a virtude da compreensão, conflitos eram constantes, como o novo método de resolução de problemas. Mesmo Vossa Majestade estava afetada.

As doze forças da árvore procuravam uma solução, antes da nave cair. Uma cura pra toda a malícia que havia os afetado.

Tentaram inutilmente utilizar de seus poderes durante a queda.

Infelizmente, o único que funcionara fora o de Sehun, o Dobrador do vento. Kyungsoo fora jogado para longe com a rajada forte da ventania, acabando por cair em um país chamado Inglaterra.

Passara dias e dias em busca de um rosto conhecido, um rosto do Exo Planet, mas o que achava era uma realidade igual – ou até pior – a de seu antigo mundo; nas ruas, Soo sentia a frieza das pessoas, sem se entreolhar, todas vestidas com paletós e enormes vestidos de tons secos, sem mostrar ao menos as mangas das camisas engomadas. Chapéus estranhos eram comuns, e o julgamento era baseado nas carruagens das quais saíam.

Proibições sociais severas, cenários cinzentos e poluídos, trabalho infantil e falta de compaixão.

Por sua sorte, seus conhecimentos abrangiam a língua inglesa, então poderia ter uma fácil comunicação.

Agradeceu a si mesmo em silêncio.

Ao perguntar para um morador de rua qualquer, descobrira que o ano era de 1842, e o país era governado pela Rainha Vitória, e a época, era nomeada Vitoriana.

Logo, percebeu que precisava se adaptar o quanto antes, para assim, tentar procurar o restante de seu grupo, e voltar em segurança para o Exo Planet. Começara trabalhando em uma mina de carvão, visto que os requerimentos eram baixos, e que necessitava de um local para viver.

 Seu poder estava nulo. Não conseguia usar de sua Força, e teria de se acostumar com isso, assim como a nova vida que estava levando.

E após doze longos anos de trabalho, ainda não se acostumara, não conseguia dormir direito, e não parava de pensar em seu antigo lar.

Nunca ia.

Felizmente, ao menos conseguira subir na vida local. Possuía uma casa agradável, roupas de acordo com a moda da época, um trabalho melhor como relojoeiro – graças aos seus conhecimentos de mecânica, e sete anos de treinamento –, e o respeito local.

Ele notara que não envelhecera um ano sequer na aparência, apenas criando alguns músculos por conta do pesado trabalho, e crescendo alguns centímetros, e devido a suspeitas, inventara histórias sobre sua origem. Como os bons humanos tolos que eram, acreditavam fielmente em suas palavras.

Dizia que tinha bons genes asiáticos, que lhe permitiam a fuga das temidas rugas.

Até novas amizades havia cultivado.

E, mesmo sabendo que todas aquelas pessoas que chamava de amigos escondiam as verdadeiras faces malvadas por trás das máscaras da gentileza, precisava achar um método para não morrer de tédio na Terra. E eles eram o método.

Não importava, afinal.

Ele nem se lembrava o que era amor.

Crescera mentalmente envolto de todo o crime, pecados e ofensas da humanidade. Tinha pena de todas as pessoas, apesar de sentir pouquíssima compaixão desde sua queda.

 

*~*~*

 

Ele se levantou, afinal, abalado devido ao pesadelo.

Andou em círculos pela casa, grande demais para uma alma solitária, desprovida de poderes, até se sentir cansado o bastante para pensar que finalmente dormiria em paz.

Mas estava errado.

Seus pesadelos foram piores, envolvendo alguns dos antigos amigos do Exo Planet. Eles eram perseguidos por uma densa nuvem de trevas que movia-se rapidamente pelas ruas de Londres. Engolia casas, postes, e até pessoas.

E Soo sentia a impotência de não poder fazer nada. Apenas correr.

Ignorar a caixa de Pandora.

Pela segunda vez naquela noite, levantou abalado, sentindo as olheiras do novo corpo humano se intensificando.

O que ele poderia fazer?

Decidiu ir para sua relojoaria, afogar suas mágoas em relógios e pequenos mecanismos.

Andando nas ruas durante uma madrugada, pôde ver o submundo londrino funcionando. A venda de ópio, charlatões contando dinheiro, e ricos senhores, provavelmente donos ou responsáveis por negócios noturnos.

Kyungsoo suspirou.

Estava tudo realmente perdido, não estava?

Decidiu que seria melhor parar de pensar sobre tudo, e apenas entrou em sua loja calmamente, sentando-se em sua bancada, e mexendo inutilmente em algumas engrenagens.

Era possível ver o poluído rio Tâmisa de suas vitrines, com o barulho dos ventos frios de novembro soprando sem cessar.

E observando o movimento das ondas quase inexistentes do Tâmisa, passou o resto de sua noite.

 

~*~*~

 

Naquele mesmo dia, após ter atendido alguns de seus clientes, ele avistou uma silhueta familiar.

Até demais.

A magreza e altura o espantaram de imediato, como uma faísca entre cinzas.

Porém, as roupas eram comuns demais no cenário vitoriano.

Mesmo assim, Kyungsoo, sem hesitar um segundo sequer, abandonou sua postura de cavalheiro com a loja, e correu o mais rápido que pôde em direção ao estranho. Cortava a multidão rapidamente, andando em sua direção contrária, provavelmente vivendo a monotonia citadina de suas vidas, indo ao trabalho.

Com os pulmões ardentes e corpo suado, só parou quando alcançou a mão desesperada nos ombros largos do indivíduo, que se virou bruscamente.

Kyungsoo não pôde descrever tamanha alegria ao ver o rosto assustado de Chanyeol, o Dobrador de fogo. Uma das forças da árvore da vida.

Sem dizer nada, abraçou-o o mais forte que pôde, e isto era bastante. Sentia lágrimas quentes correndo seu rosto em velocidade constante. O maior retribuiu o abraço forte.

Era quente, e agradável.

Ele se esquecera de como era afeto, até tal momento.

Ambos sem se importarem com os olhares feios de julgamento que recebiam da multidão das ruas, continuavam a rir chorando, envolvidos em um abraço complicado.

Um misto de pensamentos e emoções o inundavam, e ele não sabia por onde começar.

Mas começou.

- Onde esteve? – Perguntou, se desvencilhando do abraço, observando o sobretudo preto do Dobrador de fogo, e seus cabelos negros, pouco longos. Parecia que também tivera de se adaptar.

- Eu é quem devia te perguntar. Você foi levado para longe.

- Somente eu? – Kyungsoo perguntou, preocupado.

- Não. Baekhyun acabou caindo no mar. – Chanyeol disse. – Junmyeon caiu na França, Jongdae na Holanda, e Jongin em Cambridge, aqui na Inglaterra. Mas achamos todos antes de você...

- Jongin estava tão perto o tempo todo... – Kyungsoo refletiu, um pouco chateado. Londres e Cambridge eram separadas por poucos quilômetros de distância.

- Não se preocupe, nós juntamos a maioria... Agora eu te achei... Bom, você me achou. – Chanyeol respondeu, com seu sorriso agradável.

Lembrava que antigamente, não suportava certas ações do Dobrador de fogo, e sempre o repreendia, mas agora, conseguia apenas ter vontade de abraça-lo.

- A maioria? Quantos?

- Apenas nove de nós, contando com você. Mas nós vamos os achar, Soo, eu tenho certeza disso. – Apesar das palavras do mais alto, Kyungsoo não estava convencido.

Tinha medo de perguntar quem faltava.

- Huang Zitao, Lu Han, e Wu Yifan. – Chanyeol respondeu, lendo a expressão de Soo. – Por favor, não pense nisso. Nós também pensávamos que te perdemos, mas aqui está você.

O tempo, a telecinese, e o poder de voar.

- T-tudo bem. – Kyungsoo gaguejou, espantando pensamentos ruins.

Após algumas atualizações vindas de Chanyeol, enquanto Kyungsoo voltava à relojoaria para fechá-la, o mais alto o levara onde estavam todos reunidos. O local era uma casa, ainda em Londres. Parecia haver uma atmosfera mais leve ali.

Em questão de minutos ele vira todos os rostos que sentira falta, e imaginava em seus sonhos e pesadelos.

Jongdae, Jongin, Sehun, Baekhyun, Yixing, Junmyeon, Chanyeol e Minseok.

O raio, Teletransporte, Ventos, Luz, Cura, Água, Fogo e Gelo.

O reencontro foi preenchido por mais lágrimas, de alegria, saudades e amor.

Ele finalmente lembrava do amor.

Trocava palavras afetuosas com todos. Era maravilhoso.

- Então, agora que achamos o Soo, estamos mais fortes. – Junmyeon falou. Ele se assumira o líder da antiga missão, e não seria diferente agora. – Nossas esperanças de achar os que faltam foi renovada.

Todos assentiram. Era verdade.

Kyungsoo lembrava que seus motivos para aturar toda a maldade da Terra eram seus amigos.

Seus verdadeiros amigos.

Seus irmãos da árvore da vida.

- Mesmo sem poderes, somos capazes. – Continuava Junmyeon, com seus discursos sempre inspiradores. – Nós não precisamos do material, nós temos uns aos outros. Até encontrarmos um jeito de sair daqui e-

Soo precisou o interromper.

- Me desculpe, mas... sair? A Terra está totalmente corrompida. Eu fiquei sabendo de guerras tolas, e violência sem motivos. Antes eu não me importava com isso, mas agora percebi que... havia me tornado um deles, pela falta de vocês. Sem coração, sem alma, sem amor. A humanidade precisa de nós. Precisamos ajudar.

Ele se lembrava das coisas ruins, e sem compaixão que vira na noite anterior.

Não podiam simplesmente deixar um planeta inteiro assim.

Os humanos eram seres vivos, e Kyungsoo não desejava toda aquela desgraça para ninguém e nem nada.

Todos o olharam, confusos.

- Além disso, temos tempo. Não envelhecemos, sabe-se lá se somos imortais aqui ou algo assim. – Kyungsoo continuava. – Temos que achar os outros três, e enquanto isso, podemos espalhar a paz por aí. Não custa nada, e pode fazer muito bem pra Terra, sabem?

Acabaram por sorrir, concordando.

- Não iremos nos separar mais. Somos um... Certo? – Perguntou ainda, Kyungsoo.

Sua resposta foi um abraço coletivo.

Seu sorriso nunca fora tão grande.

Agora, com a missão de espalhar o amor, com o amor ao seu lado, parecia finalmente completo.


Notas Finais


Obrigada se leu até o final~
Beijinhos :*


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