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História Son Of The Moon - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Hey!
Como vocês estão? Já lavaram suas mãos hoje?

Decidi voltar um pouco mais cedo, pois pensei que seria entediante demais ter apenas o prólogo postado quando eu já tinha esse capítulo finalizado.
Não irei mais fazer isso por enquanto, até porquê o dois ainda não terminei (T_T)
Agora só irei voltar quando tiver o capítulo cinco finalizado, então como eu sei que irá demorar um pouco, peço desculpas desde já.

Bom, chega de enrolação e vamos pro capítulo.
@moinalovesbts obrigado por betar o capítulo, você é maravilhosa!

Capítulo 2 - Um Novo Campista


Fanfic / Fanfiction Son Of The Moon - Capítulo 2 - Um Novo Campista

Talvez sair do acampamento naquele dia não tenha sido a melhor das ideias.

Estava à quase duas horas lutando com cinco cães infernais enormes, o cansaço que o consumia deixava seus movimentos cada vez mais lentos e sua perna sangrando também não ajudava muito. Atirou sua última flecha no terceiro deles, transformando-o em pó e mancou até uma rocha, se escondendo atrás dela. 

Olhou para o ferimento em sua perna — uma enorme mordida que foi feita por um deles — o sangue escorria como uma cachoeira e a dor latejante deixava sua vista turva. Rasgou um pedaço da manga de seu casaco e amarrou em sua coxa acima do ferimento para estancar o sangue. Sua reserva de ambrosia tinha acabado e havia usado o resto do néctar que tinha para poder andar, sua aljava estava vazia. Arrumou seu arco — agora sem nenhuma utilidade — nas costas e pegou da sua bota de couro uma adaga; metade da lâmina era de bronze celestial e a outra metade de ouro imperial, em seu cabo de couro havia uma pequena lua crescente de prata entrelaçada a um ramo de flores. Sempre a carregava consigo, mesmo usando-a raramente.

Ouviu um rosnado vindo de seu lado direito, olhou para o local e viu um dos cães se aproximando lentamente — como um tigre espreitando sua presa. Apertou o punho da adaga até os nós dos dedos ficarem brancos, não era bom com armas de curto alcance, mas não é como se tivesse muitas opções.

Assistia-o se aproximar vagarosamente, o ferimento em sua coxa direita ainda doía como se tivesse as presas ainda cravadas em si, seu olhar escureceu por um segundo, tempo o suficiente para o monstro atacar. Rolou para o lado sujando mais ainda a sua roupa e desviando por pouco, se pôs de pé rapidamente. O cão bateu a cabeça na rocha ficando tonto, cambaleou um pouco até se recuperar e olhou para o semideus machucado, a raiva em seu olhar poderia fazer qualquer um paralisar.

Quando o atacou novamente, Taehyung se jogou para debaixo do monstro, rasgando-o ao meio com sua lâmina e levando ele de volta para o Tártaro.

 — Agora só falta um — disse aliviado, não aguentava mais lutar e precisava voltar para o acampamento para cuidar do seu ferimento. Sabia que levaria uma bronca de Quíron por sair sem avisar, mas o que podia fazer se seu corpo sempre pedia para se aventurar e sair daquele lugar onde se sentia um invasor?

Encostou em uma árvore qualquer tentando recuperar o fôlego, mas não teve muito tempo já que apareceu o último cão infernal. Ele era maior que os outros, talvez fosse o líder ou talvez era um dos que tinha comido mais semideuses. Não sabia e também não fazia questão de saber. 

Ficou em posição de ataque, o monstro o analisava enquanto andava ao redor de Taehyung, como se pensasse qual sabor ele teria. Seus olhos vermelhos como o sangue em sua perna brilhavam em expectativa e a baba escorrendo de sua boca pingava em litros. Taehyung teve que se concentrar bastante para não desmaiar ali mesmo, estava fraco, ferido e cansado, não achava que conseguiria vencer.

Viu o cão correr em sua direção, mas não conseguia sair do lugar, seus pés pareciam congelados no chão e o pânico se alastrou em si. Conseguiu se jogar no chão no último segundo, caindo em cima de seu braço esquerdo, acabando por o deslocar. Queria gritar de dor até não ter mais voz, mas não podia.

Arrastou-se o máximo que pode com o braço bom até conseguir se sentar, porém antes que pudesse se dar conta, o monstro estava em cima dele com uma das patas em seu peito e o focinho a um metro de distância de seu rosto.

Não conseguia respirar. A pressão da pata em seu peito aumentava enquanto o cão exibia suas presas e se aproximava ainda mais do rosto de Taehyung. Com o canto do olho, viu a adaga jogada ao seu lado e engoliu em seco. Um único golpe dela e estaria livre, mas tinha que ser rápido. Com cautela levou a mão direita até a adaga e a agarrou, olhou uma última vez nos olhos do monstro.

— Até nunca mais — e o golpeou na costela fazendo uma montanha de pó dourado cair em cima de si, mas nem se importou, só queria descansar um pouco. Soltou um longo suspiro, estava começando a escurecer e tinha que voltar para o acampamento antes que mais monstros aparecessem para matá-lo. 

Levantou com dificuldade. Seu braço esquerdo doía tanto que quase desistiu e ficou lá deitado. Ao finalmente conseguir ficar de pé, olhou para seu estado: as roupas rasgadas, sua coxa direita encharcada do sangue que escorria antes do ferimento, os braço cheios de cortes sendo que um deles mal conseguia mover sem querer gritar de dor e seu peito estava com a marca das garras daquele monstro. Não precisaria se olhar no espelho para saber que seu rosto provavelmente estava acabado. Guardou sua adaga na cintura dessa vez, queria estar ao menos um pouco preparado caso algum outro monstro surgisse, e começou a caminhar em direção ao acampamento.


🌙



— Kim Taehyung! — Quíron chamou sério, a expressão dura em seu rosto, as mãos na cintura e os passos pesados indo em direção àquele, que em sua visão, parecia ter sido pisoteado por uma manada de pégasus. O garoto sorriu amarelo, tinha acabado de chegar ao acampamento e já foi mandado para a enfermaria e neste momento estava deitado na maca olhando William Solace, um dos filhos de Apolo, enfaixar sua perna. O centauro esperou em silêncio Will terminar seu trabalho para poder conversar com aquele que vinha lhe dando dor de cabeça nos últimos meses.

— Você terá que ficar uma semana de repouso até que possa andar novamente, seu braço esquerdo apenas deslocou e logo poderá mexê-lo novamente, mas evite de pegar peso por um tempo — disse o filho de Apolo terminando de ajeitar a tipóia no ombro de Taehyung — E por último, nada de caça a bandeira até estar totalmente curado — o garoto bufou, o caça a bandeira era a única "brincadeira" que gostava no acampamento além dos treinos de arco e flecha. Will riu baixinho enquanto ajeitava as coisas.

— Solace! — Nico, o único filho de Hades do acampamento e namorado do médico, o chamou da porta da enfermaria, ele usava suas típicas roupas pretas e sua jaqueta de aviador — Eu te procurei por todo o acampamento, achei que hoje era seu dia de folga. — se aproximou do filho de Apolo de braços cruzados, Will apenas sorriu e lhe deu um beijo na bochecha deixando o menor corado. Nico nem ao menos tinha notado Taehyung e Quíron ali, só estava olhando para o namorado.

— Desculpe Nico, mas tive um pequeno contratempo — indicou minha maca com a cabeça e Quíron parado ao meu lado, o filho de Hades apenas olhou para o Kim e depois para Quíron.

— Ah… Desculpa atrapalhar — disse a Quíron, que apenas sorriu dizendo que estava tudo bem — Então, o Will já pode ir?

— A vontade, só não vão aprontar novamente. — respondeu o centauro. Os dois garotos concordaram e logo saíram do local deixando Taehyung e Quíron sozinhos. O semideus engoliu em seco enquanto olhava Quíron se aproximar de si com um olhar que conhecia muito bem. — Kim Taehyung, quantas vezes terei que lhe dizer que não deve sair do acampamento sem autorização? — abriu a boca para responder, mas fora cortado antes mesmo de falar algo. — Já é a quinta vez só esse mês! Você quase não conseguiu voltar dessa vez, Taehyung! O que você fará se um dia sair e encontrar algum monstro que não consegue derrotar? Ou então cair no labirinto e se perder lá? — suspirou pesado vendo Taehyung desviar o olhar. Quíron nunca gostou dessas saídas dele e toda vez ele dava a mesma bronca, porém Taehyung sentia sempre a mesma culpa quando as ouvia.

— Desculpa… — pediu em um tom baixo, o olhar em suas mãos apoiadas no colo. O centauro levou uma de suas mãos até sua cabeça bagunçando os fios castanhos, havia criado o menino desde seus 10 anos e agora ele já tinha 17 anos, sentia como se fosse um pai para o moreno.

— Vamos jantar, estão todos esperando. — foi tudo o que disse antes de sair e pedir para algum dos filhos de Apolo ajudar Taehyung a sair da maca e ser colocado na cadeira de rodas.



🌙



Digamos que o jantar naquele dia não fora um dos melhores para Taehyung. Onde quer que ele passava todos olhavam para ele, alguns cochichavam e outros nem se importavam em disfarçar. Os únicos que realmente se preocuparam e vieram perguntar como ele estava era Jason Grace, o filho de Júpiter e Piper McLean, a filha de Afrodite e conselheira de seu chalé. Will acenou para ele da mesa de Apolo e Nico, que estava sentado ao seu lado, apenas acenou com a cabeça em um cumprimento.

Foi levado até a mesa do chalé de Hermes por Kayla Knowles, uma das filhas de Apolo que treinava arco e flecha com ele. Connor Stoll lançou um de seus sorrisos malandros em sua direção, colocando um prato e um copo na sua frente.

— Obrigado, Connor — agradeceu observando a comida surgir em seu prato, dois pedaços de torta de maçã e o copo se encheu com soda.

— Não tem de quê, cara — e saiu rindo, Taehyung sabia que Connor havia feito alguma coisa naquele prato, mas não tinha como se importar menos.

Observou todos os semideuses se levantarem para fazerem as oferendas aos seus pais na fogueira. Viu Piper se aproximar junto de Jason, as mãos entrelaçadas e segurando suas comidas.

— Precisa de ajuda para ir até a fogueira? — perguntou Piper sorrindo. A filha de Afrodite possuía uma beleza única, seus cabelos eram castanhos como chocolate, seus olhos no momento estavam da mesma cor e a pele morena. Ela e Taehyung eram bem parecidos, se algum desconhecido os vissem juntos pensaria que eram irmãos, a única diferença estava no sorriso, enquanto Piper tinha um sorriso lindo e encantador, Taehyung tinha um sorriso feio e quadrado. Nunca gostou de sorrir por causa disso, tinha vergonha de sua forma peculiar.

— Se não for incomodar, eu adoraria. — a garota soltou a mão do namorado, entregando a ele seu prato, e foi para trás da cadeira de rodas de Taehyung o empurrando até a fogueira para fazerem suas oferendas. Taehyung sempre a fazia para Héstia, a deusa do lar, lareira, arquitetura, vida doméstica, família e estado. Piper e Jason obviamente faziam para seus pais.

— Fiquei sabendo que não poderá participar do caça à bandeira até estar recuperado. — Jason foi quem puxou assunto enquanto caminhavam de volta ao pavilhão. Taehyung suspirou, não gostava nada de ter que ficar parado por tanto tempo, mas não tinha escolha, fora ingênuo naquela manhã e agora tinha que lidar com as consequências.

— Vejo que as notícias se espalham rápido. — respondeu num tom brincalhão tirando uma risada do casal — Sim, infelizmente não poderei mais vencer os jogos e nem precisa falar, sei que sentirão minha falta. — arqueou as sobrancelhas divertido, Jason apenas revirou os olhos sorrindo de canto.

— Certo senhor convencido. Agora me conta, o que foi que você aprontou para voltar ao acampamento naquele estado? — indagou Piper quando pararam na porta do pavilhão. Taehyung soltou uma risada soprada olhando para os dois.

— Quem sabe amanhã? Estou cansado e tudo o que mais quero é deitar na minha cama e dormir por um ano inteiro. — respondeu tentando mudar de assunto, os olhares nada discretos queimavam em sua pele, o que não passou despercebido por Jason.

— Algum problema? — perguntou olhando ao redor. A raiva em seu olhar fez com que todos que os observavam abaixassem a cabeça ou desviassem o próprio olhar disfarçando. O loiro bufou irritado. — Não sei porque você ainda não falou nada para Quíron ou o Sr. D, se eles estão te incomodando não deveria abaixar a cabeça. — voltou a olhar o moreno na cadeira de rodas. Taehyung sabia que deveria fazer isso, mas ainda assim não agia, apenas fingia que não estava vendo. A questão é que ele via e às vezes até demais.

— Não se preocupe, eu não me importo. Na verdade até que gosto dessa fama de ser o único semideus que o pai ou a mãe não assumiu. — soltou uma risada forçada para disfarçar, o que não convenceu muito o filho de Júpiter, que apenas suspirou derrotado. — Vem, vamos comer antes que dê a hora de dormir. — e assim os três semideuses finalmente voltaram para suas respectivas mesas.



🌙



[KIM TAEHYUNG]


Os meus pulmões ardiam enquanto eu tentava a todo custo alcançá-lo, mas a escuridão e o eco atrapalhavam meus sentidos. Um barulho de chicote ecoou pelo local seguido de um grito de dor.

— Onde ele está?! — perguntou uma voz rouca. O silêncio perdurou por um minuto até outra chicotada ser dada. Olhei para os lados tentando localizar de onde vinham aqueles sons, o desespero tomava conta de todo o meu corpo; minhas mãos tremiam, o suor gelado escorria pelo meu rosto e a cada minuto que passava, mais difícil ficava respirar. — Se você continuar a se negar a responder, pior será. — outras duas chicotadas foram dadas, o grito que soou estava fraco, como se a pessoa estivesse prestes a desmaiar de tanta dor.

Voltei a correr ainda mais rápido e desesperado que antes. Não sabia o porquê, mas queria, ou melhor, tinha que salvá-lo mesmo sem fazer a mínima ideia de quem ele era. Mais uma chicotada. Dessa vez o som tinha vindo da minha direita.

— Eu vou perguntar mais uma vez: Onde. Ele. Está?! — a cada palavra uma chicotada era dada. Os gritos agora mal passavam de gemidos. — RESPONDA SEU INÚTIL! — uma clareira surgiu à minha frente. Parei de correr, receoso com o que veria quando chegasse lá, o medo que sentia era como se houvesse um pequeno Phobos sussurrando em meu ouvido para dar meia volta e correr para o mais longe dali. Engoli tudo e qualquer sentimento que me dominava e comecei a caminhar, a escuridão agora sendo engolida pela luz me fazendo ver a pior coisa que alguém poderia ver:

Eu mesmo pendurado por correntes nos pulsos e tornozelos, o corpo tão magro que era possível contar as costelas e o sangue escorrendo sem parar por todos aqueles ferimentos feito pelo chicote de couro que o homem, de pele azul e corpo robusto, que estava em pé na frente de meu corpo, segurava.

O eu acorrentado olhou em minha direção, seus olhos opacos se fechavam aos poucos, mas antes que desmaiasse sussurrou para mim:

— Fuja...



Acordei ofegante e ensopado de suor, olhei para o lado onde estava as beliches dos outros semideuses; suas respirações calmas e ritmadas indicando que dormiam profundamente. 

Tentei me levantar, mas minha perna enfaixada e meu braço imobilizado não me permitiam realizar tal proeza. Suspirei cansado, a angústia em meu peito apertava como se fosse uma corda invisível que eu não conseguia arrancar. A cena de eu mesmo acorrentado e com enormes feridas de chicotadas espalhada por meu corpo. O homem carrasco pronto para dar mais uma chicotada mortal enquanto aqueles olhos sem vida me encaravam. Um arrepio percorreu todo o meu corpo, mas não era um arrepio bom daqueles que você sente quando está prestes a gozar, com certeza não. Aquele arrepio me trazia ainda mais mal pressentimentos.

Olhei para uma das janelas que jazia na casa. A lua brilhando baixa dentre as poucas nuvens indicando que logo a alvorada chegaria e os campistas teriam mais um dia de sua rotina de sempre. Fiquei encarando a lua desaparecer atrás das montanhas pensativo até o dia clarear, o sonho passando como um vídeo em looping em minha mente e mil e uma perguntas surgindo.



🌙



Já passava das nove horas quando Nico apareceu em meu chalé para darmos uma caminhada. Hesitei no começo, mas por fim acabei concordando em acompanhá-lo. Ele me ajudou a sentar na cadeira de rodas e me empurrou para fora do chalé.

Ficamos em silêncio por um tempo. Estava curioso com o que Nico queria, afinal não é todo dia que o filho de Hades te chama para uma caminhada. Passamos pela quadra de basquete, os filhos de Apolo se gabavam de sua vitória enquanto alguns campistas de vários chalés resmungavam cansados.

— Will me pediu para vim falar com você. — Nico finalmente quebrou aquele silêncio incômodo que pairava entre nós. Apenas fiz um sinal para ele continuar. — Ele quer que você tente interagir mais com os outros campistas, talvez ache que assim você deixe de tentar fugir sempre, como eu fazia. — não me atrevi a responder uma única palavra e Nico suspirou, também não estava disposto a prolongar aquela conversa. Fiquei o caminho inteiro de volta ao chalé pensando se deveria contar sobre o sonho, mas antes que chegasse em alguma conclusão, um garoto do mesmo chalé 11, que eu não lembrava o nome, veio até nós correndo eufórico.

— O que aconteceu? — perguntei esperando ele recuperar o fôlego, provavelmente havia corrido por todo o acampamento até nos encontrar.

— Quíron mandou chamar todos os campistas para ir ao pavilhão. — respirou fundo recompondo a postura deixando-me ainda mais ansioso. Abriu o sorriso zombeteiro, característica de todos os filhos de Hermes, antes de jogar aquela notícia. — Temos um novo campista.

Nico e eu nos entreolhamos antes dele finalmente começar a me empurrar em direção ao pavilhão. Eu estava mais ansioso ainda, fazia dois meses desde a chegada do nosso último campista e desde então os dias haviam se tornado tão calmamente tedioso que pensava que havíamos voltado no tempo para a época de antes do famoso Percy Jackson, quando este chegou ao acampamento três anos atrás.

Chegamos lá em questão de menos de um minuto, o local estava cheio de campistas eufóricos que tagarelavam sem parar sobre o novo campista e como ele seria. Notei Quíron entrando no local acompanhado de Rachel, o oráculo.

— Semideuses! — chamou a atenção de todos e aos poucos os burburinhos foram diminuindo até ficar em silêncio total. Quíron não disse nada por alguns segundos, seu olhar percorreu por todas aquelas pessoas até parar em mim. Me remexi desconfortável e o centauro finalmente desviou o olhar. — Convoquei-os aqui para anunciar a chegada de nosso mais novo integrante. — uma salva de palmas foi dada, alguns assobiavam aqui e ali. 

Quíron trocou um olhar com Rachel e a garota saiu rapidamente, provavelmente indo buscar esse novo semideus. Quando finalmente voltou, junto de si estava um garoto encolhido, porém ele parecia um pouco velho para ter 12 anos, era mais alto que a ruiva e tinha um corpo não tão musculoso, mas ainda assim forte. Seus cabelos eram negros e longos, sua pele pálida e o rosto liso possuía o maxilar marcado. Os dois pararam ao lado de Quíron, os olhos do garoto nunca desviando de seus sapatos. 

— Este é Jeon Jeongguk, nosso novo campista! Seu parente divino ainda não o reclamou, portanto como era o costume de alguns anos atrás, ficará no chalé de Hermes. — olhou para Travis Stoll, o conselheiro do chalé, este que apenas sorriu animado em poder fazer suas brincadeiras em mais alguém. — E por último, Jeongguk é um garoto mudo, então a partir de hoje todos vocês terão aulas de Língua dos Sinais. — terminou o discurso sendo recebido com alguns resmungos insatisfeitos, mas ainda assim todos bateram palma para o novo campista. Jeongguk finalmente ergueu o olhar e pude ver como seus olhos eram tão negros quanto seus cabelos e que brilhavam como os de uma criança ganhando um brinquedo.

Nossos olhares se encontraram por um momento e nessa fração de segundos eu soube que o destino estava prestes a fazer de mim sua nova diversão favorita.


Notas Finais


Jeongguk mudo sim!
Quem será que consegue adivinhar o motivo de eu ter feito ele mudo? Escreva aí nos comentários o que vocês acham e para quem acertae irei deixar um coração azul em baixo.

Mas eaí? O que acharam desse capítulo? Espero que tenha ficado do agrado de todos.

Irei deixar um link aqui para caso alguém queria ver como são alguns lugares do acampamento: http://semideuses.comunidades.net/locais-no-acampamento

Como não sei mais o que comentar, irei me despedir aqui
bye bye~


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