História Songs of Storm - Capítulo 53


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Categorias The Elder Scrolls
Tags Skyrim
Visualizações 56
Palavras 4.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo narrado pelo Kristof. Espero que vocês gostem. Eu revisei mas sempre passa alguma coisinha né.

Boa leitura amores. ❤️

Capítulo 53 - Augur de Dunlain


Fanfic / Fanfiction Songs of Storm - Capítulo 53 - Augur de Dunlain

A viagem de volta foi cansativa da mesma maneira que a ida, mas dessa vez eu permanecia quieto. Não podia acreditar que Mila havia mesmo feito isso comigo. Como ela pôde? Tudo isso por dinheiro... Bryana me olhava ocasionalmente como se perguntasse se eu estava bem, os outros chegaram a me perguntar algumas vezes o que tinha acontecido e eu sempre falava a mesma coisa: nada. Eu ia focar e me agarrar nos estudos, era a única coisa que eu tinha que poderia possivelmente me conformar.

Segui na frente dos outros e nem olhei para trás, fui diretamente para a biblioteca e peguei os livros, os colocando no balcão.

— Parece que você voltou inteiro, não é? Muito bem. E os outros?

— Se não estivesse com eles não teria conseguido.

— Darei uma olhada e informo Mirabelle se achar alguma coisa. Bom trabalho.

— Obrigado.

Eu virei as costas e sai dali, andei com calma pelas escadas, chegando ao salão dos elementos, quando bati meus olhos o orbe estava lá. O pessoal estava lá ao lado de Brelyna olhando. Cheguei do seu lado e passei meu braço por seus ombros.

— Oi Kris.

— Alguma novidade para nós, Brely?

— Algumas. E vocês? Como foi lá?

— Tranquilo. Um horror o lugar.

— Vamos, preciso atualizar vocês.

Fomos até os dormitórios e todos ficamos no de Brelyna. Ela jogou uma pilha de pergaminhos na cama.

— Isso é o que vocês perderam.

Ela andou até o centro e fez uma magia para ver se tinha mais alguém presente e quando viu que não tinha voltou para o quarto, falando baixo.

— Vamos ao que interessa, o orbe. — Onmund disse.

— Bem, eu não vi quando eles trouxeram, foi de madrugada. Mas pude ver no dia seguinte Ancano sem sair do salão dos elementos, ele ficava olhando para o orbe e fazendo anotações. Quando ele me viu foi um inferno, me perguntou mil vezes onde vocês estavam e o que nós estávamos aprontando. Depois pude perceber minhas coisas mexidas, mas como não tinha nada de suspeito fiquei tranquila.

— Bom, ainda bem que não tinha. — Bryana disse.

— É só? — Eu falei.

— Sim, é só.

— Está bem. Eu vou descansar um pouco. Onmund você ainda tem aquele negócio?

— Que negócio?

— Tabaco? Não sei o nome...

— Tenho. Quer?

— Por favor.

Ele me passou e eu sai de lá, fui diretamente até abaixo da ponte e fiquei ali sentado, pensando na vida - que ultimamente estava uma bosta - eu até estava triste, mas pensando bem nem tanto. Eu sabia que não amava ela, e não conhecia essa sensação. Paixão é uma coisa, amor é outra. Minha mãe sempre me dizia isso. Então me lembrei de quando via minha mãe com meu pai e minha mãe com Brynjolf, era claramente diferente, era clara a linha do amor com a paixão. Mesma coisa do meu pai com Katrina. E eu com Mila. Acendi o cachimbo e fiquei ali, algum tempo depois vi Bryana se aproximando. Ela se sentou na minha frente e ficou me olhando.

— Você sabe... Se quiser conversar...

— Não preciso conversar, só preciso digerir. Eu nunca amei ela, não faz muita diferença para mim. Só vou me sentir mais sozinho.

— Você não está sozinho, eu estou aqui. Nós estamos aqui.

— Eu sei, e sou muito grato por isso. Aliás, obrigado pela preocupação e pela bronca que me deu sobre os vampiros.

— Não fiz mais do que deveria fazer.

Peguei uma tira de couro da minha roupa, que se soltou.

— Sabe, se eu fosse ter alguém, pensar em alguém perfeito para mim, teria que ser uma mulher como você. Você é confiante, verdadeira. Sinto isso em você. — Ela ficou vermelha. — Onmund tem sorte. Você é uma pessoa única e genuína, Lorhalien.

— Eu também não o amo, eu não sei o que é amar alguém dessa forma.

— Mas ele gosta de você. Valorize isso.

— Gosta de mim pra que? Para beijar? Receber carinho quando se sente só?

— Mas gosta. Ele não está interessado em seu dinheiro, sua fama...

— Gosta como amigo, não é lá aquelas coisas... Enfim.

Enquanto ela falava fiquei mexendo na tira de couro, era fina, preta e um pouco comprida. Peguei um pouco de neve na minha mão e solidifiquei, tornando uma pedrinha de gelo, com a minha adaga fui fazendo uma forma, uma forma de coração. Cortei um pedaço da tira em duas vezes para ficar mais fino e fiz um buraco no coração. Passei o pequeno pedaço pelo buraco, e para finalizar testei uma magia para manter o gelo solidificado não importa o tempo ou o clima. Assim que terminei, olhei bem, se tornou um colar muito bonito, do coração saia uma fumacinha branca quase transparente, mostrando que o feitiço a havia dado certo.

— Venha aqui e vire de costas.

— O que? Pra quê?

Eu a olhei sério e ela veio, então passei o cordão pelo seu pescoço, amarrando atrás com um nó, nada que a machucasse. Ela passou a mão no colar e se virou para mim, sorrindo.

— Há! Era isso que você estava fazendo então... É lindo.

— É seu. Sempre vai se lembrar desse amigo chato que insiste em tirar seu melhor.

— E quem disse que eu esqueço? Obrigada, Hœnir...

— É pra não correr o risco.

— Nunca vai correr, se contar as vezes que eu penso em vo...

Fomos interrompidos, Brelyna me chamava um pouco de longe. Eu me levantei e esperei Bryana, andamos até ela e ela nos olhou, estranhando.

— Kris, Urag quer te ver.

— Ah sim, vamos lá.

Nós três subimos as escadas conversando, eu e Bryana contamos melhor para Brely o que tinha acontecido na viagem. Elas me deixaram sozinho quando cheguei até o Arcanaeum, segui direto até Urag.

— Queria me ver, senhor?

— Sim, esse livro aqui. Noite de lágrimas, não é interessante. Você leu?

— Não...

— Bem, tem uma menções interessantes, leve até Tolfdir e fale isso para ele, eu marquei as partes.

— Sim senhor.

Peguei o livro e desci até o salão dos elementos, onde o professor Tolfdir estava admirando o orbe. Eu parei ao seu lado e limpei a garganta, ele saiu do transe e me olhou.

— Ah, Kristof! Bom te ver rapaz.

— Igualmente, Urag disse que eu precisava vir falar com o senhor.

— Ele disse? Será que ele tem alguma novidade sobre a nossa maravilhosa descoberta?

— Eu encontrei um livro... Noite de lágrimas...

— Oh, deixe-me ver. Esse é aquele que foi enterrado em Saarthal? Pelo qual aconteceram as lutas? Terei que ler novamente, não me lembro muito bem. Ah, mas olhe, eu não consigo me distanciar desse orbe! Veja como é maravilhoso! Bonito! Seja o que for, eu nunca vi uma coisa tão bela. Se você me permitir por um momento, eu gostaria de fazer umas observações. — Ele andou até perto do orbe. — Como você pode ver, essas marcas são muito diferentes de tudo que já vimos antes. Ayleid, Dwemer, Daédrico, nem sequer Falmer... Nenhum deles coincide. Muito curioso, eu acredito... Agora não tenho certeza se você está afiado como eu, devido aos anos de experiência... Mas você sente isso?

— Hã? Isso o que?

— Esse objeto incrível praticamente irradia magia, e ainda sim é diferente de tudo que eu já senti antes!

Nesse momento fomos interrompidos pela última pessoa que eu queria ver naquele momento, Ancano.

— Receio que devo interromper, é urgente que eu fale com seu aluno.

— Ora mais isso é terrivelmente inapropriado! Estamos em uma pesquisa importante aqui!

— Sim, eu não duvido da sua gravidade. Isso no entanto é uma questão que não pode esperar.

— Eu nunca fui interrompido dessa maneira antes! Isso é uma audácia. Continuamos depois, Kristof. Quando não houve interrupções.

— Tudo bem senhor.

Tolfdir saiu bravo e Ancano me olhou.

— Quero que venha comigo imediatamente.

— Não estou entendendo.

— Não? Deixe-me explicar. Eu quero saber porque há alguém aqui no colégio que diz pertencer a ordem Psijic. Mais importante, o porquê ele pede para te ver. Então nós vamos conversar com ele um pouco, para saber o que ele quer.

— E daí? No que isso te preocupa?

— Eu vou ser o único aqui a fazer perguntas. Tudo que você tem que saber é que a Ordem Psijic é uma organização ilegal e acha que está acima da lei. Já houve conflitos com o domínio de Aldmeri antes, e eu não tenho nenhuma intenção de deixar isso acontecer aqui. Vamos, agora.

Segui ele em silêncio, e ele me levou até o quarto do Archmage. Pude ver o mesmo homem que apareceu para mim em Saarthal, mas dessa vez não em forma de visão e sim em carne e osso. Que bom, eu não estava louco. Quando chegamos na frente dele, tudo ficou cinza para mim, o Archmage e Ancano ficaram paralisados e a única pessoa que se movia normalmente era o mago da ordem Psijic. Estranhei aquilo, mas o mago começou a falar.

— É bom te conhecer pessoalmente.

— Igualmente senhor, mas o que está acontecendo?

— Eu só preciso conversar com você. Estou nos dando uma chance de conversar em particular mas acredito que não temos muito tempo. Temos que nos apressar. A situação nessa escola é preocupante e nós falhamos em tentar nos comunicar com você anteriormente. Eu acredito que seja por conta do mesmo motivo de nossa preocupação. Este objeto, o Olho de Magnus... Como o seu povo tem o chamado.

— Esse é o nome desse orbe então?

— Sim. A energia emanada disso nos impede de chegar até você atrás de visões, como antes. Quanto mais ele fica aqui, mais a situação se torna perigosa. E assim eu vim pessoalmente para dizer que você deve cuidar dele.

— Mas se é tão perigoso por que vocês não o tiram daqui?

— Temo que isso não seja tão simples. Você tem que entender que ordem Psijic geralmente não interfere nesses eventos. Minha presença aqui será vista como uma afronta para alguns da ordem. E assim que tivermos terminado irei embora de seu colégio. Eu estou ciente que minha presença aqui casou suspeitas, especialmente para Ancano, o associado Thalmor. Então minha organização não agirá diretamente. Você deve fazer isso por conta própria.

— Eu não gosto desse Ancano mas ele disse algumas coisas...

— Aparentemente ele tem uma certa aversão da Ordem. Os Thalmors veem a nossa ordem como ameaça porque temos poder. E não vamos permitir que eles nos controlem. Eu juro que não queremos machucá-lo.

— Tudo bem. E qual é o problema então? Com o olho?

— Como você tem aprendido, este objeto é imensamente poderoso. O mundo não está pronto para ele, se ele permanecer aqui será usado indevidamente. Muitos acreditam que algo vai acontecer, em breve. Algo inevitável.

— Então o que tenho que fazer, senhor?

—Acreditamos que seus esforços devem se concentrar em lidar com as consequências. Mas infelizmente não podemos prever o que será. Temo que ultrapassei os limites da minha ordem. Mas irei propor isso: Procure o Augur de Dunlain aqui em seu colégio. Sua interpretação pode ser mais coerente do que a nossa.

— Onde o encontro?

— Eu não tenho certeza, mas ele está em algum lugar desse colégio. Certamente um de seus colegas deve saber onde ele está. Eu receio que não posso te ajudar mais. Essa conversa requer um grande esforço de minha parte. Temo que devo deixá-lo. Vamos continuar observando e tentando te guiar da melhor forma. O sucesso depende de você, não esqueça disso.

Eu ia responder quando tudo voltou as suas cores e o Archmage se moveu.

— Desculpe-me você estava prestes a falar algo?

— E então, qual o significado de tudo isso? — Ancano disse.

— Eu não entendi. — O mago respondeu.

— Oras, você pediu por uma pessoa específica, e aqui está ele. Agora, o que é que você quer?

— Oh, houve um mal entendido. Eu claramente não deveria estar aqui, devo me retirar.

— O que?? Que truque é esse? Você não vai a lugar algum até que eu descubra o que está tramando.

— Eu não estou tramando nada, peço desculpas se eu o ofendi de alguma maneira.

— Veremos sobre isso.

O mago saiu, e o Archmage o acompanhou até às escadas, Ancano se aproximou de mim e falou baixo.

— Eu descobrirei o que vocês estão aprontando, moleque.

— Não vai descobrir nada além de uma pilha de estudos na mesa do meu dormitório, e nem dos meus amigos.

Ele bufou e saiu, o Archmage voltou e suspirou.

— Bom, eu não sei o que aconteceu. Espero que não tenhamos o ofendido de alguma maneira.

— Senhor, o que ele queria? — Eu disse, me fazendo de bobo.

— Além de perguntar por você ele nunca disse. Realmente muito estanho.

— Entendo... Senhor, só mais uma coisa. Você já ouviu falar de Augur de Dunlain?

— Ah, Tolfdir está contando essas histórias novamente não está? Eu deixei bem claro que isso era inapropriado para conversações. Por favor, não ligue para ele se ele continuar a falar.

— É... Tudo bem senhor. Muito obrigado.

Eu desci as escadas rápido, já sabia com quem precisava falar para saber desse tal Augur. Por sorte Tolfdir estava parado no mesmo lugar olhando o orbe. Eu me aproximei com calma e limpei a garganta.

— Kristof! Voltou para continuarmos nossa pesquisa.

— Na verdade eu tenho alguns pergaminhos pra copiar da Brelyna dos dias que perdi. Eu queria perguntar uma coisa para o senhor.

— Claro, pode falar.

— O senhor já ouviu falar de Augur de Dunlain?

— Nossa, esse é um nome que eu não escuto a um bom tempo. Faz anos que não falo com ele, suponho que ainda esteja na estrumeira, mas não tenho tanta certeza. Você vai ir ver ele? Bem, diga um olá por mim. Está bem?

— Sem problema, senhor. Mas onde é essa estrumeira?

— Na parte inferior do colégio, não é um lugar legal. Então se você for, tome cuidado.

— Pode deixar, obrigado!

Sai correndo dali e fui para os dormitórios, todos estavam lá estudando em conjunto, eu fiquei na porta recuperando o fôlego enquanto todos me olhavam estranho.

— Kris? O que foi?

— Mago... Visão... Colégio... Ancano... Augur... Olho...Magnus... Perigo — Eu dizia entre a respiração.

— Alguém me arruma um papel, vou escrever e fazer cruzada pra ver se consigo decifrar. — Bryana disse rindo.

— Ok, respire primeiro, inspira e solta, vai. — Brelyna disse.

Recuperei o fôlego e olhei sério para todos.

— Eu vim do quarto do Archmage, estava estudando com o professor Tolfdir quando Ancano nos interrompeu, ele disse que um mago da ordem Psijic veio até o colégio, o mesmo da minha visão. O tal orbe se chama o Olho de Magnus e é muito poderoso, ele pode trazer muito perigo para o mundo. Esse mago disse para eu procurar Augur de Dunlain aqui no colégio. Ancano está marcando em cima então temos que tomar cuidado. Esse tal Augur de Dunlain está na estrumeira do colégio e eu estou indo para lá agora.

— Eu nunca ia descobrir, você falou poucas palavras para muita informação. — Bryana disse abaixando o pergaminho.

— Engraçadinha. Enfim, vou lá, o professor disse que era perigoso, então espero voltar logo e não me perder.

— Eu vou com você. — Brely dizia enquanto se levantava.

— Então vamos todos — Onmund já disse animado.

— Não, vocês vão ficar aí estudando o que perderam.

— Mas o Kris também perdeu matéria!

— Sem discussão. É mais discreto, lembrem que temos Ancano nos nossos pés.

— Brely tem razão pessoal, nós já voltamos.

Eles relutaram um pouco mas concordaram. Eu fui com Brely para fora e achamos a entrada rapidamente, um alçapão no chão. Descemos a escadas e demos de cara com um lugar aparentemente nada agradável. Me lembrava bastante o caminho que levava até a guilda dos ladrões, talvez por ser subterrâneo. Respirei fundo e usei clarividência, tivemos que descer de uma estrutura alta para chegar até uma porta, um draug estava lá mas o matamos rapidamente. Do lado da porta tinha uma pequena placa: "Profundezas da Estrumeira", olhei para Brely e ela para mim, mas tomou a frente e abriu a porta, agora o gelo tomava o local, vi um caminho como se fosse uma ponte, e continuei a usar a clarividência. Era frio e um tanto escuro, e dava um medo bem grande em nós dois, afinal não sabíamos o que poderia ter aqui, o professor mesmo disse que não era um lugar legal. Andamos mais e encontramos esqueletos, altares, bichos mortos, Brelyna andava atrás de mim encolhida. Eu peguei sua mão e estava bem gelada, tinha esquecido que Dunmers não tinham resistência ao frio.

— Vem, fique perto de mim.

Ela afirmou com a cabeça e nós andamos mais, até chegarmos a um altar diferente, esse agora tinha uma mão, era como um ritual obscuro. Nem eu e nem Brelyna quisemos explorar mais aquele local, só estávamos seguindo a minha magia. Paramos algumas vezes para que eu pudesse recuperar minha magia e não ficar exausto. Encontramos draugs e aranhas, mas não deixamos de seguir. A fumaça azul me levou até uma porta, e ao me aproximar ouvi uma voz.

— Sua perseverança só vai o levar ao desapontamento. — Olhei para Brely e ela para mim, não me movi, esperando a voz falar novamente. — Ainda persiste? Certo, pode entrar.

A porta se abriu sozinha e demos de cara com uma luz azul enorme, era como um orbe gigante.

— Você é Augur de Dunlain? — Eu disse completamente surpreso.

— Eu sou aquele que você vem procurando. Seus esforços são em vão, já começou.

— O que começou?

— Aqueles que o enviaram não disseram o que procuram, o que você procura.

— Me disseram para lhe procurar.

— De fato, e assim você veio procurando. Mas não sei porquê. Como todos antes de você, está seguindo por um caminho que só leva a sua própria destruição. O Thalmor também veio a procura de respostas, sem saber que aquilo seria sua ruína. Seu caminho agora segue o dele, embora chegue muito tarde.

— Que Thalmor?

— Aquele que chama a si mesmo de Ancano. Ele procura informações sobre o olho... Mas o que ele irá encontrar será um pouco diferente. Com o tempo seus caminhos se cruzarão. Mas primeiro você precisa encontrar o que precisa.

— O que preciso encontrar?

— Você e aqueles que te ajudam desejam saber mais sobre o olho de Magnus. Desejam evitar o desastre do qual ainda não estão cientes. Para ver através do olho de Magnus sem ficar cego, você precisará de um cajado, o Cajado de Magnus. Os eventos agora giram rapidamente em direção ao centro inevitável. Então vocês devem agir com rapidez. Leve essa informação ao Archmage.

A luz sumiu e eu olhei para Brely, sua mão estava tremendo.

— Você está com medo, não está?

— Medo? Não... Estou preocupada. Sua destruição? Caminhos cruzados... Por Azura! Eu jamais poderia deixar alguma coisa acontecer com você, com vocês...

— Não vai acontecer. Somos um grupo, todos juntos pra sempre, lembra? Vai precisar de muito para nos derrubar.

— Eu espero que você esteja certo.

Eu a abracei ali forte e ela também. Ela me olhou e respirou fundo.

— Ei... Afinal o que está rolando entre você e a Bryana?

Fiquei vermelho.

— Nada oras, somos amigos, como sou amigo de todos vocês.

Ela me olhou desconfiada.

— Sei... Tem algo que você não está me contando.

— Vamos sair daqui e eu te conto no caminho.

Saímos andando para a saída e eu fui contando o que havia acontecido lá em Whiterun, Brely ficou chocada com a revelação de Mila.

— É bom que eu nem saiba quem ela é, porque eu estou com uma vontade de matar ela queimada. Ou com raios. Ou poderia testar minhas magias de gelo nela.

— Deixe pra lá, ela é uma pessoa podre, vai encontrar o que procura. Logo logo.

— É verdade.

Nós saímos de lá e falei para Brelyna ir até o dormitório contar tudo para os outros, eu segui para o salão dos elementos, onde o Archmage estava vendo o olho, sozinho.

— Senhor, eu tenho algumas informações importantes para você.

— Sério? Do que se trata?

— Precisamos encontrar o Cajado de Magnus.

— Bem... Com certeza eu gostaria de ter um cajado tão poderoso, porém não estou certo de que algum de nós necessita o ter.

— Está ligado ao orbe!

— E como você sabe disso?

— Eu falei com Augur de Dunlain.

— E ele mencionou especificamente o Cajado de Magnus? Eu... Estou impressionado com sua iniciativa. É claro, alguém tem que averiguar isso mais profundamente.

— Eu posso averiguar!

— Bom! Já que você se deu ao trabalho de ir buscar um conselho de Augur, acho que não exista alguém melhor. Algo tão específico como o Cajado de Magnus... Não tenho certeza nem mesmo onde encontrar algo assim... Se não me engano Mirabelle falou sobre esse cajado recentemente. Por que não vê se ela pode te dar alguma informação?

— Verei! Pode deixar. Muito obrigado senhor.

— Sabe Kristof... Estou muito satisfeito com seu progresso. Você certamente já provou ser mais do que um mero aprendiz. Parabéns.

— Eu fico lisonjeado senhor. Mas não fiz nada sozinho, fizemos tudo juntos, eu e meu grupo.

— Bom, então todos vocês merecem os parabéns. Pode ir.

Eu sorri para ele e sai apressado atrás de Mirabelle. Ela não estava no pátio, então fui para o salão onde os professores dormiam, passei pelo salão onde ficavam os alunos mais velhos e eles ficaram olhando, subi diretamente e encontrei ela sentada, mexendo em alguns pergaminhos.

— Senhora Mirabelle?

— Sim? Kristof não é?

— Sou. Eu preciso falar com a senhora.

— Pode dizer.

— Por um acaso a senhora sabe alguma coisa sobre o Cajado de Magnus?

— Essa é uma pergunta no mínimo curiosa. O que no mundo te faz perguntar uma coisa dessas?

— Pode estar relacionado com o olho de Magnus.

— O "Olho de Magnus"? Bem, eu posso perceber que esse orbe é muito impressionante. Muito original e definitivamente vale a pena estudá-lo. Mas não chegamos a conclusões precipitadas, nem vamos atribuir mais importância do que merece.

— Desculpe... Mas voltando ao cajado...

— É dito que é muito poderoso. Tem a capacidade de armazenar uma quantidade enorme de poder mágico. Como conta a história. Mas isso tudo é mais mito do que outra coisa. Eu não tenho dúvida que exista... Mas ninguém o viu, em que? Décadas, mais tempo... Não tenho certeza. A única vez que eu ouvi isso sendo mencionado foi quando um dos personagens de Sinodo apareceu a alguns meses procurando por ele.

— Desculpe, mas quem são eles?

— São magos que se estabeleceram fora de Cyrodiil. Eles fantasiam que eles mesmos são a autoridade imperial em mágicas nesses últimos tempos. Pelo que eu entendi eles apenas fazem barulho para tentar obter favores do Imperador. Muita política e pouca magia. Fiquei surpresa de ao encontrá-los em nossa porta, eles são amigáveis, mas suas linhas de questionamentos me deixou... Desconfortável. Ficou claro que eles estão tentando acumular artefatos poderosos, procurando consolidar seu poder.

— Então ninguém sabe a localização?!

— Pelo menos ninguém por aqui. O Sinodo parece convencido de que está em algum lugar de Skyrim. Perguntaram sobre as ruínas de Mzulft. Isso é o que eu lembro. Pareceu que estavam indo para lá. Embora pareciam ser reservados sobre o porquê. Eu suponho que você tem a intenção de os procurar, há uma chance de que eles ainda estejam lá. Só não espere que eles sejam cooperativos.

— Você sabe mais ou menos onde é?

— Você tem um mapa?

— Sim, minha mãe sempre me ensinou a andar com um, assim não corro o risco de me perder fácil.

Ela marcou em meu mapa e eu agradeci.

Voltei correndo para o meu dormitório, chegando lá agora com um pouco mais de fôlego. Todos estavam conversando.

— Pessoal, se arrumem! Nós temos mais uma viagem para ir!

— Beleza!!!!! Vamos agora!!

— Precisamos descansar, Onmund. Eu estou exausta da viagem e já está anoitecendo. — Bryana disse.

— Ah...

— E bem, alguém tem que ficar...

Todos olhamos para Brelyna.

— AH NÃO! De novo não!

— Brely, alguém tem que ficar! Principalmente por causa de Ancano.

— Eu não vou ficar dessa vez. Onde vocês vão?

— Para uma ruína Dwemer. Procurar um pessoal para achar o Cajado de Magnus. Eu descobri com Mirabelle que ele pode absorver magia. E que uma turma está atrás dele. Bem, nós vamos até lá perguntar para eles.

— Kris, é sério... É melhor todos irmos juntos.

— Mas e Ancano?

— Todo mundo está com um pé atrás sobre ele. Ele estará sobre a vista de todo mundo do colégio. Ruínas são perigosas, o certo é todos irmos.

— Brely tem razão cara. — Onmund disse.

— Muito bem, então vamos todos ao amanhecer.


Notas Finais


Esse capítulo não teve muitas emoções mas é muito importante pra história. E ai, o que essa galera vai encontrar nessas tais ruínas?

Espero que tenham gostado. ❤️


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