História Sonhando com Unicórnio - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 8
Palavras 1.940
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, novo projetinho... espero que gostem.

Capítulo 1 - 01


Fanfic / Fanfiction Sonhando com Unicórnio - Capítulo 1 - 01

Um barulho ensurdecedor tirava a minha concentração, não me deixando saber a precisão exata de onde estava. Balancei a cabeça tentando em vão, me livrar de toda a agitação, mas obtive resultado contrário. Foi quando um forte ronco me chamou a atenção para o que estava bem a minha frente.

– Hei mocinha, vê se olha por onde anda. Eu poderia ter te atropelado... tem que olhar para o sinal e não para o telefone. _ resmungou um ser de aparência desconhecida, dentro de uma coisa metálica mais estranha ainda.

Telefone?

Antes que eu pudesse me questionar o que poderia ser isso, notei o contexto a qual estava. Havia algo preso a mim, onde deveria ter as minhas patas dianteiras. Olhei mais a fundo para ver do que se tratava essa parte desconhecida em meu corpo, e notei que era algo semelhante, porém de tom e tamanho diferente, ao do outro ser que se encontrava preso na caixa metálica de rodas.

– Você tem que sair da rua, do contrário, outros podem lhe atropelar. _ continuou.

Eu não reconhecia o lugar que estava, muito menos conseguia me lembrar de como me movia. Tudo estava tão diferente do que meus olhos estavam acostumados a ver, que seria impossível não ficar em choque! Notei uma poça de água frente a mim, e decidi olhar o meu reflexo, e o que vi foi algo digno de susto.

Não conseguia acreditar que tudo em minha vida havia mudado de uma hora para a outra, visto que antes de me tornar Eva Webster, era apenas um Unicórnio que vagava pelo mundo mágico. Ainda me lembro do dia que tudo mudou, e o vexame que passei neste novo universo, já que não sabia de nada com relação aonde estava e como havia parado na rua frente ao carro de Marcelo.

No entanto, esse ser humaninho, foi tão gentil com a minha pessoa que chegou até a me ajudar, me levando para o hospital, visto que naquelas primeiras horas estava bastante confusa. Os médicos chegaram a dizer que eu estava louca, chegando a me julgavam devido aos trajes escândalos que usava. Queriam me internar e até me levarem para uma clínica psicológica, ao que vi a gravidade do assunto e disse que estava bem e que devia ter batido com a cabeça, que foi como o rapaz me instruíra a dizer, caso não quisesse ir para o local indicado.

Descobri nesse meio tempo que a minha crina havia se transformado em cabelos, assim como meu chifre, passara a ser uma tiara de plástico que poderia ser facilmente destruída ou retirada. Minhas patas, viraram mãos e pés, e agora eu não andava de quatro, e sim, sobre as patas de trás, que na verdade são os pés.

– Então, para onde devo te levar? _ Marcelo quis saber logo depois que saímos do hospital.

– Para ser bem sincera, eu queria sair daqui o mais rápido possível, esse lugar me dá calafrios.

– Sei como é isso. Metade da população tem esse sentimento com relação a qualquer coisa que esteja relacionada a esse contexto. Enfim, vou te levar a um local bacana, onde a gente pode sentar e conversar sem que pareça estranho, pode ser?

– Por mim, tudo bem.

– Então, entra no carro. _ disse, visto que estava do outro lado do automóvel, perto da porta que dava acesso ao volante. Então entrei do outro lado e sentei no banco. _ Coloca o cinto, não quero levar uma multa.

– Ah… claro.

Após alguns minutos, Marcel, como o mesmo preferia ser chamado, disse que havíamos chegado ao COPO ADORÁVEL, local este, que segundo ele, seria ideal para uma boa conversa, visto que tinha uma fachada rústica e ao mesmo tempo, com ar de esquecido.

– Tem certeza que alguém vem por esses lados? _ perguntei, ao mesmo tempo que observava melhor o lugar a qual estava me metendo, visto que frente ao estabelecimento havia várias árvores e pequenas plantas que encobria o caminho do que parecia ser uma casinha de cores vibrantes.

– Tenho sim. Na verdade, é pra cá que corro quando quero pensar ou ficar sozinho. _ confessou. _ Não vai querer ficar ai parada não é mesmo? Afinal, aposto que está com fome… vem, eu te pago um lanche.

Dando uma olhada por dentro do local, reparei que havia quadros espalhados sobre as paredes, estes por sua vez, retratavam diversos momentos, que deduzi ser com pessoas importantes para um único homem barbudo que trazia traços um tanto quanto mais velhos se comparado com o meu atual acompanhante.

– Ah esse ai, é o Aaron. _ Marcel disse ao acompanhar a minha linha de visão.

– Quem?

– O dono do estabelecimento. Vem, vou te apresentar pessoalmente a ele.

– Prefiro ficar em uma dessas cadeiras, a ter que conversar com mais alguém, se não se importa. Sabe, não quero ser tachada de louca mais uma vez.

Após esses dizeres, me sento na primeira poltrona que vejo pela frente, enquanto noto que Marcelo parece está em um impasse.

– Você não seria tachada de louca, pelo menos não aqui.

– E como tem tanta certeza disso?

– Simplesmente, porque um dia eu fui alguém como você. Digo, não no sentido de ser um Unicórnio, mas alguém que foi rejeitado por não se encontrar em meios aos padrões impostos pela sociedade. Enfim, fico aqui com você, uma hora ou outra Aaron vai aparecer mesmo.

Em cima da mesa, se encontrava o que deduzi ser o cardápio, ao que nesse meio tempo, Marcel me perguntou o que eu desejava comer, dei de ombros e disse que ele poderia escolher qualquer coisa.

Um rapaz de pele clara, barba por fazer e belíssimos olhos azulados, veio em nossa direção. Saudou Marcel e questionou se eu era a namoradinha dele.

– Ela é uma amiga.

Amiga? Enquanto pensava o que poderia significar tal palavra, ele foi despejando informações para o desconhecido (por mim), ao que este anotava em pequeno bloco de papel.

– Está tudo bem, Eva?

– Não ainda, mas espero que em breve, sim.

– Tomei a liberdade de pedir um hambúrguer, batata fritas e um refrigerante.

– Tudo bem. _ dei de ombros.

– Bem, agora que estamos longe de todo tipo de pessoas curiosas, pode me contar a sua história.

Contei a ele tudo que me recordava ate o momento que nos encontramos, ou seja, nada que fizesse sentido para ele, já que antes disso tudo ocorrer eu acreditava ser um Unicórnio.

– E ai, Marcelo. Quem é a gata? _ outro homem aparece, e acredito ser o tal Aaron, visto que ele era bem parecido com as imagens refletidas nos quadros expostos por todo o estabelecimento.

– É uma amiga.

– Pensei que fosse sua namorada. Enfim, acho que nunca o vi falar sobre seus amigos, ou melhor, sobre a sua amiga. A propósito, qual o seu nome? _ essa última parte foi dirigida a mim.

– Sou Eva Webster.

– E eu sou Aaron. _ responde ao esticar a mão para que possamos nos cumprimentar.

– Aaron, minha amiga não está muito bem, pois, bateu com a cabeça agorinha a pouco. Então, tem como agilizar com os pedidos, afinal, estamos acabando de vir do hospital. _ Marcelo intervem.

– Tudo bem, vou ver o que posso fazer por vocês. _ e dizendo isso saiu sorrindo para minha pessoa.

– O que será que ele achou de mim? Será que ele pensa que eu sou louca?

– Na mínima pensou que tem estilo próprio. Hei, relaxa, aqui você pode ser você mesmo que ninguém vai ligar. Agora respira e curte o momento.

Bufei e coloquei as mãos sobre o rosto.

– Eu só queria entender o que está acontecendo comigo.

– Uma hora, ou outra tu vai consegui se lembrar o que realmente aconteceu. No entanto, não vai ajudar em nada ficar assim toda preocupada.

– Marcelo, muito obrigada por ficar do meu lado e não fazer tantas perguntas. Eu realmente não sei o que está acontecendo comigo, e se você não tivesse aparecido mais cedo para me socorrer, não sei o que seria de mim.

– Quando terminarmos aqui, o que pretende fazer? Digo, já que está em um estado de amnesia, para onde pretende ir?

– Não sei.

– Pode parecer uma doideira, mas se quiser ir para a minha casa, por mim tudo bem. Moro sozinho, e lá tem um quartinho reserva, que pode se hospedar até que se recorde do seu passado por completo, ou decida o que vai fazer de vez.

– Eu já disse, eu sou um Unicórnio e não sei como vim parar no corpo dessa garota.

 

�� ���� 

 

Acordei desesperada, havia sonhado que era um Unicórnio e que este tinha invadido o meu corpo de uma hora para a outra. Ao que tudo indica exagerei na bebida de ontem a noite, mas também pudera, tinha levado um pé na bunda, e precisava aliviar a dor que sentia de alguma forma.

Sequei o suor da testa, enquanto sentava e respirava várias vezes, em uma tentativa de acalmar a minha respiração. Quando finalmente, acreditei ter forças para ficar de pé, me levantei e fui até o banheiro para jogar uma água no rosto e assim aproveitar para fazer a minha higiene pessoal. Enquanto fazia esse procedimento, repassava o pesadelo de alguns segundos atrás.

– Como eu poderia ser um Unicórnio que possuiu o meu próprio corpo? _ indaguei ao me olhar no espelho e ver que o meu reflexo continuava o mesmo: cabelos castanhos com pontas cacheadas em um tom que ia entre um tom rosa e o lilás, olhos cinza azulado e a pele clarinha que era marcada por algumas tatuagens sobre o braço.

Balancei a cabeça em uma tentativa de afastar os pensamentos negativos, precisava começar a preparar o café da manhã, e resolver as coisas do dia a dia, antes que tivesse que sair para cobrir um evento de uma festa infantil, que acreditem ou não, era de Unicórnios.

 

�� ���� 

 

Já estava com tudo preparado para o evento, quando ouvi a buzina do carro da minha melhor amiga. Peguei a minha mochila, onde havia depositado todo o apetrecho para a festa, celular e a chave de casa. Enquanto isso, conferir pela última vez o meu reflexo no visor do aparelho móvel, enquanto me dirigia a porta.

Sabendo que estava tudo trancado atravessei o hall, e caminhei pelo jardim, notando que este precisava de um pouco mais de cuidado, para assim ganhar uma nova cara. Foi com esse pensamento que passei pelo portão principal, ao que encontrei Maryane dentro do seu Uno 1.0 Evo Vivace branco, sorrindo e dizendo para eu me apressar.

– Menina tu tá um arraso! _ ela disse assim que entrei no carro e sentei no banco do carona.

– Você só pode tá de brincadeira. Olha a minha cara!

– Espera! Que olheiras é essa?

– Coisa do Jonhy.

– Como assim? Explica essa história direito. _ pediu assim que deu a partida.

Contei toda a história do término, fazendo questão de frisar cada palavra que ele disse.

– E termino usando aquelas frases clichês e tudo mais.

– A culpa não é sua, é minha… eu não estou preparado para um relacionamento. Foi isso? _ Mary disse tentando imitar a voz do meu ex.

– Foi exatamente isso!

– E o que vai fazer agora?

– Levar a vida adiante, afinal, não dá pra viver em prol de algo que era só vivido por mim. Mas enfim, deixa eu te contar algo um pouco mais per tubador do que isso. Dá pra acreditar que sonhei que era um unicórnio?

– Desenvolve melhor a ideia, não consegui entender bem.

Resumi o sonho, ao que minha amiga me interrompia a cada cinco minutos para dar o seu parecer.

– Talvez isso seja uma previsão para o algo de hoje, cuidado. _ alertou – me.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...