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História Sonho Erótico (Vhope) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


[ATENÇÃO: VOCÊ NÃO PRECISA TER ASSISTIDO A SÉRIE LÚCIFER PARA COMPREENDER A ONESHOT, NO ENTANTO, SE QUISER INFORMAÇÕES ÚTEIS, LEIA O ÚLTIMO PARÁGRAFO DESSA NOTA. OBRIGADA]

Oiii, genteee, mais uma vez eu aqui com mais uma oneshot Vhope u.u Dessa vez só putaria, ok? E é somente VOTTOM, então se não gosta, não leia (afinal, é uma pwp, então eu super compreendo).

Seguinte:
— A one é na visão dos dois personagens, Tae e Hobi. Eu não gosto de colocar "POV", porque me acostumei a só colocar o nome completo do personagem. Portanto, quando virem, por exemplo [Jung Hoseok], já sabem que é na visão dele :)
— Texto totalmente em itálico já é o sonho 💭
— Terão dois lemons aqui, então rs
— O visual do Tae NO SONHO é o da capa, então imaginem, porque quando você está sonhando, é quase (ou é) impossível de se ver, portanto o Tae não narra como ele está vestido, mas é daquele jeito todo poderoso da capa, okay?
— Hoseok de red hair 👅

Eu dedico essa oneshot à minha amiga Sam, que hoje (01/08/20) completa 20 aninhos. Ela, assim como eu, amaaaaa Lúcifer, então combinou direitinho eu dedicar a ela.
Amiga, parabéns, tudo de bom pra ti. Espero que goste da one kk te amo 👉💜👈

[INFORMAÇÕES SOBRE A SÉRIE, QUE EU SUPER INDICO!!]

— Basicamente, Lúcifer fica entediado do inferno e vai pra terra farrar kk aí conhece a detetive Chloe (que é imune ao charme e poder dele) e aí eles começam a trabalhar juntos na polícia.
Aí tem um anjo (Amenadiel) que é o irmão mais velho do Lúcifer. Ele vai à terra para convencer o Luci a voltar pro inferno. Nisso, ele acaba se juntando a Mazikeen (ou apenas Maze), que é o único demônio q tá na terra ao lado do Luci, é uma amiga fiel dele.
Esse é o foco aqui: o anjo e o demônio. Porque o sonho do Tae é uma das cenas que realmente acontecem na série (apesar de eu ter alterado poucas coisas e acrescentado outras), por isso que o Tae sonha kk

ENFIM, desculpem a nota gigante, mas né kkk

Tenham uma boa leitura, Diabinhes 😈

Capítulo 1 - Capítulo Único; Anjinho ou Diabinho?


Fanfic / Fanfiction Sonho Erótico (Vhope) - Capítulo 1 - Capítulo Único; Anjinho ou Diabinho?


[Kim Taehyung]



Eu sabia que ele estaria ali, sentado numa das mesas daquele restaurante chique para jantar e beber vinho. Sozinho, é claro. Então, eu sentei na cadeira vaga, já tomando sua taça e começando a jogar em sua cara como ele era estupidamente solitário por não saber aproveitar as melhores coisas mundanas.

Era uma cena cômica e bem contraditória de se presenciar: um anjo, como ele, conversando com um demônio, como eu. 

Basicamente, nós nos aproximamos com um único propósito: levar Lúcifer de volta para o inferno. Mas acabara não dando em nada, porque aquele diabo está, mais do que nunca, fincado à terra. Tenho certeza que isso tem a ver com a detetive Chloe, afinal, ele de alguma forma se tornara vulnerável quando estava perto dela.

Então, com o nosso plano sendo anulado, eu decidi ir atrás do anjo para provocá-lo, porque essa era uma das minhas melhores habilidades. 

E agora eu o fitava com aquele cabelo flamejante que lhe caía bem, assim como aquela jaqueta preta de couro. Eu adoro esse tecido, acho que qualquer pessoa, seja homem ou mulher, fica bem de couro, de preferência dessa mesma cor. No entanto, apesar de ele estar uma tentação, ainda era um anjo chato e desinteressante. 

Bom, era o que eu achava.

— Você é um tédio… — desdenhei enquanto colocava os pés em cima da mesa. 

— Eu sou muito divertido. — ele rebateu, me fazendo rir. 

— Onde? — provoquei, arqueando uma sobrancelha — Porque a minha definição de diversão se resume em duas palavras: perigo e sexo. E você, definitivamente, as desconhece.

— Você que pensa… — sorriu ladino, e eu confesso que aquilo me atiçou — Você por acaso veio com seu carro? 

— Sim, por quê? 

Mais uma vez o sorriso um tanto lascivo formou-se em seus lábios tão convidativos, porém eles não se movimentaram mais que isso para me responder. 

Durante o jantar, ficamos apenas trocando olhares sedentos a cada garfada, um provocando indiretamente o outro. 

Amenadiel – ou melhor, Jung Hoseok – era tão orgulhoso quanto gostoso. Eu sabia que pisar em seu ego faria-o ceder a mim. 

Eu, conhecido na terra como Kim Taehyung, seria o primeiro e único demônio que iria corromper aquele anjo em específico, o filho mais velho e – provável – favorito do Cara lá de cima. 

Dito e feito…

Quando estávamos saindo do restaurante, comigo andando à frente dele, percebi que os humanos andavam bem lentamente, assim como os veículos que passavam na rua. 

Sorri largo. 

Hoseok havia desacelerado o tempo na terra… Esse era seu poder. 

Antes mesmo de eu colocar minha mão na maçaneta da porta do carro, fui virado rapidamente por mãos firmes em minha cintura e prensado ali, tendo os lábios tomados intensamente.

Por Lúcifer, desde quando aquele anjo tinha pegada? Acho que o subestimei… Irei ferir mais seu orgulho, já que aparentemente esse é o motivo principal de ele estar me provando que eu estava errado sobre si. 

Nosso beijo estava, literalmente, quente, com um sabor adocicado que vinha da língua deliciosa e ardilosa dele. Minhas mãos foram para seu cabelo vermelho, puxando os fios dolorosamente, fazendo-o grunhir abafado, enquanto seus dedos se fechavam em minhas nádegas na mesma medida. 

Quando nos separamos, Hoseok sorriu daquela mesma forma de minutos atrás, e eu, dessa vez, retribuí enquanto me afastava dele e abria a outra porta do carro, a do carona. Ele ia entrar, mas eu levantei a mão para que ele parasse. 

— Melhor tirar logo as roupas, anjinho. 

Hoseok olhou ao redor, e eu revirei os olhos, me aproximando dele e tirando peça por peça de seu corpo, jogando cada uma dentro do carro, até que ele ficasse completamente despido. 

Como um anjo pode ser tão delicioso?  

Passei a língua pelos lábios e indiquei com o olhar para que ele entrasse no carro, e ele logo me obedeceu. O analisei entrar e se sentar bem no centro do banco, com uma ereção pulsante e do tamanho que me fazia salivar. Eu logo me livrei de cada peça de roupa que vestia, jogando em qualquer lugar – em cima do carro, na calçada e até mesmo em um humano que passava com o celular na orelha. 

O tempo ainda estava desacelerado quando entrei no veículo, fechando a porta. Fui para cima de Hoseok, tendo que me apoiar nos joelhos, com a cabeça batendo no teto do carro, para poder beijar ele enquanto minha mão agarrava seu pênis, o estimulando.

Mordi o lábio inferior dele com muita força, o fazendo sangrar e praticamente rosnar por isso com os dentes trincados. Com a mão livre, puxei seus fios avermelhados para baixo, lambendo seu pescoço sem parar de lhe masturbar. Com o local úmido, passei a chupá-lo, mas que logo evoluiu para mordidas fortes. 

Um tapa em minha nádega direita me fez parar e fitar a face séria de Hoseok. Meu membro esquecido pulsou com tal visão, literalmente, divina. 

— Prefere o sadismo, anjinho? — sorri e lambi o sangue que escorria de seu pescoço para logo mostrá-lo minha língua passando por meus lábios, me deliciando — Porque eu adoro… Afinal, eu sou um torturador infernal. 

Espremi seu pênis com minha mão, o fazendo prender um grito. 

— Taehyung… — gemeu entredentes.

Fechei meus olhos por alguns segundos ao ouvir meu nome sair daquela forma de sua boca. 

Me aproximei de seu ouvido. 

— Agora me mostre que não se importa com o perigo, anjinho, e faça o tempo voltar ao normal… — mordi o lóbulo de sua orelha enquanto apertava todo seu membro envolta de minha mão — Vamos fazer os humanos nos ouvirem.

Vi o momento em que seus olhos se fecharam, e em questão de dois segundos, tudo ao nosso redor voltou ao normal. 

Sorri e o libertei da dor em seu pênis, bem como em seu cabelo também, o fazendo suspirar de alívio.

Sem rodeios, voltei a pegar o falo, o encaixei em minha entrada e desci com tudo. 

— PORRA! — gritei, parecia que eu estava sendo rasgado, mas era bom.

— Meu..-

— Não ouse falar o nome dele, senão eu te parto ao meio! — ameacei, os olhos fechados com força. 

— Eu ia falar um palavrão, seu demônio apertado! 

Hoseok fincou suas mãos em meu quadril, mas logo levou uma delas ao meu pênis gotejante, me distraindo da dor que já é tão bem conhecida e bem-vinda. 

Era para ele estar sentindo aquela dor, afinal, eu era o sádico ali… Mas fazer o quê se eu queria sentar naquele anjo? E eu não tenho paciência para preparação. Se for para sentir dor, que seja. 

Abri meus olhos e o fitei, sorrindo lascivo. Dei um tapa em sua mão, tirando-a de meu pênis, e beijando aquela boca enquanto rebolava lentamente, sentindo, enfim, o prazer que almejava. Quando cessamos o ósculo, eu passei a quicar com vontade, tanto que minha cabeça batia constantemente no teto do carro. 

Nossos gemidos se misturavam, com o meu se sobressaindo e fazendo alguns humanos olharem com o cenho franzido para o carro, este que tenho certeza que se movimentava por causa dos meus 'sobe e desce' naquele pênis grosso. 

Teve um momento que Hoseok passou a estapear minha bunda com muita força. Se fosse um humano qualquer, eu com certeza já teria feito-o se orientar, o torturando de alguma forma. No entanto, eu estava adorando sentir suas mãos angelicais maltratando minha carne, só tornava mais excitante. 

Quando encontrei minha próstata, Hoseok segurou em meu quadril e me tirou daquela posição, me jogando contra o acolchoado banco, ficando por cima de mim. 

O anjo maldito sorriu, impulsionando minhas pernas – com seu corpo entre elas – até que batessem no teto do carro, fazendo minha entrada se contrair mais. Ele logo se enterrou em mim, e não tardou em começar com as estocadas.

Forte e fundo, do jeito que eu gostava. 

Os vidros do carro já estavam abafados por conta da quentura ali presente, e meus dedos inquietos colhiam o suor da janela do lado em que eu estava. Quem olhasse de fora, só veria minhas mãos contra o vidro fumê, mas os gemidos altos que a gente emitia em sincronia já era prova suficiente do que acontecia dentro daquele veículo que, agora, balançava mais com as estocadas daquele homem. 

Por Lúcifer, um demônio estava sendo fodido por um anjo... Isso sim era interessante. 

Meus olhos não desviaram dos dele um segundo sequer, fitando profundamente aquela escuridão em suas orbes. Mesmo assim, eu ainda vi algo negro e de penas sair de trás dele, ocupando todo o resto do espaço do carro na parte de trás. 

Eram suas asas.

E, aí, tudo se dissipou.

-

Abri meus olhos rapidamente com a respiração acelerada. Minha boca estava praticamente colada à parede com gosto de tinta velha. Franzi o cenho e olhei para o outro lado, encontrando meu notebook ligado, mostrando um dos episódios de Lúcifer pausado que eu outrora assistia. 

Fiquei encarando a tela por alguns segundos, tentando processar o que tinha acontecido. 

Naquele fim de semana, após as provas do primeiro semestre, eu decidi que iria maratonar minha série preferida: Lúcifer. Afinal, a quinta temporada já estava prestes a ser estreiada, e para diminuir minha ansiedade, nada mais justo do que rever todas as outras temporadas pela terceira ou quarta vez. 

Nunca irei me cansar de assistir, ainda mais tendo Tom Ellis interpretando o diabão. Aquele homem é uma tentação… Sem condições, só me dá vontade de sentar até desmaiar e… 

Okay, perdi o foco. Voltando

Eu passei parte da manhã e a tarde toda assistindo a primeira temporada e depois… acho que acabei dormindo sem perceber. 

Só que aí eu despertei, mas... Eu era alguém tão mais confiante, atraente e perigoso… Eu acho que estava na série… Eu era a Mazikeen – ou apenas Maze –, a demônio braço direito de Lúcifer. E eu me encontrei com o Amenadiel – que é um dos irmãos do diabo –, este que estava sendo interpretado pelo Hoseok.

Puta merda…

Jung Hoseok é o cara com quem eu divido o quarto da universidade. Ele faz faculdade de música desde o ano passado, e eu entrei esse ano, cursando artes cênicas. Minha sorte foi que o antigo colega de quarto dele tinha sido transferido, aí surgiu essa vaga para mim. Já tem um semestre todo que a gente, digamos, mora junto. 

E eu, confesso, acabei me interessando por ele.

Hoseok era alguém gentil, educado e prestativo, além de bastante atraente. Tudo na medida certa, sem exagero. 

A gente se dava bem, éramos praticamente amigos. Porém, como tínhamos cursos diferentes, nossos horários não se batiam, então era complicado tentar algo a mais ou diferente das nossas conversas que resumiam à estudos. 

Eu já pensei em chamar Hoseok para sair no fim de semana, mas ele sempre tinha alguma programação. Às vezes visitava os pais, mas, na maioria das vezes, ele ia à festas ou algo semelhante a isso. Apesar de me chamar para acompanhá-lo, eu não curtia esse tipo de diversão. Então, o que me restava era ficar sozinho no quarto, assistindo alguma série ou filme, estudando, ensaiando, ou quando Park Jimin se lembra que tem um amigo e me visita.

Enfim, com essa diferença de gostos, além da minha falta de confiança, eu preferi – e ainda prefiro – guardar o que sinto por Hoseok apenas para mim. Era melhor assim. 

Só que esse desejo acabara de passar dos limites…

Eu lembro de cada movimento como se tivesse realmente acontecido e, nossa, eu acho que ainda me sinto excitado...

Eu acabei de ter um sonho erótico com Jung Hoseok, referente à série Lúcifer, com ele sendo o anjo Amenadiel, e eu sendo o demônio Maze. 

— Porra… — passei os dedos pelos olhos — Não acredito que isso aconteceu… 

— O que aconteceu? 

Paralisei e fiquei olhando para o teto com os olhos arregalados. 

Será que ainda estou sonhando? 

Olhei para o lado que vinha a voz, mas o notebook atrapalhava minha visão, então eu levei minha destra ao aparelho e o abaixei lentamente. 

Agora era real...

Hoseok estava sentado em sua cama, numa posição de frente a mim, com as costas apoiada na parede, um dos joelhos estava suspenso, com o braço em cima dele, e uma das mãos segurando seu celular. Sua atenção estava presa no aparelho, com a cabeça baixa, e por isso ele nem notara minha cara de espanto ao vê-lo ali. 

— H-Hoseok...? — indaguei com a voz falhando, quase num gemido. 

Espera… gemido? 

Foi quando percebi que algo ali embaixo me incomodava, precisando de alívio.

— Quem mais seria? — ele voltou a falar, mas ainda sem desviar seu olhar do celular, o que me fez agradecer mentalmente.

Uma colcha grossa cobria parte do meu corpo – lembro-me de ter ficado enrolado nela durante todas as horas em que estive ali deitado, assistindo –, como se eu tivesse me mexido demais enquanto dormia. Dei uma olhada sob ela, só para confirmar minha suspeita. 

Eu realmente estava excitado… A maldita ereção gritava para se libertar do curto short que eu vestia. 

Mordi o lábio inferior, elevei meu tronco e rapidamente cobri melhor toda aquela região com a colcha, quase chutando meu notebook por conta dos meus pés inquietos em ficar sentado corretamente. 

Passei a mão pelo cabelo desgrenhado e olhei para minha frente, onde já estava sendo observado por Hoseok. Sorri pequeno para disfarçar.

— Está tudo bem? — ele quebrou o silêncio que, para mim, estava bem constrangedor — Parece que teve um pesadelo… ou um sonho, um sonho muito bom. 

Com sua dedução, eu logo decidi mudar de assunto:

— Ah, sim, tudo bem, mas o que está fazendo aqui? Achei que iria, hm, ficar o fim de semana fora como de costume… 

— Não, não quis ir à festa do Yoongi hoje. — levantou-se de sua cama, e eu não sei se era imaginação minha, mas eu vi um volume um tanto grande dentro da calça moletom que ele usava. Logo desviei minha atenção para a sua ação de colocar o seu celular em cima da mesinha. — Depois que visitei meus pais, vim direto para cá. — fitou-me de uma forma mais intensa — E eu tenho certeza que fiz a escolha certa. 

Eu abri e fechei a boca algumas vezes, mas nada saíra. Então, eu apenas assenti e me levantei da minha cama enquanto jogava a colcha na direção dele e dizia que iria tomar um banho, logo me apressando para entrar no banheiro. 

Quando fechei a porta, respirei fundo algumas vezes, olhando para minha ereção dolorida. 

Eu ainda não acredito que tive um sonho erótico com o meu colega de quarto, fiquei duro por causa disso e que, pior, ele estava ali o tempo todo. 

— Tudo bem, ele não percebeu nada… Espero. — sussurrei para em seguida começar a tirar a roupa. 




[Jung Hoseok]



A pergunta que ainda se passava na minha mente após a entrada de Taehyung no banheiro era: como eu nunca percebi? 

Eu sempre saía fim de semana, afinal ficar só no quarto estudando, ou sem fazer algo, era entediante. São dois dias, geralmente, livres, e eu gostava de animação, então nada mais adequado do que sair para me divertir. Jungkook, meu ex-colega de quarto, pensava o mesmo que eu. No ano passado, a gente sempre saía junto, acabamos nos tornando bons amigos. No entanto, ele fora transferido de faculdade, então é aí que entrara Kim Taehyung.

O Kim era o oposto de mim, tão quieto e conservado. Claro que a gente se falava normalmente – afinal uma boa convivência é essencial, já que dormimos em um mesmo quarto –, mas era difícil tentar algo a mais com Taehyung. 

De qualquer forma, ele não aparentava estar atraído por mim como eu estava por ele. Então, eu decidi ignorar o desejo que eu estava sentindo e continuei agindo apenas como um amigável colega de quarto. 

Eu só não esperava que nesse fim de semana eu descobriria que estava bem errado quanto ao que o Kim sentia por mim. 

Eu havia recusado o convite de mais uma festa de Yoongi – um amigo que cursava Música comigo –, preferindo ir para meu quarto. O dia tinha sido agitado na casa dos meus pais, com eles brigando constantemente. Por isso que, ultimamente, evito de ir visitá-los, pois acaba me desgastando. 

Já era noite quando entrei no quarto. Encontrei Taehyung dormindo profundamente em sua cama, quase todo coberto, e seu notebook ligado, emitindo sons de algum filme ou série que ele gostava. 

Logo tomei um banho e depois tentei não fazer muito barulho enquanto me trocava. 

Ao olhar para o lado em que o mais novo dormia, captei uma caixa de pizza em cima da sua pequena cômoda. Então, me aproximei e a abri, encontrando ainda duas fatias. Peguei uma delas e fitei o dorminhoco.

Sorri. Ele estava tão fofo daquele jeito. Parecia um anjo. Havia um biquinho em seus lábios por conta da parte do rosto amassado no travesseiro. Me inclinei e dei pause no que ele assistia. Reconheci o ator que passava na tela e automaticamente a série. Lúcifer. Eu até que gostava, mas fazia tempo que não assistia. Na verdade, nem cheguei a assistir a última temporada, porque foi lançada quando eu já estava na faculdade. 

Voltei a olhar Taehyung enquanto terminava de comer a pizza. É incrível como sua beleza me hipnotiza… Aquela cor amarelada em seus fios lhe caía tão bem. Quando Taehyung aparecera com o cabelo loiro – todo cheio, num mullet – na minha frente, umas duas semanas atrás, eu quase mandei minha sanidade para a puta que pariu. Tive uma vontade enorme de agarrar aquele homem e fazer o que a luxúria gritava em meu ouvido. 

No entanto, o que eu disse foi:

"Você é uma obra de arte incrivelmente bela, Taehyung" 

Acho que foi a primeira vez que eu o elogiei dessa forma mais carinhosa.

Sorri com a lembrança. 

Quando já estava prestes a pegar a outra fatia de pizza, percebi que Taehyung começou a se mexer. Não era apenas uma movimentação que qualquer pessoa pode fazer enquanto dorme para mudar de posição. Ele não parava de se movimentar, como se estivesse se esfregando. 

Especulei que estivesse tendo um sonho ou pesadelo, então apenas continuei a observá-lo. 

Não demorou para que ele começasse a emitir sons como "hm" ou "ah" arrastados. Estranhei, o que Taehyung estava sonhando? Sua inquietação acabou por fazê-lo se livrar quase que completamente da colcha que o cobria, me dando a visão do short curtíssimo que ele vestia. 

Foi nesse momento que eu ouvi meu nome sair de sua boca em forma de gemido. 

E a minha reação deu-se em uma fisgada lá embaixo… 

Taehyung havia realmente falado meu nome daquele jeito enquanto dormia… O que ele sonhava? Era um tipo de sonho erótico que me envolvia? 

Ele não parou, continuou gemendo meu nome umas quatro vezes sem parar de se esfregar e se contorcer.

E não vou negar que acabei ficando duro… E até ele também. 

Só aí que minha ficha caíra. 

Se Taehyung estava tendo esse tipo de sonho comigo, então quer dizer que ele também sentia desejo por mim, não é? 

Cacete... Eu precisava confirmar isso para finalmente poder desfrutar de Kim Taehyung. 

Rapidamente, cobri parte de seu corpo para que escondesse sua ereção e me sentei na minha cama.

Depois que ele acordou, eu fingi que estava prestando atenção no meu celular para não deixá-lo mais desnorteado. Até tentei instigá-lo a me contar se estava sonhando, mas ele ficara na defensiva. Taehyung não cedera nem mesmo quando deixei evidente a ereção dolorida que sustentava. Ao invés disso, preferira fugir, se escondendo no banheiro. 

Fiquei encarando a porta que o separava de mim até ouvir o som do chuveiro sendo ligado. 

Não importa como eu não havia percebido antes que nosso desejo era mútuo. O que importa é que agora eu já sei. E eu não vou deixar que ele fuja novamente. Farei questão de apresentá-lo meu lado lascivo e irei fazê-lo mostrar o seu também.

Com um sorriso ladino nos lábios, caminhei até a porta sanfonada do banheiro, a arrastando para o lado com cautela. Nós combinamos de sempre quando puder deixar a porta destrancada para caso um queira, por exemplo, escovar os dentes enquanto o outro tomava banho. E, agora, eu usarei essa desculpa para quando ele sair detrás da cortina de plástico, que dava para ver sua silhueta esguia, e dar de cara comigo ali. Ou não... Melhor ser direto para logo alcançar meu objetivo. 

Acho que ele nem sequer percebera minha presença ali dentro, afinal estava ocupado demais se aliviando. Cada gemido abafado, ao mesmo tempo em que me atiçava mais, também doía em meu membro pulsante que por enquanto era ignorado por mim. Coloquei as mãos nos bolsos da calça enquanto me olhava no pequeno espelho, esperando pacientemente, porém com a mente perversa trabalhando, pelo término daquele banho.

Quando o chuveiro foi desligado, eu pude ouvir um suspirar alto e longo, e vi de soslaio uma mão alcançando a toalha. Não demorou para que ele arrastasse a cortina, dando um grito de surpresa ao me ver. 

— Hoseok?!

Virei meu corpo para ficar de frente a ele, o escaneando sem pudor. 

Cacete… Ver Taehyung só com uma toalha enrolada na cintura – com alguns pingos escorrendo de seu cabelo para seu corpo mal enxugado – era, definitivamente, uma das melhores visões que já vi. Eu só tive tal privilégio pouquíssimas vezes, porque o Kim insistia em se trocar no banheiro, diferente de mim que trocava de roupa na frente dele. Mesmo nessa situação, eu não notei alguma secada de sua parte. Ele era muito discreto mesmo. 

— O-o que faz aqui? — sua indagação me fez fitá-lo devidamente, logo me fazendo sorrir pequeno porque ele também olhava meu corpo. 

Será que finalmente notou a situação que causara em mim?

— Por que a surpresa, Taehyung? — arqueei uma sobrancelha — Eu quem deveria estar surpreso, não? 

— Com… — deu um passo rápido para a frente, enxugando seus pés no pano de chão e, consequentemente, ficando a centímetros de mim porque o banheiro era muito pequeno — Com o quê?

Pare de se fazer de sonso… Ou será que é só provocação? 

— Não vai me dizer com o que, ou quem, você estava sonhando que acabou te deixando excitado, anjinho?

Adorei como o novo apelido soara. Combinava com ele.

Se Taehyung já estava vermelho antes, agora poderia pintar seu cabelo da mesma cor que o meu para combinar com suas bochechas rubras. A forma como arregalou seus olhos enquanto desviava seu olhar para um outro ponto que não fosse eu, me fez pensar que era tão fofo, mas também tão sexy. 

— E-eu vou me trocar, pode sair da frente por favor? 

Não mesmo.

— Só quando responder seu hyung. — ele mordeu o lábio inferior enquanto abraçava seu próprio corpo. Suspirei. — Até quando vai ficar fugindo? — continuou calado — Tudo bem, não quero te pressionar porque é nítido que você está um pouco desconfortável, mas… cacete, é complicado você presenciar seu colega de quarto gemendo seu nome repetidas vezes enquanto dorme…

— Eu g-gemi seu… seu n-nome?! — assenti, e ele me deu às costas, abaixando a cabeça, a enterrando em suas mãos. 

— Então você teve mesmo um sonho erótico comigo? — sorri largo. 

— N-não! Quero dizer, sim, não sei! Ai que vergonha, me desculpa…

— Não, não peça desculpa... Olhe para mim, Tae. — ele lentamente foi se virando enquanto erguia seu olhar para minhas orbes. — Me diga… Você se sente atraído por mim? 

— Eu… — desviou o olhar para o chão, e eu ousei levar minhas mãos às laterais de seu rosto para que ele fitasse apenas meus olhos. — Eu, hm… 

— Você? — o incentivei. 

— Eu… sim, hyung, muito… 

— Ah, Taehyung… — disse de forma mais arrastada, podendo sentir até mesmo os pelos de sua tez se arrepiando. — Eu também… 

Pude ainda ver seus olhos brilharem antes de fechar os meus, tentando controlar o incômodo dentro da calça moletom.

— O que foi, hyung? 

— Você ainda não percebeu? Olhe para baixo e veja a reação que seu sonho erótico me causou, Taehyung. 

Senti sob minhas mãos sua cabeça se abaixando, mas não ouvi nada sair de sua boca. 

Um pouco agoniado, me afastei dele, dando dois pequenos passos até sentir minhas costas se colidirem na parede. 

— Eu vou te dar duas opções, anjinho — eu disse, afastando a barra da calça, juntamente com a da boxer, e enfiando minha mão até agarrar meu pau, deixando escapar um longo gemido. Finalmente. Não tirei meus olhos de Taehyung, porém ele já desviara sua atenção para minha recente ação. — V-você pode sair do banheiro, se trocar livremente e… voltar a assistir sua série para depois dormir, ou… — pendi mais minha cabeça para trás quando movimentei minha mão por toda minha extensão — Eu posso arrancar essa sua toalha e, bemtornar seu sonho realidade. 

Taehyung permaneceu estático e calado, como se estivesse dissolvendo minhas palavras. Por cerca de um minuto, ele desviara sua atenção para o chão, pensativo, enquanto eu continuava a me masturbar, prendendo os gemidos para não atrapalhá-lo em seu conflito interno. Quando voltou a me fitar, notei algo diferente em seu olhar, como das vezes em que ele ficava ensaiando sozinho no meio do quarto para alguma peça ou algo do tipo – sim, eu confesso que prestava atenção, mas ele achava que não porque eu sempre usava os fones de ouvido.

Era um misto de empenho, confiança e vontade… E quando captei isso, parei de me tocar, esperando por alguma ação dele. 

Taehyung se moveu e abriu a porta do banheiro, logo saindo dali. 

Comprimi os lábios. Será que agi errado em provocá-lo dessa forma tão explícita? 

— Você quer saber como foi meu sonho, hyung? — sua voz mais grave que o normal me despertou de minha indagação mental, me fazendo olhá-lo, que estava de costas a mim. 

Abri um sorriso malicioso. Não, eu não agi errado, pelo o contrário. 

— Claro… Conte.

Nesse momento, ele virou apenas seu rosto até captar meus olhos.

— Éramos dois personagens de Lúcifer, minha série preferida. Nós estávamos em um jantar, conversamos um pouco, provocando um ao outro… — com uma mordida no lábio inferior, ele quebrou nosso contato visual e caminhou até parar de frente à minha cama — Aí, depois, fomos para o carro… E sabe o que você fez? — neguei, saindo completamente do banheiro — Me beijou. 

Cacete. 

Compreendi onde Taehyung queria chegar, tanto é que sorri assim que ele terminara de falar. Me aproximei até que ficasse de frente a ele.

— Então, só para esclarecer… — comecei em um tom mais baixo sem quebrar nosso intenso contato visual — O que você realmente deseja, Taehyung?

Com certeza, ele pegara a referência. Seus olhos brilharam de uma forma diferente, como pequenas chamas sendo refletidas. 

— Você não precisa ser o Lúcifer para conseguir sua resposta, Hoseok

Posteriormente, ele agarrou minha camisa e me puxou através dela até que nossos corpos se chocassem – assim como meu pau ainda duro em sua toalha – e sua boca alcançasse a minha. 

Por essa eu não esperava. 

Taehyung não hesitou em enfiar sua língua dentro de minha boca e chupá-la deliciosamente. Tal ato me fez levar minhas mãos às suas costas nuas, a pele mais quente, arrancando um suspiro seu entre nosso beijo quente e gostoso. O Kim ainda prendia parte de minha camisa em sua mão quando cessou o ósculo, mas sem se afastar, mantendo nossos narizes se roçando e nosso olhar conectado. 

Cacete, como pode Taehyung ter mudado da água para o vinho dessa forma? Não que eu eu esteja reclamando, pelo o contrário. 

Eu escolho a segunda opção, hyung. 

Por um segundo, eu não entendi sobre o quê ele se referia, mas ao ver seus lábios se umedecendo enquanto sua mão libertava minha camisa para descer lentamente por meu tronco, logo um sorriso libidinoso se formou em meu rosto. Eu iria falar algo, mas tive que gemer quando senti sua mão encontrar meu falo, logo o apertando por cima da calça moletom. 

— Está dolorido? — ele indagou retoricamente — Desculpa ter feito você sustentar por tanto tempo… — massageou ali como se estivesse fazendo carinho enquanto se aproximava de meu pescoço, passando seu nariz pelo local — Eu posso te ajudar… Afinal, fui eu que causei, não é? 

— P-pare de me provocar, T-Taehyung…

Ele subiu seu nariz até que sua boca encostasse em meu ouvido.

— Senão o quê — sussurrou —, ruivinho?

Esse apelido...

Foda-se minha sanidade. 

Rapidamente tirei sua mão de minha intimidade e o empurrei – não com muita força –, o fazendo cair sentado em minha cama. Taehyung me fitou com um sorriso debochado nos lábios como se tivesse conseguido o que queria. 

— Há alguns minutos atrás eu te chamei de anjinho. — eu disse ao que levava minhas mãos à barra de minha camisa, logo me livrando dela e fazendo o Kim desviar seu olhar para meu tronco nu — Tenho que admitir que estou um pouco surpreso… — ainda sob seu olhar, tirei a calça, ficando só com a boxer preta — Como pode um anjo ter se transformado em demônio tão rapidamente? 

Taehyung voltou a me fitar enquanto umedecia os lábios.

— Você não queria tornar o sonho real, ruivinho? — ele abriu mais as pernas, e eu pude ver um grande volume no meio delas, coberto pela toalha que não parecia se desfazer facilmente, enquanto segurava minha cintura e me puxava para ficar mais perto de si. — Pois, então, nós éramos um anjo e um demônio… — suas mãos alcançaram minha boxer, ameaçando adentrá-la — Eu era o demônio. 

Gemi quando ele desceu aquela última peça de uma vez até deixá-la na altura dos joelhos. 

— E como um bom ator… — começou uma masturbação lenta, com sua cabeça direciona para a frente, porém com os olhos para cima, me fitando — Eu tenho que fazer jus ao meu personagem, não acha? — arqueou uma sobrancelha. 

Sorri enquanto passava a língua sobre meu lábio superior. 

— O que eu acho é que você tem que me chupar — agarrei seus fios amarelados e ainda úmidos com força, direcionando sua boca ao meu pau que escorria pré-sêmen —, seu diabinho. 

— Como quiser.

Com uma piscadela em um dos olhos acompanhada de um pequeno sorriso, sua atenção voltou-se ao meu pau, logo o engolindo sem cerimônias.

C-cacete! 

Taehyung ia e vinha com rapidez como se dependesse disso para viver. Levou uma das mãos aos meus testículos, alternando entre massageá-los e apertá-los. Eu, movido pelo intenso prazer que aquela boca me proporcionava, fiz pressão em sua cabeça para que ele me abrigasse mais, e eu pudesse sentir sua garganta. 

O diabinho diminuiu o ritmo, mas em compensação atendera meu pedido silencioso. Cada vez que meu pau sumia por inteiro, eu gemia um palavrão diferente. Eu ja podia sentir meu orgasmo próximo, afinal, já havia segurado por tempo demais, além de que a boca de Taehyung era habilidosa mesmo. 

Fechei mais minha mão em seus fios em um sinal claro de que já iria gozar, no entanto, o Kim se afastou rapidamente, impedindo meu ápice. Olhei para baixo só para captar sua expressão divertida e debochada. 

Que diabinho mesmo. 

— O que foi, ruivinho? 

E ainda tem a audácia de perguntar, arrastando a voz no apelido.

— Abre a boca. — ordenei mais sério.

— E se eu não quiser? 

Já chega

— Você geme muitas vezes meu nome porque está tendo um sonho erótico comigo, me deixando excitado. — disse entredentes, pegando em meu pênis — Depois você foge para o banheiro e se alivia sozinho enquanto eu carregava e ainda carrego uma ereção até agora. — me masturbei lentamente — Tudo por sua culpa, seu diabinho. — acelerei os movimentos — Então, abra essa boca e seja batizado com a minha porra.

Taehyung logo me atendera, colocando até a língua para fora. Ele chegou a lamber minha glande antes de receber os jatos de sêmen, que logo tratou de engolir. Soltei seu cabelo enquanto pendia minha cabeça para trás. O Kim se levantou e me deu um beijo só para que eu sentisse meu gosto em sua boca. 

— Você é tão gostoso, hyung… — ele disse num tom mais grave, que chegou a me arrepiar — Mas agora poderia cumprir com o que você mesmo disse na segunda opção? Porque, sabe… — colocou os braços acima dos meus ombros — Eu já estou devidamente enxuto e já pronto para me sujar de novo.

Cacete.

Sorri em concordância, me aproximando mais e começando a inalar seu pescoço cheiroso enquanto descia suavemente meus dedos pelas laterais de seu corpo até serem barrados pela toalha. Passei a chupar aquele local, ouvindo os suspiros de Taehyung em meu ouvido, ao mesmo tempo em que segurava a parte da toalha em que garantia que ela não iria cair. 

De qualquer forma, ser arrancada é bem melhor. 

Parei com as sucções e me afastei o suficiente para fitar a face incrivelmente bela de Taehyung. 

— No sonho, o que acontece depois que eu te beijo? — indaguei para distraí-lo, levando a mão livre aos seus fios de cabelo, que estavam mais cheios por já estarem secos. 

— Nós fomos para o carro, já sem roupa nenhuma… então..-

Sua fala foi interrompida por um gemido de surpresa por eu ter tirado sua toalha à força, jogando-a longe, e o deixando totalmente nu. Pude até mesmo sentir seu pau se colidindo levemente com o meu já quase duro novamente. Não desviei meu olhar de sua expressão de satisfação por se livrar daquela peça de algodão. Para conhecer melhor uma das partes – que ainda me eram desconhecidas – daquele corpo escultural, desci minhas mãos por suas costas até chegar em suas nádegas, que concluí serem fartas, logo apertando-as fortemente. 

Taehyung gemeu todo manhoso. 

Parece que eu desestabilizei o diabinho.

Posteriormente, levei minha destra ao seu pênis, sentindo cuidadosamente o tamanho da extensão. Era grande. Senti uma imensa vontade de chupá-lo, mas hoje não. Taehyung me provocara demais, agora ele irá aprender a ser um bom garoto. 

Para começar, uma masturbação bem lenta, que só lhe causava agonia em querer muito mais, tanto é que suas mãos apertavam constantemente meus braços.

— H-hyung… — seus olhos suplicavam com um biquinho nos lábios enquanto eu só continuava a encará-lo intensamente — Por favor, r-ruivinho… 

— Hm, que fofo, diabinho, falando a palavrinha mágica… Está melhorando. — ele tentou tocar em minha mão que o estimulava, mas eu fui mais rápido, e, com a minha livre, dei um tapa na sua — É teimoso mesmo... Mas, me diga mais, quero detalhes do que aconteceu quando entramos no carro pelados.

— H-Hoseok… 

— Dessa parte eu já sei, diabinho. 

— Eu fui p-para cima de você… 

— E?

— E-e eu… hm, sentei muito. 

— Você gosta de sentar gostoso? 

Ele assentiu. 

Que perfeito. 

Fechei meus olhos por alguns minutos, imaginando a cena de Taehyung quicando em meu pau. 

— E depois… — ele voltou a falar, me despertando — Você me jogou no banco e me fodeu. 

Apertei um pouco seu pênis, o fazendo grunhir.

— Você quer que eu te foda, diabinho? 

Taehyung me fez tirar minha mão de seu pau e me fitou intensamente. 

— É o que eu mais desejo agora.

Com sua resposta, eu o puxei pela cintura e o beijei, com direito a línguas querendo se fundir e dentes se batendo. Ao finalizar, eu mordi seu lábio inferior e me afastei. Terminei de tirar a boxer que ainda estava em meus joelhos, a jogando em qualquer lugar, e indo até minha pequena cômoda. Abri a primeira gaveta e tirei de lá um dos pacotes de camisinha que tinha guardado. Quando me virei para mostrá-lo, paralisei ao ver, pela primeira vez, seu corpo esguio e completamente nu. Era uma visão do paraíso. 

— Você é tão lindo, Taehyung, tão gostoso. — eu disse ao que rasgava o pacote da camisinha — Eu acho que se você tivesse se trocado na minha frente, eu com certeza não aguentaria tanta tentação. 

Ele riu com o rosto um pouco corado. Por um momento, pareceu um anjinho mesmo. 

— Já eu, não sei como aguentei… — ele disse, observando eu colocar a camisinha em meu pau — Você também é tudo isso, hyung. 

Já protegido, eu me aproximei dele e dei alguns beijos em seus lábios, com os dedos embrenhados em seu cabelo. 

— Quero sem preparação. — ele revelou, me deixando surpreso. 

— Mas..-

— Por favor!

Ele aprendera mesmo a se comportar. 

— Tudo bem, mas… — abaixei o tom da minha voz — Eu vou te preparar com a minha língua.

Pude ver seus pelos se eriçarem e sentir seu corpo estremecer. Taehyung nada disse, então concluí que ele queria e até ansiava. 

— Se vire, incline seu corpo, apoie suas mãos na minha cama e deixe as pernas bem afastadas para que você fique mais aberto para mim. 

Taehyung fez cada movimento em silêncio, apesar de morder o lábio inferior. E quando ficara na posição indicada, eu quase caí para trás ao captar sua bunda redondinha e sua entrada bem exposta. 

— Cacete, Taehyung, que visão… — me ajoelhei ao mesmo tempo em que apertava constantemente suas nádegas — Me diz… você já recebeu um beijo grego? 

Me aproximei de sua intimidade e assoprei ali suavemente, causando arrepios no corpo alheio. 

— Ainda não… — respondeu num sussurro. 

Sorri, apesar de não poder ser visto, e beijei algumas vezes sua entrada enquanto minhas mãos ainda continuavam a maltratar suas bandas fartas. 

Taehyung já gemia em meio à suspiros sôfregos.

Finquei meus dedos naquela carne e afastei as nádegas, ao mesmo tempo em que deixava minha língua sair, já o proporcionando a umidade e quentura dela, fazendo-o gemer meu nome. 

— Hoseok… isso, hm, n-não tinha... no sonho… — revelou com dificuldade. 

Me afastei minimamente, mas próximo o suficiente para que ele ainda sentisse minha respiração e lábios molhados em sua intimidade. 

— Um sonho quando se torna real, diabinho… — dei uma chupada ali, o fazendo se contrair — É muito mais detalhado — outra sucção — com muitos acréscimos  — outra — o tornando… — e outra — Ainda melhor.

Da boca de Taehyung só saíram mais gemidos quando afastei ao máximo suas nádegas e adentrei minha língua com força e agilidade, já a movimentando rapidamente. Ele remexia seu traseiro por conta do prazer, mas eu tratava de controlá-lo enquanto meu músculo molhado serpenteava dentro dele. Eu permitia a saída de minha saliva para poder lubrificá-lo, e ela já escorria de minha boca.

— Porra! E-eu… Hoseok, eu v-vou… 

Com seu aviso, me afastei e sorri, passando a língua pelos lábios e limpando meu queixo. Sua entrada estava bem molhada e até mesmo vermelha. Ainda o mantendo ali, me levantei e o fitei. Taehyung mantinha a cabeça praticamente apoiada na cama, respirando com dificuldade. 

— Pronto, diabinho. — eu disse, dando uns tapinhas em sua nádega direita. 

— Eu ia gozar, hyung… Tava tão gostoso…

— Eu sei — encostei minha glande em sua entrada, a forçando ali —, m-mas… ahvocê só vai gozar comigo dentro de você.

— Então vai lo..- 

Interrompi seu pedido ao puxá-lo, de supetão, para mim, fazendo meu pênis entrar completamente, e a Taehyung se erguer, enquanto gemia em um grito, ficando de pé na minha frente. Como estávamos coladinhos, e ele claramente estava sentindo muito incômodo, eu o abracei por trás com um dos braços, sustentando parte de seu corpo quase sem forças. Com a mão livre, eu masturbei seu pau rapidamente enquanto chupava seu pescoço para ajudar na distração e também para me controlar, porque o aperto de seu interior chegava a doer, mas era bom. 

— E-está bom… — ele disse, tirando minha mão de seu pênis.

Taehyung voltou para a posição de antes. Eu quase saí de dentro dele, mas consegui acompanhar seus movimentos até que estivesse com as mãos apoiadas na cama novamente.

— Posso ir? — indaguei, segurando seus quadris. 

— Forte e fundo. 

Sorri e logo passei a movimentar minha pélvis para frente e para trás, começando devagar para poder sentir melhor a sensação de estar dentro de Taehyung. Era, ironicamente, divino. Não tardei em estocar com mais vontade, com mais fome, enquanto apertava meus dedos em sua carne, que com certeza ficaria marcada. 

E Taehyung, a cada intervalo entre umas cinco estocadas consecutivas, só gemia meu nome. Não era da mesma forma que eu presenciara enquanto ele dormia, era bem mais alto e manhoso, porque estava sentindo prazer de verdade. 

Não era sonho, era realidade.  

— Ho..Hoseok, eu q-quero… 

Não me controlando ao ver aquela bunda tão linda, que a cada vez que eu me chocava nela emitia um som tão excitante de sexo, dei um tapa forte em uma das bandas, fazendo Taehyung pender a cabeça para trás. Aproveitando disso, eu me inclinei e alcancei seus fios loiros e desgrenhados, embrenhando meus dedos ali e o puxando para mim. 

Voltando a ficar de pé e colado ao seu corpo, não parei com as estocadas. 

— Diga o que v-você quer, d-diabinho! 

De repente, Taehyung andou para trás, e eu quase me desequilibrei por ter sido pego de surpresa, mas parei com as investidas para fazer o mesmo, até cair sentado na cama dele com ele em cima de mim. 

— Sentar. 

Taehyung logo se remexeu todo, rebolando deliciosamente em meu pau. Por mais que fosse gostoso também, eu queria ver ele de frente. E como se pudesse ler meus pensamentos, o Kim se levantou e se virou com um sorriso lindo pintando os lábios.

— Se encosta na parede, ruivinho.

O apelido novamente…

Retribuí o sorriso e fiz o que ele pedira, ficando com as pernas um pouco abertas e o chamando com alguns fracos tapas em minhas coxas. 

— Então sente, diabinho... Sente bem gostoso até gozar. 

Taehyung logo subiu na cama e em cima de mim. Ele tomou meus lábios intensamente, mordendo o meu inferior ao finalizar. E quando voltou a ser preenchido por meu pau, ele não rebolou como antes, ele já foi logo quicando bem depressa. 

Como era lindo… Nunca tive um parceiro que fosse tão belo como esse homem que se fodia em mim como se sua vida dependesse disso. 

No calor do momento, Taehyung levou sua mão ao meu cabelo, o puxando rudemente. Eu grunhir, não gostava que fizessem aquilo, mas como era o Kim que puxava, eu permiti. De qualquer forma, era bom porque era ele que o fazia. Eu, posteriormente e como desconto, levei minhas mãos às suas nádegas, as maltratando com apertos e tapas. 

— H-Hoseok! 

Com isso, concluí que sua próstata havia sido encontrada. E ele continuou a gemer meu nome a cada descida. 

Nós não aguentamos por mais tempo. 

Eu gozei primeiro, apertando, agora, sua cintura. Alguns segundos depois foi a vez de Taehyung, sujando parte de meu tronco com sua porra. Ele parou de quicar e fechou os olhos, deixando um gemido longo sair de seus lábios entreabertos. Sua entrada piscava, o que só prolongava meu orgasmo. 

Taehyung saiu de cima de mim e se jogou ao lado, olhando para o teto. Aproveitei para tirar a camisinha, deixando-a de lado, e fitando o nada à minha frente. 

— Cacete… — quebrei o silêncio. 

— Ai, eu não acredito que isso aconteceu! — Taehyung exclamou, e quando o olhei, ele estava com as mãos no rosto. 

Sorri pela fofura. 

— Pelo visto, o anjinho voltou. — brinquei, o fazendo rir — Mas, sério, o que foi isso? 

— Ah… o melhor sexo que eu já tive? 

— Engraçadinho, mas eu fico feliz por isso, e foi o meu melhor também. — ele mordeu o lábio inferior enquanto assentia — Eu me referia sobre essa sua mudança do nada. Achei que eu estava sendo mais perverso do que você tendo um sonho erótico comigo. Mas, de repente, você se tornou um diabinho. Ainda estou surpreso. 

Ele sorriu largo com as bochechas um pouco coradas. 

— Ah, é que, bem, como eu tinha dito, eu era um demônio no sonho… Então, aproveitando dos meus conhecimentos que aprendi nesses meses de curso, eu incorporei o personagem, acabando por ganhar uma confiança em mim mesmo que eu não tinha. Afinal, eu realmente me sentia atraído por você, e como tive a confirmação dentro do banheiro de que era recíproco, decidi tentar para ver até onde iria.

— Que, no caso, resultou na realização do seu sonho, apesar de que você teve algumas recaídas, voltando a ser um anjinho obediente como o Amenadiel era.

Ele ergueu o tronco rapidamente, me fitando com os olhos um pouco arregalados e um sorriso de euforia. 

— Você conhece? Você assiste Lúcifer também?! 

— Ah, eu assisti até a terceira temporada. 

— Por que não assistiu a quarta?! 

— Porque foi no ano passado, quando comecei a fazer faculdade, aí deixei muita série de lado. 

— Mas não tem vontade de continuar assistindo? A quinta temporada já vai estreiar, e eu estou quase morrendo de ansiedade! Por isso que eu estava assistindo tudo de novo. 

— Antes de ter um sonho erótico comigo… — murmurei, e ele pegou o travesseiro e o jogou em mim — Okay, calma, diabinho! — o provoquei com o apelido que, com certeza, iria usá-lo sempre que pudesse — Depois de hoje, eu realmente tenho vontade de assistir Lúcifer de novo, afinal, foi por causa dessa série que a gente acabou transando. 

— Ah, mas você é um safado, Hoseok! Só vai assistir por isso? 

— Não, eu só tava brincando! Apesar de ser verdade… — ele acabou concordando — Mas eu quero assistir mesmo, primeiro por causa de você, e segundo por causa do ator que interpreta o diabo, ele é muito gostoso.

Taehyung riu, assentindo.

— Então, eu vou tomar banho primeiro. De novo, no caso. — se levantou da cama — Dá uma olhada no meu notebook e escolhe uma das temporadas para a gente assistir. Por mim, pode ser qualquer uma!

— Okay… — ele já foi se dirigindo ao banheiro — Espera, Tae. — ele parou, e eu me levantei, indo sua direção. — Posso te perguntar uma coisa? 

— Pode. Me diga o que realmente deseja, Hoseok. 

Rimos um pouco, apesar de eu estar um pouco nervoso.

Respirei fundo.

— Amanhã é domingo e… não sei, você por acaso gostaria de sair comigo? E não, não é para alguma festa. É para algum lugar legal, só eu e você… mas se não quiser, tudo bem, a gente pode ficar aqui assistindo ou..-

Fui calado por um beijo demorado. 

— Sim, é o que eu desejo também. 

Após alguns segundos nos encarando intensamente, ele entrou no banheiro. 

Eu sorri e fui para sua cama, pegando seu notebook e o abrindo. Ainda estava pausado na série, justamente no personagem de Tom Ellis. 

Eu nunca pensei que diria isso em voz alta, mas eu disse:

— Obrigado, Lúcifer.


Notas Finais


E, então? Gostaram? Comentem, por favor XD

Quem não assiste Lúcifer, tá esperando oq pra se tornar cadelinha daquele homem? Dkkdks brincadeira, ou não, pq eu sou, e assim como o Tae tenho vontade de sentar nele e ENFIM

UMA PERGUNTA:

Vocês já tiveram um sonho erótico? Comentem sobre, caso queiram compartilhar k

Bom, eu tive...
Teve um dia em que eu não conseguia dormir, então eu geralmente fico pensando em alguma cena de fic minha q nem sequer foi postada kkk aí a cena desse dia foi de um lemon dos Vhope de uma pwp minha que ainda tá na minha mente. Eu pensei tanto, imaginei tanto, q dormi sem perceber. Aí eu sonhei com eles transando na minha frente kkkk e (como meu subconsciente me conhece) era o Hoseok fodendo o Tae né. Uma pena que não durou porque eu acordei, DESGRAÇA, Q ÓDIO KKKK E foi isso.

Enfim, espero que tenham aproveitado e gostado bastante u.u

"Diga-me... O que você realmente deseja?"
— Lúcifer Morningstar

(@Kakalovesbts, novo Twitter)

~ Kaka


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