1. Spirit Fanfics >
  2. Sonhos Alcançados >
  3. Capítulo 15

História Sonhos Alcançados - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Olá amores, como vocês estão?
Saibam que eu fico muito feliz com os comentários e ideias, me ajuda demais!!!
Escrevi mais um capítulo com muito carinho... espero que gostem :)
Boa leitura!

Capítulo 15 - Capítulo 15



Betty narrando


A- Beatriz Aurora, eu não tenho nenhum anel aqui, mas... você quer namorar comigo?


O Armando disse para o Rick que estávamos namorando, mas nunca pensei que ele fosse pedir a minha mão. Na verdade, nunca pensei que ele sentia o mesmo por mim. Nos tornamos amigos, que se beijam de vez em quando, mas isso é novo. Essa declaração me emocionou. Ele realmente sente isso por mim? Meus olhos continuaram marejados e estavam lutando para não deixar as lágrimas caírem, mas acho que passei muito tempo quieta, porque ele falou comigo de novo.


A- Betty, não vai dizer nada? – me olhava um pouco assustado.

B- Sim. – disse de uma vez. Ele abriu um sorriso genuíno, se levantou e me beijou. – Mas podemos manter isso em segredo por enquanto?

A- Por que? – me olhou confuso – O que eu mais quero é gritar que eu te amo e estamos juntos.

B- Eu também amo você. Passei a amar, na verdade. Mas até a matéria sair, não quero ser alvo de escândalos. Você me entende?

A- Claro. E se todos souberem que estamos juntos vai ser pior pra você, pelo o que vão falar.

B- Exato. E posso correr o risco de perder a chance da minha vida. – ele passou os braços em volta da minha cintura e eu em volta de seu pescoço.

A- Não se preocupe. Vamos fazer o que for melhor para você. E se eu tiver que esperar até o fim do ano, assim será! – ele sorriu.

B- Obrigada. – também sorri. – Acho melhor voltarmos.

A- Então vamos.


Queria voltar de mãos dadas com ele e dizer para todos que estamos juntos, mas isso vai ter que esperar. Encontramos nossas famílias e nos juntamos a eles. Ricardo nos olhava estranho, mas sabia que ele não tinha falado nada para ninguém, mesmo assim, vou reforçar esse ponto com ele mais tarde. Nico, por outro lado, me conhecia muito bem e só pela cara que estava fazendo, sabia que algo tinha passado, então me chamou de canto junto com o Armando.


N- Eu sei que alguma coisa aconteceu, então me conta Betty.

B- Agora não é hora e nem lugar Nico!

N- Ah não? E você acha que eu vou esperar chegar em casa pra você me contar o que aconteceu entre vocês dois? Claro que não priminha, pode ir contando. Armando?

A- Não sou eu que devo contar pra você Nicolás.

N- Ah... então realmente passou algo!

B- Sim Nico, aconteceu. Mas aqui não é um bom lugar.

N- Não vai me dizer? E a promessa BeNi que fala que não pode haver segredos entre nós?

A- Promessa BeNi?

B- Depois te explico. – disse pro Armando. – Eu nunca disse que não iria te contar, mas agora não.

N- Já entendi Betty! Você prefere ficar de segredos com esse daí e esqueceu do seu melhor amigo aqui. Mas não se preocupe, não estou chateado. Com licença. – se virou e ia saindo.

B- Espera Nico. Está bem, eu conto. – respirei fundo – Eu e o Armando estamos namorando.

N- O QUE? – gritou e me assustei.

B- Fica quieto! – dei um tadinha em seu braço.

N- O que você disse?

A- Isso mesmo que você ouviu. – passou o braço na minha cintura – Estamos juntos.

N- Como isso aconteceu? – parecia muito confuso.

B- Basicamente, o tempo que passamos juntos nos fez bem. – sorri.

N- Eu sabia! – sorriu – Não quero bancar o chato porque esse papel é do Ricardo, – riu – mas não ouse machucar a minha prima, ouviu?

A- Fica tranquilo Nicolás, nunca a machucaria. – me olhou e sorriu. Sorri de volta.

B- Mas não conta pra ninguém ainda tá! Espera a matéria sair para evitar possíveis escândalos. Não quero que todos pensem que estou me usando dele só pra conseguir a promoção, ainda mais que a matéria é sobre ele.

N- Pode deixar pombinhos. A boca do Nico aqui é um túmulo! – fez sinal de zíper na boca.


O resto da festa foi muito boa, apesar da Marcela que tentava a todo custo chamar a atenção do Armando. A noite terminou melhor do que imaginei, voltei pra casa, me arrumei para dormir e peguei o tablet para escrever um pouco no diário.


“Hoje me sinto a pessoa mais feliz do mundo! Ele me pediu em namoro e aceitei! Ahhh... Me sinto como uma adolescente de 16 anos vivendo em um romance clichê. Conhecer o cara paquerador, não gostar dele de início, sair com ele por forças maiores e perceber que ele não é o que todos dizem. Depois passar mais tempo com ele, se apaixonar, baile e por último acabar com um pedido de namoro. Se isso não é um clichê, me desculpe kkkk. Vejo que minha mãe me ajudou nessa quando vesti seu vestido preferido. Obrigada mãe! Sinto muito a sua falta e a do papai também! Bom, só falta alguns dias para a entrega da matéria e assim, finalmente, podemos nos assumir para todos. Quero muito que dê certo, que seja um sucesso e que eu consiga o trabalho dos sonhos!”


Queria conversar sobre essa nova fase da minha vida, então sai do quarto e fui em direção ao do Nico, bati na porta com esperança de ele ainda estar acordado e para a minha felicidade ele a abriu logo em seguida. Entrei e já fui direto deitar do outro lado da cama, ele deitou ao meu lado esperando eu começar a falar.


B- Já sei o que você vai dizer.

N- Do que você está falando?

B- Do Armando. Que é pra eu tomar cuidado com ele, porque ele é ele e que talvez eu seja só mais uma para ele. – comecei, mas ele me interrompeu.

N- E você acredita nisso?

B- Não sei. Ele me pareceu muito sincero quando disse que me amava e eu vi com meus próprios olhos que ele não é mais aquele de antes.

N- Então por que está me dizendo tudo isso?

B- Porque é o lógico! Não era isso o que você ia me dizer?

N- Não. – levantei a cabeça e o olhei.

B- Então o que era?

N- Antes de tudo queria perguntar se você está feliz?

B- Estou. – sorri – Esses dias foram os mais felizes que eu tive depois do acidente.

N- E tudo por causa dele?

B- Sim. – sorri novamente – Nico, quando estou com ele, sinto borboletas no estômago, parece que não tem mais ninguém que me faz sentir tão bem, não sei...

N- Aii Betty, que cursi! – ele ri.

B- Pois é! Ahh... – também ri.

N- Fico feliz que esteja feliz, prima. – sorriu e me aconcheguei no seu ombro.

B- Obrigada.

N- Quem diria hein?

B- O que?

N- Você conseguiu fazer o maior mulherengo de Nova York aquietar. Que chá você deu a ele Betty?

B- Chá? Não dei chá nenhum pra ele. – do que esse maluco tá falando?

N- Tem certeza? – me olhou desconfiado.

B- Sim Nico. Você sabe que eu não gosto de chá, por que teria em casa?

N- Esquece! – ele deu uma pequena risada.

B- Mas e você?

N- O que tem eu?

B- Não tem ninguém?

N- Ai Betty, como? Fico 24 horas no restaurante com a minha mãe, não dá tempo!

B- Ah... mas deve ter alguém que você tá de olho, eu te conheço Nicolás. Você é irmão do Ricardo! – ri.

N- E o que isso tem a ver?

B- Ué. O Ricardo é um baita paquerador, você deve ter puxado um pouquinho dele! Qual o nome dela? – ele demorou um pouco, mas respondeu.

N- Patrícia Fernandes. Ela trabalha com a gente lá no restaurante.

B- E tá esperando o que pra convidá-la pra sair?

N- Desde quando essa conversa se voltou para a minha vida? Estávamos falando de você e do Armando!

B- Me conta, somos melhores amigos!

N- Não tenho nada pra contar. Ela trabalha com a gente faz uns 2 meses e foi amor à primeira vista, pelo menos de mim.

B- E você vai investir né?

N- Não sei, ela é maravilhosa e jamais sairia comigo.

B- Nicolás! – o repreendi – Você jamais vai saber se não perguntar. O não você já tem.

N- Bom, eu vou ver. Agora, já está tarde, é melhor a gente dormir. – fui saindo do quarto – Boa noite!

B- Investe nela!

N- Boa noite! – falou um pouco mais alto e fechei a porta.


Queria conversar com o Rick e esclarecer bem as coisas, então caminhei para o seu quarto esperando que ele também estivesse cordado ainda. Bati na porta e esperei por alguns instantes, ele abriu e parecia que já estava deitado.


B- Oi Rick, te acordei?

R- Não, mas estava quase.

B- Desculpa, mas será que podemos conversar rapidinho? – ele respirou fundo e deu passagem para eu entrar – Primeiro, quero saber como você está por saber de mim e do Armando.

R- Claro que era sobre isso. Betty, não estou nada feliz com isso, você o conhece, sabe dos seus rodízios de mulheres e ainda aceita namorar com ele! Você sabe que eu te amo e por isso não quero ver você sofrendo por ele. – estava levemente alterado.

B- Eu entendo sua frustração, mas será que não consegue ficar feliz pelo seu “Bro" e sua prima?

R- Desculpa, mas é muita coisa pra mim.

B- Olha, se não consegue nos apoiar, pelo menos consegue manter em segredo? Não quero que caia na mídia até minha matéria sair.

R- Não quer a mídia em cima de você, mas está namorando o cara mais famoso de toda Nova York. Que irônico, não?

B- Ricardo... por favor? – ele respirou fundo e concordou.

R- Tudo bem. Mas não espere que eu apoie isso.

B- Não preciso da sua aprovação, mas obrigada por manter em segredo. Boa noite!

R- Boa noite. – sai.


Voltei para o meu quarto, mandei uma mensagem de boa noite para o Armando que logo me respondeu. Ficamos conversando um pouco, combinamos de sair no dia seguinte e logo depois adormeci.


Armando narrando


Me senti muito aliviado por dizer à Betty o que sinto e saber que ela também sente o mesmo por mim. Aproveitamos o resto do baile do jeito que pudemos, afinal, estávamos em meio de nossas famílias e dos convidados, porém não me impediu de ficar o lado dela o tempo todo, recebi uns olhares mortais vindos de Marcela e Ricardo, mas que se dane, só queria estar perto da Betty. Ela foi embora e para evitar qualquer conflito que eu teria com Marcela, pedi para que o Dani a levasse pra casa, a mesma foi meio contrariada e dei graças a Deus que não ouviria suas reclamações sobre a noite que tivemos.

Cheguei no meu apartamento e logo me servi de um copo de whisky, caminhei até a enorme janela da sala e fiquei admirando a cidade, pensando em todos os momentos que tive com Betty e no que viria no futuro. E falando nela, meu celular apitou notificando uma mensagem de boa noite, respondi em seguida e conversamos mais um pouco. Inesperadamente me ocorreu a ideia de levá-la a um de meus lugares favoritos de quando era adolescente, uma casa de jogos em Jackson Heights, combinei de buscá-la alegando que iríamos sair, mas não disse aonde. Queria fazer uma surpresa! Nos despedimos e subi rumo à minha deliciosa e enorme cama, mas antes peguei o bloquinho porque precisava desabafar.


“Ela aceitou! Estou tão feliz em poder ficar com a mulher que amo, mesmo que por enquanto seja escondido, entendo seu medo de se envolver em escândalos, aliás sou um imã deles, por isso que estou paciente. Prometi a ela que faria dessa época a mais feliz possível e olha pra mim! Ela que está fazendo disso o mais feliz em toda a minha vida! Ela me faz sentir livre, como o homem que realmente sou e não aquele que todos pensam que conhecem. Estou com os dias contados!”


Como disse Anne Frank uma vez: “O papel é mais paciente que o homem". E não errou, o Ricardo por exemplo, reagiu muito mal quando soube da Betty e eu, já o papel não, posso escrever o que quiser e vou me sentir livre, sem julgamentos. Arranquei a folha e a joguei no lixo do banheiro, fiz minhas higienes noturnas e deitei. Foi um maravilhoso baile, o melhor em toda a minha vida.


Cheguei na casa dos tios da Betty, apertei a campainha e por sorte ou azar foi Ricardo quem atendeu.


R- O que faz aqui Armando?

A- Vim buscar a Betty.

R- Ah claro – ironizou – por que perguntei se não era óbvio?

A- Já deu Ricardo, não precisa ficar assim. Somos melhores amigos, irmãos, não tem o porquê agir dessa forma!

R- Ah não? Então deixa eu refrescar sua memória. Você descumpriu a única coisa que eu pedi pra você não fazer, que era para não se envolver com ela, e que aliás, você me prometeu que não ia acontecer nada. Mas olha só! – debochou – Eu não disse nada quando vocês saiam para “colher material" ou sei lá o que vocês faziam, aceitei de boa ver você passar 24/7 do tempo com ela, mas isso já é demais. – isso é sério mesmo? Ele tá com ciúmes da Betty? – Eu te conheço Armando, sei de toda a sua história com as mulheres e sei que você vai acabar magoando a minha prima. E quando isso acontecer, não vou te ver como meu melhor amigo, e sim como o cara que a machucou. E serei obrigado a te machucar também, porque ninguém se mete com a minha família.

A- Ricardo, eu não tive controle dos meus sentimentos, só aconteceu, eu simplesmente me apaixonei por ela. Pode ficar tranquilo que eu nunca machucaria a Betty, ela já sofreu o bastante com a morte dos pais e não serei eu o próximo a deixá-la triste. E eu entendo sua raiva por causa da minha fama, mas eu mudei, mudei pela empresa, pelos meus pais, pela Betty e por mim também. Fica tranquilo.

B- Armando! – Betty apareceu na porta nos interrompendo – Não sabia que já tinha chego. Eu atrapalhei a conversa de vocês?

A- Não, claro que não. Então vamos?

B- Vamos! Tchau Rick. – deu beijo na bochecha dele e ele só acenou com a cabeça.


Abri a porta do carro para a Betty, dei a volta por trás e entrei no meu lugar, acenei uma última vez para o Ricardo que ainda estava parado na porta e arranquei com o carro. Durante o caminho, Betty repousou a mão em minha coxa e sorri de lado com o gesto, ela me perguntou onde iríamos , mas disse que era surpresa, então não perguntou mais nada, só ficou calada, cantarolando as músicas pop que tocavam no rádio. Em pouco tempo chegamos ao destino.


B- Uma casa de jogos? – me lançou um olhar curioso saindo do carro.

A- Sim. Fiz mal?

B- Claro que não, eu amo ir a esses lugares quando vou ao shopping. Mas não sabia que você gostava também.

A- Você não sabia de muita coisa sobre mim, esse lugar é mais uma. Na verdade, era meu lugar favorito de quando era adolescente. – entramos no ambiente e ele continua igual, com alguns jogos diferentes da época que eu vinha, mas ainda sim era o mesmo com aquele cheiro de hambúrguer e batata frita vindos da lanchonete.


Começamos indo em uma cama elástica, eu não queria ir de começo, mas Betty me convenceu. Como dizer não para aquela carinha fofa? Ela estava se divertindo muito, pulando, virando cambalhotas, abrindo espacati no ar, já eu, fiquei enjoado no terceiro pulo. Desci do brinquedo quase vomitando, fiquei mais um pouco me recuperando ao lado da Betty, enquanto víamos outras pessoas pulando e tinha um cara com mais ou menos a minha idade se empolgando muito, uma hora sua calça abriu em um enorme rasco e eu só soube rir. Quem em sã consciência vai para um lugar daquele vestindo um terno? É muito sem noção, é pedir pra rasgar a calça mesmo! Depois de recuperado, fomos ao carrinho bate- bate, e dessa vez foi a Betty quem passou mal. Jogamos em todos os brinquedos, nos divertimos muito, fazia tempo que me divertia tanto assim, então resolvemos ir na lojinha trocar nossos tickets, tínhamos conseguido muitos e acho que vai dar pra pegar o melhor prêmio.


A- Pode escolher Betty, qual você quer?

B- Quero aquele ursão clarinho! – apontou paro enorme urso no canto do espaço.

Atendente- Aqui está! – peguei.

A- Como é pesado! – virei para a Betty e estendi os braços – Pra você! O namorado que ganhou o urso de pelúcia para a namorada. – sorri e ela retribuiu.

B- Obrigada. – pegou o urso.

A- Agora só falta dar um nome pra ele.

B- Acho que vai ser Amor... Amoroso! Isso, Amoroso!

A- Gostei de Amoroso. – sorri – E ai Amoroso, quer tomar um milk-shake?

B- Eu acho que ele quer sim! – riu.


Fomos até a lanchonete, apoiamos o Amoroso na cadeira e sentamos de frente pra ele, ficando lado a lado. Fiz os pedidos e quando chegou devoramos aquilo como se fosse a nossa última refeição. Conversamos sobre tudo e um pouco, Betty estava concentrada tentando sugar o chantilly com o canudo e eu fiquei a admirando. Como ela é linda!


A- Betty, o que vai ser de nós quando você voltar para Miami? – perguntei meio sério.

B- Eu não tinha pensado nisso ainda. Mas tenho certeza que daremos um jeito. – ela passa a mão na minha bochecha e sorri.

A- Eu sei, mas é que eu como presidente da MM não posso largar mão de tudo e você, que com certeza vai conseguir o cargo, também não vai poder ficar viajando.

B- Armando... podemos não falar disso hoje? Quero aproveitar o máximo desses dias com você, sem preocupações, nem nada. Só a matéria que vai ser entregue bem em breve.

A- Claro. Me conta como anda a escrita, tá indo bem?

B- Super! Falta só eu acrescentar mais algumas coisas e já fica pronta.

A- Será que eu posso ler antes de todos? Afinal, é uma coisa sobre mim, quero ver passar pela minha aprovação.

B- Ahh convencido! É uma matéria sobre a empresa e eu estendo falando de você. Não vai se achando não.

A- Promete que vai escrever só coisas boas de mim? – estendo meu indicador.

B- Só vou escrever sobre essa personalidade maravilhosa que você tanto esconde. – me imitou e jogamos com os dedos – Sabia que eu te amo?

A- Eu te amo mais!


Ela me surpreendeu com um beijo e logo correspondi. Essa sensação das nossas bocas coladas e de nossas línguas dançando em sincronia não tem preço, saborear seus lábios sempre são novidade, como se eu a estivesse beijando pela primeira vez. São tão macios e o gosto doce do milk-shake os deixavam ainda mais gostosos. Nos separamos lentamente e abri um enorme sorriso ao ver seu rosto com os olhos fechados e um sorrisinho meigo estampado.

Não queria que o dia acabasse ali, então propus de irmos comer um cachorro quente em algum foodtruck nas redondezas da Times Square e ela aceitou. Seguimos até lá, estacionei algumas quadras antes por causa das ruas fechadas para o Natal e fomos caminhando de mãos dadas, igual da última vez. Avistei um carrinho próximo e sentamos num banco em frente. Pedi um suco de amora para nós dois e aproveitamos a comida.


B- Sua boca está suja! – limpei a boca com o papel.

A- Saiu?

B- Não! – ela riu docemente – Espera aí. – pegou um guardanapo, se aproximou um pouco mais e limpou o canto da minha boca. Estava olhando aqueles olhos castanhos hipnotizantes e depois que ela terminou seu trabalho, sorri e dei um selinho nela.

B- Armando... – disse envergonhada – estamos no meio da Times Square. Isso pra mim não é ser discreto. – se afastou um pouco de mim.

A- Desculpa. É que eu não resisti. – sorri e ela retribuiu.


Voltamos para o carro da mesma forma que viemos, durante o caminho, ela deitou a cabeça no meu ombro e ficou até chegar em casa. Deixei ela na casa dos tios, tirei o Amoroso do banco de trás e o levei até a porta, nos despedimos com um selinho e ela entrou. Que dia! Voltei pra casa feliz, preparei uma comida rápida e depois fui organizar uns papeis no escritório que eu precisaria para o dia seguinte. Apesar do recesso, recebi uns formulários no meu email que precisavam ser preenchidos e estudados, ou seja, já era meu dia de amanhã. Deixei tudo em ordem e fui tomar banho, aquela água quente caindo nos meus ombros era tão boa, meus músculos tensos relaxaram ao entrar em contato com a água e assim permaneci por um tempo. Estendi a toalha no box, vesti uma calça de moletom e uma camiseta, deitei embaixo das cobertas e o mundo bruxo foi meu companheiro até eu pegar no sono. 

Acordei no dia seguinte com a campainha tocando insistentemente, levantei ainda sonolento e fui em direção à porta


A- Já vai! – gritei ainda no meio das escadas. A campainha continuava tocando sem parar – Já estou indo! – gritei mais uma vez. Abri a porta e vi o Daniel parado.

D- Até que enfim Armando! – ele entrou.

A- Pra que tanto escândalo já cedo? – fechei a porta e fui até ele que já estava na cozinha pegando um copo de água.

D- Por causa disso! – me mostrou a tela do seu celular – Ainda bem que fui eu quem veio aqui primeiro e não o Ricardo.

A- Do que você tá falando?

D- Leia! – peguei seu celular e li a enorme manchete destacada.

A- “Quem é a mulher que caiu nas garras do empresário Armando Mendoza?" – li em voz alta e olhei assustado para o Daniel.





Ai droga!



Notas Finais


Me diz o que vocês estão achando... e desculpe qualquer erro!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...