História Sonhos Elementais - Dramione - Capítulo 34


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Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lucius Malfoy, Minerva Mcgonagall, Pansy Parkinson
Tags Draco Malfoy, Drama, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger, Lírica, Poesia, Romance, Tragedia
Visualizações 106
Palavras 1.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Lírica, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem. Vale lembrar que suas criticas são sempre super bem vindas.

Capítulo 34 - Terra - Dias de Rainha


Tais desenvolturas não poderiam ser previstas ou supostas por Hermione Granger, a semente do desafeto fincava arduamente suas progressões, enraizando-se pelas veias adjacentes. O vazio era preenchido pela incompreensão, a inerte insatisfação de não ser correspondida. Draco havia negado seu amor, sufocado suas ambições e atrasado, talvez para sempre, o futuro planejado.

Hermione recordava-se de cada momento e de cada expressão daquela união. Os episódios naquele ano categorizaram a perplexa atração dos dois; lembranças que remoídas retomavam o presente da negação, do afastamento. O sonhar em uma banheira, o precursor de todo aquele caos psicológico na qual ela vivia; permissões e desejos enfim sanados no baile de máscaras, o primeiro real encontro da carne, a satisfação da existência mútua e da compreensão de saberes sensitivos. Cada toque e cada percepção eram relembrados técnica e emocionalmente, pesares pelo passado mergulhado, inundado pela falha do presente.

Como ela gostaria de reaver a noção da experiência, a percepção cíclica da vivência. O amor nasce e se desenvolve para que definhe posteriormente. Como cada emissário vivo, ávido igualmente para progredir. Nem a mais ampla água conseguiria sanar tamanho esquecer, mesmo que cedesse a magnitude de sua versatilidade para o reconectar das formas.

Vôos incandescentes e revigorantes reluziam a superação de uma época inexpressiva; ainda que cansada e drenada, Hermione tinha esperanças e anseios pela final promulgação daquela tentativa, do possível resultado, da resolução positiva. Tinha amado e desejado cada molécula pensante daquele homem, Draco Malfoy. Lembranças da punitiva detenção que permitiu a junção, mas que sentenciou amizades intocáveis à fragilidade da premissa. O último jogo sentimental, o expressivo momento na arquibancada de quadribol da Sonserina, saciou e revigorou as singelas necessidades do corpo enfraquecido da garota, julgado arduamente por muitos, drenado por apropriações egoístas e amado pelo único garoto loiro a quem desejou tanto.

- Minha senhora, tens que acordar – uma dríade menor permanecia cautelosa logo atrás da porta do quarto onde Hermione refletia pensante. Sua saia rosa não tão grande entregava sua admissão às líderes maiores e mais imponentes, evocava amores e desejos chulos amedrontados pela punição da convocação repentina e inoportuna.

Hermione se levantou devagar, calma e absorta pela situação anterior. Estava desgastada fisicamente e devastada psicologicamente, uma pele pálida e seca abordava as articulações daquela magreza sem forma. Seu cabelo castanho esvoaçado estava quebradiço e sem vida, despedaçava-se em punhados de fios longos e irrecuperáveis. Unhas distorcidas como se tivessem sido roídas por castores inescrupulosos compunham mãos com a superfície rachada e oleosa, parte desse óleo era transposto para o restante de seu corpo na medida de seu toque, manifestações sensitivas e desesperadas.

Cada passo representava uma derrota, a precisa necessidade de continuar era subjugada pelo vazio existencial da substancial criatura que ali jazia. Hermione Granger caminhou até o salão maior acompanhada pelo apoio da dríade menor, que segurava seu corpo para impedir o tropeço fatal ou a mútua desistência, correspondência da falência física com a ruptura mental.

- Onde está Draco? – o pouco de força que nela restava emitia apenas murmúrios sobre a questão primordial.

- Deve ter sido um choque e tanto, não sabemos por quanto tempo irá sobreviver neste corpo.

- Me poupe de seus agouros. Onde está Draco?

- Na sala de remédios, minha senhora, ele parece ter sido envenenado. Não seria melhor esperar o veneno passar?

Hermione não podia esperar, ela não queria atrasar a confirmação. A sala de remédios é pequena, moldada por troncos esverdeados de cerejeira; muitas estantes e armários guardavam essências e poções desconhecidas para a maioria dos bruxos. Draco estava sentado sobre uma poltrona de algodão em um dos cantos daquele minúsculo cômodo.

- Você me ama, Draco Malfoy? Preciso que confirme isto – a garota se aproximou temerosamente por aquele homem alto e sem camisa.

- Sinto que já te amei, mas quando a vi deitada sobre aquele trono desejei enforcá-la com a mais rígida das cordas. Não me force a vê-la, temo demitir a felicidade de minha face se assim continuar a observar sua existência moribunda – ele cuspia sua indignação e desprezo. Aquela saliva antes utilizada para a troca de sensações agora era deglutida em sinal de horror.

- Então, suma daqui agora! Vá ficar com Blásio! – Hermione se irritava com aquela resposta, não poderia compreender tamanha brusca mudança de pensamento. Vinha a sua mente apenas o momento sexual no qual seus dois amigos se deleitaram enquanto ela definhava pelo veneno da cereja. Era isso, só poderia ser. As próprias dríades falaram que amortentia residia naquelas frutas, esse era o motivo da relação entre os dois. Mas não, não era isso. Por que Draco a odiaria então? Era poção do amor, não do ódio. A cereja apenas corroborou na admissão de sentimentos antes ocultos – Sou a deusa de vocês, não sou? Expulsem no daqui – ela agora se virava para as dríades guardas.

- O que Blásio tem a ver com isto?

- SUMA DAQUI! – a garota começava a expelir sua angústia, súplicas através de lágrimas. Agora observava as dríades arrastando seu homem para a saída.  

- Vocês duas, tragam-me uma roupa decente e alguns revigorantes – Hermione sentia prazer do poder, a despedida instigou sentimentos específicos de uma rainha imponente. As servas dríades acataram cordialmente as ordens.

Após se vestir luxuosamente, a menina sentou-se sobre o trono da Cerejeira-Mãe ao centro do salão maior. Dríades servas, guardas e nobres se aproximavam aos poucos, empolgadas na espera do discurso de sua nova rainha.

- Bem, não tivemos total sucesso na coroação, mas isto não impede que ganhemos a guerra. Guardas irão atrás de escravos para aumentarmos nosso estoque de desejo; servas plantarão cereja como nunca antes. Curandeiras e magas cheguem mais perto para receberem minhas ordens.

- Sim, deusa suprema, o que queres de nós, meras curandeiras? – a líder maior das magas curandeiras assumia a responsabilidade pelas outras.

- Sabe me informar o problema que estou passando neste momento?

- Pelo que pude observar, minha senhora, está se transformando em uma ninfa da floresta, dríade, como nós.

- Há como reverter?

- Apenas um amor extremamente forte e maior que o anterior pode interromper tal transformação. Mas podemos tardá-la com um coquetel básico de ervas e cogumelos.

- Preparem, imediatamente!

- Sim, minha senhora, mais alguma coisa?

- Sim. Gostaria de saber como fazem magia, sem varinhas?

- Boa pergunta, minha senhora. Utilizamos Oniromancia e do poder do amor para concentrar e produzir nossas mágicas, frutos primordiais de nossa existência. Posso ensiná-la pessoalmente, Vossa Majestade florida, se quiser, é claro.

- Pois bem, quero aprender logo após tomar a poção.

 

 

Hermione tomou o coquetel e descansou ali mesmo no trono, não tinha perspectivas de um futuro. Tudo que prezava parecia ter desaparecido, um bloqueio impedia que imaginasse um mundo fora daquele recanto de dríades. Dias se passaram e a nova rainha tinha se confortado com tudo aquilo

- Vossa Majestade florida, deves imaginar o sentimento expelido, um sonho que se concretiza pela força de vontade, pela manifestação do amor. Toque a sensatez e transborde a força que o pólo insaciável do sonho emite. Deseje sentir cada percepção ou interpretação do imaginário próprio.

- Não dá certo, estou sem imaginação nenhuma.

- Podemos tentar outro dia, minha senhora.

Imaginar era um caótico empecilho para a garota naqueles dias; sonhos sem sentidos e vazios brotavam na ternura da noite. Lembrar de Draco a odiando exasperava as possibilidades de volta em um futuro próximo. Ela não o desejava mais tanto, o resquício do amor passado sumia aos poucos, entorpecido pelas brilhantes atividades como herdeira do trono. Cada toque era tido como uma lembrança distante, sem sentido ou sem importância. Mas cada vez que tentava se lembrar de coisas importantes, pessoas que valiam a pena, voltar para a realidade de Hogwarts parecia promissor e necessário. Hogwarts? Que Hogwarts?

- Vossa Majestade! Encontramos uma escrava perdida pelo bosque de cerejeiras – as guardas traziam uma garota ligeiramente pálida, bem magra e acabada, de cabelos escuros e mal escovados.

- PANSY? – Pansy Parkinson brotava espontaneamente sobre a perspectiva de Hermione Granger.



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