História Sonhos Selvagens - Mad Archer - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Alice, Capitão Killian "Gancho" Jones, Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Henry Mills, Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Alice, Mad Archer, Madarcher, Margot Mills, Once Upon A Time, Ouat, Robin, Tilly Jones
Visualizações 40
Palavras 1.643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heey, uma grande olá hétero para todxs vocês.

Aaaaaa queria agradecer a todos os comentários e favoritos, eu amei receber-los. ♥

Sem mais, boa leitura! ♥

Capítulo 2 - Toda vez que o sol nasce


Fanfic / Fanfiction Sonhos Selvagens - Mad Archer - Capítulo 2 - Toda vez que o sol nasce

Capítulo 2 – Toda vez que o sol nasce

Tudo começou há oito verões.... Eu tinha 17 anos. Estava na festa a fantasia dos irmãos Boyd. E...

“Te senti em minhas pernas antes mesmo de te conhecer

E quando estive ao seu lado, pela primeira vez,

Eu te disse

Te sinto no meu coração, e nem mesmo te conheço”.

- Identidades por favor? – Um cara loiro, gigante, com roupas de neve barrou a entrada. Segundos depois, ele desfez os braços cruzados, assim como sua feição séria. – Estou brincando, qual é, não tem essa na festa do... Kristoff-Bjorgman! – Gritou seu nome como se fosse algo inteiramente importante e acenou para que seu amigo a frente pudesse abrir a trava magnética.

- Pode entrar meninas. – Philip Boyd, o organizador da “festa a fantasia aleatórias na piscina” falou fazendo uma reverência e também jus a sua fantasia de príncipe.

- Fala-Sério! – De longe, precisamente, da outra ponta da piscina, Alice revirava os olhos tomando um coquetel de frutas.  Entediada na borda, sugava o canudinho, suspendendo a barra de seu vestido vermelho. Habituada a ver líderes de torcida caracterizadas de princesa, acabou se surpreendendo ao ver uma fantasia incomum surgir entre elas.

Alice engoliu em seco, sentindo arrepios percorrerem sua espinha.

A garota que -parecia estranhamente deslocada das outras-, trajava roupas medievais por baixo de uma capa marrom de couro sintético, tinha cabelo trançado até a ponta e arcos flechas pendurados nas costas.

Se aquelas águas fossem cristalinas quem sabe Alice pudesse ver no reflexo, suas pupilas dilatadas.

Depois de um tempo a encarando de longe, começou a tocar uma música eletrônica chamada “Clarity”, Alice então, resolveu criar coragem de ir até lá. Porém quando tirou os pés da piscina, alguém foi mais rápido.  

- Oi. – Philip apareceu com duas bebidas em mãos.

- Oi.  – A garota responde sem muito entusiasmo.

- Aceita uma margarita?

- Porque não? – Aceita a bebida, sem dar muita atenção a Philip. Parecia procurar algo em meio à multidão.

- Está gostando da festa?

- É isso aí.

- O quê?

- Eu não sei. A música está um pouco alta, então eu não pude ouvi-lo.

- Então você apenas riu e disse “é isso aí”?

A garota bebericou a margarita e ainda sem olhá-lo repetiu.

- É isso aí.

- Acho que nunca te vi. – Ele continua, desta vez encurtando a distância. – Aonde estava escondida todo esse tempo?

- Turma C. – ela limita-se a dizer, dando dois passos para trás, Philip tinha cheiro de cigarros, coisa que odiara.

- Você parece um anjo – Galanteou, mordendo seu lábio inferior. – Só que sem asas. – Soltou uma piscadela.

“É sério? Não dava para ser mais original? ” – Alice se perguntava mentalmente.

- Ou seja... uma pessoa normal? – Rebateu sem ânimo na voz.

Ele para por alguns instantes analisando toda sua seriedade e logo após solta uma gargalhada forçada.

- Descontraída, gostei. – Ele força outra risada. – O que acha de mudarmos isso? Podemos ir lá para cima e nos conhecer melhor.

Ela suspirou, claramente desconfortável.

- Quem sabe outra hora? Acho que vi uns rostos conhecidos. – Responde tentando se esquivar. Mas quando se move para ir, Philip prende o seu pulso.

- A festa começou agora. Seus amiguinhos podem esperar. – Antes que pudesse se aproximar mais, foi impedindo por um balde de nuggets mirados e acertados prontamente em sua nuca. – Que porra foi essa?! – Vira-se procurando na multidão o culpado.

O grito chama atenção de todos na festa, o dj para o som e Philip estreita os olhos para uma pessoa meio à multidão de adolescentes.

- Culpada. – Alice percebe o foco e levanta seus braços.

- Qual o seu problema? A gente estava se divertindo.

- Bem, esta é uma frase bem enganadora. Eu nunca soube que fazer mulheres de objeto era divertido. – Debochou.

Os dois fecharam os punhos em sincronia e se encaram com raiva.

- Ashley. – Philip apelou pela irmã.

Logo, uma loira fantasiada de cinderela vem desfilando.

- Ora, sua petulante. – Esbraveja tomando as dores. Mas antes que possa chegar até Alice, é empurrada na piscina. – Meu coque sofisticado! – Choramingou levando as mãos à cabeça ensopada. – Vai ficar aí parado Philip? – Rosnou para o irmão. – Me ajuda aqui.

Alice aproveitou a ocasião para fugir, haviam brinquedos de ar comprimido espalhados pelo jardim e foi uma das torres de um castelo inflável que escalou.

- Não pode ficar aí para sempre, Tilly Jones. – Gritou submersa – Eu vou pegar você – disse para a garota que Philip deu em cima. – E sua amiguinha insolente. 

- Amiga é uma palavra forte.

(...)

Alice desceu pelos galhos de arvores e optou por dar a volta no quarteirão, assim, não corria o risco de passar frente a mansão dos irmãos Boyd. Chegando no prédio abandonado, o qual havia passado o dia, atravessou a janela do primeiro andar e entrou.

- Lar doce lar.

Em meio as suas coisas espalhadas, apanhou uma luneta e começou a admirar a lua. Estava distraída demais para notar que havia mais alguém ali.

- Parada, espiã. – Assustou-se com a voz atrás de si, virando-se abruptamente. – Quem é você? Quem te mandou?

 - O quê? Ninguém me mandou. – Respondeu. Tinha uma besta apontada para sua testa. – Isso é de verdade? – Com os braços arqueados, ela tocou na pontinha da flecha.

- São de prata. – Disse rapidamente. – Porque estava me vigiando garota da torre? Pensa que eu não vi você me encarando lá na festa.

- Garota da torre?                

 - Você ganhou esse apelido quando fugiu pela torre de ar. Sabe como são adolescente... – explicou antes de voltar com a posição de ataque. – Então?

- Primeiro lugar, eu não estava te vigiando. Eu só.... – Tomou folego sentindo seu rosto queimar. “Nossa, ficou tão na cara assim? ” Pensava. – Te achei bonita, só isso.

- Ah – desviou o olhar com timidez. – E o que faz no meu lugar de esconderijo?

- Seu lugar? Veja. – Apontou para as coisas no chão. – Eu cheguei primeiro. Nem sequer te conheço.

 - Então porque me defendeu?

- Nossa, você faz perguntas à beça. – Alice revirou os olhos, notando que ela não mudou a posição em nenhum momento. – Dá para baixar isso? Sei que não vai me atacar. Segundo, ele estava sendo um babaca. – Disse como se fosse óbvio. A garota ponderou, abriu a boca, mas nada saiu. – Sua vez. – Arqueou uma sobrancelha. – Porque empurrou a Ashley na piscina?

- Ela estava sendo uma babaca. – Rebateu no mesmo tom. Elas se olharam profundamente e sorriram. – Alice.

- Qual sua fantasia? – Alice perguntou a analisando dos pés à cabeça. – Digo, exatamente.

- Estou de Robin Hood. E sim eu sou uma garota.

Alice abriu um sorriso sugestivo.

- Nobin.

- O quê?

- Nova Robin Hood, Nobin.

- É, não me chame disso.

- Porque? É legal.

- Não é legal, okay? É diferente. Se a nova garota ouvir você me chamar disso, vou ser zoada por toda escola.

- Que nova garota?

- A que chegou há três dias. Quanto tempo está aqui?

- Alguns dias.

- Vai dormir aí? Sabe que não é uma torre, que pode descer a qualquer momento, não sabe? – Brincou. Alice nada respondeu, então ela girou seus tornozelos em direção a saída. – Eu tenho que ir.... Vai amanhecer logo, minha mãe deve estar louca!

- Espera.... – Alice parou na sua frente. – Fica para ver o nascer do sol. – pediu. Robin suspirou, ainda relutante. – Qual é?! Não vai querer acordá-la uma hora dessas, não é? – Robin sentiu uma mão quente tocar levemente no seu pulso esquerdo. – Por favor, Nobin.

A forma como Alice proferiu as palavras, juntamente com o contato inesperado fez a pele de Robin ruborizar. Ela sentiu seu coração acelerar e um formigamento surgir no seu ventre. Estavam atraídas uma pela outra e sabiam disso. 

- Okay. – Disse ela, dando um passo para trás. Tentava se recompor. – Mas só se parar de me chamar assim.  

Alice fez um sinal de boca fechada e afastou as cortinas envelhecidas.

- A vista é melhor desse lado. – Sentou-se num sofá improvisado. – Vem.

Robin obedeceu seu chamado e acomodou-se meio sem jeito.

O canto dos pássaros veio junto dos primeiros raios solares que invadiram a janela quebrada. E quando isto aconteceu, já se encontravam dispersas pelo estofado. Alice acabou confessando que fugiu para não ter que ir para outra escola. Como era último ano, sua mãe queria colocá-la num colégio interno. Obviamente não queria se mudar.

- O que pretende dizer para seus pais? – Robin pergunta. – Não pode ficar aqui para sempre. Sabe, uma hora vão interditar esse prédio.

- Eu não sei.... Que fugir, faltei a escola, aluguel um vestido de espatilho europeu, fui a uma festa a fantasia, agredi um garoto, me escondi numa torre, ganhei um apelido por isso e passei a noite com uma garota fantasiada de Robin Hood. – Alice responde fitando o amanhecer. – Mas quer saber, não importa o que eu diga ou faça. Toda vez que o sol nasce, eu estou em apuros.

 Robin silenciou sem saber o que dizer, ela deitou a cabeça na almofada e de repente enxergou um lápis colorido.

- Anda, estica seu braço. – Disse de momentâneo.

- O quê? – Tilly ergue seu corpo.

- Me dá sua mão. – Alice não entendeu muito mas esticou o braço nas pernas de Robin. Ela escreveu uma sequência de números.

- O que é isso?

- Meu telefone. Pode me ligar, vai precisar de alguém para confirmar sua história ou... – Aproximou seu rosto. Seus lábios estavam apenas alguns centímetros de distância, suas respirações agora falhas, já se cruzavam. Alice fechou os olhos, soltando um suspiro involuntário e então Robin a beijou. Um beijo apenas para sentir os lábios de Alice, como um primeiro toque. – Apenas.... – Ela afastou se levantando. – Pode me ligar.

- Talvez eu ligue.

Robin levantou o vidro da janela e antes de sair disse:

- Eu espero que sim.


Notas Finais


E então??
Bem, eu espero que tenham gostado, até a próxima!
bjs bjs ♥


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