História Sons da Escuridão - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias X1
Personagens Cho Seungyoun, Han Seungwoo, Kim Wooseok, Kim Yohan, Lee Hangyul
Tags 2seung, Cha Junho, Cho Seungyoun, Gyulem, Gyullem, Han Seungwoo, Jungyul, Junhan, Junsang, Kim Wooseok, Kim Yohan, Lee Eunsang, Lee Hangyul, Lemgyul, Nam Dohyon, Produce X 101, Son Dongpyo, Song Hyeongjun
Visualizações 362
Palavras 3.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, leitores! Eis um capítulo que muitos de vocês estavam esperando (pelas tretas, eu sei hahaha), esse foi um dos que eu amei escrever e espero que vocês também gostem dele ♡

Boa leitura ♡

Capítulo 11 - O jogo de beisebol


Junho combinou de encontrar Dongpyo e os demais na frente do estádio de beisebol, Eunsang o levaria até lá – informação essa que não deixou Yohan muito contente, mas não tinha muito o que fazer. Ele e o irmão mais novo sentaram em seus costumeiros lugares no banco detrás do carro, deixando Seungyoun com o assento do carona para si. O garoto achou aquilo um pouco estranho, por um segundo pareceu até que eram uma família, Seungwoo dirigindo ao seu lado, Dongpyo colocando uma música pop a todo volume, Yohan virado para a janela com os fones no ouvido e ele ali, passando aquele momento com eles, como se já fosse uma parte daquele carro. Não podia negar que era um pouco assustador, quer dizer, por que diabos estava pensando nisso agora? Não era como se quisesse ser o padrasto daqueles dois, deus o livre. Tudo o que queria era dar uns beijinhos no cara sexy ao seu lado, nada mais do que isso.

Ele sacudiu a cabeça nervoso ao pensar na probabilidade de ser pai de um cara da idade dele e Seungwoo deu uma risadinha, não fazendo a menor ideia dos pensamentos bizarros que ele tinha na cabeça.

Quando estacionaram na frente do local, Junho já estava por lá, acompanhado de Eunsang. Assim que os viram, o primeiro abriu um largo sorriso e acenou, que foi retribuído pelos demais. O segundo, ao contrário, torceu a cara quando viu Seungyoun.

- Eu ainda me lembrou o que você fez à minha gata – foram suas primeiras palavras.

O mais velho olhou para ele e ficou com cara de paisagem por um bom tempo, quanto tempo fazia que não via aquele maluco?

- Eu acho que você precisa de um tratamento – respondeu e deu um empurrãozinho nele com o ombro.

Eunsang fez cara de nojo e começou a limpar o ombro o mais rápido possível, foi só depois disso que percebeu que Junho estava com os olhos cravados em um garoto todo de preto em frente a eles, de preto demais para a ocasião. Ele deu um sorrisinho tímido, que meio que foi retribuído pelo outro, e Eunsang não gostou nada do que estava vendo. Aquele só podia ser o tal do Yohan, foi o que pensou, aquele que havia tido a overdose e que não saia das palavras do outro. Então além de Seungyoun, ele tinha outro desafeto ali hoje.

Dongpyo agarrou Junho pela mão e o carregou com ele para a bilheteria, enquanto falava sobre milhares de coisas e seu interesse por beisebol, muito inesperado. Seungwoo comprou os ingressos para todo mundo, por mais que Seungyoun e Junho tivessem negado várias vezes a oferta. Eunsang, ao contrário deles, agradeceu sem nem questionar.

- Desculpe, eu vou ter que perguntar – o mais velho começou enquanto eles procuravam sua fileira de assentos no estádio já quase lotado – O que você fez com a gata do menino?

Seungyoun olhou para ele e suspirou.

- Fiz algo horrível, péssimo – disse num tom irônico – Tirei a gata da cama para me sentar nela.

Os dois olharam um para o outro e o mais velho caiu na gargalhada. Aquela era a primeira vez que ria daquela forma descontraída na frente do outro e o garoto jurou que ia morrer do coração por causa disso. A cada minuto que se passava ele se perguntava como sequer poderia sobreviver em um mundo no qual não poderia beijar aqueles lábios e tê-lo para si?

- Ele é um jovem adorável – Seungwoo comentou enquanto sentava, ainda rindo.

- Você é um santo né? – Seungyoun revidou – Aquele moleque chato de adorável não tem nada.

Por falar em Eunsang, ele já estava se preparando para sentar ao lado de Junho quando Yohan apareceu do nada e lhe roubou o lugar, deixando-o muito confuso. Sem alternativa – porque Dongpyo já tinha sentado do outro lado do garoto – acabou se vendo tendo que sentar do outro lado de Yohan, e não tinha gostado nada daquilo. Em um segundo, os dois olharam um para o outro e parecia haver uma chama em seus olhos, chama de uma competição que nenhum deles queria perder.

Quando o jogo começou, Dongpyo ensinou Junho como tudo funcionava e para qual time ele devia torcer, mas logo estava tão concentrado no jogo que não conseguia raciocinar mais nada. O pai dividia do mesmo entusiasmo e era engraçado ver como torciam juntos e gritavam nos mesmos momentos, para todos os demais que não entendiam nada de beisebol. Seungyoun estava ali só por conta do mais velho, até tentava pensar em outra coisa e se concentrar no jogo, mas não podia negar que estavam sentados lado a lado e era um idiota por querer pegar em sua mão e fazer todas as coisas que nunca poderia fazer já que tinha sido rejeitado duas vezes. No fim, achava que só podia mesmo ser masoquista.

Junho era outro que estava com a cabeça nas nuvens, tinha topado ir ao jogo porque pensou que seria divertido, porém nunca imaginou que Yohan estaria lá, ainda mais sentado ao seu lado. Ele, inclusive, parecia dividir do mesmo sentimento pelo esporte, o que fez Junho se perguntar por que motivo ele tinha decidido vir. Vez ou outra, os dois davam uma olhadinha um para o outro e Junho sorria um tanto tímido. Yohan não sabia o que estava acontecendo e o que sentia, só conseguia pensar que sua psicóloga estava mesmo certa quando disse que os dois deviam passar mais tempo juntos – até aquele jogo que ele achava idiota estava parecendo bom porque Junho estava lá. Quando tinha virado esse tipo de pessoa?

Em um momento, levantou para ir ao banheiro, deixando os demais para trás. Ele estava fazendo xixi quando viu Eunsang entrar, mas não deu muita atenção. No entanto, em poucos segundos aquele garoto estranho estava parado ao seu lado e não parecia que tinha vindo fazer qualquer coisa ali.

- O Junho não é para você – disse sem fazer rodeio e se escorou na parede ao seu lado.

- O quê? – Yohan ficou um pouco sem jeito já que ainda estava fazendo xixi.

- Eu sei o que está acontecendo, sei que você está interessado nele, então vim jogar a verdade na sua cara, não perca o seu tempo.

O outro ouviu o que ele disse e deu uma risadinha debochada, não acreditava no que estava ouvindo. Quem era aquele garoto para lhe dizer o que fazer da sua vida?

- Obrigado pelo aviso – falou em tom de ironia enquanto fechava o zíper da calça – E eu não ligo.

Yohan foi até a pia lavar as mãos e o outro o seguiu de perto, quase como se fosse a sua sombra. Aquilo o estava deixando irritado, odiava aquele tipo de pessoa e só não o tinha empurrado para longe porque Junho – por razões que agora ele não entendia – gostava dele.

- O que você quer de mim? – perguntou irritado – Me deixa em paz.

- Eu quero que você saia de perto do Junho, alguém como você não vai trazer nada de bom para a vida dele.

- Alguém como eu? – Yohan perguntou em tom irônico de novo.

- É, você acha que eu não sei que você é todo perturbado e que até usa drogas? – Eunsang revidou – Você acha mesmo que você vai trazer algum bem para a vida dele? Junho precisa de alguém como eu, alguém que possa o entender e cuidar dele.

- Ele não precisa de ninguém pra tomar conta dele, ainda mais um pirralho que nem saiu das fraldas igual você.

- Você nem me conhece.

- Nem você me conhece – O mais velho revidou – Agora vaza daqui e vai cuidar da sua vida.

- Eu não vou te deixar arruinar a vida dele – Eunsang concluiu e o empurrou com a mão, dando as costas e saindo do banheiro.

Yohan olhou para o próprio ombro e não acreditou no que tinha acontecido, aquilo tinha passado dos limites. Quem aquele pirralho achava que era para lhe empurrar daquele jeito?

No mesmo instante, correu atrás dele e o empurrou por trás, fazendo-o se desequilibrar e quase bater contra a parede do corredor fora do banheiro. Eunsang se virou irritado e revidou o empurrão, e logo eles estavam empurrando um ao outro e trocando ofensas que logo teriam virado uma briga séria se Junho não tivesse vindo procurar por eles quando estranhou a demora. O garoto correu e se colocou no meio da briga, tentando fazê-los parar, mas os dois pareciam cegos gritando ameaças que ele nem sequer conseguia entender. Ele estava com medo que eles caíssem no soco ali mesmo, se começassem a brigar pesado não conseguiria separá-los, mas por sorte o sexto sentido de Seungwoo também o havia levado até lá e o homem correu para separá-los, colocando um de cada lado.

- Desculpe – disse, virado para Eunsang – Meu filho, ele... Ele está passando por uma fase difícil.

Yohan arregalou os olhos por seu pai ter concluído que a culpa era dele sendo que nem sequer tinha visto nada da briga, mas depois pensou que era um bobo por ter ficado surpreso já que seu pai sempre pensava o pior dele. Aquilo foi o suficiente para fazer com que ele desse as costas aos três e saísse do estádio, não tinha mais vontade nenhuma de estar ali com aquelas pessoas. Mas Junho, ao contrário do que ele esperava, não ficou para trás para tomar o lado de seu amigo. Ao invés disso, correu até ele e o parou no meio do caminho, se colocando em sua frente e pegando em suas mãos. Yohan levou um susto e logo soltou as mãos das dele por reflexo, não imaginava que aquilo ia acontecer, não estava acostumado a ter alguém ao seu lado desde que sua mãe morreu. Enquanto estava viva, ela tinha sido a única que esteve com ele quando o mundo inteiro achava que ele era o errado em todas as situações. Agora, pelo visto, havia outro alguém que não estava desistindo dele assim tão fácil.

Junho pegou novamente em suas mãos quando ele as soltou, segurando-as com força. Ele não podia dizer nenhuma palavra, mas seu olhar de preocupação dizia tudo.

- Por que você está aqui? – Yohan perguntou – Até meu pai acha que a culpa é minha.

O outro balançou a cabeça negativamente como resposta.

- Você não acha que eu sou o culpado? – o garoto tentou entender, surpreso.

Junho balançou a cabeça de um lado para o outro novamente.

- Por quê?

Como em resposta, se aproximou dele e o abraçou apertado, tão forte como no outro dia no hospital. Ele não achava que Yohan fosse o culpado, em seu coração sabia que ele não era uma pessoa ruim, quem sabe a vida inteira foi julgado erroneamente. Ele não sabia o que tinha acontecido, mas não queria tomar nenhum lado, naquele momento apenas queria que ele soubesse que não estava sozinho, jamais o deixaria fugir e sofrer como se não houvesse ninguém para apoiá-lo.

Devagar, Yohan foi movimentando suas mãos até as costas dele também e permitiu ser abraçado, algo que raramente fazia. Ele gostava de abraçar Junho, gostava do conforto dele, de seu silêncio que valia mais do que mil palavras. Por mais que achasse que Eunsang estivesse certo, por mais que soubesse que não era bom para ninguém, quanto mais para Junho, tudo o que mais queria era poder abraça-lo sempre e se aproveitar de sua bondade.

- Você sequer é um ser humano? – perguntou quando os dois se afastaram e o mais novo trazia um sorriso nos lábios.

Junho riu e olhou para os lados, se deparando com uma barraquinha que vendia morangos no palito. Ele apontou para a comida e sorriu novamente, parecendo muito interessado.

- Você quer que eu te compre isso? – Yohan perguntou e recebeu um aceno positivo de cabeça do outro – Tsc, interesseiro – ele riu.

O garoto colocou a mão no bolso e tirou algumas notas amassadas de dinheiro.

- Quantos você quer? – perguntou de novo e recebeu o número 4 nos dedinhos do outro como resposta – 4? Você vai comer 4 sozinho?

Junho assentiu e saltitou quando recebeu 4 palitos de morango com chocolate alguns minutos depois. Ele deu um deles a Yohan, que agradeceu rindo e comeu os outros 3 sozinho mesmo. Os dois sentaram em um banco do lado de fora do estádio e Yohan só ouvia os gritos da torcida do lado de dentro, mas achava que a visão que estava tendo do lado de fora era muito melhor: Junho com as bochechas sujas de chocolate e estufadas de morangos. Como algo sequer podia ser melhor do que isso?

 

 

 

 

Quando o jogo acabou, Dongpyo estava eufórico porque seu time tinha ganhado e Seungyoun estava feliz porque Seungwoo estava feliz, basicamente. Quem não estava nada feliz era Eunsang, que quase arrastou Junho para o carro para irem embora. Yohan também não estava feliz agora, tinha gostado do tempo que passou sozinho com o outro, mas agora que precisava voltar a encarar o pai, ter que ficar meia hora dentro do carro com ele, tudo o que sentia era raiva pela cena de mais cedo, então logo colocou os fones de ouvido no volume máximo e tentou ignorar tudo e todos naquele carro.

Quando Junho sentou no carro ao lado do amigo, recebeu uma expressão fria do outro e percebeu que ele se esquivou quando tentou tocá-lo no ombro, então resolveu ficar na sua. Queria pedir desculpas a Eunsang, não achava que ele tinha feito nada errado, mas naquela hora sabia que Yohan precisava muito mais dele. Os dois seguiram em silêncio durante toda a viagem até a casa de Junho, quando o carro parou em frente a ela o garoto apenas agradeceu ao amigo pela carona e já estava abrindo a porta para sair quando ele o segurou pelo braço. Junho arregalou os olhos e o encarou confuso.

- Você quer ser feliz? – perguntou sério.

O outro assentiu confuso.

- Então fiquei comigo, eu posso te fazer muito feliz – Eunsang prosseguiu – Seja o meu namorado.

Junho piscou várias vezes e achou que tinha entendido errado. Ele o estava pedindo em namoro???

- Você não precisa me responder agora, pode pensar com calma e fazer isso depois – prosseguiu – Mas pense sobre isso, ok? Eu posso te fazer a pessoa mais feliz desse mundo.

Ao saber daquelas palavras, Junho apenas assentiu e saiu do carro um tanto envergonhado, nunca tinha imaginado que aquele dia tomaria tal rumo. Eunsang e ele eram amigos, gostava de sua companhia e de conversar com ele, adorava as semelhanças que tinham... Mas, namorar? Será que o garoto vinha tendo sentimentos assim por ele durante todo esse tempo e ele não tinha se dado conta?

 

 

 

 

 

Seungwoo estacionou o carro na frente da casa de Seungyoun, que agora que tinha anoitecido estava muito mais silenciosa o do que de dia. Yohan e Dongpyo tinham capotado no banco detrás no meio da viagem, ambos dormiam pesado e aquilo tinha dado aos outros dois a chance de conversarem com mais privacidade. Não que tivessem tocado em nenhum assunto sério, apenas tinham dividido algumas coisas corriqueiras, o que deixava o mais novo bastante triste já que sentia que seria assim sempre ao lado daquele homem.

Os dois se despediram e ele desceu do carro com um misto de sentimentos no peito, tinha gostado de passar o dia com ele, de sorrir ao lado dele e estar com sua família. Ao mesmo tempo, sabia que aquilo era tudo o que teria, uma amizade sincera, mas não tinha a menor noção se conseguiria aguentar aquilo para sempre.

Ele abriu o portão automático e o fechou, entrando pelo jardim. A casa estava deserta agora, os carros da imprensa tinham ido embora e o de seus pais também não estava lá, o que lhe dizia que provavelmente tinham saído para jantar ou algo assim. Ele respirou fundo e já estava se preparando para entrar quando ouviu o mais velho chamando seu nome do lado de fora. Dando a meia volta um tanto confuso, ele abriu o portão automático de novo e o viu caminhar em sua direção com seu aparelho celular em mãos.

- Você esqueceu no banco – Seungwoo disse e lhe estendeu o aparelho.

Seungyoun arregalou os olhos, não era possível que tivesse deixado o celular para trás, onde é que andava sua cabeça???

- Oh, obrigado – disse e deu um sorrisinho sem graça.

Ele achou que o homem daria a meia volta e iria para o carro, mas ele continuou parado em sua frente, como se quisesse lhe dizer alguma coisa agora que estavam completamente sozinhos ali no escuro do jardim da casa dele.

- Eu estou feliz que você tenha sorrido hoje – disse, parecendo um pouco sem jeito – Eu... Fiquei muito preocupado mais cedo, me deixou triste saber que você estava chorando pela forma como sua família age como você, eles não sabem o filho maravilhoso que eles têm.

Havia milhares de coisas que Seungyoun podia ter dito perante aquilo, um “obrigado” acabaria com o assunto ali e tudo bem, mas ele sempre falava e fazia as coisas sem pensar, então é claro que meteu os pés pelas mãos de novo.

- Você acha que eu estive chorando por causa dos meus pais? – perguntou.

- Não era? – o homem pareceu confuso agora.

O mais novo olhou fundo nos olhos dele e continuou, engolindo toda a vergonha.

- Não – disse – Eu estava chorando porque eu sou um idiota que foi rejeitado duas vezes por você e que serei rejeitado pela terceira agora.

Seungwoo arregalou os olhos de leve e ficou subitamente sem palavras. Os dois se encararam por algum tempo de silêncio, no qual o mais novo estava esperando pelas mesmas desculpas de sempre, mas elas não vieram dessa vez.

- Essa é a parte onde você me rejeita de novo – falou.

O mais velho continuou olhando para ele sem dizer nada e então seu coração começou a bater mais rápido, tinha algo de estranho naquela situação. Seungwoo não estava agindo naturalmente agora, parecia que havia algo que ele queria dizer, que queria fazer... Mas não queria se iludir com tais pensamentos. Do outro lado, o coração do homem também batia muito acelerado, o bom senso lhe mandando dar a meia volta e voltar para o carro, seus dois filhos estavam lá, seu filho que era da idade do garoto em sua frente...

Mas, ele não queria. Não queria voltar, não queria rejeitá-lo de novo. Depois que teve dois filhos tão jovem, jurou para si mesmo que nunca mais seria imprudente, que nunca mais faria nada sem pensar em todas as consequências, viveria como um homem responsável e só faria o que era certo, e naquela situação todos os pensamentos que tinha eram muito errados.

Ele deu um passo para frente sem sequer controlar suas pernas e viu o outro arregalar os olhos, não acreditava que estava prestes a fazer isso, não podia ser tão imprudente... Mas, ele queria, ele queria muito e aquilo era muito mais forte do que todos os demais pensamentos.

Seungwoo aproximou o rosto do outro e sem nenhum aviso, encostou os lábios aos dele, o envolvendo em um beijo cheio de ternura. Seungyoun estava tão em choque que nem conseguiu fechar os olhos, não acreditava que aquilo estava acontecendo, como assim estava sendo beijado pelo cara que ele gostava e que tinha certeza de que nunca gostaria dele da mesma forma?

Quando Seungwoo afastou os lábios dos dele, estava tão petrificado que não teve reação nenhuma, comportamento que se refletia no outro. O mais velho então deu as costas a ele e fugiu, numa réplica quase perfeita do dia em que foi beijado no jardim de sua casa e foi o outro quem correu para longe. Assim que entrou no carro, se deu conta do que tinha feito e tocou nos próprios lábios, apavorado. Ligou o carro todo atrapalhado e dirigiu o mais rápido possível para longe dali, por sorte os outros dois ainda dormiam pesado no banco detrás e não perceberam nada.

Seungyoun ficou parado no jardim por uns 5 minutos, seu cérebro tentando processar o que tinha acontecido. Quando finalmente se deu conta de que tinha sido beijado pelo cara que gostava, que seus sentimentos tinham sido retribuídos, deu um salto e começou a rir sozinho igual a um maluco. Entrou correndo dentro de casa e se jogou na cama, rolando de um lado para o outro enquanto ainda ria. Tocou os próprios lábios e lembrou da maciez dos do outro, parecia uma garotinha adolescente vivendo seu primeiro amor, mas não se importava. Hoje nada no mundo importava, Seungwoo havia retribuído aos seus sentimentos e tudo o que mais queria era ficar ao seu lado. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...