História Sonserina não! - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Malhação
Tags Harry Potter Universe, Lica, Limantha, Samantha
Visualizações 206
Palavras 6.138
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente,

Como prometido, apresento à vocês o último capítulo.

Eu peço, muito perdão pela demora, mas é que aconteceu tanta coisa. Resumindo: eu distendi o ombro, tive que terminar meu projeto de TCC, e ainda fui visitar às zeuropa.

Mas de qualquer forma to aqui.

Espero muito que gostem por que fiz com carinho. Desculpem qualquer erro, prometo que vou consertar tudo amanhã quando voltar da prova da OAB - pois é, ainda tem isso -.

Capítulo 3 - Parte III - Slug Club


Lica não sabe onde ela errou, ela literalmente não sabe. Uma hora ela está se atracando com Samantha no campo de quadribol - não da maneira boa, é claro - e em outro momento elas estão aos beijos em uma sala vazia no intervalo entres as aulas de poções e herbologia.

Não a entenda mal, Lica ainda acha a sonserina completamente irritante e prepotente, mas se tem algo que ela simplesmente não pode negar era como a Lambertini conseguia fazer seu corpo entrar em chamas com um simples toque inocente. Um beijo, então, era a combustão completa. Ela se considerava perdida. Ela já estava perdida.

Mas convenhamos, era só uma necessidade que Lica precisava sanar, como se fosse uma coceira que precisava coçar para sentir paz de espírito e a alívio novamente. Calhou de ser somente a sonserina com mãos disponíveis, ué fazer o que? 

Ai você a pergunta, ué, mas Lica nera comprometida? Lica nera namorada do Felipe? Sim, de fato Heloísa namora o grifano e, infelizmente, seu subconsciente não a deixa esquecer disso após toda sessão de amaços com Samanta em algum local deserto, mas ela sempre espera que seja a última vez. 

Nunca é a última vez.

Era um sábado, e como de praxe, Lica teria que passar boa parte dele arrumando as estantes de uma das alas da biblioteca como parte do castigo de Bóris. Normalmente, estes sábados começavam com ela e a sonserina trocando implicâncias enquanto limpavam os livros empoeirados e acabavam com elas trocando beijos quentes entre as estantes. 

A Grifana tinha plena consciência de como é difícil resistir à Samantha Lambertini. Principalmente, à uma Samantha Lambertini vestindo saias de prega e uma camisa social aberta com a gravata desajustada. Mas ela tinha fé em Merlin que hoje Heloísa não seria praticante do adultério e não iria trair seu namorado mais do que já havia feito.

Por que convenhamos? Ela não iria trocar um relacionamento de quase um ano com Felipe por uma aventura com a sonserina. Tudo bem, que foi uma aventura prazerosa em diversos cantos de Hogwarts, mas ainda assim, era somente diversão. Tinha certeza que Samantha via da mesma forma.

Não é como se ela tivesse qualquer interesse na rebatedora. Qual é? Lica não era cega, era óbvio que Samantha era completamente atraente, e isso fazia com que fosse extremamente difícil resistir aos encantos da sonserina. Só que Lica estava determinada à virar a página, não dava mais para ficar desse jeito.

Heloísa estava determinada mudar hoje.

A primeira coisa que Lica notou quando entrou na biblioteca de Hogwarts fora que Samantha não havia chego. Normalmente, a sonserina conseguia ser irritante com toda a sua pontualidade, mas por incrível que pareça não era o caso de hoje. Samantha estava atrasada.

Uma parte de si estava completamente curiosa sobre o motivo pela qual a sonserina não compareceu ao seu encontro de sábado semanal, mas Lica afastou esses tipos de pensamento por que ela, literalmente, não tem nada a ver com isso.

Heloísa começou a realizar os trabalhos na biblioteca e como estava próximo às férias de verão, e ao verão especificamente, estava particularmente quente ali dentro. Desde quando faz próximo aos trinta graus em plena Inglaterra? Melin me dibre.

- Sentiu minha falta, nenê? – Diz Samantha no ouvido de uma Lica que estava completamente concentrada em restaurar o livro de “transfiguração para iniciantes”.

Não pôde evitar, realmente não pôde, mas um arrepio que passou por todo seu corpo, levantando até os pelos que ela nem lembrava mais que tinha.

- QUE SUSTO SAMANTHA. – Gritou Lica levando sua mão ao peito rapidamente. – Se você quer me matar avisa.

- Desculpa. – Diz dando um beijo na bochecha de Lica e sentando ao seu lado. – E desculpa pelo atraso também, é que eu estava treinando e perdi a hora. Nem tomei banho.

E agora Lica repara, a sonserina estava com o cabelo húmido de suor, preso em um coque e com seu uniforme de quadribol da sonserina, ela estava gostosa. Rapidamente retira o olhar.

- Não, não desculpo. – Afirma. – Vai ter que me recompensar.

- Ah pode deixar que eu posso pensar em um jeito. – Diz Samantha dando uma piscadela e deixando Heloísa vermelha. – Mas então? Onde paramos?

- Na incrível passada de pano sobre o livro “quadribol para idiotas”. – Comenta Lica tentando disfarçar a vermelhidão do rosto causada pela sonserina. – Guarda esse na estante oito b por favor? Ou quem sabe você pode levar para aprender alguma coisa.

Samantha olha a capa do livro.

- Nossa você é tão engraçada Gutierrez. – Ri a sonserina com ironia. – Fala isso como se eu não comesse seu cú toda vez que a gente se enfrenta no quadribol.

- Você não “come meu cu”. – Revira os olhos. – Sabemos que sou muito superior que você.

- Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. – Diz Samantha rindo e virando-se para encarar a grifana. – Heloísa, dos 4 jogos que a gente jogou junto eu ganhei 3.

Nossa você parou para contar isso? – Fala Lica virando-se para encarar a sonserina. – Ta reparando de mais em mim, Lambertini.

- Não posso me conter, Gutierrez. – Responde em um tom baixo encarando a grifana.

Heloísa observa quando Samantha encara seus lábios e por um momento de impulso praticamente junta os mesmos no da sonserina. Not today satan, not today.

- De qualquer forma. – Vira o rosto. – 3 jogos ganhos não querem dizer nada, pode ter sido só sorte.

- Você sabe que não foi Lica. – Samantha revira os olhos. – Se você tem tanta certeza assim, podemos fazer uma aposta no próximo jogo – Sorri. – Quem perder vai ter que fazer tudo que a outra quiser.

- Ah, mas não mesmo. Você vai abusar de mim. – Comenta Lica.

- Tenho certeza que você vai gostar. – Diz Samantha dando um sorriso safado.

- Não, não vou.

- Bom, você nunca reclamou até agora. – Fala a sonserina com um ar de superioridade. – Tenho certeza de que vai gostar então.

Como alguém pode ser tão prepotente?

- Ah você tá falando dos seus beijos? – Pergunta Heloísa tentando transparecer desinteresse enquanto limpava mais um livro da pilha. – Bom, ele nem é tudo isso.

Lica esperava uma discordância rápida da sonserina, mas nada veio. Ela olha para a menina ao seu lado e constata uma Samantha completamente chocada ao seu lado.

- O que?

- Eu não acredito que você está falando isso. – Diz a sonserina seriamente.

- Ué só estou dizendo a verdade Samantha, você não é o último feijãozinho do pacote. E se for provavelmente é um daqueles sabores não tão ruins e nem bons, tipo, sei lá, poeira. – Disse dando de ombros casualmente.

 - Você está mentindo na minha cara Heloísa.

- Não, não estou. – Comenta a grifana tentando transparecer certeza. Óbvio que ela estava.

- Eu sei como você fica quando eu estou te beijando. – Sussurra Samantha no ouvido de Heloísa enquanto coloca sua mão no joelho da morena. – E eu sei que não é com tédio ou algo do tipo.

Heloísa estanca.

 - Eu não sinto tédio. – Fala fechando os olhos e dando uma respirada profunda. – É mais como um “já tive beijos melhores mesmo”. – Completa encarando a sonserina com um ar divertido.

- Duvido.

 - Pois acredite. – Comenta olhando os olhos castanhos da menina de cabelos cacheados. – E sobre os beijos? Eles nunca mais se repetirão.

 - Ah é? – Se aproxima.

 - É.

 - E posso saber por que?

 - Bom, só não acho legal eu fazer isso como Felipe. – Heloísa diz  encararando a sonserina. – Eu gosto dele.

- Mentira.

- Você está dizendo que eu não gosto do meu namorado? É isso mesmo, Lambertini? – Completa Lica enquanto encara a sonserina que possuía um sorriso prepotente no rosto.

- É isso Lica, se gostasse dele mesmo nós já não teríamos nos pegado nas masmorras, na sala precisa, na torre de astronomia, na biblioteca, no corredor do terceiro andar e no vestiário do campo de quadribol. – Sorri a sonserina enquanto observa o rosto de Lica ficar vermelho.

 - Eu... eu estava passando por um período difícil só isso. – Dá de ombros tentando voltar sua atenção para o livro próximo livro da pilha.

- Sabemos que não é isso. – Diz Samantha se aproximando mais da rebatedora da grifinória. – Você me quer Lica. – Suspira. – Assim como eu te quero.

Lica fecha os olhos por um segundo e respira fundo inalando o cheiro de Samantha. Aquele cheiro expelido pela amortentia.

- Acho que você está viajando, Samantha.

- Não estou, bebê, e eu posso te provar. – Completa a sonserina enquanto se aproxima de Lica.

- Como? – Pergunta, mas assim que exprime a dúvida já se arrepende de ter falado. Como pode ser tão idiota?

– Como quando seu corpo reage aos meus toques. – Diz Samantha sussurrando no ouvido de Heloísa e colocando a ponta dos dedos no joelho da mesma. – Como quando você fica arrepiada quando eu falo perto de você. – Sussurra próximo do ouvido da grifana. – Ou até mesmo quando você perde o rumo com qualquer um dos meus beijos. – Completa deixando um beijo singelo atrás da orelha da menina.

Heloísa respira fundo de olhos fechados tentando lembrar de todos os motivos do mundo pelo qual era tão errado trair Felipe mais uma vez. Certamente, naquele momento não veio nenhum, então Lica suspirou, olhou para a sonserina e disse simplesmente:

- Calúnia   

E então ela beijou Samantha mais uma vez. É, a mudança pode ficar para amanhã.

 

ϟ

 

- Meu deus que trasgo te mordeu? Por que você está com essa cara? – Pergunta Tina quando Lica senta na mesa da grifinória no salão principal mais tarde naquele mesmo dia.

- Quem deixou essa menina sentar aqui? – Diz Lica revirando os olhos enquanto olha para Keyla, a única outra grifana presente naquele grupo.

A menina dá de ombros.

- Sonserinos são assim, você dá a mão eles querem o braço inteiro. – Keyla sorri.

- Eu não vou tolerar preconceito contra a minha casa aqui hoje. – Fala Tina bufando. – Ninguém aqui perguntou por que a Ellen e a Benê estão aqui.

- Ué deve ser por que elas são da corvinal e da lufa-lufa e essa galera é fechamento. – Lica comenta soltando um sorriso prepotente. Ela ama implicar com a menina da casa verde e prata.

- Verdade, certamente sou da casa que é amada por todos. – Comenta Benê.

- CeRtAmEnTi SoU da Casi aMaDi Pir Todis. – Debocha Tina revirando os olhos.

- Não entendi, por que repetiu o que eu disse? – Fala Benê sem entender.

Lica ri.

- Ela está sendo sarcástica Bené. – Explica Ellen com paciência.

- Ah sim.

- Mas não vamos mudar de assunto, por que eu também quero saber por que a senhorita Heloísa Gutierrez veio assim, completamente amassada para o jantar hoje. – Fala Keyla.

- Não sei do que você está falando. – Comenta Lica enquanto bebe seu suco de abóbora.

Certamente suas amigas não tem que saber o que ela fez com Samantha escondida na biblioteca, certamente ninguém tem mesmo que saber disso. Não vai se repetir.

- Ah Lica, qual é? Você aparece aí toda desarrumada e quer que a gente acredite que você estava, sei lá, jogando xadrez de bruxo? – Pergunta Ellen sem tirar os olhos do livro que estava lendo. – Até eu percebi.

- Não Ellen, quem faz esse tipo de coisa é você e o Jota mesmo, não eu. – Diz Lica tentando mudar o foco do assunto. – Aliás, duvido que seja um simples xadrez de bruxo, por acaso não vão tirando as peças de roupa à cada peça perdida?

- Há. Há. Há. Muito engraçado Lica. – Diz Ellen claramente vermelha enquanto tentava não se abalar com as gargalhadas das amigas. – Você só está falando isso para tentar desviar do fato de que você estava claramente se pegando com alguém por aí e eu não tenho certeza se era o Felipe.

E o silêncio paira.

- Por que você acha isso? – Pergunta Lica nervosa, sem uma certeza completa se queria realmente saber da resposta.

Ellen suspira.

- Você está com os lábios vermelhos e inchados, os cabelos bagunçados e eu fiquei dando aula de monitoria de poções hoje para o Felipe a tarde inteira.

Lica olha para as suas amigas sem saber o que dizer completamente chocada. Ela não podia simplesmente assumir para suas amigas que estava traindo seu namorado em uma janta de uma noite de sábado, não podia ser tão simples assim.

- Eu...

- Você está traindo o Felipe? – Diz Tina chocada em um tom de voz mais alto. – Por essa eu não esperava Lica.

- Tina, cala a boca. – Sussurra Lica para a amiga que estava sentada na sua frente. – Você quer que a Hogwarts inteira saiba? Então coloca na porra de um berrador logo.

- Acho que isso não é legal. – Benê.

Keyla suspira.

- Tá gente, não estamos aqui para julgar a Lica. – Começa Keyla suspirando. – Talvez seja o caso de terminar com ele logo, não?

Lica suspira rendida.

- Primeiro, eu nunca disse que estava traindo o Felipe. – Começa Lica arrancando olhares duvidosos de todas as suas amigas na mesa. – Tá, e segundo, se eu estivesse traindo o Felipe, talvez eu simplesmente não queira o trair.

- Bom, se você não quer, então por que faz? – Diz Benê.

- Boa Benê. – Fala Tina dando um High-five na lufana.

- Por que não é tão simples ok? – Diz Lica contrariada. – Tento resistir, mas ela... não sei...

Merda.

- PERA? ELA? – Grita Tina mais uma vez.

- Tina, cala a boca. – Reclama uma Lica agora completamente vermelha. – Eu me expressei mal e...

- Lica, além de você trair o Felipe, você está o traindo com uma menina? – Pergunta Keyla sem conseguir conter o choque no seu tom de voz.

E agora era o momento em que Lica pensava em todas as possibilidades de fuga daquela mesa. Ela poderia aparatar, mas como já disse o ícone feminista Hermione diversas vezes, não se pode aparatar em Hogwarts e você saberia disso se tivesse lido “Hogwarts uma história”. Então ela optou pelo usual mesmo, correr.

- Gente, depois a gente se fala... – Começa a Lica já se levantando da mesa para pôr em prática sua fuga daquele lugar.

- NADA DISSO. – Diz Keyla empurrando a grifana para sentar de volta no banco. – Você só sai daqui quando explicar tudinho para a gente.

- Isso aí. – Benê.

- Valeu Benê. - Começa Lica irônica. - Gente aqui não é o lugar.

- Ah claro que é. – Fala uma Tina raivosa.

- Ah mas tudo que você descobre você grita para o salão inteiro ouvir. – Reclama Lica com o cenho franzido. – Eu hem, parece que nunca ouviu uma fofoca.

- Aff. – Começa Tina. – Sabe esse cabelo platinado aqui, minha cara? Ele está cheio de segredos. – Dá uma piscadela. – Mas se você quer tanto que eu fique calada, você fala enquanto eu bebo meu suquinho e vou nem te interromper. – Completa a sonserina levando seu copo à boca.

- Ah, mas eu não vou falar mesmo, vocês não têm que saber de tudo sobre mim. Eu hem, isso é invasão de privacidade. 

- É a Samantha, não é? – Diz Ellen simplesmente. 

E então, Tina cospe todo o suco de abobora em Lica e Keyla que estavam à sua frente.

 

 

 

 

- Agora você pode começar a explicar como tudo isso aconteceu? – Começa Tina depois de todas estarem devidamente trocadas na torre de astronomia mais tarde da noite.

O grupo de amigas tem o costume de fazer isso em algumas ocasiões. Quando queriam conversar até tarde, sempre iam para torre de astronomia afim de ver o céu estrelado e falar sobre a vida. Às vezes acompanhadas de um bom vinho, obviamente.

- Eu realmente não queria falar sobre isso. – Suspira Lica. – mas sei que vocês não vão desistir até eu contar tudo não é?

- AH MAS COM CERTEZA. – Tina.

- Certamente. – Benê.

- Abre o bico Gutierrez. – Keyla.

Lica suspira sem saber por onde começar.

- Mas antes, como você descobriu? Que era a Samantha? – Pergunta Lica se virando para Ellen.

A morena dá um sorriso prepotente.

- Uns dois sábados atrás eu estava na biblioteca estudando, por que eu faço essas coisas vocês sabem, daí eu fui para uma parte mais no canto para perto da janela e isso certamente não tem nada a ver com o Jota treinando quadribol sem camisa no jardim. – Repreendeu de imediato as amigas já ficando vermelha. - Daí eu ouvi uns gemidos estranhos vindo de trás de uma das estantes, mas não fui ver por que sou medrosa. E então uns 20 minutos depois a Samantha sai de lá meio descabelada e acena para mim. Daí eu só juntei os pontos e deduzi que era você naquele dia. 

- Nossa duas taradas. – Diz Tina. – Eu e o Anderson não fazemos esse tipo de coisa.

- Vou nem comentar Tina, por que teve aquele dia... – Fala Heloísa.

- POIS NÃO COMENTE ENTÃO. – Repreende a sonserina. – Começa aí a contar como tudo aconteceu – Muda o foco do assunto.

- Não sei por onde começo.

- Pelo início. – Fala Benê simplesmente.

- Tá bom, ó tudo começou com o meu ódio por Samantha no segundo ano...

- Tá Lica, não precisa ser tanto do início assim. – Ellen revira os olhos. – A gente sabe que você tinha um crush nela nessa época.

- Não tinha nada! – Diz Heloísa levemente vermelha.

- Você deu uma caixa gigante de chocolates para ela de presente quando a gente estava passando o natal aqui Lica. – Diz Keyla contrariando a amiga.

A grifana estava se referindo ao natal do primeiro ano de Hogwarts em que Heloísa certamente não queria voltar para casa e se deparar com mais uma briga de seus pais e passou o natal na escola. Keyla como a única amiga da mesma na época também ficou para lhe fazer companhia.

- Ela também estava sozinha aqui no natal, eu só queria ajudar com um presentinho qualquer. – Rebate Heloísa acreditando na sua desculpa.

- Você me deu meias.

- Dei? – Pergunta chocada. – Mas enfim, não é essa a questão. Posso continuar com a história?

- To aqui para isso né bebe? – Fala Tina.

  - Então. – Suspira. – Depois daquela ocasião no campo de quadribol em que a gente se bateu até a morte, o Bóris nos castigou mandando a gente arrumar a biblioteca e fazer a ronda juntas.

- Isso você já disse já faz uns 32 dias. – Benê.

- Vocês vão parar de interromper ou eu posso falar? – Pergunta Lica irritada com as interrupções das amigas.

- Deixa ela falar Benê... – Começa Tina. – Depois dizem que os sonserinos que são grosseiros.

- ENFIM. – Diz Lica rigidamente encarando as amigas. – Então, nós fizemos a ronda e meu plano era que ficássemos sem nos falar esse tempo, mas com o tempo a gente foi conversando e tal.

- E aí vocês deixaram o MB petrificado de pau duro. – Comenta Keyla rindo e fazendo com que o resto das amigas caíssem na gargalhada instantaneamente.

- Essa história é muito boa. – Ellen.

 - Muito. – Benê.

- Tá tá gente, já sei, mas a K1 não pode sonhar que eu contei pra vocês senão ela me mata. - Suspira. - Daí depois disso, certo dia eu estava na aula de poções e aí o Slughorn estava explicando a amortentia...

Ellen a interrompe.

- Não brinca que você sentiu o cheiro da Samantha naquele troço? – Fala em choque.

- Bom, sim.

- MEU DEUS ISSO É TÃO ROMÂNTICO. – Comenta Keyla com os olhos brilhando.

- Por favor, minhas caras, não interrompam a minha amiga Heloísa. – Diz Tina com certo tom de polidez na voz.

- Nossa, logo, você? – Comenta Lica desconfiada. – Enfim, daí eu fiquei meio abalada com isso né, mas segue o baile e então um dia nós estávamos fazendo a patrulha e tinha o banheiro dos monitores e nós fomos nadar.

- Olha é para isso que a menina vira monitora chefe, que feio. Falei para o Bóris dar para mim, mas ele não quis, falou que tinha que ser alguém com notas acimas de oito pipipipopo. – Fala Keyla em um tom de reprovação.

- Posso?

- Por favor.

- Então, daí a gente estava nadando e ela comentou que tinha um crush em mim no primeiro ano e a gente se beijou, tipo um selinho só.

- Daí vocês foram para o salão comunal depois? Ah tava esperando algo mais dessa história aí eu hem. - Tina.

- Não, a gente se pegou fortemente ali mesmo até a murta-que-geme aparecer berrando que “putaria no seu banheiro não”. Irônico por que ela é a murta que geme, geme saca? – Lica dá de ombros. – E então sempre que nos vemos acabamos assim de novo.

- Justo.

- Mas e aí? – Começa Keyla. – Você gosta dela?

- NÃO! Claro que não. – Fala Lica tentando afastar essa hipótese o mais rápido possível. – E nem ela de mim, tenho certeza, a gente só não consegue ficar muito tempo longe da outra por algum motivo estranho. É mais uma atração física.

- Talvez esse motivo seja amor. – Implica Tina cantarolando.

- Ou talvez seja tesão. – Lica.

- Ou talvez sejam os dois. – Ellen.

Lica suspira tendo a completa certeza de que suas amigas não estão levando muita fé em sua falta de sentimentos por Samantha. A qual é? Você não pode ter vontade de querer ver alguém para dar uns beijos sem que esteja apaixonado por ela não? 

- Não. – Começa Lica. – Nada a ver gente, eu tenho namorado e a Samantha pega todo mundo dessa escola. Tenho certeza que sou só mais uma conquista para ela.

- Mas a pergunta é: você quer ser só mais uma conquista?

 

ϟ

 

Lica estava em desespero, não externamente, por fora ela estava em completa plenitude, mas por dentro ela estava pirando. Já fazia duas semanas que o professor Slughorn havia comentado sobre uma festa que haverá no “Slug Club” e Lica não fazia ideia de quem convidar.

Óbvio que o certo era convidar seu então namorado, Felipe, só que por algum motivo estranho isso deixa um desconforto claro na grifana. Não é como se ela não gostasse da presença do menino, mas é que eles estão tão afastados e tão distantes ultimamente que o simples ato de convida-lo para ser seu par em uma festa soava mais como um pedido de casamento.     

Depois ela pensou em convidar Tina, mas certamente a menina já iria e levaria Anderson de praxe. Tina com a mãe influente que tinha não iria ficar de fora desse clube tão restrito aos melhores alunos de Hogwarts. Ellen iria com Jota, Benê com Guto e Keyla iria ter um encontro com Tato, - leia-se transar com Tato. -. Não devia ser uma coisa tão difícil convidar alguém para o baile.  Só que para Heloísa era um sofrimento, e óbvio que isso não tinha nada a ver com o fato de que a pessoa que ela sentia que queria convidar já iria para o mesmo com a sua irmã. Sim, sua irmã que ignora a sua presença todos os dias de Hogwarts, Clara Becker, sonserina, linda, perfeita, descendente de Veela, ou seja, possuía uma beleza surrealmente sedutora.

     Lica sabia que Clara e Samantha já tinham saído uma vez, no quinto ano, mas segundo ouviu em uma das conversas com a irmã na sala de jantar da casa de seu pai, elas terminaram por que viram que eram melhores como amigas.

Graças a deus, digo, caguei.

A questão era clara, Lica iria ter que se contentar com Felipe como seu par para o dia da festa. O menino pareceu tão animado para a mesma quando Lica proferiu um convite, dois dias antes da mesma na torre da grifinória que fez Heloísa se sentir mal por não ter o convidado antes. Ou até mesmo por não querer convida-lo.

- Óbvio que eu vou com você Lica, sempre quis fazer parte desse clube, mas você sabe, herbologia me fode. – Meu deus era só cuidar de planta.

- Tem certeza? – Lica ainda tinha esperanças que o menino desistiria. – Vai ser meio chato, bando de gente pseudo-intelectual junto sabe como é...

- Ah você vai estar lá isso que importa. – Diz Felipe sorrindo e dando um selinho na grifana. – E além do mais, vai que eu impressiono o Slughorn e ele me chama para  participar da do ano que vem?

- Felipe no ano que vem a gente vai estar formado.

- Ah é.

- Enfim. – Lica suspira. – Vai ser sexta à noite às 20 horas, esteja socialmente arrumado por favor. – Diz suspirando enquanto levanta já para seguir para fora pelo quadro da mulher gorda.

- Onde você vai? – Começa o garoto puxando Lica pelo braço para a mesma se sentar em seu colo. – To com tanta saudade de você. - Beija seu pescoço.

- Vou fazer a ronda, com Samantha. – Fala Heloísa se sentindo completamente desconfortável ali, no colo do seu namorado. Não era para ser diferente?

- Ultimamente você anda passando mais tempo com ela do que comigo. – Reclama Felipe fazendo um biquinho com a intenção de ser fofo, só que, não.

Lica suspira levantando correndo do colo do menino.

- É o meu trabalho, você sabe.

- Mas eu to com saudade de você, do seu corpo... – Dá um sorriso safado. - Será que não da pra matar esse para a gente aproveitar? Samantha vai entender.

- Eu tenho que ir, tchau. – Fala uma Lica engolindo seco e correndo para fora da torre comunal da grifinória.

A grifana passa pelo quadro da mulher gorda que dá uma gargalhada enquanto conversava com uma Samantha já a esperando do lado de fora.

- Nossa, como isso aconteceu? – Pergunta Lica mais tarde espantada com a cumplicidade repentina da Samantha e do quadro.

- O que? – Pergunta a sonserina.

- Sei lá, uma hora você e ela estão quase se matando, e agora a mulher gorda está até rindo para você.

- É o meu charme natural bebê. – Diz Samantha dando uma piscadinha. – Você deveria saber disso. – Dá um sorriso safado.

- Na verdade eu não sei.

- Não haja como se não fosse afetada por ele, Gutierrez.

- Não sei do que você está falando, eu posso resistir a você à qualquer momento. – Diz Lica tendo plena certeza do que diz.

- Se você diz...

E ela passou mais uma noite tendo suas roupas tiradas por Samantha Lambertini

 

 

Óbvio que quando chegou a fatídica sexta-feira da festa todos estavam uma pilha de nervos, ela principalmente. A assustava de mais a possibilidade de estar em uma sala Felipe e Samantha ao mesmo tempo. Felipe, por não querer estar com o namorado e a Samantha, por que sabia que não conseguia se contar diante da Lambertini.

Claro que suas amigas ficaram um pouco decepcionadas quando souberam que a mesma ainda não tinha terminado com Felipe, mas não sei, uma parte dela ainda tinha esperanças de que ela iria se apaixonar pelo mesmo novamente. Pelo menos esse seria o caminho mais fácil, e Lica sempre considera o caminho mais fácil.

Felipe encontrava-se a esperando no pé da escada do quarto feminino na torre comunal da grifinória, por mais brega que isso possa parecer. Às oito em ponto os dois seguiram para a sala do professor Slughorn, local onde seria a festa. Felipe animado por estar participando de um evento restrito, e Lica aflita, por que, bem, algo bom não poderia sair dessa noite.

- Olha quem apareceu. – Comenta Tina no pé do ouvido da amiga. A mesma estava de mãos dadas de Anderson. – Oi Felipe, tudo bom?

- Oi Tina.

- Prontos para se divertir bebendo suco de abóbora à noite inteira e falando como somos ricos e inteligentes? – Perguntou Tina fazendo Lica soltar uma risada.

- É bem isso mesmo, um massageando o ego dos outros

- Nossa real. – Comenta Anderson puxando sua namorada à caminho da entrada. – Pode pá que por isso que eu não fui chamado.

- Own bebê, você não foi por que é legal de mais para eles. – Diz Tina dando um selinho no namorado. Eles são tão melosos, mas por algum motivo Lica invejava eles de certa forma.

Heloísa entrou na sala do professor de poções e se deparou com a mesma toda arrumada da forma mais formal e pomposa possível. Existiam garçons vestidos de terno branco servindo petiscos que ninguém conhece e tocava uma música clássica, o que deixava tudo o mais chique possível.

Bastante gente já estava no local e Lica poderia ver, Guto e Benê conversando com Jota e Ellen no centro da sala, MB - que certamente fazia parte do clube pela influência do seu pai -  dando uns beijos em K1 em um canto, e Samantha sentada em uma mesa conversando no pé do ouvido de Clara. Ela sentiu uma sensação ruim no estômago.

 - Fecha a boca que tá parecendo baba de trasgo. – Fala Tina sussurrando no ouvido de uma Lica nervosa.

- Não sei do que você está falando.

-  Ah, sabe sim.

A noite seguiu como o previsto, uma Lica massageando o ego de outros alunos, e os mesmos massageando seu próprio ego por meio de conversas fúteis e sem sentido algum. O professor Slughorn tentava mediar tudo isso falando frases como “ah MB não é seu pai que é vice-ministro da magia”, “Rafael não é você que já consegui um contrato com um time de quadribol importante? ”, mas óbvio que não passava disso.

Além disso tudo, algo à incomodava. Clara e Samantha não se desgrudavam um segundo sequer da festa. Óbvio que ela sabe que a sua irmã e Samantha são melhores amigas, mas por algum motivo hoje parecia diferente, era mão no joelho da outra, sorrisinhos e cochichos no ouvido. Era extremamente difícil de admitir, mas isso estava a irritando o inferno.

- Lica. – Diz Felipe, em um momento da noite, aparecendo no seu campo de visão enquanto a mesma tentava observar Samantha e Clara de longe. – O que você está achando  do nosso relacionamento?

- Que? – Fala Lica assustada. Será que ele sabe? - Da onde isso saiu?

- Eu não sei. – Felipe suspira. – Eu só estou achando a gente tão distante ultimamente, acho que não está sendo bom, para você e consequentemente não está sendo bom pra mim.

- Você está terminando comigo em plena festa do Slughorn? – Comenta Lica realmente surpresa, mas ao mesmo tempo tentava ver às meninas atrás do namorado.

- Não é isso, a gente não precisa terminar se não quiser. – Começa Felipe. - mas é só que eu acho que você quer.

Lica observa quando Samantha coloca a mão na perna de Clara. Será que se ela estuporar a sonserina aqui mesmo alguém vai perceber?

-  A gente anda tão afastado ultimamente, e sempre que a gente se encontra eu fico com a sensação de que você preferia estar em outro lugar. -Suspira. - ou talvez com outra pessoa.

Lica olha para o namorado aflita. Talvez as suas amigas estejam certas, talvez o fato dela trair Felipe todos os dias há quase um mês e meio não seja muito legal. Talvez ela devesse dar a ele a liberdade de um relacionamento que a mesma não quer corresponder. E pior, talvez ela realmente gostasse um pouquinho de Samantha.  

Agora era o momento. Em um impulso de coragem Lica olha para Felipe pronta para desabafar tudo que estava sentindo.

- Eu... eu não sei se posso continuar com isso, Felipe. – Fala Lica de uma vez. – Você foi uma pessoa muito importante para mim e ainda é, eu só... eu não sei se nós funcionamos tão bem sendo namorados como funcionamos bem sendo amigos.

- Eu entendo, as vezes eu realmente me sinto da mesma forma. – Suspira o grifano de acordo. Mas gente, Lica nunca pensou que seria tão fácil. – Mas, como você disse, para não estragar a festa do Slughorn, podemos continuar esse papo amanhã e curtir o que der hoje, o que acha?

- Acho válido meu caro Felipe. – Diz Lica passando um dos braços pelo ombro do garoto enquanto o arrastava para perto dos seus outros amigos.

Ainda que o objetivo era “curtir” a festa do Slughorn, se é que isso era possível, por algum motivo Lica se sentia completamente sufocada ali. Não era como se ela matinha algum sentimento amoroso por Felipe, na realidade não restava nenhum, mas uma parte de si ainda tinha esperanças de que se houvesse algum resquício dele ela talvez não tivesse algum por Samantha.

E por mais que doa admitir, uma parte dela sabia que havia chance de ela ter um sentimento por Samantha que vá além do desejo físico. Tudo bem, o sexo é ótimo, mas ela sabia que havia muito mais que isso.

Havia mais que isso quando elas passavam horas conversando depois de uma sessão de amaços nos corredores escuros de Hogwarts, ou quando as duas se implicavam com risos fáceis e bobos, ou quando ela se pegava com uma vontade de comentar com alguém que “Samantha fez isso...”, “Samantha gosta tanto dessa música...”, “Samantha... Samantha... Samantha...”

Era sufocante.

Ela precisava de um ar, nunca pensou que ter sentimentos por alguém poderia ser tão agonizante desse jeito. Lica saiu da festa se sentindo entalada por um momento e ignorando completamente a pergunta do seu namorado, agora ex, de para onde ela estava indo. Ela não sabia.

Lica andou por uns três corredores, sentou-se em um barco perto da janela e ficou observando as estrelas daquela noite. Pela primeira vez na vida ela não tinha certeza do que fazer, não era como ela fosse voltar correndo para a festa e beijasse Samantha na frente de todos.

 Não era esse tipo de historia. Ela não era um cliche.

- Lica? – Era ela.

- Oi, tudo bom? – Diz Lica com um sorriso cansado.

- O que você está fazendo aqui? – Pergunta Samantha se sentando do lado da grifana. – A festa está tão chata assim?

- Na verdade está. – Ri. – Mas só vim dar uma respirada, já vou voltar. Você não estava com a Clara?

- Você sabe que nós duas somos só amigas né? 

- Sei. - Lica suspira e vira o rosto para olhar a vista do lago negro iluminado pelo reflexo da lua. - mas por que você me confirma isso?

A sonserina suspira.

- Sabe, eu... – Começa Samantha. – Ai, eu... nossa. – Ri enquanto passa a mão no rosto.

- O que?

- Não sei, perto de você eu fico tão nervosa, é estranho. Por que eu sou Samantha Lambertini, qual é? – Lica abre um sorriso.

- Não poderia deixar de se achar nem um estantinho? – Pergunta rindo.

- Nunca bebê. – Samantha ri dando uma piscadela.

Lica ri e olha Samantha por um momento. A sonserina estava somente iluminada pela luz da lua que entrava pela janela do corredor de Hogwarts. 

Linda.

- O que? – Pergunta Samantha séria?

- O que o que?

- Você disse que eu sou... linda. – Diz Samantha com um sorriso que não cabia no rosto.

- Eu disse isso alto? – Pergunta Lica com uma risada nervosa sentindo seu rosto esquentar pela vergonha.

- Bom, disse.

- Ah. - Diz Lica dando uma risada seca. – É tão clichê. – Ri.

- O que?

- Ah tudo isso. – Começa Lica. – Uma grifana é uma sonserina que se odeiam sendo iluminadas pela luz da lua somente, a escuridão, a música lenta tocando ao fundo na festa... só falta um beijo para terminar o pacote. – Suspira.

- Eu sei. – Samantha ri. – Mas você não acha clichês o máximo? 

- Bom, acho que não. – O sorriso de Samantha murcha. – Mas eu realmente não me importo se isso significa que eu vou te beijar nesse ambiente. – Completa Lica olhando a sonserina fixamente.

Samantha dá um sorriso cansado e rendido.

- Eu acho que estou...

- Eu também...

As meninas riem. Pela primeira vez em todo esse tempo que Lica passou com a sonserina essa foi a primeira vez que ela viu uma certa timidez na mesma. Era até risível, por que, Samantha Lambertini não tinha vergonha de falar com alguém.

- A gente não vai dar certo. - Diz Lica rindo e sem mesmo acreditar em sua palavra. - Quantas vezes a história presenciou um relacionamento amoroso entre uma sonserina e uma grifada que deu certo?

- Não me importo. - Começa Samantha tentando se aproximar de Lica.

- Provavelmente nós vamos acabar estuporando nós mesmas quando brigarmos pelo motivo mais besta possível.

- To nem aí.

- O que minhas amigas vão pensar? O que o Felipe vai pensar? O que minha casa inteira vai pensar? Samantha eu vou ser deserdada!

- Me beija agora. – Diz Samantha.

- Que isso? É uma ordem? – Pergunta Lica rindo. – Que abuso, mas um motivo pelo qual a gente...

- A cala a boca, Heloísa. – Completa Samantha juntando seus lábios.

É, definitivamente, Lica não tinha nada contra os sonserinos.  


Notas Finais


É isso, cale a boca da sua mina.

Obs: esse final eu tive uma leve inspirada em "Leah fora de sintonia", recomendo de maaaaaaaais a leitura.

Obs2: sonserina sim.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...