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História Sophie Warren - Antes que Você se Lembre - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Alô leitores!!

Demorei, mas cheguei!

Com tanta coisa acontecendo em nosso mundo né?
Vamos nos unir e passar por isso da melhor maneira possível.

Então publico mais um capítulo, para que possamos curtir uma boa história em casa!!!
E lembrando #fiqueemcasa.

Que Deus abençoe cada um de vocês, todos familiares e amigos com muita saúde ♥


ÓTIMA LEITURA!!!

Capítulo 10 - Something is Wrong


— O meu nome é Sophie? — ficou estagnada, surpresa, alegre, tudo ao mesmo tempo.

— Sim! Você não se lembra? O que fizeram com você? Eu pensei que estivesse morta! — a menina estava radiante.

— Eu não sei, eu não me lembro, eu perdi a memória. — contou pra ela — Eu não me lembro de nada. Não consigo me lembrar... — ficou desesperada.

— Calma, está tudo bem. — segurou em seus braços — Mas ninguém pode saber que você está viva! — pediu com um semblante mais sério.

— Por quê? Quem é você? — lembrou-se de perguntar — Nós somos... família? — não conseguiu nem se expressar direito só de imaginar esta possibilidade.

— Não, pelo menos não de sangue. — falou com um sorriso — O meu nome é Alicia, nós somos amigas, passamos por muita coisa juntas, mas é até melhor que você tenha esquecido. — disse com os olhos fitos nela — Ninguém pode saber que você está viva Sophie, eu estou falando sério. — a alertou — Uma parte acha que você está morta e outra que sobreviveu, mas eles não podem descobrir.

— Eles quem?

— Os homens do seu pai.

Ela arregalou os olhos, assustada.

— Ele não tem certeza se você realmente sobreviveu. — continuou — Ele não pode nem sequer sonhar que você está aqui. O seu pai é uma pessoa ruim, Sophie. — apertou a mão dela — Ele sempre te fez de escrava dele, e você fazia coisas ruins porque ele mandava, por isso você não pode voltar pra lá.

— “Pra lá” onde? — estava toda confusa e com medo.

— Eu não tenho tempo de te explicar tudo agora, eu preciso ir se não vão desconfiar, mas você precisa sumir do mapa, entendeu?

— Eu não sei, eu não posso... — gaguejava sem saber o que dizer.

— Por que você está aqui? Com quem você está? — perguntou rápido.

— Um homem me salvou. Ele teve que vir aqui resolver umas coisas.

— Um homem? O que ele faz? — quis saber.

— Eu não sei direito, ele é policial, mexe com tráfico de drogas, uma coisa assim.

— Meu Deus! — colocou a mão na boca e deu um passo pra trás — Não conte pra ele a verdade.

— Não contar o quê? — não estava entendendo nada.

— Não conte o seu nome, não conte que me encontrou, não conte nada! Se ele for pesquisar sobre você vai chegar até o seu pai, e isso não pode acontecer de jeito nenhum!

— Mas por quê? Eu nem sequer sei o nome dele, o que ele faz. — estava apavorada.

— É melhor nem saber. — e o celular dela tocou — Eu tenho que ir. — apenas olhou no visor e virou-se para sair.

— Espera! — segurou em seu braço — Mas, e a minha família?

A menina olhou nos olhos dela e se emocionou.

— Você não tem família. — apertou sua mão e saiu correndo.

Ela ficou parada naquele banheiro, sem ter forças sequer para caminhar. Começou a chorar, pensando em tudo o que aquela menina tinha dito, as palavras giravam em sua mente e tantas perguntas se seguiram.

“Quem era o seu pai? E por que ele mandou matá-la?”

“Ele era uma pessoa ruim? O que ele tinha feito?”

E conseguia ouvir a voz dela em sua mente:

“— Ninguém pode saber que você está viva!”

“— Você tem que sumir do mapa.”

“— Não conte para o policial a verdade, ele não pode descobrir quem é o seu pai.”

Ela estava encostada a parede e sentou-se no chão, mesmo sabendo que não era o mais adequado, só que não conseguia forças para sair dali.

Ficava repetindo o nome Alícia em sua cabeça para ver se alguma memória surgia, mas nem mesmo a feição dela lhe trazia alguma lembrança.

Sua mente estava em branco, e até mesmo o nome Sophie Warren era apenas um nome para ela.

Voltou para o carro depois de um tempo, limpou o rosto e colocou os óculos de sol, não queria que Michael desconfiasse do que tinha acontecido.

...

Eu retornei dez minutos atrasado do que tinha combinado, mas estava levando o frappuccino.

— Você está bem? — foi a primeira coisa que perguntei assim que entrei no carro.

— Estou e você? Deu tudo certo? — falou descruzando os braços e colocando o cinto de segurança.

— Deu sim, uma dor de cabeça danada. — e entreguei a bebida pra ela — Eu trouxe de caramelo, não sabia qual sabor você queria.

— Eu nem sequer sabia o que era frappuccino. — comentou e sorriu.

Mas o seu sorriso estava diferente.

— Está tudo bem? — perguntei de novo.

— Sim, estou ótima. — respondeu e tomou a bebida gelada.

— Gostou? — eu queria saber.

— Hum... Muito bom, adorei! — falou ajeitando os óculos.

— Pode tirá-los agora se quiser.

— Não, tudo bem. — falou depressa — Está sol, está bom assim.

— Ok. — apenas concordei e comecei a dirigir.

Eu era policial há vinte e cinco anos, sabia nitidamente quando algo não estava normal.

Entramos no elevador e ela teve que tirar os óculos.

— Você estava chorando? — perguntei assim que vi seus olhos levemente avermelhados.

— Não, deve ser alergia. — falou com a cabeça abaixada.

— Alergia do quê? — questionei, sabendo que nem ela mesma sabia do que poderia ter alergia.

A porta do elevador se abriu e ela passou sem me responder.

Eu decidi esperar que entrássemos no apartamento.

— Louise, você está bem? O que aconteceu? — perguntei preocupado.

— Eu preciso tomar um banho. — falou sem me olhar direito e foi para o quarto.

Lógico que eu não ia atrás dela, e eu também não tinha o direito de obrigá-la a contar nada, mas diante da situação em que estávamos, eu tinha medo de ela ter sido ameaçada, ou sei lá, um monte de coisa passava pela minha cabeça.

Enquanto esperava, eu decidi preparar o nosso almoço.

Modéstia parte, eu cozinhava muito bem. Fiz um risoto de frango com presunto e queijo parmesão. Deixei tudo quentinho em cima da mesa e terminei de espremer as laranjas para o suco.

Ela voltou, toda acanhada, com o cabelo molhado, usando uma calça jeans e uma camiseta creme básica, e mesmo assim continuava linda. Mas eu estava tão preocupado que nada mais importava naquele momento.

— Eu espero que você goste. — e comecei a servi-la.

Eu tinha esse lado todo cuidadoso e receptivo de dona Lydia.

— Obrigada. — me agradeceu.

Nós começamos a comer em silêncio, apesar da minha ansiedade em saber o que tinha acontecido, eu não podia forçá-la a nada.

— Está uma delícia. — ela disse.

— O meu pai e minha mãe sempre gostaram de cozinhar, então, herança de família.

Eu percebi que ela ia sorrir e comentar algo, mas aquelas palavras a incomodaram de alguma maneira e ela ficou quieta.

— Está tudo bem? — eu não conseguia esconder que estava desesperado para que ela falasse comigo.

Ela balançou a cabeça negativamente, olhando para os talheres na mesa com os olhos lacrimejados.

— Eu não tenho família. — disse quase sem voz e deixou as lágrimas caírem.

Eu já ia pegar em sua mão e dizer que ia ficar tudo bem, que um dia ela os encontraria, mas... Ela falou com tanta certeza que eu paralisei e fiquei esperando mais.

Ela me olhou, respirando fundo e tentou se recompor.

— Eu estou bem. — tentou fugir do assunto.

— Mas como você sabe que não tem família? — olhei fixo pra ela.

— Eu... apenas sinto. — e continuou comendo.

— Louise — falei com cautela — eu sou investigador, agente federal. — a lembrei — Vai precisar mais do que isso para que eu acredite em você.

Ela me olhou.

— Por que está desconfiando de mim?

Eu soltei um sorriso, porque ela parecia uma criança inocente me perguntando isso.

— Experiência. — apenas falei.

Ela terminou de comer, recolheu os pratos e talheres e foi para a cozinha lavá-los.

Eu continuei tomando o meu suco, calmamente, e depois fui até ela, que permanecia em silêncio e incomodada.

— Eu percebi que algo aconteceu com você assim que entrei no carro. — resolvi explicar — Você estava com os braços cruzados, seus lábios estavam secos. Quando foi colocar o cinto percebi suas mãos tremendo, estava com a voz abafada e rouca, o que indicava que tinha chorado muito, e quando tirou os óculos de sol eu tive a minha certeza por causa de seus olhos inchados.

Ela parou de lavar o prato e me olhou.

— E agora os seus olhos me dizem que você está assustada, com medo, se sentindo sozinha sem saber se pode confiar em mim. — finalizei.

Ela piscou várias vezes e fechou os olhos, confirmando tudo o que eu tinha dito.

— Eu realmente não sei. — confessou, chorando desesperadamente.

Eu respirei fundo e a puxei pelo braço, trazendo-a pra perto de mim e lhe abracei forte. Ela correspondeu, deitando sua cabeça em meu peito e segurando firme em minhas costas. Partiu meu coração vê-la daquele jeito, eu conseguia até sentir minha camisa úmida com suas lágrimas.

— Louise, vem aqui. — e a conduzi até o sofá.

Nos sentamos, e ela enxugou o rosto.

— O que te faz pensar que não pode confiar em mim? — perguntei amavelmente, encostado ao seu lado.

Ela ficou com a cabeça baixa, sem saber o que dizer.

— Louise — e segurei em sua mão — eu salvei a sua vida, arriscando a minha e de toda a minha família. — então ela me olhou — E eu não falo isso como se estivesse te cobrando algo, eu realmente não me importo com as consequências que podem vir sobre mim. — e acariciei sua mão — Eu posso até ser um agente federal, mas pra você eu sou um amigo. — eu pude ver o brilho em seus olhos — Eu só quero te ajudar, fazer o que for melhor pra você, então pode confiar em mim.

Nossos olhares se encontraram e sentimos nossa conexão de volta.

— Promete que não vai contar pra ninguém? — e colocou sua outra mão sobre a minha.

— Eu prometo. — rocei meu polegar ao dela, me sentindo cada vez mais confortável em tocá-la.

— Eu encontrei uma menina no banheiro. — começou a contar.

— Uma menina, criança? — eu ia querer saber todos os detalhes.

— Não, uns vinte anos.

— Ok. — e esperei que continuasse.

— Ela me reconheceu. — foi direta.

— E o que ela disse? — até soltei minha mão e me afastei alguns centímetros, só para poder olhá-la direito e prestar atenção.

— Ela disse que eu tenho que permanecer escondida, que não podem saber que eu sobrevivi.

— Quem não pode saber? — questionei com os olhos cerrados.

— Eu não sei. — respondeu aflita.

— Louise, eu sei quando está mentindo. — a lembrei.

— Eu não posso contar. — admitiu.

— Por que não? — eu queria entender — Ela te disse o motivo?

— Ela me pediu para não contar a ninguém, porque você pode iniciar uma investigação.

— Mas você falou que eu sou policial?

— Sim, eu contei.

Eu passei a mão no rosto e me ajeitei no sofá, preocupado.

— Não era pra ter contado? Me desculpe, eu não sabia exatamente o que vai falar, eu fiquei tão...

— Tudo bem, respira. — segurei firme em seus braços — Ela disse o nome dela? Ou quem você era? O seu nome? — interroguei, querendo saber desesperadamente essas informações.

— Ela disse, mas eu não posso te contar. — resolveu ser sincera, porque sabia que eu ia perceber de todo jeito.

— Louise, por favor. — eu pedi — Quantas vezes eu tenho que dizer que você pode confiar em mim?

— Eu não quero que aquela menina tenha problemas. — se abriu — Ela parecia gostar de mim, ficou feliz em me ver, mas já estava encrencada com algo, sabe? Nada ela podia me contar, estava apavorada.

— E o que ela estava fazendo no banheiro? — perguntei, juntando minhas peças.

Louise ficou calada, olhando pra mim, deduzindo que era algo errado e eu não podia saber.

— Ok, ela estava vomitando drogas? — sugeri pra ela.

— Como você sabe? — arregalou os olhos — Eu não sei se eram drogas, eram saquinhos com pó branco dentro.

— Sim, eram drogas. — afirmei com toda certeza — E eu sei porque uma menina dessa idade num banheiro de estacionamento só pode estar escondendo alguma coisa.

— Você vai prendê-la? — perguntou apavorada.

— Não. — respondi e cocei minha barba, ela já até conhecia quando eu estava nervoso — Não tenho provas, eu teria que pegá-la em flagrante.

— Por favor, não vá atrás dela. — me pediu, segurando minha mão e me encarando.

— Eu não vou. — falei, tentando me manter firme com aqueles olhos castanhos cor de mel tão próximos de mim — Mas então, qual o seu nome? — perguntei de novo, porque isso eu queria muito saber.

Ela abaixou a cabeça.

— Ou vai querer que eu continue te chamando de Louise, mesmo sabendo que não é? — a confrontei — Eu sei que quando alguém descobre o seu verdadeiro nome quer ser chamado por ele e não por outro nome, ou estou errado? — e aguardei a resposta.

— É que... — ela então me olhou, tentando encontrar confiança em mim — Se eu te contar, você vai investigar sobre mim e vai descobrir quem é o meu pai.

Houve um silêncio, ficamos nos encarando, porque eu sabia que ela tinha mais para contar.

— Foi ele quem mandou me matar.

Eu então desviei o meu olhar dela, dando um tempo para que o peso daquelas palavras sumisse, pois eu já tinha percebido que a situação era bem mais complicada do que eu pensava.

Não era um ex-marido, ex-namorado ou inimigo. Era o próprio pai, isso mudava completamente as coisas.

Agora, com certeza, eu passaria noites em claro com tantas novas perguntas na cabeça: “Por que o pai mandou matá-la?” ou “o que ela provocou nele para que fizesse isso?”.

— Mas você não quer saber? — eu quebrei o silêncio e olhei pra ela.

— Saber o quê?

— Quem é o seu pai e o porquê ele fez isso?

Os seus olhos já me respondiam antes mesmo de ela falar.

— Sim, eu quero.

— Então — segurei firme sua mão — se prepare porque a partir de agora eu vou descobrir tudo sobre você. 


Notas Finais


LEITORES!!!

Décimo capítulo postado, estou muito feliz por issoooo!!!!

Obrigada a todos que estão acompanhando, e continuem me dando feedback, aqui ou pelo whats.
Eu amo saber o que voc~es estão achando!!!

Um super beijo!!
E vou me dedicar a escrever o próximo logo, porque precisamos nos distrair com coisas boas!!! ♥


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