História Sopro de vida - Capítulo 3


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Categorias The GazettE
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Palavras 2.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EU SEI QUE EU DEMOREI!

Perdoa gente!

Titia ama vocês!

Capítulo total e absolutamente dedicado a MalikaHarunoo que me cobrou e tudo o mais e foi meu impulso para voltar a esse história.

Mais coisa nas notas finais. ;)

Capítulo 3 - Adaptar-se é preciso


Capítulo 2: Adaptar-se é preciso

 

    Para uma primeira semana, Takanori sentia que não estava se saindo tão ruim quanto acreditou que seria. De fato, suas tarefas consistiam em agendar reuniões e consultas, assim como correr pela cidade em busca de tudo o que Shiroyama precisasse, mas entre suas palavras sobre a nova rotina nunca estavam reclamações sobre o emprego, ou sobre o moreno. Estava, a cada dia que passava, mais e mais ocupado - Louise lhe disse que conforme conquistasse a confiança de Yuu suas tarefas aumentariam e passariam a ter mais cunho pessoal, como era o esperado -, e de fato reclamava de cansaço no final do dia, mas, como Kai bem observou, essas reclamações sempre vinham acompanhadas de um sorriso.

    E seus dias passavam agradáveis, ocupados e rápidos, mas quando a noite chegava tudo voltava e ele se lembrava que não tinha reais motivos para sorrir e que logo aquela bomba relógio que carregava entre as mãos explodiria sem deixar uma pilastra que fosse em pé para lhe servir de apoio. Era a noite que se sentia sozinho, abandonado por quem mais amou. Tentava de todas as formas tirá-lo de seus pensamentos, mas parecia-lhe que o esforço para esquecer servia apenas para aumentar as memórias.

    Foi entre a fumaça da sua xícara de chá e o livro de suspense que lia que ele decidiu que estava na hora de se livrar de uma vez por todas de Suzuki Akira. Já fazia quase quatro meses que o rapaz desaparecera de sua vida, não havia mais motivos para manter tudo como se estivesse a espera dele - mesmo que parte de si estivesse -. E foi com a convicção de que tomara a melhor decisão que sua xícara fora parar praticamente intocada na pia e ele subiu as escadas com sacos de lixo nas mãos. Colocar as roupas que o homem deixara para trás dentro de um saco negro não lhe custou nada, nem quando repetiu o feito com os calçados, mas as coisas foram diferentes quando encontrou as diversas fotos que tiraram juntos.

    No fim de semana em que se conheceram, Ruki decidira que seria uma ótima ideia passear pelo parque e uma chuva torrencial caiu o deixando encharcado e, posteriormente, resfriado; em busca de abrigo e de um lugar que pudesse secar-se ao menos parcialmente, o rapaz entrou na lanchonete mais próxima que viu e foi lá que conheceu o homem que lhe emprestou um casaco marrom de couro e lhe pagou um café. Akira o encantara desde o primeiro momento, com o olhar sério e o ar de mistério que o rodeava, mas também tinha toda sua gentileza e doçura… Em menos de vinte minutos eles estavam rindo enquanto todos que entravam no local os fitavam com um misto de curiosidade e arrogância. Takanori tinha uma foto daquele dia. Uma foto que tirara com o rapaz e enviara para Yutaka e Kouyou, lhes mostrando seu salvador da pátria - uma bela ironia -.

    Dois dias depois voltara à lanchonete, como foi combinado pelas mensagens trocadas, com o casaco limpo acompanhado de uma camiseta de uma banda que Akira comentou gostar como forma de agradecimento, um convite para outro café, que depois de dias de mais mensagens trocadas se transformou em um jantar. Ele tinha uma foto do primeiro jantar, o primeiro encontro de verdade que resultou no primeiro beijo. Será que ali, depois de horas conversando sobre nada e sobre tudo, Akira já tinha definido que o roubaria e abandonaria?

    Sorriu ao encontrar outra fotografia, nela Akira o abraçava por trás, mantendo o rosto apoiado em seu ombro enquanto Kouyou, Yutaka e mais algumas pessoas que ele acreditava ser seus amigos os rodeava no primeiro encontro que Takanori organizou para apresentar seu novo namorado ao seus amigos. Ele sempre acreditou que seria fácil identificar alguém falso ou que tivesse outras intenções; ele sempre julgou que essas pessoas seriam frias, que não saberiam mentir por tanto tempo e que facilmente seriam identificadas. Foi assim em todas as vezes antes de Akira; as pessoas podiam conseguir enganá-lo por algum tempo, mas logo se entregavam, mas não Akira…

    O homem o convenceu de que o amava, o convenceu de que podiam ser felizes, o convenceu de que podia confiar nele e, acima de tudo, o convenceu a ir contra seu melhor amigo e advogado e assinar uma procuração de plenos poderes em seu nome. O que mais o machucava foi que Akira ficou a seu lado por quase um ano; quase um ano de juras falsas de amor, de beijos falsos e de carinhos vazios. Céus… Takanori ainda sentia o amor em seu coração, espalhando-se rapidamente por seu corpo como uma febre; e isso agiu como combustível para sua raiva, a raiva que o levou a rasgar todas as fotografias que encontrou que tinham o rosto do homem e jogá-las no saco de lixo junto com presentes estúpidos que recebera durante o falso namoro deles.

    Em menos de trinta minutos todas as coisas que poderiam lembrá-lo de Suzuki Akira estavam do lado de fora de sua casa, dentro de sacos de lixo muito bem amarrados. Estava triste, como sempre estava desde o dia em que Kai lhe contara sobre o roubo, mas também se sentia aliviado. Sua vida tinha mudado, ele tinha mudado, não havia mais espaço para traidores. E foi assim, sentindo a alma leve, mas o coração ainda pesado, que Takanori pegou no sono naquela noite.

    E o dia seguinte não poderia ter começado de forma diferente; Ruki chegou correndo - mesmo que estivesse cerca de vinte minutos adiantado para o seu horário -, com dois copos de café da cafeteria da esquina e um saquinho contendo dois muffins. Louise já o esperava com um sorriso discreto e alguns formulários que Takanori precisava para coletar as assinaturas dos demais diretores da empresa.

    - Bom dia linda flor do dia. - Ele sorriu abertamente ao colocar o copo sobre sua mesa e pescar um dos muffins do saquinho.

    - Bom dia Ruki. - Ela bebericou o líquido negro enquanto o fitava com certa desconfiança. - Você está diferente.

    - Diferente? - O rapaz estranhou o comentário, distorcendo as feições em confusão. - Será que é o meu cabelo? Eu lavei hoje… - Comentou bem humorado.

    - Não… Sei lá… Você parece de bem com a vida, mais leve…

    - Oh, perdi peso! A dieta está fazendo efeito então. - Sorriu largamente, provocando a mulher, que girou os olhos antes de voltar a beber seu café.

    - Eu retiro tudo o que eu disse, você está insuportável. - Ela empurrou os formulários em sua direção. - Vá pegar essas assinaturas antes que o Shiroyama chegue te gritando por aqui.

    - Ele jamais gritou por aqui… - Comentou enquanto recolhia os papéis.

    - Tudo tem uma primeira vez…

    Takanori lhe soprou um beijo enquanto se afastava para seguir sua rotina de bater em portas e solicitar assinaturas; ele não gostava muito dessa parte do serviço, nem todas as pessoas eram solícitas e interessadas em ajudar, mesmo que fizesse parte de suas atribuições profissionais e deveriam apenas assinar - isso, claro, sem mencionar quem o olhava dos pés à cabeça -. A verdade era que Takanori vestia ternos por vezes melhores do que muitos que trabalhavam ali, afinal havia crescido e se acostumado ao luxo e, antes de perder tudo, sempre comprou roupas das melhores marcas possíveis; e mesmo se quisesse - e deixando claro que ele não queria - não tinha como trocar seu guarda-roupas por um mais simples apenas porque algumas pessoas se incomodavam do assessor pessoal vestir-se melhor do que eles.

    Demorou cerca de uma hora para conseguir todas as assinaturas necessárias, e assim que conseguiu retornou para a sala de Shiroyama, dando um aceno para Louise, como sempre fazia - mesmo que ele passasse por ela a cada 30 minutos -. O moreno estava ao telefone, discutindo algo particular - já que falava sobre precisar trabalhar e não ter tempo para coisas frívolas como compras -, então apenas deixou a documentação sobre sua mesa e logo correu para lhe dar privacidade, mas não perdeu o girar de olhos que Yuu deu antes de repetir sobre o quão ocupado estava.

    - Louise… Oh Loulou… - Sua voz soou suave enquanto se aproximava a passos calmos, tentando se fazer parecer com um gato pronto para o bote.

    - Não sei, Takanori. - A mulher retrucou assim que o rapaz sentou na única cadeira disponível próxima a mesa da secretária.

    - Mas você nem sabe o que eu iria perguntar…

    - Com certeza é algo relacionado ao Sr. Shiroyama, e eu não sei a resposta.

    - Credo, Lou… Até aprece que eu sou assim…

    - Está bem, Takanori. - Louise deixou de digitar em seu computador e dedicou sua atenção ao rapaz sentado ao seu lado, já que Takanori puxou a cadeira para perto. - O que deseja?

    - O Yuu tem namorada?

    - Eu sabia! - Louise o empurrou com o ombro, logo voltando sua atenção para o computador. - Você não me engana, Takanori, uma semana aqui e já está especulando sobre a vida do Shiroyama…

    - Hey! Não fale assim! É uma informação importante para as minhas tarefas!

    - Então pergunte a ele.

    - Eu perguntaria, se ele não estivesse brigando com alguém no telefone…

    - Brigando? Sério? Com quem será? - A mulher mais uma vez deixou o computador de lado e voltou a atenção para Takanori.

    Os dois se perderam em confabulações e teorias sobre quem seria do outro lado da ligação que Yuu estava, saindo desse ciclo apenas quando a porta do escritório se abriu e o moreno passou por ela com uma expressão cansada. Louise rapidamente voltou a mexer no computador, perguntando em que poderia ajudar enquanto Takanori apenas o fitava em silêncio.

    - Takanori, me acompanhe, tenho um almoço com alguns possíveis clientes. - Antes mesmo que o menor pudesse se mexer, Yuu já seguia para os elevadores.

    O rapaz se despediu rapidamente de Louise e alcançou o patrão na porta dos elevadores. Yuu verificava algo no celular e, mesmo tentando disfarçar fitando a porta metálica fixamente, Takanori acabava por lançar olhares rápidos e curiosos para o mais velho.

    - Era sim a minha namorada no telefone. - O moreno acabou de uma vez com a curiosidade do assistente. - E ela, agora, está irritada por que eu não posso acompanhá-la em uma tarde super divertida de compras de presentes para um casal de amigos dela que vão se casar no fim do mês. - O moreno jogou o celular no bolso e deixou um suspiro escapar. - Por que as mulheres precisam ser tão… Complicadas?

    - Eu realmente não tenho a resposta para isso, mas será que ela não está apenas querendo um pouco do seu tempo? - Sugeriu de forma calma quando por fim adentraram o elevador, logo acionando o andar do estacionamento. - Eu costumava dar pequenos surtos quando não recebia toda a atenção que eu queria.

    - E o que a sua namorada fazia nesses casos? - Takanori se remexeu de forma desconfortável.

    Ele sempre fora muito aberto quanto à sua orientação sexual, seus pais, apesar de não serem tão compreensíveis assim, foram respeitosos e lhe deram o apoio que podiam dar; o mesmo aconteceu com seus amigos, mas na época Takanori não se importava tanto assim. Naquele exato momento, porém, seu emprego estava na jogada e não tinha interesse de perdê-lo tão rápido, muito menos por algo tão mínimo quanto sua preferência por homens.

    - Ela às vezes fazia o que eu queria e às vezes me compensava de outra forma. - Encolheu os ombros quando Yuu o fitou com curiosidade. - Sim, podia ser sexo, ou podia ser apenas me levando em outro lugar, ou me acompanhando em outro evento que seria tão chato quanto para ele, mas que ele sabia ser importante para mim. - Saiu do elevador assim que a porta abriu e não reparou no olhar de Yuu para si.

    - Bem, pelo jeito seu namorado tinha toda uma estratégia para lidar com seus surtos então.

    - Ah sim, ele com certeza tinha.

    E só quando viu o pequeno sorriso de lado do moreno foi em que entendeu o que acabara de falar. E assim seu plano de não expor sua sexualidade foi por água abaixo por sua própria língua um tanto solta. Pelo menos Shiroyama não pareceu se importar quando destravou o carro e assumiu seu lugar ao volante. A conversa sobre namoros e como lidar com as pequenas crises se estendeu até que chegassem ao restaurante e Yuu houvesse decidido por levar a namorada em um jantar romântico feito em seu próprio apartamento.

    Não foi preciso dizer para que Takanori lhe fornecesse uma lista de pratos rápidos e fáceis de serem preparados à tarde, juntamente com as sobremesas que melhor complementavam a refeição e bebidas de acompanhamento. E o ritmo do restante da semana foi similar, com conversas frívolas e rápidas com Louise e todo tipo de auxílio à Yuu, mas apesar de cansado, Ruki estava feliz ao chegar a sua - até aquele momento - casa e deixar seu terno sobre o encosto do sofá em que se jogou sem muito cuidado.

    A campainha soou instantes depois e com estranhamento e certo receio, Takanori se ergueu para atender a porta, encontrando Koyou equilibrando uma caixa de pizza e uma sacola com bebidas - partes destas alcoólicas e parte não -.

    - Feliz uma semana de trabalho!

    - Não acredito! - O menor logo tratou de roubar a caixa de pizza das mãos do amigo. - Eu to morrendo de fome e zero a fim de cozinhar, também não é como se eu tivesse muitas opções de comida para fazer, mas enfim… Pizza é sempre bem vinda!

    - Só a pizza? - Kouyou perguntou enquanto chutava a porta para fechar.

    - Não, claro que não, a bebida também!

    Takanori deixou a caixa sobre a mesinha de centro e correu para a cozinha em busca de copos e guardanapos enquanto ouvia as ofensas vazias que Kouyou proferia contra ele. Voltou para sala instante depois, recebendo a informação de que Kai não poderia comparecer a pequena e improvisada comemoração deles.

    - Ah, tudo bem. O Kai já me atura há eras, ta na hora de usar a sua cota. - Kouyou lhe deu olhar enviesado enquanto pescava um pedaço da pizza de mussarela.

    - Começa, despeja a sua rotina chata e sem graça de trabalhar num escritório sobre minha pessoa. - O loiro se recostou contra o sofá, esticando as pernas por baixo da mesa de centro, uma vez que estavam sentados sobre o tapete da sala.

    - Para começo de conversa, meu patrão é um cara muito gente boa, e bonito, e a secretária dele é tão simpática quanto. - Pontuou após beber um pouco de seu copo cheio de coca-cola.

    - Já vai dar em cima do patrão? Isso não presta Taka! Vai dar bosta.

    - Cala a boca! - Chutou o amigo, mas sem realmente empregar força no ato. - É apenas uma constatação, de todo modo, ele namora. Minha grande missão da semana foi ajudá-lo a se reconciliar com ela.

    Os minutos, e depois as horas, foram se passando sem que nenhum dos dois se dessem conta. A pizza acabou, assim como todas as bebidas, mas a conversa se estendeu noite adentro, saindo do trabalho de Ruki, passando pelo de Kouyou e até mesmo o de Kai foi tema; mas o que mais o distraíram foram as lembranças das situações que já passaram. E Takanori precisava disso, precisava entender que havia vida para além do duro golpe que sofrera.


Notas Finais


Gente, o que aconteceu com minha pessoa foi que eu mudei de fandom, e o retorno quanto a essa história foi baixo e eu acabei mergulhando no outro fandom (embora eu não tenha postado muitas histórias no novo).
Mas quando a Malika me perguntou sobre a fic, se eu terminaria e tals, eu me senti em débito com quem lê, então aqui está o capítulo de retorno.

Espero que tenham gostado dele, é menor e sem muita coisa interessante, eu sei. Vou me dedicar a deixar os próximos melhores.

Beijo!


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