História Sore o Moyasa Sete - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Visualizações 21
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capitulo: 02


Era horrível demais, principalmente para uma criança. Do lugar de onde ela estava podia ver quase tudo que acontecia na sala, mas era o suficiente para a pouca idade. Eram muitos homens e todos armados. Seu pai estava posto de joelho e sendo segurado por dois homens, o rosto cansado já evidenciava alguns hematomas de quem havia apanhado um pouco. Sakura tremia, olhava atenta, mas tremia. Entre aqueles homens, um senhor sem nenhuma expressão se aproximava. Vestia um terno preto e tinha um longo cabelo amarrado para trás. Sakura se esquivou mais para ver, nesse instante notou que um dos homens se aproximou do senhor com mais cautela e curvando a cabeça dando a ele o devido respeito.

- Uchiha-Sama, eu sinto muito, nós não achamos a menina. – Apesar de ter dito baixo, Sakura foi capaz de escutar. Soube então que era tudo por causa dela.

- Procuraram direito? – A voz grossa e séria fez o homem que a pouco tinha se aproximado, recuar alguns passos.

- Sim, senhor. Reviramos a casa inteira e nenhum sinal dela. – Findou o homem deixando o senhor irritado.

O senhor em questão era Uchiha Fugaku. Um antigo membro da Yakuza que fundou seu próprio clã ao trair a máfia japonesa ao qual fazia parte. Ele era uma lenda. O único que agiu contra a maior e mais perigosa máfia do país e ficou vivo sem nenhuma represália, e como se não bastasse, criou uma máfia ainda maior e mais assustadora, o suficiente para fazer com que o cabeça da própria Yakuza oferecesse seus homens a ele se precisasse; não que ele, sendo quem era agora, realmente precisasse.

Fugaku caminhou devagar em direção de Kizashi, seus sapatos sociais novos desviavam dos cacos vidros até estará frente do homem, que de cabeça baixa, não fez menção de erguer o olhar a ele nem mesmo para reconhecer a face.

- Você continua realmente abusado, Kizashi. – Comentou Fugaku em tom irônico. Ele fez o esforço de se abaixar pondo o rosto ao lado dele – Onde está a garota?

- Eu já disse. – Respondeu baixo e com dificuldade – Ela não está aqui. – Tossiu, deixando transparecer a dor que sentia e o incomodo em ter que falar.

Fugaku estava impaciente. Ele retomou a postura e respirou fundo. Estava um silêncio, nenhum de seus homens falava nada, apenas o observavam como se quisessem aprender algo com ele. O Uchiha passou uma das mãos sobre a boca, analisava o estado de Kizashi e não pode evitar de abrir um sorriso.

- Não vai mesmo aproveitar a chance e me dizer? – Indagou – Sabe que sou um homem de negócios. – Fugaku mais uma vez se aproximou, dessa vez segurando o cabelo de Kizashi e o fazendo erguer a cabeça – DIGA ONDE ELA ESTÁ! – Exigiu alto.

Kizashi trincou os dentes. Agora encarava os olhos negros e impacientes de Fugaku sobre si. Sabia que seria seu fim, soube disso no momento em que fugiu dele. Soube disso no instante em que deixou tudo para trás com Mebuki. Ele sabia que seu fim seria daquele jeito, com os olhos de Fugaku sobre si apreciando cada uma de suas dores.

- Ela não está aqui. – Disse mais uma vez.

- Tsc.. Então é assim, Kizashi? – Indagou o Uchiha o soltando – Então é assim que vai fazer com seu chefe. Muito bem...

Fugaku se afastou. Impaciente, ao retomar os passos de volta ergueu a ponta de seu sapato e desferiu um chute direto na boca do estômago de Kizashi o fazendo cuspir sangue. O homem tossia, uma enorme dor tomou conta de seu corpo enquanto ouvia os passos de Fugaku se afastar.

- Seu verme. – Comentou Fugaku pondo as mãos nos bolsos – Eu ainda tenho Mebuki. Podem mata-lo.

Assim que a ordem foi dada um dos homens trouxe Mebuki da cozinha para sala arrastada pelo cabelo, Kizashi ergueu a cabeça ao ouvir o choramingo da mulher, e no momento em que se atentou aos olhos dela e ao rosto ferido, o violento barulho foi escutado. Um dos homens que o seguravam havia sacado a arma e atirado bem na cabeça dele, causando uma sujeira horrível no chão. Sakura rapidamente se arrastou para a parede atrás de si. Seus olhos tremiam de medo, e as mãos tapavam sua boca evitando que ela fizesse qualquer barulho. Seu pai estava morto. Seu pai estava morto há poucos metros de si.

- NÃO! Não... Ki-Kizashi... – Mebuki repetia vendo o corpo do marido ser jogado ao chão como se fosse qualquer coisa. – Kizashi... – Chamava pelo marido – SEU MALDITO, DESGRAÇADO! – Mebuki gritou direcionando seu ódio a Fugaku.

O homem que a segurava a soltou da mesma forma jogando no chão. Mebuki se arrastava ao corpo do marido, tocava-lhe o rosto ainda quente e chorava sobre o corpo. Era horrível. Sakura já estava vendo de novo, e seu pequeno coração sangrava de dor pelo pai e pela mãe. Naquele momento ela soube, uma parte de sua okaa-san também tinha morrido.

A criança que até então nunca tinha visto nenhuma cena de violência nem mesmo na TV, estava presenciando em sua própria casa. A turbulência em suas emoções a faziam sentir medo, raiva, pena. Ela não entendia aqueles sentimentos e nem que nome deveria dar a eles, mas começava a sentir-se sufocada pela quantidade de coisas que via e ouvia. Naquele momento era tudo tão chocante e confuso que, ela nem sequer imaginava que em um futuro não distante, seria ela a pessoa a aterrorizar outros na hora da morte.

As lágrimas de Mebuki não foram respeitadas mais por muito tempo. Os homens de Fugaku logo a pegaram e a puxaram arrastando pelo chão para longe do corpo do marido. Seu choro era seco, já não tinha mais lágrimas sobre sua face, apenas raiva daquele que estava lhe tirando tudo. Ela aguentou os minutos seguintes, os homens a tocavam, lhe batiam, a humilhavam. Aguentou minutos de uma tortura física e psicológica, seu corpo já quase nem sentia o impacto das surras. Seu rosto já nem era o mesmo de tão inchado e sujo de sangue. Ela aguentou.

- Você... – Ela começou dizendo - ... pode me bater, me... torturar... até me matar. – Ela o olhou – Mas nunca, nunca vai ter a minha filha. – Ela tossiu, puxando todo o ar que conseguia – Nunca terá a Sakura.

Ela riu. Um dos homens que a seguravam a jogou no chão e soltou um chute em suas pernas. Ela se encolheu, contendo o gemido de dor. Arrastava-se em direção do corpo de Kizashi chamando por ele enquanto Fugaku caminhava até ela.

- Você realmente acredita que tem opções, Mebuki? – Fugaku parou a frente dela impedindo que ela avançasse – Realmente acha que não vou até o inferno atrás da sua filha? – Mebuki o olhava assustada – Levantem ela. – Ordenou aos seus homens que não demoraram em deixar ela de pé. Fugaku se aproximou mais, deixando seu rosto frente a frente ao dela – Eu vou ter ela nem que eu mate pessoalmente a todos que você conhece, sua desgraçada.

Mebuki encolheu os ombros e puxou todo o ar que conseguia, na boca, juntou uma quantidade grande de saliva misturada ao seu sangue, e assim que ele terminou de falar, ela não hesitou em cuspir no terno dele todo o ódio que estava sentindo.

- Morra, Fugaku. – Ela disse entre os dentes.

Fugaku se enfureceu, ele se afastou alguns passos e estendeu a mão para ela desferindo um tapa tão forte contra seu rosto que fez Mebuki, por alguns instantes, perder a consciência do que estava acontecendo.

- MALDITA! MALDITA! – Ele gritava.

Sakura continuou assistindo. As pequenas mãozinhas agarravam-se as grades de ferro da escada enquanto sua mãe continuava sendo machucada. Ela viu o corpo da mãe perder as forças, viu os olhos da mãe se fechando diversas vezes, viu ela chorando em gemidos de dor. Sakura viu sua mãe ser machucada e continuar negando tudo que lhe era perguntado. A idade de Sakura era pouca, sete anos, sabia no fundo que era por ela que agora seu pai estava morto no chão e, que sua mãe estava sendo espancada até desmaiar. Ela não entendia porque, mas sabia que era por ela. Apesar disso, ela não assimilava os sentimentos de culpa; apesar disso, os olhos verdes marejados escondidos atrás da franja rosa, focava em Fugaku.

Ela apertou as mãos nas grandes com os dentes rangendo. Ela sabia também, aquele velho pagaria por tudo.


Notas Finais


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