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História Sorriso inspirador - Capítulo 1


Escrita por: renjunmeutudo e bgyueffect

Notas do Autor


Já tinha esse lixinho pronto a alguns meses e resolvi aproveitar a tag do mês pra publicar logo 👍

Depois faço uma capa bonitinha, boa leitura 😘

Capítulo 1 - Único


Choi Beomgyu estava a semanas sem escrever, sem sequer ligar o seu computador e abrir o Word.


Para quem conhece o jovem escritor, isso é algo totalmente novo e sem sentido; o garoto sempre conseguiu escrever sobre o que quisesse, na hora que quisesse. Mas, de repente, não consegue se concentrar, não tem inspiração alguma e está sem ânimo para escrita.


Pela primeira vez na vida, Choi Beomgyu, está pensando em desistir do seu sonho. 


Ele sabe bem que o trabalho de um autor não é fácil e sempre irão haver os obstáculos, as crises existenciais e os bloqueios de criatividade. Seu próprio professor de literatura, lhe deixou isso claro. E ele compreendeu, porém nunca pensou que isso fosse acontecer consigo.


Entretanto, chegou o momento que ele mais temia de sua breve carreira.


…✍️…


— Não é o fim do mundo, Beomie.


No momento, nosso protagonista está sentado em um banco no balcão da grande cozinha de seu irmão mais velho e melhor amigo, Choi Yeonjun.


— Hyung, isso não me ocorreu antes. É como se faltasse algo em mim. – falou abafado, por estar com a cara enterrada nos braços que se apoiavam no mármore escuro — Me sinto incompetente.


— É só um bloqueio, você já viu milhares de outros autores, que inclusive são famosíssimos e você ama, falarem em entrevistas ou coisas do tipo, que já passaram por isso.


— A diferença é que todos têm talento e são aclamados pela crítica. – finalmente levantou a cabeça e lançou um olhar triste para o mais velho — Ninguém liga se eles atrasarem um pouquinho para lançar um novo exemplar.


Desceu do banco e foi em direção a geladeira, enquanto já revirava em busca de algo que pudesse matar a sua sede de algo bem específico: álcool.


— Eu sou um escritor independente que posta em plataformas digitais que não vão me gerar dinheiro e tem um público exigente, que odeia demoras e se metem a críticos literários. Sendo que são apenas adolescentes que não sabem sequer diferenciar os "porquês" da língua portuguesa.


Pegou uma latinha de cerveja e antes que pudesse abri-la, teve sua mão segurada.


— Que foi, hein?


— Você precisa beber! Mas não em casa, vamos 'pro bar, é por minha conta.


Até que enfim, um pequeno vislumbre de sorriso pôde ser enxergado na face do mais novo. O que uma oferta de álcool gratuito não faz com um universitário?


…✍️…


Além de Beomgyu e Yeonjun, na mesa do pequeno pub universitário, também estavam Soobin e Hueningkai; amigos de longa data dos Chois.


— Sabe o que eu acho? Que o seu cérebro finalmente está te dando uma trégua.


— Concordo, você sempre teve esses neurônios funcionando o máximo de tempo possível, nunca teve um descansinho. Em algum momento, você iria dar um pane e desligar, só 'pro sistema esfriar.


Soobin e Hueningkai falaram consecutivamente.


— Kai, você está tentando comparar meu cérebro com uma máquina? Eu não tenho engrenagens aqui dentro, já te disse!


— Você afirma isso, mas nunca deixou que eu abrisse seu crânio 'pra conferir.


Enquanto os dois mais novos entravam em uma discussão sobre Beomgyu ser ou não um robô do governo, os mais velhos apenas olhavam e sorriam. Era óbvio que debates sem pé nem cabeça, seriam a única forma de desestressar o escritor da mesa.


…✍️…


Após algumas boas horas jogando papo fora e bebendo até o que não deviam, o quarteto estava na rua andando em direção à suas casas, até que do nada, o Choi mais novo parou e dirigiu seu olhar para a loja de conveniência que estava aberta.


— Quero uma água.


— A gente já tá chegando na casa do Yeonjun, hyung. – Huening disse — Não precisa comprar aqui.


— Mas eu quero comprar aqui.


Os amigos deste, reviraram os olhos e o seguiram para dentro do estabelecimento contra as próprias vontades – quando se tem um amigo que está mais bêbado na rodinha, querendo fazer algo que envolva dinheiro, é melhor não deixá-lo sozinho. Muito arriscado.


Ao abrir a porta, o olhar do nosso querido protagonista bebum, se dirige imediatamente ao caixa.


O atendente, que até então estava com a cara enfiada nos livros, levanta a cabeça e assina que percebe quem havia chegado, abre um grande sorriso.


— Oi, Gyu!


Esse meus caros, é – muito provavelmente – o motivo de toda a inércia de Choi Beomgyu.


— Oi, Tyun! Você voltou.


— É, desculpa não avisar. Eu cheguei na cidade hoje a noite e já tive que vir trabalhar, não tive tempo de ligar e te chamar 'pra sair – falou acanhado.


Os três patetas que vinham logo atrás, de repente entenderam tudo. Foi como se uma luzinha tivesse se acendido triplamente sobre suas cabeças.


Cerca de três semanas atrás, Beomgyu finalmente criou coragem para chamar o balconista gatinho que trabalha na 7-Eleven do bairro. Porém, o pedido – embora tenha sido aceito – foi deixado de lado por escolha do próprio Choi, afinal, o mais novo iria sair da cidade por algum tempo.


Então, os dois resolveram que iriam falar sobre o tema "encontro" após a chegada de Taehyun. Só que… deu o tempo e nada deste lhe mandar uma mensagem dizendo que havia voltado.


Beomgyu realmente é um garoto emocionado e pensou que tinha levado um fora do pior jeito possível: com uma mentira.


— E aí? Vamos sair que dia?


O sorriso levemente alcoolizado, se abriu.


— Depois que eu escrever a ideia de plot que eu acabei de ter.


Um ponto de interrogação se fez presente na face do coreano mais novo.


— Eu quero muito sair com você, mas fiquei muito tempo sem escrever e te ver depois de várias semanas, me deu inspiração!


A animação excessiva poderia ser por conta da bebida, ou o escritor só era meio estranho mesmo.


E felizmente, o Kang consegue se contagiar com isso e embalar no assunto.


— E sobre o que é? – perguntou com um sorriso, enquanto dava batidinhas na banqueta ao seu lado atrás do balcão, indicando que o outro deveria se sentar.


— Então, tem um aspirante a escritor que se apaixona por um atendente e só consegue escrever depois de ver ele sorrir e…


O triozinho de velas não aguenta mais olhar a cena e resolve ir embora, fazendo o máximo de silêncio possível para não atrapalhar o futuro casal.



Notas Finais


Não revisei, então, já peço perdão pelos erros.


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