História "Sorriso Quebrado" - Capítulo 4


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Categorias 50 Tons de Cinza
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Palavras 632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii voltei ♥️🖤 espero que gostem ♥️

Capítulo 4 - Dolosamente Colorida.



Seis anos depois..

"Você teve sorte" passo o creme no rosto para diminuir a vermelhidão.

Desço para o pescoço, sigo pelo ombro, braços e mãos, aplicando bem nas linhas grossa e onde as cicatrizes são mais visíveis.

"Foi um milagre"

Escovo o cabelo, respondendo algumas falha onde não cresceu mais.

"Deixe seu passado para trás"

Coloco a lente no olho ligeiramente caído como se estivesse sempre triste.

"Está livre."

Faço nebulização durante quinze minutos, porque hoje o dia está muito quente e sinto dificuldade para respirar.

"Sobreviveu."

Pego um podo d'água e tomo quatro comprimido de uma só vez. Mais uns minutos e as dores cessam.

"Um dia você será verdadeiramente amada"

Meu reflexo surge no espelho como se o vidro estivesse quebrado, e não eu. Se não consigo ver beleza em mim, quem verá?

"Tem que pensar no que será o seu futuro", há anos repito para mim mesma essas frases, como um mantra.

Olho a placa na porta. Inspiro e expiro sonoramente, e leio em voz alta:

Todo dia é um recomeço.

Todo dia eu renasço.

Todo dia eu me levando.

Todo dia eu não desisto.

Todo dia eu vivo como se não tivesse todos os dias.

Saio porta afora, viva.

Caminho devagar pelo jardins da clínica onde moro por opção . Um lugar que tem sido meu lar nos últimos dois anos e onde , dia após dia,  sinto que o mundo lá fora pode voltar a ser uma realidade para mim, mas não hoje. Hoje, cada passo dói. Talvez a dor seja maior porque é aniversário da minha morte.

Abro a maleta com as tintas, retiro os pincéis e começo a pintar.

Pinto o branco dos dentes que morreram minha cabeça , furando a pele Quando um Pitbull agarra, e não larga. Quanto mais puxamos, mais ele fecha a boca. E como tentar soltar um tecido preso nos dentes de um ziper. Rasga.

Rabisco de cinza a coleira que me prendeu , impossibilitado-me de fugir , estrangulado meu pescoço quando o cachorro puxava meu pescoço quando o cachorro puxava meu corpo ferido. 

Salpico de vermelho a pele larcerada e os músculos mordidos, rasgando mastigando por um cachorro esfomeado.

Pego o verde , levanto a mão , mas paro. Não consigo. De todas as lembranças, é o verde , dos olhos dele que não esqueço.

O verde que eu via entre o branco, o cinza e o vermelho.

O verde que olhava.

O verde que incitava o cachorro a morder mais . Não desistir.

O verde a quem eu gritava súplicas de ajuda e não fez nada.

O verde que me matou.

Irritada, empurro todo o material.

Grito.

Rasgo violentamente a tela como uma tesoura.

Grito.

Espeto - a mil vezes na tinta verde como de fosse ele.

Grito.

Espalho as cores com as mãos , na tentativa de escondê- Las . Tentando apagar memórias que hoje estão mais despertar.

Grito

Cubro meu corpo de rosas , de amarelo e de todas as cores que não são o passado.

Levanto uma lata de tinta e despejo-a sobre mim. Da cabeça aos pés.

Pinto e grito.

Passado muito tempo , paro.

Fico respirando fundo , olhando para tudo , e rio alto . Não consigo parar de rir . Rio com tanta força que que acabo chorando ainda mais descontroladamente.

Choro e rio ao mesmo tempo .

Sou livre , mas neste dia estou presa a ele .

Caio de joelhos continuando a rir e a chora diantes das cores que deram vida. E , quando olho em frente , imaginando o que de bom surgi no meu futuro - se um dia viverei sem sofrer ; se um dia serei feliz-, não pinto mais. 

Paro de gritar.

Engulo o choro e abro a boca num O. Na minha frente , com expressão de espanto , está um homem parado né olhando.

Continua?...



Notas Finais


Oii desculpa os erros ♥️🖤
Continua??


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