História Sorrisos Sob a Montanha - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Bottom!baekhyun, Bottom!chanyeol, Chanbaek, Distopia, Distopia Vitoriana, Flex!chanbaek, Steampunk, Top!baekhyun, Top!chanyeol
Visualizações 1.127
Palavras 3.252
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Steampunk, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, gente! Olha só quem voltou!
Ah, eu sei que vocês devem estar querendo me matar, né? Foi um sumiço longo... Mas com a semana de provas que tive + uns problemas pessoais que a gente não tem muito controle sobre, ainda mais por serem emocionais, a gente acaba perdendo um pouco o foco das coisas. Me perdoem por isso. Eu juro que não abandonei a fic.

Enfim, vamos ao capítulo. Espero que gostem...

Capítulo 7 - Doloroso


Fanfic / Fanfiction Sorrisos Sob a Montanha - Capítulo 7 - Doloroso

Chanyeol, por agora ter passado tanto tempo ao lado de Baekhyun, sabia que este era um rapaz direto, que não dava voltas e mais voltas na hora de se expressar. Suas opiniões eram claras, seus comentários eram ainda mais, e ele não parecia temer suas próprias palavras. Porém, mesmo devendo estar acostumado com isso, o mais velho ainda tinha um grande poder de acanhá-lo e surpreendê-lo.

“Você está olhando meu corpo de novo.” Falou o moreno, rindo brevemente enquanto estirava a blusa molhada em frente a fogueira que havia feito. Estavam novamente na caverna atrás da cachoeira, a caminho de mais uma subcidade. Chanyeol quase se engasgou com a água que tomava do cantil, praticamente cuspindo-a no fogo que oscilava, quente, diante de seus olhos. “Há quanto tempo você não faz sexo ou se toca?”

Dessa vez arregalara os olhos. Sabia que seus olhos eram grandes, mas provavelmente estavam quase saltando de sua cabeça naquele momento. Seu coração começou a bater rápido. O corpo definido estava sentado a sua frente. Não teve coragem de olhá-lo no rosto, não queria ver aquele pequeno sorriso que Baekhyun desenhava sempre que o encurralava daquela forma.

“Eu… Eu... Por que tá perguntando isso?!” Respondeu com outra pergunta, ainda desviando o olhar e tentando manter a calma. Baekhyun soltou uma risada, passando as mãos nos cabelos lisos e acobreados. Tentou fortemente não olhar para as marcas daquele corpo que, apesar de muitas, pareciam deixar ele ainda mais bonito.

“Como falei antes, você estava olhando meu corpo de novo, tem feito muito isso. Você gosta de homens, certo?” Ele comentou, mordendo um pêssego com vontade. Deu algumas lentas mastigadas e Chanyeol praticamente fechara os olhos ao ver um rastro do líquido da fruta escorrer pelo canto da boca do menor, que rapidamente o limpou com o pulso. Não sabia o que responder, e para ser sincero, não queria responder. Era tão evidente assim? Como ele poderia falar sobre aquilo com tanta calma? Aquilo era um pesadelo se tornando real, tinha medo do que poderia vir daquilo tudo, medo de ser expulso da caverna direto para os Smileys. “Não precisa ficar horrorizado, você pode gostar de quem quiser. Mas não sabia que eu era tão atraente assim pra você.” Chanyeol realmente não queria olhar para o sorriso que sabia estar na boca do mais baixo. “De qualquer forma, fique à vontade, não é fácil ficar se privando disso.”

No fundo, tinha, sim, vontade de poder ter um alívio. Há tempos não conseguia se sentir a vontade para fazer isso, e este fato era quase torturante. Porém era estranho falar sobre tais assuntos com o menor, ainda por cima de forma tão aberta, tão evidente. Como crescera com sua mãe, ela não falava muito sobre aquilo, até mesmo falar sobre sexo com seu ex sempre lhe deixava bem acanhado.

“Mas… Com você perto? Você vai olhar?” Chanyeol sentiu-se como uma criança inocente. Obviamente Baekhyun era suficientemente acostumado com o próprio corpo e prazeres, era possível notar que sexo era um assunto mais que natural para ele e, mesmo que tivessem a mesma idade, começou a perceber que ele parecia muito mais experiente no assunto.

“Só se você quiser que eu olhe.” Ele respondeu, dando um sorrisinho. Sentiu que engasgaria a qualquer momento com a própria saliva. O que estava acontecendo? Que tipo de conversa era aquela? Baekhyun riu novamente com sua risada de lado e um tanto contagiante, se virando para pegar uma das bolsas depositadas ao fundo da caverna e tirando os papéis que mantinha ali dentro. “Fique a vontade, juro que posso fingir que não estou ouvindo nada.” Disse ele, sentando-se no chão com os olhos fixados nas informações que analisava, usando novamente aqueles oclinhos pequenos e um tanto tortos. Chanyeol ponderou sobre aquilo tudo e, mesmo depois desses meses junto a Baekhyun, não entendia aquelas atitudes do menor. Sabia que ele não era uma pessoa ruim, mas obviamente ele cuspia sarcasmo e ironias a cada cinco segundos.

“Por que você é assim?” Aquela pergunta saíra de seus lábios de forma corajosa, e talvez um tanto idiota. Não costumava questionar o mais velho. Para ser sincero consigo mesmo, não costumava questionar ninguém. Chanyeol sempre fora uma pessoa passiva, quieta, que aguentava tudo calado, dificilmente se intrometia na vida dos outros e tinha medo de estar atrapalhando. Sua mãe vivia dizendo como deveria se impor mais, como deveria ser mais corajoso e ele sempre retrucava que já era suficientemente corajoso por não ter medo de altura e poder escalar lugares altos. Obviamente, ao passar dos anos, foi percebendo que aquela coragem não era realmente suficiente.

“Perdão?!” Baekhyun, que antes olhava fixamente os papéis amarelados em mãos, agora olhava para sua direção por cima dos óculos, franzindo o cenho.

“Por que... Por que você vive sendo irônico ou debochado? Eu não entendo…” Chanyeol estava surpreso consigo mesmo por estar dizendo aquelas coisas, por mais que estivesse claramente nervoso e com a voz a vacilar. Estava tremendo um pouco, confrontar pessoas não era algo que realmente apreciava fazer, mas, talvez por tantas coisas mudarem em sua vida, estava tomando atitudes que não tomaria antes. Contudo, o mais moreno não respondeu de prontidão, apenas continuou olhando fixamente em sua direção, ainda por cima dar armação dos oclinhos. Ele parecia analisá-lo, provavelmente estranhando sua atitude.

“Está irritado porque falei tão abertamente de coisas íntimas? Desculpe, não imaginei que você fosse virgem.” Naquele momento Chanyeol não notara deboche em sua voz, ele parecia falar sério, o que o deixou ainda mais sem graça.

“Não! Eu não…” Sua voz saiu como um grito na primeira palavra, porém tentou se acalmar. “Não estou falando especificamente disso, eu só estou… Falando num geral. Você me odeia, por acaso?” Porém mal notou que, ao terminar sua frase, soou como se estivesse triste. Há semanas e mais semanas tudo o que queria era poder conversar mais com mais velho, poder ser amigo. Porém, sempre que pareciam chegar perto disso, o menor o afastava com as ironias e sarcasmos. Estava ficando cada vez mais difícil lidar com a realidade que começava a enfrentar: estava realmente se apaixonando por Baekhyun e aquilo começara a lhe atormentar. Tentou ler as expressões faciais dele, tentou decifrar o olhar por trás dos óculos, mas não sabia como interpretá-los. Não saber entender direito a pessoa que passou a mexer com seu coração era frustrante.

“Chanyeol…” Começou ele, com sua voz agora calma e melodiosa ecoando pela caverna. Chanyeol adorava quando ele falava calmamente, ainda mais por serem momentos raros. “Está pedindo pra que eu mude meu jeito de ser?” Aquela pergunta não era exatamente a resposta que esperava ouvir, mas também não fazia ideia do que gostaria de escutar.

“Eu não quero… Te mudar, eu sou quero… Entender porquê você é assim comigo…” Tentou explicar de novo, começando a se perguntar se fora realmente boa ideia tocar naquele assunto todo.

“Eu sou assim com todo mundo.” Disse Baekhyun, soltando as folhas que lia sobre o colo e recostando contra a parede de pedra. Seus olhos castanhos o encaravam com seriedade. “Não estou tentando te tratar mal. Não sei o que se passa nessa sua cabecinha cheia de borboletas, mas se eu te odiasse, provavelmente nem teria me dado ao trabalho de te salvar ou de sequer te ensinar a sobreviver aqui fora.” Após aquilo, o mais velho apenas deu um meio, porém sincero, sorriso, voltando para sua leitura. “Enfim… Melhor você tirar um cochilo, vamos sair daqui pouco.”

Chanyeol sentiu-se um tanto culpado por tudo o que havia dito minutos atrás. Obviamente não poderia julgar o outro e, talvez, havia pré-julgado o moreno. Claro que aquele jeito de agir era a forma normal dele de ser, por mais que todo o sarcasmo e ironia fossem coisas constantes. Baekhyun tinha razão, entretanto, ele não teria lhe salvado se não se importasse, fora besteira pensar o contrário. Resolveu, então, deitar-se logo. Não adiantaria ficar acordado, se lamuriando por coisas bobas.

            ***

Chanyeol estava sedento e seu cantil de água havia se esvaziado. Se havia aprendido algo durante os meses ao lado de Baekhyun, era que não deveria interrompê-lo durante suas caminhadas até que chegassem a um lugar seguro, a não ser que fosse de extrema emergência. Apesar de seu medo de desmaiar novamente, aquilo, ainda, não era uma emergência. Sua sede poderia esperar mais um pouco.

Outra coisa que havia aprendido com o moreno fora uma certa linguagem de sinais. Como não podiam falar, o outro lhe passava instruções com gestos e mexendo os lábios. Naquele momento ele havia sinalizado para que parassem. Aquele lugar era um tanto perigoso por ser um vale entre duas montanhas, e soube reconhecer que o local era perto de um dos acampamentos seguros de Baekhyun. Alguns Smileys passeavam calmamente, parecendo, como sempre, sem rumo algum. Fora fácil desviar deles e continuar sua caminhada. O que Chanyeol não esperava era que, talvez dois ou três minutos depois de um caminho mais tranquilo, fossem se deparar com uma curva onde havia apenas dois Smileys perto da subida de um dos lados do vale. Teria sido fácil desviar deles, a não ser por algo extremamente estranho acontecer: Baekhyun havia parado de caminhar sem sinalizar. Aquilo nunca havia acontecido antes.

Sentiu um gelo na espinha ao ouvir um dos dois Smileys a frente chiar fino e alto, aquele som horrível de metal arranhado ecoando pelo ar. Mas Baekhyun estava ali, parado, encarando as duas criaturas, e ele sequer estava empunhando sua besta.

“Baekhyun…” Chamou o mais baixinho possível, sua voz quase se mesclando ao vento. Seu coração passou a bater forte por não ouvir resposta alguma. Resolveu, então, cutucar seu ombro com o dedo, porém o menor não se virara. O que veio a se seguir tornar-se-ia, no futuro, mais uma das terríveis memórias que estava acumulando em sua vida. Baekhyun passara a andar rápido em direção aos dois Smileys, sem aviso algum. “Baekhyun?!” Chamou um pouco mais alto, sentindo seu corpo suar frio com o desespero que começara a preenchê-lo.

O menor, contudo, passou a correr um pouco mais. Apenas empunhara a besta para acertar um dos Smileys, o da esquerda, certeiramente na cabeça e, logo após aquilo, guardara a arma novamente nas costas. Aquilo era loucura, o que diabos ele estava fazendo? Chanyeol, por impulso, correu atrás do moreno, desesperado para alcançá-lo, pois o outro Smiley, ao ouvir o barulho do companheiro caindo no chão, passou a andar ferozmente, tonto, para lugar algum, ainda confuso tentando saber de onde vinham os sons.

“Baekhyun!” Sua voz soara um pouco mais alta e aquilo pareceu despertar a atenção da criatura. Chanyeol sentia que seu coração provavelmente sairia da boca e, em desespero, retirara sua própria balestra das costas para disparar algumas flechas no Smiley que havia restado. Obviamente não era tão bom quanto o moreno na pontaria, mas acertara a criatura no joelho e, com um chiado alto de dor, ele caíra ajoelhado no chão.

“Não!” A voz de Baekhyun soara pela primeira vez, parecendo ainda mais desesperada que a sua. “Para!” Ele praticamente gritou e, sem aviso algum, avançara para cima de si, tentando arrancar a balestra de sua mão.

“Baekhyun, não!” Seu coração batia acelerado e, aproveitando sua altura, tentou esquivar a arma do alcance do menor. Porém fora em vão, pois ele agarrara seu braço, torcendo-o com força, fazendo com que largasse o instrumento no chão. Chanyeol não entendia o que estava havendo, mas haviam feito barulho suficiente para que outros dois Smileys se aproximassem, atordoados, enquanto o outro que havia acertado no joelho parecia se arrastar na direção de ambos.

Se vendo no desespero, sem armas e com seu companheiro parecendo insano, tentou segurá-lo por atrás antes que o menor voltasse a correr em direção ao Smiley caído. Ele lhe desferira uma cotovelada no estômago e, com tamanha força imposta, Chanyeol praticamente perdera todo o seu ar. Todavia, antes que caísse no chão com o golpe, agarrara o menor pela camisa e o puxara junto.

“Me solta!” Ele resmungou, raivoso, enquanto Chanyeol o segurava pelos pulsos contra a grama.

“O que você tá fazendo?!” Questionou o maior, ainda tentando manter o tom de voz o menos alarmante possível. Tudo o que menos precisavam eram de mais criaturas se aproximando. Baekhyun lutava para se soltar de seu aperto até que, pelo seu pânico, teve de fazer algo que lhe doera profundamente à alma. “Me perdoa.” Sussurrou ao desferir um, dois, três, quatro socos no rosto de Baekhyun. Quatros, fortes, socos que fizeram o sangue jorrar de seu nariz. Aquilo, entretanto, fizera com que o moreno ficasse atordoado o suficiente para que pudesse agarrar sua balestra novamente e atirar nos outros dois Smileys que se aproximavam. Não se deu ao trabalho de mirar novamente no que ainda estava caído, tinha de sair dali o mais rápido possível.

Após algumas flechadas não tão certeiras, os outros foram ao chão e Chanyeol teve como, finalmente, segurar o moreno em seu colo. Baekhyun olhava para os lados, ainda muito confuso, sussurrando coisas desconexas, provavelmente confuso demais por culpa os socos desferidos contra a cabeça. Pela primeira vez na vida, o mais novo o via tão indefeso, e por sua culpa...

“Me perdoa…” Sussurrou novamente, sentindo os olhos encherem de lágrimas. Sabia que estavam perto de um dos acampamentos e, se fosse rápido, chegariam logo. Baekhyun estava amolecido em seus braços e isso fez com que aquela sensação terrível despertasse novamente dentro de si, como um monstro que insistia em lhe perseguir. A sensação que sentira ao matar seu ex. A sensação sufocante de sentir sangue em suas mãos, aquela a vontade de chorar e de se banhar até que todo o sangue e a culpa se esvaíssem de si eram sufocantes. “Me perdoa, por favor… Eu não queria...” Disse novamente, deixando com que umas lágrimas caíssem sobre as roupas de Baekhyun.

O moreno ainda não se mexia tanto, apenas olhava, atordoado e com dificuldade, em sua volta. Ele cuspiu um pouco de sangue ao tossir e seu rosto começara a inchar. Chanyeol queria apenas ajoelhar-se com Baekhyun no chão, abraçá-lo contra si e pedir desculpas por tê-lo machucado de forma tão brutal. Mas não podia parar, tinha que levá-lo para um local seguro. Queria ter forças para dizer que agredi-lo tão fortemente fora sua única ideia para fazer com que parasse de correr como um louco em direção a uma criatura que poderia matá-lo em poucos segundos.

Seu coração ainda batia forte quando, com muito esforço, conseguira escalar um pequeno amontoado de pedras, segurando o menor contra si com um dos braços. Baekhyun, entretanto, havia recobrado um pouco a consciência e tentava escalar praticamente por si mesmo, apesar de parecer ainda muito tonto. Chanyeol se arrastara primeiro para o topo do local e rapidamente alcançou o menor, ajudando-o a subir também.

Porém, quando ambos estava já no topo, sentira uma dor enorme no rosto ao ser atingido por um soco do menor, este que cambaleou e caiu sentado no chão, tossindo sangue. Chanyeol lacrimejou e quase soltara um grito, colocando a mão sobre o nariz e sentindo-se tonto o suficiente para desistir de ficar em pé e se jogar contra o chão também.

“Você…” Ouviu a voz do menor dizer. “Você tem noção do que fez?!” Ele gritou a última palavra. Gritou com toda a força de seus pulmões; fora tão alto que seu eco fizera com que muitos Smileys ao redor começassem a chiar como loucos, desesperados para achar a fonte daquele barulho.

“Você estava indo que nem louco em direção a um Smiley, o que queria que eu fizesse?! Que deixasse você correr pra morte?! Eu não sabia como te parar, eu...” Questionou, tentando focar sua visão no moreno que ainda apoiava as mãos sobre o chão. Demorara para, por fim, conseguir vê-lo com mais clareza.

“Quantas vezes eu falei… Pra não se intrometer na minha vida?” Ele questionou. Chanyeol era uma pessoa que estava acostumada a chorar, ele sempre chorava. Chorava por estar feliz, por estar triste… Sua mãe sempre dizia que ele tinha bondade demais no corpo e por isso precisava chorar para que ela fluísse dentro de si, caso o contrário, sufocaria. Quando pequeno, nunca vira sua mãe chorar, pelo menos não na sua frente, ela preferia se manter forte para que ele também retirasse forças de si. Contudo, vê-la chorar ao implorar que fosse embora de Elenath partira seu coração em mil pedaços. Era doloroso ver alguém que tanto amava chorar em sua frente.

Então, ver Baekhyun, aquele rapaz forte que enfrentava tudo com punhos de aço, derrubar lágrimas contra o chão enquanto seu corpo chacoalhava com os soluços que reproduzia era surpreendentemente doloroso. Ele chorava com todo o ar que seus pulmões pareciam permitir, soluçando como um bebê, praticamente se engasgando com a própria saliva. Seus braços tremiam, parecendo que perderiam as forças a qualquer momento.

“Baekhyun…?” Chamou, ficando ainda mais desesperado. Se arrastou vagarosamente em direção ao mais velho e esticou os dedos para tocar seu ombro, num ato falho de tentar fazer algo a respeito daquela cena tão dolorosa, mas o mais velho apenas batera em sua mão, empurrando-a para longe.

“Seu idiota…” Ele sussurrou, deixando que um soluço escapasse de sua garganta no meio da frase, impedindo que ele a terminasse corretamente. Finalmente a cena que partira seu coração em mil pedaços pela segunda vez se formara: os olhos castanhos claros agora lhe miravam, vermelhos e completamente marejados de lágrimas. Seus lábios pequenos e finos tremiam enquanto ele salivava com tantos soluços tossidos que dava. Baekhyun estava uma bagunça de sofrimento. “Você não sabe o que fez... Você não sabe o que fez...” Ele insistiu naquilo, repetindo tal frase diversa vezes até que sua voz voltasse a falhar com os soluços.

Chanyeol demorou para perceber que também estava a chorar, suas lágrimas quentes escorriam por seu próprio rosto enquanto via o menor sofrer como se tivessem arrancado algo extremamente precioso de si. Como se tivessem arrancado seu coração.

“Eu… Me perdoa…” Disse novamente, ouvindo seu choro se misturar ao do mais velho. “Eu achei que… Você pudesse morrer, eu… Eu não queria… Eu só quis… Te salvar?” Tentou explicar, mas seu choro parecia piorar a medida que via os fios castanhos claros do menor caírem sobre a pele morena de seu rosto. Mais uma vez esticou sua mão na direção dele, desesperado, fazer algo a respeito daquela dor toda que presenciava. Tudo estava muito confuso, não fazia ideia do porquê do outro estar reagindo daquela forma, a única coisa que tinha certeza no momento era que precisava fazer com que ele parasse de chorar. “Baekhyun…” Sussurrou seu nome e, com a coragem que lhe restava, esticou novamente a mão ensanguentada (talvez com seu sangue, talvez com o dele, já não era mais possível saber) para, numa última tentativa, puxá-lo para perto de si.

Ele, porém, já não estava mais em condições de relutar. Chanyeol segurou levemente seu pescoço para que deitasse o rosto machucado sobre seu ombro, e Baekhyun apenas deixou que ele fizesse isso enquanto chorava ainda mais. O moreno não o abraçou de volta, não passou os braços ao redor de sua cintura como no fundo desejava que tivesse feito, mas ele se desabou em dor, física e emocional, ali, junto a si, soluçando sua alma.

“Me perdoa…” Disse novamente, acariciando as costas do mais velho, tentando, inutilmente acalmá-lo, achando que poderia fazê-lo parar de chorar. Chanyeol não sabia o que aconteceria dali pra frente… Mas desejava não ter feito novamente as escolhas erradas.

 

 

 


Notas Finais


Me perdoem também pelo capítulo parecer meio mortinho, idk? Sei que vocês já devem estar impacientes pelo first kiss e tudo mais, mas essa fanfic eu to realmente tomando um cuidado pra desenvolver bem o relacionamento dos dois. Odeio dar a impressão de que está tudo superficial, então gosto de trabalhar em cima disso, ainda mais porque o universo de SSaM não é tão simples assim.

Bem, espero que tenham gostado desse capítulo, de qualquer forma. Perdoem essa pessoinha aqui pela enrolação, mas espero que compreendam meus motivos <3

Vejo vocês no capítulo 8!


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