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História Sorry - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Primeiro Capítulo


Fanfic / Fanfiction Sorry - Capítulo 1 - Primeiro Capítulo

Narração Por Angeline Butler

Orlando, EUA

 

 – Angel – Escuto a voz do meu irmão, mas eu me faço de surda

Fecho meus olhos de propósito, mas sinto mãos cutucar minhas pernas, e acabo desistindo de me fazer de doida.

 – Que é inferno?  – Abri meus olhos e vejo a mão esquerda do Justin em minha perna

Estou a caminho da escola no carro do meu irmão, Ryan está na frente dirigindo seu carro e o idiota do melhor amigo dele está ao seu lado, minutos atrás eu estava brigando para sentar nesse lugar.

Esses dois são o carma na minha vida.

Tenho dezesseis anos, e finalmente posso entrar para líderes de torcida, estou treinando à quase dois anos para entrar, e o Ryan quase estragou meu sonho. Só ele que quer ser reconhecido, popular e cheio de amigos falsos. 

Nosso pai diz que temos inveja um do outro, mas para mim é só implicância mesmo. Assim que chegamos ao estacionamento do colégio posso ver todos os seus "amigos" reunidos. Eu na verdade acho todos uns falsos, menos o Justin, ele por incrível que pareça, gosta mesmo do Ryan, e não do dinheiro que o palerma distribui em festinhas.

Vamos em direção aos noiados, por incrível que pereça não tenho muitas amigas, pois a maioria se aproxima de mim para transar com meu irmão. Mas eu tenho a louca da Tessa, ela já transou com meu irmão, mas foi a única que ficou e continua sendo minha amiga, quer dizer a única amiga.

Encosto meu belo corpo no carro do Chris, mas o idiota tem que falar algo. O carro parece gente, ninguém entra nessa porcaria, porque se não vai sujar.

 – Vamos tirar o bumbum daqui, ao não ser que você queira entrar e sentar no...  – Fala um pouco baixo, mas é interrompido quando ele é puxado pela camisa

Olhei para o Justin assustada, mas eu já conheço seu temperamento. Vejo Chris se empurrado para longe.

 – Fala alto seu babaca – O loiro fala alto para o grupinho ouvir

Olhei seria para o Chris esparramado no chão, e segui meus olhares para o Justin que olha para o meu corpo e percebe como estou vestida, e já abri sua boca para falar merda.

 –  Você também,  ainda vem com essa saia ridícula – Diz com certo desdém  

 – Essa é a saia das lideres de torcida, então não reclama, porque eu já vi você olhar para bunda de todas as garotas que participa e mais você acha lindo – Digo com deboche arrancando uma risada alta dele

 – O problema é que elas têm corpo de mulher, e você é só uma criança”

Afasto-me ao ouvir suas palavras, elas foram tão secas para mim, então para ele eu sou apenas uma criança. Sei que não deveria me importar, porque ele é quase um irmão mais velho para mim, mas é difícil escutar de um dos caras mais populares da escola.

 – Babaca, mil vezes babaca – Resmungo comigo mesmo

Dou-lhe as costas e caminho em direção ao prédio escolar, troco meus livros no meu armário, entrei na minha sala já pedindo para essa aula acabar logo. 

 

(...)

 

Sinto uma mão grande segurar meu braço com força e me puxar até o banheiro feminino, meu irmão joga em minha cara a saia do meu uniforme escolar.

 – Pode retirar esse uniforme ridículo de líder de torcida – Sua voz é bastante seria comigo, eu perco a fala 

 – Mas... – Não consigo reformar uma frase, sinto meus olhos cheios de lágrimas  

 – Usa ele apenas na quadra durante os ensaios, o colégio inteiro está olhando para sua bunda – Segura meu queixo com um pouco de força

 – Todas as meninas estão usando – Digo eufórica, e desesperada 

 – Não quero saber, se não trocar agora você pode se considerar fora das lideres de torcida – Diz sua ultimas palavras 

Ao sair do banheiro acaba esbarrando em duas meninas, elas sorri para ele, mas sem nenhuma atenção.

 – oi Angeline"

Reviro os olhos ao escutar meu nome vindo de suas bocas, odeio ser chamada assim, Angeline, eu odeio meu nome e odeio minha vida também.

 – Oi – Digo seca

 – Você não deve deixar seu irmão e nem o Justin mandar em você, isso pega mal – Diz com certo deboche em sua voz

Elas duas conseguem chamar minha atenção, vejo a mulher morena se olhar no espelho e um sorriso largo no rosto.

 – O Justin? – Pergunto com bastante curiosidade, eu sei que quando tem o nome dele, tem algo estranho

 – Ele falou para o seu irmão que sua saia estava curta, e mais, ele está armando de tirar das líderes de torcida – Suas palavras são de satisfação

Deixo minha respiração falhar por alguns segundos, como ele pode querer mandar em mim desse jeito. Eu vou acabar com ele, mesmo ele tendo o triplo da minha força e altura.

Me retirei do banheiro depois de trocar de roupa, eu vou falar com eles em casa, se não, nós três vamos parar na diretoria. Antes de terminar todas as aulas um garoto lindo pediu meu número, o que fazer parte da lideres de torcida não faz. 

Voltei para casa com os dois babacas da minha vida, entramos em minha casa já que o Justin praticamente mora aqui.

 – Como você pode querer mandar na minha vida – Joguei minha mochila com toda minha força nas costa do Justin

 – QUE ISSO? – Me olha assustado, não me importo com mais nada

Olho para Ryan e jogo minha mochila na sua cara, os dois ficaram vermelhos de raiva, mas eu estou muito pior.

 – Minha saia não está curta, e eu vou usar ela quando eu quiser, e se me tirar das líderes de torcida vão pagar muito caro – Digo quase me esgoelando  

 – Você é louca – Essas palavras saem da boca do Justin

Dei-lhe o dedo do meio.

Subi as escadas com pressa não querendo mais ouvir suas vozes. Entrei no meu quarto batendo a porta com força, sinto tanto ódio que não cabe em mim. Despi-me ficando apenas de lingerie, peguei meu celular olhando uma mensagem do Bryan, deixei meu celular na cama para depois lhe responder.

Tomei um banho quente na minha banheira, depois de me sentir em paz sai do banheiro enrolada na tolha e me deparo com Justin na minha cama com o meu celular em mãos.

 – O que faz aqui? – Perguntei com a raiva voltando para mim

 – Eu só quero seu bem, e seu irmão também, naquela escola é cheio de tarado – Diz olhando para as minhas molhadas e desnudas

 – E você é um deles

 – Sou, mas eu não quero te comer, essa é a questão – Diz debochado com um sorriso enorme na boca

 – Vai embora daqui, AGORA – Digo já impaciente

 – Vai se foder – Saiu em disparada do meu quarto

Me sento em minha cama, pego meu celular lendo novamente a mensagem de Bryan e decidi lhe mandar uma mensagem.

 

WhatsApp

- Oi Angel, espero que esteja bem, a gente bem que podia se conhecer melhor

- A gente se conhece muito bem, somos da mesma sala, mas te proponho que sairmos hoje

- Claro, vou mandar a localização de uma sorveteria muito boa

 

Jogo meu celular na cama, decidi trocar de roupa já que estou apenas de toalha e preciso descer para comer alguma coisa. Desci as escadas olhando a localização da sorveteria, guardei meu celular no bolso de meu short jeans. Vejo Ryan e Justin devorar a merenda da tarde, me sentei-me à mesa ignorando os dois.

 – Está mais calma? – Meu belo irmão pergunta

 – Vou sair com a Tessa mais tarde – Digo fingindo costume

 – Pra onde? – O idiota loiro cheio de tatuagens pergunta

Faço-me de surda, e olho para o meu irmão, mas ele também esta esperando eu dizer para onde vamos. Decidi comer em silêncio, Ryan e Justin foram para o quarto ficar jogando vídeo game. Espero que eles não descubram nada, eu ainda não beijei ninguém estou quase desistindo.

 

(...)

 

Vesti meu moletom azul, a noite em Orlando é fria como toda cidade do EUA nessa época, mas acabei colocando meu short jeans curto, calcei meu all star. Antes de sair do quarto olhei no celular e ele diz que está a caminho da sorveteria.

Procuro meu irmão e aquele tapado, mas não acho eles dois de jeito algum, meus pais estão no quarto assistindo filmes e aviso que vou sair. Pego um uber na calçada de minha casa, sentada naquele carro senti minha barriga formigar ansiosa. 

Ao sair do carro com as minhas mãos suadas, consigo ver Bryan me esperando, sorri quando o mesmo olhou para mim. 

 – Pensei que você não iria vir – Diz devagar e acaba sorrindo no final

 – Eu nem atrasei – Digo envergonhada

 – Não é isso, é por causa do seu irmão – Fala e sinto uma coisa ruim, de mentir para o meu próprio irmão

 – Ele não sabe, vamos entrar

Caminhamos por algumas mesas, e decidimos ficar perto da janela, ainda sinto minha barriga formigar. Eu olho para os lados com medo, com receio de encontrar alguém conhecido.

 – Então, o que fez hoje? – Perguntei quero puxar assunto 

 – Tive treino hoje, você poderia qualquer dia desses me ver jogar – Diz com um pouco de malicia em sua voz

 – Claro –  Digo contente de alguém me chamar para assistir o treino

 – Ou podemos ir para minha casa depois daqui

Foi como um soco no estômago, seu sorriso cresce em seus lábios e eu senti o peso das palavras do meu irmão e do Justin. 

 – Fazer o que na sua casa? – Digo com a voz de inocência, mas me fingindo de sonsa

 – Não se faz de inocente, a gente pode fazer algumas coisas e eu to doido pra sentir teu gosto – Sua voz sai arrastada e em seguida sinto sua mão em minhas pernas

Devagar abaixo meus olhares para minha perna, sua mão aperta com força e eu volto meus olhares para o Bryan, e sinto minha ficha cair, não imaginava assim, o meu primeiro beijo vai ser com esse idiota.

 – Preciso ir ao banheiro, volto já – Me arrasto pela cadeira, sinto seus olhares em minhas costas

Caminhei devagar em direção ao banheiro, mas no meio do caminho olho para o Bryan e ele está com o celular em mãos digitando algo. Passei pelas duas portas de vidro com raiva de mim, do Bryan e da minha má sorte com homens.

Andei pelas ruas movimentadas e já estava cansada mentalmente, decidi ligar para o Ryan e parar de ser durona.

Caixa Postal

Caixa Postal

Caixa Postal

 

 – Por que diabos o Ryan tem celular, não atende essa merda – Digo ainda mais estressada, mas lembrei agora do outro palerma

Duas tentativas e a terceira ele atende com muita insatisfação.

 – Que é

Escuto vozes desconhecidas, e um som bastante alto.

 – Meu irmão, ele ta aí com você? – Pergunto olhando para os lados receosa

 – Não, quer dizer não sei, por que está me ligando? – Pergunta desconfiado, e aí que o medo aumenta

 – É porque a Tessa teve que ir embora e agora estou sozinha em uma rua deserta, pedi pro meu irmão vir me buscar – Digo com as minhas pernas tremendo de frio ou é medo

 – Por que está em uma rua sozinha? – Pergunta o que eu já tinha respondido antes

 – Eu já falei, a Tessa teve que ir embora – Falei já perdendo a paciência

 – E por que ela foi embora? – Pergunta novamente me deixando com paciência quase lá no espaço

Tirei meu celular por alguns segundos do meu ouvido, e tratei de ser curta e grossa.

 – Manda o Ryan vir me buscar agora, vou mandar a localização pelo Whatsapp  – Desligo o celular logo em seguida

Decido me sentar na calçada e esperar o Ryan aparecer, e se ele não acreditar em mim, ainda bem que avisei a Tessa antes de sair para essa droga de encontro. Passou longos minutos até uma moto em alta velocidade correr e para bem em minha frente, já ia abrir minha boca pra esculachar o filho da puta, mas aí vejo o Justin em cima dessa mota.

 – Cadê o meu irmão? – Fico em pé o olhando com autoridade, mas confusa por ele estar aqui

 – Vamos, sobe na moto – Diz com uma cara na boa, neguei

 – Não vou subir nessa moto, ainda não estou louca e de quem é essa moto? – Por final pergunto o que diabos e de quem é essa moto

Não faz nem um mês que ele perdeu o carro que seus pais tinha lhe dando no ano passado, com o Justin tudo é assim, perde tudo que ganha, e eu nunca andei em um carro que ele dirigisse.

 – Sobe logo nessa merda, eu sei bem o que você aprontou hoje – Diz jogando um capacete em minhas mãos

 – Eu não vou com você – Devolvi o capacete em suas mãos

Mas ele segura meu braço com força, e me puxa em direção a moto, tento gritar, mas ele não se importa com nada em relação a mim.

 – Me solta seu filho da puta – Com a meu outro braço consigo bater em seu peito com toda a minha força

 – Você está agindo como aquelas meninas mimadas daquela escola, você não é assim – Segura meu outro braço com força e começa a torcer ele

 – Eu mudei – Me estrebucho para soltar meus braço e começo a gritar de dor 

 – CHEGA, VOCÊ VAI SUBIR NA MOTO AGORA – Grita me assustando 

 – você não manda em mim – Digo essa frase em um sussurro

Suas mãos me puxam com força fazendo nossos corpos se chocar e seu rosto vai em direção ao meu pescoço.

 – Não me faça fazer uma besteira agora mesmo – Diz sussurrando em meu ouvido

Sua respiração quente bate no meu pescoço me arrepiando por inteira, afasto meu rosto o olhando em seus olhos. Sua mão grande passeia pela minha cintura e aperta com força.

 – O que você... – Meu olhar desceu para os seus lábios, e seu perfume deixa-me um pouco perdida

 

 



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