História Sorry Dad, but I'm Gay - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 20
Palavras 1.185
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey! Sou eu de novo...
Então, estou postando essa one-shot porque tinha essa ideia na minha cabeça a muito tempo e porque é aniversário de duas amigas minhas, @missing_sanity e @Frisk_Neko

Então, sejam crianças educadas e dêem feliz aniversário para elas, porque se não fosse o aniversário delas eu nem teria postado.
Se você faz aniversário em fevereiro, considere essa one-shot como um presente meu para você.

Essa one-shot faz parte do mesmo universo de Girls like Girls, outra one-shot minha. Você não precisa ler ela para entender oque se passa nessa, mas se quiser ler, pode ficar a vontade.

Agora boa leitura, minhas crianças ^w^

Capítulo 1 - Capítulo Único.


"Como eu vim parar aqui?" Pergunto para mim mesmo.

"Oh, nada demais! Você só assumiu que era gay para seu pai rico e super homofóbico, ele te expulsou de casa e agora você está indo para o Canadá! Nada demais, seu imbecil!"

Estou no avião, não muito longe do meu destino, que era Vancouver, no Canadá. Estava indo me encontrar com Sam, meu namorado virtual, que me convenceu a fazer a burrada que eu fiz, mas não posso culpá-lo, ele estava apenas tentando me ajudar.

Ainda me lembro de cada detalhe do dia que fui expulso...

~flashback on~

Estava conversando com Sam, na verdade estava mais para uma discussão de casais do que para uma conversa pacífica, e falávamos do assunto que mais me incomodava na Terra.

– Você não pode ficar no armário pra sempre! Uma hora eles vão descobrir, você dizendo ou não! – Sam falava, ainda tentado me convencer.

– Você não entende! Eles nunca iriam aceitar um filho homossexual como eu, eles só querem que eu tenha um futuro brilhante, e ser gay é um problema para eles! – Digo, irritado e ao mesmo tempo nervoso.

– ... Para de ficar nervoso, você tá me excitando desse jeito...– Sam diz de um jeito sexy, mordendo o lábio inferior.

– Não saía do assunto! Eu não vou me assumir, posso fugir pro Canadá sem eles me desprezarem pro resto da vida! – Digo, quase chorando.

– Ok, o que você prefere? Fugir da sua cidade sem deixar rastros, deixar seus pais e amigos preocupados com você pelo resto da vida deles, ou se assumir para os seus pais, se eles te expulsarem, você pega um vôo para Vancouver, vive comigo e nunca mais vai ouvir falar deles, qual você prefere? – Sam pergunta.

– ... Vendo agora, a opção número 1 parece bem egoísta... – Digo, pensando profundamente no que fazer.

– ... Tá! Você me convenceu! Eu vou me assumir, e se eu for expulso de casa, a primeira coisa que você vai fazer quando eu chegar em Vancouver é arrumar um hamster pra mim! – Digo.

– Por que um hamster? – Sam pergunta, confuso.

– Não pergunte por que...– Ouço uma batidas na minha porta.

– Maxine, o jantar está pronto! Esteja lá em poucos minutos, temos muitas coisas para conversar! – Minha mãe diz, do outro lado da porta.

– Já estou indo, só mais uns minutinhos! – Digo, levantando da cadeira, indo para meu armário, com a chamada de vídeo com Sam ainda ligada.

Vesti uma camisa pólo azul por cima da minha camisa de manga longa vermelha, peguei meus tênis e coloquei-os no meu pé, amarrando de um jeito desajeitado.

Antes de sair pela porta, me despedi de Sam e desliguei a chamada, iriamos conversar depois.

Segui pelos longos corredores de casa, até achar a sala de jantar.

– Boa noite Maxine, sente-se agora, precisamos conversar. – Meu pai diz, com o olhar frio, tão frio que chega a me dar medo.

Me sentei na cadeira em frente ao meu pai, que continuava a me observar.

Meu pai era um homem de negócios famoso em Seattle, por isso tenho que ter uma boa reputação, para conseguir dar uma boa reputação para ele.

– Então... Sobre o que queriam falar? – Digo, dando um sorriso nervoso.

– Bom... – Meu pai começa. – Eu e sua mãe estávamos pensando que você já está grande o bastante para poder fazer certas coisas... Como arranjar um emprego na minha empresa e se casar com uma mulher... – Meu pai diz, tomando um gole da taça de vinho.

– E isso quer dizer que você pode escolher sua esposa! Nós podemos trazer algumas moças aqui, você pode escolher com qual delas quer se casa e-- – Interrompi minha mãe, que estava bastante animada falando sobre o casamento.

– Desculpe, mas eu não quero trabalhar na empresa e muito menos me casar com uma mulher! – Digo, logo me arrependendo, vendo meu pai levantar da cadeira com os olhos queimando em fúria.

– Como assim, 'não quer'?! Sabe quantas pessoas se sacrificariam para ter o trabalho que estou te oferecendo?! – Meu pai diz, com fúria na voz e no olhar.

Oque estou prestes a fazer é loucura, mas vou me arriscar. Tudo pela minha liberdade.

Me levanto da cadeira e encargo os olhos negros enfurecidos de meu pai profundamente.

– Desculpe pai, mas eu não quero isso, eu nunca quis nada disso. – Digo, com firmeza na voz.

– Mas o que voc-- – Corto a fala de meu pai, um erro fatal.

– Desculpe pai, mas eu sou gay. – Digo, mais nervoso do que estava na discussão com Sam.

– ... Maxine, pode repetir mais uma vez?... – Meu pai pede, não, ordena.

Olho de relance para minha mãe, esta estava apavorada, provavelmente com medo do papai.

– Eu. Sou. Gay. Preciso dizer mais alguma coisa? – Digo, desafiando mais ainda meu pai furioso.

– Pode ir embora, não se considere mais como meu filho... – Diz o cara que costumava chamar de pai, voltando a sentar em sua cadeira, com a mão no rosto.

Queria chorar, queria gritar, queria sair correndo e abraçar fortemente meu namorado. Mas eu não vou chorar, eu não vou dar essa satisfação para ele.

Saí andando da sala de jantar, a caminho do meu quarto, iria fazer minhas malas, pedir para Sam me esperar no aeroporto daqui algumas horas e sair de casa sem me despedir de meus pais.

Antes de entrar no quarto, sinto dois braços me abraçando pela cintura, apertando como se não quisesse que eu fosse embora.

– Por favor, não vá... Nós passamos tanto tempo juntos, vai abandonar sua mãe aqui? – Mamãe diz, apertando mais o abraço.

Me viro e pego seus pulsos, tirando suas mãos da minha cintura.

– Quem te disse que eu iria embora? Não é como se eu fosse deixar tudo que eu tenho aqui... – Digo, soltando seus pulsos.

Mamãe leva sua destra até me rosto, acariciando minha bochecha.

– Você pode enganar qualquer um, menos eu, eu vi o passaporte... – Mamãe diz, ainda acariciando meu rosto.

– Você tem certeza que quer ir? Talvez o mundo lá fora não seja oque você pensa... – Mamãe diz, agora afastando a mão do meu rosto.

– Eu tenho certeza de que quero fazer isso... – Digo, me virando para a porta do quarto, girando a maçaneta. – Se puder me dar uma última carona, agradeceria. –

~flashback off~

A minha última memória em Seattle foi a imagem de minha mãe, chorando no meu ombro enquanto nos abraçavamos.

Nunca a vi tão triste quanto naquele momento.

Enquanto pensava sobre tudo oque aconteceu, estava pegando minha mala, pronto para desembarcar e me jogar nos braços de meu namorado.

Quando desci do avião junto com outros passageiros, vi uma figura pálida e loira sentada num banco, com a cara enfiada no celular.

Aquela figura era familiar para mim, então fui em direção a ele e balancei a mão na sua cara, que logo jogou sua atenção para mim.

– Então, feliz em me ver? – Digo, dando um sorriso de lado.

Sam se levanta e me pega no colo, rindo e me enxendo de beijos, tanto no pescoço quanto na cara.

Finalmente, um lugar onde eu não posso ser julgado por quem eu sou.

Talvez não deveria ter me arrependido de ter feito aquela burrada.


Notas Finais


Se chegou até aqui, parabéns! Você irá receber um bolo, o frete é grátis :3

Até a próxima, minhas crianças ^w^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...