História Sorry, dongsaeng. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 31
Palavras 1.518
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O conceito do karma me inspirou a re-postar essa one sad dkvksmcmdmd to chorando

Capítulo 1 - Desculpe-me.


Fanfic / Fanfiction Sorry, dongsaeng. - Capítulo 1 - Desculpe-me.

                 20/03/2020, 03:57.

"Querido Jungguk, eu não sei por onde começar. Talvez falando o quanto eu te amo e o quanto sou grato por tudo que você me proporcionou nos últimos anos, a felicidade que você me mostrou, as borboletas no estômago que você me fez sentir, o calor de um toque que você me fez sentir. O sorriso que você era capaz de me fazer dar mesmo quando eu estava triste demais para levantar a cabeça e seguir em frente."

"Eu quero agradecer por ter me levantado quando ninguém mais fez isso por mim. Por todos os conselhos e momentos felizes que tivemos enquanto eu ainda estava aqui. Obrigado por ter feito com que eu me sentisse único quando estava em seus braços, obrigado por ter sido minha casa, meu porto seguro, minha fonte de alegria e sorrisos."

"Hoje talvez nem eu entenda o motivo dessa atitude. Mas eu sinto que eu me afoguei num mar de tristeza, e onde eu navego, uma pessoa como você, não veleja. Eu me sinto oco como um tronco de árvore velho e seco, que está caindo aos pedaços, que com um mísero raio, se queima."

"Eu acho que venci na prateleira, eu passei da data de validade. Mas eu não posso dizer que ninguém se importa comigo, e mesmo com você aqui, eu sinto que já não é mais meu lugar, que já não tenho algo que me prende, que infelizmente deixei esse distúrbio sucumbir até mesmo minha alma, levando embora toda a minha essência."

"Meu coração saltou quando eu te vi pela primeira vez, minhas mãos suaram e tremeram, o sorriso não quis deixar meus lábios, minha voz chegou a vacilar, você se lembra? Se lembra quando nos beijamos pela primeira vez atrás da faculdade? Se lembra das sensações que correram todo seu corpo naquele dia?"

"Como vou deixar tudo isso para trás? Eu espero que um dia você me perdoe por essa atitude tão... Imediata. Eu não peço que me entenda, mas peço que nunca esqueça do amor que eu sinto por você, do quão acelerado você deixa o meu coração, do quão amado eu me sinto estando ao seu lado. Eu nunca vou esquecer do choque que eu senti quando você segurou minha mão pela primeira vez, dos sentimentos confusos no primeiro beijo, das brigas por motivos bobos, nem de todas as noites de amor mais intensas e apaixonantes que tivemos."

"Eu estou desabando, Jungguk. Eu estou aos pedaços, minhas pétalas foram embora, meu caule está fraco, minhas folhas já não são tão verdes e vivas como costumavam ser. Me desculpe por fraquejar num momento desses, me desculpe por deixar você, me desculpe pelas lágrimas e pela tristeza que eu farei você sentir, pelo buraco que estou causando em você. Me perdoe, meu amor, por estar sendo fraco novamente, me perdoe pelas dores que talvez nunca se curem em você."

"Eu nunca quis te magoar, te deixar, nem mesmo te afundar como eu afundei. Você é forte, eu queria ser como você. Queria ter suas qualidades, sua força de vontade, o brilho no seu olhar, sua coragem. Você não imagina o orgulho que eu sinto de você, você não sabe quantas vezes eu agradeci por ter finalmente um pilar para minhas estruturas podres."

"Eu sou como uma história, Jungkook. Eu tenho um início, um desenrolar e um desfecho. E o esse é o meu desfecho, está na hora de partir elegantemente, sem remorsos e mágoas, sem hesitação. Você me ajudou a construir uma linda história de amor, de como uma pessoa pode mudar a outra com simples toques."

"Desculpe pelas letras borradas, além de eu chorar, meu coração sangra pela dor e tristeza. Somos duas rosas, meu amor. Mas eu não consegui manter minha raíz, a chuva me afogou e por mais que você tenha me salvado, dessa vez está na hora. Não se preocupe, somos um karma, caro Jeon. Vamos nos encontrar novamente, e enquanto eu me forçar a partir, vamos ficar juntos até que eu viva como devo viver. Não se sinta triste, viva, ame novamente, eu vou estar sempre com você, não importa onde você esteja e nem com quem esteja. Não deixe seu passado intervir no seu futuro, eu vou sentir saudades do seu sorriso e você triste, irá prender minha alma e nunca ficarei em paz."

"Não tenha medo do futuro, não tenha medo de viver e nem de amar novamente. Não se reprima, mas nunca se esqueça que eu quero te ver feliz, mesmo que isso signifique você estar com outra pessoa. Se você estiver bem, eu também vou estar.

E com essas sinceras palavras, meu amor, eu estou indo embora deste mundo. Nós vamos nos encontrar novamente, meu dongsaeng. Eu amo você."

Jungguk fechou os olhos, abraçando a carta com força. Escutava a máquina ao seu lado, começar a apitar, e sorriu com aquilo. Estava velho, estava pronto para ir e máquina nenhuma iria lhe impedir daquilo. Ninguém iria impedi-lo de ver seu Jimin novamente. Quando viu os médicos entrarem correndo na sala, fez um sinal para eles pararem. — Está na minha hora, e eu não quero viver artificialmente. Eu quero viver novamente, porém ao lado de quem eu sempre amei. — e com aquelas palavras finais, a linha da máquina começou a ficar reta. Jeon Jungkook havia finalmente partido para reencontrar o grande amor da sua vida.

Era hora de ir embora, era hora de deixar tudo para trás e seguir em frente, e céus, Jungguk nunca desejou tanto aquele momento como desejava agora. Podia soar ridículo a vontade que sentia de morrer, mas jamais se perdoaria caso deixasse sua vida ser salva, não ficaria preso em tubos e nem viveria a base de remédios.

— Vamos, dongsaeng, abra os olhos, eu estou aqui com você. — a voz que tanto esperou para ouvir lhe chamou e assim ele fez. Estavam num lugar totalmente branco, sem teto e sem chão, apenas estavam ali. E Jimin nunca mudou, ele continuava com seus cabelos loiros, suas bochechas grandes e seu eye-smile. E Jungguk estava novo, com seus vinte e um anos, a idade que tinha quando seu amor partiu. — Nos encontramos, Jungguk. E vamos seguir em frente novamente, juntos.

E não, Jungkook nunca desistiu do ser adorável que agora segurava sua mão e o puxava delicadamente. Ele nunca o esqueceu, ele nunca conseguiu amar alguém tão intensamente quanto amou Park Jimin. Aquela era a mais pura história de amor que podiam imaginar que teriam. E desse jeito, Jeon parou, caiu de joelhos e se pôs a chorar como nunca chorou na vida, pondo para fora, toda sua dor, sua tristeza e frustração. — Eu nunca te esqueci! Eu nunca fui capaz de seguir em frente! Por favor, não vá embora novamente, eu não aguento tanta tristeza, Jimin! — chorava ao ponto de não conseguir respirar. Sentiu os braços de seu hyung circularem seu corpo, sorriu novamente.

— Vamos embora, amor. Eu estava te esperando, vamos nos ver novamente na próxima vida. Querendo ou não. — disse risonho. Jimin poderia ter seguido em frente, mesmo quando sentiu que Jeon havia o perdoado por ir embora. Mas não, ele esperou, esperou o amor da sua vida, esperou a pessoa que ele queria para viver e amar das maneiras mais toscas possíveis. Ele nunca amaria outra pessoa, seu coração não permitia aquilo.

Sim, querendo ou não, iriam se reencontrar, assim como em 1234, quando Jimin foi o príncipe de Portugal e Jungguk era encarregado de tirar sua vida.

Assim como em 1367, quando ambos eram apenas dois animais da selva, que mesmo que suas classes não permitissem aquilo, mesmo que seus instintos fossem para matar um ao outro.

Assim como em 1425, quando Jungguk adotou Jimin em um orfanato e lhe deu todo amor que um pai poderia dar ao filho que nascera cheio de traumas e sequelas.

Assim como em 1749, quando Jimin salvou Jungguk de ser morto pela igreja católica quando disse que não fazia sentido uma cobra falante, muito menos alguém nascer de uma costela.

Assim como em 1914, na primeira guerra mundial, quando Jimin se infiltrou no exército da Coréia do norte, encarregado de matar Jungguk, que acabou caindo nos encantos do traidor.

Assim como em 1939, quando Jimin e Jungguk eram casados e estavam sendo caçados pelo Norte, que queriam matar qualquer um que pertencesse à Coreia do Sul.

Assim como em 2013, quando Bangtan Boys existiu e mesmo com tantos outros shipps, ambos nunca se deixaram abalar e nunca foram assumidos publicamente.

Assim como seria em 2120, quando teriam seu encontro, como Jungguk o imperador da Coréia, foge de seu palácio, conhecendo um pensador chamado Park Jimin.

E então, uma luz finalmente apareceu. E um choro foi ouvido por toda sala médica; — É um garotinho, senhora Jeon! — a mulher chorava, apertando a mão da amiga que estava ao seu lado, ninguém mais que a senhora Park. — Ele se chamará Jungkook. Jeon Jungkook.

E novamente, as almas estavam destinadas, o destino planejado. E novamente, uma história de amor seria contada, lágrimas seriam derramados, sentimentos seriam sentidos novamente. Eles estavam para todo sempre, juntos. Talvez, até quando o karma fosse embora eles ficariam juntos. Jeon Jungkook e Park Jimin. Nada os impediriam daquilo.



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