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História Sorry if I call you dear - Capítulo 1


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Notas do Autor


Confesso que simplesmente deu vontade de começar a escrever algo Talvez seja a quarentena... Não sei, talvez? Claro? Em fim, vamos ver no que dá!

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Prólogo


Londres - 2014

- Já acabou? 

- Sim, mãe. Não são muitas coisas mesmo. - Ela suspirou e depois deu sorriso, depositando uma das mãos em meu ombro esquerdo para, em seguida, sair do pequeno cômodo. Na verdade, tudo era pequeno naquela casa, não apenas meu quarto. Mas fora aqui onde cresci, dei meus primeiros passos, brinquei, caí, recebi amor... Era difícil se despedir do nosso pedacinho que até então chamamos de lar. 

Agora era eu a suspirar, já fora da casa, olhando-a pelo que parecia ser a última vez. 

- Vamos, o vôo sai em duas horas e até chegar, já viu. - minha mãe, codinome Kátia, falou nos apressando. 

- Depois de 40 anos... - Vovó se pronunciou com olhos que transbordavam nostalgia e até mesmo algumas lágrimas. 

- Vamos, grandma. Nós não podemos atrasar. - me apresei em dizer, se não era eu a começar chorar. 

- Conferiram tudo? Passaporte, passagem, documentos... 

- Você sabe que sim, dona Kátia. Nós checamos umas três vezes. Relaxa mãe!

- Falando assim nem parece meu bebê de 15 anos... - espero que nem comece! - Eu estou ansiosa e empolgada, minha filha. Esse emprego nunca poderia ter vindo em uma hora tão oportuna...

Daí começou a falar sem parar até entrarmos no avião. 

Minha mãe e avó dormiam nos assentos ao meu lado, enquanto eu olhava pela janela, sobrevoando o Atlântico, por cima das nuvens. 

É claro que eu sabia muito bem que esse novo emprego da minha mãe não foi uma salvação apenas por proporcionar uma condição bem melhor da que sempre vivemos. Também significou que deixaríamos a Inglaterra e, naquele momento, era nossa única opção...


Nova Iorque - 2018

-  E por hoje é tudo. Lembrem-se do seminário para a próxima aula, e não me venham com aqueles trabalhos de ensino médio igual da última vez. Vocês estão no quarto período! 

Ri juntando meu material que estava espalhado sobre a mesa. Se teve algo que os anos não me ajudaram foi a ser organizada. Se a carteira já estava assim, quero nem ver minha mochila. 

A abri, depositando tudo lá. Era o horário de almoço e caminhava com a bolsa em apenas um dos ombros para o grande refeitório. Columbia tinha sua elegância, mas toda tentativa de admiração se perdia quando milhares de jovens famintos se aglomeravam numa fila enorme esperando pela refeição. 

Sorri feliz quando Jessie me chamou para entrar na sua frente. Atitude errada, eu sei, mas o que podia fazer? Eu era uma que fazia parte dos jovens famintos!

- Você me salvou! De novo!

- Eu sei. Você demora muito pra sair, Becca. Tem que agilizar, mulher.

- Ei, que culpa tenho eu da minha lerdeza?! - fiz minha cara de falsa ofendida, batendo em um dos seus braços com o meu. 

- Tá, Tá... Agora olha para frente que a fila já andou. 

Depois de alguns minutos ali, fomos até uma mesa que tinha alguns lugares reservados por nossos amigos, já com nossas bandejas. 


- Vocês ficaram sabendo? 

- Do que, Richard? - Alana perguntou interessada mais em sua comida. 

- Mas vocês deveriam saber, ela é da turma de vocês... 

- Ela quem? - Jessie perguntou, toda curiosa que é. Eu olhava para o celular em minhas mãos, procurando por alguma mensagem ou ligação perdida, não interessada na conversa que se dava, até que

- NÃO!! A CAMILA ESTÁ GRÁVIDA?? - a morena gritou. 

- Dá pra falar baixo, oh quem não sabe ser discreta? - o menino brigou olhando para os lados e, por fim, para nós novamente, agora com minha atenção. - Sim, e está rolando que a criança é do Thomás - falou mais baixo. 

- Não! Do Thomás? - agora foi Alana que se manifestou - Aqueles dois vivem brigando! 

- É o que falam. Há uma linha tênue entre ódio e amor - Jessie falou divertida. - Mas quem diria o atleta e a nerd... Isso é muito coisa de filme, não é, Becca? 

Voltei pra mim e respondi - Ah, sim. Bem clichê, não? 


Eles continuaram a fofocar agora já sem minha participação. Acabou o intervalo assim como as aulas da tarde. 

- As meninas marcaram uma saída no shopping, você não vêm? - Jessie perguntou, parada ao meu lado, junto com Alana, enquando arrumava minhas coisas.

- Hoje eu não posso.

- Ai Becca, quando você pode? Tem quatro períodos que você dá a mesma resposta!

- Alana, Jessie, vocês sabem. Preciso buscar minha irmã na creche. Minha mãe só sai mais tarde do trabalho. - olhei pra cada uma - Mas prometo, na próxima, okay? Vou me organizar. 

- Está parecendo até uma mãe desse jeito, tendo que agendar horário. - eu ri - Vamos cobrar, nem adianta fugir! 

- Eu sei, eu sei... Agora eu preciso ir. Vejo vocês amanhã. - beijei cada uma e sai do prédio da universidade. 

Cheguei até meu carro, jogando a mochila no banco do carona. Dirigia pelas ruas movimentadas de Nova Iorque. Em poucos minutos estava estacionada na frente do pequeno prédio em que ficava a creche. Desci, olhando para os lados para então atravessar. Entrei pela porta dupla. 

- Boa tarde, senhorita Muller.

- Já falei pra me chamar só de Rebecca, George. - respondi com uma careta ao porteiro - Eu sou muito nova. 

- É costume senho... digo, Rebecca. - coçou a cabeça. 

- Isso aí! - comemorei - agora vou lá. Boa tarde, George. 

- Vai lá.

Subi dois lances de escada até chegar na sala onde ela ficava. Pelas janelas a via brincando com seus amiguinhos. Bati no vidro atraindo a atenção de todos. A pequena, ao me ver, abriu um lindo sorriso que me derreteu. Era difícil ficar longe daquela menininha. 

Ela correu e pegou sua mochila pindurada no fundo da sala e veio até a porta, aguardando a professora abrir. Quando isso aconteceu, me agachei apressadamente, sentindo todo aquele impacto gostoso. A apertei forte. Regina, a professora, sorriu e disse que tudo ocorreu bem e eu correspondi o gesto, deixando a sala com ela ainda em meu colo, agarrada em meu pescoço.

- Que saudade de você, bebê! - Beijava tudo o seu rostinho, enquanto ela ria aquela risada gostosa e sapeca. Coloquei sua mochila nos ombros e saí da creche. 

Depois de cessar as risadas, afundou seu rosto na curvatura do meu pescoço, apertando mais os braços e cheirando forte o mesmo. Mania que já estava acostumada. 

- Eu também senti saudade! 

- É mesmo, Anna? - perguntei, já abrindo a porta de trás, onde ficava a cadeirinha. 

- Mesmo, mesmo, mamãe! 



Notas Finais


Confusos? Sim? Não? Já esperavam?
Óbvio?
Contem me tudo e não me escondam nada kkkk


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