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História Sorte no jogo, sorte no amor (JIKOOK) - Capítulo 1


Escrita por: VMinKook_Pjct e ineffabilem

Notas do Autor


é gente, sou eu de novo sim, por favor, não enjoem de mim, sério mesmo, eu escrevo pra controlar a ansiedade, ai quando vejo já fiz 569754924 ones. essa é sobre super poderes e jogos escolares, espero que gostem aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Capítulo 1 - Sorte na rivalidade; capítulo único


Fanfic / Fanfiction Sorte no jogo, sorte no amor (JIKOOK) - Capítulo 1 - Sorte na rivalidade; capítulo único


O Instituto Professor Kwon J. de estudos avançados para jovens portadores de superpoderes, está quase vindo abaixo. É domingo, o solstício de verão e final dos Jogos de Primavera. A instituição banhada por lindos tons azul e amarelo, gritos de guerra, risadas, sons de apito e burburinhos. Perucas brilhantes, rostos pintados e pompons erguidos. Clima melhor do que esse só nas provas práticas a cada fim de semestre e quando a grama verdinha da entrada é banhada por alunos chegando das férias.

O evento mais aguardado em todos os anos. Uma semana toda sem preocupação com estudos, apenas fazendo rebuliço, fingindo ser torcida, para no fim ganhar alguns pontos extras por presença.

Os jogos foram criados por Kwon Hwanwoong, neto do fundador, cento e sessenta quatro anos atrás. Na época havia dito que precisavam agitar as coisas naquela escola ou nenhum adolescente ou pessoas na fase adulta, iriam querer estudar lá, e bem, eles careciam de dinheiro para manter o lugar em pé. 

O senhor J, como era chamado por todos, aceitou a ideia e vendo o sucesso da mesma, outras formas de recreação e de fugir um pouco da realidade confusa que era possuir poderes, e ter que aprender a controlá-los de alguma forma, para que fossem usados em prol do bem e claro, para evitar acidentes, mortes e afins, foram implantadas na grade curricular. 

Taehyung, ou J.Seph pros mais íntimos e Somin da equipe Cádmio, liderada por Jimin pelo terceiro ano consecutivo, já encontram-se na área onde a fase final da competição vai ocorrer. Estão lá para badernar com os outros alunos como era esperado, antes da última rodada iniciar. É o último ano deles na casa J, como carinhosamente apelidaram o lugar desde a morte de seu criador.

A equipe Cobalto, chefiada por Jungkook, que é composta por Matthew — o garoto vindo de outro país que entrou no colégio juntamente com o Jeon — e Jiwoo, permanece na opulenta construção que serviu de casa para gerações e mais gerações de reis e rainhas séculos atrás. 

O capitão está passando as últimas coordenadas, além de estar inflando seu próprio ego e o deles, evidentemente, deixando bem claro que vão fazer história no lugar sendo os tricampeões dos jogos. Fala de boca cheia que muitas gerações a seguir irão lembrar deles e o melhor de tudo, ambicionar ser como eles. 

Park e Jeon são inimigos declarados, a academia de ensino chega a ser dividida por consequência. Se por algum acaso acabam dividindo um mesmo ambiente, o silêncio reina ao redor da presença dos dois, tamanha tensão que os circula, atrai e poucas vezes repele. 

Ambos possuem o mesmo poder — a velocidade — e toda a rixa começou dois anos antes, quando se enfrentaram pela primeira vez, e o time do veterano perdeu. 

Jimin nunca havia sido derrotado em nada — em nenhum momento de sua vida — sempre foi bom em tudo. Perder não estava no seu dicionário e ele não podia lidar com a ideia de ser o segundo em algo onde era visto como o melhor de todos. 

Quem aquele calouro pensava que era? 

O Jeon acabou entrando na sua lista de pessoas que ele precisava tirar do seu caminho. O loiro sempre foi superior quando se tratava de velocidade e deixaria isso bem claro, foi o que passou por sua cabeça assim que apertou a mão do garoto quando o torneio acabou naquele dia. 

Todavia, o ano seguinte chegou trazendo suas tão adoradas festividades e ele se viu perdendo outra vez. O sangue lhe subiu a cabeça e ele treinou feito um louco entre suas aulas. Ele não perderia no ano seguinte, isso não teria nem cogitação. Jungkook não era tão bom assim, a culpa era sua por não se dedicar o suficiente.

— Vão indo na frente, eu preciso resolver algumas coisas por aqui, vou aproveitar o tempo que ainda temos. — Assim ele dispensa seus companheiros de equipe, que fingem acreditar que em suas palavras.

Eles têm total consciência de que seu capitão vai atrás de certo loiro, a fim de inferniza-lo. Não será a primeira ocorrência, mas vai ser a última, o que significa que nessa circunstância a provocação será pesada. 

O campeão dos campeões, como se auto intitula, desfila pelos corredores, cantarolando e fazendo alguns passinhos de dança, vez ou outra troca um bater de palmas com algum aluno que o admira, pudera, além da sua habilidade, inteligência e carisma, ele é dolorosamente lindo. 

Então está ali, parado na porta do quarto, observando seu rival que está de costas, mirando o mundo além janela. Suspira, ainda o contemplando, e acaba por tombar sua cabeça, se perguntando se é permitido alguém com uma bunda tão bonita, usar aquele tipo de calça. 

— Minha cabeça fica mais em cima.

A boca arqueando levemente em um dos cantos, a sobrancelha na mesma lateral se erguendo à medida que se vira para encarar aquele que perturba seu sono através de sonhos que muito provavelmente o horário não irá permitir detalhes demais.

— Vim desejar uma boa corrida lá dentro e dizer pra não chorar quando perder novamente, pensa que esse é nosso último ano e você não vai perder no próximo. 

Ah, o ar convencido que tira Jimin do sério e faz seu sangue pulsar com mais força. 

— Hm, acho que as coisas vão ser diferentes esse ano. — Morde a parte interna das bochechas, o que faz sua boca bonita se projetar num biquinho.

— Ah Park, nem você acredita nisso. Sabe muito bem que a cada dia eu só faço melhorar. Talvez esteja na hora de aceitar que eu vou sair desse lugar sendo o número um. 

— Gosto quando as pessoas cantam vitória antes da hora, sabia? O ar que elas exalam ao quebrar a cara é maravilhoso.

— Bem, não estou cantando vitória, só estou tentando te confortar antes da derrota.

— Você deveria estar junto da sua equipe, não aqui enchendo a porra do meu saco, não acha? — Jimin não pode evitar revirar os olhos enquanto atravessa o quarto que divide com ele desde que o mesmo chegou na escola, para seu azar, dor de cabeça e nervos que sempre estão à flor da pele em sua presença.

— Mas se eu perder, o que não vai ocorrer, deixando bem claro. — Abraça a cintura do loiro assim que ele passa ao seu lado, ignorando a fala do mesmo, gostando além da conta do calor que sobe por sua coluna por causa da aproximação. — Eu vou beijar você. 

O menor nunca riu tão genuinamente em toda a vida. De nervoso, deixando bem claro.

— Nossa Jungkook, esse era o incentivo que estava me faltando. — Zomba com seu ego um tanto inflado. — Vá caçar o que fazer e pare de torrar minha paciência. Te vejo no fim da corrida, segurando sua bandeira azul ao lado do sino, meu amorzinho. Feche a porta do nosso quarto quando sair. 

Gentilmente afasta o braço em seu entorno, e tenta ignorar ao máximo o quão afetado acabou ficando com as palavras e atitudes, e o hálito quente com cheirinho de cereja — Jungkook é viciado nas balinhas que são oferecidas na recepção — que fez cócegas em sua bochecha quando foi travado na porta. 

Caminha pelo corredor, trabalhando sua respiração e batimentos atrapalhados, pois sabe que se Jeon Jungkook promete, ele faz. Droga, ele assegurou seus amigos que iriam vencer, se prepararam arduamente para isso. Como lidar com o fato de que se ganhasse a competição, ele receberia um beijo do garoto que deixa sua cabeça em desordem?

Trava seu passo assim que seus pés tocam o gramado fora da edificação. E se Jungkook o beijasse na frente de todos, no meio de toda a comoção? Eles iam estar rodeados de toda a escola e no fundo sabe que é um tolo pelo garoto implicante de sorriso bonito, ele não será capaz de repelir o toque, tem consciência disso. 

Que o último filho de Krypton o salve. 

[...]

— Vocês estão prontos? — A pergunta feita por Jong-suk, mentor dos alunos que estão no último ano e árbitro dos jogos, parece mais zombaria. 

Bem, ele a fez com o propósito de quebrar um pouco a tensão que se apodera dos presentes, e é por isso que ele é considerado o educador mais legal de todo o campus. Sua aura leve e seu sorriso bonito fazem qualquer tempestade dar adeus, para que um arco-íris possa colorir o céu. Ele tem consciência de que todos ali estão mais do que prontos; ele os viu treinando e buscando todos os dias superar seus próprios recordes.

Por fim, os maiores inimigos que o lugar já viu, dentre os quase duzentos anos que a instituição existe, se colocam de frente um para outro e apertam as mãos, como as normas de boa convivência pedem. 

— Eu vou amar ver sua cara quando perder para mim novamente. — Ao invés de usar de sua força como marcação de território, o que é do seu feitio, o mais novo faz um leve carinho nas costas da mão, fazendo Jimin perder o foco por breves segundos. 

Jungkook gosta da forma como a respiração falha e o loiro tenta não transparecer isso.

— Já ouvi esse discurso hoje, não sabe falar outra coisa? Ou o medo está tomando conta do seu corpo e aí precisa ficar se auto afirmando o tempo todo?

Os alunos que estão no mais absoluto silêncio na arquibancada, explodem em gritos e uivos.

É assim que eles gostam. A rivalidade mantém a ordem das coisas, e eles precisam disso, — de toda a tensão que ronda os dois e seus determinados grupos — para sentir que, cada dia presos ali, vale a pena. Reis, ou deuses, como são vistos, se odiando da forma mais pura possível. Entretenimento de verdade.

— Por favor, namorem. — A voz de uma garota se sobressai na baderna, fazendo Jimin rir, o que só intensifica a zona que o local se tornou.

Melhor do que assistir duas pessoas querendo se pegar no soco a cada segundo, é imaginar que o real problema delas é uma terrível tensão sexual e quem sabe, até mesmo um amor encubado, afinal, entre o amor e o ódio, a linha é tênue. Não é segredo pra ninguém, todo mundo no lugar sonha com o dia em que no meio de uma briga, eles vão dar um beijo capaz de fazer o chão ao redor pegar fogo. 

— Não me deseje algo tão ruim. — O loiro grita de volta.

— Não se façam de sonsos, nós sabemos o que é toda essa implicância. — Ao mesmo tempo, eles enfiam um dedo na boca e fingem ânsia. — A gente inclusive chama vocês de Jikook quando não estão por perto. 

Um sorrisinho zombeteiro no rosto de Jungkook, os órgãos internos de Jimin gelando com a informação e um apito soa, — fazendo com que algumas pessoas se encolham, — deixando claro que o silêncio é necessário. 

— Kim e Kim. Tomem suas posições e se preparem para o mapeamento da área. — Os garotos confirmam com a cabeça, há um sorriso no rosto, o senhor Lee ama os chamar pelo sobrenome quando juntos.

Antes de irem para as marcações indicadas, Jimin puxa Jungkook de canto e leva sua boca até a orelha dele, tentando, de forma falha, ignorar o cheiro gostoso que o mesmo possui.

— Se você acha que aquilo que me disse no quarto vai me desestabilizar dentro do labirinto, para que você possa ganhar facilmente, já que dessa vez observou que eu estou além da sua capacidade, — volve seu rosto e o encara seriamente, ignorando o olhar que cai sobre sua boca — saiba que perdeu seu tempo. Sua ameaça, não me assusta. Boa corrida lindinho. — Dois tapinhas no rosto.

É necessário fazer o outro acreditar que vai fazer de tudo para ganhar, pois quer mostrar o quão bom é, não porque está desejando além da conta saber como é ter a língua dele deslizando na sua.

Dá as costas, desejando socar a cara bonita que ele tem, Jungkook é irritante apenas por respirar e não aguenta mais a forma como seu corpo reage de um jeito errado perto dele.

— Jungkook e Jimin, sem conversas paralelas, coloquem-se em seus lugares.

As asas de Matthew se fazem presentes, causando burburinhos e falta de ar em algumas pessoas diante a beleza que aquilo sempre proporciona. A luz que emana das mãos de Taehyung, e o impulsionam para cima, dispara o coração de todos, mesmo daqueles que já estão mais do que acostumados. 

— Podem começar. 

A última rodada do torneio é um simples jogo de roubar bandeiras. Claro que dentro de um labirinto que muda sua rota e possui armadilhas. 

Os Kim vão ficar sobrevoando o perímetro enquanto, através da telepatia, Somin e Jiwoo, as melhores de todo o lugar com relação a suas habilidades, vale ressaltar, irão estabelecer uma conexão mental para guiar Jimin e Jungkook pelos estreitos corredores de pedra. 

Vai vencer aquele que, com a bandeira inimiga em mãos, bater o sino no outro lado do campo ao lado de Jong-suk.   

— Ao restante, se posicionem e se preparem, ao som de sino, vocês estão liberados. Lembrem que não é aceito nenhum tipo de trapaça, há pessoas vigiando todo o limite e cada ato de vocês. Boa sorte e que o melhor vença. 

Jimin, de forma muito lenta, guia seu olhar até Jungkook, que está o encarando com um sorriso vitorioso no rosto. Respira fundo, diabos que ele precisava ter um par de coxas tão lindas e que ficam ainda mais maravilhosas dentro daquela maldita calça preta.

— Ainda bem que você já está acostumado com a derrota. — Ah, Jeon ama o olhar que partiria seu corpo ao meio caso o mais velho fosse capaz de emitir raios energéticos pelos olhos. 

— Por Deus, que criatura cansativa. Quando eu segurar aquela corda antes de você, a gente conversa. — Pisca e volta sua atenção para a entrada.

Jeon Jungkook não vai ganhar dessa vez. Jimin sabe que no fundo quer os dois prêmios, não pode negar. 

— Ji. — Somin atraiu a atenção do seu capitão com um sorriso confiante no rosto. — É nosso último ano aqui, independente do resultado dessa rodada, nós sempre fomos uma equipe incrível, que se ama e respeita e isso não vai mudar, você batendo aquele sino ou não. Lembre-se disso lá dentro, não fique tenso, limpe sua cabeça e deixe que eu te guie, está bem? 

Regulando sua respiração e deixando a calmaria tomar conta do seu corpo, confirma algumas vezes. Volta sua atenção para a entrada, não antes de espiar Jungkook, que está estalando seus dedos, tentando de alguma forma mandar a tensão embora.

O sino toca pela terceira vez, as pessoas próximas ao labirinto protegem seus pontos vitais por reflexo enquanto seus cabelos voam com o poder que exala daquelas que estão no ar. Eles precisam elevar ainda mais sua habilidade para que possam se manter equilibrados durante a prova.

A disputa pelo troféu está iniciada. Os corredores de imediato notam que o labirinto parece ainda mais confuso, sufocante e escuro quando dentro dele. A área é grande demais, mas para pessoas capazes de correr a velocidade da luz, o local se torna minúsculo e de certa forma agoniante, pois não podem colocar tudo de si no que estão fazendo. Se ponderar, precisando ser ágil, se torna pior que as armadilhas no caminho. 

Todavia, não poder correr como fazem em um campo aberto, não muda o fato de que a adrenalina faz o coração quase saltar pela boca. Qual será a próxima curva? Estou muito perto do alvo? Longe? Vou dar de cara com um espaço sem saída? Irei ouvir o sino tocar deixando claro que meu oponente ganhou e eu ainda estou preso entre paredes de pedra escorregadias pelo excesso de musgo? 

Eles precisavam mais do que tudo se concentrar em seguir as instruções que são mandadas para suas mentes. A total consciência de que sem seus amigos, eles nunca serão capazes de atingir sua meta, os toma e arrepia a pele.

Estabelecer uma conexão mental com mais de uma pessoa, é de certo modo complicado e pode se tornar muito confusa, estabelecer esse sinal com alguém e repassar as informações recebidas para outra pessoa, só pode ser possível se entre os envolvidos existir uma confiança inabalável, coisas que as equipes têm. A amizade sincera que compartilham só ajuda na manutenção de seus poderes, que crescem cada vez mais. 

Por isso são tão admirados e respeitados. 

Estão deixando claro para as próximas gerações o que é necessário para se tornar o melhor naquilo que se faz. Respeito, cuidado, amizade, amor e confiança, sempre vão ser a chave para se obter o melhor resultado em tudo.

Porém precisam ser sinceros, isso é muito melhor do que correr sem rumo definido. Oh sim, em uma área aberta não precisam lidar com certas coisas por ter uma visão ampla do lugar, como Jimin ao se deparar com aranhas que parecem escorrer pelas paredes em certos pontos, tal coisa o faria passar mal e até mesmo desmaiar, assim como Jungkook que ignora por completo as cobras que despencam bem na sua frente vez ou outra. 

Eles sabem que aquilo não é real, mas o susto ocorre. Você querendo ou não, é um mecanismo de defesa e seu primeiro ato é travar o corpo. É adrenalina em seu estado mais puro e isso é tudo o que eles querem no auge dos seus dezenove anos; qual é a graça em estar vivo, senão pra sentir o sangue ferver a ponto da pele parecer estar pegando fogo? 

Somin e Taehyung estão muito mais sintonizados nesse ano e Jimin sente e vibra por isso, afinal o vislumbre para uma vitória, visando a rapidez nas habilidades dos dois, está muito clara para ele, que tomando uma curva correta, se vê dentro de uma grande espaço, onde no meio do mesmo, se encontra a tão sonhada bandeira azul ao lado da amarela de sua equipe. 

Com os olhos brilhando e orelhas quentes por sentir o sucesso tão próximo, avança em direção a seu alvo. Contudo seu coração bate ainda mais forte e não de uma forma boa, quando sente uma mão desvelar na sua. Ergue o olhar e lá está Jungkook com seu sorriso arrogante. Não viu o mesmo se aproximar, o que lhe assustou, todavia, não tem muito tempo para pensar nisso, a saída é a parte mais fácil, sem todas as armadilhas e pegadinhas e desvios errados, então um segundo de margem faria toda a diferença. 

Ele precisa ser rápido, mais do que já foi um dia. Ele só quer vencer, ele precisa disso, sair da escola sendo lembrado como aquele que derrotou a equipe Cobalto em seu último ano depois de duas derrotas. 

Bem, infelizmente, Jeon é um absurdo quando se trata do seu poder. 

Assim que ergue a mão para bater o sino, Jimin vê o vulto da mão dele ao lado da sua. Seu sangue parece ter subido para cabeça, um micro deslize e vai perder novamente e não pode, sua equipe merece isso, eles se prepararam dia e noite feito loucos, ele prometeu aquele troféu. Jungkook não pode tocar naquela corda e por fim, ele não toca e por pouco Jimin também não, já que sua mente roda com o que vê. 

Jungkook retrocede sua mão, deixando claro que está desistindo. Jimin não consegue acreditar, ele é a criatura mais competitiva que já conhecera, ele nunca em toda a sua existência iria largar mão de alguma coisa que estava literalmente a centímetros de ser conseguida. 

O campo é invadido por alunos eufóricos, transformando tudo em um mar de azul e amarelo, isso impede que o mais velho entenda o que aconteceu, afinal a agitação de seu corpo é tanta, que ele apagou de sua cabeça o que ouviu em seu quarto. Está sendo jogado para cima entre palmas, gritos e cantos de vitória, o que deixa sua mente ainda mais bagunçada.

Quando seus pés tocam o chão novamente, pode respirar aliviado e pelo menos tirar o cabelo suado colado em sua testa. Nesses movimentos seu olhar cai sobre Jungkook, que o encara com as mãos nos bolsos da calça, o sorriso em seu rosto é diferente, os olhos estão sorrindo também, o que lhe traz a sensação de que há uma geleira dentro do seu estômago. 

Então ele lembra da mão na cintura, a fala mansinha próxima a seu rosto, a declaração do outro. 

Como já é esperado quando se acaba um torneio, os adversários precisam apertar as mãos para mostrar que a rivalidade acaba dentro do campo de batalha. Jimin vai em direção a ele, ignorando todo e qualquer nervoso que tenta a todo custo travar seu passo. 

— Eu vi o que você fez. — A voz baixa, aquele assunto deveria ser tratado entre os dois. — Por que fez isso? — Estende a mão que prontamente foi segurada. 

— Eu não fiz nada, você ganhou. — De forma discreta vai se aproximando com todas as segundas e terceiras e quartas intenções do mundo já que Jimin não recua. — Você estava certo quando disse que eu não deveria cantar vitória antes da hora. Você me superou, parabéns.

— Jk, você acha que eu sou idiota? Você perdeu propositalmente. — Tão próximos que as respirações batem uma na outra, as mãos ainda unidas, agora entre os corpos, sentindo a quentura que escapa pelos poros. — Quer tanto assim me beijar? 

— E se for? — Sem rodeios, fazendo o corpo do loiro enrijecer, entrar em estado de alerta. 

— Por que isso logo agora?

— Porque é nosso último ano, porque já proporcionamos entretenimento demais pra esse lugar. — Encaixa sua mão na lateral do rosto do mais velho, o analisando ainda mais de perto, os narizes já se tocam, qualquer mínimo movimento e as bocas vão se sentir também. — E porque eu estou cansado de esconder o quão fodidamente apaixonado sou pelo o cara mais incrível dessa instituição. Lógico que eu não ia fazer nada caso eu tivesse jogado meu verde e sua reação fosse agressiva ou defensiva, mas bem, você está aqui entre meus braços e não recuou um passo sequer. — É então que Jimin se toca que há um braço circulando em sua cintura e que a mão antes no seu rosto está indo em direção a sua nuca. — Tem alguma objeção, Park?

Jimin o toca, trazendo o rosto para si, encaixando as bocas, suspirando baixinho e sorrindo de olhos fechados para logo em seguida sentir a maciez da língua alheia num beijo que foi capaz de calar uma abundância de adolescentes com os nervos à flor da pele, que sonhavam com tal momento há muito tempo.

Ah, pobre Jimin, se ele tivesse consciência de que beijar aquele que tira seu o juízo de todos os jeitos possíveis, iria ser como afundar em água morna depois de um dia exaustivo, já teria feito por contra própria e Jungkook não está diferente, sente que vai explodir feito um balão cheio de confetes coloridos, tão bom é ter seu loirinho — sim, é assim que o chama mentalmente — em seus braços tão entregue e sendo tão receptivo. 

Enfim, sabem de imediato que querem se beijar pro resto de suas vidas. 

Quando se afastam, iluminados pelo sentimento gostoso que se apossou de todo corpo, se abraçam como sempre quiseram, mas em segredo, se deliciando no conforto que tal ato é.

Como é esperado de uma balbúrdia de pessoas que só querem aproveitar o restinho do dia fazendo baderna, Jungkook e Jimin são jogados para cima. 

Vitória dupla, comemoração dupla.

Sim, Park perdeu os últimos dois torneios, mas em compensação, acabou por ganhar duplamente em seu último ano. Como diz o ditado: sorte no jogo, sorte no amor. Tudo bem, eu sei que tal expressão não é assim, mas aqui, ela não se aplica da outra forma; ainda bem, não é mesmo? E que seja bem vinda a primavera. 



Notas Finais


@siessel meu anjo lindo, obrigada pela avaliação, não sei como voce ainda não enjoou de mim ;( e agradecer minha futura esposa @nuvememchuva pela betagem, sem você eu nem tava aqui, por deus! e a todo mundo que leu e ainda não largou mão de mim, EU AMO VOCÊS DEMAIS AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA e ai gostaram?


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