História Sorte pra nós - Capítulo 45


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Categorias Depois das Onze
Personagens Gabie Fernandes, Thalita Meneghim
Tags Dd11, Depoisdas11, Depoisdasonze, Gabie, Thalita
Visualizações 190
Palavras 1.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 45 - Estou com tanto medo


Fanfic / Fanfiction Sorte pra nós - Capítulo 45 - Estou com tanto medo

P.O.V (Gabie)

Liguei pro meu irmão e ele foi me buscar. Chorei durante o caminho até em casa, pra mim a gravidez da Thali tinha colocado um ponto final na minha felicidade. Quando cheguei em casa a minha mãe estava no sofá, deitei em seu colo e passei o resto da noite chorando. Ela tentava de todas as formas me acalmar, mas estava doendo tanto que eu não conseguia parar de chorar.

- Dói aqui, mãe. Dói tanto. – falei enquanto apontava para o meu coração.

- Filha, dói em mim também, eu odeio ver você sofrendo! Isso vai passar, meu amor. Você vai superar. – ela dizia enquanto acariciava a minha cabeça ainda em seu colo.

Passamos a noite acordadas, chorando juntas. A minha mãe é a mulher mais incrível que eu já conheci. Ela me segurou no colo durante toda a noite e quando amanheceu me convenceu a dormir, tomamos calmantes juntas. Em poucos minutos eu apaguei já em minha cama. 

P.O.V (Thali)

Acordei com o meu celular tocando, vi no visor que era o Bruno. Atendi e ele reclamou porque não avisei que dormiria fora, avisei que só voltaria para casa no final do dia e que qualquer coisa ligaria para ele, desliguei antes dele continuar a reclamação. Levantei, me arrumei e fui procurar os meninos.

- Boa tarde, Thali. – o André disse.

- Já é tarde? Cadê o Rafa? – perguntei.

- Ele nem dormiu, assim que amanheceu ele saiu para procurar os contatos dele, ele quer convencer alguém a abrir uma clinica pra você fazer o exame ainda hoje. – ele disse.

- Caramba, mas eu consegui destruir a vida de todo mundo. – falei desanimada.

- Para com isso! Vamos para a casa da Gabie? Estava apenas te esperando. – ele disse.

Concordei que sim, ele foi se arrumar e eu fiquei na sala esperando. Logo ele apareceu e nós fomos para o apartamento dela. Chegando na frente do prédio ele disse que não subiria, que estaria na porta caso eu precisasse, me desejou sorte e me pós para fora do carro. Pedi autorização para subir e o porteiro liberou. Estranhei que alguém tenha me deixado entrar, chegando no andar da Gabie a porta já estava aberta, então entrei. A Tia Juci estava sentada no sofá e fez sinal para que eu sentasse ao lado dela. Foi o que fiz!

- Como é que você ta? – ela perguntou tão calma.

- Estou bem. – me esforcei para parecer bem.

- Eu sei que não. – ela disse e me abraçou.

A família da Gabie é incrível, são sempre carinhosos comigo. Pela primeira o meu coração relaxou nos braços da mãe dela, eu sentia a mesma segurança que a Gabie me passava.

- A minha filha te ama tanto! Eu sinto muito por tudo o que você estão passando. – ela dizia baixinho no meu ouvido.

Aquilo me fazia chorar descontroladamente. Ficamos ali abraçadas por mais alguns minutos, ela se afastou, secou minhas lagrimas e me autorizou a entrar no quarto da Gabie. Assim que abri a porta eu vi que ela estava dormindo, me aproximei e sentei na cama dela.

- Estrelinha? – ela disse ainda com os olhos fechados.

- Oi Gabie. – respondi com receio.

- Deita aqui comigo! – ela me disse e abriu espaço pra mim.

Apesar de achar que ela estava sonhando eu a obedeci, eu queria muito aquilo. Assim que deitei, ela se aproximou e me abraçou. Naquele momento o meu corpo inteiro descansou, parece que sempre que estou ao lado dela eu consigo me sentir em casa, me sinto segura e amada. Adormeci ali, nos braços da mulher da minha vida e apenas ali eu encontrei a paz!

P.O.V (Gabie)

Quando a Thali entrou no meu quarto eu já estava acordada, mas não queria discutir, não queria magoá-la então eu a chamei para dormir ao meu lado. Quando a abracei senti o seu corpo relaxar e isso acalmou o meu coração, eu não queria vê-la sofrer. Esperei até ela dormir e levantei da cama, fui para o banheiro tomar banho, quando voltei ela já estava me esperando.

- Eu tenho uma proposta para te fazer. – falei e sentei na cama.

- Pode falar, estou te ouvindo. – ela me disse.

- Vamos ficar juntas só por hoje? Sem discutir um problema que nem temos certeza da existência. – falei e me aproximei dela.

- Eu estou com tanto medo. – ela disse e me abraçou.

- Eu sei disso, meu amor! Eu estou aqui contigo, nós vamos enfrentar isso juntas. – falei.

- Como assim? – ela disse, se afastou e me encarou.

-Thali, talvez este não seja o momento exato, mas eu quero viver muito mais coisas ao seu lado. E se isso significa ter que aceitar todas essa confusões eu quero! Se você quiser eu também quero... – eu disse olhando no fundo dos seus olhos.

 - Você tem certeza disso? – ela me perguntou.

Eu coloquei as minhas mãos em seu rosto e a puxei para mais perto, unindo nossas testas então encostei os meus lábios nos dela e levemente puxei o seu lábio inferior, então iniciei um beijo calmo. A Thali parou o nosso beijo, me empurrou na cama me fazendo deitar. Voltou a me beijar desta vez com bastante voracidade e eu me entreguei ao momento. Ela deslizou suas mãos para dentro da minha blusa e tocou os meus seios, involuntariamente soltei um gemido.

- Aposto que você sentiu falta disso. – a Thali disse baixinho.

Ela ligeiramente arrancou a minha blusa e abocanhou o meu seio direito me levando a loucura, eu já estava toda molhada quando ela colocou a sua mão dentro do meu short e sobre a calcinha iniciou uma massagem em meu sexo. O meu desejo era continuar ali, mas algo foi mais forte que eu, então pulei para fora da cama.

- O que aconteceu? – ela me perguntou assustada.

- Nada, só não estou no clima. – falei e sorri.

- Engraçado que o seu corpo parecia muito no clima. – ela disse.

- Desculpa. – falei.

- Senta aqui, eu não vou te morder! Pode me falar o que aconteceu? – ela me falou.

- Não sei, só estou com medo de te machucar. – soltei.

- Como assim? – ela perguntou e gargalhou.

- Eu sei que nós iríamos avançar e eu iria acabar pulando em você. Eu não sei se você ta grávida e isso pode machucar. – falei sem graça.

- Amooor, claro que não vai machucar. – ela disse e se aproximou de mim.

- Por favor, nós podemos não fazer isso hoje? – falei séria.

- Você é linda! – ela disse e me deu um selinho.

Eu agradeci e nós ficamos deitadas juntinhas, apenas trocando beijos e carinhos. Comecei a planejar nosso futuro, desta vez contendo uma criança, ela sorria cada vez que eu inventava uma aventura para nossa família.

- Eu espero que ele tenha os seus olhos. – falei.

- Ele? – ela me perguntou.

- Sim, um menino! Diego? – eu perguntei.

P.O.V (Thali)

Era inacreditável que eu estava realmente vivendo aquele momento lindo com a Gabie. Aquela mulher realmente estava fazendo planos com um filho que não era dela, ela estava pensando em nomes e imaginando todo o nosso futuro. Eu estava realmente encantada com toda aquela situação. Nós duas ficamos ali juntas por horas, logo anoiteceu e nós resolvemos sair do quarto.

- Comprei pizza para o casal. – o Emmanuel falou.

- Obrigada! – a Gabie respondeu.

Sentamos na cozinha e devoramos a pizza, óbvio que logo depois eu fui vomitar tudo no banheiro. Assim que saí do banheiro nós voltamos para o quarto e ficamos deitadas assistindo TV.

- Amor, o que aconteceu com o Emmanuel? – perguntei.

- Ele acha um erro eu assumir um filho contigo. – ela disse com raiva.

- Sério? Eu não quero causar tanto problema pra você. – falei triste.

- Isso não é problema. Eu tenho certeza que quando o Lucas chama-lo de tio ele vai ficar todo bobo. – ela disse e me abraçou.

- Lucas? Você muda o nome toda hora. – falei e sorri.

- Temos muitas opções, vamos testando ne? Se fosse menina você gostaria de uma Thalita? – ela me perguntou.

- Mas você não tem criatividade nenhuma para nomes femininos. – falei.

- Verdade, se for menina você vai escolher o nome. – ela me disse.

Comecei a falar nomes que talvez colocaríamos se fosse menina e a Gabie reprovou todos, nós rimos e decidimos que pensaríamos sobre isso em outro momento. Ficamos abraçadas e acabamos pegando no sono. 



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