História Sortilégio - Chamas de uma paixão - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Drogas, Família, Obsessão, Ódio, Romance, Sortilégio, Traição, Vingança
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Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Sem pensar


Fanfic / Fanfiction Sortilégio - Chamas de uma paixão - Capítulo 8 - Sem pensar

Felipe


Ela havia se atrasado, mas não me importei porque sabia que era normal a noiva se atrasar, e quando a porta da igreja se abriu Alice era tudo que eu via naquele lugar, ela estava tão linda de noiva, a noiva mais linda que eu já vi.

Eu estava tão feliz por finalmente ter chegado o nosso dia que até esqueci o que havia feito naquela maldita despedida de solteiro na noite anterior.

Só lembrei quando o NÃO dito por Alice ecoou pela igreja e ela jogou na minha cara o que eu tinha feito, junto com várias fotos minhas com a Olivia, maldita hora que essa garota apareceu nas nossas vidas, e maldita hora em que a convidei para sair naquela noite em que Alice tinha viajado para os Estados Unidos para trabalhar.


Flashback On○


"O que acha de irmos dar uma volta pra mim te mostrar a cidade ?" Perguntei pra Olivia uma noite em que à encontrei andando sozinha pela rua.

"Não sei, não quero atrapalhar você." Disse com um sorriso tímido.

"Não vai atrapalhar, entra aí." Falei abrindo a porta do passageiro pra ela.

"Já que você insisti."

Fomos em um barzinho onde bebemos até tarde da noite, na hora de ir embora fui direto para minha casa esquecendo da garota que estava comigo.

"Desculpe, vou te levar embora." Falei meio enrolado porque estava bêbado demais.

"Não precisa, eu vou andando, você está bêbado demais pra dirigir." Ela disse saindo do carro.

"Não, então você fica e dormi na minha casa." Não precisei insistir ela aceitou de primeira.

Levei a garota até um dos quartos de hóspedes e fui para meu, onde deitei na cama e apaguei.

Acordei no meio da madrugada com alguém abrindo a porta, zonzo abri os olhos e vi aquela figura loira vindo em minha direção na hora pensei que fosse Alice, ela subiu na cama ficando por cima de mim e começou a me beijar e eu correspondi, só vi o que tinha feito na manhã seguinte quando acordei com Olivia dormindo ao meu lado na cama.

"Não acredito que fiz isso."


Flashback Off●


"O que você fez Felipe?" Meu irmão perguntou decepcionado enquanto eu via Alice desaparecer pela porta da igreja.

"Que vergonha. Meu Deus que vergonha." Minha mãe dizia. "O que você tinha na cabeça pra fazer uma coisa dessas ?" Perguntou pra mim, mas eu não falei nada, não tinha coragem nem ao menos de olhar na cara dela, na verdade eu não tive coragem de olhar para nenhum dos convidados ali presente, todos nossos amigos que naquele momento me olhavam com decepção.

"Que decepção Felipe, eu não esperava isso de você." Regina disse também decepcionada e triste comigo. "E você garota, te quero fora da minha casa amanhã bem cedo." Se virou pra Olivia com raiva.

"Mas eu não tenho pra onde ir." Chorou a garota.

"Problema é seu." Disse a mulher com frieza.

"Vamos querida, temos que ir atrás dela." Miguel disse levando a mulher embora.

"Vai ficar parado aí ou vai ir atrás dela ?" Alguém perguntou, me fazendo reagir e sair correndo para rua, mas não vi Alice em lugar algum.

"Pra onde ela foi ?" Camila perguntou se juntando a mim na chuva que caía forte.

"Não sei." Respondi sem olhar pra ela. 

"Você é um idiota Felipe, um grande idiota." Camila gritou comigo. "Olha só o que você fez, acabou tudo, destruiu não só os sonhos dela como os seus também, tudo por causa daquela vagabunda, mais agora ela vai ver o que acontece quando mexem com quem eu amo." A loira disse passando por mim voltando para a igreja, me virei e vi Olivia saindo.

"O que você vai fazer Camila ? Volta aqui." Fui atrás mas não pude impedir que ela pegasse a outra pelos cabelos a jogando no chão molhado prendendo a mais nova ali com o peso de seu corpo passando a desferir vários tapas no rosto da outra enquanto a xingava.

"Vagabunda. Cadela sarnenta. Eu sabia que Alice não devia ter confiado tanto em você."

"Socorro. Alguém tira essa louca de cima de mim." Olivia gritava, mas eu tinha a impressão de que todos alí estavam gostando do que estavam vendo, porque ninguém se mexeu para tirar Camila de cima dela.

"Louca é você que dormiu com o noivo da sua irmã." Mais um tapa e Olivia começou a rir.

"Não tenho culpa se ela não foi mulher o suficiente pra ele."

"Você não vale nada, ordinária." Camila disse incrédula com a fala da outra e saiu de cima dela. "Isso é tudo culpa sua que não sabe deixar esse pinto dentro das calças. "Falou pra mim e foi embora.

"Dá pra me ajudar aqui ?" Pediu Olivia esticando a mão pra mim ajudá-la.

"Vai pro inferno garota." Mandei dando as costas pra ela indo em direção ao meu carro, iria procurar Alice.

Percorri praticamente todas as ruas da cidade procurando por ela, mas não à encontrei em lugar nenhum, estava quase desistindo quando me lembrei de um lugar onde ela sempre vai quando está triste e quer ficar sozinha.

Parei o carro em frente ao cemitério e entrei indo direto ao túmulo da filha dela, onde encontrei o anel que eu havia dado à ela anos atrás, na noite da nossa festa de formatura, ela tinha passado por alí.

"Pra onde você foi ?" Perguntei olhando ao redor enquanto a chuva ainda caía forte.


Alice


Andei pelas ruas sem rumo, quando vi estava em frente ao cemitério, sem pensar entrei no local e fui para o único lugar onde seria capaz de me sentir melhor. 

Sentei ao lado do túmulo de minha filha onde fiquei por um bom tempo apenas pensando em como seria se ela estivesse aqui comigo, mas eu não conseguia imaginar isso sem chorar.

Em um determinado momento arranquei o anel que Felipe havia me dado quando me pediu em casamento anos atrás, deixei alí, não o queria mais, depois saí do cemitério completamente desnorteada debaixo daquela chuva torrencial que caia, a chuva estava tão forte que só vi o carro quando ele parou à poucos centímetros de mim, com o susto acabei me desequilibrando e caí. 

"Eu não vi você aí, me desculpe." O motorista pediu falando alto por causa do barulho da chuva e dos trovões.

"Não se preocupe, eu estou bem." Falei enquanto ele me ajudava a levantar.

"Alice ?"

"Ótimo, com bilhões de pessoas no mundo eu tinha que ser quase atropelada por você." Falei com desgosto.

"Você não devia estar na sua festa de casamento agora?" Lucas perguntou.

"Devia, mas não estou, ao invés disso estou aqui tomando um banho de chuva pra ver se morro de pneumonia." Respondi sarcástica.

"Entra no carro, e eu te levo pra casa." Disse abrindo a porta do passageiro pra mim.

"E quem disse que quero ir pra casa ?"

"Pra onde você quer ir então ?"

"Com você ? Pra lugar nenhum." Respondi andando para o lado oposto ao que ele estava.

"Juro que não vou fazer nada."

"Já disse, quero morrer de pneumonia."

"Você não quer isso."

"Por que você não vai embora e me deixa em paz ? Vai, some daqui, me deixa sozinha como todos fazem." Voltei a chorar me deixando cair no chão no mesmo instante em que um raio caiu em algum lugar próximo de onde estávamos clareando tudo.

"Vamos, não vou deixar você sozinha, desse jeito, nessa chuva." Lucas disse me levantando do chão e deixei que ele me levasse para seu carro, naquele momento pouco me importava quem ele era, o que fez pra mim no passado ou pra onde iria me levar, eu só não tinha mais forças pra discutir.

Pensei que ele fosse me levar para qualquer lugar, só não esperava que me levasse para a casa dele.

"Lucas o que é isso ? O que ela faz aqui ? Pelo amor de Deus me diz que você não sequestrou ela."

Beatriz perguntou assim que passamos pela porta, foi estranho estar naquela casa de novo depois de tanto tempo e de tudo que aconteceu. 

"Depois te explico, agora trás uma toalha e arruma alguma roupa seca pra ela vestir." Lucas pediu, mas ela permaneceu parada olhando pra mim desconfiada.

"Está tudo bem, ele não me sequestrou." Garanti me abraçando, agora que tinha saído da chuva estava sentindo frio.

"Senta aqui." Ele disse me levando até o sofá.

"Vai molhar."

"Senta." Sentei e logo Beatriz apareceu com a toalha e algumas roupas.

"Acho que vão servir em você, temos o mesmo tamanho." Disse me entregando tudo.

"Obrigada." Agradeci.

"É melhor você subir e se trocar em um dos quartos." Lucas sugeriu.

"Claro." Me levantei e fui em direção as escadas. "Acho que vou precisar de ajuda com o vestido."

"Eu ajudo você." Beatriz disse me acompanhando.

"E eu vou fazer um café." Lucas disse, isso pra mim era novidade ele nunca soube nem preparar um miojo.

Bia e eu subimos, ela me ajudou a tirar o vestido e a limpar a maquiagem que estava toda borrada em meu rosto, acho que essa foi a coisa mais esquisita que me aconteceu nos últimos anos, eu nunca imaginaria passar por tudo isso e receber ajudar das duas pessoas que fizeram de tudo pra infernizar a minha vida.

"Eu soube do que aconteceu." Ela disse quando terminamos.

"Foi bem rápido dessa vez." Comentei me referindo a velocidade com que a notícia correu.

"Bem, Monte Azul é uma cidade pequena e com a ajuda da internet..."

"Acho que mereci por ser boazinha demais."

"Você não tem culpa se as pessoas entram na sua vida só pra causar estragos, eu fui uma dessas pessoas e me arrependo tanto por isso." Disse segurando minhas mãos.

"Você era quase uma criança e estava sendo manipulada pelo seu irmão, aqueles dois são adultos e sabiam muito bem o que estavam fazendo." Falei me segurando pra não chorar de novo.

"Eu sinto muito." Lamentou. "Vou descer, acho que meu irmão deve estar destruindo a cozinha agora." Disse me fazendo rir um pouco. "Olha deita um pouco e descansa." Puxou os lençóis da cama.

"Obrigada." Agradeci.

Depois que ela saiu fiquei andando pelo quarto, e agora mais calma comecei a pensar se tinha feito a coisa certa em ter aceito entrar naquele carro com o Lucas. O pior é que ninguém sabia onde eu estava e eu nem tinha um telefone comigo pra ligar se precisasse.

"O que você foi fazer Alice ?" Perguntei pra mim mesma enquanto pensava se ficava alí ou se voltava pra casa.

A chuva lá fora parecia ficar cada vez mais forte, e só de pensar em voltar pra casa e encontrar com o Felipe ou com aquela sonsa da Olivia me deixava nervosa e com muita raiva.

Olhei para o relógio na mesinha e vi que já passava das onze da noite, a hora passou tão rápido. Sentei na cama e pensamentos torturantes começaram a invadir minha mente.

_Se tivesse nos casado agora estaríamos comemorando em uma linda festa com nossas famílias e amigos._

_Depois iriamos para a nossa casa, onde passaríamos a noite e no dia seguinte partiríamos para nossa lua de mel nos Estados Unidos._

_E depois voltaríamos para casa e eu sem saber de nada iria levar aquela vagabunda pra minha casa, Felipe agiria como se nada tivesse acontecido._

_E então quando eu estivesse viajando a trabalho eles iriam dormir novamente na nossa cama._

Quando me dei conta estava deitada na cama chorando de novo me sentindo tão burra e tentando imaginar o que eu fiz de errado para ele fazer isso comigo.


Notas Finais


Mais um capítulo, espero que tenham aproveitado essa quase marotona kkkkk agora vou demorar um pouquinho pra atualizar porque preciso dar atenção pra minhas outras histórias também rsrs se não os outros leitores vão me matar. Mas não se preocupem que continuo escrevendo os capítulos de Sortilégio.
Bjinhos no coração de vocês, até a próxima.
#Revisado


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