História Sortilégio - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Haku, Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Konan, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Pein, Personagens Originais, Rin Nohara, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Yahiko, Zabuza Momochi, Zetsu
Tags Atual, Comedia, Dark Love, Drama, Drogas, Gaaino, Idade Média, Magia, Mentiras, Mistério, Moderno, Naruhina, Problemas Familiares, Psicológico, Psicótico, Sadomasoquismo, Sasusaku, Sedução, Shikatema, Shoujo, Traição, Violencia, Yahiko×tenten
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Palavras 6.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, galeraaa!!! Tô de voltaaa '*'
Desculpe a demora, mas antes de mais nada quero que saibam, que normalmente estou procurando postar os capítulos em um intervalo de uma semana, então o normal mesmo será sempre que um Cap seja postado na Terça.
Já interados, quero que aproveitem bem esse novo Cap que os preparei. Minha intenção era entregá-lo bem de manhã, mas a correção levou mais tempo do que eu previ. Então, me desculpem por essa demora ^^' Só quero fazer o melhor para vcs, de vdd. Aprecio quando gostam e me falam isso ^^
Enfim...
Boa leitura :*

Capítulo 4 - Capítulo 4


Uma semana atrás, fora dos olhos da ex-Hyuuga

No quarto, enquanto isso, o Namikaze já se preparava para ir atrás da morena. Com passos decididos, começou a caminhar rumo a porta. Estava internamente resignado – completamente habituado com aquela incessante caça – com a ideia de ir atrás da ex-Hyuuga, a qual possuía um número significativo de fugas.

Os presentes também estavam habituados com a cena do moreno sempre indo atrás da nova Uzumaki. Desde a chegada da mulher, aliás, Memma se demonstrou alterativo com a situação da mesma e buscava estar sempre ao seu lado. Por isso, ninguém resolveu se manifestar com a atitude do Namikaze quando este começou a se dirigir até a porta. Ainda que, no fundo, Kushina estivesse em desacordo agora, uma vez que talvez não fosse boa ideia ir atrás da mulher do meio-irmão. Principalmente com o mesmo já desperto.

No entanto, notaram quando o caminho do moreno foi interrompido. Para maior tensão dos amigos e familiares, pela mão do loiro que se chocou com força contra o peito do meio-irmão em visível ato de agressão.

Apesar do forte golpe que recebeu, porém, o Namikaze não se deixou afetar. Apenas estagnou onde estava, direcionando um olhar gélido ao Uzumaki enquanto sentia a mão cerrada em um punho do loiro ainda pressionada contra seu peito.

Kushina se deparou com a cena que mais temia decorrer diante seus olhos. Vendo o punho cerrado de seu filho de consideração se pressionando contra o peito de seu filho legítimo, a matriarca sentia o receio lhe abater fortemente perante um possível confronto entre os seus meninos.

Um silêncio sepulcral se formou. A frieza que era transmitida pelas safiras do Namikaze se juntaram ao gélido olhar que o Uzumaki direcionou ao meio-irmão, trazendo uma atmosfera quase que sufocante para os presentes, a exceção daqueles que já estavam habituados ao confronto entre os irmãos.

Contudo, até mesmo estes últimos notavam uma carga de rivalidade incomum. Um sentimento assassino advindo do loiro, o qual parecia realmente irritado.

O que o moreno havia feito para tirar a compostura inabalável do loiro, era a pergunta que não calava no fundo da mente daqueles que os assistiam.

Talvez ciúmes, a avó, a matriarca e a prima apostavam internamente.

No entanto, quem realmente os conhecia tinha ciência de que aquilo, decerto, estava relacionado ao conflito vívido entre os meio-irmãos. Um sentimento inexplicável de rivalidade que existia entre os dois há séculos.

- Mal levantou do leito e já deseja uma briga, irmãozinho? – indagou Memma, entoando sua característica provocação sem se deixar intimidar pelo loiro – Deve estar realmente bem disposto.

Ambas as safiras em incessante contato visual. Uma possuindo uma tez mortal. A outra, adornada por frieza inabalável. Estavam em um confronto que ninguém poderia interromper. E coitada da alma que buscasse interrompê-los.

Por esse motivo, Minato segurava sua esposa com força, a fim de impedir que tentasse separar os filhos. Estes que decerto seriam incapazes nesse momento de distinguir alguém importante para ambos no momento em que estivessem prontos para se confrontar.

Confrontos violentos que poucos tiveram a oportunidade de presenciar, como sua esposa que mal sabia sobre algo assim. Pois, a matriarca ruiva jamais poderia vir a aceitar assistir aos conflitos. Estes que eram capazes de gerar um verdadeiro caos onde quer que estivessem.

Jiraya estava um pouco atrás de Minato, colocando Tsunade as suas costas para evitar que se envolvesse. Os homens estavam preparados. Sem exceção de um, nem mesmo dos homens de confiança do loiro. Estavam todos prontos e dispostos para tentar parar o proeminente confronto que estava garantindo se insurgir naquele momento.

Com o grupo feminino apreensivo e o pequeno contingente masculino tenso, foi inevitável a inquietação não aumentar perante o primeiro movimento. Este que partiu do Uzumaki.

Estranhamente, não foi um soco. Sequer uma locomoção brusca, ou mesmo arredia. Apenas o simples afastamento do punho do peito do meio-irmão, com mão cerrada subindo até a altura dos olhos do moreno. Os dedos folgaram e de sua palma um pingente pendeu, sendo devidamente seguro pelo cordão da joia. Assim que Memma voltou sua atenção à regalia exposta para si, identificou o objeto.

O moreno foi incapaz de ocultar os inusitados traços severos que manchavam sua face sempre tão expressiva. Seus ombros ficaram tensos, porém não pelos motivos que muitos ao redor deviam premeditar. Não estava apreensivo pelo meio-irmão, tampouco se achegava a tal sentimento.

O moreno, na verdade, sentia um forte enfado pela joia que viu o loiro o mostrar. Mais especificamente, esfregar em sua cara o maldito colar que ordenou com severidade para que Hinata devolvesse.

- Novas regras, irmão. – declarou Naruto com tom polido, se desfazendo do olhar mortal e o recobrindo com frieza cortante – Um novo jogo começa.

Os olhos do Uzumaki se desviaram do moreno enquanto repuxava a corrente e induzia o pingente a retornar para cima, capturando-o ainda no ar de volta em sua mão. O loiro finalizou o tenso momento com aquele dito, cortando a apreensão que rondava o ambiente com seu ar frio.

Com passadas imponentes e naturalmente intimidantes, os presentes permaneceram calados enquanto o observavam caminhar em direção à porta, sendo logo em seguida acompanhado por seus fiéis homens de segurança.

O Namikaze permaneceu ali, parado. Sem medo, ou temor. Diferente do restante que permaneceu, os quais sentiam a áurea intimidadora remanescente ainda os afetar.

Memma, no entanto, preservava a seriedade de seu semblante, bem como o enfado interior por aquelas palavras.

Tsunade, limitando-se apenas a observar, depreendia daquela cena uma visível manifestação de ciúmes. O colar que o loiro apontou para o meio-irmão interpretava como o símbolo da mulher pela qual, pelo o que percebeu, estava querendo lutar. Talvez houvesse lembrado de algo, pressupôs a avó. Do mesmo modo, todo o grupo feminino presente pensava semelhante. Com a clara exceção dos homens, que os conheciam melhor.

- Meu filho... Me diga a verdade. – Kushina quebrou o tenso silêncio que pairava pelo ar, direcionando sua atenção às costas do moreno – Você esteve envolvido com essa situação? – sua pergunta se levantou sobre a dolorosa hipótese que lhe surgiu em mente ao pressupor a ideia de que os dois estivessem interessados, há algum tempo, por aquela mesma mulher.

O leve risinho que o Sabaku fez ecoar em notório tom de ironia evidenciava o que bem pensava. Os homens simplesmente se reservavam de qualquer pronunciação, bem sabendo o que tudo aquilo significava.

Apenas algumas das mulheres possuíam escassas informações sobre aquele assunto, como Elena.

E, apesar de Kushina ser a matriarca da família, havia sido afastada pelo marido de certos assuntos como aquele em benefício de sua segurança e bem estar. Mais especificamente, quanto ao conflito que rondava entre os meio-irmãos.

- Senhora Uzumaki, é claro que Memma... – Elena pretendeu defender o namorado, porém foi impedida.

- Quieta, Elena. – ordenou o moreno, entoando uma severidade desconhecida entre alguns.

O tom severo usado por seu filho fez a matriarca direcioná-lo sua atenção em visível surpresa, levemente assustada pela severidade em sua entoação.

Memma era caracterizado pela mãe, e atestadamente conhecido pelos outros, como uma pessoa cuja áurea leve e semblante sorridente o faziam alguém com grande carisma.

Contudo, eram poucos aqueles que conheciam sua verdadeira face. O homem manipulador e gélido, cuja sagacidade era reconhecida como uma das piores. Alguém sem misericórdia, capaz de cometer terríveis atrocidades em benefício do êxito de seus planos. É claro, seu meio-irmão loiro também não era a figura mais moral e confiável. A verdade era que ninguém conhecia tão bem aqueles quase gêmeos, senão os próprios.

Compartilharam a infância e possuíam forte experiência um com o outro. Praticamente sabiam o que se passava em suas mentes, completamente difusas e complexas. Ambos não se encaixavam no padrão da normalidade.

- Memma, meu filho... – Kushina tentou se aproximar com ar de real preocupação ao considerar a ideia de que o moreno ainda estivesse tenso pelo desagradável ocorrido com o meio-irmão.

Minato a impediria novamente de fazê-lo, uma vez que conhecia bem o filho. Quando assumia sua real identidade eram poucos os que eram capazes de se aproximar, ou mesmo conseguir alguma permissão.

Contudo, para maior surpresa e até certa desorientação de alguns, o moreno se virou à mãe com semblante compassivo e olhar tranquilo. Apesar de seu sorriso ser inexistente agora, era notável o retorno da leve áurea que transmitia.

- O retorno de meu irmãozinho foi realmente inesperado. Contudo, os exames devem ser revistos se não quisermos correr o risco de um aneurisma. – começou dizendo, entoando certo humor habitual que sempre combinavam com suas farpas quando se retratava do meio-irmão – A mídia também deve ser alertada. A senhora sabe como aquele bastardo adora prezar pela própria imagem. Um verdadeiro narcisista.

Seus ditos incessantes e ininterruptos tinham um objetivo, tirar o foco principal de si. Poucos eram aqueles que o notavam. Seu jeito manipulador e dissimulado de mexer com as palavras, induzindo o rumo da conversa para onde bem lhe convinha. A verdadeira identidade de Memma era instável. Uma característica que o tornava um perigo latente a qualquer minuto.

- Memma! Já disse para não se retratar ao seu irmão assim. – Kushina o repreendeu, usando de seu tom materno como se ainda estivesse educando seu menino.

Era realmente nostálgico para a ruiva mais velha. Sempre foi. Tratar seu filho com naturalidade, sem se desapegar da imagem de seu menino. Esta que, de tão impregnada que estava em sua concepção, a fazia recusar sozinha da ideia absurda que levantou. Pois, seu menino jamais seria capaz de atentar contra a vida do próprio irmão. Isso nunca.

E novamente o Namikaze alcançava aquilo que lhe convinha. O apoio materno e da própria avó. Esta última que concordava logo atrás da matriarca ruiva, com pequeno sorriso mais tranquilo.

- Desculpe, minha mãe. Velhos hábitos tardam para se desfazerem. – disse com tom sincero, abrindo um mínimo sorriso resignado.

O moreno sentiu quando, em certo momento, o Sabaku abriria a boca para soltar mais uma de suas farpas. Decerto com alguma mensagem implícita para instigar novas suspeitas em sua mãe.

Contudo, o Namikaze não estava com paciência para isso. Por isso, antes que fosse capaz de proferir uma única palavra, o moreno o direcionou um olhar visivelmente gélido. Este que foi correspondido pelo ruivo de imediato, com um sorriso ácido. E ainda assim, o viu se calar e assumir silêncio.

Melhor assim, pensava o Namikaze consigo mesmo. Não teria mais impedimentos para fazer o que precisava.

Após esse imperceptível ocorrido entre o moreno e o ruivo, o Namikaze se virou novamente e começou a caminhar até a porta. Simplesmente virou as costas ao grupo de parentes e amigos, pronto para deixar o quarto hospitalar.

- Para onde está indo, filho? – indagou Kushina, notando a furtividade característica do moreno, a qual já estava habituada – Falou sobre tantas recomendações que poderia me aju...

- Tenho um assunto pendente. – simplesmente declarou, atravessando a porta e partindo sem olhar para trás, semelhante ao loiro.

A matriarca observou seu filho sair com certo pesar. Apesar do leve sorriso que mantinha, o incômodo era notável em seus traços delicados. Não queria que o mesmo partisse, e havia tentado impedi-lo ao levantar uma desculpa qualquer. Pois, estava claramente preocupada. Sabia que o moreno iria atrás daquela mulher. Contudo, com a felicidade do retorno de Naruto, as coisas poderiam acabar dando errado, dado que a nova Uzumaki era a esposa de seu meio-irmão – e apesar do mesmo demonstrar não recordar isso – era possível que ambos se envolvessem em um conflito.

Pelo menos foi o que o grupo feminino ali concentrado depreendeu daquela situação, a exceção de Elena, que estava por dentro da maior parte da situação.

No estacionamento do hospital particular, enquanto isso, a porta de um Rolls-Royce era aberta por um homem de preto para a passagem do Namikaze. Este que adentrou e sentou no passageiro de trás, sentindo o motorista não tardar a dirigir assim que se ouviu a porta ser fechada.

O moreno, cujo semblante neutro e desprovido das características emoções que pouco antes demonstrava, sacou o celular do bolso, discou um número e logo levou o aparelho até o ouvido. Não tardou em ser atendido. Uma linha muda, apenas dedicada a ouvir seus próximos ditos.

- Mantenham-na sob vigia restrita. – ordenou com tom severo, mantendo o olhar vago direcionado em um ponto inexistente à sua frente – O nível do jogo mudou.

Com essas ultimas palavras, como se expusesse um código secreto, o Namikaze encerrou a chamada. Tornou a guardar o celular e se manteve fito à sua frente, com olhar incessantemente vago.

Completamente envolto em divagações, o moreno se deixava inundar pela leve irritação que importunava seu interior. Rememorava-se do quão específico havia sido com a ex-Hyuuga para se livrar daquela maldita joia. Agora, sentia-se estressado pela desobediência da morena.

Aquela mulher tinha o dom de afetar sua compostura. Por esse e tantos outros motivos é que havia a escolhido. Pois, era a mulher mais perfeita. Ideal para si.

Por essa razão, em específico, é que fez tudo o que fez com a doce morena. Enganou-a. Deu-lhe o sobrenome do meio-irmão. Não pela fortuna que a fez acreditar estar atrás. Pelo contrário. Já tinha sua própria fortuna, criada e construída com seu esforço e inteligência.

A grande verdade – a qual ocultava da ex-Hyuuga – era que sua família Uzumaki-Namikaze era o ramo principal do Gokudo – a Yakuza japonesa. Um clã secretamente renomado que carregava o sobrenome daqueles que lideravam um contingente significativo de mafiosos. Ou melhor, bruxos e feiticeiros que se escondiam nas sombras e eram regidos pelas leis que esses grupos criaram para si.

Detentores de uma influência significativa sobre o continente japonês, o clã Uzumaki-Namikaze estava acima de qualquer lei ou poder judiciário. Tinham sua própria norma de conduta.

E a relação da morena quanto a tudo isso? Simples.

Há algum tempo a Divisão de Inteligência do Gokudo detectou um grupo autônomo que os chamou a atenção. Mais especificamente, por serem vendedores de informação – um serviço um tanto sujo, que consiste no fornecimento de informações, desde as pessoais até as mais íntimas, requisitadas por seus clientes.

Um grupo problemático que passou a se destacar pelo grande número de serviços efetivos. Como realizavam a coleta de dados requisitada era uma incógnita. Tudo o que se sabia era que, não importasse o pedido, o pacote era entregue. Era nítido que se tratava de um grupo autônomo de bruxos que efetuavam o serviço.

Porém, o real problema não estava nos métodos utilizados por tais anônimos, mas no tipo de clientela que passaram a atender. Mais especificamente, rivais que não aceitavam a soberania do Gokudo e insistiam em se rebelar. Outro tipo de grupo autônomo de bruxos que não agradava a chefia do Gokudo.

Memma é um membro importante da Divisão de Inteligência – o Wakagashira (Primeiro Tenente), mais especificamente. Todas as tarefas que era mandado executar atuava com perfeição e, por isso, foi designado para a missão de eliminar esses vendedores de informações.

Seria mais um serviço a ser cumprido, pela concepção do moreno. Contudo, os obstáculos começaram a aparecer e fazê-lo começar a se interessar.

Primeiro, a forte dificuldade de localizá-los. Em primeira instância usou de métodos monotamente simples, como infiltrações de seus shatei's (pequenos irmãos) para estabelecer contato como novos clientes.

Contudo, essa trupe de vendedores de informações superou a concepção de amadores que o Namikaze pressupunha. Não somente descobriram seu plano, bem como rapidamente desapareceram sem deixar qualquer rastro. Decerto deviam ter reconhecido um dos infiltrados como membro inferior do Gokudo – o que comprovava que esse grupo já possuía um pequeno banco de dados de alguns integrantes. Era um problema.

Ao recordar dos seis meses que levou para conseguir uma pista de algum desses anônimos um ácido humor renascia. O moreno era meticuloso e muito bom em efetuar serviços limpos. Era considerado o membro exemplar do Gokudo. O mais forte. Estando abaixo apenas do meio-irmão.

Mas aquela missão foi diferente.

Memma nunca atrasava a conclusão de uma tarefa designada e prezava por sua imagem. Mas o jogo de caça em que se deixou envolver tirou o foco do Namikaze. Qualquer outra preocupação, ou mesmo senso de dever com o Gokudo, se esvaiu quando se sentiu completamente instigado pelo modo como aqueles vendedores de informações começaram a jogar.

Implantando pistas falsas em alguns lugares. Induzindo seus próprios subordinados a rastreá-los em áreas longínquas.

O Namikaze praticamente percorreu o país inteiro à procura daqueles anônimos. Estes que pareciam se divertir às suas custas.

"Estou ao seu aguardo, Wakagashira.", foi a última mensagem que o moreno encontrou dentro de um galpão abandonado. O lugar estava cheio de cadáveres pendurados pelo pescoço no teto, em uma implícita mensagem.

Memma teria resolvido todo esse mistério em simples segundos, se tivesse resolvido usar seu poderoso Sortilégio. Mas estava instigado demais com as pistas lançadas. Um jogo que consistia em montar peças, que levavam a uma mensagem.

"Precisamos da ajuda do Gokudo", foi o que o Namikaze descobriu após certo tempo de análise e pesquisa quando tudo começou a se encaixar. E pelo o que percebeu, o problema que apresentavam possuía um grau de risco que incluía o equilíbrio da ordem entre os bruxos.

Após essa importante conclusão, ao contrário do que era recomendado, Memma dispensou seus subordinados e deu seguimento à operação na companhia apenas de seus homens de confiança. Simplesmente ignorando seu dever de avisar o Gokudo quanto aos riscos que aquela missão estava representando para o equilíbrio da ordem.

Uma ação que chamou a atenção. Mais especificamente, do grande e temido Oyabun, o líder da organização e um dos maiores responsáveis por grande parte da influência soberana que os clãs integrantes do Gokudo arrecadaram pelo território japonês. Aquele que regia com mãos de ferro a ordem e o equilíbrio entre os bruxos do país. Perante sua perspicácia e sagacidade, o Oyabun notou a demora do Namikaze, junto de sua decisão de despensar os shatei's (pequenos irmãos), e logo não demorou a colocar homens para vigiá-lo.

Após os seis meses se propondo a montar o quebra cabeças, Memma acabou chegando até uma pequena cidade. A localidade modesta à primeira vista não pareceu ser considerada um esconderijo para vendedores de informações inescrupulosos. Mas guardava algo muito mais precioso do que qualquer pista, ou mesmo o paredeiro dos anônimos que vinha buscando.

Uma joia. Uma joia rara e que há séculos tinha perdido a esperança de reencontrá-la.

Detentora de uma beleza escultural e olhos diamantinos raros e estonteantes, a joia que o Namikaze se retratava era Hinata Hyuuga, a mulher mais doce, gentil e manipuladora que participou de uma longínqua história que pertencia a um passado esquecido e perturbador. A mulher que, segundo a concepção doentia que permeava a mente do Namikaze, havia sido criada exclusivamente para si e ninguém mais.

Após esse reencontro que apenas Memma tinha ciência, o moreno notou que a bela Hyuuga não se recordava plenamente do passado que compartilharam nas Eras Medievais. Além desse choque, dando seguimento à sua investigação, mais tarde veio a descobrir que Hinata havia sido a precursora de todo aquele jogo que havia sido armado. Tudo para poder atrair a atenção do Gokudo, e induzir o moreno a vir até ela.

O real motivo, o Namikaze ainda desconhece.

Contudo, tais descobertas começaram a mexer com a mente do moreno. Afinal, ainda tinha uma missão a cumprir e deveria fazer a morena entregar a identidade e a localização dos parceiros da trupe de vendedores de informações.

Àquela altura da história, o Namikaze já estava namorando firmemente a Hyuuga. E além de estarem se dando tão bem, era nítido como sentimentos apagados começaram a renascer no fundo da alma sombria e maléfica do moreno. Sensações estas que há séculos havia encontrado um modo de suprimí-las, achando que havia as matado. Mas, na verdade, somente estavam adormecidas, na espera do retorno daquela mulher.

A única que foi capaz de destruí-lo por dentro e torná-lo na seguidão que se transformou há séculos atrás.

Perante essa encruzilhada torturante, Memma tomou uma decisão importante, que mudou o rumo de toda a história conseguinte. Teria aquela mulher, independente dos custos com os quais teria de arcar.

O primeiro impasse era a própria morena. O Namikaze se empenhou em primeiro descobrir sobre seus reais motivos para tê-lo atraído até aquela cidade. Teve paciência no início, tentando desvenda-la com cautela, mas após algum tempo sem qualquer êxito chegou a pensar estar sendo usado pela Hyuuga. Desagradado e impaciente, o moreno passou para métodos mais radicais, a fim de tentar tirar a verdade a força. O resultado foi um término no namoro e uma doce mulher completamente intimidada com sua verdadeira face gélida.

Isso enlouqueceu o Namikaze.

Além de ter sido forçado a se afastar, o moreno teve de remoer uma culpa inexplicável que se remexeu em seu interior por um longo período. Memma lembra vividamente o momento amargurante em que percebeu que estava errado em suas deduções. Pois, logo novas pistas foram surgindo e a verdade veio a tona, de que Hinata, na verdade, era mais uma das peças que haviam sido incluídas naquele quebra cabeças.

"Se o Gokudo preza pela ordem entre os bruxos, protejam essa garota com suas vidas", foi a última mensagem transmitida que Memma recebeu dos anônimos. O Namikaze de imediato compreendeu que deveria entregar a Hyuuga ao Gokudo, além de revelar de uma vez toda a verdade por trás daquela missão diretamente ao Oyabun.

E lá estava outro impasse surgindo.

E apesar dos empecilhos, Memma ainda sentia um desejo doentio de ter aquela mulher apenas para si.

As controvérsias, contrário ao que fariam com alguns, atiçaram o Namikaze ainda mais. Este que não manifestou qualquer conflito interno entre o dever que tinha com o Gokudo, e o desejo que se tornou avassalador para conseguir a mulher que por séculos ansiou ter em seus braços. Nada, nem mesmo a curiosidade impertinente da relação desse grupo anônimo de vendedores de informações com a Hyuuga, o impediu de agir em favor de suas pretensões egoístas.

E tão logo que o Namikaze começou a maquinar seus planos, os colocou em prática.

O segundo impasse que se dispôs a resolver, estava determinado a não falhar, como o fez com a Hyuuga. Um fato que normalmente não ocorria, e a prova disso estava na forma como executou com exímia perícia forjando o cumprimento da missão que lhe designaram. Como era um Wakagashira (Primeiro Tenente) da Divisão de Inteligência do Gokudo, não foi difícil implantar as provas necessárias para incriminar outra pessoa e executar um outro bruxo no lugar da Hyuuga, sem que esta nem ninguém o soubesse, a exceção de seus homens de confiança. Claramente não qualquer outro, mas um inimigo do Gokudo que encontrou enquanto passava seu tempo naquela cidade modesta. Foi uma diversão interessante para o Namikaze, desfrutar dos gritos daqueles que se opunham ao poder de seu clã era uma válvula de escape para seu lado obscuro e completamente domado pelo mal se revelar.

Passando para o terceiro impasse, teve de tentar se reconciliar com Hinata. E francamente, Memma lembra como havia chegado à conclusão de que passar pelo processo de iniciação do Gokudo - que inclui, além  de treinamentos avançados que normalmente levam um indivíduo à exaustão, e atividades com bestas feras mágicas que são capazes de enlouquecer qualquer iniciante - era tão mais simples do que conseguir o perdão da mulher que tanto desejava. Se não fosse por imprevistos acontecimentos em que acabou se mostrando prestativo com sua família, o Namikaze tinha a certeza de que não teria outra opção senão sequestrar a Hyuuga.

 Uma medida que ultrapassava os limites da normalidade. Mas Memma não era um homem que se encaixava no padrão da normalidade. Fugia até mesmo ao paradigma entre os bruxos. Pois era um indivíduo atormentado pela longevidade de séculos que viveu, assombrado por um amor que só então havia retornado para aquecer a frieza que preenchia sua alma.

Por isso, o Namikaze agarrou com todas as forças a nova oportunidade que a morena o ofereceu. Nem ao menos desejou esperar muito tempo, após alguns meses propôs casamento à moça, sem se importar se ainda tinha uma namorada na capital, em Tóquio. O moreno ansiava enlouquecidamente por ter Hinata para si, e apenas para si mesmo. Então, assim que a mesma aceitou seu pedido, começou a ajuda-la com os preparativos e desejava atender a todos os desejos da Hyuuga. Queria fazê-la feliz.

Mais do que feliz. Memma queria ver Hinata realizando todos os seus desejos e sonhos, e ansiava por conceder a todos.

Tudo logo começou a se encaminhar de acordo com os planos do Namikaze. A data do casamento estava marcada na igreja, e os detalhes no cartório quase resolvidos.

Com sua bela mulher de olhos diamantinos e uma vida premeditadamente instalada naquela cidade, construída na base de algumas mentiras, como o fato de ser órfão e não ter parentes, o Namikaze não se importava com a ideia de levar uma vida dupla, conquanto estivesse com sua morena.

Se não fosse por um único e fatídico detalhe, seus planos teriam ganhado êxito. Um mísero e maldito detalhe. Este que o Namikaze amaldiçoa com veemência até hoje.

Naquele momento, ainda dentro do carro, desviando o olhar e encarando o movimento na estrada, Memma aprecia observar em silêncio a vida das pessoas que passavam como um borrão. Seu semblante sisudo e postura ereta entravam em contraste com seus pensamentos.

Um borrão. Estas eram as imagens que permaneciam em sua mente. Pelo menos quando se retratava das inúmeras vítimas que haviam passado por suas mãos. Apenas os gritos de seus timbres agonizados permaneciam como lembranças vívidas.

Do mesmo modo era seu irmão, porém com sua tez de abstração psicótica. O loiro com quem desde a infância conviveu e esteve ao lado.

Quando menores nunca deixavam de competir. E não era diferente na atualidade, apenas com um grau de dimensão maior.

Naruto e Memma sempre estiveram interconectados. Desde a infância o elo que os unia como irmãos era a rivalidade e o jogo que a cada ano tomava proporções cada vez maiores. Brincavam com a vida daqueles que os rodeavam em um sádico tipo de jogo doentio, em que consistia o ganho ou a perda do objetivo que colocavam em evidência.

A exemplo da atual amante do Namikaze.

Na época, era apenas uma mulher em uma festa beneficente. O evento ocorria com todo o luxo e o glamour, com assédios incessantes de paparazzis e flashes constantes de milhares de fotos que registravam aquela noite. E no momento do jantar uma mulher encantadora e bela se destacou.

Elena Bellar, era seu nome. Os meio-irmãos se interessaram de imediato. Não pela beleza. Esta que poderiam encontrar facilmente em outra mulher, se assim quisessem. Porém, um impulsionador em questão mudou isso. Mais especificamente, Yahiko Strauss, um Oyabun de um clã subserviente e integrante do Gokudo. Um sádico, assim como todos os que eram amantes dos jogos que decorriam entre os irmãos.

O Strauss e todos os outros Oyabun’s, subordinados ao Oyabun do clã principal, o imortal Naruto Uzumaki, eram os principais telespectadores e incentivadores do conflito que permeava entre os meio-irmãos.

Foi o Strauss quem apresentou a Bellar, deixando que implícitas mensagens em seus ditos instigassem os homens.

E como era evidente na atualidade, Memma venceu.

Contudo, após seduzir e conquistar a bela morena, o Namikaze não contabilizou aquilo como uma vitória. Apesar de que desfilava com a mulher como um troféu, apresentando-a como sua namorada - um rótulo banal para o moreno perante as convenções sociais –, aquele desafio era mínimo e sem importância perante os desafios que os meio-irmãos impunham um ao outro - chegando a embates de altas proporções.

O Uzumaki, da mesma forma, não pareceu também relevar esse desafio. Pelo contrário, ambos apenas transformaram isso em uma tarefa banal. O faziam para alimentar o orgulho masculino.

Mas tudo se tornou diferente quando o moreno conheceu a Hyuuga. Naruto vinha observando o meio-irmão e o assistiu viver uma rotina pacífica ao lado da misteriosa mulher, tendo ciência de que a mesma era o alvo que havia sido designado por suas ordens. E quando Memma veio a descobrir que o loiro havia tomado conhecimento quanto a existência de Hinata, foi confrontá-lo.

O Namikaze precisava ver se o meio-irmão havia se lembrado do passado de séculos atrás, mas assim que ficou frente a frente com o loiro, nem traços de recordação se manifestavam. Um ótima oportunidade para o moreno.

Contudo, uma instiga havia se formado no  Uzumaki. Este que notava a diferença que aquela mulher trouxe ao tão seguro e sempre sarcástico Namikaze, que assim que retornou ao Gokudo para passar poucos dias e fingir entregar um relatório, estava mais sério e cauteloso. E apenas para ampliar suas certezas, Naruto fez o moreno cair em uma simples provocação sua, quando simplesmente mencionou o nome "Hinata". A reação de Memma foi explosiva e por pouco ambos não fizeram todas as estruturas de uma das instalações usadas pelo clã Uzumaki-Namikaze não vir a ser completamente destruída.

O incidente foi encoberto dos integrantes. Os únicos a par da situação foram Jiraya, Minato e Nagato. Estes que eram membros integrantes da família principal do clã, além de estarem presentes no momento do conflito, podendo testemunhar a ira que até então nunca haviam visto se manifestar com tanto ímpeto em Memma.

A verdade era que o moreno odiava o meio-irmão, por acreditar ter sido o loiro o verdadeiro causador da morte de Hinata há séculos atrás. Em parte o revanchismo existente entre ambos era devido a esse sentimento corrosivo que o Namikaze carregava consigo desde a perda de sua amada. Esta que também havia sido o amor da vida do Uzumaki, que sem saber havia tido suas memórias de séculos atrás apagadas por Memma, a fim de garantir a ordem e o equilíbrio entre bruxos e humanos.

Pois, após a eminente e amargurante morte da Hyuuga há seculos atrás, em uma empreitada de fanáticos religiosos que a queimaram viva em uma fogueira, Naruto se deixou domar por todo o ódio e o rancor de ter perdido a sua amada e por muito pouco não destruiu todos os humanos, a fim de se vingar.

Como se não bastasse ter de conviver com a dor da perda da mulher que tanto amava, Memma teve de bancar herói e cumprir o difícil dever de defender aqueles que assassinaram sua pessoa mais importante. Então, sem muita escolha perante o poder avassalador do meio-irmão, o Namikaze só teve a oportunidade de lhe tirar as memórias e inserir outras em seu lugar. A única solução que encontrou e que, no entanto, o moreno achou um castigo bem merecido.

Desde então os meio-irmãos alimentam esse revanchismo instintivo um pelo outro, incapazes de viver tranquilamente juntos.

Na atualidade, assim que Memma percebeu como o loiro se interessou pela Hyuuga e o modo como a mesma afetava o moreno, sabia que devia agir rápido. Não poderia permitir que o meio-irmão viesse a tê-la.

O Namikaze havia mentido ao Oyabun e descumprido uma ordem direta. Segundo as normas que regiam a corporação, uma sentença era certa: a morte.

Contudo, eram irmãos. E se um deles fosse visitado pela morte, o que restaria do jogo? Não haveria mais ninguém naquele mundo miserável que despertasse esse instinto primitivo que inflamava em seus interiores, despertando a fera psicótica que lhes domava a mente doentia. Não seria também a primeira vez que o loiro acobertava o moreno nesses impasses. O alto cargo que o Uzumaki ocupava, do mesmo modo, encobria suas loucuras. Todas executadas em prol daquele jogo. Porém, nunca chegaram a quebrar as normas do Gokubo.

Poucas eram as regras implícitas entre os meio-irmãos. Poderiam não ser muito respeitosos com as leis judiciárias de seu país. Ou então, cordiais com a moral imposta pela sociedade. Tampouco atribuíam alguma relevância à ética. Porém, duas normas estavam impregnadas em seus subconscientes e eram religiosamente seguidas pelos meio-irmãos, a da yakuza e as que estavam implícitas entre ambos.

E Memma quebrou estas duas.

Primeiro, tentando dar um golpe de poder no próprio irmão e usurpar seu lugar como Oyabun, ao se livrar do loiro por alguns dias. Mais especificamente, o moreno trancafiou o loiro no mais profundo abismo dos mares, teleportando-o até o meio do Oceano Atlântico com o auxílio de seu Sortilégio, em uma empreitada arriscada. Esperava conseguir tempo suficiente para que, após o período de luto, uma reunião fosse feita e a nomeação do Namikaze como o novo Oyabun ocorresse, visto que Memma era o mais próximo na linha de sucessão. E ainda que Minato ja houvesse ocupado o cargo anteriormente, o moreno decerto receberia a maior parte dos votos entre os Oyabun's.

Isso resolveria a sentença de morte que Hinata recebeu, uma vez que apenas o próprio Oyabun do clã principal poderia revogar uma condenação como aquela.

Segundo, quando o maldito colar que Hinata jogou no Uzumaki ainda naquela manhã chegou a instigar ainda mais ao meio-irmão.

Ainda com a atenção vaga sobre as ruas, o Namikaze se deixava inundar em seus pensamentos. Os borrões ainda passavam por sua janela quando recordou o momento em que decidiu se livrar do meio-irmão e sua impertinente intromissão.

Foi um plano muito bem arquitetado, que exigiu algum tempo de planejamento e sua especial participação. Somente assim para conseguir algum êxito, afinal ninguém senão o Namikaze era capaz de combater o Uzumaki.

Memma nem sequer passou perto da intenção de eliminá-lo. De modo algum. Era seu irmão, afinal. Contudo, era inevitável – perante a concepção doentia do moreno – a ideia de que precisava usurpar a posição do meio-irmão. Somente assim poderia garantir que Hinata seria apenas sua, além de garantir sua especial segurança.

Acreditou novamente que seus planos teriam êxito, até vê-los fatidicamente frustrados uma nova vez com o retorno prematuro de seu meio-irmão. Este que, além de estragar seus planos, conheceu pessoalmente a morena. Sua Hinata.

- Wakagashira-sama, essa nova etapa em que entramos parece ser perigosa. – um dos homens de confiança do moreno externou, entoando fingido receio, o qual era incapaz de ocultar sua emoção obscura e contente.

Memma sequer ofereceu sua atenção ao subordinado. Apenas apoiou o cotovelo sobre o canto da janela e encostou levemente a maçã do rosto sobre os nós do dedo. Sua nova posição deixava em destaque os traços viris daquele homem sedutoramente sisudo.

- Limpe essa saliva, Karaou. – ordenou sem emoção, sem precisar olhar para o homem trajando negro que usava uma máscara férrea que vedava toda a sua face, naquele momento era incapaz de ocultar a baba que escorria por seu queixo – E não se anime tanto assim. Meu irmão mudou algumas regras e isso não me agradou.

Um outro homem trajando roupas chiques e negras – diferente apenas pela face exposta que contrastava com o outro subordinado mascarado – dirigia o veículo enquanto retirava um pequeno lenço do bolso esquerdo. Sem retirar a atenção da estrada, estendeu o pano ao parceiro sentado no banco do passageiro ao lado. Este que simplesmente pegou o lenço e obedeceu a ordem de seu senhor, estranhamente em seguida, após terminar, passando o pano por debaixo da máscara e colocando-o dentro da boca. O ruído de deglutição proferido pelo carro foi simplesmente ignorado pelos presentes, completamente habituados àquele ato do bruxo que se alimentava de qualquer coisa que atiçasse seu apetite.

- Quanto tempo acha que levará para a vingança do Oyabun, senhor? – indagou o subordinado que dirigia o automóvel, cujo semblante apático de sua face magra e pálida faziam sua marca.

Memma sabia como o meio-irmão havia triplicado sua instiga pela morena agora. Ou melhor, criado um fascínio ainda maior desde a tentativa do moreno em tirá-lo do caminho para usurpar seu posto.

Isso comprovava o quanto desejava aquela mulher apenas para si.

Mas agora a situação apenas se agravou. E tudo por culpa da desobediência da ex-Hyuuga e aquele bendito colar.

O colar.

Aparentemente mais uma joia.

No entanto, possuía um símbolo de altíssimo valor para o Uzumaki. Era um item proibido. Nem nos mais loucos planos do Namikaze usaria aquele objeto para atingir o meio-irmão. Era uma das normas implícitas entre ambos. E agora o loiro pensava que havia entregue à ex-Hyuuga como parte de seu plano. Que havia quebrado outra norma entre ambos.

Era como se o moreno estivesse se libertando das barreiras impostas para controlar sua fera psicótica e interior, enquanto o loiro era obrigado a permanecer com suas amarras. Decerto este fato traria revolta à personalidade oculta de seu meio-irmão. E se a causa para isto era Hinata, então o Uzumaki não pensaria duas vezes. Desejaria conhecê-la.

Agora as coisas esquentariam bem mais. A agitada cidade de Tóquio conheceria o caos, em breve. Pois, um novo jogo começava e os meio-irmãos do clã mais perigoso dentre o Gokubo não iriam mais possuir um padrão de limites para suas ações.

- Em breve. – respondeu Memma, cujo olhar vago entrava em contraste com a audição aguçada que esteve mantendo todo aquele tempo, enquanto ouvia o som de pneus velozes se aproximando cada vez mais – Muito mais breve do que premeditam, meus caros. – erguendo o canto esquerdo de seus lábios, o moreno abriu um meio sorriso ladino.

Seu dito era certo e verdadeiro.

Assim que o sinal abriu permissão para a passagem, o Rolls-Royce avançou em baixa velocidade e inesperadamente foi atingido em cheio logo em seguida por um caminhão desgovernado. O ruído de lataria se chocando e o sonido de pneus deslizando pelo asfalto ecoou pelas ruas, assustando pedestres e cidadãos pacíficos que andavam por perto. Felizmente nenhum inocente saiu ferido, senão os veículos estraçalhados após o choque.

Decerto, a vingança do Oyabun veio sem demora, segundo o que o Namikaze premeditou.


Notas Finais


Poiseee, é isso!! Eu disse que a parte medieval ainda vai entrar kkkk Esse é só um prelúdio do que está por vir. Mas agora vcs vêem como o Memma é, de verdade.
Me digam oq acharam dessa faceta desse Namikaze malvado. E o Naruto???? Oq pensam que está por vir???? Me digam e comentem. Gosto de flar com vcs ^^

Até a próxima terça ;)

Bjss da Vinii :*


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