História Sortilégio - Capítulo 63


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Brigas, Confusão, Intrigas, Obsessão, Ódio, Romance, Triângulo Amoroso
Visualizações 33
Palavras 2.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro.
Boa leitura.

Capítulo 63 - Revelations


Fanfic / Fanfiction Sortilégio - Capítulo 63 - Revelations

                     Alice


Assim que cheguei em casa acompanhada pelo Felipe e pela tia Clara, minha mãe logo percebeu que tinha algo errado. Ainda mais porque assim que à vi corri pra ela chorando. 

"O que aconteceu querida ?" Perguntou me envolvendo em um abraço caloroso e reconfortante.

"Mãe, me desculpa." Pedi entre soluções. 

"Pelo que meu amor ?" Quis saber se afastando pra olhar no meu rosto.

"Por não ter te contado antes..." Respondi sem completar a frase.

"Contar o que ? Alguém pode me explicar o que está acontecendo ?" Minha mãe perguntou olhando para o Felipe e a mãe dele.

"É melhor nos sentarmos, Alice tem uma coisa muito importante e grave pra te contar Regina." Tia Clara disse. 

"Vamos todos pra sala de estar." Minha mãe disse guiando todos até lá, onde nos sentamos, eu e minha mãe em um sofá, Felipe e a mãe dele no outro. Permanecemos em silêncio por um tempo, até a mãe do meu melhor amigo falar.

"Alice, se você quiser eu posso falar." Ela disse pra mim.

"Obrigada tia Clara, mais eu falo."

"Alice, o que você tem que falar pra mim ?" Minha mãe perguntou pra mim.

"Fala." Felipe me incentivou. 

"Mãe, por favor, não fica brava comigo e nem magoada com o que vou te dizer, mais já faz um tempo... que eu me lembrei..." fiz uma pausa procurando por coragem pra dizer as próximas palavras. "...Já faz um tempo que eu me lembrei de tudo que aconteceu naquele dia." Falei deixando as lágrimas caírem mais uma vez.

Minha mãe demorou um pouco pra compreender o que eu estava falando.

"Espera, você está dizendo que lembrou, de quem tentou te matar?" Ela perguntou já ficando pálida, e eu só fiz que sim de cabeça baixa.

"Que foi Alice ? Fala pra mim, quem foi ?"

"Foi ele mãe, foi o Lucas." Falei levantando o olhar pra ela.

"Eu sabia, eu sabia que aquele marginal tinha alguma coisa a ver com aquilo, eu sabia." Ela disse alterando a voz. "Por que você não me disse isso antes Alice ? Por que ?" Questionou, mais eu não conseguia fazer nada além de chorar.

"Por que Alice ? Me fala, por que você escondeu isso de mim?" Perguntou me segurando pelos ombros.

"PORQUE ELE ESTAVA ME AMEÇANDO." Gritei. "Ele estava me ameaçando. Ameaçando meus amigos, pessoas que amo." Completei colocando às mãos no rosto, sentindo um alívio por finalmente ter dito a verdade pra ela.

"Que gritaria é essa aqui ? Por que você está chorando Regina ?" Miguel entrou na sala, junto com o filho dele.

"Eu vou pegar um copo de água com açúcar pra elas." Tia Clara disse e saiu da sala.

"Ah Miguel." Foi tudo que minha mãe disse antes de desabar em um choro igual ao meu nos braços do noivo dela.

"Você tá bem ?" Felipe perguntou percebendo algo errado comigo. Eu estava respirando rápido demais, meus batimentos cardíacos estavam muito acelerados.

"Eu não sei, acho que preciso deitar um pouco." Respondi ofegante.

"Vem, vamos subir pro seu quarto." Ele disse e levantou, fui levantar também, mais minhas pernas fraquejaram e eu caí sentada de novo no sofá.

"Filha." Minha mãe veio até mim.

"Eu tô bem mãe." Falei sentindo tontura, aquilo só podia ser da gravidez. Pensar nisso me fez olhar para o Nicholas que estava parado perto da janela, observando tudo em silêncio.

"Aqui bebe isso." Tia Clara apareceu com dois copos de água, me entregou um e outro pra minha mãe. Bebi um pouco da água e respirei fundo procurando por mais ar.

"Acho melhor ela deitar um pouco."Felipe disse.

"Também acho." A mãe dele concordou. "Se você não se importar Alice, eu vou contar o resto da história pra sua mãe." Disse como se estivesse pedindo permissão pra contar as outras coisas.

 "Não me importo, pode contar, eu não sei se vou conseguir fazer isso." Falei levantando com a ajuda do Lipe.

"Ainda tem mais ?" Quis saber minha mãe. 

"Infelizmente sim Re." Tia Clara disse.

Subi para o meu quarto com ajuda do Felipe, quando chegamos na porta do meu quarto fomos parados pela voz do Nicholas.

"Eu devo incluir o Felipe como suposto pai do seu filho também ?"

"Qual é o seu problema ?" Felipe perguntou pra ele com raiva.

"Eu não tenho problema nenhum, é a sua amiga que não sabe o que quer, não sabe ser fiel a nenhum namorado." Ouvi essas palavras dele me rasgou por dentro.

"Você é um cretino Nicholas. Você não tem o direito de falar assim com ela, você não sabe de nada, não sabe o que ela teve que fazer pra te proteger." Meu amigo gritou com ele, e tenho certeza de que se eu não estivesse me sentindo mal e ele não estivesse me segurando, os dois já estariam rolando naquele chão brigando, porque eu podia sentir o Felipe tremendo de raiva.

"Deixa isso pra lá Lipe, não vale a pena, ele vai se arrepender de cada palavra dessas, e quando isso acontecer, não sei se vou ser capaz de perdoá-lo por isso." Falei olhando diretamente nos olhos azuis cheios de raiva e mágoa do outro garoto.

"Eu que nunca vou te perdoar por ter jogado fora assim o nosso amor, se é que um dia você me amou Alice." Nicholas disse isso com tanta amargura.

"Chega, você não tem que ficar ouvindo isso Alice, vem." Felipe disse abrindo a porta e me guiando para dentro do meu quarto.

"Por que ele não acredita em mim Lipe ? Por que ?" Desabei assim que sentei na cama.

"Porque ele é um idiota, que não te ama de verdade, e não merecer seu amor." Felipe disse acariciando meus cabelos. "Agora descansa um pouco, o dia vai ser longo hoje." Acrescentou fazendo um gesto pra mim deitar e depois deitou do meu lado.


            ☆   ☆   ☆


Acordei com Felipe me chamando, nem vi quando dormi.

"Está melhor ?" Perguntou quando abri os olhos.

"Sim. Que horas são ?" Perguntei me sentando. 

"Já passa de uma da tarde. Temos que sair agora." Avisou.

"Delegacia né ?"

"Sim, minha mãe acha melhor fazer isso hoje, o delegado que está de plantão é amigo dela." Explicou. 

"Tudo bem, eu vou tomar um banho e já desço." Falei saindo da cama.

"Minha mãe também disse que não é pra você tomar banho."

"Por que ?" Perguntei sem entender.

"Pelo que você contou sobre o que aconteceu noite passada, pode ser que o delegado peça um exame pra saber se... bem... pra saber se o Lucas não fez nada com você enquanto dormia." Respondeu com um brilho de raiva nos olhos.

"Será que ele fez... Não. Ele não teria coragem de fazer isso." Falei pensando no Lucas abusando de mim enquanto eu dormia sem poder me defender, provavelmente dopada por ele e aquela que se dizia minha amiga.

"Meu anjo, o Lucas teria coragem de fazer qualquer coisa quando o assunto é você, e ele já deu muitas provas disso." Felipe foi realista, ele tinha razão, e só de imaginar ele me tocando, fazia meu estômago revirar.

"Só vou trocar de roupa então." Falei abrindo meu guarda roupas. Peguei uma calça jeans, uma blusinha azul e entrei no banheiro para trocar, aproveitei passei uma água no rosto, escovei os cabelos e saí. 

"Vamos ?"

"Espera, quero te falar uma coisa." Falei segurando o braço dele.

"Pode falar."

"Obrigada por ficar do meu lado, por não duvidar de mim, por sempre estar aqui comigo, mesmo quando eu não mereço." Falei acariciando o rosto dele.

"Eu sempre vou estar aqui pra você Alice, sempre. E nunca mais diga que você não merece tudo o que faço pra você." Disse tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.

"Você é a melhor pessoa do mundo, e eu te amo tanto." Falei sentindo uma coisa boa no peito, em meio aquele monte de coisas ruins que eu estava sentindo naquele momento.

"Eu também te amo, e amo muito." Felipe disse depositando um beijo na minha testa. "É melhor a gente ir logo, elas estão esperando."

"Então vamos." Falei entrelaçando nossas mãos juntas e saímos do quarto.


              ☆   ☆   ☆


"E você tem essas mensagens no seu celular ainda ?" O delegado perguntou quando terminei de contar toda história. 

"Sim, eu tenho."

"Posso ver ?" Olhei pra tia Clara e ela fez que sim com a cabeça, então peguei meu celular, abri o aplicativo de mensagens e procurei pelo nome do Lucas, então entreguei o aparelho para o homem mais velho.

Ele foi passando a conversa, lendo e vendo as várias fotos que o Lucas me mandou dele com a arma apontando pra uma foto do Nicholas que ele tinha colado na parede do quarto dele.

"Esse garoto é um psicopata." O delegado disse com uma expressão séria. "Aqui ele fala claramente sobre o que fez com você, sobre o que fez com a garota de São Paulo. Infelizmente não vou poder fazer muito quanto ao que ele fez há alguns meses, o máximo que posso fazer é intimá-lo a vir aqui para depor." Explicou o homem com pesar.

"Eu sabia.Assim que ele souber que o denunciei, ele vai ficar furioso e vai vir atrás de mim, eu tenho certeza." Falei sentindo um medo crescente dentro de mim.

"Fica tranquila Alice, ele não vai poder se aproximar de você, nós vamos conseguir uma medida protetiva." Tentou me tranquilizar o delegado. 

"E de que vai adiantar uma medida protetiva ? Isso não passa de um pedaço de papel, o que eu vou fazer quando o Lucas vier atrás de mim ? Tacar o papel na cara dele e sair correndo ?" Questionei com ironia.

"Alice acalme-se." Pediu tia Clara.

"Ela está certa Clara, essas medidas protetivas não passam de um pedaço de papel e infelizmente não adiantam de nada." O delegado concordou comigo.

"E quanto ao que aconteceu na noite passada ?" Minha advogada perguntou.

"Quanto a isso, eu vou pedir que você vá até o hospital e faça dois exames, um toxicológico, pra saber se tem alguma substância estranha na sua corrente sanguínea, e o outro e pra sabermos se ele não abusou de você enquanto dormia." Explicou.

"Certo, vamos fazer isso hoje mesmo, assim que sairmos daqui." Minha mãe afirmou.

"Alice, se você quiser pode sair, eu quero falar um minuto com a sua mãe e a doutora Clara." Ele disse pra mim.

Não falei nada, apenas levantei da cadeira e saí da sala dele aliviada por finalmente poder sair dalí, já fazia mais de duas horas que eu estava dando meu depoimento sobre como as coisas aconteceram naquela noite, eu tive que repetir várias vezes as coisas que falei.

"Até que enfim. Como foi ?" Felipe quis saber vindo ao meu encontro, ele não pôde entrar na sala do delegado.

"Foi torturante." Respondi me sentindo mais calma no calor do seu abraço.

"E agora ? Já podemos ir pra casa."

"Ainda não, sua mãe tinha razão, ele quer que eu faça aquele exame, e mais um outro pra saber se fui dopada." Respondi cansada.

"Pensa que tudo é por uma boa causa, vai te livrar de vez daquele doente do Lucas." Felipe disse.

"Você tem razão." Concordei com ele, mesmo sabendo que mesmo assim o outro garoto não iria me deixar em paz.

Ficamos conversando um tempinho, e então nossas mães saíram acompanhadas pelo delegado.

"Um policial vai acompanhar vocês." Informou ele e depois voltou pra sua sala.

Fomos até o hospital, onde fiz os exames e depois pude ir pra casa.

"Dorme aqui hoje." Pedi para o meu melhor amigo.

"Claro, só preciso ir em casa pegar roupa pra mim."

"Tem roupa sua aqui bobão." Falei dando um tapa na testa dele.

"Quem é bobão aqui hein ?" Rebateu me jogando na cama e me prendendo alí com seu corpo.

"Você. Bobão." Falei rindo alto porque ele estava fazendo cócegas em mim.

"Gosto de te ver assim, feliz." Disse fazendo carinho no meu rosto.

"Gosto de ter você aqui." Falei olhando em seus olhos.

ficamos nos olhando sem dizer nada, eu sabia o que ele queria fazer, e se minha mãe não tivesse entrado no meu quarto ele teria me beijado.

"Alice nós precisamos conversar." Ela disse sem se incomodar com o jeito que eu e o Felipe estávamos.

"Por favor mãe, eu não quero mais falar sobre aquilo." Falei achando que o assunto ainda era o Lucas, mais eu não podia estar mais errada.

"O assunto agora é outro Alice." Ela disse séria. 

"Acho melhor eu sair pra vocês conversarem." Felipe disse levantando da cama.

"Pode ficar Felipe, eu tenho certeza que você sabia disso, e está ajudando ela a esconder de mim."

"Do que a senhora está falando mãe ?" Perguntei por perguntar mesmo, porque eu sabia exatamente do que ela estava falando.

"Não finge de boba Alice. Quando você ia me contar que está grávida." Perguntou olhando pra mim de cara fechada, com os braços cruzados. 

"Como a senhora descobriu ?"

"Eu ouvi você falando para o médico que te atendeu no hospital. Até quando você pretendia esconder isso de mim ? Até estar na hora dessa criança nascer ?"

"Eu ia te contar mãe... só não sabia como, eu estava com medo." Respondi baixando a cabeça. Não era assim que eu queria que ela soubesse, era para o Nicholas e eu contarmos juntos pra minha mãe e pro pai dele, e agora nem sei o que falar pra ela sobre o pai do meu filho. Eu não tinha contado pra minha mãe que o Nicholas tinha brigado comigo por causa do que o Lucas fez.

"Como você pôde ser tão irresponsável assim ? Você e o Nicholas, por que ele é o pai não é ?" Perguntou. E eu não respondo, porque não sabia o que dizer, como eu ia falar pra ela que o Nicholas estava achando que o meu filho não era dele ?

"O pai dessa criança é o Nicholas não é Alice ?" Repetiu a pergunta.

"Não." Respondi. Se ele acha que não é o pai eu não vou ficar me humilhando e tentando convencer ele do contrário. 

"Não ? Então quem é o pai desse filho que você está esperando ?" Quis saber confusa.

"Eu... eu não sei." Menti.

"Não vem me dizer que você não sabe, porque está na sua cara que você sabe sim. Quem é o irresponsável que cometeu esse deslize junto com você ?"

"Eu não sei mãe." Me alterei.

"Sabe sim. Quem é Alice ?" Pressionou.

"Sou eu." Felipe que até então estava quieto sem dizer nada, disse, e eu lancei um olhar espantado pra ele.

"Você Felipe ? Você ? Eu não acredito, vocês são duas crianças ainda, vocês tem idéia do que é ter um filho ?"

"Não foi planejado tia Regina. Aconteceu, agora não podemos fazer mais nada." Ele disse com calma.

"Realmente não podemos fazer mais nada. Que decepção Alice, eu esperava bem mais de você." Minha mãe disse com tristeza na voz.

"Desculpa mãe, eu não queria te decepcionar assim." Falei.

"Eu vou para o meu quarto, minha cabeça está um turbilhão, depois contiuamos essa conversa." Ela disse dando as costas pra mim e saiu do meu quarto.

"Por que você disse pra ela que é o pai do meiu filho ?" Perguntei para o Felipe sem olhar pra ele.

"Eu queria te ajudar, mais acho que só atrapalhei não foi."

"O que eu fiz pra merecer você hein ?" Questionei mexendo nos cabelos dele. "Eu não posso deixar você fazer isso, eu vou falar com ela quando estiver mais calma e dizer a verdade, que você não é o pai do meu filho, não é justo com você Lipe." Falei brincando com os dedos dele.

 "Não é justo você ficar sozinha agora. Eu vou cuidar de você Alice, de vocês."

"Eu não tenho nada pra te oferecer em troca." 

"Mais eu não quero nada em troca, só quero estar com você, como amigo mesmo, não importa, só quero estar com você." Disse isso com tanta convicção, com tanto amor.

"Droga você me fez chorar." Falei limpando algumas lágrimas que caiam.

"Acho que caiu um cisco no meu olho." Ele brincou me puxando pra um abraço.

"Cisco sei." Falei contra seu peito, sentindo o cheiro do seu perfume, o meu favorito.



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