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História S.O.S Coração - Capítulo 12


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Notas do Autor


Boa leitura ;)

Capítulo 12 - Conversa


As horas pareciam arrasta-se no final do dia, mas o sorriso não saia do rosto. Nada poderia estragar minha felicidade, nada!

Termino a saturação a incisão vertical no tórax do do paciente, uma enfermeira auxiliar recolhe os instrumentos com eficiência. Yukino estava ao lado do anestesista, e confesso que não estou nada surpresa com sua maestria como minha assistente. 

Acabei tornando-me sua mentora desde a última semana, e até agora, não encontrei motivos para voltar atrás com essa ideia.

Encaro minha equipe. Eles abrem sorrisos orgulhosos dos quais já estou acostumada a receber após um procedimento bem sucedido. Retribuo-os com um sorriso cansado. Foram longas quatro horas de cirurgia. 

Faço as recomendações de praxe para o pós-operatório e logo saio do centro cirúrgico, me livrando em seguidas das roupas sujas. 

— Aqui está seu exame do Beta HCG e as imagens irão ficar comigo até sua primeira consulta do pré-Natal. — Diz Juvia entregando o envelope assim que entro no corredor do hospital. — Mas posso adiantar que seu bebê não tem nenhuma anomalia e está completamente formado, mas é pequeno para a quantidade de semanas, então, por favor, nada de besteira, alimente-se com alimentos carregado de vitaminas e proteínas, e beba água, você precisa! 

— Está bem Juvia. Eu já entendi. — Sorrir um pouco tonta com sua energia e recomendações disparadas com tanta euforia. Acho que será assim pelo resto da gestação.

Gestação

Estou realmente grávida. Não consigo bem acreditar, muito menos explicar o que sinto nesse exato momento. 

Fala sério, os sinais eram óbvios! A menstruação mês passado veio com o fluxo menor, minha barriga está começando a arredondar e está durinha. É doze semanas! Três meses! Como não prestei atenção nos detalhes?!

Você se iludia com a ideia de que isso nunca iria acontecer, e aconteceu. Quando menos esperou.

Estava grávida esse tempo todo. Antes das coisas saírem dos trilhos com Natsu, quando o mesmo saiu de casa, quando passei por todo aquele estresse. Meu peito arde em pensar que poderia ter perdido o bebê naqueles dias. Entretanto, os sintomas só surgiram porque o bebê se sentiu desconfortável. 

Enfim, o que importa é que estou bem, o bebê está bem e vou fazer de tudo para continuar assim. 

— Na verdade, porque pediu o exame? Você teve a certeza na ultra. — Perguntou Juvia, curiosa. 

— Surpresa. — Sorrir boba. E ela entendeu o recado. 

Passei a tarde inteirinha pensando em como iria contar para Natsu sem abrir um escândalo de euforia, estava ansiosa para dá a notícia, acho que não vou conseguir segurar minha língua quando vê-lo daqui algumas horas. Mas irei aguentar, respirar fundo e colocar em prática meu plano. 

— Lucy, você não tinha que buscar sua cunhada na escola? — Lembrou-me a azulada, da forma dela claro. Sentir meu corpo gelar ao olhar para o relógio de pulso e constatar as horas, estava quinze minutos atrasada. 

— Merda. Esqueci dela. — Murmuro enquanto Juvia soltava risadas.

— Quando você não esquece de algo?

Caminhando mais rápido até minha sala. Sim, não podia correr porque simplesmente iria assustar dos outros médicos até os paciente, porque uma cirurgiã correndo no corredor de um hospital é sinal que alguém está quase atravessando o túnel da vida.

Peguei meus pertences o mais rápido possível, dei uma parada no banheiro esvair a bexiga, e dentro de trinta minutos estava na porta da escola de Wendy.

— Desculpa a demora. — Digo assim que Wendy adentra e senta no banco do passageiro. — Fiquei em uma cirurgia e acabei esquecendo do seu pedido. 

— Lu, está tudo bem. — Rebateu gentil colocando o sinto de segurança. Medida de segurança que Natsu nos forçou a sempre práticar — Obrigado por vim. 

— De nada. 

Ficamos quietas por um tempo até que ela inclinou a cabeça para a janela e a abriu, deixando o ar fresco do fim de tarde entrar, enquanto enfretavamos um pequeno engarrafamento. É normal nesse horário.

— O Natsu disse algo para você? — Perguntou calmente sem tirá sua atenção do horizonte. 

— O que exatamente? 

— Sobre ontem a noite, quando chegou no meu apartamento. — Desviou seu olhar para mim. 

— Ele só disse que você já estava melhor e que voltaria para casa. — Digo. — Porque? Aconteceu algo que ainda não estou sabendo? 

Ela remexeu no banco, desconfortável, relutante até. Pareceu pensar antes de dizer algo. 

Essa era primeira vez que conversava com Wendy de forma íntima. Geralmente só nós vemos quando Natsu a levava em casa, ou quando saímos e ela iria junto, ela passa maior parte do tempo com o irmão, então, nunca foi necessário uma conversa sobre os problemas pessoais ou algo do tipo. Posso até dizer que não a conheço muito bem.

— Pode confiar Wendy. Sou uma ótima ouvinte. 

— Eu sei. — Ela sussurra. — Ontem, quando o Natsu voltou para o apartamento, acabou flagrando-me no sofá com um cara. 

Esperei que ela continuasse, e rir por sua relutância.

— Ele surtou?

— Estávamos transando. 

Arregalei os olhos e olhei para Wendy que sorriu sem graça. 

— Wendy! Na sala?! Custava fazer isso no quarto? — Me exaltei. 

— N-Não deu tempo. — O rubor tomou sua bochechas. — Foi tudo muito rápido.

— Caramba. O Natsu deve ter matado o garoto. — Encostei minha testa no volante imaginando o que poderia ter acontecido. — Ele está bem? Tem alguma costela ou um braço fraturado? O nariz sofreu algum tipo de entorse? Céus, que situação!

Era por esse motivo que o rosado estava tão mal está manhã, decepcionado talvez. Essa cena deve ter sido um baque e tanto para ele que sempre viu a irmã como uma princesinha. 

— Lucy, calma. Eles não partiram para a briga como também imaginei que seria. — Gesticulou nervosa e eu só pude respirar aliviada. 

— Vocês usaram camisinha? — Disparei. 

Ela parou prendendo a respiração severamente. Arregalou os olhos e eu fechei os meus suspirando 

— Você pelo menos conhece esse garoto para chegar ao ponto de transar sem camisinha? A quanto tempo se conhecem? 

— Há dois meses, ontem foi nosso primeiro encontro. — Disse envergonhada e eu rir. — Aaaa Lucy, vai me dizer que com o Natsu foi diferente. 

— Foi. — Respondo seriamente — Só transamos depois de um e meio de namoro. 

Seu queixo caiu, surpresa. 

— Está falando sério? 

— Não. — dei uma risada. — Mas foi quase um ano. Seu irmão sempre teve as garotas muito fácil, então quis ser diferente. 

— Uma nerd difícil. — Brincou ironizando. 

— Mas o que Natsu disse afinal? 

— Que o Romeo havia corrompido uma menor, que aquilo não era certo e quase me chamou de puta. Lucy, ele humilhou, ameaçou e expulsou Romeu do meu apartamento, entende a situação?! Natsu é um hipócrita! Ele julga Romeo por ser galinha, sendo que ele também era. — Sua voz soou trêmula e sabia que a mesma queria chorar. — Ele não podia fazer isso. Eu gosto do Romeo.

— É o mesmo Romeo que estou pensando? — Pergunto. Ela assente, deixando-me incrédulo. — Posso aconselhar você? 

Wendy fungou permitindo que pudesse opinar em algo. 

— Sei que está nova e não ver os problemas que estão na sua frente às claras e julga seu irmão pelo surto de ontem, peço desculpas por ele, de verdade. — Começo calmamente. — Mas Natsu não está errado. 

— Mas Lucy, porque diz isso? Você também não era bem nova quando começou a namorar com Natsu? — Começou a chorar. 

Olhei para menina ao meu lado e sorrir. 

— Sim, eu só tinha quinze anos na época. Mas é diferente. 

— Como pode ser diferente?! — Exaltou-se

— Natsu não tinha uma vida formada. — Acrescentei; calando-a instantaneamente. — Ele tinha dezoito mas parecia um adolescente de treze sendo forçado pelos pais há fazer o que não quer.

— Como assim? — Perguntou. 

— Wendy, entendo que a pressão que sofre atualmente é grande, por conta de cursos e estudo, mas na época do seu irmão era três vezes pior. Além dos estudos tinha a empresa Dragneel para herdar, você sabe, certo? 

Ela confirmou com um maneo de cabeça. 

— E como todo dono de empresa, Igneel queria expandir seu território e a única forma que encontrou foi casar seu filho com a futura herdeira dos Scarlet. — Sorrir nostálgica. — No começo seu irmão aceitou sem problemas, para ele era um tanto faz, contando que não tirasse sua liberdade. Até que um dia uma certa loira chegou no internato com malas e caixas cheias de urso. 

Ela sorriu ao ouvir a última parte da história. 

— Levy pediu para Natsu me ajudar com a bagagem e ele simplesmente rebateu mal-educado dizendo: Tenho certeza que ela se vira. Naquele dia disse que nunca me daria bem com aquele cara de cabelo estranho. Desde desse dia, minha vida virou de cabeça para baixo com as provocações, os encontros desagradáveis, as brigas e o linguajar sujo. Acredita que já até fiquei de detenção por causa do seu irmão? — Ela gargalhou e eu apenas balancei a cabeça. — Eu tinha ódio dele, até que um dia vi o mesmo sentado nas arquibancadas sozinho. Sem os amigos, as líderes de torcida ou qualquer outro que quisesse se aproveitar da sua popularidade, então pensei, ele deve está planejando algo maligno para perturba-me, mas não era. Foi quando percebi que o Natsu que via todos os dias era apenas uma casca vazia.

Olhei para Wendy. 

 — O que eu quero dizer contando essa história é que o Natsu não é monstro como você acha ser. — Voltei meu olhar para estrada. — Sim, Ele foi um pouco hipócrita, porque já fez muita merda quando jovem, mas o rosado era apenas um adolescente imaturo. Você não pode compara-lo a Romeo, que eis um homem formado.

— Mesmo assim...eu quero ele. 

— Ele não é cara para você. — Confesso chamando ainda mais sua atenção. — Romeo sai com goratas que ficam com qualquer tipo de cara e é normal, o que para mim, é longe de ser normal. Talvez ele faça você sofrer de uma forma que Natsu não fez, pelo menos não ainda. 

— Ele foi diferente comigo. — disse baixinho.

— Ele só mudou da água para o vinho, Wendy. — Rebati firmemente. — Você merece alguém que lhe dê carinho, priorize sua companhia, e não alguém que tenha você e 3 reservas. — Dou de ombros. — Ele pelo menos mandou mensagem depois do que aconteceu? 

Ela negou com a cabeça começando a chorar novamente. Suspirei.

— Enfim, se achas que vale a pena está com ele, experimente. Viva sua vida, só você pode fazer isso. Só quero de verdade que ele não faça-te mal algum.— Sorrir. — E esse é o maior medo do seu irmão, se coloque no lugar dele. Não crie uma visão dele que não existe, assim como deve fazer com o mesmo com Romeo.

Ela fungou apertando o sinto de segurança. Era doloroso ver-la daquela forma, sabia que estava sofrendo ao ouvir minhas palavras e refletir sobre elas. Levy fez o mesmo comigo no começo, quando me apaixonei por Natsu, e prometeu está ao meu lado independente da minha escolha. Sei o quando esse tipo de conselho ajuda a pensar melhor nesses momentos de demência.

— Seu irmão te ama, mas ele está magoado. Fora que você terá que aguentar o sarcasmo dele a cada cinco minutos, isso nunca mudou. — Ela sorriu limpando as bochechas molhadas. — Diferente do que muitos pensam, casamento e namoro não são o mar de flores. A caminhada não é fácil. 

— Eu sei. 

— Não veja minha história com Natsu como espelho. Hoje somos felizes, mas não foi fácil, nem um pouco. Seu pai me detestava, meus pais odiavam Natsu achando que ele era o pior para mim, e realmente era. Mas não dei ouvidos.— dei de ombros. — Quando meu pai descobriu o um ano e meio de namoro com seu irmão me pediu, ele ameaçou fazer de tudo para me afastar dele, então meu pai assinou um contrato de casamento com os Fullbuster, obrigando-me a casar com outro. Por um momento eu quis escutar Jude, mas Natsu segurou minha mão e fez a proposta para fuga. E aceitei sem pensar duas vezes. No dia seguinte fugimos de Magnólia para Crocus. Eu só tinha dezesseis anos, iria completar dezessete no mesmo ano, fora que não sabia fazer muita coisa. Alugamos um quartinho e a única coisa que tínhamos era um colchão inflável de casal que eu havia levado, nossas roupas e documentos. Natsu passava o dia inteiro trabalhando para conseguirmos comprar alguns móveis e comida, eu ainda estudava, então pegava turno de meio período. Não havia luxo, nem descanso. Mas nos dedicavamos ao máximo um ao outro.q  — Sentir meus olhos lacrimejar com as lembranças. — Tínhamos os nossos momentos de desgaste emocional e acabavamos brigando ou ele simplesmente saia de casa. E nesses momentos que perguntava-me se valia a pena ter largando tudo para está com ele, ao lado de um cara cheio de defeitos. Mas quando ele voltava e trazia uma rosa, aquilo me cativava, eu amolecida e tornava a me apaixonar pelo mesmo homem. Enfim, passamos um ano e alguns meses em Crocus. Até que meu pai nos encontrou, ele quis me levar de volta e tirar-me de uma vez das garras de Natsu alegando ainda ser meu responsável e que iria denucia-lo, mas no dia seguinte eu completaria dezoito, então, na meia noite seu irmão me pediu casamento e logo ao amanhecer nos casamos no cartório. 

Wendy estava boquiaberta, mesmo chorando. Quis parar de falar, mas ela precisava ouvir tudo isso.

— Não foi mágico, extraordinário e nem nada disso. O que temos hoje não foi criado da noite para o dia, Wendy. Já passamos por muita coisa. O que eu digo é que eu não quero que você sofra. Eu sei a dor de perder tudo. Atualmente está tudo perfeito, mas isso não quer dizer que possa acontecer o mesmo com você. Não jogue sua juventude fora assim. Não reclamo de está com Natsu, eu o amo e tenho certeza que ele também me ama. O que eu quero dizer é que se eu tivesse no início de tudo, talvez eu não teria seguido esse mesmo caminho.Poderia até estar com ele, mas talvez em outras circunstâncias, sabe?

— Eu não sabia...

— Ninguém sabe, só eu e ele. — Sorrir limpando as lágrimas após estacionar na porta do seu prédio. — Seu irmão é um homem de ouro, e te ama. Então, peça desculpas.  

— Tudo bem. — Fungou. Aproximei-me e beijei sua cabeça. 

— Converse com Romeo também, esclareça os pontos. Se for só uma diversão, tudo bem, mas se quiser um relacionamento com ele, saiba que terá que crescer por ele, na sua visão será como se tivesse casado antes da hora. — Ela mordeu o lábio inferior enquanto eu acariciava sua nuca.— Você não se sente solitária morando sozinha? — Perguntei, mudando de assunto.

— As vezes. — Ela sorriu.

— Será que assim...Não quer passar um tempo comigo? As vezes preciso de uma amiga para conversar, uma opinião feminina, seu irmão as vezes não ajuda. 

Ela gargalhou, deixando-me feliz por ter mudado seu astral. 

— Claro, Lu. É só marcar.

Wendy pegou sua mochila e logo desceu, deixando-me sozinha com minha lembranças. Sorrir feliz por tudo aquilo ter passado e poder abraçar meu marido livremente, a onde quiser, quando quiser. Porque eu o amo, mil infinitos. E passe o tempo que passar esse amor sempre irá renascer mais forte e aconchegante. 

Desci o vidro da porta do passageiro. 

— Amanhã às cinco da tarde. Esteja arrumada para uma partida de Hóquei! — Gritei para Wendy que confirmou sorrindo. 


Notas Finais


História Nalu contada finalmente❤
Eu definitivamente amo esse casal!
Quem acha que a Wendy tomará Juízo?
Qual será a reação do Natsu quando descobrir sobre a gravidez?
Ahhhhh estou ansiosaaa!!!!

Até o próximo capítulo!❤


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