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História S.O.S Coreia - Segunda Temporada. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Voltamosssss.....
Eu estava com saudades de postar, vamos de primeiro capítulo da temporada nova?!
Boa leitura. <3

Capítulo 1 - A primeira sensação.


Fanfic / Fanfiction S.O.S Coreia - Segunda Temporada. - Capítulo 1 - A primeira sensação.

Ponto de vista do Jin.

Seul não poderia estar mais gelada, já tinha passado o Natal e as festas de final de ano, a comemoração mais próxima era o ano novo chinês e depois o dia dos namorados, mesmo que o ano novo chinês fosse sempre um evento muito bonito, esse ano só a mera lembrança que iria passar o dia dos namorados longe da Rose já me deixava um pouco desanimado.

Mesmo que não estivéssemos juntos nos dois últimos anos, já que ela estava com o Sehun, eu sempre passava essa data pensando em algo para alegrar o dia dela, para ela saber que ela especial, agora, mesmo que eu faça isso, eu só vou poder ver o sorriso dela pelo notebook. Não sei como pessoas conseguem ter relacionamentos a distância, eu definitivamente não seria feliz em algo assim, mas a mudança dela para Londres foi o melhor então agora eu tenho que lidar com isso.

Quando a vida pessoal não está das melhores a solução é dar mais atenção a vida profissional, profissionalmente eu agora tenho praticamente tudo que eu sempre quis, eu finalmente consegui ser o cirurgião-chefe do hospital Gojong, mas sinceramente eu não conseguia explicar o que eu estava sentindo, mas eu sentia uma sensação diferente quando estava no hospital, tudo estava normal, nada estava errado, mas mesmo assim, parecia que tinha algo errado.

Eu pensava que podia ser a mera falta de competir com alguém, uma competição saudável estimula as pessoas a serem melhores, eu concordo que minha competição com o Sehun nem sempre foi saudável, mas mesmo assim me dava um objetivo, agora eu não tinha mais isso e ousava pensar que eu sentia falta.

É irônico como coisas que a gente julga nos atrapalhar, no final das contas, muitas vezes fazem falta.

Talvez fosse exatamente isso que estava acontecendo, não só comigo, mas no hospital no geral, no ano passado, querendo ou não, a equipe que foi para a missão causou bastante tumulto e sempre movimentou bastante o hospital. Eu mesmo sempre achei o L um médico muito indiscreto com suas muitas fofocas e novidades, porém, agora eu admito que sinto falta de presença intrometida dele pelos corredores.

O Kai também, foi meu colega como cirurgião por muito tempo, mesmo que eu sempre julgasse ele um pouco desleixado e condenasse as posturas um tanto quanto cretinas dele, agora eu achava estranho saber que eu não iria cruzar com ele no vestiário da ala cirúrgica depois de uma cirurgia.

Também não posso negar que o trio inseparável que se formou no último ano fazia muita falta, não tanto para mim, mas sim com a certeza que se eu cruzasse com qualquer um dos três correndo eu poderia seguir com a previa confirmação que algum tipo de emoção iria ter. S/N, Jimin e Hoseok, esses três faziam muita falta no hospital todo.

Agora quando eu vou no Pronto Socorro, eu não encontro nem a dra. Yeri nem a enfermeira Dara, isso é estranho, parece incompleto. Pensando bem, esse era o sentimento que resumia tudo, eu sentia como se mesmo depois de anos trabalhando no hospital Gojong o mesmo, para mim, estivesse incompleto. Claro que os novos médicos são pessoas boas e até divertidas, porém, eu sinto falta do que eu não valorizei antes.

Depois de chegar a essa conclusão eu passei a ter pensamentos e sonhos juvenis, eu imaginava um dia chegar no hospital Gojong e encontrar todos aqui, trabalhando normalmente como sempre. Quando eu pensava isso, eu me questionava se isso um dia poderia ser real, porém, nesse meu momento de devaneio um toque na porta do meu escritório resgata meus pensamentos para a realidade.

- Pode entrar. – Falo em um tom de voz mediano para a pessoa entrar.

- Dr. Jin, sou eu. – Lucas passa pela porta. – Tem cinco minutos?

- Claro.

- Então, eu queria conversar com você sobre algo que anda me incomodando. – Eu levanto e vou até o sofá da minha sala e faço sinal para ele sentar, o mesmo senta e assim poderíamos conversar de forma mais confortável. – Então, nos últimos dias eu não fui capaz de realizar três partos porque não tínhamos pessoas disponível, as pacientes foram encaminhadas para outros hospitais sem muitos problemas, ainda bem, mas mesmo assim, isso começa a me incomodar.

- Incomodar por que? – Percebo que o obstetra parecia desconfiado de algo.

- Existe um padrão nos partos recusados. – Ele parecia escolher bem as palavras.

- Padrão? Que tipo de padrão? – Pergunto tentando entender.

- Foram partos emergenciais. – Lucas fala e me encara.

- Como assim? – Não entendo bem, eu podia ser cirurgião, mas obstetrícia era uma área bem diferente da minha.

- Minhas pacientes regulares, que se consultam comigo ou até as que se consultam com ginecologistas do hospital não estão sendo afetadas, porém as pacientes que chegam aqui em casos de emergência e não são minhas pacientes regulares, coincidentemente estão sendo recusadas. – Lucas explica.

- Todas as que não eram pacientes regulares foram recusadas? – Pergunto surpreso e confuso.

- Para ser bem exato, apenas uma não foi recusada, mas a mesma deu entrada no Pronto Socorro, mas rapidamente o marido já reservou um quarto na ala VIP para a mesma. – Lucas me encara de forma suspeita. – Para ser sincero, começo a pensar que existe um conflito de interesse financeiro, isso seria possível?

- Não! – Respondo rapidamente e de forma sincera. – O hospital Gojong é um hospital particular, mas nós não temos essa política, mesmo que a pessoa não possa pagar uma cesariana ou um quarto particular, temos opções mais baratas.

- Então dr. Jin, você pode ver o que está acontecendo? Porque para mim é muito incomodo ter que recusar pacientes de emergência, as vezes são segundos que podem definir se o bebê e a mãe vão viver ou não.

- Claro, eu vou ver o que aconteceu, acredito que tenha sido apenas uma coincidência desagradável mesmo, aqui não fazemos esse tipo de discriminação.

- É uma alvio saber disso. – O dr. Lucas levanta do sofá e eu levanto junto.

- Não se preocupe, eu vou averiguar o que está acontecendo.

Assim que eu falo o mesmo se despede e sai da minha sala, eu fico pensando um pouco no que ele tinha acabado de me contar. Aquilo era estranhamente suspeito e no fundo me preocupava um pouco, afinal na minha cabeça existia uma possível explicação para aquilo, mas eu esperava estar errado.

Dessa forma eu pego meu celular, coloco no bolso do meu jaleco e saio do meu escritório, assim que eu saio eu olho para a porta fechado do escritório ao lado, talvez se aquele escritório ao lado do meu não estivesse vazio eu não teria que me preocupar com os pensamentos que agora invadiam a minha mente.

Fui até o elevador e apertei para descer no térreo, eu queria confirmar uma coisa importante antes de dar moral aos meus pensamentos. Assim que desci e cheguei no Pronto Socorro, no meu primeiro olhar eu apenas confirmei a conclusão que eu já tinha chego, aquele lugar sem todos, estava apenas, incompleto.

Ignorando meus pensamentos e conflitos pessoais com a ausência de alguns colegas, eu entro no Pronto Socorro e vou até o balcão, lá eu encontro o novo enfermeiro-chefe do hospital Gojong, o JB, o mesmo sempre estava com um olhar sério e até intimidador, mas eu não me intimidava, afinal eu era o dr. Jin, né, não era porque eu estava sentindo a ausência dos meus amigos que eu iria mudar minha personalidade, então assim que eu chego no balcão eu olho com um pouco de arrogância e superioridade para JB.

- Posso ajudar dr. Jin? – JB pergunta, o mesmo não se intimidava comigo, isso feria um pouco meu orgulho, mas não o suficiente para me incomodar.

- Eu fiquei sabendo que nos últimos dias alguns partos emergências foram negados, algum motivo em específico para isso? – Pergunto de forma séria e direta.

- Hum... – JB fica relutante e pensativo.

- Não foram só os partos que foram negados. – A dra. Hani se aproxima. – Eu e o dr. Minho já tivemos que recusar alguns pacientes porque não tínhamos certeza que se os pacientes fossem precisar de cirurgia teria pessoal para isso.

- Como assim? – Fico sem entender. – Todos os dias existe dois cirurgiões que ficam de plantão....

- Mas não basta ter cirurgião, precisamos da equipe toda. – Leeteuk que estava no Pronto Socorro explica. – Você sabe disso.

- Eu sei, mas onde está a dra. Solar e a dra. Suzy? Elas são as médicas responsáveis pelas equipes de auxiliares. – Questiono sério.

- As duas agora revezam os horários, nunca estão juntas no hospital, agora eu acredito que a dra. Suzy esteja aqui, mas a dra. Solar não. – JB responde.

- Certo, eu vou atrás da dra. Suzy, quero entender o que está acontecendo, não adianta nada manter dois cirurgiões de plantão se não tem equipe disponível para cirurgia. – Falo um pouco irritado.

- Dr. Jin, tem mais uma coisa.... – Hani chama minha atenção com a voz um pouco fraca.

- O que foi? – Volto a minha atenção para ela.

- Não sei se você sabe, mas o hospital não está contratando novos internos, então nossa equipe reduziu drasticamente. – Hani fala um pouco receosa.

- Mas.... – Eu olho em volta e percebe que de fato não estava vendo caras novas, geralmente o Pronto Socorro tem vários internos. – Certo eu vou tentar ver isso também, talvez seja uma questão mais administrativa mesmo.

- Certo, obrigada. – Hani agradece discreta.

Eu saio do Pronto Socorro sem muito humor, tinha algo muito errado acontecendo no hospital Gojong, era como se toda vez que quando eu fechasse os olhos, mesmo que apenas uma breve piscada, eu perdesse algo que estava acontecendo bem na minha frente, esse era o sentimento que eu tinha.

Com esse pensamento em mente eu só consegui lembrar de uma coisa que a S/N tinha me dito no ano passo:

“Cuidado com o caminho que você está escolhendo.”

Será que o que eu fiz no ano passado está começando a mostrar as consequências agora? Será que eu ou os médicos do hospital Gojong vão saber lidar com tudo isso? Agora no elevador, subindo até o andar onde eu poderia ter alguma informação eu sentia, pela primeira vez, receio. Todos os nossos atos causam um efeito, será que lá atrás eu escolhi o lado errado?!

 

 

Ponto de vista do Yeon Seok.

Aqui estava eu e minha, pequena, equipe chegando na nossa nova base médica, por alguns meses nós iriamos ficar em uma base médica em Nishtun, uma pequena cidade no litoral do Iêmen, o clima era seco e ao mesmo tempo tinha uma brisa salgada do mar.

No caminho do porto até a base médica, eu só pude reparar como esse local tinha paisagens lindas, era incomum dizer isso, mas as paisagens naturais mais deslumbrantes eu encontrava nas áreas que mais precisavam de ajuda. A vida é injusta e justa ao mesmo tempo, esse era o meu pensamento.

Assim que chegamos no local da base eu fico sem palavras, eu já estava na Cruz Vermelha uns cinco anos, nesses anos eu nunca tinha sequer visto uma base médica assim, geralmente a gente se arrumava em tendas, mas aqui parecia até um acampamento de escola, tinha uma duas construções grandes e com teto, mesmo que não tivessem luxo, só o fato de ter teto e telhado parecia algo incrível.

Porém, na minha opinião a coisa mais surreal estava bem na nossa frente, tinha um tipo de contêiner de tamanho considerável, esse que mais parecia uma nave espacial. Era literalmente como se tivessem colocado um hospital dentro de uma surpresa que vinha dentro do cereal matinal, era um hospital em miniatura bem no meio de uma base médica da Cruz Vermelha.

- Olha, que base moderna. – Jay comenta assim que descemos do Jeep que nos trouxe.

- Realmente. – Bambam comenta surpreso.

– Chega a ser até chique. – Sungjae fala de forma lenta.

- Diferente. – Sorim comenta discreta.

- Sejam bem-vindos. – Um homem de pele clara e cabelos morenos sorri e se aproxima da gente, o mesmo usava roupas simples e um jaleco, eu já imaginava quem ele era, conhecia ele de nome, mesmo que não pessoalmente. – Meu nome é Donghae, eu sou médico da equipe do médicos sem fronteiras, sejam muito bem-vindos a Nishtun. Quem de vocês é o dr. Yeon Seok?

- Sou eu. – Me apresento sem muito compromisso, tentando ser simpático, mas eu tinha que admitir eu não tinha muito jeito para questões sociais.

- Muito prazer dr. Yeon Seok, o dr. Henry falou muito de você. – Donghae sorri simpático e eu apenas me esforço para retribuir o sorriso. – Então, eu vou mostrar a base médica para vocês, vocês podem escolher suas camas e...

- Dr. Donghae, posso fazer uma pergunta?! – Interrompo o médico, mas de forma educada.

- Claro.

- Estamos no lugar certo mesmo? – Pergunto e ele fica sem entender minha pergunta e eu percebo que deveria ser mais claro na minha dúvida. – É... – Eu não consegui explicar de forma educada, então resolvi ser honesto. – Que porra é essa? – Aponto para a o mini hospital espacial atrás do médico.

- Começou bem, assim nem vai ficar óbvio que você não tem o menor jeito com as pessoas. – Jay comenta em voz baixa e revira os olhos. – Imagina. – Eu só posso ouvir a risada discreta do Bambam e do Sungjae atrás de mim.

- Ah, isso. – Donghae sorri um pouco sem graça. – Esse é um centro emergencial que foi trazido para cá para a equipe do hospital Gojong. Mas, claro está à disposição de todos, então fiquem à vontade.

- Uau, esses médicos devem vir de um hospital realmente rico, olha essa base. – Bambam comenta encarando o que eu vou chamar de nave especial, afinal eu não tenho melhor definição na minha cabeça, talvez satélite caído, porque sinceramente parece mesmo que isso caiu do espaço aqui, porque está muito fora de contexto.

- Eles devem ser importantes. – Sorim comenta em voz baixa.

- Primeiro mundo é outra coisa né?! – Sungjae fala tranquilo.

- Vai ser interessante. – Jay comenta de bom humor, um bom humor que eu sabia que tinha um fundo sarcástico e até negro.

- Muito interessante mesmo. – Eu enfatizo desanimado.

- Bom, o alojamento é ali. – Donghae mostra a construção da esquerda. – Já ali é o deposito, cozinha e escritório, o sinal de internet aqui é um pouco ruim, mas a poucos quilômetros daqui tem uma pequena cidade, lá tem um bar que o sinal da internet é boa e vocês podem navegar, no escritório tem um rádio, com ele vocês podem entrar em contato com o hospital mais próximo, que é onde eu trabalho ou com a base militar mais próxima.

- Ok. – Entendo as instruções.

- Outra coisa, vocês já são experientes, mas mesmo assim eu preciso dizer, não saiam a pé da base, leva quase um dia inteiro de caminhada até a cidade, sem falar que pode ser perigoso por vários motivos, muitos soldados estão trabalhando para limpar os locais, mas existem muitas minas terrestres escondidas, então sempre fiquem na estrada. Evitem também sair de noite. – Donghae dava aquelas dicas de forma desagradável, mas eu entendia ele, nunca é fácil dizer essas coisas, mas era necessário.

- Sem problemas. – Bambam fala tranquilo e que faz o médico ficar mais aliviado e confortável.

- A base tem um Jeep disponível, depois que os soldados chegarem, vão ter também um hammer, então não se preocupem, vocês não estão presos aqui. Porém se precisarem de mais um carro ou até esse der problemas é só mandar uma mensagem pelo rádio para o Hooney, ele concerta tudo, até pessoas. – Donghae fala rindo.

- Como assim? Ele é médico? – Jay pergunta antes de mim.

- Ele é médico, mas não trabalha só como médico, aqui ele é tipo um faz tudo. – Donghae explica.

- Interessante. – Sungjae fala sem muito entusiasmo.

- Bom, vou deixar vocês se acomodarem, logo a equipe médica coreana chega e então vocês vão poder se conhecer. – Donghae fala sorrindo.

- Certo. – Suspiro um pouco desanimado.

Nós pegamos nossas malas, essas que não eram muitas e vamos para a construção que era o alojamento, assim que entramos eu vi que era uma construção bem resistente, sem luxo nenhum, as paredes eram de barro e o chão não tinha piso, era apenas cimento, mas era um local bem-feito o que para mim já tornava aquele lugar um hotel cinco estrelas.

Sorim era a única mulher da nossa equipe, a mesma pegou o primeiro quarto do corredor, todos os quartos eram iguais, cada quarto tinha dois beliches e um armário improvisado para a gente colocar nossos pertences, eram quatro quartos, como sabíamos que na equipe coreana teria no mínimo mais uma mulher, decidimos deixar a Sorim em um quarto sozinha, assim ela poderia ter mais privacidade, afinal dividir quarto com homens, mesmo que a gente respeitasse muito ela, devia ser incomodo.

Bambam e Sungjae escolheram um quarto e eu e Jay escolhemos outro, mesmo que nós quarto pudéssemos ficar no mesmo quarto, a gente sabia que não podíamos nos isolar na nova equipe, isso só iria prejudicar nosso trabalho, eles podiam ser médicos de hospital mimados e desajeitados, mas mesmo assim eles iriam nos ajudar como podiam e toda ajuda era sempre bem-vinda.

Assim que coloquei minha mochila no armário eu sentei em uma cama e fiquei pensativo, mais um país, mais uma missão, essa era minha vida a cinco anos já, mas agora eu tinha uma sensação diferente, como se mesmo que fosse tudo igual, eu achasse que tem algo diferente.

- Está com medo de não dar certo? – Jay senta na cama ao lado e me encara.

- Hã?

- Sua cara, você está preocupado.

- Está tão óbvio assim? – Pergunto sem graça.

- Não, mas eu te conheço a talvez.... vinte e cinco anos, eu acho que consigo reparar em alguns detalhes. – Jay sorri debochado.

- É... – Admito sorrindo, Jay era meu melhor amigo, nossas mães se conheceram quando nós íamos para o maternal, desde então somos amigos, ele era como um irmão para mim, a pessoa que eu mais confiava na vida.

- Não é sua primeira missão sendo líder, por que está preocupado? – Jay pergunta. – Por causa da garota que o Henry falou?

- Talvez, não só ela, mas isso também me incomoda um pouco. Quero dizer, é minha primeira missão como líder sozinho junto com uma equipe de hospital, sabe como essas equipes são problemáticas, tenho medo de dar tudo errado. – Admito sincero.

- Eu sei, mas não vai dar errado, você tem a gente, mesmo que os médicos do hospital sejam uns bostas, a gente dá um jeito, a gente sempre se garantiu, não é mesmo?! – Jay fala confiante.

- É, acho que sim. – Suspiro.

- Para ser sincero, estou mais curioso que preocupado. – Jay comenta pensativo. – Parece que tem algo que não combina nisso tudo.

- O que quer dizer? – Pergunto sem entender.

- O dr. Henry, falou muito bem da tal cirurgiã, mas a mesma é líder de uma equipe que para vir até aqui trouxe sei lá, um micro-ondas gigante com eles, parece que não combina uma informação com a outra.

- O Henry ficou um ano longe dessa garota, vai que ela mudou, ela conheceu a vida confortável dentro de um hospital chique e mudou. – Sugiro sem julgamento. – Essas coisas acontecem...

- É, pode ser. – Jay admite sem estar muito convicto. – Sabe o que o Sungjae descobriu?

- O que? – Pergunto curioso.

- Que essa garota é prodígio.

- Prodígio?

- Sim, ela é muito inteligente por isso é mais nova que todos e mesmo assim já é cirurgiã, terminou a faculdade antes e tudo mais, sabe aquelas pessoas meio fora da curva?! Então...

- Diferente, eu nunca conheci nenhuma pessoa prodígio. – Comento pensativo. – Essa garota é mesmo bem incomum.

- Nem fale, eu estou realmente curioso. – Jay deita e coloca os braços atrás da cabeça. – Mas é bom, mesmo que ela seja diferente, ainda sim eu acho que vai ser bom para a Sorim ter uma outra mulher na equipe.

- Sim, deve ser ruim para a Sorim ficar só com a gente o tempo todo.

- Não é como se ela ficasse com a gente. – Jay fala tranquilo. – Ela sempre foi muito na dela, achei até que não iria aceitar quando você chamou ela para vir para cá.

- A dr. Sorim é bem discreta, mas quando o assunto é cuidar de criança a história muda, eu não conheço pediatra melhor.

- Verdade, fora que a Sorim é coreana né?! Vai ajudar muito na comunicação, porque juro, meu coreano está em um nível criminoso, minha mimica é melhor. – Jay fala rindo.

- Eu hein, não quero ver nem você falando coreano nem fazendo mimica, vou ter pesadelos com isso, igual quando você tentou falar russo com aquela médico, juro, foi muita vergonha alheia. – Falo sincero e dou risada.

- Mas ele me entendeu no final, isso que importa. – Jay dá de ombros.

Eu e Jay ficamos mais um tempo conversando, não demora muito e Sungjae e Bambam aparecem no nosso quarto para nos chamar, parece que a equipe coreana tinha chego. Confesso que, sem motivo aparente, no caminho do quarto até a frente da nave espacial, eu senti um frio na barriga.

Eu não era tímido, eu não tinha muito jeito para ser uma pessoa sociável, mas o básico eu fazia, porém só de saber que eu ia conhecer uma pessoa que o Henry, que para mim era o médico que eu mais admirava e respeitava, considerava tanto eu me sentia um pouco inseguro. Porém, segurando a onda eu respiro profundamente e caminho confiante até lá, de longe eu já podia ver um grupo de seis pessoas, tinha duas mulheres, uma não era asiática, mas ambas eram bem baixas, quatro homens, três bem altos e um deles era tão branco que parecia que refletia a luz do sol, naquele momento eu só consegui pensar que era bom esse cara se cuidar, se não ia ter insolação aqui.

Paramos na frente deles e nos encaramos, não foi necessário dizer uma única palavras para eu saber qual daquelas médicas era a garota que o Henry falou, a mais nova, com um olhar indiferente e firme, chamou minha atenção de imediato, se ela queria me intimidar ou algo assim eu não sabia, mas também não ligava, não iria funcionar.

- Bom gente. – Donghae fala de forma simpática. – Essa é a equipe do hospital Gojong, essa aqui é a dra. S/N, dra. S/N esse é o dr. Yeon Seok, ele é o líder da equipe da Cruz Vermelha, ambas as equipes vão trabalhar juntas.

- Muito prazer. – Ela fala com um tom de voz baixo, mas era firme.

- Digo o mesmo. – Falo encarando ela.

- Acredito que as duas equipes vão se dar muito bem, mas para uma questão apenas de praticidade, seria bom definir um primeiro contato. – Donghae fala.

- Acho que o cirurgião de emergência é o mais indicado. – Jay comenta.

- Também acho. – O coreano que era muito branco e não muito alto concorda e surpreende um pouco.

- Então eu assumo. – Falo tranquilo, porém eu admito que mesmo sem saber o motivo, eu dei uma olhada esnobe para a jovem médica, porque eu fiz isso eu realmente não sei dizer, foi muito espontâneo, porém o mais estranho nem foi minha atitude infantil, mas sim o sorriso discreto e debochado dela.

- Fique à vontade. – Ela fala.

- Não entendi... – Fico confuso.

- A dra. S/N também é cirurgiã de emergência, - Donghae explica e me surpreende. – Mas já que vocês chegaram a um acordo eu só preciso definir uma frequência de rádio para vocês. Eu já volto, porque vocês não se apresentam?!

O dr. Donghae sai e vai em direção a construção que ficava o tal escritório/cozinha/deposito, enquanto isso eu fico encarando a equipe coreana e eles nos encarando, era uma situação bastante desconfortável.

- Quantos anos você tem? – Bambam pergunta.

- Vinte e sete. – A tal S/N responde e me surpreende, ela era mesmo muito nova, como essa garota de só vinte e sete anos já tinha anos de experiencia na Cruz Vermelha?!

- Você é muito jovem. – Sorim comenta discreta.

- Então, quais são as especialidades de vocês? – S/N pergunta, a jovem médica parecia ser pior que eu quando se tratava de fazer social, isso no fundo me fazia gostar um pouco dela.

- Eu sou cirurgião de emergência, me chamo Yeon Seok. – Respondo.

- Meu nome é Jay e eu sou médico geral.

- Meu nome é Kumpimook Bhuwakul, mas podem chamar de Bambam, eu sou enfermeiro.

- Graças a deus. – Um médico coreano comenta de forma espontânea e depois fica sem graça. – Desculpe, mas seu nome é quase um trava língua, meu nome é Kim Jongin, mas podem chamar de Kai, eu sou cirurgião geral. – Bambam ri do comentário, ele não era uma pessoa que se ofendia fácil e eu tinha que concordar o nome do Bambam era muito difícil.

- Eu sou Song Sorim, eu sou pediatra.

- Eu sou Yeri, sou médica geral.

- Meu nome é Sungjae, eu sou dentista.

- Meu nome é Jimin, sou médico geral.

- Eu sou Hoseok e sou enfermeiro.

- Meu nome é Kim Myung Soo, mas podem chamar de L, eu sou ortopedista.

- Vocês são irmãos? – Jay pergunta para o cirurgião e o ortopedista.

- Não, por que? – O cirurgião Kai responde.

- Vocês se chamam Kim.... – Jay justifica.

- Metade da coreia se chama Kim, a outra se chama Park. – S/N responde. – O que é isso atrás de vocês? – Ela aponta para a nave espacial.

- É a sua nave... – Eu ia responder de forma espontânea, mas mudo de ideia. –É o centro médico que vocês pediram.

- Nossa. – Para a minha surpresa, ela fica tão surpresa quanto eu fiquei, qual era a dessa garota?! – Que exagero.

- Eu achei legal, parece um micro-ondas gigante. – O tal de Jimin comenta.

- Agora toda vez que eu entrar lá eu vou me sentir uma pipoca, obrigado pela imagem visual comigo explodindo Jimin. – A médica Yeri fala indiganada.

A conversa deles acaba arrancando algumas risadas nossas, talvez eu tenha me preocupado atoa, eles podem ser médicos de hospital, mas não parecem más pessoas. Porém, tem alguma coisa nos olhos dessa S/N que eu não sei, é melhor eu manter a cabeça no lugar, essa missão acabou de começar. 


Notas Finais


Gente, esse é só o primeiro capítulo, ainda tem muito personagem novo para entrar (todos estão na capa).
Então espero que vocês tenham gostado e que voltem para o próximo capítulo.


Recadinhos úteis.
Quase toda noite eu estou fazendo live ( https://www.twitch.tv/nativip ) de lol, porém lá vocês vão poder acompanhar algumas novidades sobre as fanfics.
Sem falar que no grupo do wpp ( https://chat.whatsapp.com/IZve2UglA9SL8rcpzumEgN ) vcs podem ter mais detalhes de como tudo funciona.

Essa fanfic eu vou atualizar uma vez por semana, então semana que vem eu volto aqui.
Amo vocês. <3


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