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História S.O.S Coreia. - Primeira Temporada. - Capítulo 35


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei, por causa da quarentena eu estou publicando todos os dias.
Boa leitura. <3

Capítulo 35 - Corda bamba.


Fanfic / Fanfiction S.O.S Coreia. - Primeira Temporada. - Capítulo 35 - Corda bamba.

Ponto de vista da S/N.

 

Hoje quando o despertador do meu celular tocou eu tive preguiça de acordar, ainda de olhos fechados eu tentava ser levada para uma fenda do tempo onde eu poderia apenas não sair da cama até poder voltar para a equipe do Henry. Eu não gostava de trabalhar no hospital Gojong, nada em particular com o Gojong, eu não gostava de hospital nenhum, porém por infortúnios do destino eu acabei me envolvendo até na administração de um hospital.

Pensando sobre isso era impossível eu ter a mínima vontade que fosse para ir trabalhar. Nem uma boa noite de sono eu tinha tido, era irônico mas eu dormia melhor no Pronto Socorro do que em casa. O motivo era simples, no Pronto Socorro eu dormia por estar cansada, em casa eu dormia por dormir, ou seja, em algum momento eu me pegava olhando para o teto e pensando milhões de bobagens. Realmente insuportável.

O despertador do meu celular toca novamente, era o meu limite, eu precisava acordar, eu não tinha sido enviada para nenhuma fenda do tempo, o jeito era enfrentar. Com esse pensamento de superação eu levanto da cama e vou direto para o banheiro tomar banho para me ajudar a acordar em definitivo.

Depois de um banho revigorante eu já podia assumir que eu estava, de fato, acordada. Eu paro na frente do meu guarda-roupa para escolher uma roupa, escolher é mera formalidade, eu pego qualquer calça que estivesse limpa e uma camiseta e estava pronto.

Sento na cama, do lado do meu criado-mudo e ligo o secador de cabelo, enquanto eu secava o cabelo eu tentava lembrar de tudo que o Sehun tinha me explicado ontem, todas as minhas obrigações como cirurgiã-chefe, quanto mais eu lembrava mais desanimada eu ficava. Na minha cabeça era muito ilógico um médico ter que fazer tudo aquilo, não devia ser função de médico.

Com o cabelo seco eu pego minha bolsa, essa que era uma bolsa transversal de tamanho considerável, era prática, cabia bastante coisa, fácil de carregar, impermeável, de cor preta básica. Vou até a cozinha e abro a geladeira, para pegar algo para comer de café da manhã.

A culinária coreana era confusa, eles comiam arroz a todo tempo, seja no café da manhã, almoço ou janta. Eu já estava morando aqui tinha uns seis meses e ainda não sabia se existia um prato especifico para cada refeição. Nunca fui fresca com comida, em várias situações aprendi que era melhor comer o que tinha do que passar fome, mas agora que eu podia escolher eu sempre buscava alternativas para fugir de tanto arroz.

Na geladeira eu peguei um leite que tinha sabor morango, no armário peguei um pão que vinha em embalagem individual, era pão de batata com recheio de uma pasta de feijão doce, surpreendentemente eu tinha gostado bastante daquele pão. Depois de comer tranquila eu vou escovar os dentes, pego meu celular e saio do meu apartamento.

Seul era uma cidade realmente grande, não era diferente dos grandes centros como Londres ou Nova York, não importava a hora sempre tinha movimento, mas o trânsito não era caótico, isso era bom, eu pensava isso mais vendo pelo lado das ambulâncias. Enquanto eu dirigia eu refletia, acho que o Tae estava certo, eu pensava muito no meu trabalho.

Não demora muito e eu chego no hospital, do estacionamento eu vou direto para o andar do meu escritório, assim que eu chego eu vejo que tinha umas pessoas entrando e saindo do escritório do Sehun, eu vou me aproximando e olho com mais atenção, e percebo que estava esvaziando o escritório dele.

- Uau... – Falo baixo, quase que para mim mesma.

Não fazia nem um dia que o Sehun tinha sido afastado e saído do posto de cirurgião-chefe e já estavam tirando o escritório dele?! Inacreditável.

Eu digito a senha da porta do meu escritório e entro, ainda inconformada com a cara de pau da administração do hospital em relação ao Sehun, era muita falta de respeito, ele estava afastado, não tinha sido demitido ou algo assim, eles deviam no mínimo esperar esse período dele de afastamento acabar para aí resolverem o que iriam fazer.

Pensar nisso só deixava mais claro como eu odiava hospitais, pior era que eu tinha me envolvido nisso tudo para proteger algo que parece que não tem como proteger, isso poderia ser frustrante se não fosse o fato do próprio Sehun ter me dito ontem que já não se importava tanto com o cargo, mas aí a frustração mudava de foco, afinal eu tentei proteger algo sem importância para ele, porém ainda tinha o caso do Jin.

Nossa, ser médico já era suficientemente complicado para eu ainda ter que pensar nisso tudo, eu realmente devia colocar minha cabeça no lugar e me focar no que era importante, ou seja, passar o tempo até eu sair desse hospital.

Guardo minha bolsa no armário, visto meu jaleco, pego meu celular e coloco no bolso do mesmo, sem me torturar fecho a porta do armário sem olhar meu reflexo no espelho, cada dia que eu passava usando aquele jaleco eu só ficava mais desanimada e até irritada, isso não me fazia bem.

Vou até a minha mesa, sento e acesso o computador para saber se eu tinha algum compromisso ao algo do gênero, quando eu acesso o portal do hospital eu fico surpresa, minha agenda antes que era preenchida apenas com cirurgias e horários no Pronto Socorro, estava lotada de coisas inúteis, como reuniões, palestras e entrega de relatórios.

Depois de ver aquilo eu olhei discretamente para a janela atrás de mim, eu estava em um dos andares mais altos do hospital, mesmo estando em um hospital eu tenho certeza que se eu me jogasse eu morreria, nunca pensei em suicídio como uma possibilidade, mas olha, o desgosto que eu estava vivendo era tanto que eu talvez devesse começar a pensar sobre isso.

Antes que minhas ideias suicidas fossem aperfeiçoadas o telefone do meu escritório toca e eu rapidamente atendo, era a secretária do dr. Kang falando que o mesmo queria me ver imediatamente, era um assunto urgente. Assim que eu desligo o telefone eu reflito sobre minhas ideias suicidas, melhor que eu me jogar pela janela, seria eu jogar alguém pela janela, e o dr. Kang era um grande candidato.

Ignorando os pensamentos suicidas e homicidas eu levanto da cadeira, pego meu estetoscópio, coloco ele envolta do meu pescoço e saio do meu escritório. No corredor eu cruzo com as pessoas tirando as coisas do escritório e ignoro, isso realmente não era problema meu.

Quando eu chego no escritório do dr. Kang eu encontro a filha dele lá, dra. Rose, a mesma estava com uma cara péssima, nesse momento lembrei que ela tinha ficado de plantão, eu concordo que plantão não combinava com ela, mas para a cara que ela estava, o plantão devia ter sido péssimo, coitada.

Já o dr. Kang, esse nunca estava com um cara boa, acho que só o fato dele me ver já piorava o dia dele, o que no fundo eu até achava divertido mesmo que na realidade fosse apenas patético.

- Bom dia, queria me ver? – Tento ser tranquila, afinal ele ainda não tinha me dado motivos para não ser, por mais que eu achasse que isso não iria durar muito.

- Aqui. – Ele estica o braço para me entregar uma prancheta, eu me aproximo e pego. – Troque o médico responsável.

- Hã? – Eu olho com mais atenção, era um prontuário médico, nele constava detalhes da internação de uma criança que foi atendida no Pronto Socorro, a criança apresentava sinais de maus tratos e o responsável, no caso pai, queria levar a criança embora já que não tinha um pediatra para assinar a internação, nesse caso um cirurgião assinou a internação usando a especialização. Foi aí que eu me surpreendi, a pessoa que assinou a internação foi a dra. Rose, só que eu não tinha a menor ideia que ela tinha especialização em pediatria, então eu encaro ela e depois o pai dela. – Por que? Ela mentiu na especialização?

- Não! – Ela responde rapidamente, parecendo um pouco ofendida com a minha pergunta.

- Então... – Eu realmente não entendia porque mudar o médico, na realidade não era a única coisa que eu não entendia ali, por que a dra. Rose não atuava na área de especialização dela?!

- Ela não mentiu na especialização, mas a internação devia ser feita por um pediatra e não uma cirurgiã pediatra. Então arrume isso e troque o responsável. – Dr. Kang fala um pouco irritado.

- Na falta de um médico da área os cirurgiões podem atuar na área de suas especializações em casos internos, como internação. – Eu falo fala tranquila enquanto olhava com mais atenção para os dados do prontuário. – O que eu vejo aqui é que a dra. Rose agiu da forma certa, sendo assim não vejo a necessidade de trocar o responsável.

- FAÇA LOGO O QUE EU ESTOU MANDANDO! – Ele grita, como se ele gritando ou cantando fosse mudar minha decisão, muito iludido. – É sua obrigação como cirurgiã-chefe.

- Dr. Kang, eu não a menor ideia do motivo dessa sua ordem, muito menos do seu estresse, enfim, como cirurgiã-chefe eu vou fazer a minha função e não suas vontades, então por favor não passe dos limites. – Eu falo tranquila e calma. – Se a dra. Rose faz tanta questão de passar esse paciente para outro médico eu posso estudar essa possibilidade.

- É isso que eu estou falando. – Ele responde irritado.

- O senhor não tem nada a ver com isso. – Respondo de forma óbvia.

- Eu sou o pai dela! Eu resolvo. – Ele fala autoritário, naquele momento eu sinto um pouco de pena da dra. Rose, ter um pai assim devia ser difícil.

- Não! – Falo firme. – Aqui no hospital Gojong a dra. Rose é a cirurgiã pediatra, de quem ela é filha não importa, então eu vou tratar essa questão com ela e não com o pai dela. Como eu falei dr. Kang, não ultrapasse os limites, vamos ser profissionais.

- Sua... – Eu acho que o dr. Kang queria me matar, porém era um sentimento reciproco, eu queria joga-lo pela janela também, paciência.

- Se não tem mais nada eu tenho várias coisas desagradáveis e tediosas para fazer, então... com licença. – Sou educada com ele por pura obrigação e saio do escritório dele.

Assim que eu saio dali eu olho um pouco pensativa, realmente não devia ser fácil para a dra. Rose aguentar uma pessoa como o dr. Kang, porém tinha a possibilidade de ela ser igual ao pai, vai saber né?! Se bem que acho que nenhuma pessoa horrível se especializava em pediatria, logo a dra. Rose ter essa especialização me surpreendeu muito, mas também não era problema meu.

Quando eu estava no elevador olhando no portal do hospital pelo celular o motivo ou assunto da reunião que eu teria que participar dali uns minutos, o mesmo toca, era o Sehun, eu rapidamente atendo.

Ligação on.

S/N: Alô.

Sehun: Oi, onde você está?

S/N: No hospital.

Sehun: Isso eu sei, mas em qual local do hospital?

S/N: Hum, descendo em um dos elevadores do lado oeste, descendo no sexto andar.

Sehun: Ok.

Ligação off.

- Mas.....

Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa ele desliga a ligação, eu suspiro um pouco frustrada, mas ignoro rapidamente e volto a prestar atenção no que eu estava fazendo antes. O elevador chega no meu destino e eu saio do mesmo olhando para o celular.

Afinal o que eu iria fazer em uma reunião sobre análise de risco do orçamento de uma subsidiária de uma empresa que eu nunca ouvi falar?! Isso não tem sentido nenhum. Eu andava olhando o meu celular até eu trombo em uma pessoa.

- Desculpa, culpa minha. – Falo sem olhar para a pessoa que trombei e continuo meu caminho.

- Ei. – Escuto uma voz familiar, porém bastante fora de contexto, então eu paro de andar e viro para confirmar. – Você é a cirurgiã-chefe agora, não pode andar por aí assim. – Ele fala sorrindo.

- O que está fazendo aqui? – Pergunto um pouco confusa e até surpresa. – Você está afastado.

- Eu sei, eu não estou aqui como funcionário. – Sehun responde tranquilo.

- Você está doente? – Pergunto.

- Não, por que? – Ele me olha confuso.

- Ué, você está em um hospital, normalmente as pessoas vem para o hospital para trabalhar, o que não é o seu caso porque você está afastado, ou porque estão doentes, então.... – Encaro ele de forma óbvia.

- Nossa, você é muito literal sabia?!

- Sabia. – Confirmo. – Facilita a vida ser assim.

- Nem sempre, enfim, eu estou aqui para te ajudar. – Ele sorri animado.

- Me ajudar?

- É, hoje quando eu acordei, eu tive a intuição de que você iria precisar de ajuda no seu primeiro dia como cirurgiã-chefe, e como eu tenho experiência e estou de folga eu pensei em te ajudar.

- Você não tinha nada para fazer em casa né? – Pergunto desconfiada.

- Também. – Ele disfarça. – Mas isso é detalhe, o importante é que estou aqui para te ajudar.

- Hum... – Fico pensativa por uns instantes, afinal ter ajuda não seria algo ruim, eu realmente podia ser inteligente, mas eu não tinha a menor ideia de algumas coisas que eu vi na minha agenda. – Ok.

- Então, qual é a primeira coisa na sua agenda? – Sehun pergunta.

- Ah, é uma reunião muito louca. – Mostro para ele no meu celular.

- Hum. – Ele lê e parece entender. – Isso ainda vai dar um problemão para o hospital.

- Por que? – Pergunto enquanto andávamos até o local da reunião.

- Porque o hospital faz parte de uma fundação que possui vários sócios, mas já tem um tempo que eles querem separar o hospital Gojong dessa fundação. – Ele responde.

- Por que? – Pergunto sem entender.

- Porque por lei, fundações não podem ter fim lucrativo, então o que os sócios fazem, transferem o dinheiro que o hospital arrecada para uma das empresas gerenciadas pelo presidente da fundação, depois o hospital recebe doações para continuar mantendo seu capital e fazer investimentos.

- Nossa, eu não entendendo nada. – Falo sincera.

- Basicamente é o seguinte, os sócios do hospital querem transformar o hospital em uma empresa privada, assim eles podem receber o lucro inteiro do hospital sem precisar depender de doações, porque para doar a pessoa precisa provar que tem o dinheiro, ou seja, um doador do hospital precisa pagar todos os impostos certinhos. Enfim, eles querem liberdade para lucrar com o hospital sem precisar ficar provando tudo para o governo. – Ele explica.

- Ah, entendi, e onde entra a subsidiária nisso? – Pergunto.

- Essa subsidiária em específico que eles vão tratar nessa reunião é uma empresa farmacêutica, basicamente eles querem saber se essa empresa começar a fornecer apenas medicamentos para o hospital Gojong vai ser bom ou ruim.

- Nossa, e por que um cirurgião-chefe precisa saber disso?! – Falo inconformada.

- Ué, você ocupa o cargo mais alto dentre os médicos, é importante você estar lá, hospitais não deviam ser gerenciados por empresários.

- Por que?

- Porque a função básica de um hospital não é lucrar e sim de salvar vidas, ajudar as pessoas que estão doentes, não podemos colocar um preço da vida das pessoas. – Ele fala.

- Comovente, porém ilusório. Olha para o hospital. – Mostro o geral. – Olha como é luxuoso e sofisticado, acha mesmo que precisamos disso tudo para trabalhar?

- É....

- Não, não precisamos de tudo isso, mas os médicos que trabalham aqui acham que precisam, no fim vocês veem com esses discursos moralistas, mas não podem falar muito. – Falo sincera.

- Ok, ok, discutir com você eu já entendi que é complicado.

- Fazer o que?! – Dou de ombros. – Ah, mudando de assunto, você sabia que a dra. Rose é cirurgiã pediatra?

- Sabia sim, mas como você ficou sabendo?

- Acabou acontecendo, enfim por que ela não atua na área dela? – Pergunto curiosa.

- O dr. Kang não deixa, você não sabe, mas existem três departamentos que sempre dão prejuízo, ou seja, vivem no vermelho. Esses departamentos são, emergência, pediatria e ortopedia. Hospitais privados não atendem mais essas áreas justamente porque não querem ter prejuízo financeiro.

- Nossa, mas como assim... são áreas essências. – Falo um pouco surpresa, quase horrorizada.

- Concordo, mas um hospital privado por escolher quais pacientes eles querem atender e eles preferem pacientes que possuem uma boa condição financeira, a realidade é que a maioria das pessoas que são atendidas no Pronto Socorro são pessoas de baixa renda. Sobre a pediatria, bom não existe uma regra que apenas pessoas ricas podem ter filhos ou que somente os filhos de pessoas ricas podem ficar doente, ou seja.... – Ele me encara com pouco desanimado. – O mesmo vale para a ortopedia, enfim o dr. Kang controla a vida da Rose e ele nunca ia permitir que a filha dele trabalhasse em um departamento que sempre dá problema.

- Nossa, que horror. – Comento sincera.

- É, se dependesse do dr. Kang a Rose seria cirurgiã plástica, ele queria mesmo que ela fosse neurocirurgiã, mas ela não conseguiu estudar para isso, e ela se recusou a ser cirurgiã plástica.

- Hum, realmente cirurgiã plástica combinaria com ela, mas admito que ela ser cirurgiã pediatra me deixou um pouco impressionada.

- Você não conhece a Rose, mas ela adora criança.

- Sério? – Fico surpresa.

- Sério, acho que esse foi um dos motivos que eu comecei a gostar dela, ela tem um carinho enorme por crianças, é uma pena que o dr. Kang seja tão cabeça dura.

- Ué a Rose não é mais uma criança, ela podia muito bem tomar conta da própria vida. – Falo tranquila.

- A Rose faz tudo pela família dela, isso inclui seguir os sonhos e desejos do pai, por isso ela tinha o plano de vida ideal dela, basicamente ela queria dar um jeito de assumir o cargo de cirurgiã-chefe, o cargo que o pai dela sempre quis, nem que fosse por meio de um relacionamento.

- Nossa que coisa mais complicada e confusa. – Balanço a cabeça em negação.

- É a vida da Rose não é fácil, ela desfila pelo hospital toda confiante, mas isso não significa que ela não tenha problemas. – Sehun comenta.

- Todo mundo tem problemas. – Falo indiferente.

- Verdade. – Sehun admite.

- Bom, pelo menos a Rose não é neurocirurgiã. – Comento despreocupada.

- Por que? Qual o problema com essa área?

- Por nada. – Percebo que falei demais e apenas dou de ombros para disfarçar. – Vamos lá, uma reunião muito divertida nos espera.

- Sei. – Sehun me encara um pouco desconfiado.

Eu apenas finjo não perceber e continuo andando, a verdade era que o motivo de eu não gostar de neurocirurgiões era algo bem infantil, eu sabia disso, mas mesmo assim eu não conseguia superar isso. Sempre que eu me deparava com essa especialização, esse departamento, esses profissionais eu lembrava do passado e como eu já quase fiz parte disso tudo.

Durante a reunião eu não prestei atenção em uma palavra que aquelas pessoas de terno e gravata estavam falando, eu apenas olhava para elas, mas meus pensamentos estavam muito longe.

Eu estava pensando como minha vida se tornou imprevisível, ontem eu tinha contado para o Sehun que o motivo de eu ser médica foi por influência da minha avó, mas eu nunca pensei que minha vida seguiria o caminho que seguiu. A quatro anos atrás as coisas eram tão diferentes, a três anos atrás as coisas se tornaram ainda mais diferentes, e hoje eu estou do outro lado do mundo em uma reunião com o cargo de cirurgiã-chefe.

Os dias estavam ficando cansativos, eu queria voltar a trabalhar no que eu gostava, no que eu fazia de melhor, mas minha vida parecia insistir em me “obrigar” a fazer outras coisas. Eu queria voltar para a equipe do Henry, eu queria poder olhar o sorriso travesso do Bobby, queria fofocar com a Karla, queria minha vida de volta.

Eu achei que aguentaria ficar esse tempo nesse hospital, se eu trabalhasse muito, meu plano era ficar tão exausta que não teria tempo para pensar e o tempo só iria passar, mas acabei me envolvendo em outras coisas, será que eu devia apenas desistir de tudo e voltar a minha ideia original de apenas ficar trabalhando no Pronto Socorro?!

Afinal, o Sehun não parecia mais fazer questão do cargo de cirurgião-chefe, se o Jin queria seguir esse caminho e se tornar um babaca não era problema meu, daqui uns meses eu vou embora e nunca vai vou ver ele mesmo. Por que eu fazia coisas como se me importasse com esse hospital ou com essas pessoas?!

A verdade era que eu tinha a sensação que eu estava andando por uma corda bamba, equilibrando minhas experiências e emoções para me adaptar, minimamente, a esse ambiente de hospital, mas isso tão frágil que parecia que a qualquer momento eu iria apenas pender para um lado. Será que era melhor eu desistir de tudo antes que algo desse errado?! 


Notas Finais


Será que a S/N aguenta ficar até o final no hospital como cirurgiã-chefe?
Ela não tem planos de ficar no hospital, deveria ela apenas desistir e focar apenas nas emergências, ignorando todo o resto?


Gente, lavem sempre as mãos e evitem sair de casa, se protejam.
Amo vocês.<3


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