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História Sou assim como você - Capítulo 12


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Notas do Autor


Mais um capítulo! E novamente, voltando pro passado.
Eu postei e agora deu uma betada na minha outra fic de kiribaku, na verdade fem!kiribaku, genderbend, sabe? Yuri. Eles sendo duas mulheres, Historical AU, chamada:
Um caso de Dama ( https://www.spiritfanfiction.com/historia/um-caso-de-damas-19370056 )

Um pouco mais sobre a sociedade abo, vamos?

Capítulo 12 - Punição Justa


Fanfic / Fanfiction Sou assim como você - Capítulo 12 - Punição Justa

Kirishima estava nas nuvens de alegria. Podia não ser a primeira vez que usava uma peça de roupa que pertencia a Bakugou, mas sempre via um prazer quando ele dava.

Na primeira vez foi no festival da escola, bem no primeiro ano, estavam se divertindo com as atividades e jogos. Eijirou estava descamisado, como previsto, e mesmo que, Katsuki teve que ouvir Eijirou dizer tantas vezes que estava bem, não sentia frio, estava mais do que acostumado, acabou por tirar o próprio e dar a ele.

Nem estava esperando, foi se virar que Bakugou deixou em seus ombros com gentileza surpreendente. Por isso teve que correr praticamente atrás de Katsuki para agradecer. Ele se sentiu constrangido.

Quando Bakugou teve que fazer isso de novo no inverno, só arremessou uma jaqueta na cara do Kirishima, porque sabia que ele no máximo só não aceitaria, ao menos não estranharia, não tinha na primeira vez, mesmo que alfas geralmente não gostassem de compartilhar suas peças. Por isso, de primeira tinha sido cuidadoso, temendo uma forte rejeição.

O cheiro característico, forte, de seus feromônios estão lá. Atiça os extintos territoriais deles, é incômodo, provoca adrenalina desnecessária. Usar o próprio aroma e borrifar por cima é uma opção, a melhor é lavar.

Só de olhar para Kirishima de rabo-de-olho, como ele passava o braço por cima de seus ombros para agradecer, animado, ainda sem camisa, com o haori sobre os ombros, sabia que não seria o caso. Provavelmente como eram amigos e próximos, seu alfa interior não se importava, pensava.

Enquanto isso, Eijirou pensava algo similar, que Katsuki tinha um bom controle de seus extintos, até estava correto, e que sua amizade fazia o alfa dele lhe reconhecer como parte do “bando”, e também era uma verdade.

Só que ambos não sabiam ainda que tinha algo mais que fazia o outro agir daquela forma.

Algumas pessoas ao repararem pelo cheiro, comentavam em murmúrios ali e aqui, sem coragem de dizer em voz alta.

Os olhares tortos eram o suficiente.

Desencadeou uma briga com um visitante ao festival, depois de Kirishima passar por ele.

É claro, mesmo o jovem rapaz sendo um alfa acompanhado dos amigos betas, só fez comentários e caretas quando Kirishima estava longe falando com Tetsutetsu e Kendo. Aquele alfa não tinha coragem de lidar com o Kirishima sozinho, não estava no nível de conseguir enfrentar um estudante da UA, sendo um estudante de uma escola comum. Imagina então mais outros dois?

Foi discreto em seus deboches para só os amigos ouvirem.

Comentando maldosamente sobre a UA ser sem noção, por deixar alfas se aromatizarem como se fossem ômegas. Como aquele alfa de cabelo espetado poderia fazer pose de dominante e seguro, se certamente na cama era um ômega? Alfas que saem com alfas são mais descontrolados, eram o que se dizia por aí, então como poderiam admitir aquilo?

E que não era à toa que estava falando com aquela garota alfa e o outro também, todo mundo sabia que só iriam contra a ordem natural por promiscuidade. Por que se teria um parceiro que não se pode reproduzir e construir um vínculo familiar ao parir seus filhotes? Por obscenidade. Para isso ômegas eram necessários na relação, só que um alfa se rebaixar a posição de ômega era repulsivo.

Com tal deboche ácido, o alfa se sentia superior tendo os betas lhe apoiando para se sentirem bens também. Assim os três empurravam a insegurança que tinham, diminuindo quem viam como melhor que eles.

Bakugou ouvia tudo.

Ele tinha que se mexer para sair dali e ignorar as provocação, as merdas ditas pelo grupinho de extras insignificantes. Não tinham falado qualquer novidade, na verdade era conversa bem retrógradas que se espera mais de gente velha e decrépita.

Não podia atrapalhar o evento.

Só mandar eles irem a merda seria o suficiente.

Kirishima ao longe ria com aqueles dois amigos dele. Estava se divertindo tanto e Bakugou ao lado da barraca segurando os malditos espetinhos de bolinhas de carne, mergulhadas em molho apimentado. Eram o motivo dele ficar para trás, decidiu comprar para si e Eijirou, que resolveu o esperar com o Tetsutetsu quando o viu passar com a Kendo.

A menina de cabelos vegetais da turma 1-B, Ibara Shiozaki, estava trabalhando na barraca, olhando aquele grupo de visitantes com decepção. Era pedir demais para as pessoas serem educadas e decentes? Que palavras cruéis, pensava ela. Bakugou voltou para entregar os espetinhos.

— Eu pego depois, falô?

Ela concordou, estranhando.

O alfa ria com os amigos betas, distraído demais para se dar conta do Bakugou ranzinza pisando duro vindo em sua direção. Não imagina que era o motivo de sua fúria.

Katsuki soltou um:

— Ei! — chamando sua atenção, o que fez três lhe encararem, ainda rindo.

Foi o que mais deixou Bakugou puto, deu um soco no meio do cara daquele outro alfa.

Não era seu quirk, então se sentia mais seguro, se meteria em menos problemas. Mesmo que a vontade era de mandar os três para os ares.

Quem estava por perto ficou surpreso e espantando. Kirishima e Kaminari que saiu de outro canto, até o chamaram:

— Bakugou?

Os betas se assustaram vendo alguns alunos se aproximarem, ainda mais o alfa de cabelo vermelho, e correram

Kirishima até comentou:

— Isso não foi muito másculo deles.

— Não mesmo. — Concordou Tetsutetsu. — Não se deixa ninguém pra trás.

Ao que Bakugou afirmou se referindo a quem tinha socado e ainda estava no chão:

— Eles sabem que não faz diferença porque deixaram um lixo pra trás.

O alfa, acariciando o rosto, vendo os olhos rubros do Bakugou se iluminarem, notou que definitivamente foi pego pelo o “outro alfa” do “casal” que zombava, pelo cheiro que ele emanava, forte, por estar extremamente irritado era notável ser o mesmo que estava no haori que o de cabelos vermelhos usava.

O rapaz, arredio, para se defender, passou a liberar seus feromônios para afastá-los, demonstrando sua irritação e descontentamento. Pronto para o confronto. O alfa interior do Bakugou por estar mais próximo sentiu primeiro, borbulhando por dentro. Rosnou dando um passo para frente, liberando os próprios. O ar ao redor do rapaz ficou tão pesado e abafado pelos feromônios alfas de Bakugou, o subjugando, que chegou a engasgar e se sentir meio atordoado.

Se levantou e correu para longe, não valia a pena nem revidar. Não daria conta de um amigo, imagina de um alfa querendo defender a honra do seu? Estaria em clara em desvantagem, o loiro parecia pronto pra quebrar seu pescoço se tentasse qualquer coisa.

Bakugou ficou assistindo aquele imbecil covarde ir, em parte agradecia que aquilo já tinha terminado, mas seu alfa interior queria correr atrás daquele desgraçado e bater nele até virar uma massa disforme. Respirou fundo, segurou seu alfa interior se contendo. Não valia a pena.

Se era para ser um herói, não podia se dar ao luxo de sair enfiando porrada sem estar numa luta real, diferente de civis comuns que perdiam a cabeça e podiam dar essa desculpa.

Ilda surgiu junto a Tsuyu e Todoroki. Claro, que como representante de turma, ele disse:

— Bakugou é expressamente proibido esse tipo de conduta em território escolar.

— Tanto faz, quatro olhos — cuspiu as palavras, voltando a barraca para pegar os palitinhos de bolinhas de carne.

Levou um deles a Kirishima, que lhe disse, claramente preocupado:

—  Está tudo bem, Bakugou?

Deu de ombros:

— Tanto faz.

Certamente teria uma punição, mas não se importava.

Foi como Shouta Aizawa compreendeu, depois do festival, no dia de aula, quando chamou-o para se explicar. Esses adolescentes alfas são tão impulsivos e difíceis de lidar, Aizawa estava mais do que acostumado com situações como aquela, mas não significava que não estava cansado disso. O lado ruim de ser professor era os adolescentes, o lado bom eram os adolescentes também, tentar moldar aquelas crianças para se tornarem os heróis de amanhã.

E Bakugou era muito impulsivo.

Pelos menos autoridade não era problema para ele respeitar. Com os adultos ele dava uma segurada, mesmo se provocado, — ninguém melhor que Eraserhead sabe como é conviver com o Present Mic, Hizashi Yamada, então tinha totalmente noção como era irritante ele cutucando repetidamente o jovem Bakugou, que se tremia todo, irritado, como um chihuahua — o que era bom. Entretanto com quem tinha a mesma idade, era outro assunto.

E claramente não era viável ficar intimidando até os que nem estudava na UA.

Mas ele não dizia uma palavra.

Ficava com a cara amarrada, olhando para baixo, sentado a cadeira, com Mic ao lado brincando com a situação. O rapaz não abria a boca.

Era como um interrogatório do policial bonzinho e o mau. O mau era o Yamada, sendo irritante.

Aizawa suspirou, massageando as têmporas para ter paciência:

— Bakugou, acha mesmo que vamos acreditar que aleatoriamente deu vontade de socar alguém?

O adolescente cruzou os braços:

— Por que não? — Ergueu o olhar.

— Não é do seu feitio, criança.

Katsuki resmungou baixinho, voltando a baixar o rosto.

Yamada chegou a comentar com o Eraserhead, parando de provocar o pequeno:

— Soube que era outra criança alfa.

Bakugou trincou os dentes:

— Não dá pra chamar aquilo de alfa.

— Hm… e por que? — Instigou o Aizawa.

— Tsc. — Katsuki virou o rosto achando que tinha falado demais.

— Podemos ser betas, — disse Shouta, comentando dele o o outro professor, seu amigo de infância. — entretanto entendemos os seus possíveis problemas de alfa. Se estou pedindo o motivo, é para te ajudar, Bakugou, entende?

— É garoto! — falou Present Mic a sua forma animada, se levantado da cadeira ao lado de Katsuki. Mexendo as mãos enquanto falava —  Estamos tentando ver se dá pra aliviar sua barra se for alguma coisa assim. Não que vai ficar sem levar castigo nenhum, hãããã~

 

Silêncio.

 

Até Bakugou dizer com uma expressão muito séria:

— Eu… não quero falar — trincava os dentes.

Aizawa só cobriu o rosto, cansado.

Yamada cruzou os braços:

— Ah, cara, assim não tem graça!

 

 

Ao sair daquela sala, Bakugou se deparou com Kirishima o esperando no fim do corredor. Estava respeitando sua privacidade, mesmo que pudesse ver que Kirishima estava claramente curioso.

Ao passar por ele, pode o ver lhe acompanhar.

— E como foi? — perguntou vendo que Bakugou não comentaria.

— Nada demais. Não levei suspensão dessa vez, mas vou ter que fazer limpesa, — fez careta — e ter que ajudar Present Mic por uma semana.

— Ajudar, tipo, em trabalho?

— Tsc, aí não seria punição, Kirishima. Ele vai me fazer de escravo, carregando papelada, livros, limpar a mesa dele… — meneava a cabeça. — Torrando a porra do meu saco.

Eijirou movia a cabeça.

— Meio que punição padrão.

— Humf, menos tempo pra treinar, o que é uma merda.

— Sim, por isso é uma punição… — apertou os lábios para parar de falar depois da encarada que recebeu de Katsuki. Encarada feia. — Desculpe.

— Foda-se, deixa pra lá. — Afundou as mãos no bolso da calça.

Não conseguindo se conter, não pode evitar de perguntar:

— E por que fez isso? Bateu naquele cara.

Bakugou deu ombros:

— Porque sim.

Kirishima enrugou o cenho. Bakugou parou de caminhar e se virou para encará-lo. Eijirou tinha cruzado os braços e estava com a sobrancelha erguida, numa expressão interrogativa.

Sabia que ele não acharia aquela explicação o suficiente.

Mas não conseguiria dizer a verdade para ele. Era muito melhor deixar-lo sem saber, do que acabar com seu ótimo humor por babacas extras que não valem a pena. Não gostava de imagina-lo chateado e aquelas palavras poderiam o machucar.

Mesmo que Katsuki não pudesse explicar ou pôr em palavras o por quê se sentia assim com Eijirou naquela época.

— Você não quer falar?

— Não — respondeu.

E viu o amigo fazer bico, como ele costumava a fazer ao ficar emburrado.

As pessoas podiam falar que as caretas que Bakugou deixavam seu rosto feio por serem muito exageradas e ele pouco ligava, era automático, mas não conseguia imaginar alguém dizer o mesmo pro Kirishima se o vissem aborrecido daquela forma.

Cobriu a boca para conter o riso.

Kirishima arregalou os olhos ao notar.

— O que? Por que está rindo? — questionava, tentando fazer Bakugou lhe encarar, que se desviava, enquanto ria. — Ei, ei, explosion boy, me conta! Você ‘tá todo misterioso.

Se virou para ele.

— Você, idiota! Fazendo bico que nem criança!

— Eu não estava!

— Estava e está fazendo de novo!

Agora ele inflava as bochechas. Katsuki teve que se virar para não ter que encarar o Eijirou mais, tentando não rir.

Era tão estúpido aquelas caras e bocas do Kirishima que chegava a ser… fofo.

Foi um pensamento assim que fez o Bakugou parar de rir e ficar surpreso.

— Por que você está vermelho? É o calor? — perguntou com inocência, já puxando o blazer do uniforme do Bakugou, para o ajudar a se refrescar, o assustando ao sentir seu toque.

Kirishima fiu as faíscas nas mãos do Bakugou e ele virar o rosto para lhe encarar enfezado.

— Hoje você está bem confuso, blasty.

— Se FUDER!

E soltou suas explosões para janela.

 

 

Para sua sorte, ao o que Bakugou nunca entendeu, nem deu uma semana seu castigo. E Present Mic nem o incomodou… tanto.

Tinha sido algo ocorrido quando já tinha ido embora com o Kirishima.

Ibara Shiozaki apareceu na sala que Katsuki tinha acabado de ser interrogado, tendo uma expressão bem serena, que era de seu comum, batendo na porta mesmo aberta com seus cabelos verdes vegetais, pedindo licença pela sua entrada.

— Shiozaki, há algo que poderíamos te ajudar? — perguntou Aizawa, estranhando a vê-la por ali, enquanto tirava do Yamada o celular e desligando a música que ele tinha posto pra tocar, dizendo que era a "música deles”.

— Estou preocupada com o garoto enfurecido. Sei que ele pode dar uma péssima impressão e não sou a favor da violência, porém nesse caso não tiro totalmente sua razão, pela situação que achei difícil de se ter um diálogo.

Present Mic e Eraserhead se entreolharam, surpresos e curiosos com o que raio tinha ocorrido para até a aluna mais pacifista da instituição está dando razão ao aluno mais estourado que tinham, em meter porrada em alguém.

Mic até se levantou, se escorando na mesa e num movimento de mão a incentivando a se sentar onde outra hora Bakugou estava, ao que ela fez referência aceitando.

Pelo menos assim, conseguiram pesar o ocorrido e entendendo o porquê Bakugou não conseguiu comentar ou repetir o que tinha ouvido para seus professores.

Então não houve surpresa que anos depois estavam diante do Kirishima, que olhava para a parede, de braços cruzados, afastado do um estudante alfa que deixou de olho roxo.

Ainda que Aizawa tenha perguntado:

— Querem me conta o que aconteceu?

Foi mais por perguntar. Ambos não responderam e Eijirou estava usando o agasalho do Bakugou. Ele e Mic sendo betas não sabiam pelo cheiro, como aquele outro estudante notou, porém conheciam seus alunos o suficiente para identificar.

Já imaginava ser o motivo da briga, diferente da Bakugou, Kirishima era difícil de se irritar, então deveria ser algo sério como aquilo.

Aizawa suspirou cansado.

Tudo de novo…


Notas Finais


Sim, terminamos com um gancho do presente para o próximo capítulo, pq tinha que amarrar com o antes pra mostrar o agora (?) kkkkkkk
Hmmm... Kirisunshine não está feliz... deixo no ar XD
Eu tenho tanta ideia pra fanfic de Kiribaku... eu tenho que parar, gente, tenho outras fics pra terminar kkkkk

Fica com um edit meu pra encerramento:
https://www.youtube.com/watch?v=DmZSsA4PWT8


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