História Soul Hunt (Vkook-Abo) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Alfa, Bts, Jkomega, Lobos, Ômega, Tae!alfa, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 139
Palavras 2.427
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola! Estou de volta heheeh
Primeiramente preciso agradecer a todos vcs que leram, comentaram e aos que esperaram por essa atualização.
Pretendia fazer uma atualização dupla, mas não queria deixar vcs esperando ;-;
Então peço desculpas por esse capítulo ser um pouco parado já que ele apresenta só mudança de narrador e não explica muita coisa sobe a história.
Prometo que o cap três que já esta no forno vai ser maior e mais esclarecedor 🧡 (ele não vai demorar para sair heheheh). E desculpa pelos erros!!


🧡Boa leitura🧡

Capítulo 2 - Chama Alentadora


Fanfic / Fanfiction Soul Hunt (Vkook-Abo) - Capítulo 2 - Chama Alentadora

- Redondezas da cabana

~Taehyung

O resto de luz solar ultrapassava as árvores criando riscos intercalados de luz e sombra no solo. A brisa noroeste gelada que serpenteava entre as vegetação era um prenúncio de que muito em breve o cenário que já não era tão ameno e agradável quanto antes logo seria substituído impiedosamente pelo branco do inverno. E então tudo se colocaria mais difícil, e de forma hostil seria transformado impondo a mudança rigorosa que acompanha a estação.

O impacto do machado na lenha produzia um som estridente que rasgava o silêncio do local enquanto os pedaços fragmentados se acumulavam no solo. A força exagerada que era emprega na tarefa fazia com que o suor do esforço escorresse por sua testa, numa tentativa de extravasar a irritação existente dentro de si. Nesse dia, em especial, podia sentir como se o menor dos contratempos fosse capaz de irromper numa onda de irritação semelhante a atear fogo em combustível. 

Após mais algumas investidas contra a lenha, num movimento rápido, o machado foi deixado de lado para em seguida organizar caprichosamente os fragmentos em uma pilha. O inverno definitivamente não era sua estação preferida, e agora as sombras que se intercalavam no chão se fundiram dando lugar à escuridão total. O frio se ampliara ainda mais na ausência da luz, tornando a borda da floresta um local não tão convidativo como antes. A floresta agora se tornava um péssimo local para estar, no entanto contradizendo a sugestão sutil em pouco tempo ela estaria repleta por causa do Soul Hunt.

Rapidamente afastou esse fato de sua mente, independente do quão absurdo o evento lhe parecesse e dos resultados drásticos que ele possivelmente apresentaria isso não importava para si, afinal como costume não participaria preferindo o conforto da sua casa.

Com a lenha acomodada em meus braços iniciei uma caminhada rápida em direção à trilha que levava a casa, objetivando sair logo da floresta. A brisa que antes era suave se agitou revirando vigorosamente a vegetação e preenchendo o espaço com o som característico de folhas farfalhando, trazendo ao mesmo tempo um cheiro de cerejeiras que contradizia o aspecto mórbido do local.

O aroma adocicado era familiar e agradável, inconscientemente fechei meus olhos apreciando enquanto me sentia extasiado.A sensação de familiaridade projetou em minha mente a imagem de um campo repleto de cerejeiras em plena floração, os tons rosados contrastando com o verde vibrante e principalmente o aroma doce e quente da primavera.

Abri meus olhos rapidamente num susto ao notar que havia parado no meio da floresta. Uma sensação de estranheza percorreu meu corpo, e uma pressão forte se instalou em minha cabeça. O baque surdo da lenha caiando pode ser ouvido enquanto sentia meus joelhos fraquejarem para então ceder em direção ao chão.

Repentinamente meus instintos afloraram captando uma torrente de informações. E então até o som mínimo das folhas caindo podia ser ouvido e o cheiro mais distante era captado pelo meu olfato. Ao mesmo tempo minha respiração se acelerou e um impulso de entrar mais adentro na floresta se instalou em minha mente. A vontade era tamanha que me ergui involuntariamente começando a caminhar em direção à floresta, eu poderia tentar resistir, porém o que se sucedeu após excluiu completamente essa possibilidade.

O cheiro se tornou mais intenso inundando completamente meu olfato ao mesmo tempo em que um ardor queimava meu peito. Por um curto instante minha mente ficou em branco para então ser preenchida por sentimentos angustiantes. O desespero bloqueou meus pulmões enquanto o medo paralisou meu corpo, um gemido sôfrego escapou por meus lábios. A sensação de confusão sobrepôs por um momento o desconforto causado pelos sentimentos que o haviam invadido e apenas uma certeza soou firme, eles não lhe pertenciam.

Porém sua mente mergulhou novamente no branco total, para retornar minutos depois quando seus olhos viam as árvores como vultos borrados na escuridão enquanto seguia em alta velocidade floresta adentro, agora em sua forma lupina.

Nesse instante eu sentia toda minha força empregada em um único objetivo. Chegar até ele. Mesmo que não fizesse sentido algum ao mesmo tempo essa era minha maior certeza, e pulsava tão forte quanto meus batimentos cardíacos acelerados pela corrida. Meus instintos sabiam o caminho exato a seguir na escuridão. Por um longo tempo o único som presente era o ruído surdo causado pelo impacto das patas com o solo enquanto rumava para uma área mais baixa da floresta guiado pelo cheiro doce que se intensificava numa indicação da proximidade.

Um grito agoniado rasgou o silêncio da noite fazendo meu peito se apertar, e então meus olhos observaram o corpo trêmulo de um ômega caído no chão enquanto se encolhia pelo pavor.  Seu medo e sua dor podiam ser sentidos tão intensamente, eles pareciam meus de forma que um ódio irrompeu queimando como fogo em minhas veias. Em meio à escuridão meus olhos encontraram os seus e se perderam numa contemplação silenciosa. Involuntariamente pude sentir meu cheiro se intensificar numa tentava de acalma-lo e demonstrar que iria protegê-lo a todo custo. Como resposta um rosnado alto da ameaça se fez presente assustando o ômega, esse ato retirou o restante da sanidade que existia em mim fazendo meus instintos assumirem o controle das minhas ações de forma total. A partir desse instante eu iniciei uma caminha lenta em volta do ômega demonstrando que ele era meu ao mesmo tempo em que desafiava o lobo selvagem. E com uma descarga de adrenalina uma luta se iniciou, porém de forma estranha eu podia sentir que possuía a força necessária para destroçar a ameaça, e em pouco tempo ela foi eliminada restando apenas o cadáver e o gosto de sangue em minha boca.

Agora que sua segurança estava garantida eu pude voltar minha atenção para ele novamente. Em passos lentos me aproximei observando seu corpo trêmulo, e em resposta a minha aproximação ele se afastou bruscamente como se me temesse. O cheiro denunciava que o medo de momentos atrás ainda era presente, me deixando confuso afinal não havia mais nenhuma ameaça. Como resultado da sua movimentação um gemido de dor pode ser ouvido e então eu pude sentir em meu próprio corpo a sua dor, a preocupação me invadiu enquanto aproximava meu focinho do seu machucado numa carícia singela indicando que tudo ficaria bem. Porém o gesto surtiu outro efeito de forma que pude observar seu corpo encolhido conta a árvore como se quisesse se fundir com a mesma. Sem entender o que havia de errado e um pouco mais consciente senti meu corpo se transformar retornado à forma humana.

Eu estava ferido pela sua recusa, sentia meu orgulho ser pisado e meus instintos confusos por não entender o motivo de ele repudiar minha aproximação e meu toque. Afinal sentia em meu íntimo que ele era parte de mim. E esse pensamento ecoando em minha cabeça foi o gatilho para que eu avançasse sobre o ômega reivindicando o que era meu. O sentimento de possessividade dominava minhas ações e a proximidade com o seu corpo extinguiu minha sanidade por completo.

Seu cheiro era tão bom, me deixavam entorpecido e sem forças para resistir ao impulso de aspira-lo o mais perto possível de sua pele macia. Sua coloração leitosa parecia tão convidativa. Eu queria marcá-lo. Esse desejou se instalou em minha mente e a sensação de passar minhas presas sobre sua pele em uma preliminar me deixava extremamente satisfeito. Sem condições de medir as consequências de tal ato, eu estava insano e irracionalmente iria marcá-lo a todo custo. Porém em um instante o tempo pareceu parar, congelando lentamente enquanto sentia suas mãos se infiltrarem em meus cabelos e seu corpo se chocar com o meu me envolvendo em um abraço terno assim como seu cheiro. Seu corpo termia levemente enquanto o meu estava inerte nas próprias sensações. Estranhamente eu podia entender seu pedido, mesmo que ele contradiz-se a minha vontade de marca-lo, não era uma recusa como um todo e além do mais agora que meus instintos o reconheciam como meu ômega não havia nada eu pudesse lhe negar.

E então o instante se quebrou quando sua boca liberou em suspiros baixo um pedido. Um rosnado forte que falhei em conter pode ser ouvido enquanto sentia minha consciência retornar. Rapidamente larguei seu corpo trêmulo e consciente da minha nudez lhe dei as costas.

O cansaço me abateu enquanto uma irritação crescente começou a se espalhar como veneno dentro de mim. Um sentimento de incômodo e recusa para com o ômega ganhava espaço em meus pensamentos. Afinal para quem não iria sequer participar da caçada ter um ômega capaz de despertar seus instintos não era a melhor das situações. No entanto não havia o que fazer e agora eu estava em suas mãos, essa certeza deixou um gosto amargo em minha boca. Porém ao mesmo tempo em que esses pensamentos surgiam eu sentia meu peito se apertar e a preocupação ressurgir, pois a caçada não havia terminado e eu tinha que tirá-lo em segurança da floresta o quanto antes, era o que meus instintos pediam.

Com essa resolução eu pedi para que ele continuasse ali enquanto adentrava na floresta em busca das minhas roupas, mesmo sentindo momentaneamente uma resistência em me afastar e deixa-lo sozinho. Rapidamente retornei temendo que tivesse saído dali para então encontrá-lo no mesmo lugar.

~Levante-se- disse enquanto observava o cabisbaixo ômega encolhido possivelmente pelo frio que prontamente se levantou.

~O que você vai fazer comigo?- sua voz saiu rouca enquanto encarava profundamente meus olhos num questionamento.

Ele estava cobrando explicações sobre sua situação e isso me irritou de certa forma. Além do mais sua insegurança quando a minha pessoa era visível e perfurava novamente meu orgulho.

~Talvez tentar te tirar daqui?- respondi de forma sarcástica enquanto liberava parte da minha irritação com as palavras.

Observei seu cenho franzir em desagrado talvez pelas palavras, talvez pelo tom, ou os dois. Seus lábios até então apertados em uma linha fina se abriram enquanto dizia.

~Eu não confio em você- de forma inesperada essa afirmação me afetou mais do que gostaria me fazendo perceber que devia mudar de estratégia se quisesse sua confiança. Afinal estava sendo meio babaca até então.

~ Honestamente eu não queria estar aqui, e pelo seu estado você também não - lhe disse buscando toda calma que existia dentro de mim ~Se meu objetivo não fosse unicamente você eu não teria me dado o trabalho de vir até aqui, então facilite as coisas para nós dois, sim?

Minhas palavras parecessem surtir o feito desejado e observei seus olhos abaixarem em direção ao chão enquanto mergulhava em pensamentos internos. 

Sua falta de resposta indicava que possivelmente ele não recusaria minha ajuda, pelo menos não nesse momento. Então iniciei uma caminhada rápida objetivando sair o mais rápido possível. Enquanto ele também me seguia, porém mais afastado o que causou um incômodo em mim.

~É melhor se manter próximo- disse afinal seria péssimo se ele se perdesse novamente dentro da floresta.

~Acredite, eu estaria se pudesse- respondeu com um ar emburrado enquanto com muita dificuldade tentava apertar o passo.

Suspirei cansado e decido que seria mais fácil ajudá-lo já que ele estava machucado e com dor. Deduzi que seria melhor carregá-lo para agilizar o processo.

~Vamos suba- disse num tom paciente enquanto observava sua cara surpresa e posteriormente sua resistência em aceitar, talvez por orgulho também.

Porém após resistir um pouco ele aceitou se debruçando sobre minhas costas, sem demora tratei de sustentar seu corpo de forma segura. A proximidade com seu corpo me deixava satisfeito em parte por saber que ele estaria protegido e em parte por ele ter aceitado. Eu podia sentir seu cheiro bom mais de perto e sabia que ele estava calmo o que me aclamava também e em pouco tempo pude notar que seu corpo pendia mais sobre meu indicando que ele havia caído no sono. Senti uma risada baixa deixar meus lábios diante do pensamento do quanto contraditória o ômega era, afinal para alguém que demonstrava não confiar em mim dormir em tão pouco tempo nas costas de um desconhecido era um tanto estranho.

E assim a imensidão da floresta foi vencida pela caminhada constate, dando lugar a uma área aberta e com pouca vegetação indicando que haviam saído completamente. No horizonte era visível os primeiros indícios da manhã despontando na forma de raios solares que iluminavam precariamente o cenário. Ao longe era possível ver uma casa tradicional de madeira. Seu aspecto rústico e resistente demonstrava que havia sido feita para aguentar bem todas as estações. A grama molhada de orvalho cercava o exterior da construção deixando um ar singelo ao local enquanto seu interior era aconchegante e silencioso de forma que parecia quase inabitada.

Ainda com o ômega em minhas costas rumei para o segundo andar ande se localizavam os quartos, a fim de encontrar um local para que ele repousasse. Eu poderia deixá-lo no quarto de hóspedes, no entanto rumei em direção ao meu quarto para logo em seguida deixar seu corpo adormecido sobre os lençóis que continham o meu cheiro. Selecionei os cobertores que pareceriam mais quentes os colocando cuidadosamente e me certificando de que ele estaria aquecido. Segui em direção ao banheiro em busca da maleta de primeiros socorros que deveria conter algo que pudesse ser aplicado na torção.

 Com uma pomada de ervas medicinal que aliviaria a dor e algumas gazes, retornei para o quarto e me aproximei do ômega. Com cuidado levantei as cobertas na parte de baixo para em seguida arrastar sua calça até o joelho com cuidado para não acorda-lo. Em pouco tempo seu tornozelo estava devidamente tratado e enfaixado e isso deveria servir por enquanto.

Agora que tudo estava terminado o cansaço pela noite em claro abateu meus músculos, um suspiro cansado foi liberado. No entanto constatar que o ômega estava seguro e seus machucados tratados lhe dava certa tranquilidade e a certeza de que poderia descansar.

Podia sentir que meus instintos se acalmaram, porém antes de sair do quarto olhei novamente para o ômega garantindo que estava tudo em ordem. Meus olhos demoraram em seu semblante sereno enquanto observava o ressonar baixo da sua respiração. Ele parecia tão calmo e diferente do ômega assustado de momentos atrás e antes que pudesse notar já estava novamente próximo da cama. Meus dedos percorreram a linha do seu maxilar enquanto observava seu corpo se movimentar lentamente pela respiração calma que deixava seus lábios finos e entreabertos. E Assim sentiu seu coração bater loucamente enquanto constatava pela primeira vez a beleza sublime e ao mesmo tempo singela do ômega.


Notas Finais


No próximo capítulo tem surpresa envolvendo o avô mais fado de todos kkk 🧡
O contexto da história deve ficar mais claro no decorrer da história. Desculpem pelo cap bosta kk

Vcs estão gostando? Deixe sua opinião ela é realmente importante 🧡

Até a próxima atualização.


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