História Soul Hunt (Vkook-Abo) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Alfa, Bts, Jkomega, Lobos, Ômega, Tae!alfa, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 76
Palavras 3.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola!!💙
Chegamos ao terceiro capítulo da fanfic! gostaria de agradecer aos que comentaram, curtiram e leram essa história💙
Sobre esse capítulo gostaria de pedir a vcs que prestem atenção aos detalhes pois eles dizem muito sobre a história!

desculpem pelos erros!

💙Boa Leitura💙

Capítulo 4 - Instintos Despertos


Fanfic / Fanfiction Soul Hunt (Vkook-Abo) - Capítulo 4 - Instintos Despertos

 ❆

-Interior da cabana

~ Jungkook

 

O sopro gélido penetrava pela janela entreaberta fazendo a cortina oscilar delicadamente enquanto permitia a luz tênue adentrar no cômodo e iluminar fracamente a figura embolada nos grossos cobertores. Os cabelos sedosos formavam um redemoinho negro que acentuava o semblante sonolento e relaxado. O calor que irradiava das cobertas proporcionava a sensação de abrigo e tranquilidade que compunham parte da letargia que atingia seus músculos e mente de forma que nem mesmo a luminosidade conseguia retirá-lo do sono profundo. No entanto algo mais impactante que a luz atingia sua mente imersa arrancando um murmúrio baixo.

O cheiro bom que emanava das cobertas, que agora constituíam seu abrigo favorito, era captado pelos seus sentidos impelindo sua mente para uma concentração total. Seu corpo ainda dolorido se remexeu numa tentativa falha de prolongar o sono enquanto despertava aos poucos. Seus olhos piscaram afetados pela luminosidade do ambiente, um suspiro sonolento deixou seus lábios enquanto sentia o rosto gelado em contraste com o restante do corpo aquecido e envolvido pelos cobertores cheirosos. Ainda com a mente nublada e sentindo o corpo dormente descansou novamente a cabeça no travesseiro macio e tão diferente do seu habitual para em seguida esfregar o rosto apreciando a sensação.

Agora desperto, rolou travesso pela cama grande enquanto observava o ambiente entorno de si. Instantaneamente se sentiu envergonhado por estar tão confortável num local que visivelmente não conhecia. O quarto grande possuía uma mobília rústica e inteiramente de madeira que aparentava um aspecto simples ao mesmo tempo em que conferia a sensação de conforto. O cheiro forte de alfa que pairava sobre o local indicava que aquela possivelmente era sua habitação deixando o ômega desconfortável e com um rubor visível.

O silêncio que preenchia o ambiente me fazia pensar que não havia ninguém por perto. Diante disso e decidido a sair à procura de alguém, espanto o restante de preguiça ainda existente num bocejo para em seguida afastar rapidamente os cobertores sentindo o corpo tremer pela diferença de temperatura. Meus pés descalços atingiram o chão frio enquanto caminho em direção à janela da qual era possível ter um vislumbre da área ao entorno da casa e parte da floresta que a cercava.

A luz alaranjada, que tingia o ambiente de nuances diferente do mesmo tom, indicava que o entardecer estava em seu auge ao mesmo tempo em que proporcionava uma pequena confusão por ter dormido ininterruptamente durante um longo tempo. A brisa fria que estrava pela janela me induziu a fechá-la para em seguida me deslocar em direção à porta. Um corredor extenso se tornou visível e cuidadosamente sai do quarto andando por ele com passos discretos ao temer que o menor som ressoasse pelo local.

Prendendo a respiração segui em diante observando as portas fechadas que intercalavam trechos de parede sem muita decoração, para terminar no início de uma escadaria que levava até o andar inferior. Ao atingi a último degrau redobrei a atenção receando que minha atitude fosse mal interpreta como estar bisbilhotando o local. Daquele ponto era possível observar os cômodos do andar inferior, decido seguir em direção ao mais distante dos cômodos que estava parcialmente escondido por uma longa parede.

Com a aproximação ele se revelou uma extensa sala de estar que mantinha o aspecto rústico frequente no local. Em passos lentos adentrei observando que o local estava aparentemente vazio assim como o restante da casa, no entanto era aquecido pelo calor proveniente de uma lareira. Andando mais alguns passos adentro pude sentir o cheiro delicioso de biscoitos assados invadindo o local. Rapidamente deduzi que havia entrado no cômodo errado já que provavelmente alguém estava na cozinha.

Baseado nessa resolução girei rapidamente sobre os calcanhares decidido a me encaminhar para o outro cômodo. No entanto senti meu corpo travar com um sobressalto assim que meus olhos recaíram sobre uma figura alta parada na entrada. Seu semblante envelhecido não reduzia em nada o aspecto intimidade que o alfa possuía me fazendo inconscientemente recuar alguns passos para trás.

Observando mais atentamente ele parecia carregar em suas mãos um prato fumegante de biscoitos do qual provinha o cheiro bom. Pude ver um sorriso ganhar espaço em seu rosto ao mesmo tempo em que fazia surgir algumas linhas de expressão profundas feitas pelo tempo. Em passos lentos ele se dirigiu para o centro da sala passando por mim e depositando o prato numa mesa cercada por poltronas de couro.

~Oh, pelo visto já está acordado- disse fazendo ouvir sua voz bonita enquanto se sentava na poltrona - Venha, sente-se também não fique aí parado- completou enquanto indicava com o dedo a poltrona menor ao lado da sua.

Sem muitas opções, aceito sua sugestão para logo em seguida me sentir afundar na poltrona aquecida pela proximidade com a lareira, enquanto ouvia-o perguntar num supro divertido ~Como se chama?

~J-Jeon Jungkook- respondi me repreendendo internamente por ter gaguejado enquanto observava outro sorriso tomar sua face, talvez rindo da minha timidez repentina.

~Eu sou Kim Namjoon, avô do alfa que te trouxe até aqui- disse me deixando surpreso por notar pela primeira vez a semelhança entre os cheiros- Não precisa se sentir tímido ou ter medo de mim- pontuou confirmando que havia notado meus receios e fazendo com que um leve rubor tomasse meu rosto.

Determinado a conseguir mais informações mesmo que parecesse estranho verbalizar meus pensamentos eu o fiz de qualquer maneira perguntando ‘’Onde ele está?’’. Por mais estranho que fosse me referir a ele assim não havia nada que pudesse fazer já que não sabia seu nome.

~Você se refere ao Taehyung, infelizmente não o vejo desde o entardecer do dia anterior- disse com um semblante preocupado- Nem mesmo vi quando ele lhe trouxe aqui.

Me senti um pouco desconfortável com a revelação e confuso também, já que não fazia sentido ele saber sobre se não havia entrado em contato com o alfa chamado Taehyung ~Então como sabe sobre mim?- verbalizei falhando em esconder as suspeitas e observando ele me encarar surpreso.

-Ah, as pessoas costumam chamar isso de dedução -disse ao mesmo tempo em que liberava uma risadas soprada- não haveria outro motivo para um ômega estar aqui logo após o soul hunt, apesar dele nunca participar.

Compreendo pela primeira vez que ele realmente era alguém sagaz apesar de sua conclusão um tanto óbvia não deixei de me sentir um pouco idiota por ter perguntado. Ao mesmo tempo em que estava espantado por saber que o alfa não participava de caçadas. Eu podia sentir minha garganta apertar ao constatar que eu devo estar sendo um fardo indesejável para ele.

~Porém não entendo como ele consegue se manter longe de você agora- seu olhar aflito repousou sobre mim me fazendo mergulhar em meus próprios pensamentos- Assim que a ligação é estabelecida o alfa é impulsionado totalmente para o ômega e suas necessidades, ele deve estar enlouquecendo.

Senti as palavras faltarem enquanto a preocupação apertava meu peito de forma estranha, temeroso pelo estado atual do alfa. Eu poderia ao menos tentar ser um fardo útil ao ajuda-lo de alguma forma.

~Nesse momento apenas a proximidade com você amenizaria os efeitos- disse olhando seriamente para mim- No entanto você não deve se sentir pressionado a fazer algo.

O encarei meio perplexo pela sua fala afinal não era comum esse tipo pensamento onde nos ômegas tínhamos alguma possibilidade de escolha.

~Vamos me diga o que você sabe sobre esse evento e os próximos que deverão acontecer?- disse com um tom sério que me deixou intimidado- Se pretende tomar decisões deve estar ciente do que elas implicam.

~M-mas falar sobre isso não é considerado um...tabu- respondi perplexo pela ousadia do alfa ao entrar tão abruptamente neste assunto.

~Tudo bem se não se sentir à vontade para falar sobre isso- disse deixando aparecer novamente o sorriso reconfortante- Como você sabe o soul hunt é apenas o primeiro dos evento que ocorre com o início do inverno.

Assenti enquanto desviava os olhar para a lareira onde as chamas crepitavam. Odiava profundamente o fato de me sentir alienado e saber tão pouco sobre esses assuntos.

-Agora que estão ligados ele se sentirá tentado a lhe dar uma marca de reivindicação- continuou enquanto apoiava as mãos nos braços da cadeira- No entanto ela lhe deixará mais dependente do alfa.

~Eu não sei se quero isso- falei expressando os pensamentos que preenchiam minha mente após as revelações.

~Entendo, eu tenho uma sugestão para você, passe essa noite aqui e os próximos dias se quiser- sugeriu de forma amável- Peça ao Taehyung para leva-lo até sua casa para pegar suas coisas.

Apesar da duvida passageira que assolou meus pensamentos, era um fato que agora eu não possuía um lugar para ficar. A angústia que eu senti ao ser deixado sozinho nessa cidade estranha ainda queimava em meu peito.

~Eu irei passar a noite aqui então- afirmei um pouco envergonhado- Quanto ao resto eu ainda não sei- completei na defensiva, realmente odiaria ser obrigado a algo mesmo não tendo muitas opções.

~Certo- disse com um sorriso enquanto se levantava da poltrona- “Jinnie iria gostar muito de você”- completou ao afagar carinhosamente minha cabeça- estarei na cozinha se precisar de algo, sinta-se a vontade e descanse.

Assim que o alfa saiu a sala se tornou novamente silenciosa restando apenas o som da lenha queimando vagarosamente na lareira. Mesmo com o estranhamento de estar numa casa desconhecida decidi seguir novamente para o quarto onde havia acordado. Após subir rapidamente as escadas e percorrer o corredor eu estava outra vez no quarto do alfa. Agora que o cansaço havia sido reduzido pelo sono pude notar o quanto estava sujo pela noite anterior e como não havia mais nada a fazer decido que seria bom um banho.

Com um olhar no quarto pude avistar uma porta lateral que provavelmente levava ao banheiro. Mesmo um pouco receoso decido entrar e iniciar o banho. Com movimentos rápidos abri a torneira da banheira a deixando encher enquanto retirava rapidamente as roupas deixando-as dobradas, para depois desfazer cuidadosamente as ataduras colocadas pelo alfa.

O ar gelado afligiu meu corpo despido enquanto meus dedos deslizavam pela superfície da água testando a sua temperatura. Calmamente adentrei na água aquecida observando o vapor esvoaçante. Distraído, fechei meus olhos apreciando as sensações e notando que o cheiro almiscarado também se fazia presente no cômodo.

A temperatura era convidativa de forma que afundei meu corpo mais adentro na água enquanto minha mente se dispersava por um breve instante que foi quebrado pelo som de batidas na porta. Rapidamente “encolhi minhas pernas contra meu peito tentando esconder ao máximo minha nudez. ‘’Entre” disse enquanto me sentia desconfortável por usar o cômodo sem permissão.

Rapidamente a porta se abriu revelando o alfa que tinha em suas mãos uma muda de roupa que supus ser sua. Depois de dirigir um olhar intenso e veloz que me deixou constrangido, observei ele depositar a roupa sobre a pia. O contorno do seu belo maxilar se destacou quando o alfa fitou um ponto qualquer parecendo me evitar acanhado.

~Você precisa de alguma ajuda?- disse voltando a me encarar levemente desconcertado.

Inicialmente pensei em recusar a sua oferta, afinal não iria deixar que um estranho se aproximasse em uma situação dessas. Porém as coisas que seu avô havia me dito ressoaram pela minha mente e pesaram em minha consciência. Afinal seria egoísmo tentar mantê-lo afastado agora que ele desejaria estar por perto, isso era o mínimo que eu podia fazer no momento.p

~Bom, você poderia...lavar as minhas costas?- disse evitando seus olhar enquanto sentia minha face esquentar.

Ainda com os olhos abaixados escutei seus passos ressoarem pelo local, até notar sua presença atrás de mim. Com um sobressalto senti suas mãos repousarem sobre minhas costas, um arrepio percorreu meu corpo enquanto ele espalhava com movimentos suaves o sabão. A aspereza da esponja tocou minha pele quando, em seguida, começou a esfregar delicadamente.

Durante o curto tempo em que ele continuou limpando minhas costas o rubor permaneceu esquentando meu rosto. Senti suas mãos se afastam brevemente para depositar a esponja no chão. No entanto retornaram em seguida para os meus ombros iniciando movimentos precisos e agradáveis sobre a região.

O contato de suas mãos quentes em minha pele fazia meu corpo se arrepiar. O vapor que emanava da água se associava com o cheiro almiscarado formando uma atmosfera embriagadora. Sentia meus músculos tensos relaxarem com a massagem que era aplicada sobre eles. Vez ou outra seus dedos raspavam levemente sobre um ponto mais baixo do pescoço fazendo eu gemido incontido de satisfação escapar pelos meus lábios. Um rosnado baixo atingiu meus ouvidos me trazendo de átona de volta enquanto o aperto se afrouxou até as mãos serem retiradas definitivamente. Observei o alfa retroceder alguns passos para longe da banheira enquanto sentia um incômodo pelo contato perdido.

~Termine seu banho... sozinho- disse enquanto se retirava transtornado do cômodo, porém antes que saísse totalmente completou- Não demore, buscarei algo para você comer.

O som estridente da porta batendo ecoou pelo banheiro encerando o diálogo antes que pudesse responder. Determinado a não causar mais transtornos além dos que já causara até então, encerei o banho saindo completamente da banheira. Desloquei-me em direção as roupas colocadas sobre a pia sentindo o corpo tremer pela temperatura do ambiente. Rapidamente sequei meu corpo para vestir as roupas emprestadas. A diferença corporal ficou visível quando as roupas ficaram folgadas em mim deixando algumas partes corporais mal cobertas, entretanto o tecido macio e groso era eficiente em aquecer, além do mais havia o cheiro dele emanando como tudo ali.

Ao adentrar no quarto novamente segui até a cama deitando logo em seguida para amenizar o frio. Antes que eu pudesse fazer outra coisa a porta do quarto se abriu quando o alfa adentrou segurando um prato fumegante. O cheiro bom da comida atingiu meu olfato fazendo meu estômago roncar vergonhosamente me recordando o quanto estava faminto. “Pegue” falou entendendo o prato até mim junto com os talheres. Sem pensar muito aceitei começando a comer logo o que eu constatei ser uma sopa. O sabor delicioso atingiu meu paladar enquanto comia vigorosamente, um calor bom se instalou em meu estômago ao mesmo tempo em que sentia o frio menos intenso.

Antes que eu terminasse completamente de comer observei o alfa sentar próximo à cama e estender a mão tocando em minha perna. Com o gesto o sobressalto causado quase resultou na comida sendo derramada. Porém antes que pudesse me recuperar pela ação o alfa levantou o tecido que cobria para acariciar a torção. Ainda um pouco confuso senti o contato gélido da pomada sendo aplicada sobre a torção que foi logo enfaixada delicadamente evitando apertar mais que o necessário. Permaneci estático diante do cuidado que era demonstrado enquanto sentia algo se revirar em meu interior. O pensamento de como era incomum ser tratado assim com tanto cuidado me fez engolir em seco diante das pequenas ações do alfa.

Seu rosto bonito deixava visíveis as sobrancelhas levemente franzidas, enquanto se dedicava em realizar minuciosamente as tarefa com um esmero surpreendente. Sentia minha mente revolta enquanto trabalhava incessantemente na tentativa de compreendo os motivos que me deixavam tão confuso, talvez pela ausência de coisas tão simples como essa serem comuns para mim. Fui retirado do meu estado inerte pelo gesto do alfa ao retirar a colher da minha mão junto com um resmungo irritado e baixo que foi liberado. Antes que pudesse reagir uma colherada generosa de sopa foi movida até meus lábios coagidos a aceitar. Por um curto período de tempo as ações se sucederam até que todo o conteúdo estivesse terminado, e meu rosto tingido de vermelho.

Outro resmungo satisfeito foi ouvido enquanto o alfa depositava o recipiente vazio na cômoda próxima a cama. A escuridão tomou o quarto assim que ele desligou as luzes me deixando um pouco aflito por estar às cegas. Surpreendido em meio à escuridão senti o espaço ao lado da cama se afundar ao mesmo tempo em que o alfa se acomodava em baixo dos cobertores. ‘’Posso ficar aqui” disse enquanto sua cabeça repousava nos travesseiros ao deitar de costas. A baixa luminosidade advinda do exterior acentuavam o tom platinado encantador dos seus cabelos. “Tudo bem” disse assim que ele se acomodou completamente ao terminar de ajeitar o cobertor sobre mim arrastando-o até meu pescoço.

Erroneamente me virei de lado buscando uma posição mais confortável e acidentalmente esbarrando nossas mãos repousadas contra o travesseiro. Rapidamente tentei retirá-la evitando o contato que foi novamente reestabelecido quando ele gentilmente segurou minha mão na sua distribuindo um carinho singelo com o polegar. Sem tentar resistir ao me sentir estranho, tentei desviar o foco da forma como sua mão abrigava a minha, passando a me concentrar no som do vento uivante que investia contra a estrutura firme da cabana. As lufadas de ar lançavam pontos brancos e brilhantes contra o vidro da janela de forma furiosa.

Em meio ao silêncio pude notar a inquietação do alfa diante dos eventos, evoluindo para um forte aperto em minha mão assim que o vento que agora sacudia a janela se tornou mais forte. Ele parecia aflito ao comprimir seus olhos enquanto retinha minha mão. Sem compreender os motivos pelos quais ele estava assim apertei sua mão também como uma forma de passar conforto.

Subitamente senti sua mão apertar minha cintura enquanto me puxava para mais perto de si. Assustei-me com o ato e cogitei a possibilidade de me afastar, porém sua voz baixa soou abafada pelos ruídos externos. “Me desculpe eu não...” antes que ele terminasse de falar meu corpo involuntariamente se aconchegou contra o seu para então passar a aspirar o cheiro mais de perto. “Tão bom”, Em minha mente soavam palavras que eu não verbalizei enquanto sentia seu nariz contra meus cabelos. O intenso calor corporal que emanava do alfa se assemelhava ao das chamas que ondulavam na lareira de horas atrás.

Dessa forma me senti aquecido e seguro, enquanto lá fora os primeiros flocos de neve cobriam tudo como um manto branco e frio.

O inverno definitivamente chegou.


Notas Finais


💙Deixe seu comentário, Obrigada por ler💙
Já aviso que o próximo capítulo deve ser mais dark e triste ;-; 💙

ah e desculpem pelas capas ruins kkkk

Até a próxima atualização!


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