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História Soul Rebel 2 - Capítulo 22


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Notas do Autor


Esse é o melhor capitulo pra mim

Capítulo 22 - Capítulo 22



– Como assim grávida e eu não sabia de nada? – disse passando a mão no rosto nervoso.

– Justin você tem que sossegar. – Ryan esbravejou.

– Sossegar? Sossegar como se minha mulher está lá dentro correndo risco de vida.

– Justin ele não disse que ela estava correndo risco. – Claire se intrometeu.

– Dizer que o caso é grave é o que pra você? – disse nervoso.

– Olha aqui. – ela esbravejou. – Você gritar perder a cabeça quebrar tudo não vai adiantar nada, isso não vai ajudar e muito menos fazer a Caissy melhorar. O que você tem que fazer é ficar aqui, rezando, calmo e cuidado da Julie.

– Ela estava grávida e não me disse nada…

– Justin nem ela tinha certeza disso ela estava desconfiada… Pelos sintomas tudo indicava que sim, mas não era certeza. – Claire argumentou.

– Ela tinha que ter me contado essa desconfiança.

– Ah bonito, agora é fácil falar, mas esqueceu que você deu um pé na bunda dela essa noite? Ela não teve nem tempo pra contar isso pra você.

– Você e a Caissy terminaram de novo? – Ryan me olhou confuso.

– Não… Quero dizer sim, mas isso não era concreto eu só pedi um tempo.

– Caralho Drew você só faz merda cara!

– Eu sei… Eu sei. – me martirizei pondo as mãos na cabeça sem saber o que fazer. – Se acontecer alguma coisa com ela não sei do que sou capaz…

– Justin ela vai ficar bem calma. – Claire colocou a mão em meu ombro. – Ela tem que ficar bem… Ela não vai deixar Julie, nem você e muito menos o bebê. – ela me abraçou.

Julie estava sentada quieta enquanto Jazzy não parava um minuto de falar em cima dela, eu também tinha que cuidar dela por isso estava tentando controlar meu desespero e não quebrar a cara do primeiro médico que aparece na minha frente. Aproximei-me das duas.

– Justin ela não fala. – Jazzy disse me encarando quando me abaixei na frente delas.

– Ela fala sim Jazzy, mas ela está assustada e você está enchendo o saco dela. – Jaxon interferiu me fazendo rir pelo nariz. – Não liga Julie ela é chata.

– Não sou chata. – Jazzy disse emburrada.

– Jaxon. – o adverti. – Sem brigas. – Julie me fitou confusa com aqueles olhinhos piedosos por um tempo. Eu ainda estava perdido sem saber como agir, mas não poderia ignorar o semblante triste dela. – Vou pedir pra tia Claire levar você pra casa porque eu ainda vou ficar aqui… A Jazzy e o Jaxon vão ficar juntinhos de você. Tudo bem? – acariciei a perna dela.

– Não. – ela disse liberando o choro que estava segurando há muito tempo, e soluçando. – Eu quero minha mamãe quero ir pra minha casa.

Respirei fundo coçando a cabeça sem saber o que dizer. Não sabia como lidar com a situação.

– E se nós fizermos assim. Você vai pra casa com a tia Claire e eu vou buscar sua “mãe”? – ela me olhou séria. – Busco sua mamãe e você vai pra casa com a tia Claire sem chorar. Tudo bem?

– Vamos Julie eu vou te mostrar todas as minhas bonecas, eu deixo você brincar com qualquer uma que você escolher.

– E eu te empresto meus carrinhos e deixo você jogar videogame comigo. – Jaxon sorriu.

– E então? – ela balançou a cabeça secando as lágrimas com os braços, a ponta do nariz estava vermelha. – Eu vou resolver tudo. Vou fazer tudo dar certo. – a peguei em meu colo a apertando forte depositando um beijo no alto da testa dela.

– Justin. – me virei. – Sua mãe quer falar com você. – Jeremy disse.

– Ela melhorou? – perguntei preocupado.

– A pressão dela caiu e ela teve que tomar medicamento na veia.

– Mas ela já está melhor?

– Está melhorando. Ela ainda não está acreditando… Quer que você e a menina vão lá. – pra falar a verdade nem ele estava acreditando a cara que ele olhava pra Julie deixava tudo claro que ele estava confuso de mais com tudo aquilo.

– Onde ela está? – ele olhou mais uma vez pra Julie.

– Na enfermaria. – Julie estava abraçada ao meu pescoço olhando tudo com cautela. – Justin. – ele me chamou antes de eu prosseguir no corredor. – Tem certeza que está é…

– É, ela é a Julie… Por mais que seja difícil de acreditar ela é a Julie. – ele a encarou pensativo. – Mas como tudo isso aconteceu? – olhei Julie e depois ele.

– Eu não sei… Um dia fui dormir achando que ela estava mors=ta e no outro tenho ela em meus braços.

– Justin vocês não podem simplesmente saírem falando uma coisa dessas por ai.

– Pai eu to confuso eu to, perdido não sei o que fazer. Tudo aconteceu tão rápido que até agora nem eu sei o que houve. Ryan sabe de tudo…

– Ok. Vá lá ver sua mãe ela está preocupada daqui a pouco vai ter um ataque. – assenti positivamente e sai em direção à enfermaria.

Fiquei um tempo parado na porta antes de entrar na enfermaria, respirei fundo contei até dez depois rodei a maçaneta abrindo a porta. Dona Pattie estava deitada em uma cama com um dos braços esticados tomando algum tipo de medicamento. Ela continuou me olhando assustada, Julie estava em meus braços e ela me olhava com medo.

– Diga que não estou sonhando e que isso é realidade. – ela disse com os olhos cheio de lágrimas. – Eu lembro minha neta morreu… Você e Caissy sempre me disseram isso… Justin o que está havendo?

– Mãe ela está viva. Ela sempre esteve. – ela caiu em prantos.

– Eu não sei se choro de alegria ou se choro de tristeza… O que aconteceu com a Cassidy? Justin você não estava com ela? Como ela tomou um tiro? A filha dela voltou… Onde ela está?

– Foi tudo muito rápido. Eu estava protegendo ela. Mas ela estava desesperada de mais querendo proteger a Julie e acabou nisso…

– O que o médico disse? Ela vai ficar bem não vai? – respirei fundo.

– Mãe… A Caissy tá grávida.

– Grávida? – ela gritou. – Como assim?

– Ninguém sabia. Ela não tinha certeza, os médicos levaram ela pro centro cirúrgico com urgência para remoção da bala.

– Meu deus. – ela cobriu a boca.

– Mas vai certo. – disse me controlando. – Vai dar tudo certo. Ela vai ficar bem.

– Claro que vai. Eu tenho certeza que vai. – Julie estremeceu em meu colo. Ela olhava pra minha mãe de canto de olho um pouco curiosa.

– E você moça bonita? Sabe quem sou eu? – Julie continuou quieta sem responder. – Eu sou sua vovó… Sou mãe dele. – ela apontou pra mim. – Sou sua vovó Pattie. – ela mordeu os lábios e se mantinha séria sem responder. – Ah meu deus. Mas o que essa pequena tem? O gato comeu sua língua foi? – ela segurou o riso e balançou a cabeça negativamente. – Então me fala seu nome em voz alta… Quero ouvir sua vozinha. – ela olhou pra mim sem saber o que fazer.

– Fala seu nome pra ela. – reforcei.

– É Julie. – ela disse quase em um sussurro fazendo Pattie vibrar.

– Minha Julie. – Pattie estendeu os braços na direção dela e a entreguei. – Minha princesinha. – ela acariciou, beijou e até mordeu Julie. – Você é a coisa mais linda desse mundo. – Pattie a apertou em seus braços. – Quem é esse que você tanto aperta?

– É o Beaver. – ela disse com o tom de voz um pouquinho mais alto perdendo a vergonha.

– Que lindo seu Beaver… Seu filhinho? – ela negou com a cabeça.

– Meu melhor amigo. Que nem o Patrick e o Bob esponja.

– Você gosta de Bob esponja? – ela assentiu balançando a cabeça. – E me diz uma coisa… Você sabe cantar a música do Bob esponja? – ela ficou com as bochechas vermelhas e não respondeu.

Pattie pigarreou engrossando a voz e começou a cantar tirando um sorriso dela.

– Ôôôô… Vive no abacaxi, que mora no mar. Bob Esponja Calça Quadrada. Tem a cor amarela e espirra a água?

– Bob Esponja Calça Quadrada. – Julie disse segurando o riso.

– Se nenhuma Bobagem é o que você quer?

– Bob Esponja Calça Quadrada – ela disse mais empolgada.

– Diabruras a bordo e problemas com peixes?

– Bob Esponja Calça Quadrada.

– Tenho que aprender a cantar a outra parte da música. – Pattie disse rindo me fazendo rir. – Sabe qual o problema? Vejo Jaxon e Jazzy cantando só está parte… Mas promete que vai me ensinar o resto Julie? – ela sacudiu a cabeça e eu já poderia notar seus lábios carnudos vermelhos repuxarem um sorriso.

– Ah, parabéns você conseguiu a fazer sorrir. – disse cruzando os braços me sentindo orgulhoso de tê-la ali e sentir aquela sensação.

– Por quê? Ele te assustou foi? – ela riu. – Estava com medo desse cara de cocô?

– Pra falar a verdade quem deixou ela mais assustada do que já estava foi a Jazzy. – disse rindo.

– Jazzy? – Pattie franziu o cenho.

– Acho que ela ficou chocada de mais com a noticia e não deixou Julie respirar um minuto ficou falando em cima dela sem parar. – ela gargalhou.

– Não precisa ficar assustada. Jazzy é uma princesa assim como você… Se bem que tem horas que ela me lembra duma certa pessoa quando pequena. – Julie voltou a fechar a cara e encarar o nada.

– Eu quero minha mamãe. – ela disse me olhando como se estivesse cobrando minha promessa.

– Eu nem sai daqui pra procurar ela ainda. – me expliquei.

– Sua mamãe? Você não gostou de mim? Achei que brincaríamos um bocado, mas você já está procurando pela sua mamãe? Agora fiquei triste.

– Eu gosti. – ela falar errado me fez rir. – Mas minha mamãe estava chorando e agora ela sumiu. – ela soluçou querendo chorar.

– Qual era nosso trato? Nada choro não é? – ela engoliu o choro.

– Mas a sua mamãe deve está comprando uma boneca nova pra você… Deixam, eu te contar um segredo. – ela cochichou no ouvido dela. – Ó, mas não conta pro chato ai não se não ele vai acaba com a surpresa.

– Claire vai levar ela pra casa. Eu vou ficar aqui até a Caissy sair da cirurgia.

– Mas é claro que não. Minha neta vai embora comigo. Quando eu terminar de tomar essa porcaria, Julie vai pra casa comigo.

– Aqui não é lugar pra ela ficar mãe… Claire ia levar ela e os meninos juntos.

– Justin sem contrariar. Eu já estou acabando e eu que vou levar Julie pra casa.

– Mas…

– Mas nada Justin Drew Bieber. Tudo bem pra VOCÊ JULIE? – ela balançou a cabeça. – Então estamos entendidos.

– Adoro ver reunião em família. – uma enfermeira entrou na sala e eu peguei Julie do colo da minha mãe.

– Eu adoro minha família junto de mim.

– Você poderia se retirar com a garotinha? Vou medir a pressão e talvez retirar o medicamento dependendo do estado dela.

– Justin cuida dela direito viu. – Pattie disse antes de eu sair da sala. – Julie não esquece nosso trato.

[…]

Seis horas de cirurgia. Durou tudo isso contado no relógio minuto por minuto. Ryan, Claire, Jeremy e as crianças já tinham ido embora. Mas Julie e eu continuamos ali naquela silenciosa sala de espera esperando por uma viva alma que pudesse dar uma noticia decente. Minha mãe ficou tomando mais soro até sua pressão se estabilizar e ela não deixou ninguém levar a Julie embora.

– Você não dorme? – ela estava sentada com as penas emboladas no cobertorzinho e admirando o ursinho. – Crianças da sua idade já estariam na capotadas há muito tempo. – ela me olhou. – É estranho ver você agora… Grande. Quando te peguei no colo você era bem pequenininha, toda molinha tinha até medo de quebrar. Você está feliz em me ver? Aposto que nem sabia que eu existia.

– Eu tenho um álbum de foto grande e tem muita foto sua. – ela quebrou o silêncio não me deixando falar sozinha.

– Ah é? Tem fotos minhas? E a vaga-Alexia dizia o que sobre mim?

– Que você era meu papai. – ela disse envergonhada.

– Ela falava sobre mim? – ela sacudiu a cabeça.

– Eu via você o tio Brian, a vovó Alice… Tio Ryan, tio Chaz, tio Chris. Eu tenho foto de todo mundo.

– E eu sou bonito como nas fotos? – ela riu. – Sou mais bonito ainda pessoalmente, não é?

– Minha mãe disse que você trabalha muito… Por isso nunca foi me visitar. – fiquei pensativo.

Naquele momento eu senti vontade de quebrar a cabeça da Alexia. Minha filha que ela me fez acreditar que tinha morrido estava ali na minha frente contando parte da vida na qual ela não fazia parte.

– Justin Bieber? – por fim um médico saiu de dentro daquele corredor e eu senti o alivio e a tensão chegarem juntos.

Levantei-me e Julie continuou sentada onde estava, enquanto eu me aproximei do médico.

– Sua esposa é uma guerreira. – ele sorriu. – Eu nunca vi um ser humano lutar tanto pela vida como ela. Acredita em milagres? Pois bem… Aconteceu um milagre, a bala parou milímetros longe de atingir o útero e o neném não sofreu nenhum tipo de complicação a cirurgia correu perfeitamente bem. Eu nunca tinha visto isso antes na minha vida, mas está noite eu passei acreditar em milagres. Entrei naquele centro cirúrgico com intuito de pelo menos ela sair viva, mas minhas expectativas foram quebradas… Eu terminei a melhor cirurgia da minha vida com o feto e a mãe vivos. – não me preocupei em limpar a lágrima que escorreu em meu rosto. – Eu não sei o que. Mas Cassidy tem um proposito muito grande aqui na terra e hoje não foi à hora dela partir.

– Ela está bem?

– Na medida do possível. Ela foi encaminhada para a unidade de tratamento intensivo. Pedi uma observação profunda caso algo se complique, mas estamos positivos que amanhã mesmo ela já é liberada para o quarto.

– Justin? – me virei vendo minha mãe se aproximar. – Está tudo bem?

– Ela resistiu mãe. – a abracei. – Ela resistiu à cirurgia e está bem… O neném também está bem. – ela me abraçou.

– Será que eu posso ver ela? Eu pelo menos posso ver como ela está? – mesmo que ele não deixasse eu iria dar o meu jeito.

– Vou contrariar um pouco as normas… Deixo você ficar uns minutos observando pelo vidro. Tudo bem?

– Sim. – sorri. – Mãe cuida da Julie eu já venho. – ela assentiu.

A cada passo meu coração palpitava. Aquele porra não andava mais rápido eu estava agitado, não estava acreditando. Eu precisava vê-la pra acreditar que tudo estava bem. Passei por uns dois corredores e subi dois andares de elevador acompanhando o médico. O andar que descemos era um pouco frio. Passou três salas e quando chegou à quarta ele parou em frente ao vidro observando.

– Cinco minutos senhor Bieber. – ele prosseguiu caminhando no corredor e eu fiquei observando ela naquela sala iluminada observando ela respirar com ajuda dos aparelhos.

POV Alexia.

Eu já tinha perdido a noção do tempo, não sabia a quanto tempo estava naquele quarto escuro e nojento. Consegui me arrasta até a cama. Não sabia se meu corpo ainda tinha movimentos, me concentrei em outras coisas esquecendo a dor física. Minha Julie eu só a queria naquele momento. Eu só precisava dela para me acalmar.

Flashback on.

– Marconny eu não posso sair antes da Julie dormir. Se eu sai ela vai ficar acordada a noite toda.

– Você trabalha pra mim e eu estou farto. Bieber e sua turminha interceptaram mais uma carga minha essa brincadeira já está passando dos limites. – senti vontade de rir.

– O que eles roubarão desta vez?

– Droga… O imbecil está causando um grande desfalque nos meus negócios. Estou à ponto de arrebentar com a cabeça dele.

– Não. – disse um pouco alterada. – Justin é apenas um armador, nós dois sabemos disso.

– Se até o fim do dia não tiver uma solução. Eu não vou me importar em matar ele e arrastar a cabeça dele amarrada no para-choque do meu carro.

– Você não vai matar o Justin! Eu vou dar um jeito nisso… Eu vou resolver as coisas.

– Deusa como você pode ser tão burra? Deixa-me acabar logo com o playboyzinho e pronto viveremos felizes para sempre. – gargalhei.

– Nosso trato não é esse. Chega de venha nós. Se Bieber morrer não tenho mais exigências com você e não sou tão idiota a ponto de entregar tudo assim.

– Seja como quiser. – ele deu de ombro. – Se é assim, não vou mais te aconselhar a fazer o certo. Só trate de dar um jeito nas rebeldias do seu amado porque eu não vou consegui me segurar.

– Tá, tá. – sai da sala dele batendo a porta.

Tinha que pensar em algo rápido para conseguir limpar a barra do Bieber. O idiota não conseguia ficar sem se meter em roubadas. Era incrível quando eu achava que estava sossegada ele vinha e aprontava uma.

Comecei a escutar uma gritaria vindo da cozinha e comecei a seguir em frente seguindo o som.

– Eu vou contar pra sua mãe Julie. Vou contar tudo a ela. – Glória a baba dizia nervosa.

– Mas eu não fiz por mal.

– Julie você me enganou… Sua mãe disse que era pra você jantar e você me enganou.

– O que está acontecendo aqui? – interrompi as duas e Julie me olhou daquele jeito de quando ela apronta. – O que você fez Julie?

– Eu não fiz nada de mais… Glória não gosta de mim. – ela cobriu os olhos fingindo chorar, mas eu sabia que aquilo era drama.

– Alexia eu preparei o jantar dela e ela me enganou. Deixei-a sozinha por um instante enquanto tomava meus remédios e quando voltei ela já tinha terminado de comer, então eu resolvi dar as balas que ela queria só que um dos seguranças veio avisar que um dos cachorros que a Julie alimentou está passando mal.

– Que?

– Sim ao invés dela comer, ela me enganou e deu a comida para os cachorros.

– Mamãe eles estavam com mais fome do que eu. – segurei o riso.

– Sua comida deve ser péssima. Se os cachorros estão passando mal imagine como Julie ia ficar.

– Alexia o que ela fez não é certo você não pode passar a mão na cabeça dela. Você tem que corrigir.

– Ih graça ela não nega o pai que tem. – sorri orgulhosa. – Ela teve a quem puxar. Peralta igual ao pai, se o destino quis assim quem sou eu pra contrariar? – estendi os braços e ela veio na minha direção e eu a ergui. – Completamente igual ao seu pai, até no jeito de querer enganar os outros. Ah minha princesa cada dia que passa você me faz lembrar mais dele.

– Eu vou ser igual a ele. – ela disse sorrindo.

– Ah é? Você vai ser igualzinha aquele bobão? – ela balançou a cabeça. – Então você vai me dar muito trabalho. – a apertei em meus braços fazendo cosquinhas.

Flashback off

Lembrar o som da risada dela me reconfortava. Lembrar o jeito dela parecido com o dele me fazia sentir melhor por instantes como se os pequenos momentos invadissem minha mente me fazendo melhor, me fazendo ter um motivo. Fechei meus olhos e vi o rosto dos dois passando em meio a devaneios em minha cabeça… Eu faria tudo de novo, não me arrependo de nada do que fiz na vida. Eu morreria e mataria pelo Bieber quantas vezes fosse preciso e eu amaria Julie incondicionalmente quantas vezes pudesse. Eu seria Alexia outra vez e não mudaria nada em minha vida eu só lutaria mais pelo grande amor da minha vida e nunca deixaria ele ir embora, porque ele seria meu pelo resto da vida. Esse era o meu desejo essa era minha lei.

O barulho alto das trancas ecoou em minha mente, pensei que aquilo fosse só fruto da minha imaginação, mas quando um dos capangas me pegou pelo braço e me impulsionou pra cima percebi que já não era mais imaginação minha. A claridade invadia aquele casebre, mas eu não conseguia abrir os olhos, precisava me acostumar outra vez com a luz, não sabia quanto tempo tinha passado no escuro. Ele não me intimidada nem um pouco, Marconny estava parado no mesmo lugar que quando fui trancada naquele quarto velho, ele estava me olhando com tom de diversão. Não conseguia me mover meu corpo doía e o capanga estava sendo bruto ao me segurar

– Como foi sua noite minha deusa dos olhos azuis. – ele gargalhou. – Que nesse momento estão roxos e medonhos. – fiquei quieta o encarando com ódio.

Ele estalou a língua no céu da boca em negação desgostoso com meu jeito de agir.

– Porque você tem que ser assim? Nunca ajuda nem coopera com nada, já estou começando a achar que o vilão da historia sou eu.

– Marconny onde está a Julie? – pela primeira vez me dirigi a ele.

– Ah ela está bem. – ele sorriu. – Está com a família dela de verdade. Está com o pai a mãe perfeita… E acho que você sobrou. – ele riu.

– Ela é minha. Minha filha, você não pode deixar aquela gente com a minha filha. – disse nervosa.

– Quer que ela te veja assim? Parecendo um monstro? Aquela coisinha petulante está bem melhor onde está. Deixa-a aproveitar o pai que tem por enquanto. Isso não vai durar muito.

– Eu não quero… Não quero que ela tenha contato com aquele pessoal. – disse nervosa recuperando minha voz que estava falha.

– É disso que estou falando. – ele vibrou. – Eu quero você de volta aquela praguinha arruinou sua vida. Você nunca teve um coração e agora ele esta mole de mais. Eu quero você do jeito que era antes, preciso da verdadeira Alexia. Chega de brincar de mamãe e filhinho, agora somos eu e você tentando conquistar o mundo outra vez.

– Eu conquisto tudo o que você quiser, mas antes a Julie tem que estar comigo. Você vai ter que dá um jeito de trazer ela pra mim.

– Nada feito. Traga meu reinado e eu trago a sua pivetinha de volta.

– Marconny… – tentei argumentar.

– Leve ela pra mansão aposto que ela não dará mais trabalho depois do passeio. – ele saiu seguido por dois idiotas me deixando sozinha com os outros três.

– Se tocar em mim esmurro sua cara. – disse nervosa quando um se aproximou de mim com uma corda grossa.

– Desculpa madame, mas são ordens do patrão. – ele juntou meus braços com dificuldade e amarrou as cordas em minhas mãos com força.

Fiquei quieta sem relutar o que eles estavam fazendo, um dos homens amarrou a outra corda no carro e seria assim, eu iria ser arrastada como um cão sem dono como um burro de carga.

– Prometo que não vou correr, são só 13 km nada de mais. – um dos capangas conferiu se a minha corda não estava frouxa depois entrou no carro me arrastando pela estrada de terra com os pés no chão me fazendo cair inúmeras vezes com os joelhos no chão, me fazendo me sentir a pessoa mais humilhada desse mundo.

Meus joelhos estavam todos fudidos, minhas mãos estavam sem circulação e meus pés não os sentia mais. Fui arrastada durante 13 km, à mansão no meio do nada foi o único alivio que tive quando o carro finalmente parou me fazendo cair derrotada ao chão.

– Vem. – um dos capangas me levantou aguentando todo o peso do meu corpo, minha garganta seca implorava por uma misera gota de água.

– Como vocês demoraram. – Marconny surgiu de um dos corredores. – Pensei que ficaria mais um dia nessa enorme casa sozinho. – ele disse cínico.

– E ai deusa? O que achou? Eu mereço isso e muito mais não é? Está aqui ninguém vai nos achar, ninguém mesmo, tomei bastante cuidado, estamos há três horas e meio longe da cidade. – ele ergueu meu rosto. – Nada mal não é? A decoração é do jeito que você gosta, pensei em tudo do jeito que você gosta… Agora é só aproveitarmos nossa casa. Não quer falar né? Imagino como está cansada. – ele riu. – Levem a rainha para os aposentos, por favor. E tratem-na bem, não quero saber de reclamações. – os caras saíram me arrastando pela escada, não movi um nervo do meu corpo o serviço foi completamente deles.

Uma porta branca como algodão foi aberta em minha frente e eu fui lançada quarto adentro dando de cara com o chão. Fiquei uns minutos deitada no chão quando ergui o rosto dei de cara com uma vagabunda me olhando assustada.

– Meu deus. – ela levou a mão até a boca. – O que aconteceu com você? – continuei quieta a ignorando tentando me levantar. Ela foi me ajudar e eu não deixei.

– Não toca em mim. – me arrastei até a cama sujando a colcha de sangue e me levantei com dificuldade.

– Sou Bruna. – ela estava assustada tremia feito vara verde. Meus pés estavam cheios de bolhas. – Você está muito machucada. Deixa-me te ajuda? – ela tentou mais uma vez se aproximar, mas com o mínimo de força que eu tinha a mandei pra bem longe.

– Pra que já teve duas costelas e fêmur fraturado isso não é nada. – me arrastei até o banheiro quase caindo. Precisava de um banho.

Tranquei a porta do banheiro e me arrastei até em baixo do chuveiro abrindo o registro até o fim fazendo a água cair em abundancia, me sentei em baixo daquilo sentindo todos os ferimentos arderem com o toque da água em meu corpo, fiquei durante horas, sentido aquela água limpar meu corpo enquanto chorava sozinha.

Não sei exatamente quanto tempo fiquei dentro daquele banheiro, mas foi tempo o suficiente pra consegui levantar daquele chão decidida de apenas uma coisa. Eu tinha que pegar minha filha de volta. Sai do banheiro envolvida em roupão branco, que ficou um pouco avermelhado com alguns machucados que soltavam resquícios de sangue. A vadia melodramática ainda estava no quarto, quando abri a porta saindo do banheiro andando pelo quarto ela ficou me olhando assustada.

– Está tudo bem com você? – não respondi.

Abri o closet e todas minhas roupas estavam lá. Puxei uma calça e uma blusinha seguida por uma jaqueta preta de couro. Joguei tudo em cima da cama e sai em buscas de uma maleta de primeiros socorros que pudesse me ajudar com os machucados que não paravam de sangrar. Encontrei tudo no banheiro, com dificuldade e de mau jeito fiz curativos por todo o meu corpo.

Eu sabia que em algum lugar daquele quarto ele tinha guardado aquilo pra mim. Vesti minha roupa e sai à procura. Comecei a revirar todas as gavetas e armários em busca daquilo, deveria estar em algum lugar por perto. Coloquei as mãos no bolso da jaqueta e achei o que queria.

Peguei o pacotinho de cocaína e joguei em cima da mesinha da cômoda, joguei tudo que tinha em cima no chão e peguei um cartão qualquer montando três carreirinhas, tinha cinco dólares que tinha caído das gavetas e o peguei para me ajudar, o enrolei como um canudinho. Bruna me olhava assustada.

Tapei a narina esquerda e puxei a primeira carreirinha pra dentro, sentindo o cheiro forte da amônia invadir minhas narinas fazendo meu nariz arder. Joguei a cabeça pra cima chacoalhando pronta pra puxar a segunda e em seguida a terceira de uma só vez. Funguei meu nariz umas quatro vezes eliminando qualquer tipo de resíduo e depois de um tempo já pude sentir o efeito começar a tomar conta do meu corpo.

Sorri de lado pra ela que me olhava da cama, eu precisava de mais um pouco mais pra me manter forte.

– Olha eu não tenho nada a ver com o Marconny ele me mandou vir junto com ele e eu não sei nem porque aceitei, mas é que eu fiquei sabendo que o Bieber havia voltada com a mulher dele e isso me deu raiva, mas agora eu estou arrependida e…

– Odeia a mulher do Bieber? – serrei os olhos e ela sacudiu a cabeça com medo. – Ótimo. Bem vinda ao time. Faça mais e fale menos. Vem comigo. – sai do quarto e depois de um tempo pude escutar os passos dela atrás de mim.

POV Justin.

– Justin. Justin. – senti alguém me chacoalhar. – Justin? – abri os olhos com dificuldade. – Você estava dormindo na cadeira. – Claire estava parada em minha frente.

Espreguicei-me despertando de verdade.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado.

– Tirano o fato de que você passou a noite toda dormindo nessa cadeira?

– Não dormi a noite toda aqui. – esfreguei o rosto com a mão.

– Aquela secretaria está de olho em você. – ela apontou pra recepção.

– Cadê a Julie?

– Está em casa dormindo… Acho que é melhor você também ir. – ela se sentou ao meu lado.

– Tá louca? Não arredo o pé daqui enquanto não falar com a Caissy enquanto não ver ela bem.

– Ela já está bem. O hospital ligou lá pra casa, ela já até desceu pro quarto.

– Como assim? Porque eu não estou sabendo de nada?

– Você está com esses brutamontes espalhados pelo hospital todo e com essa arma a mostra ninguém se aproximaria. – olhei os seguranças no fim do corredor e minha arma em meu colo. – Vai pra casa… Toma um banho, daqui a pouco a Caissy vai acordar e você tem que estar descasado.

– Não Claire eu não posso sair daqui.

– Justin… A Caissy já está se recuperando, mas você tem que cooperar. Vai pra casa fica um pouco com a Julie e antes dela acordar você volta. Eu prometo que não vou sair daqui e qualquer coisa eu te ligo. Você ainda está com a roupa do casamento, nem teve tempo pra se trocar.

– E Chris e Melissa?

– Antes de recebermos a noticia eles já tinham partido para o aeroporto. A Pattie decidiu não falar nada para não estragar a lua de mel dos dois, sabe como a Melissa é. Se ela ficasse sabendo de tudo isso iria surtar. – fiquei pensativo e ela estava esperando eu iniciar outro assunto ou então concordar com o que ela queria, mas como não fiz isso ela prosseguiu. – E então vai pra casa?

– Claire, mas eu não…

– Justin pela Julie. Deixe-a acordar e ver você. Ela ainda está assustada, com medo, coagida. Ela só tem três anos é muita coisa pra ela absorver. – respirei fundo.

– Tudo bem você venceu. – ela bateu palma.

– Mas vou e volto…

– Tudo bem eu te ligo se souber de qualquer noticia.

– Pegou todas as coisas dela?

– Sim. Todas as roupas que ela gosta e os pijamas. – me levantei espreguiçando o corpo.

– Qualquer coisa… Qualquer coisa mesmo me liga. Vou deixar os seguranças aqui.

– Mas e sua proteção. – sorri.

– Eu não preciso disso. – ela revirou os olhos.

– Tudo bem então. – deu de ombros.

Conversei com um dos seguranças pedindo para não tirar os olhos da Claire. Tinha deixado um dos homens no corredor do quarto da Caissy na UTI, mas como ela já tinha decido pro quarto ele saiu do serviço que mandei.

Meu carro tinha gotas de sague pra tudo quanto era lugar no banco de trás. Entrei na casa da minha mãe e estava silenciosa com os barulhos dos passarinhos invadindo a sala. Escutei barulhos na cozinha e fui até lá.

Dona Pattie estava com as empregadas preparando algo. A casa já estava completamente limpa, não havia nenhum vestígio de festa na noite passada.

– Justin. – ela sorriu a me ver quando se virou. – Encontrou com Claire?

– Ela que me convenceu a vir pra cá.

– Que bom. Você precisa descansar…

– Eu sei. – murmurei desanimado.

– Tudo bem com a Caissy?

– Sim. Claire disse que ela já desceu pro quarto… Talvez daqui a pouco ela acorde.

– Graças a deus. – ela levou a mão junto ao peito.

– Cadê a Julie?

– Está dormindo em meu quarto. – ela sorriu abertamente.

– Ela chorou?

– Pouquinho. Ela é esperta de mais… Chorou antes de dormir e por incrível que pareça ao invés de querer a mãe que não é dela. – ela sorriu. – Ela chamou por você. Disse que queria o pai dela, que queria o Justin.

– Ela disse isso?

– Sim. Disse várias vezes antes de dormir… Eu quero o Justin, eu quero o Justin e por fim quando já estava bem sonolenta disse quero meu papai. – sorri orgulhoso.

– Vou tomar um banho pra ficar com ela. – dei um beijo no rosto da Pattie e subi correndo pelas escadas do fundo.

A porta do quarto estava encostada, ela estava toda esparramada na cama com aquele ursinho por perto. Encostei-me a porta observando aquele anjinho dormir. Caralho eu nem conseguia acreditar que minha filha estava ali.

Fui até meu antigo quarto tomei um banho rápido, dentro do closet ainda tinha algumas roupas minhas… Coloquei uma bermuda e sequei o cabelo com a toalha depois com o secador. Por incrível que pareça Julie ainda estava dormindo e na mesma posição sem se mover do lugar.

Fechei a porta do quarto, deixei todos os meus celulares em cima da mesinha ao lada da cama e deitei ao dela. Fiz o mínimo de movimento possível para não a acordar, consegui colocar meu braço em baixo dela e depois de um tempo ela pendeu a cabeça para o lado deitando em cima do meu peito se aconchegando. Fiquei sentindo o cheiro dos cabelos dela e acabei pegando no sono.

[…]

Meus olhos estavam pesados, mas eu senti algo tocar meu rosto. Virei meu corpo me esquivando daquilo e mais uma vez me incomodou.

– Caralho me deixa dormir, porra. – senti meu corpo mexer preguiçosamente. Mais uma vez e aquilo me incomodou. – Cacete. – abri os olhos nervoso com vontade de explodi a cabeça de um.

Julie estava sentada na cama me olhando com os olhinhos estalados.

– É você? – fiquei sem graça. – Que horas são? – ela ficou me olhando. Olhei para o relógio ao lado da cama e já passava das três. – Caralho você dormiu tudo isso?

– Eu já acordei… Você disse que ia buscar minha mamãe, mas está dormindo. Não é hora de dormir tá de dia. – sorri espreguiçando meu corpo.

– Cadê sua vó? – cocei os olhos me sentando na cama.

– Está lá baixo com a Jazzy…

– E você veio me acorda? – ela balançou a cabeça. – Tudo bem então já que não tem outra escolha sou obrigado a levantar. Não é?

– JB? – Jaden chamou no rádio.

– Eae? – ela se ajeitou na cama me olhando.

– Tudo bem por ai? A patroa tá melhor?

– Tá sim… Ela já está se recuperando. Tem noticias?

– Tenho, será que tu pode se encontrar comigo?

– Passa na casa da minha mãe eu tô por aqui. Daqui a pouco vou meter o pé pro hospital.

– Suave então daqui a pouco eu to ai.

– Falô. – desliguei o radio e ela ainda estava me olhando. – Posso pelo menos lavar o rosto e colocar uma camiseta? – ela entortou o nariz, mas depois concordou.

Lavei o rosto e escovei os dentes e ela continuou sentada na cama esperando por mim. Peguei uma camiseta branca e vesti o tênis.

– Vem. – a peguei no colo e quando estávamos descendo as escadas encontramos com Pattie.

– Julie você sumiu. Eu estava te procurando. Onde você esta?

– Ela foi me acordar. – Pattie gargalhou.

– Não acredito.

– Relaxa que ela nem é folgada.

– Estávamos fazendo cookie e ela sumiu.

– Claire ligou? – fui andando em direção à cozinha e minha mãe veio atrás coloquei Julie em cima do balcão.

– Sim.

– E a Caissy? Ela acordou?

– Até a hora que ela ligou ainda não tinha acordado. Claire já estava com ela no quarto.

– Eu vou pra lá.

– Mas antes você tem que comer…

– Não tô com fome.

– Ah, você vai ficar o dia todo sem comer? – peguei uma caixinha de leite e virei na boca. – Não faz isso na frente das meninas imbecil. – ela bateu na minha mão e tomou a caixinha.

– Foi feito pra toma. – dei de ombro.

– Mas existe copo seu porco.

– Com licença… Tô entrando. – Jaden apareceu na cozinha

– Olá. – minha mãe o olhou um pouco torto.

– Eu já venho só vou dá uma palavrinha com o Jaden e já venho. – dei um beijo na testa da Julie e fui pra escritório.

Tranquei a porta e ele parecia estar mais cansado que eu parecia uma múmia viva.

– Tá cheirando a noite toda né? – sentei na cadeira.

– Pra ficar acordado só assim. – ele sentou em minha frente.

– E então… Tem alguma pista. Tá sabendo o paradeiro deles? – ele respirou fundo.

– Encontramos o carro que eles deram fuga na estrada sentido norte.

– Só o carro?

– Com aquele cara que trabalhava pra patroa com uma prata atravessada na testa.

– Peter?

– O presunto já tava duro quando chegamos.

– Sabia que estava bom de mais… Marconny nunca se alia a ninguém. Peter foi um traidor, Marconny só o usou pra poder chegar até a Caissy.

– E a Alexia?

– O carro tava cheio de sangue e eu tenho certeza que era dela…

– Essa foi à única pista? – ele relaxou mais na cadeira.

– Bruna foi com eles. – fechei as mãos em punho. Eu sabia que aquela vagabunda iria me trair.

– Ela levou o dinheiro da boate. O dinheiro que tava no cofre escafedeu com ela.

–Filha da puta. – gritei.

– Isso não vai contar agora. O meu medo é que ele vai vir com tudo em cima de você. De qualquer jeito ele vai tentar recuperar o que era dele e chefe não vai ser fácil combater o monstro. Ele vai bater de frente sem se preocupar com o que vai abalar.

POV Caissy.

Não conseguia mover meu braço qualquer mínima força que eu tentava eu não conseguia. Sentia uma mangueira pressionada em meu nariz me fazendo respirar. Meus olhos estavam pesados, eu escutava sons distantes, mas não passavam de zumbidos e por mais que eu quisesse, eu não conseguia me mover.

Flashback on.

– Nasceu Caissy, nasceu. – Justin dizia me beijando e eu sentia meus olhos arderem com as lágrimas.

– Olha como é pequena. – uma enfermeira deitou Julie ao meu lado ela era tão pequena seus cabelos eram tão pretos quanto os meus e sua pele tinha o mesmo tom que a do Justin, as mãozinhas dela estavam fechada em punhos e enrrugadinhas, ela tinha dificuldade para deixar os olhinhos abertos e abria e fechava a boca como se estivesse comendo o ar. Ela ainda estava se acostumando com aquilo, estava cheia de sangue enrolada em um pano azul bebê, mas cessou o choro assim que foi posta ao meu lado. Justin sorria feito bobo, não posso explicar a emoção que senti naquele momento era mais forte do que eu. A cheirei e ela tinha cheiro de vida, cheiro de liberdade, as lágrimas percorreram em caminhos longos pelo meu rosto, beijei a mãozinha dela e a enfermeira a levou.

Acabava de nascer uma luz em minha vida, uma luz de novos planos de novos momentos. Ela era tão cheia de encantos, cheia de magia, cheia de vida. Ela era o fruto de dois corações. O novo ser do mundo, uma ser tão linda, tão pequena… Minha anjinha. Anjinha que veio para amar e ser amada, cheia de glória cheia de benção. Eu vou ama-la com todas as minhas forças eu vou protegê-la de tudo, eu vou ensinar os passos para ela chegar até a felicidade. Seja bem vinda Julie Kathleen Bieber.

[…]

– Fala pra titia… Fala pra mim como é seu nome princesa? – ela me olhou com medo e apertou seu ursinho com força.

– Cassidy para. – Alexia viu a faca se movimentar em minha mão, mas aquela altura eu não via mais nada estava completamente cega.

– Você gosta de bonecas? – Alexia não parava de gritar. Pela primeira vez ela respondeu a uma pergunta minha.

Ela balançou a cabeça positivamente dizendo que gostava de bonecas.

– Você também é uma boneca. – disse sorrido alisando seus lisos cabelinhos e a puxando para um abraço passando a faca para frente a deixando apontada nas costas da garota.

– Cassidy para. Pelo amor de deus você não pode fazer isso. – Alexia gritou tentando se livrar das cordas. – Cassidy. – a olhei sorrindo pela ultima vez em ponto de bala pronta pra esfaquear a garota. Quando aquelas palavras me fizeram petrificar. – Cassidy ela é a Julie pare, por favor… Você não pode a matar. – Alexia gritou em pranto e eu parei congelada sem me mover.

Meu corpo ficou mole e a faca caiu das minhas mãos que perderam o jogo, dei três passos pra trás ainda muito assustada, meu coração parecia que iria rasgar meu peito de tão rápido que batia. A garotinha me olhava e eu não acreditava.

– Por favor, não faça nada com ela. – Alexia choramingava se martirizando. Enquanto eu e a menina nos encarávamos.

Minha filha aquela era minha filha! Senti o amargar na boca o frio congelar a espinha. Sentia dificuldade em respirar meu peito se elevada e descia em uma dificuldade enorme… Minha princesa, minha pequena, minha filha a minha Julie. Era ela, ela estava ali em minha frente a me encara. Aquilo não era mais um sonho em que eu acordava aquilo era realidade ela estava ali de volta para mim, de volta para os meus braços. Sentia minhas mãos tremerem e eu as levei até a boca a tapando chocada com aquele choque de noticias.

[…]

– Julie. – gritei a fazendo me olhar. Seu olhar cruzou com o meu e aquele barulho explodiu várias vezes como se fosse um eco dentro da minha mente. Eu podia escutar repetidas vezes o barulho da arma ao ser disparada.

– Cassidy. – pude escutar Justin grita, mas nem um minuto se quer desviei meu olhar de Julie que mantinha seus olhos fixos em mim até a hora em que cai ao chão.

Senti meu corpo inteiro gelar, choques passavam por mim. Minha boca estava seca e eu sentia o ar faltar.

– Caissy. Caissy fala comigo. – senti a mão gelada do Justin em meu rosto e eu estava lutando com as pálpebras tentando as deixar abertas. – Cassidy. – ele pressionou a mão no meu tórax e quando a levantou estava ensanguentada. Eu tinha sido atingida, não sentia nada meu sangue estava quente, eu só estava entrando em transi. – Ei, ei não desmaia… Não desmaia. – Justin disse mantendo minha atenção.

– A Julie. – disse ainda cansada. – Justin pega a Julie. – o cansaço estava tomando conta de mim. Respirava com dificuldade. Meus olhos rolaram na sala e estava vazia… Podia ser um delírio, mas eu não conseguia mais ver ninguém. Peter, Marconny, Alexia. Todos haviam sumido eu só via Justin em cima de mim tentando estancar o sague dizendo várias vezes.

“Caissy não desmaia. Caissy… Caissy não desmaia…”

Flashback off.

Lentamente, tentei abrir meus olhos, mas a iluminação não me deixou concluir o movimento. Tentei mais uma vez e consegui abrir meus olhos totalmente, ainda estava me acostumando, mas meu corpo parecia pesado. Meus braços estavam presos por fios, mas minha mão livre foi em direção á meu nariz para arrancara aquela mangueira que estava me incomodando, depois tentei puxar os fios dos meus braços.

– Não, não. Você não pode fazer isso. – uma mulher de branco me impediu. Minha cabeça estava rodando e doendo de mais.

– Julie? Onde está minha filha eu a quero… Onde ela está?

– Você precisa se manter quieta e calma eu vou chamar o doutor… Por favor, não se mecha. – ela saiu apressada da sala.



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