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História Soulmate - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura, meus fantasminhas 😘

Capítulo 3 - Chapter Three


Fanfic / Fanfiction Soulmate - Capítulo 3 - Chapter Three

Hinata se viu com pouca energia para movesse ou fazer qualquer coisa durante o dia. Era exatamente por isso que ela se manteve longe de Kakashi por tanto tempo, agora depois de ser tão feliz e que ele se fora, não sentia nada além de desespero. Uma vez ela esteve feliz com o ambiente, mas agora, ao olhar em volta, percebeu como o apartamento era vazio e solitário. Ela não possuía nenhuma foto, principalmente porque não tinha amigos ou família. 

De repente, ela sentiu a solidão fria penetrar sua pele, e ela poderia fazer muito pouco além de se enroscar mais nos lençóis, agarrando-se desesperadamente ao leve perfume de Kakashi que foi deixado para trás.

~ oOo ~

Hinata ficou surpresa que o anjo foi capaz de tocá-la e, ao contrário dos mitos, ela não foi instantaneamente banida para o inferno. Ele parecia pensar que era porque havia algo resgatável dentro dela, mas ela sabia que era impossível. Deve haver algum engano com o mito, ou havia alguma outra variável que estava faltando.

— Venha comigo, amaldiçoada. — Ele ronronou, deslizando a mão da bochecha para a mão que ele segurou levemente. Ela poderia ter se afastado facilmente, mas estava muito hipnotizada pelo formigamento quente que se seguiu onde a pele dele tocou a dela.

Hinata apenas assentiu, pois ela não confiava em sua voz e permitiu que ele a afastasse da cova do pecado em que ela estava tão confortável anteriormente. Ele a levou para as ruas e continuou a levá-la para longe da cidade. Hinata não perguntou para onde eles estavam indo, ou por que ele estava se preocupando em desperdiçar seu tempo com ela. Talvez ele a estivesse levando para fora da cidade apenas para feri-la com qualquer variável desconhecida que estava faltando.

O anjo a levou em direção a uma área desolada com muitas cavernas naturais ao lado dos penhascos rochosos. Hinata começou a sentir que algo não estava certo e ela começou a tentar se afastar dele, mas o aperto dele apenas aumentou. Ela puxou sua mão freneticamente, seus pés cavando no chão duro enquanto o pânico a dominava. Ele a estava levando à morte, ela podia sentir.

— Por favor, não quero ser mandada de volta para o inferno. Deixe-me ir e eu deixarei a cidade. — Ela implorou, mas ele não parecia ouvi-la ou apenas a ignorou. 

O anjo parou de puxá-la, mas não a soltou. Ela decidiu que sua melhor aposta seria tentar revidar, a morena começou a bater no peito dele com o punho livre, e tinha o mesmo efeito de bater em um muro de pedra. Hinata deixou suas garras se estenderem e ela tentou arranhá-lo. Suas roupas humanas foram rapidamente esfarrapadas um corte se abriu em sua pele, mas rapidamente se curou. Havia correntes de sangue onde sua pele foi rasgada; seu sangue brilhava como se estivesse aceso por dentro. Hinata parou de lutar com ele, ela se tornou completamente consumida pela visão de seu sangue. Ele nunca tentou revidar nem sequer contê-la a não ser manter uma mão firme na dela.

— Você já cansou? — Ele quase riu, o que fez a raiva de Hinata retornar.

— Por que você não me deixa ir? — Ela bufou, desejando que a raiva aparecesse mais através de sua voz. 

— Eu queria te conhecer. — O anjo parecia tão sincero que a chocou. 

Hinata puxou o braço dela e desta vez se soltou facilmente. Ela não tentou correr, apenas cruzou os braços sobre o peito. 

— E por que você gostaria de me conhecer? Isso é alguma forma distorcida de diversão para vocês abençoados? — ela riu com desdém. — Você não tem nada melhor a fazer do que brincar com demônios?

Kakashi inclinou a cabeça para o lado e considerou seu questionamento.

— Há muitas coisas agradáveis que os anjos fazem com frequência. Nós raramente estamos entediados. Eu não quero brincar com vocês demônios, porém, há muitas coisas que eu gostaria de fazer com você, que nós dois podemos achar divertido. — Ele levantou as sobrancelhas e a boca de Hinata ficou aberta.

Ela não estava completamente certa, mas quase parecia que esse anjo estava flertando com ela. Mas não havia como ele estar flertando com ela, haveria? 

Hinata ouvira dizer que os anjos tinham um pouco de reputação por se fundirem constantemente. A fusão era o que os não-mortais chamavam de sexo, ou pelo menos era de natureza semelhante ao sexo, apenas incrivelmente mais íntimo, por isso era chamado de fusão. Por um curto período de tempo, as duas almas se entrelaçavam e cada terminação nervosa explodia com algo que Hinata só poderia descrever como puro prazer. Hinata se fundiu com vários outros demônios em sua vida eterna; sempre foi aleatório e apenas por diversão.

Os anjos eram conhecidos por se fundirem o tempo todo. Um único anjo poderia se fundir com múltiplos parceiros em um dia sem nenhum sentimento de vergonha ou má ação. Confundiu Hinata quando ela descobriu, porque como ex-humana ela sempre foi ensinada que o sexo era algo apenas a ser feito entre casais, mas parecia que isso não se aplicava às criaturas celestes.

Havia algo semelhante ao casamento para os não-mortais, mas, como as diferenças entre fusão e sexo, havia diferenças definidas entre dabeo e casamento. O casamento dos humanos era a união de duas carnes em uma à vista de Deus, teoricamente

Dabeo era uma união muito mais literal. Para os demônios, era a coleta simultânea de sangue durante a fusão, quando as almas estavam entrelaçadas, o compartilhamento de sangue ligava uma parte da alma à outra e vice-versa, mesmo após a conclusão da fusão. Uma vez que um par era dabeo, eles eram fisicamente incapazes de se fundir com outra pessoa que não sua alma emparelhada, e um vínculo dabeo nunca poderia ser cortado uma vez feito. Devido à permanência, poucos não-mortais participaram desses pares. Dabeo era muito mais comum entre os demônios, pois os dois conjuntos teriam poderes aumentados, especialmente quando juntos ou logo após uma fusão. O único outro motivo comum para o dabeo foi quando as almas gêmeas foram encontradas, o que era incrivelmente raro ao ponto em que a maioria não se sustentava por esse motivo.

Os anjos não precisavam de força ou poder aumentados, portanto, raramente emparelhavam, preferindo fundir-se com alguém, sempre que quisessem. 

Hinata não tinha ideia de como os anjos se união, mas na frente dela havia um anjo insinuando se fundir com ela, se ela o estivesse lendo corretamente. Se os anjos não fossem pessoas tão literais, ela teria certeza de que ele estava simplesmente brincando com ela.

 — Qual é o seu nome? — Foi a voz do anjo que a tirou de seus pensamentos confusos. Aparentemente, ela ficou em silêncio por um período estranho de tempo.

— O... quê? — Ela gaguejou, saindo de seus pensamentos e pensando que devia ter perdido um pedaço da conversa.

— Eu quero saber seu nome, algo para chamá-la que não seja; demônio, amaldiçoada, amissa... — Hinata sempre foi instruída a ter cuidado com o nome dela agora que ela era um demônio. 

Era mais do que apenas algo para permitir que as pessoas a chamasse. Um nome poderia ser usado para convocar um demônio. Dar o nome a um anjo poderia significar problemas para ela. E este anjo parecia ser um monte de problemas para ela em geral.

— Não acho que seria sensato. —  Ela murmurou olhando para o chão.

— Meu nome é Kakashi. — Ele anunciou com um sorriso, estendendo a mão de uma maneira incrivelmente mundana que era quase hilária e... Muito fofa.

— Hina. — Ela disse baixo, esperando que ele não ouvisse, ou ouvisse incorretamente. Hina era o nome que ela preferia ser chamada.

— Hina. — Ele repetiu com um sorriso e ela podia sentir, em vez de ouvir, como o nome dela era falado. Ele disse isso como uma oração.

Ele se inclinou para perto dela. Talvez ele não tenha dito nada em voz alta e apenas tenha rezado seu pecado por ela. 

— Sinto o cheiro da sua excitação. Eu gostaria de me fundir com você também. — ele sussurrou em seu ouvido, a confissão provocou arrepios em sua espinha. Ela olhou nos olhos negros dele sabendo que suas intenções eram verdadeiras.

Kakashi se afastou dela, entrando na boca de uma das cavernas, nunca se incomodando em olhar para trás e Hinata foi incapaz de não segui-lo. Parecia que o anjo estava pedindo pecado a um demônio, e quem era ela para recusá-lo?

Ela entrou na caverna e sua boca ficou seca quando ele estava diante dela sem vergonha e completamente nu. Não que fosse preciso muito para que os restos esfarrapados de suas roupas fossem destruídos, mas ela não estava exatamente preparada para olhar um corpo que podia ver claramente que foi feito pelo céu. Não havia nenhum traço de imperfeição nele, e, uma vez que ela ouviu que os anjos não tinham as mesmas "partes" que os humanos, isso era claramente incorreto, pois ela não pôde evitar seu olhar, uma vez que pairava sobre sua impressionante masculinidade.

— Gostaria de vê-la nua também. — Ele disse com uma vantagem definitiva em seu tom.

Hinata sabia que, como demônios, os anjos aumentavam os sentidos e ele seria capaz de dizer o quanto suas palavras estavam afetando-a. Hinata nunca se sentiu tão excitada em toda a sua vida. Ela começou com o alfinete de seu traje, assim que foi solto, o tecido fluiu livremente por seu corpo, acumulando-se a seus pés. Ela não usava nada por baixo, como demônio da perversão, ela realmente não precisava de roupas íntimas.

Hinata ficou parada diante dele completamente nua e ele não se mexeu nem falou enquanto seus olhos pareciam gravar cada centímetro do corpo dela. Ela nunca havia se sentido tão insegura quanto naquele momento. Seus braços se moveram para se cobrir de seu olhar intenso, mas ela mal se moveu antes que ele estivesse de repente diretamente na sua frente, fazendo-a prender a respiração.

— Você parece um anjo. — Ele sussurrou e, embora ela tivesse certeza de que ele dizia isso como um elogio, ela não pôde evitar as dores de ciúmes que a atravessavam. Ele era um anjo e provavelmente se fundiu com muitos antes dela, possivelmente muitos naquele mesmo dia.

— Quero provar você agora. — ele ronronou. — Você tem um cheiro doce e amargo, todos juntos. Tenho certeza que será uma sensação inesquecível. — Ele disse caindo de joelhos diante dela. — Me daria a honra? — Hinata ainda não tinha certeza, considerando a miríade de emoções que a atravessavam, mas ver um anjo de joelhos diante dela era uma experiência da qual não podia simplesmente se negar.

Ela assentiu e ele sorriu como uma criança recebendo seu brinquedo favorito. Kakashi inspirou ali profundamente, o que fez as bochechas de Hinata ficarem vermelhas instantaneamente. 

Quem faz isso?

Kakashi parecia não achar estranho ou incomodado; ao contrário, ele lambeu os lábios antes de pressioná-los entre as coxas dela. Hinata gemeu alto, sua cabeça jogada para trás, seu corpo envolta de uma luz. Havia paz e felicidade ao seu redor e prazer como ela nunca imaginou ter existido. Sua língua parou de se deleitar ali, e ele olhou para ela.

— Que raio foi isso? — Ela disse, sua voz completamente sem fôlego.

— Não é o inferno; isso era o paraíso. Pensei que você gostaria de vê-lo. — Ele disse, sua língua perversa disparando para lamber seus lábios saboreando o gosto contidos neles. — Gostaria de vê-lo novamente? 

— Por favor. — Ela choramingou e ele ficou feliz em obedecer, língua e lábios a envolveram. Ela se deliciava com a glória do céu e a deixava cada vez mais em êxtase até gritar os louvores ao senhor, um nome que nunca antes ousara pronunciar.

Kakashi trabalhou em todo seu corpo como um bom amante, até vê-la realizada.

— Acredito que você está pronta para mim agora. — Ele disse, puxando-a pela cintura até que ela estivesse colada contra ele.

Ela ainda não conseguia pensar logo após o orgasmo que acabara de receber, e isso era apenas da boca dele. As mãos dela percorreram o corpo dele, explorando pela primeira vez, vagando por seus braços e abdômen aperfeiçoado, movendo-se lentamente pelas costas dele antes que ele pegasse suas mãos rapidamente puxando-as, ele pegou uma mão e a levou à boca, mordiscando suavemente um dedo.

— Você pode não tocar nas minhas costas? O resto de mim é seu, se você quiser. — Ele disse antes de dar um beijo na mão dela, onde ela viu os lábios dele em ação. Ela não se importava nem um pouco com o que estava concordando, desde que tocasse nele de alguma forma, desde que ele continuasse a tocá-la.

Ela o puxou para um beijo de teste. Ela não tinha dúvida de que ele era habilidoso com a boca, mas isso não significava que ele seria um beijador talentoso. Começou devagar, o roçar dos lábios um contra o outro. Havia um ligeiro sabor amargo que ela provou no canto de seus lábios, que ela rapidamente percebeu que era seu próprio gosto. Ele estava certo, era amargo e doce e totalmente único.

O beijo aqueceu lentamente e, eventualmente, sua boca se abriu e acolheu sua língua, hesitante e lenta enquanto dançava com ela, deixando-a sem fôlego e ofegante. Foi o melhor beijo que ela já experimentou e sentiu que poderia sobreviver apenas pelos beijos dele. A mão dela rastejou até encontrá-lo duro como aço, mas macia, aveludada e pulsante a esperando. Ela ansiava por nada mais do que levá-lo à boca e prová-lo.

Os joelhos dela começaram a afundar, mas ele a pegou debaixo dos braços e a puxou de volta. Ela fez beicinho em decepção. Ele havia dito algo apenas sobre suas costas.

— Não desta vez, mas não vou negar na próxima. — Ele disse, olhando profundamente em seus olhos, implorando para ela não se ofender. — Não tenho muito tempo e preciso sentir você. 

Hinata assentiu novamente, descobrindo que ela tinha dificuldade em trabalhar sua voz quando ele estava por perto. Ou seja, a menos que ele a estivesse fazendo gritar, pois ela não parecia ter nenhuma dificuldade nisso.

As mãos dele percorreram seu corpo, segurando sua bunda e depois levantando-a no ar como se ela não pesasse nada. Ela se abaixou entre eles, segurando-o com firmeza e ajudando a guiá-lo para dentro. Ele penetrou lentamente, deixando-a afundar nele. Ela estava longe de ser virgem, mas foi preciso algum ajuste para se acostumar com a sensação de estar perfeitamente completa.

— Senta com força. — Ele sussurrou em seu ouvido, sua voz estava uma bagunça, refletindo seu tumulto interno.

Hum... — Tudo o que Hinata pôde fazer foi responder com um suspiro arrastado. 

Hinata viu o céu novamente, era nova todas as sensações que Kakashi proporcionava. Sua luz preencheu todas as fendas se seu ser, e quando eles chegaram ao organismo, houve uma forte erupção de ruído e a Terra parecia tremer embaixo deles.

Eles ficaram juntos no chão da caverna gasta pelo que pareceram horas. Kakashi de costas e Hinata deitada no seu peitoral, ela traçou desenhos sem sentido em sua pele e riu da maneira como a pele dele temporariamente escureceu sob seu toque. Anjos e demônios não deviam se tocar dessa maneira, de acordo com toda a tradição que um deles deveria ter sido aniquilado há muito tempo.

— Quero vê-la de novo, se lhe agradar. — Kakashi disse depois de anunciar que já era hora de ir embora. Ele estava sendo chamado para casa pelos arcanjos e era impotente a não ser obediente.

— Eu chamarei você. — Tanto que Hinata sabia ser verdade, não havia como ela não querer mais depois daquela experiência.

Kakashi levou a mão aos lábios mais uma vez, depositando um beijo nas costas da mão. Hinata fechou os olhos e se deleitou com o sentimento, mas quando ela abriu os olhos, ele se foi e o ar ao seu redor parecia mais escuro e frio do que era apenas um momento atrás.

Hinata vestiu sua roupa, prendendo-a firmemente com o alfinete e foi para a boca da caverna onde ela espiou e então ficou de pé, boquiaberta em choque enquanto examinava o ambiente. A cidade de Sodoma não existia mais; fora nivelado e cheirava a ira celestial. Ocorreu-lhe que deveria ter sido seu fim, mas por algum motivo desconhecido, planejado ou não, Kakashi acabara de salvar sua vida eterna.



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