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História Soulmate- A marca - Capítulo 5


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Capítulo 5 - 5- Amor de verdade?


Era segunda-feira. Acordou, se levantou, foi ao banheiro e se olhou no espelho. Viu que tinha algo estranho na pele de seu ombro, mas não deu muita bola. Provavelmente era só uma irritação.


Foi até a cozinha e olhou para o relógio pendurado na parede. 

- SEIS HORAS DA MANHÃ? Por que que eu acordei às seis horas da manhã sendo que eu estou de férias???

- Bom dia, para você também.

- Desculpa, mãe. Não vi a senhora aí. Bom dia. Tem trabalho hoje? 

- Felizmente não. Podemos fazer alguma coisa justas se quiser.

- Podemos passear pelo parque agora de manhã?- pediu com olhar de gatinho.

- Podemos sim. 

As duas tomaram café, se vestiram e saíram de casa. Enquanto andavam conversaram um pouco até que Sunmi percebe algo no ombro da garota.

- O que é isso?

- Uma irritação talvez? Não sei.

- Apareceu faz muito tempo? 

- Na verdade não. Três dias no máximo.

- Deixa eu dar uma olhada. Não me parece ser um irritação.

- Não é nada demais. Não se preocupe. 

A mais velha não se convenceu com palavras da garota mas decidiu não insistir. Não parecia nada muito sério.

Ao chegarem no parque, as duas se sentaram em um dos bancos.

- Mãe, você acha que mesmo eu não tendo marca posso me apaixonar por alguém?- a pergunta da mais nova pegou Sunmi de surpresa.

- Ahn... acho que sim, minha filha. Por quê? Você está apaixona por alguém? Meu Deus! Meu bebê tá apaixonado!- disse deixando Sooyoung extremamente envergonhada.

- Não, não é isso. Mas caso eu fique, tem alguma chance de dar certo? 

- Sooyoung, se você amar alguém que te ame de volta, não há marca que vá tirá-la de você. Se for amor de verdade dará certo.

- E como eu sei que é amor de verdade? 

- Essa resposta eu não posso te dar. Cada um tem seu jeito de amar. Só tome cuidado para não confundir outros sentidos com amor.

A resposta de sua mãe deixou-a reflexiva. Seria mesmo possível alguém amá-la? Se nem o Universo lhe dera uma simples marca, seria ele generoso o suficiente para lhe dar alguém que a ame? 


                                              


Era terça-feira, no horário que havia marcado o encontro na cafeteria com Jiwoo. Estavam as duas sentadas em umas das mesas com vista para a rua. Conversa vai, conversa vem até que Sooyoung diz:

- Tenho uma coisa para te contar.

- O que?

- Sobre a minha marca...

- Sooyoung- disse a ruiva pegando a mão da garota em cima da mesa- eu já percebi que toda vez que lhe pergunto isso você fica desconfortável. E está tudo bem! Você não precisar falar dela se não quiser.

- Obrigada, mas acho que não tem mais problema eu falar. 

- Ok, se você insiste...

- Eu... eu não tenho marca.

O silêncio pairou sobre as duas. Jiwoo ainda segurava a sua mão, porém estava com uma expressão que não conseguia decifrar. Tortuosos segundos que pareceram horas se passaram até que a mais baixa se pronuncia:

- É verdade? 

- Aham.

- Wow! Eu sempre achei que isso fosse impossível. Digo, eu já ouvi em histórias mas nunca pensei que fosse real. 

- Você está desapontada? 

- O que? Porque estaria?

- Não sei... pensei que ficaria.

- Eu não quero apressar nada mas eu gosto muito de você. No momento em que vi você naquele shopping eu te achei a garota mais linda do mundo. E então eu pude passar um pouco de tempo com você na festa e sua personalidade me encantou. Não quero te assustar nem nada, mas se for para dar certo, acho que o que eu sinto por você supera qualquer marca. 

As palavras da mais nova fizeram Yves lacrimejar. 

- Eu... eu também gosto muito de você.  Eu realmente espero que a marca não seja um problema.

- Nunca. E assim, se você pensar comigo, o significado de Singularity seria algo único. E quando se trata de marca você é única. Não é qualquer um que nasce sem uma marca. 

- Você está insinuando que eu sou sua soulmate?

- Talvez.

As duas terminaram suas bebidas e assim que saíram da cafeteria e começaram a perambular pela cidade até que acabaram na orla. 

- Nossa! Como o mar está bonito hoje!- disse a ruiva.

- Que nem você- o comentário fez a mais nova sorrir e corar, aquecendo mais ainda o coração de Sooyoung.


Uma brisa suave e cheia de maresia tocou a pele das jovens. Foram em direção ao mar mas pararam no início da faixa de areia e se sentaram. O barulho das ondas se quebrando era acolhedor e refrescante. A mais baixa descansava a cabeça no ombro de Yves. Ao ver que a de cabelos avermelhados estava com os olhos fechados levantou a mão impedindo que os raios de sol alaranjados incomodassem a vista da garota. E assim presenciaram o por do sol mais lindo que já haviam visto. 


- É melhor voltarmos para casa- disse a mais velha- fazendo a garota concordar. 

As duas se levantaram, sacudiram suas roupas e seguiram rumo à casa da garota de cabelos escuros. Percorreram o caminho todo de mãos dadas e conversando sobre qualquer tipo de assunto. Ao chegarem na frente da casa da morena, a mesma se virou para Jiwoo, segurou seu delicado rosto com as duas mãos, como se estivesse segundo a porcelana mais valiosa do mundo. Olhou para seus olhos castanhos e logo para seus lábios e a beijou. Foi um beijo lento e com ternura. Apaixonado e carinhoso. Ambos relutaram para encerrar o beijo, porém a falta de ar se fez presente. Encerraram-no com mais alguns selinhos e se despediram.


Ao entrar em casa, Yves encontra sua mãe preparando o jantar.

- Como foi o seu passeio com a sua amiga? 

- Foi legal- disse simplista.

- Hmmmm aconteceu alguma coisa? 

- O que? Não. Nada demais.

- Tá bom então. E quando que eu vou conhecer essa sua nova amiga? Ela deve ser bem legal porque só vejo você saindo com Heejin. 

- Ah vamos ver, né.

A mãe de Sooyoung sabia que havia acontecido algo, afinal sua filha estava mais alegre que o normal. A jovem não conseguia tirar o sorriso do rosto e parecia estar nas nuvens, e a mais velha percebeu.


Notas Finais


Achou que eu tinha esquecido né? Bebam água!!


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