História Soulmate; Nillie - Capítulo 1


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Will Byers
Tags Fillie, Flulffy, Millie Bobby Brown, Nillie, Noah Schnapp, Nollie
Visualizações 24
Palavras 2.781
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nillie shippers: gift!

Capítulo 1 - Único;


Fanfic / Fanfiction Soulmate; Nillie - Capítulo 1 - Único;

Millie estava simplismente cansada. Todos os dias acordando cedo e indo para o estúdio, gravações de filmes, entrevistas, patrocínios, divulgação, estudando textos e novas as técnicas de atuação para tudo que estava por vir ao longo desse ano. Tudo parecia tão mecânico, que ela  nem mesmo conseguia se divertir como antigamente.

Não é como se agora não pudesse se entreter, mas tudo estava diferente. Com seus 20 anos, a vida não era mais a mesma, as responsabilidades eram tão grandes e também o ambiente mudara. Ela tinha sua família ao lado, mas quanto a seus amigos? Ficaram pra trás. Sadie estava morando em Roma, estava investindo mais e mais em sua carreira de modelo; Finn começara cedo como diretor cinematográfico no Canadá, além de fazer um grande sucesso com sua banda, Calpurnia; Caleb estava cada vez mais participativo na mídia americana, causando grandes polêmicas mas ao mesmo tempo fazendo sua carreira fluir na TV; Gaten se tornara um ator de grande repercussão depois de fazer um filme de tragédia que rendeu bilheterias; E Noah, bem, Millie não sabia ao certo onde ele estava, mas tinha visto alguns trabalhos do garoto em papéis de destaque em filmes de ação alguns anos atrás.

Agora, o que restava a ela era sair do hotel e ir tomar café da manhã em algum lugar tranquilo e próximo ao hotel, onde poderia descansar por grandes 5 minutos até voltar ao hotel e cumprir a agenda.

A garota se sentou numa mesa na plataforma externa, que era coberta por um guarda sol. Ela estava de óculos escuros e o cabelo bagunçado, por isso realmente torcia pra que ninguém a reconhecesse tão desejeitada naquela cafeteria. Enquanto esperava seu mocaccino especial, fizera uma trança em seu cabelo longo de merchas loiras, ao mesmo tempo que assistia de longe a televisão do estabelecimento, apresentado notícias locais. 

O noticiário em algum momento mostrou a enorme estrutura que estava sendo montada ao redor do Museu do Louvre, tudo para manter o maior padrão de qualidade para um novo filme  que seria lançado no ano seguinte. Millie agradeceu a garçonete que entregou seu café e algumas panquecas, desviando a atenção da TV para sua refeição. Comeu devagar e com paciência, não queria ser muito rápida e depois ficar com dor de estômago.  Mas aquele seu devagar acabou sendo devagar demais, e a garota amaldiçoou o relógio pelos seus 10 minutos de atraso.

Pagou a conta e pegou um donuts para viagem, sua especialidade era ser comilona, e por isso levara o doce para mais tarde. Mais 5 minutos de atraso. Ela estava com um muito de pressa, por isso saiu correndo pelas escadas da cafeteria para a rua, só não imaginava que um dos degrais estava um pouco molhado e isso a faria cair com o queixo no chão. A jovem murmurou com dor, esperava que não estivesse acontecido nada de grave enquanto se levantava aos poucos, xingando quem quer que fosse que tivesse molhado o porcelanato. Por sorte não dava pra ver do lado de dentro do restaurante, então ninguém riu dela, mas mesmo assim seus óculos haviam caído em algum lugar em meio ao jardim... E suas rosquinhas? Ela saiu procurando pelos cantos da calçada, quando ouviu a voz de alguém que aparentemente a chamava.

— Isso é seu?

Millie olhou para cima, e lá estava um rapaz com sua caixinha da cafeteria.

— Sim,  obrigado! — Ela pegou a caixinha das mãos dele e sorriu rápido, virando pra o outro lado para voltar ao trajeto.

— Hey... Millie?! — A pessoa a chamara de novo.

—  Ah, não, você deve estar confundindo! — A garota apressou o passo e escondeu o rostro com as mãos  ao lembrar que estava sem óculos nem nada agora e provavelmente aquele fã havia a reconhecido em meio a seu trágico atraso.

— Espera! Eu preciso falar com você! —  A pessoa a seguiu até a esquina e ela andou ainda mais rápido. — Sou eu, Noah! — Ele disse e somente por isso Millie parou subitamente, era mesmo Noah, aquele Noah?

Por esse acaso a garota se lembrara do Noah, o Noah Schnapp. Este fora seu melhor amigo por anos, os dois praticamente haviam crescido juntos durante a gravação da série, unidos inicialmente por serem os mais jovens, e ela não teria como esquecer. Noah havia vivido os melhores momentos com ela, e mesmo distantes ela ainda relembrava constantemente a cada dia daqueles tempos,  onde Millie e Noah eram a melhor dupla por trás das câmeras que poderia existir.

Millie virou para trás, e o jovem a alcançou, tirando seus óculos escuros e mostrando familiares olhos verdes, um sorriso bonito e cabelos lisos. Era mesmo o Noah, o único Noah da vida dela.

— O que está fazendo aqui?! Eu não acredito!! — Millie pulou em cima dele para um abraço, plenamente surpresa, enquanto Noah a correspondia rindo, não podia estar mais feliz de reecontrar a garota depois de anos. Ele percebeu que Millie não havia mudado muito, sua expressão continuava alegre e extrovertida, sua altura era a mesma e seu corpo apenas estava um pouco mais definido. Já Millie praticamente não reconheceu a voz de Noah, e isso a fez se sentir um pouco culpada, mas ao mesmo tempo era evidente que ele havia passado por várias transformações físicas típicas da idade, como seus mais alguns centímetros de altura. De qualquer maneira ela sabia, era aquele cheiro e aquele sorriso que tanto fizeram parte da vida dela e ali estavam novamente.

— Eu estou gravando por aqui essa semana, e resolvi seguir a Millie Bobby Brown para pedir uma foto — O jovem brincou com o fato de que ela havia pensado ser um fã e Millie acabou rindo, disfarçando — E você? Como está?!

— Eu estou... bem cansada, digamos assim. E atrasada! Vamos para o hotel, lá podemos conversar melhor — Ela saiu o puxando pela mão e apontando para a grande torre do Hotel do outro lado da rua.

— Mas eu acabei de vim de lá!

— O que? Você também está hospedado lá? — Ela olhou surpresa e Noah sorriu.

— Eu e mais dezenas de atores, esse é praticamente o dormitório artístico de Paris — Ele disse caminhando ao lado dela, que bateu a mão na testa sorrindo ao notar que tinha sido boba por esquecer isso.

— Então você vai me mostrar onde está o Noah Schnapp, preciso ganhar uma foto com ele também  — Millie apertou a mão sobre o ombro dele e encostou seu rosto no rapaz, que riu novamente antes de atravessarem a rua para entrar no hotel.

Depois que chegaram no hotel, ambos foram até o quarto onde Millie estava hospedada que estava incrivelmente bagunçado, mas ele sabia bem que aquilo era comum dela. A jovem começara a contar de todos os anos que passaram separados, sobre seus trabalhos, suas viagens, suas aventuras. Ela tinha o maior prazer em falar sobre as viagens, amava viajar e principalmente se aventurar por aí, coisa que não fazia há anos.

Noah também conversara sobre suas experiências, e sobre as mudanças que não foram muitas. O garoto não era muito de sair dos EUA, mas em termos de conhecer bem o local ele conhecia. Adorava festas e eventos em diferentes partes do país, novos tipos de alimentos e de pessoas. Então, o telefone de Millie tocou. Seu empresário a pediu para descer, porque todos  iriam juntos para uma revista, fazer uma entrevista nova.

Noah percebeu quando ela ficou mais calada, realmente não queria ir para entrevista, mas havia outra opção?

— Millie, seu queixo ainda está vermelho. — Ele comentou se referindo a queda que viu antes de encontra-la.

— O quê? Mesmo? — Ela correu para espelho, preocupada, mas no fim não viu nada demais. — Noah! Não ficou vermelho...

— Não, mas podemos dizer que está!

— Como assim?

— Qual é, Millie, você não precisa ir! — Ele disse se levantando da cadeira onde estava sentado — Você até se machucou, precisa de um tempo de folga. Vamos sair, dessa vez você não precisa disso! — Ele sorriu breve, a encarando.

— Eu não sei... Você não tem compromissos hoje?

— Não, é meu dia de folga. — Noah respondeu  numa mentira justificável. — Vamos lá? Hum? — Ele dizia tentando convence-la ao passar a mão pelo cabelo dela, com seu típico sorriso, no qual ele sabia muito bem usar como estratégia para convencer seus amigos.

— Bom...Tudo bem! Eu vou me trocar — Ela disse imediatamente correndo para o banheiro, e logo voltando com uma roupa mais confortável, os cabelos penteados e um chapéu e óculos que não chamasse a atenção.

Então os dois deram as mãos e saíram sem nenhum destino. Passaram em jardins, em pontos turísticos, em galerias, basílicas, em belas praças e museus, Millie não se importava para onde iria, só queria aproveitar a presença dele de novo, e viver como há 4 anos atrás. Eles riam e acabavam se perdendo em alguns trajetos, mas isso era inclusive uma das coisas que Noah gostava em Millie, ela não tinha medo de arriscar, tanto em coisas simples quanto nas mais complexas. Ele sempre a admirou por essa e tantas outras coisas, mas nunca assumiu verdadeiramente seus sentimentos, que mesmo quase esquecidos durantes os relacionamentos que teve com outras garotas, eram capazes de renascer como uma fênix a cada vez que o Schnapp lembrava da mesma. Quando mais novo, ele quase teve seu momento de confissão, porém ao ver como Millie se dedicava a Finn, ele apenas quis esquece-la no mesmo instante. Tinha a sensação que a garota nunca ia o enxergar como mais que um amigo, e isso o magoou por algum tempo,  mesmo sendo uma especulação. Todos na mídia costumavam desconfiar que os dois estavam namorando, e Millie sempre dizia "somos só amigos" ou algo como "ele é meu melhor amigo" e isso fora o motivo de Noah ter se afastado por um bom tempo.

Porém, quando a viu de novo naquele momento, não poderia negar o brilho dos seus olhos novamente. Ele a amava, de todas as maneiras, e se pudesse passaria cada dia de sua vida ao lado dela. Millie nunca reconheceu isso, focando em pessoas erradas e que não a amavam de verdade, e isso a impossibilitou de viver um relacionamento verdadeiro e feliz.

No fim da tarde, os dois caminhavam próximo a grande Torre Eiffel, local que Millie adorou ver e pediu para Noah tirar várias fotos dela. Ela sorria, fazia poses, caretas, tudo que tinha direito sendo tão extrovertida como gostava de ser. Noah apenas sorria discretamente, a visão da paisagem era quase tão bonita quanto o olhar radiante que ela mostrava naquele instante. Com o fim da sessão de fotos, os dois se jogaram no gramado e ficaram observando o tranquilo movimento das pessoas naquela tarde de segunda feira.

— Sabe Noah — Millie dizia calma, sentindo a brisa refrescar seu rosto— eu tive medo de não encontrar mais com você, ou que nossa amizade não fosse mais como antes... Mas parece que nada mudou!

Noah se virou de frente para dela, apoiando a mão no rosto e o cotovelo no gramado.

— Sabe Millie — Ele disse a imitando, tirando os óculos — Isso não iria acontecer, mais cedo ou mais tarde eu iria te procurar.

— Iria? — Millie tirou os óculos assim como ele.

— Sim. Eu posso te contar um segredo?

— Claro que pode, não vou dizer pra ninguém. — Ela afirmou e Noah sorriu de canto, sabendo que aquilo não seria nada do que ela esperava. O garoto aproximou os lábios do ouvido dela e sussurrou.

— Desde aquela época eu não deixei de ser apaixonado por você. — Noah disse antes de fitar a expressão pensativa da garota, que parecia não ter assimilado a frase. Ele percebeu que ela desviou o olhar para baixo, ficando envergonhada ao entender tudo como se ainda fosse uma jovem adolescente. Não é como se ela nunca tivesse desconfiado daquilo, mas nunca perguntou, porque na época pensava não sentir o mesmo por ele. A garota não teve muito tempo para pensar sobre isso quando Noah encontrou seus lábios e a beijou, a deixando levemente arrepiada quando pôs uma das mãos sobre a cintura dela. Millie correspondeu ao beijo, mas ainda timidamente, não esperava por nada daquilo, não sabia como reagir ao ser beijada por ele. Então deixou que ele fizesse como queria, e ela apenas o acompanhava. No final aquilo foi a melhor escolha, já que o beijo se tornou quente mas ao mesmo tempo gentil.

Millie colocou uma mão sobre o ombro dele, empurrando sem quase nenhuma força como um sinal de que deveriam parar. Os dois se afastaram e nada disseram, apenas se olharam. Millie não sabia exatamente o que falar, ela estava realmente confusa ou só receosa? A garota passou os dedos delicadamente pelos lábios de Noah, que segurou aquela mão dela e sem dizer nada a puxou para um abraço, se deitando na grama novamente.

Os dois ficaram em um nobre silêncio por um longo tempo, apenas pensavam sobre isso em seu próprio espaço pessoal, apesar de estarem abraçados. Noah estava tão relaxado, aquele beijo havia o permitido externar o que guardava de tão grande em seu coração facilmente, ele não precisava mais se culpar por isso nem evitar demonstrações de amor para Millie, ela sabia, e isso era tudo. Millie não pensava mais tanto por isso, só se preocupava com o fato de que esse dia iria acabar, e ela não teria nem chance de repetir aquilo que ela havia gostado, principalmente aquele beijo.

Então, depois do escurecer, passaram apenas algum tempo conversando sobre as constelações que tentavam enxergar, o que foi engraçado para Noah porque Millie trocava os nomes das constelações principais como ela bem queria. Millie disse que às 21 hs teria que estar de volta, porque de qualquer forma era o horário que havia marcado para receber a visita de sua melhor amiga francesa, no qual só aquele dia poderia visita-la.

Noah passou em um restaurante e os dois comeram uma boa refeição antes de ir, ao som de algumas músicas tradicionais da região. Aquilo estava sendo agradável, porque teriam que encerrar? Porque Millie precisava voltar sozinha? A garota não parava de pensar nisso, assim como Noah, porém ele havia interpretado como se ela não estivesse dado tanta importância a companhia de Noah, o que não era verdade.

Quando voltaram ao hotel, Millie se virou de frente pra ele para se despedir. Ela segurou suas mãos, beijou o rosto dele e tradicionalmente deixou um "até a próxima". Noah acenou sorrindo fraco para ela, despedidas nunca eram um bom momento por isso não precisavam ser estendidas. Ela deu mais alguns passos até a porta e quando percebeu, uma lágrima caiu de seus olhos. Se sentia tão emocional, porque além daquilo seu coração dóia, sentia estar traindo a si mesma assumindo que deveriam se distanciar.

Então, de uma vez por todas ela virou para trás e correu de volta.

— Noah! — Ela gritou o chamando atenção, consequentemente ele se virou, confuso por ela estar voltando assim.

Quando ela chegou mais perto, não deixou que ele fizesse perguntas, segurou o rosto dele trazendo um pouco mais pra baixo e o beijou apaixonadamente. Noah apesar de impressionado, conseguira perceber a diferença entre a confusão e a certeza que agora ela demonstrava, e por isso seu coração se desmanchava em felicidade, isso era mesmo a Millie que ele amava, que sempre amou.

Era deslumbrante a forma que ela sorria ao fim do beijo, logo depois disso abrindo os olhos ao mesmo tempo que o outro, que a encheu de beijos pelo rosto, o que fez Millie rir baixinho, como ela amava o jeito tão transparente de Noah, não poderia existir namorado melhor do que ele.

No mesmo momento ela se deu conta, estava pensando nele como seu namorado. Era exatamente isso que ela queria? Agora sabia que sim.

— Eu não quero mais ficar longe de você...por favor, seja meu namorado ou meu esposo, o que quiser. Só não me deixe mais sozinha. — Ela disse o encarando, com o rosto um pouco ruborizado.

— Millie... Eu te amo. A partir de agora não existe nenhuma chance de você ficar sozinha, entendeu? — Ele disse pondo as mãos em volta do rosto dela mais uma vez.

— Entendi... Eu te amo também. — Ela o abraçou apertado, e Noah encaixou o rosto ao lado do pescoço dela. Millie começou a entender que quando ela o chamava de "soulmate", anos atrás, não estava nem um pouco errada. Isso era sobre o amor, de verdade. 


Notas Finais


Bom eu nem ia postar mas resolvi dar uma chance pra história, espero que pelo menos alguém tenha gostado desse meu primeiro nillie

[[Eu amo muito esse casal e acho que mais gente deveria enxergar o quanto eles são pftos juntos :') ]]

Perdão se tiver algum erro, ainda não foi revisado

Bye, kissus ♡


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