História Soulmates (Almas gêmeas, double-shot Malec) - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Alec Lightwood, Almas Gêmeas, Magnus Bane, Malec, Romance, Shadowhunters
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Palavras 2.673
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii!!!

Essa fic Malec é bem curtinha. Apenas 2 capítulos.
Espero que vocês gostem e se emocionem com ela.

A fic é narrada pelo Magnus.

Boa leitura!!!

Capítulo 1 - The encounter, the transformation and discovery


Fanfic / Fanfiction Soulmates (Almas gêmeas, double-shot Malec) - Capítulo 1 - The encounter, the transformation and discovery

Capítulo 1 • The encounter, the transformation and discovery (O encontro, a transformação e a descoberta)



 Infelizmente descobri o lado ruim da vida muito cedo, quando aos 8 anos perdi minha mãe em um acidente de carro. Como a desgraça nunca anda só, depois do acidente meu pai se tornou um alcólatra e demorou apenas 6 anos para que uma cirrose hepática o levasse também. Então, com 14 anos eu fui morar com minha tia Lilith Bane, a irmã mais nova do meu pai. Ela morava em Alicante, uma pequena cidade a mais de 3.850 km de Nova York, onde eu havia nascido e vivido até então. 

A adaptação a uma nova vida em uma nova cidade, somado ao fato de eu estar entrando na adolescência e ser um tanto quanto rebelde, devido a tudo que eu já tinha encarado mesmo com tão pouca idade, me tornaram verdadeiro bad boy. Eu não ligava pra nada e nem pra ninguém. Tudo que eu queria era curtir a vida. Gostava de sacaniar os nerds e não dispensava nenhuma gatinha ou gatinho que me desse mole. Mas sempre deixando claro que se apaixonar não estava em meus planos. Por esse motivo eu não levava nenhum deles a sério, todos sempre eram apenas curtição...

Eu sempre estava medido em muitos problemas e em algumas brigas. Porém, quando eu tinha 17 anos eu me envolvi em uma briga feia dentro de um bar e acabei acertando acidentalmente com uma garrafa de vidro, a cabeça de um menino de 15 anos . Fui preso e como pena o juiz decretou que eu fizesse 3 meses de serviços comunitários. Eu achei que passaria esses meses varrendo a rua ou limpado banheiro de alguma instituição pública, mas para meu total desespero fui centenciado a trabalhar como voluntário em um orfanato dando aulas de reforço escolar para crianças da primeira a quarta série. Justo eu, que nunca gostei dos pirralhos teria que ajudá-los 4 vezes por semana, durante 3 longos meses. 

No primeiro dia de serviço comunitário, o assistente social Willian Harondale disse que me apresentaria ao meu monitor. Explicou que esse monitor ficaria responsável por me orientar e fiscalizar se eu estava cumprindo com a carga horária e fazendo o trabalho corretamente. 

Quando eu vi o tal monitor fiquei totalmente surpreso. Para minha total indignação, meu monitor seria um dos nerds da minha sala. Eu não conseguia acreditar e aceitar que teria que seguir ordens de um garoto nerd de 16 anos.

-Magnus, este é Alexander Lightwood, o sey monitor. Ele te acompanhará aqui na instituição durante o período que você estiver cumprindo a sua sentença. Portanto comporte-se, caso você descumpra algumas das regras ou não compareça, ele me comunicará e eu solicitarei o cancelamento da pena alternativa e você será encaminhado para a prisão. Alguma dúvida? - Willian falou, me fazendo pela primeira vez ter um choque de realidade. Minha ficha finalmente havia caído, caso eu não seguisse as regras nos próximos meses eu iria terminar em cana. Então, precisei ser o mais cordial possível com o nerd, afinal ele poderia tornar minha vida um inferno maior ainda.

-Prazer, eu sou Magnus Bane. - Estendi a mão para cumprimentar meu monitor tentando ser o mais simpático possível.  

-Prazer, Alexander Lightwood. - Ele respondeu de forma tímida e apertou minha mão corando em seguida. Tenho que admitir que eu achei aquilo fofo. Afinal, quem hoje em dia cora ao apertar a mão de alguém. 

Alexander Lightwood era um típico nerd, estava sempre com um ou vários livros nas mãos e se escondendo atrás daqueles óculos de grau, que até tinham certo charme. 

Alexander era um menino tímidos e fazia de tudo para passar desapercebido. Ele usava roupas largas que não valorizavam nem um pouco seu corpo e sempre na cor preta, ou melhor, preto totalmente desbotado, quase cinza. 

Definitivamente ele era diferente de qualquer pessoa que eu havia conhecido. Alexander, estava sempre preocupado com o outro, nunca com ele mesmo. Eu nunca havia visto tanto altruísmo em uma só pessoa. E foi com esse jeito que ele me desarmou e fez minhas barreiras de proteção começarem a ruir.

As primeiras semanas foram um tanto quanto conturbadas. Afinal eu detestava crianças e agora eu passava 12 horas por semana com elas. Eu ia para o orfanato todas as segundas, quartas, sextas à tarde, após o colégio e no sábado pela manhã.  

Alexander sempre chegava primeiro do que eu. Como meu monitor, ele tinha que me acompanhar sempre. Ele praticamente cumpria a pena junto comigo, a diferença é que ele sorria ao fazer isso. Cada livro que ele lia para uma criança, cada explicação que ele dava ou cada dúvida que ele tirava, vinham sempre acompanhadas do mais lindo e sincero sorriso que eu já havia visto. Ele, diferente de mim, fazia aquilo por prazer e não por obrigação. E foi por causa do prazer que ele sentia em ajudar aquelas crianças que eu passei a sentir também. Pois comecei a enxergar verdadeiramente a felicidade que aquelas crianças sentiam em nos ter ali, as ajudando, as apoiando, nos importando realmente com elas e por um momento desejei que eu tivesse tido esse apoio e essa ajuda quando eu era apenas um criança de 8 anos que havia acabado de perder a mãe e que tinha que lidar sozinho com um pai bêbado. Neste dia eu entendi o real significado da frase que o Alexander havia me dito em meu primeiro dia no orfanato. 

"O bem que faço, não o faço por motivo altruísta ou tão pouco o faço por qualquer razão.

Se faço o bem, é porque o bem que faço, antes de fazer bem a você fez um bem maior a mim."

E foi neste exato dia que eu comecei a mudar, comecei a enxergar a vida de uma outra maneira, uma maneira muito melhor. 

Os demais dias trascorreram tranquilos e muito agradáveis, pois eu agora cumpria minha pena com prazer e não mais por obrigação. Alexander havia me ensinado o quanto é bom fazer o bem a alguém, principalmente se esse alguém for uma criança. E sem que eu percebesse os três meses haviam se passado e a minha pena estava cumprida. 

Inicialmente eu fiquei feliz. Afinal, eu estava livre. Eu havia voltado a ser dono dos meus dias. Porém com o transcorrer da semana eu percebi que eu sentia falta de ajudar as crianças, mas sentia mais falta ainda da companhia de Alexander, de seu sorriso e seus expressivos olhos azuis. 

Mesmo que eu ainda visse o Alexander no colégio, afinal nós estudamos na mesma sala. Era diferente, pois nós nunca conversávamos no colégio, no máximo nos comprimentávamos discretamente, muito diferente de quando nós estavamos no orfanato ajundando as crianças. Lá, nós liamos, conversávamos, implicávamos e ríamos um com o outro e até mesmo um do outro e por mais que fosse difícil admitir, eu sintia falta disso, eu sintia falta dele. E ao constatar isso, eu tomei a única decisão que eu poderia tomar, decidi que me aproximaria dele no colégio. 

Na manhã do dia seguinte, assim que cheguei ao colégio fui direto para a biblioteca, pois o Alexander já havia me dito que sempre que chegava cedo ele ia pra lá, pois lá ele conseguia ficar lendo tranquilamente.   

Conforme eu me aproximava da biblioteca, sentia meu coração cada vez mais acelerado... Era uma sensação estranha, eu estava ancioso, minhas suavam e quando parei na porta da biblioteca e o vi sentando todo concentrato lendo, minhas pernas fraquejaram e eu quase desisti. Mas então, ele ergueu o rosto e sorriu seu mais lindo sorriso e aquilo me encheu de coragem, pois eu tive certeza de que eu precisava dele e de seus sorrisos para que minha vida tivesse cor e alegria. Então, estufei meu peito, caminhei em sua direção e me sentei ao seu lado. Alexander me olhou espantado e gaguejando um pouco falou.  

-O...o q-ue vo-cê está fazendo? 

-Sentando do seu lado para conversar com você. - Falei de forma simples e direta e ele arregalou os olhos em espanto, conrando logo em seguida.  

-Seus amigos vão ver. Não vai ser nada bom para você se te verem ao meu lado. Você é o cara mais popular do colégio e eu sou apenas o nerd mais do que tímido que existe. - Ele falava e realmente paracia preocupado em não "abalar" minha reputação idiota.

-Eu não me importo com nada disso. - Falei encarando seus olhos e colocando minha mão por cima da dele - Eu sinto sua falta, sinto falta das nossas conversas e das tardes que passamos juntos. 

-Ah... o...a !!! - Ele movia a boca, mas simplesmente não conseguiu falar nada, saíram apenas alguns murmúrios, o que o deixou ainda mais corado.

-Ah... Alexander, você fica adorável com essas bochechas rosadas. - Ele ficou mais vemelho que um tomate e ao perceber, cobriu o rosto com as mãos tentando se esconder. Eu achei a cena mais do que fofa e não pude deixar de sorrir todo bobo.

Depois daquele dia na biblioteca, nós começamos a passar o intervalo entre as aulas juntos, fosse conversando, rindo ou lanchando. Conforme Alexander havia previsto, meus "amigos" não acharam nada legal o fato de eu estar andando com um nerd nada popular. Mas não eu ligava para eles. Tudo que me importava era minha amizade com Alexander. A essa altura eu já o chamava de Alec e ele a mim de Mags. 

Com o tempo, meus amigos populares se afastaram de mim, nem mesmo Ragnor e Catarina que eu julguei serem meus melhores amigos falavam comigo. Segundo eles, ou eu andava com os populares ou com os nerds. E como eu não achava uma lógica nisso, eu optei por continuar falando e andando com Alec. Mesmo que ele insistisse que ele não valia a pena, que era melhor eu continuar com meus amigos populares e parar de falar com ele. 

 Em uma tarde depois da aula eu dei uma carona para Alec, pois estava garoando. E quando eu estava o deixando em casa, um subito desejo tomou conta de mim e as palavras escaparam da minha boca.  

-Alexander, você aceita sair comigo no sábado? - Alec arregalou os olhos em surpresa e então falou. 

-Tipo um encontro? - Ele me perguntou um pouco temeroso.

-Sim. Um encontro - Eu o respondi sorrindo.

-Acho melhor não - Alec falou já tentando descer do carro, mas eu o impedi segurando-o pelo braço.  

-Por que? Nós gostamos da companhia um do outro. O que te impede de sair comigo? - Alec pareceu ponderar e por fim falou.

-Tudo bem, eu aceito. Mas tem uma condição - Eu assenti concordando - Você não pode se apaixonar por mim - ele falou e eu concordei. Afinal eu sou Magnus Bane e não me apaixono por ninguém.  

-Tudo bem. Sem problema. Fique tranquilo, eu não vou me apaixonar por você. Magnus Bane nunca se apaixona. - Falei rindo e ele suspirou aliviado e eu fiquei sem entender o porquê disso, pelo menos naquele momento. 

Finalmente o sábado havia chegado. Eu estava mais do que ansioso para sair com Alec, por mais que já tivesse tido diversos encontros, eu estava nervoso. 

Peguei meu carro e fui buscar Alec na casa dele, quando toquei a campainha fui atendido pela mãe de Alec, que me olhou com uma cara de poucos amigos. Provavelmente por causa da minha reputação de rebelde sem causa. Tentei soar o mais simpático e educado possível ao falar.

-Boa noite Sra. Lightwood, por gentileza a Sra. pode avisa ao Alexander que eu cheguei. - Antes que ela pudesse abrir a boca para falar algo ou pudesse me colocar porta a fora, Alec surgi e me puxou pela mão enquanto se despedia da mãe.  

-Tchau mãe. Não precisa me esperar acordada. 

-Juízo meu filho. Se comporte e Magnus, por favor não beba se for dirigir. - Ela falou a última frase de forma séria e ao mesmo tempo triste. 

Quando eu e Alec já estávamos no carro a caminho do cinema, ele se descupou.

-Desculpe o jeito da minha mãe. Ela não está acostumada a me ver sair. Na verdade esse é o primeiro encontro que eu vou. - Ele falou ficando com as bochechas coradas. 

-Tudo bem. Sei que minha fama não é das melhores. Provavelmente foi por isso que ela me pediu para não beber se eu fosse dirigir.

-Na verdade não foi por isso - Alec começou a falar e seus olhos encheram d'água - Há quase 10 anos, meu pai foi levar minha irmã mais nova para brincar no parquinho, eu não fui com eles porque estava um pouco gripado e minha mãe achou melhor ficar comigo em casa para que eu não pegasse vento. Quando meu pai estava voltando do parquinho com a Izzy - uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Alec - um motorista bêbado os atropelou e eles morreram na hora. Izzy era 1 anos mais nova que eu e era minha melhor amiga - Mais lágrimas escorreram dos olhos cristalinos de Alec e eu não me contive, encostei o carro no acostamento e enxuguei as lágrimas que escorriam por aquela face tão doce e pálida. Em seguida permaneci com a mão acariciando seu rosto, eu conseguia sentir o sofrimento de Alec, era como se o sofrimento dele fosse o meu também. 

-Eu sinto muito Alexander. 

-Tudo bem. Se Deus os chamou cedo é porque ele precisa deles no céu - Não havia raiva ou mágoa nas palavras de Alec. Havia apenas conformação e fé. Então quando eu menos esperava ele abriu aquele lindo e iluminado sorriso e falou - Acho melhor nós irmos logo, ou acabaremos perdendo a sessão. - Eu sorri, assenti e partir em direção ao cinema.

Depois do nosso primeiro encontro, aconteceu o segundo, o terceiro, o quarto e depois de um mês eu havia perdido a conta de quantas vezes eu e Alexander já haviamos saído. A única coisa que eu tinha certeza era que eu queria cada vez mais estar ao lado dele. 

Eu havia mudado muito. Eu não bebia mais, não me metia em brigas ou confusões, não sacaniava mais ninguém e ainda por cima havia me tornado um ótimo aluno. Toda essa transformação ocorreu graças ao Alexander, pois ele acredita em mim, acreditava que eu era capaz e por ele eu fui. Por ele eu mudei...

Eu e Alec estavamos assistindo o pôr do sol no alto de uma colina sob uma grande árvore. De repente eu desviei meu olhar e o fixei em Alec. E então, como em um passe de mágica, tudo ficou claro...   

Eu simplesmente não via mais minha vida sem ele.  

Ele virou o rosto pra mim e seus lindos olhos azuis se perderam nos meus. Eu aproximei lentamente meu rosto do dele e então falei. 

-Eu quero muito beijar você - Eu levei uma de minhas mãos ao seu rosto e acariciei sua face. Alec ficou com as bochechas rosadas e totalmente encabulado falou.

-Eu posso não ser bom nisso... eu nunca beijei ninguém antes.

-Eu tenho certeza que será perfeito. Porque você é perfeito, Alexander. - Após falar eu acabei com o pouco espaço que havia entre nós e colei nossos lábios de forma doce e apaixonada.

 E nossa... Foi o melhor beijo de toda minha vida!!! Eu nunca havia me sentido daquele jeito com ninguém. Meu coração parecia que iria explodir. Nossas línguas dançavam em uma perfeita sintonia, como se nós tivessem feito aquilo a vida inteira juntos. Eu podia sentir toda emoção que Alec estava sentindo. Estava claro, nós compartilhavamos as mesmas sensações e os mesmos sentimentos. Nós estavamos completamente inebriado e quando nos afastamos, o fizemos bem lentamente. 

 Depois do nosso beijo, os nossos olhos brilharam intensamente ao se encontrarem. Pra mim não havia mais nenhuma dúvida...

Eu agora acreditava no amor, no amor que eu sentia por Alexander Lightwood. 

Eu descobrir que havia quebrado a promessa que fiz a Alec, a promessa de não me apaixonar por ele. 

Mas não havia mais como negar, então simplismente coloquei meu coração nas mãos dele ao dizer...

-Alexander, EU AMO VOCÊ! ♡




                               

                                      Continua...


Notas Finais


Posterei o próximo capítulo até domingo.

Desculpe se passou algum erro.

Obrigada e beijos ♥♥♥♥♥♥♥


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