História Soulmates (JJk PJm - ABO) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá meus amores💜

Mais um capitulo💜💜

Eu reescrevi ele umas quatro vezes ;-;

Tô sem o que falarkk

Bom capitulo💜

Capítulo 2 - Nova dimensão


Fanfic / Fanfiction Soulmates (JJk PJm - ABO) - Capítulo 2 - Nova dimensão

 

Eu queria que você me (me) amasse (amasse)

Como amou ontem, não solte minha mão nunca mais

E toda vez que meu coração (coração) bater (bater)

Mova seus pés no mesmo ritmo, pra que você nunca mais se perca

 

Eu sinto o destino em você, você, você, você, você
Sinto o destino em mim, mim, mim, mim

 

Quando você ouvir meu batimento cardíaco, querida

Você me dá uma nova vida, você me faz nascer de novo

Eu sinto seu batimento cardíaco longe

Eu tô perdendo a cabeça, eu tô buscando meu brilho

 

 

 

 

 

 

 

  Em 2050 uma guerra foi, enfim, iniciada, uma guerra violenta entre Rússia, Estados Unidos e Coréia do Norte. O armamento era pesado e países muito próximos da batalha também foram atingidos. Os Estados Unidos nem cogitaram em proteger a Coréia do Sul, que um ano mais tarde virou uma terra devastada.


  Agora, um século e meio depois, as Coréias eram apenas uma, controladas pelo governo dos Estados Unidos. A tecnologia que achamos ser de outro mundo, agora foi criada pelos coreanos, que são donos da maior empresa de tecnologia do mundo, além de um laboratório ultra moderno, onde, atualmente, um portal ultra dimensional está sendo criado.


  O motivo de estarem criando um portal para outra dimensão é uma pessoa, um cientista famoso que constantemente sonha com o que suspeitam ser outro universo, outro planeta talvez.



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  De banho tomado, dentes escovados e desjejum feito, eu, Kim Mok, me sentei em uma das cinco cadeiras daquela enorme sala do Laboratório. Uma sala com tanto branco que me dava dor nas vistas.


  Talvez esteja pensando que sou um cientista, mas não sou, na verdade estou bem longe disso, sou uma cobaia. Cobaias humanas ainda não são permitidas perante a lei, mas os Estados Unidos parece não ligar para a lei quando sabe que pode fazer coisas ilícitas podendo sair ileso, porque, claro, se algum dia descobrirem que aqui no ILC (Instituto Laboratorial da Coréia) usam cobaias humanas e ainda por cima vivas, é só dizer que foram os cientistas que fizeram escondidos e então todos acreditariam, e, caso alguém não acreditasse, era só dar um brinde verde que nada mais seria discutido.


  Afinal, quem lutaria contra a maior potência mundial?


  De qualquer maneira, não me importo em estar sendo usado como cobaia, eu perdi tudo, só me sobrou eu mesmo, e isso não é o suficiente para quem precisa de reconforto. Os funcionários não ajudam as cobaias, elas foram escolhidas para serem cobaias principalmente por não temer a morte, já que não tem mais nada a perder. É sim algo horroroso, mas nenhuma cobaia, incluindo eu, parece ligar.


  Eu nem ao menos sou chamado pelo nome, na verdade, me chamam de G23, já que o meu número na chamada de entrada é 23 e G é a letra dada ao experimento ao qual fui designado a testar. Eu fui a 123° cobaia a entrar, e a vigésima terceira cobaia do experimento G.


  O experimento G é um portal ultra dimensional que tem dado muito trabalho ao cientistas, afinal, um portal ultra dimensional é algo quase impossível de ser feito - era considerado impossível até um tempo atrás, quando uma cobaia entrou pelo portal, viu um outro mundo por alguns segundos, saiu, mas logo houve uma pane nos sistemas e o portal começou a sugar tudo a sua volta como um buraco negro, desligaram o portal antes que alguém fosse totalmente sugado.


  Um dos cientistas não se segurou e teve o pé sugado, assim como a cobaia que foi puxada até o pescoço, quando o portal foi desligado, o pé do cientista foi decepado, assim como o corpo da cobaia. Apenas a cabeça da G22 ficou e ninguém nunca soube detalhes do que ela viu, já que a pane começou antes de ela poder dizer outra coisa que não tenha sido " Eu vi outro mundo, havia plantas que desconhecia, e seres tão únicos! Era ma-" e nada mais pode ser dito por conta do susto e sua morte súbita.


  A sujeira foi limpada e os testes recomeçaram como se nada tivesse acontecido. Após alguns ajustes no portal, eu fui chamado para testa-la. Não é que eu não tema a morte, eu apenas não vejo mais motivos para continuar existindo, já que viver é algo que não faço a muito tempo.


  - Já está aqui G23? - Um cientista responsável pelo projeto G, perguntou ao entrar na sala acompanhado de outros mais quatro cientistas.


  Abaixei a cabeça saudando todos. Ninguém mais me dirigiu a palavra e eu não falava nada, não poderia de qualquer maneira.
  Um longo tempo se passou e o portal foi aberto, logo, então, fui chamado para me levantar e entrar no mesmo. Caminhei lentamente até o círculo luminoso, vendo todos os presentes se afastarem do portal e se segurarem em algo fixo ao chão ou a parede.


  Olhar para aquele portal e pensar que poderia ter um mundo novo do outro lado pareceu fazer algo se remexer dentro de mim, depois de tantos anos pude sentir o meu coração batendo mais forte. Um arrepio passou pelo meu corpo e eu nem ao menos percebi quando meu braço se estendeu e as pontas de meus dedos tocaram a superfície que parecia tão mágica para mim. Uma euforia sem igual tomou conta do meu interior e eu caminhei para dentro do círculo sem hesitação.


  Pude sentir a grama fofa sob meus pés desnudos - já que não ganhamos calçados no laboratório, apenas um conjunto moletom branco. -, mas nem deu tempo de abrir os olhos, que fechei devido o brilho do portal. Uma tontura e dor fortíssima me obrigou a ajoelhar e apertar ainda mais as pálpebras umas contra as outras, levei minhas mãos até meus fios negros e apenas pedi para que aquela tontura e dor passassem. Mas elas não passaram, não deram nem um segundo de trégua e eu sentia que ia desmaiar, e assim foi feito.



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  O ar puro em meus pulmões me acalmava, mesmo que minha casa não fosse próxima da cidade, ainda sim eu sentia a drástica mudança no ar de alguns séculos atrás para o tempo atual. Agora, estando longe da cidade e de qualquer civilização que não seja as das *Ninfas Epigéias* - que, assim como muitas Ninfas vivem afastadas de outras espécies (com a exceção dos animais) para evitarem que maliciosos as perturbem. - eu poderia respirar com leveza.


  Sentia o ar circular em volta do meu corpo, sentia que se eu ficasse nas pontas dos dedos e respirasse fundo o vento forte poderia me levar para o paraíso da calmaria que procuro desde os primórdios de minha miserável existência. Mas não vale a pena me jogar desta montanha, demoraria a me curar e eu sentiria muita dor, uma dor agoniante, como da última vez que tive essa idéia estúpida.


  Estar no meio da floresta me lembrava da minha infância e adolescência, além de parte de minha vida adulta, não que eu seja... velho? De idade eu sou muito velho, mas minha aparência é a mesma de quando tinha meus 24 anos. Já vi mais coisas do que muitos vampiros por aí, conheço a história do meu país melhor do que historiadores formados. Eu pareço um ancião falando assim, não é?


  De qualquer maneira, sinto pelo ar a tempestade chegando e eu tenho de voltar para minha casa. Momo deve estar prestes a colocar veneno em minha comida por conta da demora de meu passeio.


  Andando entre a flora com todo o cuidado com a vegetação - Já que muitas Ninfas se disfarçam de plantas para se esconder de qualquer coisa que possa representar uma ameaça. -, pois se eu machucar uma Ninfa, Artemis vai me caçar até achar um jeito de me matar.


  Já próximo de casa uma luz forte se fez presente bem em minha frente. No susto, eu apenas cai de bunda no chão e encarei o círculo brilhoso que de formou com os olhos semi-serrados. Eu não fazia idéia do que aquilo era, durante toda minha longa existência eu nunca vi algo parecido. Meu coração batia dentro de meu peito como um tambor, o pavor percorrendo minhas veias. Mas tudo parou quando cinco pontos se marcaram na luz branca do círculo, e então uma mão, aos poucos alguém saiu de dentro do círculo e eu apenas enxergava seu contorno completamente espantado. Meu coração ainda batia de forma frenética, mas dessa vez era da mais pura euforia. Euforia esta que me assustava, já que não havia sentido eu estar a sentindo.


  Após poucos segundos a figura se ajoelhou e grunhiu, e então caiu no chão como um corpo morto. O círculo luminoso logo sumiu e eu pude ver com clareza as costas do ser que apareceu de forma tão inexplicável. Seu corpo parecia ser igual ao meu, um corpo humano, com pele mais morena e fios escuros como a noite.


  Poderia estar ficando louco, ou talvez teria voltado a ser um suicida, mas eu me aproximei do corpo desacordado de forma vagarosa e percebi a respiração lenta, ao menos estava vivo. Fui até a lateral do corpo e virei o que parecia ser um homem, deixando ele de barriga para cima e me dando a chance de ver seu rosto.


  De primeira, assim que afastei as madeixas negras eu fiquei admirado com tamanha beleza, mas aquele rosto, não era a primeira vez que o via, mas a última vez que vi foi a tanto tempo que eu nem podia acreditar que eu realmente lembrava do rosto correto, mas a essência que sentia vindo de sua alma não me enganava, não havia dúvidas.


  Lembro de estar ao lado de um caixão, dizendo que o encontraria novamente, mas pelo visto foi ele que em encontrou.


  Apenas me permiti chorar ainda descrente do homem que estava a minha frente.



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  Com a cabeça latejando abri lentamente os olhos, vendo um teto de madeira com a luz desligada. Virei a cabeça para a direita, onde encontrei um abajur ligado, ele era a única fonte de luz do cômodo, já que, pelo o que vi pela janela, já era noite.  Me perguntava a todo momento onde estava e em como vim para em seja lá onde eu esteja. Me sentei no que confirmei ser uma cama quando pude ve-la. Ainda estava confuso, tão atordoado que quando um homem baixo entrou no quarto eu apenas lhe mirei com um olhar perdido, já que de fato eu estava completamente perdido.


  - Já acordou? - O homem de cabelos brancos perguntou, parecendo levemente surpreso. - Pensei que dormiria até de manhã, mas já que acordou, que tal ir tomar um banho e comer? - O que? Eu ao menos o conheço?


  - Desculpe, eu te conheço? - Vi seu semblante sorridente mudar para um triste rapidamente após minha fala. Eu deveria conhece-lo?


  - Não, não conhece. Desculpe, estava empolgado com... sua visita? - Parecia meio incerto com o termo proferido. - Sou Park Jimin, dono da casa. Você deve estar confuso por acordar aqui, então já vou deixar claro que não te sequestrei e não te  toquei mais do que o necessário para te trazer para minha casa. Te encontrei desacordado próximo a um lago perto daqui. Você saiu de dentro de um círculo brilhante e desmaiou. - Fiquei um tempo quieto tentando raciocinar toda a fala de Jimin, tentando também me lembrar de onde vim e quem sou, até que em um estalo eu me lembrei de tudo, mas estranhamente não de meu nome.


  - Por quanto tempo fiquei desacordado e e onde estou?! - Perguntei desesperado. E se eu não conseguisse voltar para o laboratório? Será que era muito longe daqui? Onde era "aqui"?


  - Ei, calma. - O olhei indignado, como assim "calma"? Eu tô quase surtando seu- Você dormiu por umas três horas, são oito da noite, e você está em Busan, na Coréia do Sul. - Busan?! O portal me trouxe para outro Estado?!!


  - O que?! Mas eu estava em Seul antes de cruzar o portal!


  - Portal? Então era isso que aquele círculo era? Que legal! Esse é o seu poder?! Abrir portais?! - ...Poder? Acho que esse Jimin é louco.


  - Poder?


  - Sim ué, ou você construiu aquele portal? Seria ainda mais surpreendente! - Foi se aproximando da cama em que estava e se sentou a uma distância que julguei segura. - O que você é? Um bruxo? Licantropo? Vampiro? Eu sou bom em identificar as raças, mas não consigo identificar a sua, nem ao menos sinto o cheiro de magia em você, o que é muito estranho levando em conta que todo os seres tem. - Tá, agora tenho certeza de que ele é lelé da cuca.


  - O que? Eu sou humano! Da onde você tirou essa idéia de magia e seres sobrenaturais? - Confesso estar começando a ficar assustado.


  - Huma... no? Humano?! Você não é daqui! Aquilo era um portal ultra dimensional?! - Jimin, se levantou da cama completamente espantado.


  - Daqui? Daqui onde?! Você está me assustando!


  - Kósmo, O planeta dos sobrenaturais. É onde você está, em Kósmo. - Eu não consigo acreditar que o portal funcionou.


  - Eu estou mesmo em outra dimensão?


  - Se você veio da Terra da dimensão Polémeu, então sim, você está em outra dimensão. - Disse em uma seriedade que foi impossível pensar que era uma pegadinha.


  - Está brincando? - Ele negou. - Prove!


  Ele apenas piscou e seus olhos antes escuros se tornaram um dourado tão brilhante quanto o Sol. Eu apenas pude ficar surpreso, não havia palavras que pudessem expressar meu espanto.


  - Estou alucinando. - Murmurei após longos segundos silenciosos.


  - AH! - Gritou irritado. - O que tenho que fazer para acreditar em mim?! Você pode até ter vindo de um mundo onde a sociedade acredita que a magia apenas faz partes de histórias irreais, mas aqui, no meu planeta, a magia é mais real do que o ar que eu e você respiramos! - Pareceu se assustar e logo suspirou. - Sinto muito, seu ceticismo me tirou do sério, estou sensível hoje. - Se desculpou acanhado.


  - Tudo bem, é que isso parece muito inacreditável.


  - Imagino que sim.


  Um silêncio torturante se instalou no cômodo.


  - Então... - O Park resolveu puxar assunto. - Qual seu nome? - Nome? Meu nome?... Qual é o meu nome?


  - Eu... Eu não me lembro... - Me perdi em devaneios olhando para um ponto aleatório do quarto.


  - Não sabe nada de si mesmo?


  - Sei que tenho 23 anos e que vivo em um laboratório, além também da minha infância, mas nada além. - Ele parecia tão confuso quanto eu, ele com certeza não faz idéia do porque do meu esquecimento então não tem a resposta para minha pergunta.


  - Posso te dar um nome então! Apenas sugestões, você escolhe o que achar melhor! - Seu semblante voltou a ser alegre como o de uma criança. Apenas dei de ombros. - Você me lembra alguém importante para mim, alguém muito especial.


  - E qual é o nome?





















 



  - Jeon Jungkook.
 


Notas Finais


Desculpe por qualquer erro, eu não revisei :)

Espero que tenham gostado meus amores💜💜💜

Até depois💜💜💜💜💜💜


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