História Soulmates; Vmin - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Almas Gêmeas, Bangtan Boys (BTS), Jimin, Soulmates, Taehyung, Vmin
Visualizações 58
Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha só quem voltou! Tô tentando dar meu máximo pra não deixar tanto tempo sem capítulo, mas a escola tá sugando minha alma inteira. Então se tiver atrasos, me desculpem, okay?! Prometo tentar me organizar.

Boa leitura. 🦋🌿

Capítulo 15 - 12: Ajudo um amigo.


Fanfic / Fanfiction Soulmates; Vmin - Capítulo 15 - 12: Ajudo um amigo.

O "encontro" havia sido legal. Eu e Jimin havíamos conversado bastante... Ele é um cara legal. Combinamos de sempre nos falarmos, talvez a gente acabe virando amigo, ou quem sabe até algo a mais.

— Entro em meu apartamento, me esticando após trancar a porta. Eu estava cansado, havia tido um dia longo; Trabalho, encontro... Eu estava destruído. — Definitivamente preciso ir pra cama. — Suspiro cansado, tirando meus tênis e os apanhando em seguida. — Amanhã é mais um longo dia de trabalho... — Resmungo de forma preguiçosa, cambaleando até meu quarto.

O trabalho era legal, pagava bem e tudo mais, mas era extremamente cansativo... Muitas vezes, eu precisava fazer mais de uma função no mesmo turno, é cansativo para mim. Mas pelo menos eu fiz amigos lá. O Jisung é um deles, o garoto me ajuda demais lá no emprego.

— Sinto meu celular vibrar no bolso de minha calça, o retirando após entrar em meu quarto. — Jisung? Um hora dessas?! — Pergunto surpreso ao ver a ligação do mais novo. — Jisung? Tá tudo bem? — Pergunto após me sentar na cama, bagunçando meus cabelos. — T-Tae? — A voz de Jisung estava embargada e trêmula.

Ele estava chorando?!

— Jisung?! Sou eu! Tá tudo bem? — Havia preocupação em minha voz. — Meu pai... Ele viu a minha marca... — Ele diz em meio à soluços. — O que ele fez? Que marca, Jisung?! — Pergunto, franzindo meu cenho. — Almas gêmeas, Tae... — Ele fala baixinho. — Ele viu a mim e ao Chenle... Ele sabe de nossas marcas. — Sinto meu coração apertar, me levantando rapidamente em seguida. Esse assunto de novo? Se... O Jisung descobriu quem era a pessoa "ligada" à ele, vai ser em questão de tempo para que eu também descubra.

E isso me assustava. Eu nem sequer acreditava em tudo isso.

— Jisung... O que ele fez com você? — Pergunto, andando em voltas pelo quarto. — Ele me bateu... Ele me bateu, Tae! Ele me bateu só porque a minha alma gêmea é um garoto! Eu não quero mais ficar aqui... Me tira daqui por favor. — Ele estava quase chorando e... Bom, eu também quase estava. Eu sabia bem o que era passar por isso. Meu pai me bateu quando descobriu meu namoro com o Yukhei. Aquilo foi a gota d'água para que eu sumisse junto a minha mãe que já estava doente.

— Fica calmo, okay?! Eu tô aqui com você, tá tudo bem! — Falo de forma reconfortante, colocando um casaco. — Quer que eu vá buscar você? Eu lutei boxe por alguns meses... Se for preciso, eu bato no seu pai pra te salvar. — Digo em tom de brincadeira, ouvindo o mais novo rir. O Jisung era praticamente como um irmão para mim, desde que eu me mudei, ele sempre foi um garoto incrível comigo e com minha mãe, eu não estava acreditando no que o pai dele havia feito com ele. Qual o problema em gostar de garotos?!

— Ele saiu de casa... Ele estava alterado quando chegou... Ele devia estar bêbado ou... Eu não sei... — Ele diz de forma baixa como se estivesse se escondendo de algo. — Arruma suas coisas. Pega roupas, tênis, seu uniforme escolar... Pega tudo de necessário que você conseguir colocar em uma mochila e em uma bolsa de mão. — Você vai ficar comigo até que as coisas se resolvam, eu não vou deixar você sozinho com o seu pai.

— Obrigado... Obrigado! — Ele diz e eu logo noto uma certa animação em sua voz. — Eu vou arrumar tudo bem rápido! Eu prometo! — Ele fala e eu logo ouço barulho de portas abrindo. Ele realmente iria arrumar rápido. — Não precisa agradecer, Sung... Amigos são para essas coisas. — Digo sorrindo, já saindo de meu quarto. — Agora vai lá, eu preciso desligar aqui... Tô indo com um táxi te buscar! — Digo e logo desligo após Jisung se despedir.

— Okay... — Olho para o meu pequeno apartamento, coçando minha nuca em seguida. — Tem espaço o suficiente para duas pessoas aqui... Então tá tudo bem. — Pego minhas chaves que estavam na mesa de centro, correndo em direção a porta, atravessando-a de forma rápida.

Eu precisava ir rápido, um amigo precisava de mim. Eu precisava garantir de que o pai dele ainda estivesse longe quando eu chegasse para buscá-lo.

[. . .]

Bato na porta, vendo a mesma se abrir em questões de segundos e logo quase sou derrubado por Jisung que me envolvia em um forte abraço. Mesmo sendo mais novo do que eu, ele era praticamente do meu tamanho e, consequentemente era tão forte quanto eu.

— Ei ei! — Riu baixinho, retribuindo o abraço com a mesma intensidade. — Tá tudo bem agora... Eu tô aqui com você. — Digo ao separar o abraço, bagunçando os fios castanhos do mesmo. — Agora vem! Temos que ir! — Falo e o garoto logo pega as "malas". — Tá tudo aqui. — Ele me olha, me entregando uma sacola extra. — São... Jogos e o meu console... — Ele ri de forma tímida. — Prometo que a gente vai jogar bastante. — Digo sorrindo, o abraçando pelos ombros. — Agora vamos... O táxi nos espera lá embaixo. — Falo, o empurrando em direção ao elevador.

[. . .]

— Estamos em casa. — Digo ao abrir a porta, colocando as coisas do mesmo no sofá. — Quer me contar realmente o que aconteceu lá? — Pergunto, me sentando no braço do sofá. — Bom... — Jisung se senta na poltrona, encolhendo os ombros. — O Chenle... É um garoto da minha escola... Na aula de química, a gente tava fazendo um experimento. — O mesmo fala, tocando seus joelhos. — Ele derrubou um pouco do líquido na mão dele... Eu senti o queimor, Tae. — Ele diz me olhando.

Toda essa história me parecia loucura, mas eu também tinha uma marca, então talvez isso não fosse tão louco assim.

— Apareceu essa marca na minha mão. — Ele me mostra a mão, apontando para o pequeno pássaro que estava ali. — Antes que você pense que eu só "me apaixonei" depois que essa marca surgiu, eu já gostava do Chenle... A aparição da marca, só aumentou. — Ele me olha e eu encolho meus ombros. — Eu não falei nada. — Falo um pouco baixo. — Mas iria falar, eu sei. — Ele suspira, dando de ombros.

— É que... Eu não acredito muito nessas coisas... Eu já me machuquei bastante no passado por conta dessas tais marcas. — Suspiro, cruzando meus braços. — Você... Quer contar sobre? — Jisung me pergunta, encostando na poltrona. — Bom... Eu namorava antes. — Limpo minha garganta. — Eu sou bissexual e tinha um relacionamento com um garoto... O nome dele era Yukhei. — Falo, com um sorriso sem humor em meus lábios. — Tínhamos um relacionamento legal... Minha mãe apoiava nós dois, mas o meu pai não sabia da existência desse relacionamento.

Falar sobre isso novamente, era uma coisa difícil para mim, passei anos com tudo aquilo preso na garganta, mas talvez, agora seja a hora de desabafar um pouco.

— Ele era preconceituoso, não era? — Jisung me pergunta como se já soubesse aonde essa história iria chegar. — Era, era sim. Mas... Eu não tinha medo, na verdade nós não tínhamos... Estávamos sempre juntos e conseguíamos fingir que éramos apenas amigos na frente do meu pai. — Jisung prestava atenção em cada palavra que eu dizia, ele realmente estava curioso em saber o desfecho dessa história.

— O que aconteceu depois, Tae? — Ele me olha, havia curiosidade em seu olhar. — Aí... Meu pai descobriu. — Suspiro, olhando para minhas mãos. — Ele me bateu no dia, bateu no Yukhei e bateu na minha mãe por ela ter nos defendido. — Falo baixo. — Ele estava completamente bêbado e apenas nos bateu sem pensar duas vezes. — Brinco com meus dedos, balançando minha cabeça para o lado. — Daí... Poucos dias depois, o Yukhei me apareceu com uma suposta marca em seu peito... Eram flores, um pequeno e doce buquê.

Minha voz vacilava um pouco, as lembranças daquele dia voltaram a aparecer em minha mente, havia sido horrível.

— Então... Vocês terminaram? — Jisung tinha tristeza na voz. — É, eu terminei. — Falo baixo, respirando fundo em seguida. — Ele me veio com todo um papo de que deveria seguir o "destino" dele e que precisava encontrar sua alma gêmea. — Falo com certa mágoa em minha voz. — Então, desde que aquilo tudo aconteceu, eu nunca mais namorei ou sequer me relacionei com ninguém.

Jisung estava atento à tudo que eu falava, ele apenas prestava atenção.

— O que aconteceu depois? Você havia me dito que não morava aqui... — Bom... Meu pai nos ameaçava constantemente... Batia em minha mãe e tentava me bater. — Digo em um tom baixo. — Até que... Minha mãe adoeceu... Um tumor na cabeça pra ser mais exato. — Suspiro. — Tudo causado pelas agressões do meu pai. — Uau... — Jisung parecia surpreso. — Você é como um super herói... Você passou por tanta coisa e ainda tá de pé. — O mais novo fala, fazendo com que eu sorrisse.

Ouvir aquilo havia aquecido meu coração.

— Obrigado, Sung. — Sorrio fraco novamente, olhando para o garoto. — E agora eu estou aqui na capital... Minha mãe tá se tratando no hospital geral e por enquanto minha vida tá ganhando um rumo legal. — Balanço levemente minha cabeça, suspirando em seguida. — E eu espero que continue assim. — Vai ficar tudo bem, Tae... Sei que vai. — Jisung tentava me encorajar, sorrindo de forma tímida. — Você consegue, você é forte! — Ele fala de forma animada.

Mesmo já estando perto de seus 18 anos, Jisung ainda tinha uma alma de criança, mas uma criança com mãos grandes e voz grave.

Não deixo de rir, balançando levemente minha cabeça. — Obrigado pelo apoio. — Sorrio fraco, suspirando em seguida. — Acho melhor a gente ir dormir... São quase uma da manhã. — Falo baixo, olhando a hora em meu celular.

— Você tem razão... Eu tô morto de sono! — Jisung diz, levantando da poltrona em seguida. — E eu tenho aula amanhã. — O mais novo faz uma careta, me fazendo rir. — Você precisa descansar. — Me levanto, andando até o mesmo. — Vou te levar até o seu quarto, vem. — O empurro pelos ombros, seguindo até o quarto que o mesmo iria ficar. — O que gosta de comer? Tô pensando no que fazer pra o café da manhã...

Jisung realmente estava caindo de sono, ele bocejava à todo momento.

— Ahn?! — O mais novo pergunta após um bocejo. — Ah... Eu não tenho preferência, como qualquer coisa. — Entramos no quarto e logo acendo a luz. — Então farei panquecas, okay?! — Pergunto, o entregando um cobertor ao abrir o armário. — Tá bom, eu gosto de panquecas. — Ele diz com um pequeno sorriso nos lábios. — Tá bom, tá bom, então eu farei. — Falo, colocando minhas mãos no bolso. — Agora vai deitar, você tem que ir pra aula amanhã. — Digo, vendo Jisung se aconchegar na cama rapidamente.

Ele estava completamente empacotado, parecia uma criança no meio daquela coberta.

— Boa noite... — Bagunço o cabelo do mesmo, sorrindo fraco em seguida. — Agora eu vou pro meu quarto, qualquer coisa é só me chamar. — Falo enquanto ando em direção a porta. — Até amanhã. — Falo ao apagar a luz, ouvindo o mais novo se despedir de forma sonolenta. — Apenas ando em direção ao quarto, me esticando em seguida.

O dia havia sido cansativo. Primeiro foi o trabalho, depois eu saí com o Jimin e agora tô cuidando do Jisung. Meu dia foi uma completa correria e ele foi totalmente diferente do que eu imaginei que fosse. Mas... Acho melhor eu deixar essas coisas de lado por esse momento, amanhã é mais um dia e, bom, novamente será mais um dia longo e estressante na minha vida.




Notas Finais


Jisung encontrou sua alma gêmea e agora tem problemas com o pai e, bom... Esses probelmas ainda não se encerraram.

Fiquem ligados nos próximos capítulos e obrigada pelo apoio. 🦋


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