História Souls - Capítulo 5


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Jitzu, Michaeng, Monayeon, Namo, Sahyun, saida
Visualizações 50
Palavras 4.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, FemmeSlash, Fluffy, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Assim que saíram da garagem, as duas foram em direções opostas. Nayeon seguiu para sua casa e Momo foi até uma floricultura, pois acabou se lembrando de uma conversa entre o grupo de amigas, em que Nayeon contou que adorava rosas vermelhas, então resolveu dar uma olhada nos ramos, deixaria para comprá-lo quando fosse buscar a garota em casa. Rumou para casa sem rodeios e assim que chegou tratou de se arrumar. Quando estava perto de acabar, ouviu o baralho do identificador de mensagens do celular.

Sana: Arrumei companhias ótimas!

Momo: Bem, eu tenho um pouco de medo quando você fala “ótima” porque você tem um gosto estranho.

Sana: Dessa vez são pessoas do bem. Ah, e qual a calcinha que está usando? 

Momo: Por que quer saber qual a minha calcinha?

Sana: Pra saber se a Nay vai gostar, ué. Pra quê mais seria?

Momo: Mulher se situe pelo bem de Jesus kkkkkkk, vou terminar de me arrumar. Hoje quero avançar um passo com a Nayeon. Depois falo com você.

Sana: Mas já avançou, se avançar mais a cama vos espera.

Momo: Você é idiota.  Eu vou acabar me atrasando.

Sana: Tá, tá.

Momo bloqueou a tela do aparelho e voltou sua atenção a maquiagem.

[...]

- Yah! – Nayeon bufou ao retirar o quarto conjunto de roupa de seu corpo.

Estava nervosa com esse “encontro” com a japonesa e para ela nada ficava bom em seu corpo. Ela já não era tão rápida ao se arrumar e o nervosismo só a fazia piorar. Jeongyeon entrou no quarto se deliciando do sorvete que havia colocado para si.

- Ainda? É apenas um encontro. – A mais nova revirou os olhos.

- Não é só um encontro. – Im riu frustrada.

- Mulher coloque uma roupa que não chame muita atenção, mas que mostre o que você quer – Se sentou na cama.

- E o que eu quero? – Nayeon indagou.

- Nayeon só se veste, por favor. Vai adiantar tudo se você fizer isso.

- Ah calma, eu quero ficar bonita para ela. – A mais velha caminhou novamente para o closet, escolhendo outro conjunto.

- Se você for com pijama, aposto que ela vai ficar ainda mais apaixonada em tu.

- Pabo! – Nayeon empurrou fraco o braço da amiga, que apenas riu.

- Acho que vou ligar pra Momo cancelando a saída, pelo que vejo você nunca irá se arrumar. – Jeongyeon abriu um sorrisinho sugestivo.

- Aish! Você é chata!

- Eu sei, agora será que dá para a senhora se vestir? – Yoo concentrou sua visão ao primeiro vestido que Nayeon havia provado quando começaram a escolher.

- Eu sei que sou linda e muito gostosa por sinal, mas uma roupa errada estraga tudo – Falou analisando a peça em mãos.

Jeongyeon às vezes não tinha muita paciência com a amiga com essas coisas de roupas, porque a outra coreana sempre ficava tentando encontrar a roupa perfeita, sendo que todas ficaram boas e no final Nayeon escolhia a primeira peça.

- Só colaca a roupa. Vou começar a te maquiar – Disse por fim.

A mais velha apenas resmungou algo antes de se vestir.

 -Tá ótimo, vamos logo passar a maquiagem – Jeongyeon falou apressadamente da cama.

- Espera! Você acha que ela vai gostar de como eu estou?

- Caramba, eu não vou responder. Senta na merda da cadeira! – ordenou.

- Yah! – Nayeon reclamou se sentando na cadeira.

Jeongyeon passava o pincel delicadamente pelo rosto da mais velha, que batia repentinas vezes o pé contra o chão.

- Já estou terminando.

- Ok. Você vai ficar aqui mesmo sem fazer nada?

- Vou, não estou muito no clima não. Sana até me chamou, mas eu não quis então ela disse que eu era careta e precisava transar. – Deu de ombro.

- Mas é, você  praticamente só vai do trabalho pra casa da casa para o trabalho.

- Não aparece nenhuma mulher interessante na minha vida, e sair com vocês é pedir pra ficar triste – Riu.

- Como você quer achar alguém se nem sai para os lugares, e por que ficaria triste saindo conosco?

- Vocês estão de casal, todas as oitos.

O barulho do celular de Nayeon tirou a atenção das duas.

- Momo já está perto – A mais velha avisou olhando a tela do aparelho.

- Já acabei. Passe um perfume doce, Momo gosta. – Jeongyeon disse guardando o que tinha usado da maquiagem. Fizera algo simples, leve que não chamasse muita atenção.

- Tá certo. – Virou-se para pegar o frasco de perfume. Jeongyeon soltou uma risada nasal. – O que foi?

- É bom ver você assim novamente.

- Assim? Assim como? – Franziu o cenho.

- Feliz! Desde aquele cara, você nunca mais ficou assim por ninguém, quer dizer, você nunca ficou assim por ninguém até chegar a Momo. – A loira explicou.

 - Acho que eu também sinto isso, mas não quero criar expectativas e me decepcionar mais ainda com alguém. – Suspirou pesadamente.

- Óbvio que não! Durante esse tempo de amizade que nós temos com a Momo, essa é a primeira vez que eu a vejo chamando alguém para um encontro. Se tiver dúvidas pode perguntar a Sana ou a Mina.

- Mas ela já namorou, a mesma me disse. – Nayeon disse confusa.

- Mas ela disse que amava ou gostava de verdade? – Jeongyeon perguntou convencida.

- Não...

- Então, vai lá, tu mesma disse que se sente bem perto dela. O que custa tentar? – Jeong perguntou e se retirou, deixando uma Nayeon pensativa no local.

Não estava cem por cento confiante em entrar em um novo relacionamento, principalmente, depois do que houvera em seu primeiro e único relacionamento sério. Balançou a cabeça e voltou sua atenção a sua imagem refletida no espelho. 

- Ei – Jeongyeon apareceu na brecha da portar – Momo chegou!

Nayeon balançou a cabeça e pegou sua bolsa de mão. Olhou-se pela última vez no espelho e saiu do quarto. 

  - Por favor, atitude! – A mais nova sorriu.

- Ahn?

- Nada não, só vá. – Jeongyeon empurrou a amiga em direção à porta.

- Não bagunce a minha casa! – Foi à única coisa que Nayeon pôde falar antes da loira fechar sua porta.

Nayeon sentiu ansiedade em ver a japonesa, e tratou logo de ir em direção ao elevador. Assim que chegou a portaria, fitou o carro preto de Momo parado próximo a entrada. Seu coração começou a bater mais rápido, como sempre acontecia quando encontrava ou sentia o contato da mais nova. Saiu de seus devaneios ao sentir mãos macias e um tanto quanto frias tocarem em seu ombro desnudo.

- Está linda! – Foi o suficiente para Nayeon ficar vermelha, fazendo com que Momo achasse a atitude fofa. – Ah! Lembrei-me que gosta de flores – Falou entregando-lhe o buquê.

- Igualmente! Obrigada! Vejo que presta atenção em detalhes  – Sorriu sem graça.

- Como não lembraria? – A japonesa perguntou a brindo a porta do passageiro, para que a coreana entrasse.

Assim que Momo se posicionou em seu banco, ela virou o corpo um pouco para trás, fazendo sua blusa subir um pouco, revelando seu obdomem. Nayeon percorreu o olhar da perna até o local desnudo de sua barriga, percebendo que mesmo a japonesa comendo bastante, ainda tinha um corpo definido. Já olhara varias vezes as coxas da mais nova, quando a última ia trabalhar de vestido, se sentia pervertida na maioria das vezes, por se dispersar do trabalho e ficar concentrada no corpo da japonesa, mas o que podia fazer? Tinha até a impressão que Momo queria provocá-la.

- Er – A castanha quebrou o silêncio – Eu fiquei bem feliz que você aceitou sair comigo, isso é bom para nos conhecermos melhor, já que ultimamente só nos encontramos no trabalho e mal temos tempo para conversar. – A japonesa ruborizou enquanto falava, algo que não foi despercebido pela coreana. – Então essa noite eu quero que você foque apenas em nós duas, ok? – Momo falou dessa vez com uma voz mais firme.

- Tudo certo. – Nayeon sorriu.

E assim foram rumo ao local marcado.

[...]

- Onde vocês estão pelo amor de Deus? – Sana perguntava impaciente no telefone. 

- Calma criatura. Estou estacionando o carro! – Mina respondeu rapidamente.

- Demorando demais.

- Se você ficar calada talvez eu possa fazer uma baliza mais rápida. – Mina retrucou. Chaeyoung apenas ria da pequena interação das amigas. Mesmo ao telefone ainda se alfinetavam.

- Pabo – Resmungou a japonesa mais velha, desligando a ligação.

Não demorou muito para as duas amigas avistarem Sana sozinha em uma das mesas.

 - Ah glória! Já estava indo embora. – Sana se pronunciou.

- Por que não disse antes? Eu teria demorado mais um pouco. – Myoui disse divertida.

Sana riu sarcasticamente – Idiota. Chaeyoung como você aguenta esse porre? Eu convivo com ela desde criança e digo a você que me seguro para não estrangular ela, parabéns pela coragem, porque noção não tem. – Riu.

- Na verdade eu me pergunto como vocês três se aguentam. – A mais nova riu.

- Muito tempo de convivência, aí a pessoa acaba aceitando a chatice da outra, apesar de que muitas vezes eu tenho vontade de matar ela e a Momo. – Mina puxou uma cadeira ao lado da outra japonesa. Chaeyoung fez o mesmo, ficando ao lado da japonesa mais nova.

- Sim... Vamos fazer o que aqui? – A mais nova puxou o cardápio.

- Acho que beber, só estava no aguardo das princesas – Sana debochou.

- Eu quero apenas um suco – Disse Mina, ignorando o comentário da japonesa.

- Lá vem à sem graça – Revirou os olhos – Peça algo mais animador – Sana deu uma piscadela para a amiga.

- Concordo com a Mina, é melhor começar com algo mais leve – Chae disse olhando para o cardápio.

- Aish! Duas caretas! Jeongyeon me abandonou. – Minatozaki choramingou.

- Por que ela não veio? – Myoui perguntou.

- Com o encontro da Nayeon e da Momo, ela resolveu ficar na cada da Nay. – Chaeyoung respondeu. – O porquê, eu não sei.

- Não, não vamos falar dessas enroladas. – Mina protestou.

- Momo também fica falando dela o tempo todo para você é? – Sana perguntou divertida.

- Sim, e o pior é que sempre é a mesma coisa. São duas complicadas. – A japonesa mais nova riu.

- Olha quem fala... – Falou Chaeyoung, sem tirar os olhos do cardápio.

- Iiiiih! Quando foi que você ficou tão ousadinha, guinominho? – Sana zombou.

- Não entendi. – Myoui coçou a nuca.

-Esquece – A mais baixa negou com a cabeça.

- Vamos animar isso aqui? Vou pedir as bebidas – Sana disse levantando-se e indo em direção ao bar.

- É sério, me explica – Mina pediu manhosamente.

- Não, eu já expliquei demais, não é possível que você não vá entender.

- Desculpa estragar o clima, mas eu me esqueci de perguntar o sabor do suco. – Sana voltou rapidamente até a mesa.

 - Laranja – As duas falaram em uníssono e Sana assentiu voltando até o bar.

- Ah se elas acham que não vão beber pelo menos uma coisinha. – Sana riu sarcasticamente.

- Boa noite! – A mulher do outro lado do balcão sorriu ao ver a japonesa se aproximando.

- Boa noite! – Devolveu o sorriso.

- Então... O que vai querer hoje?

- Pra mim o de sempre, e você faz mais duas batidas com suco de laranja. Por favor não coloca muito álcool nessas duas. – A japonesa pediu – E quando for levar, só diga que é suco, pelo amor de Deus, Somin.

- Ok! Já levo lá – Somin piscou para a japonesa e começou a fazer seu trabalho.

Sana sorriu e se juntou novamente as amigas.

[...]

- Unnie... Por que você não me deixou te buscar?

- Porque sou sua unnie – Falou carinhosamente.

- Mas mesmo assim, quem te convidou foi eu.

- Tzu deixe de besteira. – Jihyo estava mais nervosa que o normal.

- Omo... – A mais nova resmungou para si mesma.

O caminho para o local marcado fora totalmente preenchido por risadas partidas de ambas. Elas sempre arrumavam um jeito de aproveitar bastante os momentos que tinham fora da empresa, e até mesmo sozinhas, pois sempre as meninas faziam piadas e constrangiam as duas.

- Omo! Você vai cair, Tzu – Jihyo disse, pegando na mão da mais nova para lhe ajudar com o equilíbrio.

- Tudo bem, unnie. Já consegui me equilibrar, obrigada – Sorriu sem graça.

- Deixe-me calçar os meus patins. – Jihyo se sentou em um dos bancos fora da pista.

A mais alta observou atentamente os movimentos de Jihyo. A noite estava fria e o local que se encontravam obrigavam as pessoas a se agasalharem. A coreana usava um sobretudo de cor branca e nas mãos haviam luvas da mesma cor, já  Taiwanesa usava um simples casaco preto, pois gostava um pouco da sensação do frio. Os fios da mais velha balançavam conforme o vento batia no mesmo, a expressão calma que tinha em seu rosto, fazia o coração de Tzuyu bater mais rápido e de forma descompassada.

- Por que está sem luvas? Suas mãos vão congelar! – A Park segurou uma das mão da mais nova.

- Eu estou bem, gosto um pouco do frio – Sorriu carinhosamente. Aproveitando que a mão de Jihyo estava pegando na sua, entrelaçou os dedos nos da mais velha e a puxou para a pista. – Vamos!

[...]

  - Mais forte, Dahyun! – Jeongyeon ordenou.

- Calma, tá apertado! – Falou colocando mais força.

- Aí, vai! – A mais velha gritou.

- Espera.

- Meu Deus, só quero beber um vinhozinho. – Suspirou a mais velha.

- Pronto! Eu suei mais abrindo uma garrafa de vinho do que correndo. – A Kim riu. – Vai dormir aqui, huh?

- Vou, cansei da minha casa. – Jeongyeon pegou duas taças, enchendo a mesma com o liquido da garrafa.

Dahyun riu. – Eu vou tomar uma ducha. – Não beba a garrafa toda, me espere! – Disse bebendo o vinho que havia em sua taça.

Jeongyeon resmungou e colocou  a rolha na boca da garrafa novamente.

Yoo caminhou até o sofá e pegou o controle, ligando a televisão a zapeando os canais até chegar a algum que lhe despertasse interesse.

- Mina e Chae saíram foi? – Dahyun voltou depois de um tempo com uma toalha secando os fios do cabelo.

- Sim, e Sana foi com elas, ela até me chamou para não ficar sobrando, mas eu não estou muito a fim de sair não. – Deu de ombros. – Olha só se for pra ficar com essa cara de bunda toda vez que alguém falar da Sana ou quando ela estiver todo mundo junto, é melhor tu nem conviver mais com a gente ou até mesmo morrer. Porque ela é nossa amiga e uma pessoa, querendo ou não, publica.

Dahyun bufa indo até o balcão e pegando novamente as duas taças e a garrafa de vinho. – Não quero falar sobre isso – Senta-se ao lado da amiga.

- Você não é mais criança, não pode ignorar o que sente aí dentro. – Enche as duas taças.

- Ela se declarou pra mim hoje. – A mais nova falou, fazendo Jeongyeon se engasgar com o liquido.

 - Tudo bem, me pegou um pouco de surpresa!

- Por que?

- Porque eu achava que ela demoraria a soltar, porque ela já deixa na cara. E o que você respondeu?

- Obrigada.

Jeongyeon franziu o cenho – O que?

- Eu respondi “obrigada” – Deu de ombros.

- Você tem problemas? Por que você respondeu isso? – A mais velha perguntou incrédula.

- Eu fiquei nervosa, eu também não esperava isso. Fiquei sem ação – Explicou.

- Posso pegar a Sana? – Jeongyeon perguntou olhando atentamente para os olhos da amiga.

- Não! Que pergunta é essa?

- Só uns beijinhos, sem compromisso... – A mais alta continuou insistindo.

- Nem beijinho, nem nada! – Falou por fim.

- E por que você não faz?  - Perguntou para a mais nova. – Estou brincando, claro, mas... Ela está em uma boate e desimpedida, então nada impede ela terminar a noite na cama com alguma mulher.

- Vamos esquecer esse assunto? – Dahyun falou tentando não pensar nessa possibilidade.

- Ok, mas pense nisso. – Yoo falou bebendo uma boa quantidade do liquido que havia colocado.

- Meu telefone está tocando, espera aí – A Kim falou indo até o quarto de Nayeon.

[...]

- A última vez que eu vim aqui foi com a Sana e a gente só ver para ver as pessoas caindo - Momo falou tentando se equilibrar. – Mas nem ficar em pé direito eu sei.

- Tomara que você caia – Nayeon riu.

- A gente já faz meia hora que a gente está aqui, não é possível que eu caia justo agora.

Nayeon vendo que a japonesa estava concentrada em se equilibrar e a empurrou de leve contra uma das grades, o que ela não esperava era que Momo a puxasse. A mais nova encostou as costas na grade e em um movimento involuntário puxou a coreana para si fazendo com que ela parece centímetros de distancia de seu rosto. Nayeon alternou o olhar entre a boca e os olhos de Momo, a última tinha a boca entreaberta e ofegava. O clima foi quebrado assim que ouviram uma pancada contra a grade.

- Eu estou com fome. – A japonesa falou desgrudando da grade.

- Também, por aqui os restaurantes são bem legais. -  Nayeon disse indo em direção à saída da pista.

- Eu ainda não vim aqui para comer – A Hirai disse tirando os patins.

- Vai ser um prazer.

[...]

- Omo! Esse jokbal é um dos melhores que já comi! – Momo falou enquanto saboreava a comida

- Eu disse, venho aqui com a Jeongyeon ou a Jihyo.

- Anotado! Vou vim aqui sempre agora.

- Por que? Seu apartamento é um pouco longe. – Nayeon coçou a nuca.

- Pra te ver mais tempo e comer essa comida maravilhosa.

- Você me vê a semana toda, por mais de dez horas, e ainda quer ver mais?

- Sim! Gosto da sua companhia, então faria esse esforço.

- Eu fico com vergonha quando você fala essas coisas. – A coreana sentiu o rosto ficar quente e abaixou a cabeça. Momo sorriu com a ação. – Quero te mostrar um lugar.

- Huh? – A japonesa levantou a cabeça. – É aqui perto?

- Dae, são só duas quadras daqui. – A coreana respondeu calorosamente.

- Já estou terminando!

- Não precisa ter pressa. – Nayeon riu do jeito rápido que Momo colocou a comida na boca.

- Acontece que eu sou ansiosa. – A mais nova choramingou.

- Eu acho essa seu jeito muito fofo. – Im falou analisando o rosto da japonesa.

- Que jeito? – Indagou confusa.

- Você muda da água para o vinho! Uma hora tá séria e de repente está fofa, sexy e depois parece uma menina indefesa.  

- Me acha sexy? – A expressão de surpresa na cara da mais nova era perceptível.

- Sim, ainda mais quando usa algum vestido e principalmente aquele terninho. – Com certeza ela se arrependeria mais tarde por ter falado isso na cara dura.

- Que bom saber, vou usar mais vezes! – Falou convencida.

- Aish! Não, se você passar a fazer isso eu vou começar a ser uma inútil na empresa, por não conseguir prestar atenção no trabalho. – Nayeon se martirizou mentalmente por falar isso.

- Se for para você prestar atenção em mim, te garanto que não vai ser nenhum pouquinho inútil. – Riu.

- Se essa conversa continuar... A noite vai tomar um rumo totalmente diferente do que eu imaginava. – A mais velha encarou o semblante da Hirai.

- Você que está insinuando. E se ela for por mim tudo bem, na verdade, tudo ótimo – Momo já havia apoiado os cotovelos na mesa e inclinado o corpo um pouco mais para frente.

- Está querendo insinuar algo, Hirai? – Arqueou uma das sobrancelhas.

- Eu só estou continuando o que você começou, quem disse da noite tomar um rumo diferenciado, foi você. – Lançou-lhe um olhar sugestivo.

- Ok, se está tão interessada, posso dar sugestões. Que tal uma noite de jogos? – Nayeon disse, fazendo o semblante da japonesa mudar.

- Que tipo?

- Unnies? – Tzuyu e Jihyo apareceram cortando o clima que existia na mesa das amigas.

- Já estão aqui há muito tempo? – Jihyo se pronunciou.

- Na verdade sim, estávamos prestes a pagar, vou mostrar aquele lugar a ela. – Nayeon falou olhando atentamente para Momo.

- Ah, vi que vocês estava em uma conversa séria, não queríamos atrapalhar. – A maknae falou.

- Imagina, só estávamos falando sobre tipos de roupa. – Omitiu a japonesa.

- Até aqui vocês falam de trabalho!? – Jihyo perguntou.

- Não era bem sobre as roupas do trabalho... – Nayeon soltou uma risada nasal. – Acho melhor irmos. – Ela se levantou e abraçou as amigas, cochichando algo no ouvido de Jihyo.

- Ok, só vou pagar. – Momo levantou-se da cadeira e foi até o caixa.

Assim que saíram do estabelecimento, Nayeon não tardou a falar.

- Percebeu?

- O que? – A japonesa voltou seu olhar para a mulher ao seu lado.

- Elas estavam de mãos dadas. Será que se beijaram? – A coreana perguntou de forma animada.

- Bem, eu nem tinha ligado na hora, mas agora que você falou...

- Ninguém sabia que elas estariam aqui, com certeza deve ter rolado algo.

As duas mantinham uma conversa leve, e até um tanto tímida pelo fato da ousadia na hora do restaurante. Momo estava mais tranquila com o papo de antes.

- É aqui. – Nayeon falou subindo os últimos degraus da escada.

Momo subiu logo atrás.

- Eu e as meninas fizemos isso quando ainda estávamos no primeiro período da faculdade. – Explicou. – Desde então passou a ser um lugar bom para passar um tempo só. – A coreana falava enquanto analisava o local.

- É agradável. – A japonesa disse chegando um pouco mais perto da mulher.

Como era um lugar aberto ventava bastante. Uma brisa fria bateu contra o corpo de Nayeon a fazendo abraçar a si mesma.

- Omo! Você não está agasalhada. – Momo falou tirando o sobretudo de seu corpo e colocando-o nos ombros de Nayeon.

- Não precisa. – A mais velha falou tentando tirar o objeto de seu corpo.

- Por favor, eu não estou com tanto frio – A japonesa disse calmamente.

Nayeon não conseguiu mais negar e apenas vestiu a peça, inalando o perfume da mais nova.

- Por que você saiu de Seul? – Momo perguntou se apoiando na sacada.

- Foram por vários motivos, mas principalmente porque eu queria ficar um pouco sem o caos da cidade. – A coreana explicou.

- Entendo, também gosto de paz, mas faz tempo que eu não sinto essa sensação. – Suspirou – Quer dizer, às vezes quando eu durmo, tenho sonhos com uma pessoa que me trás essa paz, não sei como, mas faz.

A mais velha claramente ficou mexida com a declaração da japonesa.

- Eu não sei quem é. Sempre o rosto está embaçado e eu nunca ouço sua voz.

- Engraçado, eu me sinto em paz às vezes quando acordo, é difícil explicar.

- Seria errado se eu quisesse- Momo fora interrompida pelo toque estridente de seu telefone.

- Oi Mina? Não, ainda estou aqui com a Nayeon. Ah, tudo certo. Tchau.

- Dahyun vai levar a Sana lá para o meu apartamento e eu vou passar na casa da Mina para pegar a chave da casa da Sana.

- Elas fizeram as pazes? – A coreana indagou curiosa.

- Não, ela vai apenas levá-la para casa.

- Então é melhor irmos. – Nayeon disse caminhando em direção à escada.

- Sim. – Momo concordou.

Continuaram conversando. O olhar da coreana se alternava entre a calçada e a mão livre da japonesa. A mão da mesma estava um pouco mais branca que o normal por conta do frio, então Nayeon retirou uma das mãos do bolso do sobretudo e segurou a de Momo entrelaçando seus dedos e devolvendo ao bolso, agora, com as duas mãos juntas. O corpo da mais velha estremeceu e a sensação do primeiro contato com a japonesa voltou, assim quando a última começou a fazer um carinho com o polegar.

Ao entrarem no carro, foram obrigadas a quebrarem o contato.

- Chegamos! – Momo falou puxando o freio de mão. – Está entregue.

- Obrigada. – Sorriu. – Fazia tempo que eu não me sentia assim.

- Tipo como?

- Feliz! – Nayeon respondeu sem rodeios, fazendo com que o coração da japonesa saltitasse de seu peito. – Vou indo. Jeongyeon deve estar sozinha. – Falou tirando o cinto de segurança.

- Tudo bem. – Falou puxando Nayeon para um abraço. Não queriam quebrar o contato, porem mais uma vez o telefone da japonesa tocou; era Mina ligando para saber se ela já estava perto.

- Acho melhor você ir. – Nayeon disse saindo contragosto dos braços da garota.

- Dae, tchau Nayeoni. – Sorriu, vendo a coreana sair do carro e entrar no condomínio. Não tardou a arrancar com o carro até o apartamento da amiga. Estava feliz, acreditava que tinha avançado com a mais velha.


Notas Finais


No próximo capitulo terá muito saida!
Me desculpem pelos erros


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