1. Spirit Fanfics >
  2. Sounds >
  3. Capítulo IX

História Sounds - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Hey people! Cheguei com capítulo novo!
Eu confesso que esse capítulo me deu um certo trabalho, mas estamos aí em mais uma sexta-feira!

Falei no twitter que ia sair mais tarde, mas consegui liberar agora (porque a autora aqui virou a noite assistindo BBB e preocupada com um certo casal. Quem tá acompanhando?)

Mas espero que gostem! Fiz com muito carinho como sempre. Boa leitura!

*Desculpe a demora pra responder os comentários do último capítulo, andei com a cabeça bem longe esses dias
** Tô assustada com vocês desejando que o Scorpius adoeça pra Rose cuidar dele! Vocês gostam, né? kkkkk

Capítulo 10 - Capítulo IX


- Isso é uma confissão? Você tá admitindo?

Rose estava deitada sobre a cama encarando o teto enquanto Alice pairava sobre ela, feliz demais por Rose estar lidando com os próprios sentimentos.

- Graças a Merlin você tá admitindo! Não sabe como foi difícil chegar até aqui, vou te dizer… - suspirou - Você sempre afasta as emoções que são conflituosas pra você. Eu já tinha percebido, é claro, mas não achei que fosse tão...

- Alice! - Rose interrompeu a tagarelice da amiga - Eu só estou tentando entender o que está acontecendo aqui! - ela apontou para o próprio peito - Não admiti nada. O que eu disse - a ruiva se sentou, o cabelo despenteado - é que de repente eu comecei a ficar com ciúmes a cada vez que uma menina se aproxima do Scorpius! E eu não sei o que está acontecendo comigo! - Rose a encarou angustiada e voltou a se deitar. 

- Tem certeza que não sabe? - num instante Alice estava ao lado dela - Só tem um nome pra isso. 

- Alice… - Rose choramingou agarrando uma almofada - Ele é meu melhor amigo!

Eu não deveria estar sentindo essas coisas! Já trabalhei sentimentos de possessão com a minha terapeuta há alguns anos, mas isso...

- Isso não é possessão, minha cara Rose. Isso é…

- Não diga! - Rose a interrompeu, impedindo-a de dizer a palavra 

- Mas tá na cara há muito tempo, amiga. Na dos dois. Estampada como uma grande faixa reluzente! - a garota sorriu radiante. 

- Não! Nós somos tipo… irmãos! Melhores amigos desde o primeiro dia de aula em Hogwarts! É só isso!

- Rose… - Alice suspirou - Você já reparou como vocês dois agem quando estão juntos? É tão espontâneo, carinhoso… E tem o jeito que ele te olha, parecendo que faria qualquer coisa pra te ver feliz! E você fica tão feliz quando está perto dele também.

- Mesmo? - Rose a olhou assustada por trás da almofada. - Eu nunca percebi… as coisas entre nós… sempre foi tão natural...

- Exatamente! É tão espontâneo que você acaba achando que é coisa da amizade. - Alice explicou - Ou achava… Porque depois que você começou a sentir essas coisas, finalmente está percebendo o que realmente sente. Pensa bem: por que outro motivo você se sentiria tão enciumada com ele?

- Eu não sei… - Rose suspirou - Eu nunca reparei nesses detalhes, nessas coisas… Como você disse, tudo sempre foi tão espontâneo, tão sútil... Nunca nos enxerguei de outra forma senão como amigos. 

- Então começa a enxergar! - Alice exclamou - Abre os olhos, Rose! Veja o que está diante de você e escuta o que o seu coração tá dizendo! O Scorpius é um garoto incrível e gosta muito de você. Tanto quanto você gosta dele. Não é nada difícil de ver isso.

Rose suspirou. Ela tinha que concordar com Alice. 

Sempre havia tido um enorme sentimento de identificação com Scorpius, um carinho muito grande por ele e pelo que a amizade dele representava em sua vida.

Mas em algum momento, ela não sabia exatamente qual, isso tudo tinha mudado para algo maior. Amigos era um termo que já não dava conta de descrever o que eles eram.

Rose agora estava disposta a vê-lo com outros olhos e a tentar dar sentido àquilo que estava martelando em seu coração e mente.


***


Na manhã seguinte estava combinado de Rose e Alice tomarem café com Alvo na mesa da Sonserina para comemorar a entrada dele no time.

Rose sentiu um solavanco no estômago ao ver Scorpius olhando-a chegar, algo que nos últimos tempos vinha acontecendo muito e que a deixava bem assustada.

Ela decidiu que seria melhor cumprimentá-lo depois.

- Ei, artilheiro! - ela envolveu Alvo em um dos seus conhecidos abraços calorosos - Parabéns, sabia que ia conseguir. Mas ainda precisa ganhar da Grifinória.

- Vai ser um prazer enorme fazer isso. - ele sorriu satisfeito recebendo os parabéns.

- Vai ter que passar por cima do James primeiro. - lembrou Rose - Ele está com sangue nos olhos depois da história da revista.

- O que vai tornar tudo mais divertido. 

Rose bagunçou os cabelos negros de Alvo, mas ele estava em tão bom humor que nem se importou.

Então percebeu o olhar de Scorpius observando-os. Ele a olhava como se a admirasse. 

Ela se lembrou das palavras de Alice e foi se sentar à frente dele, a fim de perceber os tais detalhes que a amiga havia falado.

- Guardei geleia pra você. - Scorpius empurrou um potinho na direção dela. - Sei que gosta dessa. 

- Obrigada. - ela agradeceu enquanto Alice sentava ao seu lado com um olhar que dizia "eu disse".

Atenta aos gestos de Scorpius, ela continuou a observar pequenas e sutis ações da parte dele, dirigidas a ela ou não. 

Como o sorrisinho de satisfação que ele dava ao comer cada pedaço do bolo de frutas; como seus dedos tamborilavam sobre a mesa, provavelmente no ritmo de alguma canção; como seus cílios loiros tornavam-se quase transparentes na luz da manhã; a pintinha que ele tinha perto do olho direito, que se movia quando ele sorria; o modo como ele sempre buscava o olhar dela durante a conversa; ou como quando alguém fazia uma piada e ela se pegava observando o som da risada dele - sua voz, que tinha um tom mais grave, se sobressaía entre os demais. 

Ela precisou se controlar porque esse tipo de detalhe lhe saltava aos olhos o tempo inteiro. Precisava se recompor, e não agir como se estivesse obcecada. Mas tinha que confessar que isso se tornou quase impossível a partir do momento que percebeu o jeito que Scorpius agia com ela.


***

Scorpius estava tentando seguir os conselhos que havia recebido e tentava ser mais direto em relação a seus sentimentos por Rose. 

Guardar geleia para ela no café da manhã tinha sido um gesto legal, mas ele sabia que não iria a lugar nenhum se continuasse fazendo aquele tipo de coisa o tempo todo.

Ele estava tentando encontrar oportunidades para falar com Rose, mas a garota parecia estar sempre ocupada  ou acompanhada de alguém, na maioria das vezes Alice Longbottom.

E como se não bastasse, ele ainda precisava lidar com a própria timidez e sua recém-adquirida habilidade de embolar as palavras e dizer coisas constrangedoras e sem sentido a cada vez que Rose chegava perto dele. 

Como na numa quarta-feira de outono em que a turma estava na orla da Floresta Proibida cuidando de salamandras que viviam no meio do fogo e se alimentavam das chamadas. O dever dos alunos era garantir que nenhuma delas morresse, deixando o fogo sempre aceso.

- A cor que elas têm é realmente incrível. - comentou Rose, que formava um grupo com Alice, Alvo e Scorpius. - Tão viva, cheia de energia… 

- É, realmente muito bonita. - concordou Scorpius e pensou em alguma coisa mais legal para dizer. - Se parece muito com seu cabelo. 

Rose o olhou parecendo mortalmente ofendida.

- Tá dizendo que o meu cabelo parece uma salamandra?

- Não. Não, foi o que eu quis dizer. É que a cor dele… É que… - ele balbuciou tentando se explicar - O que eu quis dizer é  que a cor do seu cabelo é muito bonita. Tão bonita quanto a cor da salamandra e… - a voz dele foi morrendo ao observar as sobrancelhas de Rose se franzindo conforme a explicação - Eu vou ficar quieto. - murmurou encolhendo os ombros.

- Salamandras? Sério? - Alvo ria dele enquanto voltavam ao castelo no fim da aula. Rose e Alice já tinham saído.

- Cala a boca, nunca mais me lembra disso… - ele cerrou os dentes.

- Aquilo foi péssimo, Malfoy… Francamente, eu achei que você pudesse ser mais criativo… - Agnes caçoou passando por ele e Alvo.

Noot vinha mais atrás sem esconder uma risadinha. Zabini parecia se divertir.

- Péssima escolha de palavras. - comentou o moreno enfiando as mãos nos bolsos. 

- Até você, Zabini? O que sabe sobre  elogiar garotas? - Scorpius cruzou os braços mal humorado.

Zabini coçou o queixo e nada respondeu. 

- Não desiste, cara. - Alvo o consolou lhe dando tapinhas nas costas. - Uma hora você acerta. 

Scorpius suspirou frustrado. Queria saber quando aquela hora chegaria, pois naquele momento lhe parecia muito distante.


***


Como se não bastasse toda a confusão emocional e as pressões internas que Rose e Scorpius estavam vivendo, em meados de outubro começou uma espécie de obsessão nos alunos de quarto e quinto ano. 

Basicamente aquela era a idade para quem ainda não havia dado umas beijocas tirar o atraso e experimentar algumas trocas de saliva. 

Alguém desconhecido fizera uma lista de todas as pessoas do quarto e quinto ano que supostamente ainda não haviam beijado ninguém. E aquilo se tornou motivo de piada por toda a escola. 

Os contemplados sofriam uma pressão constante para sair da lista o quanto antes ou pelo menos até a chegada do baile de inverno, quando as pessoas já deveriam estar experts na arte do beijo. 

A lista estava pregada no salão Comunal de cada uma das quatro casas e era encantada. Assim que um dos contemplados perdesse o BV o nome automaticamente era retirado da lista.

Rose sentiu um frio na barriga quando esticou o pescoço por cima do ombro de alguns quintanistas e viu que seu nome estava lá. 

- Relaxa, Rose. É só uma brincadeira idiota, não define quem você é. - Alice tentou consolá-la a caminho da aula de Feitiços naquela manhã. 

- Não deixa de ser humilhante. - a ruiva suspirou. 

- O meu nome está lá e eu não estou ligando. - Alice deu de ombros - Isso não quer dizer nada. 

- O nome do Scorpius não estava lá. - Rose observou. 

- É, parece que aquela coisa com a Mary Elizabeth contou como beijo. - pensou Alice enquanto saiam pelo buraco do retrato. - O que é uma grande surpresa, de todo jeito, se levarmos em conta que ele usa salamandras para elogiar garotas.

- Nem me lembre disso. - Rose revirou os olhos enquanto a amiga ria.

- Se bem que... Se você dissesse de uma vez ao Scorpius que gosta dele - Alice sussurrou - seu nome já teria saído da lista há muito tempo.

- Alice, dá pra você não ficar dizendo isso pelos corredores?! - Rose pediu irritada - Alguém pode ouvir!

Elas desceram para o café e descobriram que a escola inteira só falava sobre aquilo.

- Vocês viram essa coisa de lista do beijo? - Alvo perguntou quando ele e Scorpius se encontraram com elas para irem à aula de Feitiços.

- E quem não viu? - respondeu Alice - A Rose está se sentindo mal pelo nome dela estar lá. - contou propositalmente, a fim de testar a reação de Scorpius.

- Não tô nada! - a ruiva disse depressa - Só fico... indignada... com o fato de as pessoas dessa escola não perderem a oportunidade de promover uma humilhação pública. 

E dirigiu um olhar fulminante à Alice por dizer aquilo.

- Humilhação é o meu nome não estar lá! - falou Scorpius descontente - Aquilo que aconteceu com a Mary Elizabeth nem pode ser chamado de beijo e manchou meu histórico pra sempre!

- É, você guardou mesmo rancor daqueles lábios com gloss de morango. - Alvo debochou fazendo biquinho para ele, e Scorpius o repeliu com um empurrão.

Rose se sentiu contente por saber que Scorpius tinha essa ideia do beijo com Mary Elizabeth.

- Aposto que foi a Bárbara Cuffe… - supôs Alvo se referindo à garota da Corvinal que era uma das editoras do jornalzinho semanal que circulava entre os alunos - É a maior fofoqueira da escola e especialista em humilhação pública.

- Seu nome já não devia ter saído daquela lista há muito tempo, Al? Depois daquelas fotos na revista e o time de quadribol… - Alice o provocou.

Um leve rubor logo se espalhou pela face de Alvo.

- Ainda não… achei a pessoa certa.- ele argumentou.

- Então existe a pessoa certa para Alvo Potter? - a garota se pendurou no ombro dele e o encarou bem de perto querendo arrancar alguns segredos.

- Talvez. - ele deu de ombros sem querer entrar no assunto. 

- Bem, então, é oficial. Descartando o má experiência do Scorpius e juntando com todas as nossas, temos o total de zero experiência em beijos. - Alice constatou - Precisamos urgentemente mudar isso. - então encarou os amigos, desafiadora e parou no meio do corredor do quinto andar.

Rose conhecia aquela expressão e se preparou para ouvi-la anunciar algo mirabolante.

- Que tal uma aposta?

- Lá vem você… - Alvo resmungou.

- Aposta, Alice? Não inventa… - Rose tentou freá-la.

- Ah gente, qual é? Toda vez que alguém passa por aquele pedaço de pergaminho, na parede de cada Salão Comunal, fica sabendo que nenhum de nós fomos capazes de beijar uma boca sequer! Isso não faz vocês repensarem o tipo de vida que estão vivendo?! - ela os encarou. 

Alvo ficou pensativo. Rose e Scorpius trocaram um olhar rápido e em seguida desviaram para o teto e os próprios sapatos.

- Talvez você tenha razão. - Alvo admitiu depois de hesitar por alguns instantes.

Scorpius não gostava daquele tipo de aposta, mas ficou imaginando que poderia ser uma oportunidade de tentar um passo a mais com Rose. Então murmurou um "É, acho que sim…", em concordância.

Já a ruiva, cruzou os braços se negando a dizer qualquer coisa, mas por dentro querendo matar Alice. 

- Então vamos combinar assim: precisamos beijar alguém até a noite do baile. - os olhos castanhos dela correram pelos rostos dos amigos - Não importa quem seja. Quem não conseguir… pula no lago depois das férias de natal.

- Mas o lago vai estar congelando nessa época. - lembrou Scorpius.

- Então é melhor beijar alguém, Malfoy. - ela o encarou desafiadora. 

Alice então esticou a mão à frente do corpo. 

- Quem está dentro? 

Alvo hesitou por um instante e então cobriu a mão de Alice com a sua própria, encarando Rose e Scorpius em seguida.

O loiro se juntou a eles, cobrindo a mão de Alvo com a sua grande e pálida.

Rose encarou Alice querendo estuporá-la e, bufando, colocou sua mão sobre a de Scorpius. Eles se encararam por um segundo, mas Rose desviou os olhos rapidamente, voltando a encarar a amiga.

- Combinado então. - Alice sorriu triunfante.

Quando eles chegaram à sala de Feitiços, Rose deixou os meninos entrarem na frente e segurou Alice na porta.

- O que foi aquilo?! - indagou. 

- Só estou tentando dar uma ajudinha! - sussurrou Alice para ela.

- Eu não pedi ajuda!

- Não foi exclusivamente pra você! Foi pra todos nós! Porque estamos no 4º ano e ainda não beijamos ninguém! - argumentou - Mas se quiser aproveitar a deixa… Scorpius também está no jogo… - sorriu sugestiva.

- Você é inacreditável.

- É, o que seria de mim sem você? - Alice ergueu o queixo e passou por ela, orgulhosa.

Rose suspirou. Querendo ou não, agora teria que enfrentar seus sentimentos


***


- Foi um bom treino, pessoal! A Corvinal não vai ter chance se jogarem assim no sábado! Agora todos pro chuveiro! - Bradford ordenou e o time da Sonserina marchou para o vestiário.

Alvo arrancou as proteções feitas de couro de dragão antes de secar o suor do rosto com uma toalha limpa. Queria chegar ao salão Comunal e tomar um bom banho. 

- Belo arremesso, aquele. - ouviu alguém dizer.

Ele se virou e lá estava Nate encarando-o.

- Obrigado. - Alvo agradeceu - Foi mesmo um bom treino. Espero que o tempo não esteja tão ruim quando formos jogar no sábado.

- É, fica difícil pegar o pomo assim. - o garoto respondeu terminando de guardar o equipamento na mochila. Então arrancou a camiseta suada, o que o fez despentear os cabelos, e a guardou na mochila.

Alvo observou o movimento de suas costas musculosas enquanto se inclinava para pegar outra camiseta e a vestir. 

Nate então se virou bem no momento em que Alvo o observava e pegou-o com os olhos sobre si. O Potter desviou os olhos rapidamente, mas antes percebeu um sorrisinho brincar nos lábios de Nathaniel. 

O garoto pendurou a mochila sobre o ombro e passou por ele em silêncio.

Alvo soltou o ar dos pulmões, que nem sequer percebera estar prendendo, e começou a arrumar as próprias coisas. 

Era pelo menos a terceira vez que algo como aquilo acontecia e ele não sabia explicar o que exatamente queria dizer.

Só sabia que aquilo mexia completamente com ele.

O Potter saiu tão atônito do vestiário que nem se deu conta que havia deixado a vassoura para trás. Quando voltou se deparou com uma cena no mínimo constrangedora:

Zabini aos beijos com um garoto bem nos fundos do vestiário. O garoto lago percebeu sua presença e se afastou do sonserino. 

Alvo bateu os olhos nele e logo o reconheceu - Bradley McLaggen, quinto ano. Grifinória. 

Alguém que, ele se lembrou instantaneamente, sempre parecia estar por perto do campo de quadribol no horário dos treinos da sonserina. 

Zabini o encarou com uma expressão que mesclava fúria e surpresa. Mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa Alvo foi logo falando:

- Esqueci a vassoura. Estou de saída. 

Ele pegou a Nimbus e foi se retirando o mais rápido que conseguiu. Logo ouviu passos atrás de si, mas não olhou para trás. 

- Hey, Potter… - ele sentiu Zabini tocar seu braço e se virou para encará-lo. O garoto encarava muito sério - É melhor não contar isso pra ninguém. - o advertiu.

- Eu não vou contar. Não vi nada. - Alvo garantiu se desvencilhando dele sem se afastar. E não deixou de encará-lo.

Pela primeira vez ele viu algo no olhar de Zabini que não era sarcasmo ou deboche: ele o olhava com gratidão. 

- Eles não entenderiam. - Zabini se explicou - Se alguém soubesse não entenderia e eu…

- Tudo bem. Eu não vou dizer nada. - Alvo repetiu. - E você não tem que se explicar pra mim.

Zabini assentiu. 

Alvo deu as costas a ele e saiu devagar em direção ao castelo.

Como se não bastasse suas próprias inquietações, agora havia aquilo: precisava guardar o segredo de outra pessoa. 

No caminho para o Salão Comunal da Sonserina Alvo testemunhou um estardalhaço no corredor das masmorras: outra pessoa tendo o nome removido da lista do beijo e uma enorme plateia aplaudindo.

- Corallus caninus. - disse de mau humor em frente a parede de pedra e a entrada se abriu. 

Ele se jogou na cama naquela noite pensando na cena que havia testemunhado. 

"Eles não entenderiam.", dissera Zabini.

Com um aperto no peito ele pensou em Nate; em todas as trocas de olhares dos dois durante os treinos; em como ele sempre parecia estar por perto observando-o; e em como gostava da proximidade, da presença dele, de tudo aquilo. E da sensação que lhe causava. 

Alvo suspirou. 

Se fosse ele, Alvo, no lugar de Zabini, - pensou - eles também não entenderiam. Talvez fosse melhor pegar todas aquelas sensações e deixar tudo cair no esquecimento.


***


Conforme novembro foi se aproximando, a coisa da lista do beijo também foi tomando outras proporções. 

As pessoas estavam obcecadas com aquilo - fosse para dar um jeito de tirar o próprio nome da lista ou para tirar o nome de alguém.

Isso fazia com que o Sr. Clavel, zelador da escola, tivesse mais trabalho nos corredores, os monitores estivessem distribuindo mais detenções nas rodas noturnas, e os professores chamando mais atenção durante as aulas.

Mas o maior problema começou quando essa troca de saliva em excesso trouxe os primeiros casos do que o Sr. Nightingale pensou ser uma onda de gripe ou virose. Mas os casos começaram a se alastrar rapidamente e os sintomas a ficarem mais sérios, aparecendo complicações como suor noturno, inchaço na garganta, sonolência e irritações na pele.  

Asclépio associou os sintomas com a tal lista e confirmou o diagnóstico fazendo um teste.

- Mononucleose.  - ele informou ao vice-diretor, o Prof. Longbottom. Os alunos voluntários da ala hospital também estavam presentes. - Também conhecida como a doença do beijo.

- Doença do beijo? - questionou Olivia Jordan - Como foi que isso começou?

- Como começou eu não sei, Srta. Jordan. Mas se espalhou bem rápido com toda troca de saliva nessa brincadeirinha de lista do beijo. - contou Asclépio.- Já temos oito leitos ocupados com casos mais graves. Comecei a mandar alguns alunos descansarem no dormitório. Se continuar assim, não sei o que faremos. - disse preocupado 

- Bem, acho melhor suspendermos o serviço dos voluntários por enquanto. - disse Neville encarando Rose e os colegas.

- Mas senhor - protestou Cyrus Borage - ainda temos muitos casos para tratar, o Sr. Nightingale precisa de ajuda.

Os outros voluntárias, nove ao total, engrossaram o coro.

- Ele tem razão, Neville. - concordou o enfermeiro.

- Então, reduzam os plantões. - decidiu Neville - Quanto menos contato com os doentes melhor. Eu vou dar um jeito nessa história de lista.

E saiu apressado da ala hospitalar.

Quando Rose desceu para o jantar mais tarde naquele dia encontrou a mesa da Grifinória num burburinho.

- O que aconteceu dessa vez? - perguntou sentando-se ao lado de Alice.

- James. Pra variar. - Alice revirou os olhos.

- O que ele aprontou agora?

- Parece que assumiu o namoro com a Maureen Mountbatten. - contou Alice. - Os dois se beijaram no meio do saguão de entrada. Na frente de todo mundo.

- Ela estava na lista do beijo?

- Não. Parece que eles já estavam se paquerando há um tempo. - Alice explicou. - Não teve nada a ver com a lista.

- De qualquer jeito, parece que essa coisa da lista do beijo está com os dias contados. Seu pai não te disse?

- O que? - ela perguntou curiosa.

Rose olhou para os lados antes de sussurrar: 

- Parece que essa brincadeirinha sem graça se tornou um vetor de transmissão pra mononucleose.

- Mono-o-quê?

- Mononucleose. É uma doença viral. Os sintomas são como de uma gripe só que mais forte e podem ter complicações. - contou Rose - É super transmissível pela saliva e, veja só: é conhecida como "a doença do beijo".

- Ah, caramba… Que grande merda… - Alice cobriu o rosto com as mãos. 

- Pois é… Agora me sinto aliviada por meu nome continuar na lista. - Rose sorriu. 

- Papai deve estar super nervoso com isso… - Alice imaginou. 

- Ele disse que ia cuidar da história da lista. Mas não sei o que ele pretende fazer. Proibir todo mundo de beijar… Acho que vai ser meio difícil.

É claro que nem Neville nem um outro professor conseguiria impedir dezenas de adolescentes, que conviviam juntos num castelo, de beijarem uns aos outros. Então a solução encontrada para o problema foi apelar para uma leve chantagem.

- Ou isso acaba - disse o Professor Longbottom firmemente diante da escola no jantar daquela noite - Ou não poderemos ter o Baile de Inverno este ano. 

Um burburinho indignado se espalhou rapidamente sobre as mesas das casas. 

- Ou essa competiçãozinha termina - reforçou o Professor erguendo a voz sobre os protestos dos alunos - ou teremos que nos privar das nossas atividades. Depende de vocês. Espero que estejam cientes da gravidade da situação e tenham empatia uns pelos outros. 

Rose se sentiu de certa forma aliviada. Com essa imposição a pressão por beijar alguém caía drasticamente e ela não precisava lidar com as próprias inseguranças. Pelo menos por algum tempo.


***

 

Alvo está uma das poucas pessoas no Salão Comunal da Sonserina que não estavam preocupadas com a possibilidade do Baile de Inverno ser cancelado. 

Ele observava entediado seus companheiros de casa discutirem as possibilidades da festa não acontecer, quando de repente alguém pousou na poltrona ao seu lado.

Ele percebeu, com assombro, que se tratava de Nathaniel. 

- Triste pela possibilidade de não ter mais baile? - o garoto perguntou o encarando.

- Não, eu não ligo muito pra isso… - Alvo respondeu encarando os próprios pés.

- Música, dança, bebida clandestinamente batizada… - o loiro sorriu mostrando os dentes brancos. - Como pode não gostar disso? 

- Não é minha primeira opção de diversão.

- E qual seria então? - perguntou Nate apoiando o queixo na mão. 

Alvo se virou para encará-lo. Lá estava ele de novo, tentando cruzar aquela linha, adentrar àquela proximidade que o deixava rendido, mas também assustado.

- Alguma coisa menos brega. - respondeu Alvo por fim.

- Brega… - Nate riu. - Então é isso que pensa? Achei que poderia ser uma boa chance de nos divertirmos. Mas diante dessa informação não sei se é uma boa ideia fazer um convite agora.

Alvo engoliu em seco. Nate estava pensando em convidá-lo para o baile?

Alvo olhou para os lados, com receio de que alguém tivesse ouvido aquilo, mas não haviam muitas pessoas perto o suficiente para pegar a conversa.

- Eu e você? No baile? - ele balbuciou - Não… Acho que você entendeu errado. Eu não… eu não sou… Não gosto de… - Alvo pigarreou, não conseguia terminar a frase.

- Calma. - pediu Nate - Não precisa ficar nervoso. 

- Eu não estou nervoso. - Alvo disse depressa - Eu só… - fechou os olhos com força. 

- Isso é novo pra você não é? Te deixa assustado e não sabe o que fazer. - Nate o encarou como estivesse lendo. E Alvo odiava que tirassem conclusões precipitadas a respeito de si.

- Eu não estou assustado. - disse com rispidez.

- Eu vejo nos seus olhos que está. E eu já passei por isso. Se precisar conversar eu… - Nate tocou o braço dele e Alvo se desvencilhou depressa se levantando. 

- Eu estou bem. - disse firme - Não preciso conversar sobre nada. Você entendeu errado.

Dando as costas a Nate ele se dirigiu ao dormitório.

Sua mente estava uma grande bagunça.  Levou um tempo até ele perceber que Scorpius estivera falando com ele por uns bons momentos quase que em um monólogo.

- … essa história da mononucleose! E a Rose bem no meio disso tudo trabalhando na ala hospitalar! - Scorpius andou de um lado para o outro no dormitório expressando sua preocupação com a ruiva. 

- Ela vai ficar bem, Scorpius. Não pira! - Alvo suspirou finalmente entendendo o que ele falava. - Ela não tá beijando ninguém pra pegar mononucleose!

- Mas o vírus se transmite pela saliva! Objetos contaminados, proximidade…

- Scorpius… - Alvo revirou os olhos.  - É só uma gripe…

- Não é só uma gripe! Podem ter complicações e a Rose pode estar correndo perigo! Tem que me ajudar a convencê-la a sair desse trabalho e…

- Aí, aí! - Alvo exclamou irritado - A Rose sabe onde está se metendo, não a subestime. E os professores estão supervisionando. Se fosse perigoso eles já teriam tirado os alunos. Não precisa dar esse surto! 

Suspirando e sentindo uma eminente dor de cabeça chegando, Alvo se sentou na cama.

- É melhor você ir dormir. Amanhã você fala com a Rose e sugere a ela que saia do trabalho, se isso te preocupa tanto. Ficar se torturando aqui não vai adiantar nada.. 

Scorpius assentiu, concordando com ele. E, dando-se por vencido, afundou na cama preocupado com a ruiva que agora deveria estar na torre da Grifinória.

Já o motivo das inquietações de Alvo estava bem mais perto.


***


No dia seguinte Scorpius se apressou em acompanhar Rose na saída da aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Alvo tinha treino de quadribol e Alice saíra apressada para resolver alguma coisa antes do jantar. Era a oportunidade perfeita para ele expressar, de forma menos neurótica possível, as suas preocupações.

- Ei, como estão as coisas na ala hospitalar? - perguntou despretensioso acompanhando-a pelo corredor. - É uma loucura essa coisa toda...

- É, as coisas andam bem agitadas. - ela respondeu segurando o livro contra o peito. - Ainda há muitos casos, e mesmo com a poção do Sr. Nightingale são pelo menos três dias para os doentes se recuperarem. Ainda assim, temos sorte. Com os trouxas os sintomas podem durar semanas. Mas, de todo jeito, o Sr. Nightingale está bem otimista, embora tenha muito trabalho.

- As expectativas parecem boas, então. - ele enfiou as mãos nos bolsos - Mas… Você precisa tomar cuidado, Rose. Essa doença parece ser bem contagiosa e você tá lidando com os doentes diretamente… Não acha melhor dar um tempo até as coisas melhorarem? - ele sugeriu apreensivo.

- Não… - ela disse simplesmente - Eu tô legal. 

- Mas eu ouvi dizer que isso pode evoluir pra algo bem grave… - ele torceu as mãos.

- Scor, relaxa... Eu estou me cuidando. - ela garantiu. - O vírus é transmissível pela saliva e nós usamos máscaras, luvas e avental o tempo inteiro. E… Bem... Meu nome ainda está na lista do beijo. Não tô correndo tanto perigo quanto quem ainda insiste em se importar com isso. - ela riu corando levemente.

- É… Olhando por esse lado… Agora estar com o nome na lista é uma coisa boa. - ele coçou a cabeça e sorriu para disfarçar o constrangimento de pensar em Rose beijando alguém.

- Isso aí… - ela ajeitou uma mecha do cabelo ruivo atrás da orelha. - Obrigada por se preocupar comigo, mas eu garanto que não vai ser necessário sair do trabalho voluntário. É uma honra pra mim ajudar. E eu não tenho medo.

- Desculpa sugerir isso… É que foi a primeira coisa que pensei quando falaram que era uma epidemia. - ele encarou os próprios pés - Você trabalhando lá na ala hospitalar no meio disso tudo... Quer dizer, todos vocês. Todos que estão trabalhando lá com essa doença acontecendo. - ele tentou se explicar mas acabou se enrolando com as palavras.

- Eu entendo. - ela tocou o ombro dele fazendo-o encará-la. - E admiro sua preocupação. Mas eu vou ficar bem. Logo tudo vai estar sob controle. - sorriu agradecida e sem conseguir deixar de sentir um friozinho na barriga por ver o quanto ele se preocupava.

Scorpius assentiu.

Mais tarde, no dormitório, Rose contou a Alice o que tinha acontecido.

- Scorpius veio falar comigo. - sussurrou. - Queria me fazer desistir do trabalho voluntário na Ala Hospitalar com medo de que eu pegue mononucleose. - contou a ruiva sentindo as bochechas esquentarem e tentando segurar um sorriso, pois era difícil de admitir que havia adorado a atitude do loiro.

- Aaahh… - sorriu cobrindo o rosto com as mãos para disfarçar o entusiasmo - Eu disse pra você! Eu falei! 

- A preocupação dele… - ela suspirou se lembrando da expressão de Scorpius. - chega a ser fofa. - admitiu. - Nem meu próprio irmão ou meus primos se preocupam comigo assim. Isso é muito mais que coisa de amigo…

- Ele está muito rendido por você! - Alice vibrou. 

- E você acha que eu não? - Rose deixou escapar.

- Hã??? - Alice exclamou arregalando os olhos  

- Shiii!!! - Rose pediu silêncio. 

- Você está admitindo? - a amiga perguntou quase sem conseguir se conter. - Finalmente está vendo o que estou te falando há semanas? 

- Bem… Eu acho que estou… - Rose assentiu fazendo Alice vibrar e jogar os braços em volta dela para abraçá-la. 

- Eu não estava mesmo esperando por isso, mas… - admitiu a ruiva - Agora consigo ver claramente. 

Alice quase foi aos céus acompanhando o desenrolar do romance dos amigos.

- Aaah! Você está sentindo a mesma coisa. Tá apaixonada! - Alice a apertou em seus braços.

Rose cobriu o rosto com as mãos escondendo um sorriso. 

Mas de repente Alice a fez encará-la. Tinha uma expressão muito séria.

- Rose Weasley… Você precisa contar isso a ele!

Rose mordeu os lábios, nervosa. Tomar aquela atitude não parecia ser tão simples, ela sabia. Mas ainda assim ela assentiu, concordando, pois entendia que havia demorado muito tempo para entender aquele sentimento e não deveria demorar mais nenhum para compartilhá-lo.

Naquela noite a ruiva foi dormir sentindo um frio na barriga. Isso porque não fazia a mínima ideia de como contar ao melhor amigo que havia se apaixonado por ele - e agora ela tinha certeza disso.


***


Nos dias que se seguiram os números de casos de mononucleose caíram drasticamente. E os infectados não tiveram nenhuma complicação grave graças à intervenção precoce do Sr. Nightingale e suas poções.

Com o combate à doença garantido, o comitê do baile estava empenhado em convencer o Professor Longbottom a não desistir da festa.

Maureen e James, que entrara para o comitê por conta dela, não saíam de perto dele, tentando convencê-lo a permitir o baile.

- Tio Nevi… Quer dizer, Professor Longbottom… Por favor, reconsidere. - insistia James para ele na saída do salão principal.

- O baile de inverno é uma tradição! - tentou Maureen - Não podemos ficar sem a festa!

- Não depende mais de mim. - informou Neville - Já disse isso a vocês. O ministério está ciente dos casos que tivemos e de como o Sr. Nightingale administrou com sucesso as poções nos infectados. Mas eles ainda querem fazer uma vistoria. Só depois desse veredicto final é que saberemos, de fato, se o baile ocorrerá.

Dois dias depois, Rose estava em seu plantão na ala hospitalar quando foi surpreendida com a chegada de sua mãe, que veio acompanhada de alguns funcionários do ministério.

- Mãe? - ela encarou Hermione surpresa, após a mãe cruzar as portas de carvalho com os outros dois bruxos.

- Querida, que saudade. - Hermione veio ao encontro dela e a apertou num abraço. 

- Eu também senti sua falta. - Rose sorriu - O que tá fazendo aqui? - perguntou curiosa.

- Vim acompanhar esses senhores do Departamento de Doenças e Acidentes Mágicos. - contou Hermione. 

- Eles vão fazer a inspeção para saber se teremos o baile? - perguntou Rose.

- Na verdade é pra saber se a pequena epidemia de mononucleose está controlada. Mas, é… Isso significa saber se terão o baile ou não. - ela sorriu. - Está bem informada.

- Eu ouvi pelo Sr. Nightingale. Mas a maior parte da escola sabe pelo James. - contou Rose - Ele não para de pressionar o Professor Longbottom pelo baile. 

- Desde quando James Sirius se interessa por bailes? - Hermione riu.

- Desde que ele começou a namorar uma das organizadoras. - contou Rose revirando os olhos.

- Ah isso explica muita coisa… - ela sorriu - Mas e você. Animada para o baile? - a mãe quis saber.

- Ah, não sei… - Rose deu de ombros. - As pessoas estão começando a falar bastante nisso, mas acho que não me importo tanto. - ela disse. 

- Ah querida, é uma noite muito especial. Você pode colocar uma roupa bonita, fazer um penteado, dançar... Convidar alguém que gosta… - Hermione disse sugestiva.

- Mãe… - Rose sentiu as bochechas ficarem vermelhas - Já sei até onde essa conversa vai dar. Eu… tenho poções pra preparar… Falo com você depois. - ela deixou a mãe e foi se ocupar de suas tarefas da enfermaria.

Hermione não ficou sozinha por muito tempo, pois James logo apareceu tentando soar despretensioso com a tia. Ao saber da presença dela e dos outros funcionários do ministério na escola, ele quis garantir que seus objetivos em relação ao baile se concretizassem.

- Tia Hermione! Que bom te ver! O que faz aqui? - foi logo perguntando ao encontrá-la.

- Olá James. Bom te ver também.- ela sorriu para ele - Não precisa vir com rodeios. Rose já me contou que você anda muito interessado na organização do baile de inverno. E não. Ainda não decidimos se a festa ocorrerá. A inspeção ainda não terminou. 

- Ah, certo. A Rose foi rápida. - ele assentiu e coçou os cabelos da nuca. - Bem… Vocês vão considerar, não é? Eu estou ajudando na organização e estávamos tentando trazer uma banda bem legal, a Maureen se esforçou tanto pra arranjar a decoração… E vai ser o primeiro baile da Rose! Imagine só ela perder o primeiro baile. Seria horrível, não acha tia? - ele apelou para o sentimentalismo.

E embora Hermione conhecesse bem as intenções do sobrinho, sabia que ele tinha razão. 

- Claro. - Hermione assentiu. - O baile de inverno é mesmo um momento muito especial.

Então ficou pensativa. Se preocupava muito que Rose vivenciasse todas as experiências que as garotas de sua idade estavam tendo sem nenhum empecilho. 

- James… - ela chamou o sobrinho.

- Sim, tia?

Hermione mordeu os lábios hesitante. Não sabia se era exatamente certo fazer aquilo, mas odiava ver sua garotinha sofrer. 

- Você me faria um favor?


Notas Finais


Humm... Aposto que vocês ficaram curiosos pra saber o que dona Hermione pediu ao James Sirius. Sinto que teremos teorias nos comentários.

Alice sempre nos servindo com esse entusiasmo de quem sabe shippar um casal!

A Rose finalmente admitiu e conseguiu ver o Scorpius com outros olhos. Ele, por outro lado, deu uma de Newt Scamander e acabou chamando a mina de cabelo de salamandra 😜 Que mancada, Scor... Kkk Mas entendam que nosso cristalzinho é sensível e bastante tímido, ele se enrola com as palavras. (Ainda vamos rir bastante disso)
O importante é que as coisas estão acontecendo pra eles e no próximo capítulo o tema central será o baile. Será que esse convite rola?

Gostaram do segredinho do Zabini?

E o Al, hein? Ele também está tentando se encontrar ali. O Nate ser tão direto não ajudou muito (podia dar umas aulas pro Scorpius! Kkk), mas vamos caminhar devagar porque é tudo muito novo. O que vocês acham desses dois ?

Próximo capítulo sai na sexta-feira. Vamos ver mais protagonismo da Rose em direção ao Scorpius e ele tentando ser mais incisivo também.
Além do baile.
E outras coisinhas mais 👀

Quero ver vocês comentando o que acharam e engajando a fic enquanto isso ♥️ Me contém suas opiniões, discordâncias, críticas, amo ouvir vocês!


* CURIOSIDADE (já que vocês gostaram bastante da Rose trabalhando na ala hospitalar: sobre o personagem "Asclépio Nightingale" - Asclépio é o nome do deus romano da medicina. Nightingale é o sobrenome de uma enfermeira de nacionalidade britânica, Florence Nightingale, que ficou conhecida como fundadora da enfermagem moderna.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...