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História Souvenir - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa noite meus amores!!! Demorei de novo, mas tamo aqui!! Andou rolando muita coisa no fandom essa semana e acabei não conseguindo escrever direitinho o capítulo, nosso Junmyeon foi pro exército, o Jongdae apareceu, os updates de Delight a todo vapor... Eu não consigo nem respirar direito com toda essa movimentação HAEKJHADSU mas enfim!!

Sobre o capítulo: preparem o coração. Não direi mais nada hehe.

Agradecimento especial pra Leti @adremears que betou esse capítulo pra mim! Muito obrigada amiga <3

Fiz uma playlist no spotify com as músicas que escuto pra escrever Souvenir pra quem quiser:
https://open.spotify.com/playlist/7u61Q1k8YuEz825racwbO0

Capítulo 5 - Cut You Off


Ao sair do quarto de hotel de Baekhyun, Chanyeol ficou alguns minutos encostado na parede ao lado da porta tentando compreender o que acabara de acontecer. Fechou os olhos com força, respirou fundo e andou até o elevador ajeitando a roupa no corpo. Não conseguia acreditar que depois do jantar e da noite que tiveram, Baekhyun ainda negava o que os dois sentiam. Realmente, não conseguia entender. Para ele tudo que sentia estava tão claro e límpido que não havia sequer uma dúvida. A noite que tiveram só provou que independentemente do tempo que estiveram afastados o sentimento apenas estava inerte e não apagado.

Enquanto ia até a entrada do hotel a procura do seu carro, digitava apressadamente uma mensagem para Jongin. Precisava o encontrar e fazer qualquer coisa que fosse para que pudesse esquecer o que tinha acabado de acontecer. 

 

Park Chanyeol (10:01):

Cara, preciso conversar

Podemos almoçar juntos hoje?

 

Kim Jongin (10:03):

O que aconteceu?

Claro, podemos sim.

 

Park Chanyeol (10:04):

Levei um pé na bunda

 

Kim Jongin (10:04):

Como assim?? Do Baekhyun??

 

Park Chanyeol (10:05):

Sim… Te explico no almoço

 

Kim Jongin (10:05):

Tá bom

Posso chamar o Sehun pra ir também?

 

Park Chanyeol (10:06):

Eu já ia fazer isso, mas chama por favor

Vou pra casa tomar um banho e encontro vocês no restaurante

Flw

 

Kim Jongin (10:07):

Ok, flw

 

Colocou o celular no bolso antes de entrar no carro. Assim que entrou, colocou o cinto e apoiou os punhos no volante. Respirou fundo e balançou a cabeça em negação, na garganta um nó começava a se formar. Como Baekhyun ainda duvidava tanto dos dois? Tudo bem, entendia que ele tinha medo de passar novamente por tudo que passaram quando se afastaram. Sabia que ele tinha medo de eles se envolverem novamente e quando Byun voltasse para Coréia a distância novamente viesse a ser um problema. Mas Chanyeol não aceitava isso, eles já eram outras pessoas, já estavam estáveis em suas carreiras, estavam mais maduros, as coisas não eram mais as mesmas. Para Park, tudo era diferente agora e não entendia como Baekhyun não conseguia enxergar isso.

Não é como se com uma noite eles já fossem engatar num relacionamento e viverem felizes para sempre. Chanyeol tinha plena consciência da situação dos dois, mas não poderiam pelo menos tentar? Aproveitar a companhia um do outro como se estivessem nos velhos tempos? Sem cobranças, sem mágoas, sem problemas… 

Enquanto dirigia de volta para seu apartamento, esses pensamentos rodeavam a cabeça do moreno sem parar. Suas palavras não haviam sido suficientes? Os toques, as carícias, as súplicas e o prazer que tiveram um com o outro não haviam sido provas suficientes para Baekhyun de que os dois ainda eram muito conectados? 

Park perguntava-se se havia sido precipitado demais ao se jogar tão intensamente a Baekhyun assim que se encontraram, mas no fundo não se arrependia. Ao chegar em seu prédio estacionou o carro em sua garagem e seguiu para seu apartamento. Precisava de um banho quente e demorado antes de ir almoçar com os amigos, precisava muito relaxar. 

Assim que entrou no apartamento foi até sua suíte, tirou a roupa que vestia e foi até o banheiro. Ligou a banheira, encheu de sais de banho e praticamente mergulhou lá dentro. Quase que tinha pegado um vinho, mas era muito cedo pra beber, deixaria para mais tarde. Apoiou a cabeça na borda da banheira e fechou os olhos, deixando a mente divagar para tudo que havia acontecido nos últimos dias. 

Deixou-se levar pelos sentimentos mais profundos que sentiu na noite anterior enquanto estava com Baekhyun, tanto que nem percebeu quando uma lágrima escorreu pelo rosto, deixando um rastro do quanto estava machucado com tudo aquilo. Sentiu uma rejeição tão grande dentro do peito que podia jurar que estava sendo socado ali. Respirou fundo e apertou os olhos antes de abri-los, deixando mais algumas lágrimas escorrerem. 

Não era uma pessoa que chorava facilmente, sempre fora mais controlado e aceitava as coisas que aconteciam consigo de uma forma até irritante. Queria poder liberar mais as coisas e ser mais expressivo, mas sempre tinha sido assim. Ele sempre foi mais tranquilo e em algumas coisas da vida ele entendia que eram inevitáveis, simplesmente aconteciam e não tinha como evitá-las. Era objetivo e levava a vida da forma mais leve que conseguia, eram difíceis momentos que o tiravam do seu eixo. Só que dessa vez era diferente, assim como ele não conseguia entender, ele não queria também.

Sentia-se um adolescente. Definitivamente um adolescente. Toda a confusão que sentiu quando tinha dúvidas de que se realmente gostava de Baekhyun anos atrás voltou a invadi-lo com toda força, só que ele sabia que não era uma confusão de não saber o que sentia, mas sim de que não esperava que isso iria acontecer. Não esperava que a faísca ainda estava ali dentro, precisava apenas de um pouco de álcool pra ela voltar a consumi-lo. 

Acabou ficando quase uma hora dentro da banheira, os dedos dos pés e das mãos já estavam até franzidos pela absorção da água. Saiu da banheira, secou o corpo e amarrou a toalha na cintura. Saiu do banheiro quase que arrastado, indo direto até o closet para procurar uma roupa para sair para o almoço com seus amigos. Arrumou-se rapidamente e saiu do apartamento para encontrar Sehun e Jongin em um restaurante próximo de onde morava.

 

~”~

 

—  Tá, agora conta o que aconteceu. –  Jongin falou encarando o amigo após fazerem seus pedidos no restaurante.

—  Naquele dia quando a gente tava saindo da festa da parceria no Softel, eu perguntei se ele não queria se encontrar pra gente conversar… –  suspirou e olhou pros amigos que o encaravam atentos —  Nós jantamos juntos ontem.

—  E ele te dispensou nesse jantar? –  questionou Sehun com uma sobrancelha arqueada.

—  Não. –  deu um riso triste —  A gente conversou, ele meio que se declarou pra mim… Praticamente disse que ainda sentia o que sentia por mim quando a gente estava junto. A gente meio que acabou discutindo sobre isso, só que acabamos nos resolvendo de alguma forma, sabe? –  suspirou e encostou as costas na cadeira cruzando as mãos sob o colo —  Estávamos falando sobre nossos motivos de termos nos afastado até que o garçom nos interrompeu porque o restaurante ia fechar…

—  Tinha que ter alguém pra atrapalhar o momento, né? –  Jongin revirou os olhos —  Continua. – indicou para o amigo prosseguir.

—  Pois é –  suspirou —  Só que quando estávamos no hall do hotel e eu ia me despedir, ele me chamou pra subir… –  levantou o olhar para os amigos e os viu arregalarem os olhos. 

—  Mentira! –  exclamou Sehun colocando uma das mãos em frente a boca e acabou por soltar uma risadinha —  Já tô vendo tudo que aconteceu, mas prossiga. –  apoiou o queixo na mão. Ambos os amigos estavam interessados.

—  Não deu tempo nem da gente chegar no quarto. Eu e ele já tínhamos bebido muito vinho e… –  sorriu de canto lembrando da cena —  Ele praticamente voou em cima de mim dentro do elevador. E aí vocês já sabem o que rolou, eu não vou dar detalhes. –  se ajeitou na cadeira e viu os amigos rirem baixinho.

—  Tá, mas eu não tô entendendo… Se vocês tiveram uma noite juntos… –  Jongin começou, mas fora interrompido por Chanyeol.

—  Ele me expulsou no outro dia, assim que eu acordei. – falou com um ar triste e deu de ombros.

—  E qual foi o motivo? –  questionou Sehun.

—  Disse que não podíamos continuar aquilo, que tinha sido um erro. –  respirou fundo e olhou pro teto balançando a cabeça negativamente alguns segundos antes de voltar a olhar os amigos para continuar: —  Ele disse que não queria passar pela mesma coisa que passamos antes, ou seja, ele acha que a gente vai se envolver e assim que ele for pra Coréia a distância vai afastar a gente de novo… Enfim, vocês já sabem… –  acabou formando um leve bico nos lábios por estar chateado.

—  Ele tá com medo. –  concluiu Jongin e Chanyeol assentiu —  E você vai fazer o que agora?

— Eu não sei. –  suspirou pesado.

—  Você tá se sentindo como? –  Sehun perguntou.

—  Triste. E puto. Muito puto, mas acho que mais triste. –  murmurou e viu Jongin indicar para que continuasse falando —  É que eu acho que ele tá errado, nós não somos os mesmos jovens de sete anos atrás, a gente não tem mais os mesmos empecilhos de antes, entende? –  assistiu os amigos assentirem com a cabeça —  Eu não culpo ele por se sentir assim, mas como ele não pode enxergar que as coisas são diferentes? Isso não quer dizer que a gente vai casar agora ou sei lá, mas ele poderia ter deixado a gente aproveitar o tempo que ele tá aqui, né? Porra, ele se declarou pra mim, cara, eu me declarei pra ele ontem. Eu me senti completo de novo, depois de anos, caras. –  comentou indignado —  Ele me fez voltar a sentir coisas que há tempo eu não sentia, é incrível como tudo que eu sentia por ele não foi apagado, eu não sei nem explicar direito.

—  Dá pra ver, amigo. –  Jongin começou —  O Baekhyun parece estar muito inseguro com isso tudo, ele não quer passar pelo o que passou e sim, não dá para culpar ele por sentir isso, só que você não acha que poderia correr um pouquinho atrás?

—  É, Chanyeol, pela história de vocês, o que afastou vocês dois foi o dia a dia e tal, mas mais a questão de um não correr atrás do outro… Pelo que dá pra ver, o Baekhyun é super orgulhoso e assim… –  fez uma pausa e se ajeitou na cadeira cruzando as pernas —  Acho muito difícil ele correr atrás de você, mesmo estando morrendo de vontade. Aliás, eu tenho certeza que ele te expulsou hoje sem vontade nenhuma de ter feito isso.

—  Eu sei que ele não queria. –  concordou com a cabeça —  Mas eu não sei… Eu não quero ser chato, não quero forçar ou ficar insistindo.

—  Chanyeol, presta atenção. O teu erro no passado foi não ter insistido. –  Jongin pontuou firmemente —  Ele não vai tomar iniciativa porque claramente ele é inseguro demais pra isso e acha que tá fazendo o certo, mas no fundo ele sabe que não, só que né… –  suspirou —  Ele não vai dar o braço a torcer e se você quer tentar, dessa vez você vai ter que fazer isso. Você quer realmente tentar ter algo com ele?

—  Quero.

—  Então pronto. –  sorriu carinhoso —  Amigo, você tem que correr atrás do que você quer, cara. Você nunca teve medo de correr atrás dos seus negócios, por que ser diferente na sua vida pessoal? 

—  É a sua felicidade Chanyeol, se ele ainda te abala, se vocês tem sentimentos um pelo outro e assim, você sabe que é recíproco, não tem porque não. –  Sehun deu de ombros e sorriu para o amigo.

—  Mas vocês acham que devo fazer isso agora? –  questionou hesitante.

—  O que você quer fazer? –  perguntou Jongin.

—  Eu acho melhor dar um tempo pra ele pensar, pelo que conheço o Baekhyun ele vai remoer isso o fim de semana inteiro… –  murmurou —  E a gente vai se encontrar na próxima reunião da parceria, que inclusive eu nem sabia que teríamos…

—  Nossa! –  exclamou Jongin —  Verdade! Você pode conversar com ele lá. É até melhor porque ele não vai ter como se esquivar de você de qualquer maneira… Aliás, é na segunda-feira...

—  Isso! Você deixa ele respirar esse fim de semana e na segunda você fala com ele. –  acrescentou Sehun.

—  Acho que é isso que vou fazer mesmo… 

O assunto acabou ali, pois naquele mesmo momento o garçom trazia seus pedidos. Comeram e conversaram mais um pouco sobre suas vidas, o trabalho e o dia a dia corrido que tinham. Acabaram marcando de se encontrarem na casa de Chanyeol pela noite para tomarem um vinho juntos e assistirem o jogo da NBA que passaria aquela noite. 

 

~”~
 

Baekhyun, Kyungsoo e Minseok andavam pelo Central Park cada um carregando um cachorro-quente americano nas mãos e um chá gelado na outra. Estavam aproveitando pra comer porcarias de Nova Iorque naquele sábado com clima ameno. Sentaram-se em um dos bancos do parque e ficaram observando as pessoas caminharem e interagirem por ali.

—  Baekhyun. –  Kyungsoo chamou o amigo que respondeu com um murmúrio pois estava com a boca cheia —  Você tá estranho hoje, o que aconteceu? –  se inclinou para olhar o amigo que estava sentado na outra ponta do banco.

—  Nada demais. –  comentou com a mão em frente a boca pela mesma estar cheia de comida.

—  Vai, Baek, desembucha! A gente sabe que aconteceu alguma coisa –  Minseok cutucou o amigo com o cotovelo enquanto amassava o papel que anteriormente carregava o cachorro-quente.

—  Vocês não deixam uma passar, né? –  falou bufando enquanto limpava a boca com as costas da mão —  Eu e o Chanyeol conversamos ontem, só isso. 

—  Ah é? –  Kyungsoo exclamou interessado —  Conversaram sobre aquele negócio que contou pra gente ontem?

—  Sim. –  bebeu o chá gelado e desviou o olhar dos amigos. Não queria falar sobre o assunto, não queria pensar em Chanyeol. 

—  Baek… –  Minseok chamou com os olhos estreitos —  Você tá bem?

—  Tô… –  olhou para os amigos que estreitaram mais os olhos e acabou soltando um suspiro pesado —  Tá… Não tô, mas deixa pra lá, vai passar. –  deu de ombros e cruzou os braços.

—  Você sabe que pode falar com a gente sobre isso. –  Kyungsoo tentou encorajar o amigo a falar, não gostava de vê-lo daquela forma, sabia que quanto mais ele guardava seus sentimentos para si, mais ele se sufocava neles.

—  Eu sei… –  respirou fundo e olhou para o céu azul —  É só que é muito difícil… A gente… –  hesitou e fechou os olhos antes de continuar: —  A gente dormiu juntos ontem, depois de jantar. Eu chamei ele pra subir. –  abriu os olhos e virou a cabeça para voltar a olhar os amigos que o olhavam surpresos —  Sim, eu sei… –  revirou os olhos.

—  Você chamou ele pra subir? O que vocês conversaram antes pra você chamar ele, Baek? –  Minseok perguntou curioso.

—  A gente falou sobre nosso passado, meio que a culpa do nosso afastamento foi de nós dois. Eu sabia disso já, mas eu nunca quis aceitar, porque achava que só eu tinha sofrido. –  suspirou e apertou mais os braços cruzados sentindo o peito começar a apertar pela lembrança —  No fim de tudo acabei deixando escapar que ainda sentia coisas por ele, sabem como eu sou linguarudo… –  deu uma risada triste.

—  Sabemos bem. –  Kyungsoo deu um sorriso triste para o amigo, Minseok acompanhou e deu um sinal para que Baek continuasse.

—  Só que nessa hora o garçom atrapalhou a gente e tivemos que ir embora porque o restaurante ia fechar. Bom, nós saímos juntos e antes que ele pudesse se despedir eu chamei ele pra subir pra continuarmos a conversa… –  olhou receoso pros amigos que riram baixinho.

—  Nem você acreditava que iriam apenas conversar, Baekhyun. –  Minseok deu uma risadinha baixa enquanto balançava a cabeça —  Não com toda a tensão sexual entre vocês dois.

—  Então… –  soltou um riso nasal e desviou o olhar pro próprio colo —  No elevador ele me falou umas coisas, praticamente no pé do meu ouvido… E eu já tinha bebido umas taças de vinho… –  voltou a olhar pros amigos que o julgavam com um olhar divertido —  Eu não aguentei ta bom? Quando eu ouvi ele falando que sentia minha falta, eu voei no pescoço dele. –  fechou os olhos e espiou com um deles para os amigos, sentia-se um pouco envergonhado pela atitude impulsiva.

—  Típico de Byun Baekhyun. –  Minseok comentou fazendo com que os três amigos rissem. —  Mas e aí? Por que você ta assim estranho, então? Não é algo bom vocês terem se resolvido e tudo mais? –  o olhou confuso.

—  Eu expulsei ele hoje de manhã. –  olhou os amigos com receio, já esperava receber um sermão.

—  Por que, Baekhyun? –  Kyungsoo perguntou indignado e com os olhos levemente arregalados.

—  Não me diz que… –  Minseok começou, mas foi cortado por Baekhyun.

—  Eu pirei, tá bom? – despejou —  Eu comecei a pensar que seria a mesma coisa que foi antes, que a gente teria um momento de remember aqui, seria mil maravilhas, só que iríamos sair mais machucados ainda, porque não podemos manter isso. –  balançou a cabeça e voltou a cruzar os braços apertando forte sobre o peito que estava acelerado só de lembrar.

—  E por que não, Baekhyun? –  Minseok questionou.

—  Porque a gente vai embora daqui uma semana e meia, Minseok. A gente não vai conseguir manter de novo uma relação a distância. Não tem como. –  falou seco.

—  Tem certeza? –  Minseok arqueou as sobrancelhas —  Vocês estão em outro momento da vida de vocês, estão maduros, carreiras estáveis… Não faz sentido, Baekhyun. –  o mais velho balançava a cabeça indignado com a atitude do amigo.

—  Não faz mesmo, Baek. Vocês têm a chance de fazer diferente agora. Ainda mais sabendo que o sentimento de vocês ainda está aí… –  murmurou Kyungsoo olhando pro amigo com compaixão.

—  Mas eu acho melhor não, eu sei que vai ser a mesma coisa. –  desviou o olhar dos amigos e ficou olhando para as pessoas que passavam pelo parque.

—  Você deveria se dar uma segunda chance… –  Minseok murmurou —  Mas você que tem que decidir o que é melhor pra você, eu só não quero ver você triste de novo. 

—  Não precisa se preocupar comigo, Min. –  suspirou e levantou indo até uma lixeira ali perto, jogando o papel do cachorro-quente e o copo do chá vazio no lixo —  Vamos? –  indicou com a cabeça. Os amigos assentiram e seguiram Baekhyun para voltarem a aproveitar o dia por Nova Iorque. 

Baekhyun passou o resto da tarde com os amigos fazendo compras e andando pelo centro da cidade. Boa parte do passeio conseguiu tirar os pensamentos que o sufocavam da cabeça, mas assim que voltou para o seu quarto de hotel eles voltaram a rodeá-lo. 

No fundo ele sabia que tinha feito tudo errado, que havia se precipitado em dispensar Chanyeol tão rapidamente, mas se conhecia. Sabia que ia acabar se emocionando demais, iria se envolver demais e ia acabar se quebrando todo por dentro quando esse tempo em Nova Iorque acabasse. Mal conseguia superar a noite que tiveram, imagine só se passassem todos os dias juntos… Tinha que admitir, já estava perdido, mas não podia deixar-se perder mais. Ao mesmo tempo que seu subconsciente dizia que ele deveria arriscar de novo, principalmente pelos sentimentos que o assombravam desde sempre, seu consciente vivia gritando pra si: “Não faça, não se envolva!”, “Você vai se machucar de novo, não seja burro!”. A última coisa que queria era se afundar em mágoas mais uma vez. 

Pediu um vinho pelo telefone no serviço de quarto do hotel, deitou-se na cama e ligou a televisão, botou em um filme qualquer e ficou ali, fingindo assistir o filme enquanto bebericava seu vinho e pensava em sua vida. Se não tivesse o chamado para subir, não estaria assim, era o que pensava. Enquanto sentia o quente do vinho descer pela garganta, lembrava-se da respiração quente e pesada de Chanyeol em seu pescoço. Lembrava do toque da boca carnuda na sua, das mãos grandes explorando cada parte do seu corpo o deixando arrepiado. 

Fechou os olhos e suspirou, sentiu o corpo estremecer apenas por lembrar das rodadas de sexo que tiveram durante toda a noite, a forma como Chanyeol ainda era muito cuidadoso ao tocar em si. Acabou-se perdendo em seus pensamentos enquanto tomava o vinho até que o celular tocou indicando que havia recebido uma mensagem. Pegou o aparelho e arregalou os olhos ao ler o nome na tela. Era Park Chanyeol.

 

~”~

 

Chanyeol, Sehun e Jongin já estavam os três bêbados quando a partida do Knicks contra o Bulls havia terminado. Riam e conversavam enquanto estavam sentados na sala do mais velho. Sehun levantou para pegar mais cervejas enquanto Jongin e Chanyeol continuavam sentados na sala.

—  Fazia tempo que não riamos assim. –  Jongin comentou colocando as mãos na barriga que já doía de tanto que riam.

—  A gente realmente precisava disso. –  Chanyeol fechou os olhos e jogou a cabeça para trás no sofá enquanto cruzava as pernas.

—  Cara, olha o que eu achei! –  Sehun falou enquanto voltava da cozinha com um engradado de cervejas em uma mão e uma caixinha na outra.

—  O que? –  o maior levantou a cabeça do sofá para olhar o amigo e soltou uma risada quando viu o que ele segurava —  Essa caixinha é da Yoora. 

—  Que isso? –  Jongin estreitou os olhos tentando identificar.

—  É uma caixinha de música –  Sehun comentou enquanto colocava o engradado na mesa de centro e sentava entre os dois amigos segurando a caixinha no colo.

—  Me dá isso aqui. –  Chanyeol puxou a caixinha das mãos do amigo e colocou na sua frente no sofá.

Sehun pegou uma cerveja pra si e entregou para ambos os amigos. Jongin e o mais novo ficaram observando Chanyeol mexer na caixinha de música enquanto bebiam suas cervejas. O maior abriu a caixa e tomou um susto quando uma bailarina delicada surgiu de dentro da caixa, fazendo os outros dois amigos caírem na gargalhada.

Ô caralho! –  exclamou com a mão livre no peito enquanto segurava a cerveja com a outra —  Que susto da porra. –  falou rindo acompanhando os amigos.

Logo parou de rir e os amigos voltaram a observá-lo. Chanyeol bebericou sua cerveja e girou a manivela, fazendo com que a bailarina começasse a girar e tocar Für Elise de Beethoven. O maior ficou encarando a bailarina dançar com uma atenção de outro mundo. Os amigos o observavam e de vez em quando desviavam o olhar para a caixinha de música. Park estava tão vidrado no movimento da bailarina e da caixinha que não percebeu que tinha começado a chorar.

Sehun e Jongin ambos se olharam com os olhos arregalados e voltaram a observar Chanyeol que agora estava segurando a caixinha nas mãos com os olhos marejados e encarava a bailarina com um bico nos lábios. As lágrimas escorriam pelo rosto do mais velho, fazendo com que os amigos ficassem travados e não soubessem o que fazer. Chanyeol fungou e esfregou o rosto limpando as lágrimas, botou a bailarina na mesa de centro e levantou do sofá, sendo acompanhado pelo olhar dos amigos.

—  Yeol? –  Jongin murmurou hesitante.

—  O quê? –  olhou pro amigo com os olhos avermelhados pelo choro recente.

—  Tá tudo bem? –  perguntou com receio.

—  Tá tudo sim. –  sorriu sem dentes –  Só preciso ir no banheiro. 

Não esperou os amigos responderem e andou às pressas até o banheiro do seu quarto. Trancou-se lá dentro e foi direto pra pia lavar o rosto com água gelada. Lavou os pulsos e olhou-se no espelho. Estava horrível, pelo amor de Deus! A que ponto havia chegado? Chorando por causa de uma caixinha de música? Chanyeol estava indignado consigo mesmo. Enquanto olhava a bailarina girar e Für Elise tocar, só conseguia lembrar-se de Baekhyun, malditas lembranças. O loiro tocava piano e essa era uma das músicas favoritas dele, não tinha como não lembrar do menor. Havia recém tido uma noite incrível com ele, levou um fora logo depois e pra melhorar estava bêbado, sensível e aquela maldita caixinha começou a tocar uma das músicas que Baekhyun mais tocava quando o assistia no piano. 

Sentiu o corpo esquentar por ter ficado com raiva de si mesmo, mas também de Baekhyun. Como ele pôde? E num surto de coragem e desinibição pelo álcool que corria no seu sangue, pegou o celular do bolso, abriu o aplicativo de mensagens e começou a digitar furiosamente.

 

Park Chanyeol (23:39):

quem vc pensa q é bekahyun?????

pq vc me deixou?? eu to muuuuuuito PUTO cotiogo

mas eu tbm too muito troste, vc noa temm ideia de como meu coarcao ta doendo

 

Enviou as mensagens e ficou olhando pra tela esperando o outro responder. Viu o status dele ficar “online” e as mensagens serem lidas. Sentiu o coração disparar e engoliu em seco esperando por uma resposta, que acabou não vindo, pois o status ficou “visto por último às 23h40”. Soltou um grunhido e ficou com mais raiva, voltando a digitar no aplicativo.

 

Park Chanyeol (23:41):

cmo vc ousa me dixar no vacuo????

pois leia bem oq eu vou esrcever byuon beakhyum, vc ta snedo injsuto commigo e com vc memso ok???

 

Park Chanyeol (23:43):

vc disse q sentia minah falta e eu senti a sua, isso noa é suificitent????

eu tive o melhjor orgasmo da mihna vida ontem dps de aaaaaaaaanos

votlei a sentir meu ocarçao acelerar dnv como nunca mais tinah sntido

como vc pode me machucar assim?

 

Enquanto digitava com raiva sentia as lágrimas rolarem pelo rosto, não estava nem preocupado se estava digitando tudo errado. Estava cansado daquilo, mas precisava descontar e falar o que estava sentindo, sentia que precisava fazer aquilo. Viu o status do outro mudar várias vezes enquanto esperava inutilmente por uma resposta que não vinha. 

Tinha voltado a digitar algo quando a porta do banheiro foi aberta com força por Sehun que olhou incrédulo pro amigo, Jongin espiava atrás. Por impulso e pelo susto, Chanyeol escondeu o celular atrás do corpo e se endireitou olhando pros amigos com cara de culpado.

—  Você tava mandando mensagem pra ele, né? –  Sehun falou com a mão apoiada na cintura. Chanyeol negou com a cabeça. —  Estava sim, sua cara não engana.

—  Yeol… –  Jongin murmurou —  Não se tortura mais cara, lembra do que falamos no almoço hoje. –  entrou no banheiro e ficou do lado do amigo apoiando a mão no ombro do outro tentando o confortar.

—  Eu só… –  sentiu a garganta embargada e os olhos marejaram —  Eu… Me desculpem. –  relaxou os ombros e olhou pra baixo sentindo mais lágrimas rolarem.

—  Chanyeol, toma um banho gelado e vai dormir… –  Sehun murmurou enquanto trocava olhares de preocupação com Jongin —  Você precisa descansar. 

—  Isso, amigo, toma um banho, relaxa e vai dormir. –  sorriu e puxou o rosto do amigo pra cima, fazendo-o olhar em seus olhos —  Vai passar, você vai resolver isso com ele. Mas insistir agora não vai te fazer bem e nem pra ele. Tá bom? –  assentiu pro amigo e o assistiu afirmar com a cabeça. Limpou o rosto do amigo com os dedos e sorriu. —  Eu e o Sehun já vamos, mas precisa me confirmar de que você não vai mais mandar nada pra ele e me prometer que vai dormir. 

—  Tá bom. –  respirou fundo e olhou de um amigo para o outro —  Prometo que não vou mandar mais mensagens pra ele.

—  E vai dormir. –  Sehun completou.

—  Vou tentar… –  o maior suspirou.

—  Tentar já está ótimo. –  Jongin sorriu o encorajando.

Os amigos ajudaram Chanyeol a arrumar as coisas na sala e na cozinha antes de se despedirem do maior e certificarem-se de que ele já estava melhor. Frisaram mais uma vez a importância de Park não ir atrás novamente de Baekhyun, principalmente por que ele poderia acabar falando algo que se arrependeria depois. Na verdade, já estava arrependido. 

Assim que os amigos foram embora, largou o celular em cima da cama e foi tomar um banho antes de deitar na cama e tentar dormir. Rolou várias vezes no colchão pensando e pensando. Pegou o celular para olhar as mensagens que enviou e sentiu um misto de vergonha com arrependimento, que merda estava pensando? Era um idiota mesmo, nunca havia agido assim. Agora mesmo que Baekhyun não iria querer olhar na cara dele. Apertou os olhos sentindo raiva de si mesmo, virou de costas na cama e enfiou a cara no travesseiro para dormir ou tentar esconder a vergonha que tomava conta de si.


Notas Finais


Sim, eu também to querendo chorar. Não sei nem o que dizer depois de ter escrito esse capítulo, mas quero ouvir o que vocês estão achando... Me contem tudo nos comentários, por favor!!! <3

Minha dm e meu curiouscat estão abertos pra críticas e sugestões também para quem quiser:
https://twitter.com/loeybar
https://curiouscat.me/loeybar

Beijinhossss!! E até a próxima atualização!!


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