História Sozinha. - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adolescente, Amor, Casal, Hentai, Paixão, Relação, Relacionamento, Romance, Violencia
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Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, o capítulo anterior foi curtinho. Mas prometo que nesse vou compensar.
Boa leitura ❣️😘

Capítulo 5 - Capítulo Cinco.


O Kael me deixou na porta do meu prédio depois de fazer o pequeno trajeto debochando da minha situação. Entrei no apê e brinquei com o Bingo que não se importou com minhas roupas encharcadas e pulou em mim. Depois deitar e rolar com ele, acabei esquecendo que deveria pagar uma aposta e sair com Kael. Me levantei do chão preguiçosa e me dirigi até o chuveiro.

***

Justo na parte de cima e solto apartir do quadril, assim era o vestido preto que  eu estava usando, que ia mais ou menos até a metade das minhas coxas. Salto preto, mas não muito alto. Cabelo preso em um coque despojado com alvos fios soltos e um par de argolas pratas na orelha. 

Atendi meu interfone assim que ele tocou, Kael se anunciou e logo em seguida eu desci. A cada passo que eu dava sentia que ia me arrepender muito dessa aposta e principalmente porque eu estava indo pagá-la sem questionar. É que no fundo, lá no fundo eu sabia que isso podia ser muito divertido e no máximo que iriamos fazer seria aplacar nossas vontades e amanhã seria um novo dia normal.

Meu queixo caiu ao ver Kael me esperando do lado de fora do carro. Que eu já achava ele bonito eu já havia dito, mas a forma com que ele estava vestido o deixou extremamente sexy. Camisa social justana cor branca, calça jeans escura, suspensório bordô, o qual uma alça estava no seu ombro direito e a outra caída na lateral do quadril. Cabelo bagunçado e o sorriso de satisfação no seu rosto estava enorme.

- Lexi... - deu suspiro - Você está uma gata, nem parece aquele pinguim encharcado que eu deixei aqui antes!

- Kael..  - imitei seu suspiro - Você está tão gato que... - dei uma pausa - Ah, não, pera, a cara continua a mesma! Mas a roupa está ótima! - debochei.

Ele apenas estreitou os olhos rindo de lado. Em um gesto até que cavalheiro, abriu a porta pra mim e a fechou. Confesso que depois que eu entrei no carro a minha vontade foi de abrir a porta e sair correndo. Aquilo poderia ser um erro.

- Onde vamos? - perguntei.

- A uma festinha! - sorriu.

- Festinha? - arqueei uma sobrancelha. Na minha cabeça íamos sair pra tomar algo, comer, nada de muvuca e multidão.

- Tem um amigo meu que está na universidade, vai fazer uma festinha na sede da fraternidade. Não quero ir naquela tortura sozinho! - me olhou de canto.

- Quer me levar pra uma festinha a qual você julga uma tortura? - indaguei.

- Sim! Com você lá ela não vai ser tão entediosa! - riu.

Apenas revirei os olhos.

****

Quando chegamos a sede já estava cheia de gente, vulgo, de bêbados. Quando abrimos a porta da frente, tinha tanta gente lá dentro que não havia espaço pra andar.

- Vamos dar a volta! - Kael disse fazendo uma careta. E eu fui anda do atrás dele, perdida e me perguntando o que eu fazia ali.

Atrás da sede, que mais se parecia com uma casa gigante de dois andares, tinha tantas pessoas quanto lá dentro. Mas não ficava apertado porque o terreno era enorme. O Kael começou a cumprimentar algumas pessoas pelo caminho que ficavam me olhando curiosas e que eu não fazia questão de cumprimentar.

Chegamos até máquina de chopp, ele encheu um copo e me deu, logo em seguida enchendo um pra ele.

- Qual deles é o seu amigo que está dando a festa? - perguntei.

- Nenhum deles! Não consegui vê-lo ainda no meio desse povo todo! - deu de ombros.

Fiquei olhando ao redor, eu literalmente não servia pra estar num lugar assim. Todo mundo bêbado fazendo merda. Mulheres quase nuas, homens quase  se masturbando vê do a cena. Pessoas beijando quem não deveria, mostrando mais do que podia, fazendo algo que poderia levar ao óbito se desse errado. E eu ali apenas existindo no meio de tudo aquilo.

Quando percorri o meu olhar mais um pouco vi Kael ali na minha frente com os olhos azuis parados sobre mim.

- Vamos sair daqui? - eles fez uma careta.

- Por favor! - respondi.

Ele abriu um freezer ao lado da máquina de chopp e tirou duas garrafas de dentro, duas garrafas de Bourbon, o melhor whisky. 

- Ninguém vai sentir falta disso! - deu de ombros e saiu no meio das pessoas, e lá fui eu novamente correndo atrás feito uma pata, fala sério.

Ele começou a cruzar todo o restante do terreno da fraternidade andando sobre o gramado extenso e úmido. Logo o barulho da fraternidade e da música foram desaparecendo, até que sumiu de vez, permitindo que só se ouvisse os nossos passos. 

Chegamos ao final do terreno, onde haviam algumas árvores grandes, mas o que me impressionou mais foi a lagoa que havia ali, na qual a lua se refletia lindamente.

Kael sentou no chão encostando as costas no tronco de uma árvore - Vem! - disse dando dois tampinhas ao seu lado, para que eu fosse sentar.

Me abaixei com cuidado e me sentei ao seu lado. Ele me estendeu uma das garrafas de Bourbon, peguei e percebi que já estava aberta. Tirei a tampa e tomei um gole, o líquido desceu rasgando minha garganta 

- Kael, posso te fazer uma pergunta? - perguntei encarando a lua.

- Claro! 

- Por que me trouxe aqui? Por que sair comigo?

- Por que está perguntando?

- Não responde minha pergunta com outra pergunta! - revirei os olhos, ele riu - Parece que nem você não queria vir nessa festa.

- Está certa! Me pegou! - tomou um gole de whisky - Não sou do tipo que gosta dessa muvuca, mas como a festa é do meu amigo eu vim, mas nem ele está na própria festa! - deu de ombros - E você está aqui porque perdeu uma aposta, não reclame, se você não fosse tão teimosa poderia estar em casa assistindo filme romântico e pensando no seu príncipe encantado!

- Você acha que eu fico fazendo isso? - reclamei.

- E não fica? - me olhou.

- Não eu não fico! Eu deixei de acreditar em príncipe, alma gêmea, tampa da panela, disso tudo, faz muito tempo! - suspirei quando algumas lembranças apareceram na minha mente, que espantei tomando dois golpes de whisky.

- Uhum! - ele resmungou.

- E você? Assiste filme pornô e se masturba? 

- Nossa! Você é meio perturbada né? - me encarou.

Dei de ombros, não era isso que eu queria falar, muito menos perguntar. Acontece que às vezes eu não consigo conversar sem fazer uma gracinha ou algum deboche ou comentário sarcástico. Mas também não iria pedir desculpa.

O silêncio tomou conta, o que eu estranhei. O Kael sempre estava implicando comigo, fazendo alguma piada, debochando, e essa noite ele parecia diferente, quieto, pensativo.

- Você está arrependido não é? - perguntei quase com um sussurro, foi mais pra um pensamento muito alto.

- Do que? - ele se virou pra mim.

- Da aposta, de ter ganhado! - sorri um pouco sem graça.

- Nenhum pouco! - riu - Me desculpe, estou com alguns problemas na cabeça, não entenda como se isso fosse algo com você! 

- Podemos ir embora, eu não vou ficar chateada!

- Não, eu não quero ir embora. Eu estou confortável assim, mesmo que sem assunto! - ele sorriu de lado, em seguida tomando mais um gole do whisky - Nossa, você está com frio Lexi! Por que não me falou? - apontou para o meu braço que estava arrepiado. Ele sentou mais perto de mim e passo o braço ao meu redor, pousando a mão no meu braço, ele estava quente e em poucos segundos o frio passou. 

Fiquei um pouco constrangida com a sua atitude, mas na verdade eu estava com frio, me permiti ficar ali do seu lado aproveitando do seu calor por enquanto.

- Você é muito bonita Lexi! 

Arregalei meus olhos com o comentário aleatório.

- Mesmo quando está igual um pinguim encharcado! - riu.

Dei uma leve cotuvelada na sua costela.

- Calma! - riu - Você pode me bater, mas eu sei o que você sente por mim!

- Como assim o que eu sinto por vocês? - perguntei um pouco alto.

- Qual é o nome mesmo? - fez de conta estar pensando - O nome de quando uma pessoa te abraça e você sente o pulso do coração dela acelerar?

- hã? - arqueei uma sobrancelha.

- Quando eu passei meu braço ao seu redor eu senti o pulsar do seu coração, ele estava forte e rápido, mas depois ele diminuiu, acho que você ficou tensa! - mordeu o lábio inferior me provocando.

Aquilo me irritou um pouco e depois de alguns goles de whisky eu saí do controle.

- Escuta aqui Kael! - disse pegando na sua mão e tirando do meu braço - Admiro seu esforço, querer me deixar com vergonha, me intimidar, ficar me elogiando e tudo mais. Mas eu não vou cair nessa, não vou! Você não vai conseguir me levar pra cama com isso. Você é o mesmo tipinho de todos, fala, fala e fala, só é lábia pra conseguir o que quer, é aquele príncipe encantado com tudo que tem direito, depois some diz que não quer mais e pronto e as vezes nem diz. Mas como eu já disse, eu não caio nessa, se eu quisesse transar, eu falava, a gente transava e pronto depois cada um para o seu lado. Não precisa de todo esse teatrinho pra passar pra mim que é uma boa pessoa, um cara legal, sendo que a sua intenção é a mesma de todos! - despejei tudo sem tomar ar, sem ponto, nem vírgula.

- Nossa...- ele suspirou me encarando - Quem foi Lexi? - perguntou.

- Quem foi o que? - pergunta teu ainda brava.

- Quem foi que te machucou tanto assim a ponto de você não confiar mais em ninguém? - perguntou sussurrando, olhando nos meus olhos.

Eu não respondi, aquela pergunta tinha doido lá dentro do peito. Eu senti. Eu não respondi, não porque não sabia o que responder, era porque eu sabia exatamente o que responder e quem tinha sido.

- Eu quero ir embora... - me levantei com dificuldade cambaleando pelo whisky.





Notas Finais


E aiii o que acharam.....


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