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História Sozinha, de novo - Capítulo 1


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Notas do Autor


Estou bastante inseguro quanto a essa história, tanto por ser a primeira cujo não vai ter algum beta corrigindo meus erros, quanto por causa de ser algo consideravelmente longo do que eu costumo escrever UASHAUS.

De qualquer forma, boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Rafaela sentia a brisa do vento sobre seu cabelo, percebia com o contato do vento em seu rosto a maquiagem borrada, causada pela sombra esfumada que se borrou com o turbilhão de lágrimas. Sentada na ponta de um prédio, era como se finalmente tivesse uma paz interior para falar consigo mesma enquanto olhava as luzes da cidade.

— Rafaela! — Davi havia chegado chutando a porta com toda a força que tinha, respirava ofegante pelo tanto de degraus que tinha subido, era notado de longe o suor que tinha, afinal, o terno que estava usando não ajudava para exercícios. Ele parou para olhar minuciosamente Rafaela, se não fosse a sua cara tão triste, poderia jurar que estaria saltitando em ver sua namorada naquele lindo vestido.

— Desce daí! V-você não precisa fazer isso, o pessoal está e-esperando lá dentro... — Davi não conseguia falar direito, talvez seja pelo desespero em ver que talvez a menina realmente pularia de lá, ou por ainda não ter conseguido recuperar o fôlego.

— Não mente para mim, eu sei que ninguém me quer lá. — Foi como se fosse uma verdade que rasgou inteiramente sua garganta ao ser dita, enquanto os risos e as caras de nojo repercutiam sempre em sua mente.

— Eu sei que alguns foram babacas, mas não liga pra isso! A Ana está lá, o Carlos também! Eles vão te apoiar de qualquer forma, você sabe disso! — Davi se aproximava aos poucos, tentava manter o tom de voz mais acolhedor possível, para não mostrar de jeito nenhum que estava zangado ou mandando nela. — Eu estou aqui também.

— Eu sei... Mas, eu não consigo, eu não suporto mais tudo isso que eu sinto, eu não suporto mais! — Foi quando aquela vontade surgiu de novo, o choro indeterminável, a vontade de gritar que rasgava o peito, e o sentimento que estava sozinha. Mesmo que ouvia sobre as poucas pessoas que a apoiavam, Rafaela não conseguia fazer entrar na sua mente que alguém naquele momento a apoiava.

— Então vamos embora! Eu te levo pra casa, ou para o restaurante que adora, posso comprar as maquiagens que tanto ama! — Era difícil não deixar o desespero não tomar conta sobre a cabeça do jovem, sentia as pernas tremulas e o coração com batimentos fora do limite, ver uma garota animada com um semblante tão fechado o matava aos poucos. — Por favor, desce daí — Erguia sua mão direita para cima, esperando Rafaela se virar e finalmente segurar sua mão.

— Eu não quero... Eu não posso... — Foi quando a garota deixou sair tudo pra fora, gritava enquanto derrubava mais lágrimas sobre seu vestido, pensava na família, onde foi completamente abandonada, pensava nos amigos que mudaram e nunca mais queriam olhar para elas. Sobraram tão poucas pessoas... E mesmo assim, a jovem pensava que uma das únicas que restaram estava perdendo seu tempo com alguém tão inútil.

Davi foi aos poucos, e segurou o braço da menina que em imediato se soltou contra. Rafaela se revirou e olhou firmemente aos olhos do companheiro, que foi quando Davi notou o medo, a angústia e a solidão que sua namorada estava sentindo.

— Me desculpa. — Rafaela fechou a boca e tentou dar o sorriso mais largo que conseguia, e olhando fixamente para Davi, queria dizer apenas com sua expressão o quanto o amava, e que principalmente, estava grata por tudo.

 

( . . . )

— Você soube? — A senhora olhava para sua amiga enquanto tomava chá. — A filha da Gabriela se matou, no dia do aniversário dela, tadinha.

— Que horror! — Dizia a outra de cabelo grisalho. — Mas não me lembro de nenhuma filha, ela não tinha três filhos homens?

— Sim, sim, o Rafael – ou sei lá como eu deveria o chamar – se tornou uma mulher, falou toda aquela baboseira de que se identificava como uma. A mãe dele expulsou ele de casa, e ai ele começou a viver com o namorado. — Pausava enquanto acabava de comer o  pedaço de bolo. — Passou hoje no jornal, ela se matou no prédio que ficava o apartamento do namorado.

— Realmente, é algo difícil de se ouvir, coitada da Gabriela, ter um filho tão jovem que já vai queimar no inferno. Se meu neto for assim, eu faria o mesmo tirando de casa.

— Pois é né! Esses travecos de hoje em dia estão acabando com a sociedade atual. 


Notas Finais


Sim, mais uma história depressiva completa. IOWQERHI
Muito obrigado por ter durado até aqui! <3


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